1 LEI COMPLEMENTAR Nº 005/2011
“INSTITUI O TRATAMENTO JURÍDICO DIFERENCIADO, SIMPLIFICADO E FAVORECIDO A SER DISPENSADO ÀS MICROEMPRESAS (ME), ÀS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (EPP) E AO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL (EI),
NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE POMPÉU, NA
CONFORMIDADE DAS NORMAS GERAIS PREVISTAS NO
ESTATUTO NACIONAL DA MICROEMPRESA, DA
EMPRESA DE PEQUENO PORTE E DO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL INSTITUÍDO PELA LEI COMPLEMENTAR (FEDERAL) Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.
A Câmara Municipal de Pompéu, Estado de Minas Gerais, por seus representantes legais, aprova, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º – Esta Lei Complementar estabelece o tratamento jurídico diferenciado,
simplificado e favorecido a ser dispensado às Microempresas (ME), às Empresas de Pequeno Porte (EPP) e ao Empreendedor Individual (EI) no âmbito do Município, na conformidade das normas gerais previstas na Lei Complementar (federal) nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte:
Parágrafo Único - O tratamento específico à Microempresa e à Empresa de Pequeno
Porte encontra-se fundado no Artigo 179 da Constituição Federal.
Art. 2º – Beneficia-se desta Lei a Pessoa Jurídica classificada como Microempresa,
Empresa de Pequeno Porte e o Empreendedor Individual e a Pessoa Física classificada como Autônoma, de acordo com os parâmetros legais estabelecidos nas legislações de âmbito nacional e estadual, ressalvando-se as vedações, restrições e condicionantes vigentes.
Art. 3º - As disposições estabelecidas nesta Lei Complementar e em seus decretos
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Autônomas.
CAPÍTULO II
DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA, EMPRESA DE PEQUENO PORTE E EMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Art. 4º - Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - microempresa ou empresa de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário como definidas na Lei Complementar (federal) nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (Lei Complementar federal nº 123/2006, Artigo 3º);
II - empreendedor individual – EI, para efeito de aplicação de dispositivos especiais previstos nesta lei, o empresário individual que optar por pertencer a essa categoria, desde que tenha auferido receita bruta, no ano calendário anterior, de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais) e atenda todos os requisitos a ele relativos previstos na Lei Complementar federal referida no inciso I (Lei Complementar federal nº 123/2006, Artigo 18-A, 18-B e 18-C, na redação da Lei Complementar federal nº 128/2008);
Parágrafo Único - Os valores de referência obedecerão às atualizações monetárias
verificadas mediante lei complementar federal.
CAPÍTULO III
ESTÍMULO AO DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL
Art. 5º - Com objetivo de instaurar ambiente e instrumentos específicos de forma a
propiciar a implementação das políticas públicas municipais do tratamento diferenciado e favorecido às Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedor Individual - EI, poderão ser instituídos através de Decretos:
I - o Comitê Municipal de Apoio à Micro e Pequena Empresa, com a finalidade de reunir num só grupo de trabalho, todos os órgãos das diversas esferas governamentais, que disciplinam os regulamentos a serem cumpridos pelas empresas, além das entidades de apoio e incentivo à prática empreendedora,
II - o Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa com a finalidade de mobilização dos diversos segmentos em prol das políticas públicas estabelecidas nesta Lei,
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IV - a Câmara Empresarial de Arbitragem, como instrumento facilitador da conciliação prévia, mediação e arbitragem na solução de conflitos e litígios envolvendo as relações privadas, com atendimento especial às Micros e Pequenas Empresas,
V - o Fundo do Desenvolvimento Econômico e Social – FUNDES, como instrumento de captação, formação e gestão de ativos econômicos para investimento na infra-estrutura urbanística e imobiliária para instalação de empresas, com prioridade de fomento à micro e à pequena empresa,
VI - o Procedimento Municipal de Compras Governamentais Seletivas da Micro e Pequena Empresa, de forma a estabelecer a sistemática nos processos licitatórios de aquisições de bens e serviços a preferência diferenciada e simplificada às Micro e Pequenas Empresas,
VII - o Programa Municipal de Desenvolvimento de Fornecedores Locais, com a finalidade de incremento das operações comerciais entre compradores e fornecedores locais,
VIII - o Programa Municipal de Promoção Comercial das Micro e Pequenas Empresas, com a finalidade de incremento da visibilidade dos produtos e serviços produzidos no Município, IX - Programa Municipal de Incentivo à Exportação, com a finalidade de incentivar a exportação de produtos e serviços da micro, pequena empresa e empreendedor individual - EI.
X - o Programa Condomínios Sócios Produtivos, como instrumento de promoção do compartilhamento de infra-estruturas físicas, logísticas, de comunicação, de gestão administrativa, de acesso ao crédito, ao mercado, às tecnologias, à troca de conhecimentos da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, e autônomos,
XI - o Sistema Municipal de Microcrédito Produtivo Orientado, como canal facilitador de relacionamento entre as instituições financeiras e às Micro, Pequena Empresa e Empreendedor Individual – EI, instaladas no Município,
XII - o Regime Especial do Incentivo Tributário Compensatório, como instrumento de concessão de créditos tributários no recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN, com os custos realizados pelas microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais - EI,
XIII - o Programa Municipal de Educação Previdenciária, como instrumento de elevação à sustentabilidade previdenciária dos munícipes,
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XV - o Programa de Formação Gerencial para o Micro e Pequeno Negócio, como instrumento de treinamento, capacitação e qualificação profissional dos aspirantes ao empreendedorismo e aperfeiçoamento do micro e pequeno empresário, e de seus empregados,
XVI – o Programa Municipal de Inovação Tecnológica, como instrumento de estimulo à inovação e a pesquisa e desenvolvimento tecnológico,
XVII – o Programa Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar, como estimulo à elevação do rendimento médio das famílias domiciliadas no Município,
XVIII – a Rede Municipal de Comércio Justo, como instrumento de articulação entre comerciantes e consumidores para a preferência de consumo de produtos e serviços oriundos das famílias integrantes do Programa Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar,
XIX – o Agente de Desenvolvimento como articulador das ações públicas para a promoção do desenvolvimento local e territorial, mediante ações locais ou comunitárias, individuais ou coletivas.
§ 1º: O Poder Executivo poderá promover o contínuo aperfeiçoamento dos instrumentos
estabelecidos nesta Lei, bem como, a ampliação e a introdução de outros, desde que em consonância com os preceitos legais aplicáveis.
§ 2º: O Poder Executivo poderá nomear os instrumentos estabelecidos nesta Lei através
de outras denominações específicas como forma de obter melhor compreensão publicitária dos seus propósitos.
Art. 6º - O Poder Público Municipal poderá prever nos instrumentos de planejamento
plurianual de ações governamentais, os programas, ações, recursos econômicos, financeiros, materiais e humanos com a finalidade de subsidiar a realização destas ações.
Art. 7º - Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a celebrar convênios e demais
instrumentos públicos, na forma da Lei, visando a participação e a cooperação da parte de instituições públicas ou privadas que possam contribuir para o alcance dos resultados almejados pelas políticas públicas estabelecidas nesta Lei.
Art. 8º - Todos os órgãos vinculados a Administração Pública Municipal, incluindo as
empresas, as autarquias e fundações, deverão incorporar em seus procedimentos, nos instrumentos de ajuste públicos, convênios, contratos e afins, enfim, no que couber, o tratamento diferenciado e facilitador às microempresas e empresas de pequeno porte.
Seção I
5 Subseção I
COMITÊ MUNICIPAL DE APOIO À MICRO E PEQUENA EMPRESA
Art. 9º - O Poder Executivo instituirá o Comitê Municipal de Apoio à Micro, Pequena
Empresa e Empreendedor Individual - EI, que terá, no mínimo, as seguintes competências: I - Reunir num só grupo de trabalho, todos os órgãos das diversas esferas governamentais, que disciplinam os regulamentos a serem cumpridos pelas empresas, além das entidades de apoio e incentivo à prática empreendedora;
II- Dispensar da parte de cada órgão participante, em sincronia com os demais membros, o tratamento diferenciado, simplificado e favorecido às empresas de micro e pequeno porte na agilização de processos;
III- Observar o cumprimento no âmbito municipal das disposições legais e regulamentos específicos expedidos pelos entes federais e estaduais;
IV- Promover a instrução didática aos representantes das empresas, dos dispositivos de conformidades técnicas que deverão ser cumpridos para o licenciamento legal das atividades empresariais;
V- Dar todo o apoio necessário para a operacionalização da Central de Apoio ao Micro, Pequeno Empresário e Empreendedor Individual - EI.
Subseção II
FÓRUM MUNICIPAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA
Art. 10 – Compete ao Poder Executivo promover, em conjunto com o Comitê de Apoio
às Micro, Pequenas Empresas e empreendedores Individuais - EI, o Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa com a finalidade de mobilização dos diversos segmentos em prol do aprimoramento das políticas públicas às micro, pequenas empresas e empreendedores Individuais - EI.
§ 1º - O Fórum deverá ser realizado pelo menos uma vez por ano;
§ 2º - Cada edição do Fórum fará a abordagem de temas que mais impactam no
desenvolvimento do tratamento diferenciado à micro, à pequena empresa e ao empreendedor individual - EI;
Art. 11 – O Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa se relacionará aos
6 Seção II
ATENDIMENTO CENTRALIZADO AOS EMPREENDEDORES LOCAIS Subseção I
CENTRAL DE APOIO AOS MICRO E PEQUENOS EMPREENDIMENTOS Art. 12 – Compete ao Poder Executivo promover a implantação da Central de Apoio ao
Micro, Pequeno Empresário e Empreendedor Individual - EI, podendo delegar a terceiros a sua operacionalização.
Art. 13 – A Central de Apoio às Micro, Pequenas Empresas e empreendedores
Individuais - EI deverá fornecer orientações sobre os procedimentos específicos relativos aos atos jurídicos de estrutura organizacional e deliberações sociais e administrativas.
Art. 14 – A Central de Apoio às Micro, Pequenas Empresas e empreendedores
Individuais - EI deverá proceder a consultas regulares junto aos cartórios locais para verificação do cumprimento dos procedimentos específicos dispensados às microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores Individuais - EI previstos na Lei Complementar Federal 123/2006 e seus complementos.
Art. 15 – Compete à Central de Apoio à Micro, Pequena Empresa e empreendedor
Individual - EI fornecer orientações para o cumprimento das obrigações trabalhistas de ordem legal específicas às microempresas e empresas de pequeno porte.
Art. 16 – A Central de Apoio à Micro, Pequena Empresa e empreendedor Individual - EI
tem a finalidade de atender também aos seguintes propósitos:
I. manter cadastro atualizado com a relação de prestadores de serviços, ordenados por categorias;
II. servir de referência para a população, quando da solicitação de serviços especializados;
III. promover a atualização tecnológica e o contínuo aprimoramento da qualidade dos serviços prestados pelos autônomos.
Seção III
ACESSO À JUSTIÇA
7 ACESSO AOS JUIZADOS ESPECIAIS
Art. 17 – A Central de Apoio à Micro e Pequena Empresa deverá orientar o empresário e
o empreendedor Individual - EI sobre os procedimentos de acesso aos Juizados Especiais que tratam as Leis Federais 9.099/1995 e 10.259/2001.
Subseção II
CÂMARA EMPRESARIAL DE ARBITRAGEM
Art. 18 – Fica o Poder Executivo autorizado celebrar convênio ou termo de parceria com
a finalidade de promover a implementação da Câmara Empresarial de Arbitragem, como instrumento facilitador da conciliação prévia, mediação e arbitragem na solução de conflitos e litígios envolvendo as relações privadas, com atendimento especial às microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores Individuais - EI.
Art. 19 – Os fundamentos legais para o funcionamento dos processos jurídicos de
mediação, conciliação prévia e arbitragem, fora do âmbito da justiça comum, estão fundados na Lei 9.307/ 96.
Art. 20 – A Central de Apoio à Micro, Pequena Empresa e empreendedor Individual - EI
deverá informar às micros, pequenas empresas e empreendedores Individuais - EI as exigência da cláusula compromissória arbitral como dispositivo jurídico previsto nos contratos o qual garantirá o acesso à arbitragem.
Seção IV
ESTÍMULO AO CRÉDITO E À CAPITALIZAÇAO
Subseção I
FUNDO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – FUNDES
Art. 21 – O Poder Executivo, através de regulamento específico, fará instituir o Fundo do
Desenvolvimento Econômico e Social – FUNDES, como instrumento de captação, formação e gestão de ativos econômicos para investimento na infra-estrutura urbanística e imobiliária para instalação de empresas, com prioridade para as micros, pequenas empresas e empreendedores individuais - EI.
Art. 22 – São diretrizes para a constituição do FUNDES:
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II – a captação de recursos necessários à execução de infra-estruturas para atendimento ao desenvolvimento das atividades econômicas em áreas industriais, comerciais e de prestação de serviços;
III – a promoção da vinculação de receitas de origens públicas ou privadas com a finalidade de criar condições favoráveis à atração, incentivo, fomento, apoio das atividades economicamente produtivas e do incentivo à geração de renda, empregos e trabalho;
IV – a captação de recursos para o fomento à constituição de arranjos produtivos locais, com objetivos de consolidar as vocações econômicas municipais;
V – o apoio ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e aos processos de aumento da competitividade e produtividade das micro, pequenas empresas e empreendedores individuais - EI, que objetivem agregar valor aos produtos e serviços oriundos do Município.
Subseção II
SISTEMA MUNICIPAL DO MICROCRÉDITO PRODUTIVO ORIENTADO
Art. 23 – Compete ao Poder Executivo instituir e coordenar a implementação do Sistema
Municipal de Microcrédito Produtivo Orientado, como canal facilitador de relacionamento entre as instituições financeiras e às Micro, Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais - EI instaladas no Município.
Art. 24 – O Sistema Municipal do Microcrédito Produtivo Orientado tem por objetivo
promover o atendimento das necessidades financeiras de pessoas físicas e jurídicas empreendedoras de atividades produtivas de micro, pequeno porte e empreendedor individual - EI, utilizando metodologia baseada no relacionamento direto com os empreendedores no local onde é executada a atividade econômica, na forma da Lei Federal 11.110, de 25 de abril de 2005.
Art. 25 – O Sistema Municipal do Microcrédito Produtivo Orientado será integrado por
rede de instituições financeiras legalmente autorizadas a operar nesta modalidade, mediante cooperação com o Município.
Parágrafo Único: As instituições financeiras integrantes do Sistema deverão participar
do Comitê Municipal de Apoio à Micro, Pequena Empresa e Empreendedor Individual - EI.
Art. 26 – A Central de Apoio às Micros, Pequenas Empresas e Empreendedores
9 Seção V
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA
Subseção I
FORMAÇÃO GERENCIAL DO EMPREENDEDOR
Art. 27 - Compete ao Poder Público promover a implantação do Programa de Formação
Gerencial do Micro, do Pequeno Negócio e do empreendedor Individual - EI, como instrumento de treinamento, capacitação e qualificação profissional dos aspirantes ao empreendedorismo e aperfeiçoamento do micro, pequeno empresário e empreendedor individual - EI, e de seus empregados.
Parágrafo Único: Para a implantação deste Programa, o Poder Público poderá celebrar
convênios de cooperação com entidades especializadas.
Art. 28 – Fica o Poder Público Municipal autorizado a;
I - Firmar parcerias ou convênios com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de projetos de educação empreendedora, com objetivo de disseminar conhecimentos sobre gestão de microempresas e empresas de pequeno porte, associativismo, cooperativismo, empreendedorismo e assuntos afins;
II – Estimular a inclusão do estudo do empreendedorismo, cooperativismo e associativismo e cidadania nas escolas do município, visando ao fortalecimento da cultura empreendedora no Município.
§ 1º - O disposto neste artigo compreende ações de caráter curricular ou extracurricular
voltadas a alunos do ensino fundamental e de nível médio nas escolas públicas do município.
§ 2º - Os projetos referentes a esse artigo poderão assumir a forma de fornecimento de
cursos de qualificação; concessão de bolsas de estudo; complementação de ensino básico público; ações de capacitação de professores, e outras ações que o Poder Público Municipal entender cabíveis para estimular a educação empreendedora.
Art. 29 – Fica o Poder Público Municipal autorizado a instituir programa de inclusão
digital, com o objetivo de promover o acesso de micro e pequenas empresas do Município às novas tecnologias da informação e comunicação, em especial à Internet, e a implantar programa para fornecimento de sinal da rede mundial de computadores em banda larga, via cabo, rádio ou outra forma, inclusive para órgãos governamentais do Município.
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artigo:
I - a abertura e manutenção de espaços públicos dotados de computadores para acesso gratuito e livre à Internet;
II - o fornecimento de serviços integrados de qualificação e orientação;
III - a produção de conteúdo digital e não-digital para capacitação e informação das empresas atendidas;
IV - a divulgação e a facilitação do uso de serviços públicos oferecidos por meio da Internet;
V - a promoção de ações que contribuam para o uso de computadores e de novas tecnologias;
VI - a produção de pesquisas e informações sobre inclusão digital.
Subseção II
EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Art. 30 – O Poder Executivo, através de cooperações mútuas com o Instituto Nacional do
Seguro Social e entidades de previdência privadas, farão promover o Programa Municipal de Educação Previdenciária, como instrumento de elevação à sustentabilidade previdenciária dos munícipes.
Art. 31 – O Programa Municipal de Educação Previdenciária terá por finalidade o
atendimento dos seguintes propósitos:
I - a universalização da educação previdenciária como um dos pilares de conscientização do cidadão da importância da previdência social como o pilar principal de sustentação da proteção social pelo Estado ao indivíduo.
II - o entendimento pedagógico do princípio da sustentabilidade do bem estar social coletivo, onde a atual formação de poupança econômica coletiva irá garantir, o bem estar social no futuro;
III - a geração de estoque de capital, através de previdência complementar, para aplicação de retorno de longo prazo em ativos geradores de desenvolvimento local;
11 Seção VI
INCENTIVO AO EMPREENDEDORISMO LOCAL
Subseção I
PROGRAMA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FAMILIAR
Art. 32 – Compete ao Poder Executivo coordenar a implantação do Programa Municipal
de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar, como estímulo ao desenvolvimento de práticas empreendedoras através da especialização em artes e ofícios nos meios familiares no âmbito municipal.
Art. 33 – O Programa Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar
tem como pressupostos as seguintes premissas:
I. que os grupos familiares domiciliados no município, deverão ser incentivados para o desenvolvimento da prática das atividades empreendedora tendo como objetivo maior a elevação da renda per capta municipal;
II. que, será incentivada a aprendizagem de artes e ofícios visando dotar os grupos familiares integrantes do Projeto, de especializações num determinado produto ou serviço;
III. que, será incentivada a produção artesanal dos produtos e serviços, assim como, o contínuo aprimoramento qualitativo destes, como forma de promover a vinculação do nome da família que os produziu;
IV. que este Programa deve ser implantado como política de combate do desemprego e geração de alternativas de trabalho e renda;
V. que este Programa deve dispensar atenção especial às mulheres chefe de família; VI. que todos os membros integrantes do grupo familiar participante do Programa deverão contribuir regularmente para a previdência social oficial, na qualidade de autônomo;
VII. que deverá ser observadas as legislações pertinentes ao trabalho autônomo, cooperativado, pequeno comércio, comércio ambulante, agricultura;
12 Subseção II
REDE MUNICIPAL DE COMÉRCIO JUSTO
Art. 34 - O Poder Executivo coordenará a constituição da Rede Municipal de Comércio
Justo, mediante a articulação entre os comerciantes locais e os consumidores, objetivando privilegiar o consumo de produtos e serviços oriundos das famílias integrantes do Programa Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar, mesmo que estes produtos e serviços não possuam competitividade frente a seus concorrentes importados de outros municípios.
Art. 35 – O critério de seleção dos grupos familiares que integrarão a Rede Municipal de
Comércio Justo levará em consideração as seguintes condicionantes:
I. a verificação da não utilização de trabalho infantil, exploração de mão de obra de idosos ou inválidos;
II. a verificação da matrícula e da freqüência escolar dos membros familiares que ainda estão por cumprir o ensino fundamental integralmente;
III. a verificação do correto manuseio de matérias primas de forma ambientalmente saudável;
Art. 36 – A Rede Municipal de Comércio Justo tem por princípios a promoção:
I. da justiça social II. da transparência;
III. da prática do preço justo; IV. da solidariedade;
V. do desenvolvimento sustentável; VI. do respeito ao meio ambiente; VII. da promoção econômica da mulher; VIII. da defesa dos direitos das crianças; IX. da transferência de tecnologias;
13 Seção VII
ESTÍMULO AO ASSOCIATIVISMO
Subseção I
SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO
Art. 37 – As microempresas ou as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional poderão realizar negócios de compra e venda, de bens e serviços, para os mercados nacional e internacional, por meio de consórcio (sociedade de propósito específico), por prazo indeterminado, nos termos e condições estabelecidos pelo Poder Executivo federal.
§ 1º A sociedade de propósito específico de que trata o caput deste artigo será composto
exclusivamente por microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.
§ 2º O consórcio referido no caput deste artigo destinar-se-á ao aumento de
competitividade e a sua inserção em novos mercados internos e externos, por meio de ganhos de escala, redução de custos, gestão estratégica, maior capacitação, acesso a crédito e a novas tecnologias.
Subseção II
CONDOMÍNIO SÓCIO-PRODUTIVO
Art. 38 – Fica o Poder Executivo autorizado a celebrar Termo de Parceria com
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, na forma da Lei Federal 9.790/99, para a constituição e a gestão orientadora de Condomínios Sócios Produtivos.
Parágrafo Único: Para efeito desta Lei Complementar, conceitua-se Condomínio Sócio
Produtivo, a entidade, sem fins lucrativos, que congrega, institucionalmente, micro, pequenas empresas, empreendedores individuais - EI e Pessoas Físicas inscritas como autônomos na Previdência Social, com objetivo de compartilhamento de infraestruturas físicas, logísticas, de comunicação, de gestão administrativa, de acesso ao crédito, ao mercado, às tecnologias, à troca de conhecimentos, e outras que se fizerem necessário para o desenvolvimento da prática empreendedora que enfoque o caráter sócio-produtivo.
Art. 39 – Fica o Poder Executivo autorizado firmar Termos de Comodatos com a
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I - a publicação de edital de seleção da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, como entidade gestora do Condomínio a ser constituído;
II - a publicação de justificativas de caráter socioeconômicas para a constituição de Condomínios Sócio-Produtivos, organizados por natureza temática;
III - a publicação de edital de inscrição e seleção das microempresas, empresas de pequeno porte, empreendedor individual - EI e Pessoas Físicas autônomas, que se candidatam a integrar o Condomínio Sócio-Produtivo, de acordo com o objeto proposto;
IV - a informação prévia sobre as infra-estruturas imobiliárias, próprias ou de terceiros, as infra-estruturas logísticas e de comunicação, o método de gestão organizacional a ser disponibilizado e demais recursos que serão colocados a disposição dos futuros condôminos;
V - o prazo máximo de permanência de cada condômino para fins de usufruirão dos recursos comuns colocados a disposição;
VI - a aprovação pelo Chefe do Executivo da convenção condominial e do regimento interno que regerão o Condômino Sócio-Produtivo.
Subseção III
ENTIDADES REPRESENTATIVAS
Art. 40 – O Poder Executivo deve incentivar as micro, pequenas empresas e
empreendedores Individuais - EI, se fazerem representar institucionalmente através de entidades representativas empresariais, agências de promoção de desenvolvimento, sindicalistas, cooperativistas e associações congêneres, atuantes no Município, para fins de defesa de seus interesses.
Seção VIII
ACESSO A MERCADO Subseção I
PROCEDIMENTO MUNICIPAL DE COMPRAS GOVERNAMENTAIS SELETIVAS DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Art. 41 – Nas contratações públicas municipais de bens e serviços poderá ser concedido
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Art. 42 – As necessidades de compras de gêneros alimentícios perecíveis e outros
produtos perecíveis, por parte dos órgãos da Administração Direta do Município, suas autarquias e fundações, sociedades de economia mista, empresas públicas e demais entidades de direito privado controladas, direta ou indiretamente, pelo Município, serão sempre que possível adequadas à oferta de produtores locais ou regionais.
§ 1º - As compras deverão, sempre que possível, ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias, para aproveitar as peculiaridades do mercado, visando a economicidade. § 2º - A aquisição, salvo razões preponderantes, deverá ser planejada de forma a considerar a capacidade produtiva dos fornecedores locais ou regionais, a disponibilidade de produtos frescos e a facilidade de entrega nos locais de consumo, de forma a evitar custos com transporte e armazenamento.
Art. 43 – A Administração Pública poderá exigir dos licitantes a subcontratação de
microempresa ou de empresa de pequeno porte.
§ 1º - A exigência de que trata o caput deve estar prevista no instrumento convocatório, especificando-se o percentual mínimo do objeto a ser subcontratado até o limite de 30% (trinta por cento) do total licitado.
§ 2º - O disposto no caput não é aplicável quando:
I – a empresa vencedora da licitação já for microempresa ou empresa de pequeno porte; II – a subcontratação for inviável, não for vantajosa para a Administração Pública ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado;
III – a proponente for consórcio ou sociedade de propósito específico, compostos em sua totalidade por microempresas e empresas de pequeno porte.
Art. 44 – Nas subcontratações de que trata o artigo anterior, observar-se-á o seguinte:
I – o edital de licitação estabelecerá que as microempresas e empresas de pequeno porte a serem subcontratadas deverão ser estabelecidas no Município e Região de influência;
II – deverá ser comprovada a regularidade fiscal e trabalhista das microempresas e empresas de pequeno porte contratadas e subcontratadas, como condição de assinatura do contrato, bem como ao longo da vigência contratual, sob pena de rescisão;
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IV – demonstrada a inviabilidade de nova subcontratação, nos termos do inciso III, a Administração Pública poderá transferir a parcela subcontratada à empresa contratada, desde que sua execução já tenha sido iniciada.
§ 1º: Fica o Poder Executivo autorizado a registrar administrativamente o empenho, e liberar o pagamento, diretamente às microempresas e empresas de pequeno porte que forem subcontratadas.
§ 2º: O valor máximo licitado por meio do disposto neste artigo não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) do total licitado em cada ano civil.
Art. 45 – Não se aplica o disposto no artigo 44 desta Lei Complementar quando:
I. não estiver expressamente previsto no instrumento convocatório os critérios de como serão observados os tratamentos diferenciados e simplificado a serem dispensados às microempresas e empresas de pequeno porte;
II. não houver o mínimo de 3 (três) fornecedores competitivos enquadrados como microempresas ou empresas de pequeno porte, com sede local, ou nos municípios circunvizinhos, capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento convocatório;
III. não for vantajoso para a administração pública, ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado;
IV. a licitação for dispensável ou inexigível, nos termos dos artigos 24 e 25 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.
Art. 46 – Compete ao Poder Executivo a regulamentação administrativa do disposto neste Capítulo, dando ampla e suficiente publicidade para tornar efetivo os objetivos estabelecidos
Subseção II
PROGRAMA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES LOCAIS
Art. 47 – Compete ao Poder Executivo a implementação do Programa Municipal de
Desenvolvimento de Fornecedores Locais, com a finalidade de incremento das operações comerciais entre compradores e fornecedores locais, através das seguintes diretrizes, dentre outras:
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II. incentivo a constituição de cadastro de produtos e serviços, demandados e ofertados no âmbito local;
III. incentivo à instalação no Município, de microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedor individual - EI, cujo escopo de produtos e serviços ofertados possam suprir as necessidades das demandas locais;
IV. apoio ao aprimoramento da qualificação dos produtos e serviços das micro, pequenas empresas e empreendedor individual - EI localizadas no município, com relação à conformidade para a qualidade, aprimoramento tecnológico e aumento da competitividade;
V. incentivo a formação de arranjos produtivos locais, de forma a incrementar os vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre as micros e pequenas empresas pertencentes a uma mesma cadeia produtiva;
VI. promover a articulação e cooperação entre os entes públicos, serviços de apoio à micro, pequena empresa e empreendedor individual - EI, associações de desenvolvimento e empresariais, instituições de desenvolvimento tecnológico, ensino e pesquisa, para fins de efetivação dos propósitos deste Programa.
Subseção III
PROGRAMA MUNICIPAL DE PROMOÇÃO COMERCIAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Art. 48 – Compete ao Poder Executivo a implementação do Programa Municipal de
Promoção Comercial das Micro, Pequenas Empresas e empreendedor individual - EI, com a finalidade de incremento da visibilidade dos produtos e serviços produzidos no Município.
Art. 49 – O Programa Municipal de Promoção Comercial das Micro, Pequenas Empresas
e empreendedor individual - EI deverá contemplar, dentre outras, as seguintes diretrizes:
I. o incentivo à realização de feiras itinerantes, caravanas, missões comerciais, e outras formas congêneres de divulgação, nacionalmente e internacionalmente, dos produtos e serviços oriundos do Município;
II. a participação das micro, pequenas empresas e empreendedor individual - EI nos eventos promovidos pelo Município, ou aqueles que dá apoio, como oportunidade de divulgação de seus produtos e serviços;
18 Subseção IV
PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO À EXPORTAÇÃO
Art. 50 – Compete ao Poder Executivo a implementação do Programa Municipal de
Incentivo à Exportação, como instrumento de incentivo da exportação de produtos e serviços da micro, pequena empresa e empreendedor individual - EI.
Art. 51 – O Programa Municipal de Incentivo à Exportação deverá contemplar, dentre
outras, as seguintes diretrizes:
I. a difusão da cultura exportadora entre as micro, pequenas empresas e empreendedor individual - EI locais;
II. o incentivo à adesão dos empreendedores aos Programas Nacionais de Estímulo à Exportação, vinculados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e demais Programas vinculados a agentes públicos e privados promotores da exportação.
Seção IX
AGENTE DE DESENVOLVIMENTO
Art. 52 – Caberá ao Poder Executivo Municipal a designação de servidor e área
responsável em sua estrutura funcional para a efetivação dos dispositivos previstos na presente lei, observadas as especificidades locais.
§ 1º - A função de Agente de Desenvolvimento caracteriza-se pelo exercício de
articulação das ações públicas para a promoção do desenvolvimento local e territorial, mediante ações locais ou comunitárias, individuais ou coletivas, que visem ao cumprimento das disposições e diretrizes contidas nesta Lei, sob supervisão do órgão gestor local responsável pelas políticas de desenvolvimento.
§ 2º - O Agente de Desenvolvimento deverá preencher os seguintes requisitos:
I - residir na área da comunidade em que atuar;
II - haver concluído, com aproveitamento, curso de qualificação básica para a formação de Agente de Desenvolvimento;
III - haver concluído o ensino médio.
19 § 3º - Caberá ao Agente de Desenvolvimento buscar junto ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, juntamente com as demais entidades municipalistas e de apoio e representação empresarial, o suporte para ações de capacitação, estudos e pesquisas, publicações, promoção de intercâmbio de informações e experiências, além de:
I - atender ao empresário de Micro e Pequeno Empreendimento e ao Empreendedor Individual em caráter de orientação, articulação e cooperação junto aos órgãos públicos;
II – incentivar a realização de feiras itinerantes, caravanas, missões comerciais e outras formas congêneres de divulgação, dos produtos e serviços oriundos do município;
III – instruir e facilitar a participação das micro, pequenas empresas e empreendedores individuais – EI nos eventos promovidos pelo município.
CAPÍTULO IV
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES
Seção I
INCENTIVO TRIBUTÁRIO
Art. 53 – Fica o Poder Executivo Municipal, através da autoridade fazendária municipal,
autorizado a promover a recepção, como se estivesse transcrito no Código Tributário Municipal, do sistema Simples Nacional, conforme as regulamentações instituídas pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas, Empresa de Pequeno Porte e do Empreendedor Individual - EI, que versa a Lei Complementar Federal 123/2006.
Parágrafo Único -: O Poder Público deverá propor a adoção de mecanismos legais de
retenção na faixa da alíquota do ISSQN, com o objetivo da não incidência de geração de créditos tributários.
Art. 54 – Para o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) devido pelas
microempresas e empresas de pequeno porte estabelecidas em seu território, o Município adotará o regime jurídico tributário diferenciado, favorecido e simplificado, concedido a essas empresas (SIMPLES NACIONAL), instituído pela Lei Complementar (federal) nº 123, de 14 de dezembro de 2006, segundo as normas baixadas pelo Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
Art. 55 – As alíquotas do Imposto sobre Serviços das microempresas e empresas de
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fixados para o ISS nos Anexos III, IV e V da Lei Complementar nº. 123/2006, salvo se tais percentuais forem superiores às alíquotas vigentes no município para as demais empresas, hipótese em que serão aplicáveis para as microempresas e empresas de pequeno porte estas alíquotas (Lei Complementar federal nº. 123, Artigo 18, em especial §§ 5º, 12, 13, 14, 16, 18, 19, 20 e 24, e Anexos III, IV e V).
§ 1º - Poderá o Município, mediante deliberação exclusiva e unilateral e de modo
diferenciado para cada ramo de atividade, conceder redução do ISS devido por microempresa ou empresa de pequeno porte, hipótese em que será realizada redução proporcional ou ajuste do valor a ser recolhido, relativo ao regime previsto neste artigo.
§ 2º - O Poder Executivo estabelecerá, quando conveniente ao erário ou aos controles
fiscais, e na forma estabelecida pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), as hipóteses de estabelecer valores fixos mensais para o recolhimento do Imposto sobre Serviços devido por microempresa que aufira receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 120.000,00, ficando a microempresa sujeita a esses valores durante todo o ano-calendário (Lei Complementar federal nº 123, Artigo 18, §§ 18, 19, 20 e 21).
Art. 56 – A retenção na fonte de ISS das microempresas ou das empresas de pequeno
porte optantes pelo Simples Nacional somente será permitida se observado o disposto no Artigo 3o da Lei Complementar no 116, de 31 de julho de 2003, e deverá observar as seguintes normas (Lei Complementar nº. 123/06, Artigo 18, § 6º, e 21, § 4º, na redação da Lei Complementar nº 128/2008)
I - a alíquota aplicável na retenção na fonte deverá ser informada no documento fiscal e corresponderá ao percentual de ISS previsto nos Anexos III, IV ou V desta Lei Complementar para a faixa de receita bruta a que a microempresa ou a empresa de pequeno porte estiver sujeita no mês anterior ao da prestação;
II - na hipótese de o serviço sujeito à retenção ser prestado no mês de início de atividades da microempresa ou empresa de pequeno porte, deverá ser aplicada pelo tomador a alíquota correspondente ao percentual de ISS referente à menor alíquota prevista nos Anexos III, IV ou V desta Lei Complementar;
III – na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte estar sujeita à tributação do ISS no Simples Nacional por valores fixos mensais, não caberá a retenção a que se refere o caput deste artigo.
Art. 57 – Aplicam-se às microempresas e empresas de pequeno porte submetidas ao
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municipal desse imposto (Código Tributário do Município).
Art. 58 – O Empreendedor Individual recolherá os impostos e contribuições abrangidos
pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, obedecidas as normas específicas previstas nos artigos 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar federal nº 123/2006, na redação da Lei Complementar federal 128/2008, e na forma regulamentada pelo Comitê Gestor.
Parágrafo Único – Em relação ao disposto no “caput”, o valor relativo ao ISS, caso o
Empreendedor Individual – EI seja contribuinte desse imposto, será de R$ 5,00 (cinco reais), independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, não se aplicando a ele qualquer isenção ou redução de base de cálculo relativa ao ISS, prevista nesta lei complementar.
Art. 59 – Fica a Autoridade Fazendária autorizada promover o parcelamento de impostos
e multas vencidas e a vencer em até 12 (doze) meses, às microempresas, às empresas de pequeno porte e empreendedor individual - EI, mediante procedimento administrativo regulamentado pelo Chefe do Executivo.
Parágrafo Único – A critério do Chefe do Executivo, poderá ocorrer a conversão dos
débitos junto ao erário municipal, pelo fornecimento de produtos ou serviços em benefício do Município, desde que caracterizada equivalência de valores na permuta, incluindo-se as atualizações a título de mora cabíveis, e que os produtos ou serviços estejam em acordo com as atividades econômicas da empresa requerente.
CAPÍTULO V
ESTÍMULO À FORMALIZAÇÃO
Seção I
FISCALIZAÇÃO ORIENTADORA
Art. 60 – A fiscalização, no que se refere aos aspectos tributários, trabalhistas,
metrológicos, sanitários, ambientais e de segurança das microempresas, das empresas de pequeno porte e do empreendedor individual - EI, deverá ter natureza prioritariamente orientadora quando a atividade ou situação, quando, por sua natureza, comportar grau de risco compatível para esse procedimento.
§ 1º – Será observado o critério de dupla visita para lavratura de autos de infração, salvo
na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização.
§ 2º – O disposto neste artigo não se aplica às atividades classificadas como de alto grau
22 § 3º – O disposto neste artigo não se aplica ao processo administrativo fiscal relativo a
tributos.
§ 4º – Nas visitas de fiscais poderão ser lavrados, se necessários, termos de ajustamento
de conduta.
Seção II
PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO À REGULARIZAÇÃO DAS ATIVIDADES EMPREENDEDORAS
Art. 61 – A Microempresa ou a Empresa de Pequeno Porte, ativa ou inativa, que estiver
em situação irregular, na data da publicação desta lei, poderá se inscrever no Programa Municipal de Incentivo à Regularização das Atividades Empreendedoras.
Art. 62 – A regulamentação do Programa Municipal de Incentivo à Regularização das
Atividades Empreendedoras será expedida pelo Poder Executivo que providenciará ampla publicidade para o alcance de seus propósitos.
Art. 63 – O Programa Municipal de Incentivo à Regularização das Atividades
Empreendedoras deverá contemplar, no mínimo, as seguintes diretrizes:
I. A suspensão de aplicação de multas dentro do prazo que for ajustado para a regularização;
II. A formalização da regularização através da celebração de termo de ajuste de conduta, contendo prazos e responsabilidades;
III. O apoio orientador e didático a ser promovido pela Central de Apoio às Micros, Pequenas Empresas e Empreendedor Individual - EI.
CAPÍTULO VI
ESTÍMULO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Seção I
PROGRAMA MUNICIPAL DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Art. 64 – Compete ao Poder Executivo promover a celebração de parcerias com o
objetivo de implantar o Programa Municipal de Inovação Tecnológica, como instrumento de estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico da micro, pequena empresa e empreendedor individual - EI domiciliada no Município.
Art. 65 – A implementação do Programa Municipal de Inovação Tecnológica deverá
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I - a disseminação da cultura da inovação como instrumento de aprimoramento contínuo para incremento da competitividade frente aos mercados, nacional e internacional;
II - o assessoramento às micros, pequenas empresas e empreendedores Individuais - EI para o acesso as agências de fomento, instituições cientificas e tecnológicas, núcleos de inovação e instituição de apoio, para a promoção do desenvolvimento tecnológico.
CAPÍTULO VII INSCRIÇÃO E BAIXA
Art. 66 – O Poder Executivo regulamentará através de Decretos e Normas e facilitará
mediante a celebração de convênios, os processos de abertura, a inscrição como contribuinte, a concessão de alvará de localização e funcionamento, e a baixa das empresas de micro e pequeno porte e o empreendedor individual - EI, de forma a contemplar, no mínimo, os seguintes requisitos a título de simplificação:
I. A centralização do atendimento das empresas que se beneficiarão desta Lei pela Central de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário que será encarregada pelo fornecimento de todas as orientações, instruções e o encaminhamento das providências de obtenção dos registros legais e exigíveis;
II. A sincronização por meio eletrônico das exigências dos diversos órgãos responsáveis pela conformidade da atividade e o uso do imóvel onde funcionarão as atividades econômicas, de natureza cadastral imobiliária, obras, requisitos sanitários, metrológicos, impactos sobre o meio natural, ambiental, vizinhança, cultural, histórico, trânsito, medidas preventivas de combate a incêndio, dentre outros;
III. O estabelecimento de interligação junto a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais para a integração ao programa Minas Fácil ou ferramenta criada pelo Comitê para Gestão da REDESIM, para fins de simplificação dos processos de abertura ou baixa de empresas;
IV. A utilização do Cadastro Nacional Sincronizado da Secretaria de Receita Federal do Brasil;
V. A não exigência de cópias de documentações da parte do empresário, salvo aquelas não disponíveis nos meios eletrônicos sincronizados;
VI. A instituição de Nota Fiscal Eletrônica de Prestação de Serviços;
Art. 67 – A inscrição da micro, da pequena empresa e empreendedor individual - EI no
24 Parágrafo Único: Será admitida a inscrição da empresa que em função das
características de suas atividades não necessitar de estrutura imobiliária para seu funcionamento, havendo a necessidade de indicação de endereço de referência fiscal conforme regulamentação a ser expedida pelo Poder Executivo.
Art. 68 – Fica instituído o Alvará de Localização e Funcionamento Provisório, quando
este for solicitado pelas microempresas, empresas de pequeno porte e Empreendedor Individual - EI, de acordo com as condições estabelecidas nesta Lei ou através de legislações pertinentes, que habilitará o funcionamento imediato, à título precário, da empresa após sua concessão e que será regulamentado por decreto, no que couber.
§ 1º: O formulário de requerimento de solicitação de concessão do Alvará de Localização
e Funcionamento Provisório poderá ser disponibilizado por meio eletrônico ou ferramenta criada pelo Comitê para Gestão da REDESIM, sendo que deverá conter, sob forma de questionário de fácil entendimento, todas as informações básicas exigidas pelos órgãos que podem manifestar em contrário à sua expedição;
§ 2º: A microempresa, empresa de pequeno porte e o empreendedor individual - EI que
cumprir todas as exigências previamente instruídas não terá suas atividades interrompidas em função do descumprimento dos prazos estabelecidos em Decreto para os órgãos encarregados de análise de projetos e vistorias finais.
§ 3º: O não cumprimento por parte da microempresa, empresa de pequeno porte e do
empreendedor individual - EI das suas obrigações no prazo e nas condições estabelecidas implicam na cassação do Alvará de Localização e Funcionamento Provisório e interrupção das atividades da empresa;
Art. 69 – O Alvará de Localização e Funcionamento poderá ser declarado nulo, em
qualquer tempo, se for constatada a inobservância de preceitos legais e regulamentares, ou se ficar comprovada a falsidade ou inexatidão das informações declaradas no formulário de sua solicitação.
Art. 70 – O formulário de inscrição da empresa e de solicitação do Alvará de Localização
e Funcionamento Provisório deverá conter todas as informações relativas ao imóvel onde funcionará a empresa, bem como, as informações do proprietário do imóvel que deverão coincidir com as informações constantes no cadastro de Contribuintes Imobiliários municipal.
Art. 71 – Nenhum estabelecimento comercial, industrial, de prestação de serviços ou de
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posturas, observado o seguinte:
I - quando o grau de risco da atividade não for considerado alto, conforme definido em regulamento, será emitido Alvará de Funcionamento Provisório, que permitirá o início de operação do estabelecimento imediatamente após o ato de registro;
II - sendo o grau de risco da atividade considerado alto, a licença para localização será concedida após a vistoria inicial das instalações consubstanciadas no alvará, decorrente das atividades sujeitas à fiscalização municipal nas suas zonas urbana e rural, mediante o recolhimento da respectiva taxa.
§ 1º - Na hipótese do inciso I do “caput” deste artigo, deverão ser respeitadas as condições
abaixo especificadas:
I - o Alvará de Funcionamento Provisório será acompanhado de informações concernentes aos requisitos para funcionamento e exercício das atividades econômicas constantes do objeto social, para efeito de cumprimento das normas de segurança sanitária, ambiental e de prevenção contra incêndio, vigentes no Município;
II - a emissão do Alvará de Funcionamento Provisório dar-se-á mediante a assinatura de Termo de Ciência e Responsabilidade por parte do responsável legal pela atividade, pelo qual este firmará compromisso, sob as penas da lei, de observar, no prazo indicado, os requisitos de que trata o inciso anterior;
III - a transformação do Alvará de Funcionamento Provisório em Alvará de Funcionamento será condicionada à apresentação das licenças de autorização de funcionamento emitidas pelos órgãos e entidades competentes, sendo que os órgãos públicos municipais deverão emitir tais laudos de vistoria ou de exigências no prazo máximo de 60 (sessenta) dias.
§ 2º - Para efeitos desta Lei considera-se como atividade de risco alto aquelas cujas
atividades sejam prejudiciais ao sossego público e que tragam riscos ao meio ambiente e que contenham entre outros:
I – material inflamável; II – aglomeração de pessoas;
III – possam produzir nível sonoro superior ao estabelecido em lei; IV – material explosivo; e
26 § 3º - As atividades eventuais, tais como, feiras, festas, circos, bem como de comércio
ambulante e de autônomos não estabelecidos, não estão abrangidas por este artigo, devendo ser aplicada a legislação específica.
§ 4º - O Município poderá conceder Alvará de Funcionamento Provisório em residência
do titular ou sócio da Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte, na hipótese em que a atividade não gere grande circulação de pessoas.
Art. 72 – O Alvará de Funcionamento Provisório será imediatamente cassado quando:
I - no estabelecimento for exercida atividade diversa daquela autorizada;
II - forem infringidas quaisquer disposições referentes aos controles de poluição, ou se o funcionamento do estabelecimento causar danos, prejuízos, incômodos, ou puser em risco por qualquer forma a segurança, o sossego, a saúde e a integridade física da vizinhança ou da coletividade;
III - ocorrer reincidência de infrações às posturas municipais; IV - for constatada irregularidade não passível de regularização.
Art. 73 – O Poder Público Municipal poderá impor restrições às atividades dos
estabelecimentos com Alvará de Funcionamento Provisório ou Definitivo, no resguardo do interesse público.
Art. 74 – As extinções e/ou baixas, referentes a empreendedores individuais, micro
empresas e empresas de pequeno porte poderão ser realizadas independentemente da regularidade de obrigações tributárias, previdenciárias ou trabalhistas, principais ou acessórias, do empresário, da sociedade, dos sócios, dos administradores ou de empresas de que participem, sem prejuízo das responsabilidades do empresário, dos sócios ou dos administradores por tais obrigações, apuradas antes ou após o ato de extinção (Lei Complementar federal nº 123/2008, Artigo9º, §§ 3º ao 9º, na redação da Lei Complementar federal nº 128/2008)
§ 1º - No caso de existência de obrigações tributárias, previdenciárias ou trabalhistas
27 § 2º - A baixa referida no § anterior, não impede que sejam lançados ou cobrados
impostos, contribuições e respectivas penalidades, decorrentes da simples falta de recolhimento ou da prática, comprovada e apurada em processo administrativo ou judicial, de outras irregularidades praticadas pelos empresários, pelas microempresas, pelas empresas de pequeno porte ou por seus sócios e/ou administradores.
§ 3º - Para os efeitos do § 1º deste artigo, considera-se sem movimento a microempresa ou
a empresa de pequeno porte que não apresente mutação patrimonial e atividade operacional durante todo o ano-calendário.
Art. 75 – Será assegurada ao contribuinte entrada única de dados cadastrais e de
documentos, observada a necessidade de informações por parte dos órgãos e entidades que compartilham das informações cadastrais.
Art. 76 – Para atender o disposto no artigo anterior e simplificar os procedimentos de
registro e funcionamento de empresas no município, fica a Secretaria Municipal de Fazenda com as seguintes competências:
I - disponibilizar aos interessados as informações necessárias à emissão da inscrição municipal e alvará de funcionamento, mantendo-as atualizadas nos meios eletrônicos de comunicação oficiais;
II - emissão de certidões de regularidade fiscal e tributária;
III - orientação sobre os procedimentos necessários para a regularização de registro e funcionamento bem como situação fiscal e tributária das empresas;
IV - outras atribuições fixadas em regulamentos.
Parágrafo Único - Para a consecução destes objetivos, a Administração Municipal poderá
firmar parceria com outras instituições públicas ou privadas, para oferecer orientação sobre a abertura, funcionamento e encerramento de empresas, incluindo apoio para elaboração de plano de negócios, pesquisa de mercado, orientação sobre crédito, associativismo e programas de apoio oferecidos no Município.
Art. 77 – O processo de registro do Empreendedor Individual deverá ter trâmite especial,
28 § 1º - Ficam reduzidos a 0 (zero) os valores referentes a taxas, emolumentos e demais
custos relativos à abertura, à inscrição, ao registro, ao alvará, à licença, ao cadastro e aos demais itens relativos ao disposto neste artigo.
§ 2 º - Exceto nos casos em que o grau de risco da atividade seja considerado alto, poderá
o Município conceder Alvará de Funcionamento Provisório para o empreendedor individual, para microempresas e para empresas de pequeno porte:
I - instaladas em áreas desprovidas de regulação fundiária legal ou com regulamentação precária; ou
II - em residência do empreendedor individual, na hipótese em que a atividade não gere grande circulação de pessoas.
Art. 78 – Os órgãos e entidades municipais envolvidos na abertura e fechamento de
empresas devem:
I - articular as competências próprias com os órgãos e entidades estaduais e federais com o objetivo de compatibilizar e integrar seus procedimentos, de modo a evitar a duplicidade de exigências e garantir a linearidade do processo;
II - adotar os procedimentos que tratam do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas oriundos do Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Lei Complementar (federal) nº 123/2006, Artigo 2º, III, e § 7º, na redação da Lei Complementar (federal) nº 128/2008).
Parágrafo Único - Os requisitos de segurança sanitária, controle ambiental e prevenção
contra incêndios, para os fins de registro e legalização de microempresas e empresas de pequeno porte, deverão ser simplificados, racionalizados e uniformizados pelos entes e órgãos do Município, no âmbito de suas competências.
CAPÍTULO VIII
DA AGROPECUÁRIA E DOS PEQUENOS PRODUTORES RURAIS
Art. 79 – O Poder Público Municipal poderá firmar parcerias com órgãos governamentais;
29 § 1º. Das parcerias referidas neste artigo poderão fazer parte ainda: sindicatos rurais,
cooperativas e entidades da iniciativa privada que tenham condições de contribuir para a implantação de projetos de fomento à agricultura, mediante geração e disseminação de conhecimento; fornecimento de insumos a pequenos e médios produtores rurais; contratação de serviços para a locação de máquinas, equipamentos e abastecimento, e o desenvolvimento de outras atividades rurais de interesse comum.
§ 2°. Somente poderão receber os benefícios das ações referidas no “caput” deste artigo, pequenos e médios produtores rurais que, em conjunto ou isoladamente, tiverem seus respectivos planos de melhoria aprovados por Comissão formada por três membros representantes de segmentos da área rural indicados pelo Poder Público Municipal, os quais não terão remuneração e cuja composição será rotativa, tudo em conformidade com regulamento próprio a ser baixado pelo Poder Executivo Municipal.
§ 3º. Estão compreendidas também, no âmbito deste artigo, as atividades de conversão do
sistema de produção convencional para sistema de produção orgânica, entendido como tal aquele no qual se adotam tecnologias que otimizem o uso de recursos naturais e socioeconômicos corretos, com o objetivo de promover a auto-sustentação; a maximização dos benefícios sociais; a minimização da dependência de energias não renováveis e a eliminação do emprego de agrotóxicos e outros insumos artificiais tóxicos, assim como de organismos geneticamente modificados ou de radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e consumo.
§ 4º. Competirá à Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Agropecuáia disciplinar e coordenar as ações necessárias à consecução dos objetivos das parcerias referidas neste artigo.
CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 80 – As empresas ativas ou inativas que estiverem em situação irregular, na data da
publicação desta lei, terão 90 dias para realizarem o recadastramento e nesse período poderão operar com alvará provisório, emitido pela Secretaria de Fazenda, desde que a atividade não ofereça nenhum grau de risco, aferido pelo Corpo de Bombeiros.
Art. 81 – O Poder Público Municipal deverá prever nos instrumentos de planejamento
plurianual de ações governamentais, os programas, ações, recursos econômicos, financeiros, materiais e humanos com a finalidade de subsidiar a realização destas ações.
Art. 82 – Fica o Poder Executivo municipal autorizado celebrar convênios e demais
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instituições públicas ou privadas que possam contribuir para o alcance dos resultados almejados pelas políticas públicas estabelecidas nesta Lei.
Art. 83 – Todos os órgãos vinculados a administração pública municipal, incluindo as
empresas, as autarquias e fundações, deverão incorporar em seus procedimentos, nos instrumentos de ajuste públicos, convênios, contratos e afins, enfim, no que couber, o tratamento diferenciado e facilitador às microempresas e empresas de pequeno porte.
Art. 84 – O Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa poderá recomendar aos
Poderes Executivo e Legislativo municipal, as propostas de revisão das matérias legislativas em favor da microempresa, empresa de pequeno porte e do empreendedor individual - EI.
Art. 85 – As matérias tratadas nesta Lei Complementar poderão ser objeto de alteração
por meio de lei ordinária, desde que não haja restrições àquelas reservadas exclusivamente às leis complementares.
Art. 86 – O Poder Executivo deverá promover a regulamentação e a implementação
integral dos instrumentos estabelecidos nesta Lei Complementar.
Parágrafo Único – O Poder Executivo elaborará Cartilha para ampla divulgação dos
benefícios e vantagens instituídos por esta Lei.
Art. 87 – Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal de Pompéu/MG, 22 de junho de 2011.
JOAQUIM CAMPOS REIS PREFEITO MUNICIPAL
LUCIANO DE SOUSA LINO
SECRETÁRIO MUNICIPAL DE GOVERNO
REGIANE CARVALHO SOUZA PROCURADORA GERAL DO MUNICÍPIO
FERNANDO ALAN MARTINS MACHADO