141,00 142,00 143,00 144,00 145,00 146,00 147,00 7/7 8/7 10/7 13/7 14/7 /7 15 16/7 17/7 20/7 21/7 22/7 23/7 24/7 27/7 28/7 /7 29 30/7 31/7 3/8 4/8 5/8 6/8 Peça 31/7 3/8 4/8 5/8 6/8 Traseiro 1x1 10,70 10,70 10,70 10,70 10,80 Dianteiro 1x1 8,05 8,05 8,05 8,05 8,30
Ponta agulha charque 7,10 7,10 7,10 7,10 7,80
Traseiro avulso 10,60 10,60 10,60 10,60 10,70
Dianteiro avulso 8,00 8,00 8,00 8,00 8,20
Boi casado (capão) 9,20 9,20 9,20 9,20 9,45
Vaca casada 8,70 8,70 8,70 8,70 9,00
Boi casado (inteiro) 9,02 9,02 9,02 9,02 9,25
Equiv. Físico Boi 137,98 137,98 137,98 137,98 141,72
Equiv. Físico Vaca 130,50 130,50 130,50 130,50 135,00
Equivalente Scot Boi 145,69 145,69 145,69 145,69 149,43
Informativo
Pecuário
Semanal
Ano 21
10 a 16 de agosto de 2015
4 Twitter Scot 5 Mercado de reposição 8 Relação de troca 10 Mercado da carne sem osso
12 Proteínas alternativas 14 Couro e sebo 16 Reprodução 18 Mercado futuro 19 Insumos
20 Facebook 22 Entrevista 24 Relação de troca 26 Agricultura 27 Estatística 28 Fique sabendo
Relação de troca:
Minas Gerais
8
PÁGINA
Pressão de baixa continua, mas
com menos força no mercado
14
Vendas de insumos para
reprodução estáveis
Preço do farelo de soja fecha
julho com alta de 8,9%
PÁGINA
16
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24
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Aos poucos o mercado vem retomando a firmeza, sinalizando alta em algumas praças.
A entressafra, naturalmente, reduz a oferta de animais terminados. Mesmo com o consumo lento, a entrega de boiadas não tem sido suficiente para manter a baixa em grande parte do país, como ocorreu há algumas semanas.
Em São Paulo, as indústrias já ofertam R$143,00/@, à vista. As poucas tentativas de negócios por preços menores são de empresas que possuem alternativas à compra no mercado físico diário. O estado onde a pressão de baixa ainda persiste, apesar da entressafra, é Mato Grosso. Em Cuiabá, por exemplo, os preços caíram R$2,00/@ em relação à semana anterior. A pressão das indústrias tem sido efetiva.
No Rio Grande do Sul, diferente de outras regiões do país, é esperado um aumento na oferta nesse período do ano. As pastagens de inverno favorecem a terminação e isso fez os preços recuarem no estado. Em geral, não há abundância de matéria-prima, mas o mercado consumidor enfraquecido segue limitando as valorizações.
Além de não haver estímulo para as vendas, as perspectivas para a demanda seguem piorando. Veja mais na página 10.
MERCADO VOLTA
A SUBIR
País US$/@ Brasil 47,76 Argentina 64,45 Uruguai 54,90 Paraguai 39,00 Austrália 50,55 Irlanda 70,65 Estados Unidos 89,16 Alex LopesSeu melhor parceiro para bons negócios
BOI & COMPANHIA
1142
TABELA 1.
Atacado de carne em SP - R$/kg, à vista.
FIGURA 1.
Boi gordo em Araçatuba - R$/@, a prazo.
FIGURA 2.
Boi casado, R$/kg, à vista.
TABELA 2.
Boi gordo internacional.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
8,70 8,80 8,90 9,00 9,10 9,20 9,30 9,40 9,50 9,60 ago/15 jul/15 jun/15 mai/15 mai/15
MERCADO
• MERCADO DO BOI GORDO em @ - Cotações da Semana em R$/@, a prazo
SP SP MG MG MG MG GO GO MS MS MS RS RS BA BA
Barretos Araçatuba Triângulo Belo Horizonte Norte Sul Goiânia Sul Dourados Campo Grande Três Lagoas Oeste* Pelotas* Sul Oeste
6/8/15 142,50 144,50 130,00 136,50 137,00 135,00 129,50 130,00 135,50 135,00 135,00 5,05 5,20 146,00 149,00 5/8/15 141,50 143,50 130,00 136,00 137,00 135,00 129,50 130,00 135,00 135,00 135,00 5,10 5,20 145,00 149,00 4/8/15 141,50 143,50 130,00 135,50 137,00 135,00 129,50 130,00 135,00 135,00 135,00 5,20 5,25 145,00 149,00 3/8/15 141,00 142,50 130,00 135,50 136,00 135,00 129,50 130,00 135,00 136,00 135,00 5,20 5,25 145,00 149,00 31/7/15 141,00 142,50 130,00 135,50 136,00 135,00 129,00 130,00 135,00 136,00 135,00 5,30 5,30 145,00 149,00 * R$/kg
Variações (em R$ nominais)
Semana 1,1% 1,4% 0,0% 1,1% 0,7% -0,7% 0,8% 0,0% 0,4% -1,5% 0,0% -4,7% -1,9% 0,7% 0,0%
Mês -2,4% -1,0% -4,4% -0,4% 1,5% -3,6% -4,4% -3,7% -3,2% -3,6% -3,6% -7,3% -4,6% 4,3% 3,5%
Ano 17,8% 19,4% 14,0% 21,9% 25,7% 19,5% 13,6% 14,0% 13,9% 13,4% 14,4% 16,1% 16,9% 29,8% 33,0%
MT MT MT MT PR SC MA AL PA PA PA RO TO TO ES RJ
Norte Sudoeste Cuiabá** Sudeste Noroeste Oeste*** Oeste Marabá Redenção Paragominas Sudeste Sul Norte
6/8/15 126,00 128,50 128,00 128,00 149,50 158,00 131,00 153,00 124,00 125,00 126,00 118,00 130,00 128,00 137,00 138,50 5/8/15 126,00 129,00 128,00 128,00 149,00 158,00 130,00 153,00 124,00 125,00 126,00 118,00 129,50 128,00 137,00 138,50
4/8/15 126,00 129,00 128,00 129,00 149,00 158,00 130,00 152,00 124,00 125,00 126,50 118,00 129,50 128,00 136,00 137,00 3/8/15 127,00 129,50 128,00 129,00 148,50 158,00 130,00 152,00 124,00 125,00 126,50 119,00 130,00 128,00 136,00 137,00 31/7/15 127,00 130,00 130,00 129,00 148,50 158,00 130,00 152,00 124,00 125,00 126,50 119,00 130,00 128,00 136,00 137,00 * R$/kg ** Inclui a região de Rondonópolis
Variações (em R$ nominais)
Semana -1,6% -2,3% -1,9% -2,7% 0,7% 0,0% 0,8% 0,7% 0,0% 0,0% -0,4% -0,8% -1,9% 0,0% 0,7% 1,1%
Mês -4,2% -4,8% -5,2% -5,2% -0,3% -0,6% 0,8% 0,7% -2,4% -1,6% -0,8% -10,6% -4,4% -1,5% 1,5% 1,8%
Ano 16,7% 14,7% 12,3% 13,8% 22,5% 20,6% 18,0% 21,4% 15,9% 16,8% 16,7% 2,6% 16,1% 15,3% 28,0% 30,7%
*** preços para descontar funrural / prazo de pagamento de 20 dias
BOI & COMPANHIA - INFORMATIVO PECUÁRIO SEMANAL - SCOT CONSULTORIA
Editor-chefe: Hyberville Paulo D’Athayde Neto
Equipe técnica: Alcides de M. Torres Jr., Alex Lopes, Francisco Woolf, Gustavo Aguiar, Juliana Pila, Maisa Módolo, Marco Silva, Milena Marzocchi, Paola Jurca e Rafael Ribeiro. Jornalista responsável: Isabel Torres - MTB 10097
MERCADO
• MERCADO DA VACA GORDA em @ - Cotações da semana em R$/@, a prazo
SP SP MG MG MG MG GO GO MS MS MS RS RS BA BA
Barretos Araçatuba Triângulo Belo Horizonte Norte Sul Goiânia Sul Dourados Campo Grande Três Lagoas Oeste* Pelotas* Sul Oeste
6/8/15 135,50 137,00 122,00 128,00 125,00 125,00 123,50 123,00 129,00 127,00 128,00 4,85 4,90 138,00 139,00 5/8/15 135,50 137,00 122,00 128,00 125,00 125,00 123,50 123,00 128,00 127,00 129,00 4,90 4,95 136,00 139,00 4/8/15 135,50 137,00 122,00 128,00 125,00 125,00 123,50 124,00 128,00 127,00 128,00 4,95 5,05 137,00 139,00 3/8/15 135,00 136,00 122,00 128,00 125,00 125,00 123,50 124,00 128,00 128,00 128,00 5,00 5,10 137,00 139,00 31/7/15 135,00 136,00 122,00 128,00 125,00 125,00 123,50 124,00 128,00 128,00 128,00 5,10 5,15 137,00 139,00 * R$/kg
Variações (em R$ nominais)
Semana 0,4% 0,7% 0,0% 0,0% 0,0% -0,8% 0,0% -0,8% 0,8% -0,8% -0,8% -4,9% -4,9% 0,7% 0,0%
Mês -1,1% 0,0% -5,4% 0,0% 0,0% -3,1% -4,3% -3,9% -1,5% -3,8% -2,3% -7,6% -6,7% 3,0% 2,2%
Ano 19,9% 21,2% 14,0% 24,3% 25,0% 20,2% 14,4% 12,8% 16,2% 13,4% 15,3% 15,5% 19,5% 31,4% 31,1%
MT MT MT MT PR SC MA AL PA PA PA RO TO TO ES RJ
Norte Sudoeste Cuiabá** Sudeste Noroeste Oeste*** Oeste Marabá Redenção Paragominas Sudeste Sul Norte
6/8/15 119,00 121,50 120,00 121,00 140,00 146,00 119,00 147,00 116,00 118,00 120,00 112,00 126,00 120,00 124,00 123,00
5/8/15 119,00 122,00 120,00 122,00 140,00 145,00 119,00 147,00 116,00 118,00 120,00 112,00 125,00 118,00 124,00 122,00
4/8/15 119,00 122,00 120,00 122,00 139,00 145,00 119,00 147,00 116,00 118,00 120,00 112,00 124,50 118,00 123,00 120,00 3/8/15 120,00 122,00 121,00 122,00 138,50 145,00 119,00 147,00 116,00 118,00 120,00 112,00 125,00 118,00 123,00 120,00 31/7/15 120,00 122,00 123,00 122,00 138,50 145,00 119,00 147,00 116,00 118,00 120,00 112,00 125,00 118,00 123,00 120,00 * R$/kg ** Inclui a região de Rondonópolis
Variações (em R$ nominais)
Semana -2,5% -2,0% -2,8% -2,0% 1,1% 0,7% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% -1,6% 0,8% 0,8% 1,7%
Mês -5,6% -4,3% -6,3% -4,7% 0,7% -0,7% -0,8% 0,0% -0,9% -1,3% -0,8% -8,9% -3,1% -1,6% 0,8% 2,5%
Ano 20,2% 16,8% 12,1% 15,8% 25,0% 20,7% 17,8% 41,3% 17,2% 20,4% 17,6% 5,7% 20,0% 17,6% 24,0% 29,5%
No RS, a disponibilidade de animais
terminados em pastagens de
inverno aumentou.
PIB do agronegócio. A expectativa dos analistas é de alta de 2,46% este ano e 2,37% no próximo para o setor.
Corte no orçamento não atingirá
defesa agropecuária, diz Kátia Abreu. Em julho, o preço do quilo do frango ficou, em média, 58,9% menor do que o do dianteiro bovino.
Principal gargalo para a competitividade do agronegócio brasileiro é o escoamento da produção.
Agosto promete preços da arroba do
boi gordo mais firmes. Nem boi gordo, nem carne bovina: apenas preço do frango subiu em julho.
Exportação de carne bovina in natura registra mais uma queda anual em julho.
Irresponsabilidade política: tenho pena das nossas crianças.
O dólar em nível elevado tem ajudado a manter o milho brasileiro competitivo.
Reposição. Boi magro e desmama caíram 0,8% e 0,4%, respectivamente, em julho.
A carne de frango está mais
competitiva frente à carne bovina. Alto custo da energia elétrica muda rotina de agricultores em Minas Gerais.
Falta lugar para guardar o milho
segunda safra em Mato Grosso.
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MERCADO DE REPOSIÇÃO
Data R$/kg R$/cabeça US$/cabeça
05/ago 6,45 1.185,96 339,91
04/ago 6,47 1.196,36 345,77
03/ago 6,46 1.213,72 351,70
31/jul 6,49 1.222,10 357,65
30/jul 6,47 1.223,21 361,90
Mais uma semana de recuo nas referências. Na média geral do levantamento, considerando todas as categorias e estados pesquisados, a queda foi de 0,4%.
Para os machos anelorados, as desvalorizações semanais para o bezerro, garrote e boi magro foram de 0,7%, 0,8% e 0,8%, respectivamente.
O comprador está bastante cauteloso, à procura de oportunidades de negócios a preços
menores, mais comuns nas últimas semanas. Uma questão importante é a avaliação da qualidade dos lotes, já que no contexto de preços em alta dos últimos meses, bovinos de menor qualidade também tiveram uma alta expressiva, em função da oferta restrita de animais para reposição.
Dessa forma, oportunidades de negócios em valores menores podem envolver animais de menor potencial zootécnico.
GUSTAVO AGUIAR
é zootecnista e consultor da Scot Consultoria [email protected]
FIGURA 1.
Indicador bezerro Esalq/BM&F - MS, à vista.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
MERCADO COM GRADATIVA QUEDA DE PREÇOS
MACHO NELORE
BOI MAGRO 360kg 12@ GARROTE 18M 285kg 9,5@ BEZERRO 12M 225kg 7,5@ DESMAMA 8M 180kg 6,0@
UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca
SP 1910,00 1,22 SP 1700,00 1,37 SP 1430,00 1,63 SP 1270,00 1,84 MG 1680,00 1,28 MG 1410,00 1,52 MG 1200,00 1,79 MG 1040,00 2,06 GO 1830,00 1,17 GO 1620,00 1,32 GO 1340,00 1,59 GO 1180,00 1,81 MS 1890,00 1,18 MS 1660,00 1,34 MS 1390,00 1,60 MS 1240,00 1,80 BA 1940,00 1,23 BA 1590,00 1,50 BA 1390,00 1,72 BA 1200,00 1,99 MT 1760,00 1,21 MT 1530,00 1,39 MT 1270,00 1,68 MT 1150,00 1,85 PR 1920,00 1,28 PR 1630,00 1,51 PR 1400,00 1,76 PR 1240,00 1,98 PA 1610,00 1,27 PA 1380,00 1,48 PA 1160,00 1,76 PA 980,00 2,09 RO 1510,00 1,29 RO 1290,00 1,51 RO 1130,00 1,72 RO 980,00 1,99 TO 1720,00 1,24 TO 1560,00 1,37 TO 1360,00 1,57 TO 1190,00 1,80 MA 1610,00 1,33 MA 1360,00 1,58 MA 1260,00 1,70 MA 1090,00 1,97 RJ 1650,00 1,39 RJ 1460,00 1,57 RJ 1200,00 1,90 RJ 1020,00 2,24 MACHO MESTIÇO
BOI MAGRO 330kg 11@ GARROTE 18M 240kg 8@ BEZERRO 12M 195kg 6,5@ DESMAMA 8M 165kg 5,5@
UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca
SP 1730,00 1,35 SP 1430,00 1,63 SP 1230,00 1,90 SP 1100,00 2,12 MG 1540,00 1,39 MG 1190,00 1,80 MG 1020,00 2,10 MG 880,00 2,44 GO 1650,00 1,30 GO 1360,00 1,57 GO 1090,00 1,96 GO 950,00 2,25 MS 1700,00 1,31 MS 1390,00 1,60 MS 1200,00 1,86 MS 1060,00 2,10 RS* 1820,00 1,41 RS* 1520,00 1,69 RS* 1260,00 2,04 RS* 1070,00 2,41 SC* 1890,00 1,38 SC* 1610,00 1,62 SC* 1350,00 1,93 SC* 1200,00 2,17 BA 1770,00 1,35 BA 1320,00 1,81 BA 1110,00 2,16 BA 990,00 2,42 MT 1590,00 1,34 MT 1290,00 1,65 MT 1100,00 1,94 MT 1000,00 2,13 PR 1730,00 1,42 PR 1370,00 1,79 PR 1180,00 2,08 PR 1030,00 2,39 PA 1450,00 1,41 PA 1160,00 1,76 PA 920,00 2,22 PA 820,00 2,50 RO 1380,00 1,41 RO 1080,00 1,80 RO 960,00 2,03 RO 840,00 2,32 TO 1560,00 1,37 TO 1300,00 1,64 TO 1090,00 1,96 TO 970,00 2,20 MA 1460,00 1,47 MA 1140,00 1,88 MA 1050,00 2,04 MA 900,00 2,38 RJ 1470,00 1,55 RJ 1210,00 1,89 RJ 1020,00 2,24 RJ 880,00 2,60
* RS e SC referem-se a animais de cruzamento industrial (peso de referência do gado nelore)
Líder em suplementação
de alta tecnologia
FÊMEA NELORE
VACA BOIADEIRA 315kg 10,5@ NOVILHA 18M 255kg 8,5@ BEZERRA 12M 180kg 6@ DESMAMA 8M 150kg 5@
UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca
SP 1490,00 1,57 SP 1310,00 1,78 SP 1160,00 2,01 SP 1010,00 2,31 MG 1300,00 1,65 MG 1050,00 2,04 MG 900,00 2,38 MG 790,00 2,72 GO 1500,00 1,42 GO 1230,00 1,74 GO 1010,00 2,12 GO 880,00 2,43 MS 1480,00 1,51 MS 1300,00 1,71 MS 1050,00 2,12 MS 930,00 2,40 BA 1500,00 1,60 BA 1260,00 1,90 BA 930,00 2,57 BA 800,00 2,99 MT 1400,00 1,52 MT 1140,00 1,87 MT 920,00 2,31 MT 810,00 2,63 PR 1440,00 1,71 PR 1250,00 1,97 PR 1080,00 2,28 PR 950,00 2,59 PA 1240,00 1,65 PA 1070,00 1,91 PA 820,00 2,50 PA 710,00 2,88 RO 1200,00 1,62 RO 1000,00 1,95 RO 820,00 2,37 RO 710,00 2,74 TO 1300,00 1,64 TO 1050,00 2,04 TO 900,00 2,37 TO 790,00 2,70 MA 1250,00 1,72 MA 1060,00 2,02 MA 810,00 2,65 MA 710,00 3,02 RJ 1200,00 1,90 RJ 1030,00 2,22 RJ 820,00 2,79 RJ 720,00 3,17 FÊMEA MESTIÇO
VACA BOIADEIRA 315kg 10,5@ NOVILHA 18M 255kg 8,5@ BEZERRA 12M 180kg 6@ DESMAMA 8M 150kg 5@
UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca UF R$/cab Troca
SP 1400,00 1,67 SP 1190,00 1,96 SP 990,00 2,36 SP 880,00 2,65 MG 1230,00 1,74 MG 1000,00 2,15 MG 770,00 2,79 MG 670,00 3,20 GO 1410,00 1,52 GO 1110,00 1,93 GO 860,00 2,48 GO 760,00 2,81 MS 1400,00 1,59 MS 1190,00 1,87 MS 920,00 2,42 MS 800,00 2,78 RS* 1340,00 1,92 RS* 1280,00 2,01 RS* 970,00 2,65 RS* 830,00 3,10 SC* 1480,00 1,76 SC* 1240,00 2,10 SC* 1030,00 2,53 SC* 940,00 2,77 BA 1400,00 1,71 BA 1140,00 2,10 BA 790,00 3,03 BA 680,00 3,52 MT 1320,00 1,61 MT 1060,00 2,01 MT 780,00 2,73 MT 690,00 3,08 PR 1360,00 1,81 PR 1170,00 2,10 PR 990,00 2,48 PR 870,00 2,83 PA 1160,00 1,76 PA 960,00 2,13 PA 710,00 2,88 PA 610,00 3,35 RO 1130,00 1,72 RO 920,00 2,12 RO 710,00 2,74 RO 630,00 3,09 TO 1230,00 1,74 TO 990,00 2,16 TO 810,00 2,64 TO 710,00 3,01 MA 1180,00 1,82 MA 990,00 2,17 MA 710,00 3,02 MA 610,00 3,52 RJ 1130,00 2,02 RJ 940,00 2,43 RJ 700,00 3,26 RJ 610,00 3,75
* RS e SC referem-se a animais de cruzamento industrial (peso de referência do gado nelore)
RELAÇÃO DE TROCA:
QUANTO VALE SEU BOI
1,37 1,40 1,41 1,46 1,45 1,42 1,37 1,38 1,37 1,32 1,31 1,31 1,32 1,28 1,30 1,32 1,34 1,36 1,38 1,40 1,42 1,44 1,46 1,48 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15boi magro média
1,96 2,04 2,02 2,07 1,99 1,93 1,85 1,84 1,88 1,85 1,86 1,85 1,85 1,80 1,85 1,90 1,95 2,00 2,05 2,10 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15 bezerro média 2,22 2,30 2,35 2,48 2,47 2,39 2,23 2,19 2,16 2,11 2,13 2,15 2,13 2,03 2,08 2,13 2,18 2,23 2,28 2,33 2,38 2,43 2,48 2,53 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15 desmama média fo to: re vistagloborural.globo.c om MAISA MÓDOLO é engenheira agrônomo e analista da Scot Consultoria
FIGURA 1.
Boi magro / boi gordo*.
FIGURA 2.
Garrote / boi gordo*.
FIGURA 3.
Bezerro / boi gordo*.
FIGURA 4.
Desmama / boi gordo*.
*boi gordo de 16,50@
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br *boi gordo de 16,50@
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
*boi gordo de 16,50@
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br *boi gordo de 16,50@
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
1,67 1,69 1,70 1,78 1,77 1,74 1,65 1,64 1,62 1,57 1,56 1,56 1,57 1,51 1,56 1,61 1,66 1,71 1,76 1,81 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15 garrote média
No mercado de reposição em Minas Gerais houve desvalorização em relação à média de julho.
Considerando todas as categorias de machos anelorados, a queda no período foi de 1,4%, sendo que o boi magro (12@) e o garrote (9,5@) puxaram a baixa, com redução de 2,1% nos preços.
Embora a oferta esteja reduzida, a pequena movimentação dos compradores é um fator baixista.
Neste período do ano a demanda fica mais lenta devido à piora na condição dos pastos, desmotivando as compras.
Mesmo com as recentes quedas de preços, os
animais de reposição ainda estão valorizados em relação ao mesmo período do ano passado.
O garrote, por exemplo, tem sido negociado por R$1.410,00, valor 24,0% maior que em agosto de 2014, quando o preço médio estava em R$1.137,50.
Enquanto isso a arroba do boi gordo no estado subiu 16,7%, menos que todas as categorias de reposição, o que desfavoreceu a relação de troca.
Atualmente é possível comprar 1,57 garrote com o valor da venda de um boi gordo (16,5@) no estado. No mesmo período do ano passado essa relação estava em 1,67.
Embora a oferta esteja reduzida, a baixa movimentação dos compradores é fator baixista.
Média = 2,26 Média = 1,92
Média = 1,38 Média = 1,65
29 E 30 DE SETEMBRO,
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FIGURA 1.
Preços médios recebidos pelo traseiro bovino* em SP na semana - R$.
TABELA 1.
Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo na semana.
Os preços subiram no acumulado dos últimos sete dias no mercado atacadista de carne bovina.
A valorização média, de 1,85%, foi a primeira em quatro semanas. Para as indústrias o começo de mês permitiu reajustar as cotações dos cortes de traseiro.
O preço desses produtos, que representam a maior parte da carcaça, aproximadamente 48,0%, está praticamente igual ao do início do ano, na média geral. O dianteiro, uma parte menor da carcaça (39%) e mais “barata”, acumula alta de 22,0% em oito meses.
Como tem sido comum em 2015, as pesquisas e projeções econômicas seguem reforçando a necessidade de cautela por parte do pecuarista com o restante do segundo semestre, pautado sempre no cenário para o consumo de carne bovina. O mercado do boi gordo deve subir, mas fortemente limitado pela demanda.
Em pesquisa com 605 pessoas nas capitais brasileiras, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela confederação Nacional dos Lojistas (CNL), 56,1% dos consumidores acreditam em piora do cenário econômico nos próximos meses.
Dentre os entrevistados, 35,1% afirmam que realizarão cortes em itens de supermercado que
ATACADO
Atacado - cortes* R$/kg Variações
7d – R$ 30d – R$ ano – R$
Acém 11,89 1,28% -0,42% 29,86%
Alcatra (miolo) 16,99 1,75% 0,30% 22,19% Alcatra com maminha 16,48 1,72% 0,00% 9,47% Alcatra completa 19,75 1,49% -0,29% 16,71% Capa de filé 11,71 4,00% 1,89% 31,68% Contra filé 17,33 1,46% 0,82% 19,75% Coxão duro 14,25 1,54% -1,95% 27,87% Coxão mole 15,20 1,79% -0,22% 23,84% Cupim 14,99 -1,10% 4,47% 27,83%
Filé mignon com cordão 29,58 0,51% 3,91% 30,87% Filé mignon sem cordão 32,68 1,66% 2,35% 25,72%
Fraldinha 13,90 2,81% -0,50% 26,85%
Lagarto 14,13 0,95% -1,62% 20,34%
Lombinho 8,87 1,84% 0,68% 6,33%
Maminha 16,65 2,21% 2,59% 13,72%
Músculo 10,89 1,40% -6,64% 6,44%
Paleta com músculo 11,95 1,70% -0,44% 28,77% Paleta sem músculo 12,46 2,19% -0,27% 25,36%
Patinho 14,14 1,92% -0,06% 16,52%
Peito 12,09 2,11% 0,14% 36,50%
Picanha (A) 29,47 0,68% -1,60% 8,14% Picanha (B) 22,95 5,52% -0,65% -0,31%
*Referência boi gordo de 16,5@ com 52% de rendimento de carcaça
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
* mercado de São Paulo
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
MERCADO VOLTA
A SUBIR
1.128,60 1.283,04 1.402,01 2.269,95 1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 2.000 2.200 2.400Boi gordo Atacado carcaça Atacado cortes Varejo
MERCADO DE CARNE SEM OSSO
julgam de menor necessidade, entre eles, a carne.
Embora o tipo de proteína não tenha sido citado no estudo, sendo a carne bovina a mais “cara” dentre as vendidas no varejo, devemos ter mais uma onda de redução no consumo.
Isso, em um cenário de possível endurecimento para compra de matéria-prima, causado pela entressafra, pode fazer com que as indústrias dificultem os pagamentos maiores pela arroba.
ALEX LOPES
é zootecnista e consultor da Scot Consultoria [email protected]
ALEX LOPES
é zootecnista e consultor da Scot Consultoria [email protected]
INÍCIO DE MÊS
FAZ MERCADO
SE RECUPERAR
VAREJO
VAREJO - CORTES (R$/KG) SP PR MG RJ Acém 17,78 15,01 14,96 15,81 Alcatra (miolo) 29,68 27,43 28,80 26,02Alcatra com maminha 21,23 26,35 24,75 23,66
Contra filé 28,68 27,47 26,72 26,51
Costela 15,31 12,95 10,39 12,93
Coxão duro 23,50 21,56 22,18 21,44
Coxão mole 24,65 21,02 23,38 20,46
Cupim 19,67 15,34 17,08 19,13
Filé mignon com
cordão 38,99 35,53 30,66
Filé mignon sem
cordão 48,89 40,20 37,95 32,70 Fraldinha 22,70 21,70 17,57 19,63 Lagarto 23,15 21,67 22,37 20,65 Lombinho 18,18 21,30 16,47 15,24 Maminha 26,74 26,34 26,29 24,76 Músculo 18,66 15,45 16,76 16,45 Paleta 17,55 14,55 17,25 16,66 Patinho 23,43 22,12 22,62 19,63 Peito 17,93 15,90 15,87 15,80 Picanha 39,85 37,64 35,65 34,17 . VAREJO - CORTES
2014 2015 Variação dos preços
ago set out nov dez jan fev mar abr mai jun jul ago ago15/jul15 ago15/ago14
Acém 14,03 15,14 15,22 15,14 15,51 15,76 15,85 16,23 17,22 18,02 17,76 17,86 17,78 -0,4% 26,7% Alcatra (miolo) 27,31 27,93 29,08 29,90 30,85 31,02 31,95 32,29 31,41 29,55 28,89 29,27 29,68 1,4% 8,7% Contra Filé 24,83 26,09 26,11 27,07 28,41 28,96 28,87 27,83 29,23 28,53 28,68 28,16 28,68 1,9% 15,5% Costela 11,77 11,98 12,12 12,17 12,69 12,95 12,74 12,87 13,68 14,22 13,87 14,04 15,31 9,0% 30,0% Coxão duro 19,55 20,07 20,08 20,95 21,54 21,78 21,77 21,53 22,17 22,83 23,21 22,73 23,50 3,4% 20,2% Coxão mole 20,85 21,29 21,49 21,60 22,44 22,57 22,96 22,49 23,45 23,91 24,16 23,80 24,65 3,6% 18,2% Cupim 17,11 17,61 17,49 17,59 17,98 18,41 18,69 18,89 18,91 18,59 19,13 19,67 19,67 0,0% 14,9%
Filé mignon com cordão 35,49 35,83 36,00 38,95 39,95 39,07 42,66 43,30 43,99 43,99 43,99 42,39 38,99 -8,0% 9,9%
Filé mignon sem cordão 40,01 42,92 43,67 45,11 46,38 46,27 48,01 46,10 46,32 48,34 47,22 46,02 48,89 6,2% 22,2%
Fraldinha 18,49 18,61 18,79 20,58 21,49 22,48 22,69 22,80 21,80 22,89 22,17 22,49 22,70 1,0% 22,8% Lagarto 19,88 20,85 21,49 21,88 22,45 22,79 23,32 22,35 22,63 23,26 23,21 23,34 23,15 -0,8% 16,4% Maminha 22,71 24,35 25,20 25,26 27,13 27,99 27,53 27,31 27,38 26,91 26,48 26,43 26,74 1,2% 17,7% Músculo 15,15 15,56 16,03 16,27 16,68 16,93 17,57 17,45 17,75 18,29 18,08 17,71 18,66 5,3% 23,1% Paleta 15,50 16,69 16,26 15,34 16,23 16,42 15,82 16,16 16,99 17,52 17,34 17,81 17,55 -1,5% 13,2% Patinho 20,26 21,44 20,90 21,45 22,21 22,25 22,13 22,15 23,00 23,33 23,57 23,65 23,43 -0,9% 15,6% Peito 14,66 15,11 15,37 15,82 16,15 16,24 16,07 16,20 17,11 17,34 17,12 17,90 17,93 0,1% 22,3% Picanha 37,54 37,38 38,60 40,02 42,26 41,96 42,33 42,00 40,82 40,19 40,19 40,10 39,85 -0,6% 6,1%
Em São Paulo, na média geral do mercado, as cotações subiram 0,3%, enquanto os cortes de traseiro tiveram alta de 0,8%.
No Paraná e no Rio de Janeiro o mercado teve reajuste de 0,2%. Em Minas Gerais, indicando que o consumo não reagiu apesar do período do mês, os preços caíram 0,2%.
Alta de preços. O início de mês melhorou o escoamento. Assim como ocorreu no atacado, os varejistas aproveitaram o momento sazonal de capitalização da população, em função do pagamento de salários, para elevar os preços dos cortes de traseiro.
A expectativa é que isso melhore um pouco o escoamento desse produto.
MERCADO DE CARNE SEM OSSO
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
TABELA 2.
Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana.
TABELA 3.
PROTEÍNAS ALTERNATIVAS
Figura 1.
Preços médios mensais pagos pelo suíno terminado, em R$/@, à vista, em São Paulo.
JULIANA PILA
é zootecnista e analista da Scot Consultoria [email protected]
O mercado de suíno está andando de lado. Nas granjas de São Paulo, o animal terminado segue cotado em R$65,00/@.
Na comparação com igual período do mês anterior houve redução de 1,5% e na comparação com o mesmo período de 2014, os preços estão 13,3% menores.
Este recuo reduziu o poder de compra do suinocultor. Atualmente, em Campinas-SP, o produtor compra 7,85 quilos de milho com um quilo de suíno, 0,3% menos, quando comparado com igual período do mês anterior.
SUÍNOS 30/jul 31/jul 3/ago 4/ago 5/ago
Terminado CIF frigorífico SP - R$/@ 65,00 65,00 65,00 65,00 65,00 Carcaça especial atacado SP - R$/kg 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Com as vendas lentas na ponta final da cadeia, as indústrias seguem com estoques elevados, mantendo os preços no atacado estáveis.
O preço de referência da carcaça especial está em R$5,00/kg.
Nas comparações mensal e anual este valor está 3,8% e 10,7% menor, respectivamente.
No varejo, com a expectativa de entrada dos salários, foi observada valorização. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, houve aumento de 2,8% nos últimos sete dias.
JULIANA PILA
é zootecnista e analista da Scot Consultoria [email protected] colaborou ISABELLA CAMARGO, zootecnista em treinamento pela Scot Consultoria
Nas granjas paulistas e no atacado, os preços se
mantiveram na semana.
SUÍNO
2,10 2,20 2,30 2,40 2,50 2,60 2,70 2,80 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15OVOS
OVO 30/jul 31/jul 3/ago 4/ago 5/ago
Atacado SP - R$/30 dúzias 58,00 60,00 61,00 61,00 61,00 Granja interior SP - R$/30 dúzias 53,50 55,50 56,50 56,50 56,50 Mais uma semana com o mercado do frango
vivo estável. A ave segue negociada, em média, por R$2,70/kg. Na comparação com o mesmo período de 2014, ocorreu valorização de 20,0%.
No atacado, em função do período do mês, quando as vendas se aquecem, foi observado valorização. A carcaça resfriada é vendida, em média, em R$3,52/kg, aumento de 6,7% em uma semana.
Quanto às exportações, segundo dados do
Após sucessivas quedas, o mercado de ovos apresentou valorização na semana.
Em São Paulo, a caixa com trinta dúzias de ovos na granja está cotada em R$56,50. Alta de 5,6% na comparação com a semana anterior.
No atacado também ocorreu valorização, a caixa com o produto está cotada, em média, em
FRANGO
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o volume de carne de frango in natura teve novo recorde em julho.
No último mês o volume totalizou 409,8 mil toneladas. Na comparação com igual período de 2014, o acréscimo foi de 21,5%.
Esse cenário, junto com a melhor demanda interna pelo produto, colabora para a firmeza do mercado.
R$61,00, alta de 5,2% em sete dias. Na ponta final da cadeia, as vendas têm melhorado por conta do início do mês. Porém, o setor espera que o pagamento de salários e o retorno das aulas aumentem ainda mais a demanda pelo produto.
FRANGO 30/jul 31/jul 3/ago 4/ago 5/ago
Granja interior SP - R$/kg 2,70 2,70 2,70 2,70 2,70
Resfriado médio atacado SP - R$/kg 3,30 3,30 3,45 3,48 3,52
PROTEÍNAS ALTERNATIVAS
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
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Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Figura 2.
Preços médios mensais pagos pelo quilo do frango vivo, em R$, à vista, em São Paulo. Figura 3.Preços médios mensais pagos pela caixa com 30 dúzias de ovos, na granja, em R$, à vista, em São Paulo.
2,10 2,20 2,30 2,40 2,50 2,60 2,70 2,80 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15 2,10 2,20 2,30 2,40 2,50 2,60 2,70 2,80 ag o-14 se t-14 ou t-14 no v-14 de z-14 jan -15 fe v-15 ma r-15 ab r-15 mai -15 jun -15 ju l-15 ag o-15 JULIANA PILA
é zootecnista e analista da Scot Consultoria [email protected] colaborou ISABELLA CAMARGO, zootecnista em treinamento pela Scot Consultoria
26,0 30,0 34,0 38,0 42,0 46,0 50,0 170,0 190,0 210,0 230,0 250,0 270,0
jul/14
ag
o/14
set/14
out/14
no
v/14
dez/14
jan/15
fe
v/15
ma
r/15
ab
r/15
mai/15
jun/15
jul/15
mil t US$ mi
COURO E SEBO
Em R$/kg SEBO* COURO VERDE**
Dia Brasil Central RS
Brasil Central RS
Primeira linha Comum ou catado Comum ou catado
6-ago 1,60 1,70 2,70 2,10 2,70 5-ago 1,60 1,85 2,70 2,10 2,70 4-ago 1,60 1,85 2,70 2,10 2,70 3-ago 1,60 1,85 2,70 2,10 2,70 31-jul 1,60 1,85 2,70 2,10 2,70 COURO VERDE
Os curtumes continuam testando valores menores para o couro verde, mas não houve alteração no preço de referência. O produto de primeira linha no Brasil Central segue cotado em R$2,70/kg, embora existam negócios em valores menores.
Recuos não estão descartados, mas a pressão de baixa perdeu força. A oferta curta de peles deve limitar desvalorizações ainda maiores.
De toda forma, a demanda está fraca. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o faturamento com as exportações de couros foi de US$183,5 milhões em julho, queda de 6,1% na comparação mensal e de 26,3% frente ao mesmo mês de 2014.
As 30,3 mil toneladas embarcadas
representam uma queda de 9,2% frente ao volume de junho e de 23,3%, em relação a julho do ano passado. Já o preço médio dos couros embarcados, em dólares, teve alta mensal de 3,3% e queda anual de 4,0%.
SEBO
Houve desvalorização do sebo no Rio Grande do Sul. A demanda fraca pela matéria-prima é generalizada, mas no Brasil Central a oferta está menor, o que manteve as cotações.
Já no estado do Sul, a oferta de boiadas terminadas em pastagens de inverno tem aumentado, o que aumenta os abates e a disponibilidade de sebo. O preço de referência está em R$1,70/kg, sem imposto. Existem negócios em valores menores.
Para o curto prazo, o cenário é de pressão de baixa.
FIGURA 1.
Receita (eixo da esquerda) e volume (eixo da direita) das exportações de couros.
TABELA 1.
Preços do sebo e couro verde.
HYBERVILLE PAULO D’ATHAYDE NETO
é médico veterinário, mestre em administração de organizações e consultor da Scot Consultoria
* a prazo - FOB (sem ICMS) **à vista, sem bonificação - FOB
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Fonte: MDIC / Elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
RESSÃO DE BAIXA CONTINUA,
MAS COM MENOS FORÇA NO
MERCADO DO COURO VERDE
Negócios com insumos para reprodução estão estáveis.
Na comparação com o último mês, não houve alterações significativas no volume de vendas, assim como frente ao mesmo período de 2014.
Os negócios que estão ocorrendo agora são de produtores que estão antecipando as compras para a estação de monta.
Muitos dos materiais utilizados na reprodução animal são importados, sofrendo com as oscilações do câmbio, fator este que atrapalha as vendas.
Além disso, apesar dos patamares de preços da reposição, o ano de economia fraca ocasiona investimentos comedidos tanto em reprodução, como em genética.
Em curto prazo, as expectativas são de aumento na movimentação, principalmente devido à proximidade do período de estação de monta.
REPRODUÇÃO ANIMAL
MILENA ZIGART MARZOCCHIé zootecnista, mestranda em produção animal sustentável e analista da Scot Consultoria
TABELA 1.
Valores médios de botijões criogênicos.
TABELA 2.
Valores médios de materiais para inseminação artificial.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
VENDAS DE INSUMOS
PARA REPRODUÇÃO ESTÁVEIS
Em curto prazo, as expectativas são de aumento
na movimentação, principalmente devido à
proxi-midade do período de estação de monta.
BOTIJÕES CRIOGÊNICOS Fabricante Capacidade (doses) R$
SC 11/7 Semper Crio 480 2.596,00 SC 08 Semper Crio 270 2.504,00 SC 10 Semper Crio 540 2.504,00 SC 13 Semper Crio 1080 2.504,00 SC 18 Semper Crio 540 2.504,00 SC 20/20 Semper Crio 600 2.200,00 SC 33/22 Semper Crio 540 3.506,00 SC 34/18 Semper Crio 1080 3.693,00 SC 47/11 Semper Crio 4020 4.500,00 Volta 20 MVE 20L 2.750,00 Volta 47 MVE 4500 9.490,00 XC 20 MVE 720 1.700,00 XC 34/18 MVE 2100 440,00 XC 47/11 MVE 4500 4.500,00 CD B 2011 Cryo Diffusion 480 5.880,00 CD B 2020 Cryo Diffusion 480 2.750,00 YDS-3 CHENG DU 600 2.570,00 YDS-6 CHENG DU 600 2.850,00 YDS-10A CHENG DU 600 2.915,00 YDS-20 CHENG DU 20L 2.500,00 YDS-30 CHENG DU 1800 3.070,00 YDS-30-125 CHENG DU 4500 4.300,00 YDS-47-127 CHENG DU 4500 5.600,00 MATERIAIS PARA INSEMINAÇÃO Quantidade R$ Aplicador universal (importado) 1 unid. 205,00 Aplicador universal (nacional) 1 unid. 79,80 Bainha importada 1 unid. 15,00 Bainha imp. Minibut 1 unid. 15,00 Bainha Francesa 1 unid. 14,90 Aplicador de brincos 1 unid. 88,00 Brinco grande 1 unid. 30,00 Palhetas médias 0,25 100 unid. 510,00 Pipeta para infusão 1 unid. 25,00 Luvas especiais 1 unid. 11,00 Luvas especiais g 100 unid. 38,00 Termômetro comum 1 unid. 13,90 Termômetro digital
importado 1 unid. 30,80 Buçal marcador 1 unid. 100,00 Cortador de palhetas (importado) 100 unid. 28,00 Cortador de palhetas (nacional) 25 unid. 17,00 Pinça 18 cm 1 unid. 19,90 Pinça 25 cm 1 unid. 23,90 Nitrogênio líquido 1 litro 3,30 Descongelador de sêmen 1 unid. 750,00 Avental 1 unid. 4,90 Avental - lona 1 unid. 27,30 YDS-47-127 CHENG DU 4500 5.600,00
A expectativa de melhora na demanda da carne com a virada do mês, volta as aulas e Dia dos Pais, fez com que houvesse também uma expectativa de melhora de preços no mercado do boi na virada do mês. De fato houve alguma melhora nas ofertas de compra, sobretudo por parte das indústrias menores, porém, o movimento foi de curta duração. Altas de R$1,00/@ ou R$2,00/@ no mercado físico encontraram bons volumes de venda e a expectativa de altas maiores acabou se dissipando e mantendo o mercado praticamente estável.
O mercado futuro reagiu muito positivamente a essa expectativa de melhora, com o contrato de out/15 subindo de ao redor de R$144,70/@ no final da semana passada, para a sua máxima recente a R$146,39/@ no pregão de 5/8. A incapacidade do mercado físico de continuar o movimento de alta, no entanto, esfriou os ânimos e o futuro não conseguiu sustentar os ganhos, devolvendo toda a alta acumulada na semana, estando cotado ao meio dia do pregão de 6/8 a R$144,40/@.
Um aspecto muito importante da precificação do boi gordo em São Paulo não vem sendo abordado com a devida atenção ultimamente,
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DIFERENCIAIS DE BASE NAS MÁXIMAS
MERCADO FUTURO
LEANDRO BOVOé médico veterinário, pós-graduado pela espm, mba em finanças pelo insper-sp e operador de mercados da BES Securities.
jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 *Índice
5/8 142,49 144,85 145,73 147,00 147,20 146,71 40,70
4/8 143,00 145,20 145,98 147,50 147,43 147,34 40,96
3/8 142,20 144,49 145,37 146,49 146,50 146,38 41,47
31/7 140,96 141,62 143,85 144,70 146,10 146,37 41,38
30/7 141,20 142,00 144,19 144,99 146,30 146,70 41,42
PROJEÇÃO** DE PREÇOS DA ARROBA COM BASE NO MERCADO FUTURO DO BOI GORDO (5/8)
US$ à vista 40,6 40,82 40,66 40,72 40,35 39,97 Indicador 5/8
R$ a prazo 144,77 147,12 148 149,28 149,48 148,98 141,43
* Índice ESALQ - US$/@ à vista ** Valores projetados com o CDI
TABELA 1. Diferencial de base em relação a São Paulo.
TABELA 2. Mercado futuro do boi gordo BVMF - R$/@, à vista.
que é a ampliação dos diferenciais de base com as outras praças pecuárias. Os diferenciais vieram se ampliando ao longo do ano, porém o movimento se intensificou no último mês e atualmente todas as praças pecuárias relevantes do Brasil estão com o diferencial para São Paulo nas máximas dos últimos doze meses, como pode ser observado na tabela 1.
Essa ampliação dos diferenciais de base funciona como uma ancora aos preços de São Paulo, impedindo que valorizações mais consistentes ocorram, mesmo diante de uma melhora nas margens das indústrias, já que caso o apetite de compra aumente, faz muito mais sentido comprar fora de São Paulo. Diante disso, mesmo que ocorra alguma alta nas praças vizinhas, isso não necessariamente se refletirá a praça paulista.
Outro fator que joga contra uma alta mais sustentada dos preços é o fraco desempenho das exportações no ano até agora. O resultado final do mês de julho apresentou uma retração de 23,0% no volume exportado frente a julho de 2014, isso mesmo diante da forte alta do dólar, que ajuda a melhorar ainda mais a competitividade de nossa carne no mercado internacional. Até agora em todos os meses havia a expectativa da melhora
Fonte: Bloomberg
das exportações e mês após mês essa expectativa foi frustrada.
Diante de todos esses fatores jogando contra maiores valorizações do boi, o único fator altista fica sendo a possível falta de oferta pelo desincentivo ao confinamento no restante da entressafra. Movimentos de alta devem ser encarados como oportunidade para comprar seguro de preço mínimo a preços mais competitivos.
Região Hoje 7 dias 30 dias 365 dias Triângulo Mineiro -9,08% -8,51% -8,42% -5,69% Campo Grande-MS -5,57% -5,17% -5,61% -2,65% Dourados-MS -6,00% -5,49% -5,44% -2,35% Goiânia-GO -9,25% -9,61% -8,90% -5,70% Rio Verde-GO -10,68% -9,87% -8,75% -5,56% Cuiabá-MT -11,77% -11,27% -9,58% -5,93% Colíder-MT -13,62% -13,45% -12,62% -11,22%
CONCENTRADOS ENERGÉTICOS R$/T R$/KG MS (%) MS (R$/T) PB (%) PB (R$/T) NDT (%) NDT (R$/T) FARELO DE SOJA GO 900,00 0,90 89,0 1.011,24 46,0 2.198,34 80,0 1.264,04 FARELO DE SOJA MG 1.040,00 1,04 89,0 1.168,54 46,0 2.540,30 80,0 1.460,67 FARELO DE SOJA MS 960,00 0,96 89,0 1.078,65 46,0 2.344,89 80,0 1.348,31 FARELO DE SOJA MT 900,00 0,90 89,0 1.011,24 46,0 2.198,34 80,0 1.264,04 FARELO DE SOJA PR 1.050,00 1,05 89,0 1.179,78 46,0 2.564,73 80,0 1.474,72 FARELO DE SOJA RO 1.000,00 1,00 90,0 1.111,11 46,0 2.415,46 80,0 1.388,89 FARELO DE SOJA RS 1.110,00 1,11 89,0 1.247,19 46,0 2.711,28 80,0 1.558,99 FARELO DE SOJA SP 900,00 0,90 89,0 1.011,24 46,0 2.198,34 80,0 1.264,04 CASCA DE SOJA GO 280,00 0,28 87,0 321,84 11,0 2.925,81 61,0 527,61 CASCA DE SOJA MG 270,00 0,27 87,0 310,34 10,0 3.103,45 60,0 517,24 CASCA DE SOJA MT 260,00 0,26 87,0 298,85 10,0 2.988,51 60,0 498,08 CASCA DE SOJA RS 379,40 0,38 87,0 436,09 10,0 4.360,92 60,0 726,82 CASCA DE SOJA SP 330,00 0,33 87,0 379,31 10,0 3.793,10 60,0 632,18 FARELO DE GIRASSOL GO 490,00 0,49 90,0 544,44 28,0 1.944,44 66,0 824,92 FARELO DE GIRASSOL RO 410,00 0,41 91,0 450,55 29,0 1.553,62 66,0 682,65 FARELO DE GIRASSOL SP 550,00 0,55 88,0 625,00 28,0 2.232,14 66,0 946,97 TABELA 1.
Preços dos alimentos energéticos.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
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Dia 5 de agosto
COM SEIS MIL INSCRITOS,
GOVERNO DE MATO GROSSO DO
SUL QUER MAIS DIVULGAÇÃO
DO CAR.
Com aproximadamente seis mil inscritos, de um total de cerca de 80 mil produtores que devem informar dados ao Cadastro Ambienta Rural (CAR) em Mato Grosso do Sul, o que representa somente 7,5%, o governo do estado pretende intensificar as ações de divulgação do registro.
Dia 4 de agosto
ABERTURA DO MERCADO RUSSO PARA LEITE EM PÓ BENEFICIA
PECUÁRIA MINEIRA.
A abertura do mercado russo para o leite em pó brasileiro, anunciada neste mês, abre boas perspectivas para os pecuaristas mineiros. Esta será a primeira vez que o Brasil venderá o produto à Rússia e o governo de Minas Gerais não medirá esforços para que os produtores do estado aproveitem a oportunidade. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil almeja atingir 50% do mercado russo, que anualmente importa 630 mil toneladas do produto, o equivalente a US$1,20 bilhão.
Dia 5 de agosto
PREVISÃO PARA PIB DO AGRONEGÓCIO FICA EM 2,46% EM 2015.
Dados do boletim Focus, publicação semanal na qual o Banco Central reúne projeções dos principais analistas do mercado, mostram que enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria e o de serviços apresentam desempenhos negativos ou quase nulos, o do agronegócio segue em expansão.A expectativa dos analistas é de alta de 2,46% este ano e de 2,37% no próximo para o setor. Os números mostram que a agropecuária segue na contramão do restante do país. Enquanto o setor cresce, o PIB do país deve encolher 1,80% este ano e em 2016 avançar apenas 0,20%.
ENTREVISTA
O engenheiro agrônomo (ESALQ/USP) e sócio-diretor de Téc-Fértil, José Francisco da Cunha, constata com otimismo que, apesar de registros de baixa no mercado de fertilizantes neste ano, o setor indica crescimento.
Cunha tem experiência em empresas de fertilizantes desde 1979 e atua no estudo de mercados e fabricação/desenvolvimento de novas linhas de produtos. O engenheiro agrônomo fará uma preleção sobre o mercado de fertilizantes e as relações de troca com o boi gordo no Encontro de Adubação de Pastagens, durante o Encontro dos Encontros da Scot Consultoria.
Em entrevista à organização do evento, ele adiantou um pouco sobre o tema que abordará em sua palestra. Leia o bate-papo na íntegra e veja como anda o mercado de fertilizantes em 2015, a demanda por adubos para pastagens, uma estimativa de tamanho e crescimento desse mercado, suas expectativas para o futuro e as novidades em linhas diferenciais de produtos.
Scot Consultoria - Faça, por favor, uma breve
avaliação do mercado de fertilizantes em 2015.
José Francisco da Cunha - Em 2015, o
mercado de fertilizantes caminha com uma redução no consumo e, até o final de junho,
acumulou uma redução de 9,6% se comparado ao mesmo período do ano anterior, atingindo 11,7 milhões de toneladas contra 12,9 milhões em 2014. Entre os diversos fatores desse cenário, o principal refere-se à perda de poder aquisitivo da maioria das culturas, piorando a relação de troca e desestimulando o consumo. A cultura que mais utiliza fertilizante no país é a soja. Uma outra razão importante para a redução no consumo é que o movimento geralmente antecipado e acelerado de compra pelos plantadores de soja, tornou-se mais lento e comedido, diante do cenário de aumento de preços dos fertilizantes e perda do poder de
compra. É certo que ainda é cedo para definir o mercado de 2015, mas diante da demanda no primeiro semestre e os preços mais elevados, deverá ocorrer uma retração no consumo, que está estimada em torno de 4%.
Scot Consultoria - Como está a demanda por
adubos para pastagens?
José Francisco da Cunha - Os dados estimados
de consumo de fertilizantes para pastagens são baixos, registrando-se nas estatísticas do setor, um consumo de apenas 478 mil toneladas de fertilizantes, que corresponde a 1,5% do consumo em 2014. É provável que esses dados elaborados
O MOMENTO É FRACO;
A PECUÁRIA É FORTE
Fo
to: Bela Magr
ela
JOSÉ FRANCISCO DA CUNHA
engenheiro agrônomo (ESALQ-USP) e sócio-diretor da Tec-Fértil. [email protected]
ENTREVISTA
JOSÉ FRANCISCO DA CUNHAengenheiro agrônomo (ESALQ-USP) e sócio-diretor da Tec-Fértil. [email protected]
Para ver como foi a última edição do evento,
clique aqui. Lá você encontra a cobertura completa com depoimentos de participantes, fotos, textos e vídeos.
O Encontro dos Encontros acontecerá nos dias 28 e 29 de setembro e 1o. e 2 de outubro, em Ribeirão Preto e Serra Negra-SP. Para mais
informações, clique aqui ou ligue 17 3343 5111.
pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) estejam subestimados e o consumo possa ser bem maior, pois, ao cruzarmos dados de uso de fertilizantes levantados junto aos pecuaristas, podemos calcular que o consumo seja muito maior. A área de pastagens no país é muito grande e, apesar de uma boa parcela estar em situação de degradação ou baixa produtividade, a área que deve receber algum tipo de fertilização seria suficiente para demandar uma quantidade de fertilizante bem maior, como tentaremos demonstrar nas apresentações do Encontro de Adubação de Pastagens.
Scot Consultoria - O senhor consegue estimar o
tamanho desse mercado? Ele tem crescido?
José Francisco da Cunha - Como comentado
anteriormente, utilizando-se os dados declarados por pecuaristas quanto ao percentual da área adubada, e que deles, mais de 50% efetuam algum tipo de fertilização e também reformam acima de 10% das áreas, deveríamos ter um consumo de fertilizantes acima de dois milhões de toneladas. Estimativas utilizando outros parâmetros também indicam um consumo bem maior que o volume apontado pelo setor de fertilizantes. Ainda em resposta a sua pergunta, pelo menos vem sendo indicado um crescimento do consumo no segmento, apesar de dados de um consumo abaixo do que seria esperado.
Scot Consultoria - Há novidades em termos de
fertilizantes para pastagens, linhas diferenciadas de produtos? Quais?
José Francisco da Cunha - Há pouco esforço
das empresas para oferecer produtos diferenciados para as pastagens, visto que muitas oportunidades podem ser identificadas, como fertilizantes nitrogenados tratados para reduzir as perdas; combinação de fontes fosfatadas para oferecer efeitos imediatos e de longo prazo com menor custo; produtos com micronutrientes para suprir as principais deficiências das áreas de pastagens e, inclusive, o uso de fertilizantes foliares que atendem diretamente uma necessidade específica e imediata.
Scot Consultoria - Quais as expectativas desse
mercado para o futuro?
José Francisco da Cunha - As expectativas
são muito positivas, pois a produção da pecuária é muito promissora no Brasil, principalmente a produção de carne, que tem uma demanda crescente no mundo e nós devemos aumentar os volumes de exportação. Para isso, é preciso um grande esforço para aumentar a produtividade das pastagens e, assim, melhorar o desempenho da produção pecuária, que ainda é baixa. Isso será possível e vantajoso somente através do manejo adequado e do uso de corretivos e fertilizantes.
Fo
to: Bela Magr
9,12 8,62 8,31 7,82 8,29 8,17 8,03 7,80 7,94 7,55 7,01 6,73 7,65 6,00 6,50 7,00 7,50 8,00 8,50 9,00 9,50
jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15
Média = 7,93 arrobas de boi gordo / tonelada de farelo de soja
RELAÇÃO DE TROCA COM INSUMOS
FIGURA 2. RELAÇÃO DE TROCA
Arrobas de boi gordo por tonelada de farelo de soja em São Paulo.
FIGURA 1. SÉRIE HISTÓRICA
Preço médio do farelo de soja em São Paulo, em R$ por tonelada, sem o frete.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Fo to r etir ada de: www .r evistaplantar .c om.br
O preço do farelo de soja fechou julho em alta, acompanhando as recentes valorizações do dólar e a maior demanda internacional.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do alimento ficou cotada, em média, em R$1.083,00, em São Paulo-SP, sem o frete.
Em relação ao fechamento de junho, a alta foi de 8,9%. Mesmo assim, frente ao mesmo período do ano passado a cotação está 2,3% menor.
Considerando a alta do boi gordo, em São Paulo são necessárias 7,65 arrobas de boi gordo para se adquirir uma tonelada de farelo de soja. Com isso o poder de compra do produtor
1.108,75 1.068,00 1.078,00 1.051,00 1.193,50 1.176,67 1.162,50 1.126,50 1.161,00 1.136,73 1.044,43 994,57 1.083,00 950,00 1.000,00 1.050,00 1.100,00 1.150,00 1.200,00 1.250,00
jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15
Média = R$1106,51 / tonelada
PAOLA JURCA
é engenheira agrônomo e analista da Scot Consultoria
melhorou 13,8% frente a junho.
No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado é preciso 16,1% menos arrobas de boi gordo para se comprar a mesma quantidade do alimento.
O movimento de alta deve se manter em curto e médio prazos, expectativa reforçada pelas cotações futuras na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentadas pela revisão para baixo da produção norte-americana de soja.
O próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) será divulgado na próxima semana.
PREÇO DO FARELO DE SOJA FECHA JULHO
COM
ALTA DE 8,9%
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do alimento
ficou cotada, em média, em R$1.083,00, em São Paulo-SP, sem o frete.
AGRICULTURA
As chuvas que ocorreram no início de julho refletiram no ritmo da colheita do milho de segunda safra 2014/2015, principalmente no sul do país.
Em Mato Grosso do Sul, até do dia 28 de julho, 78,6% dos 3,28 milhões de hectares semeados haviam sido colhidos, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Em relação ao mesmo período da safra 2013/2014, houve ligeiro atraso, de 0,1 ponto percentual. No entanto, na variação semanal os trabalhos avançaram 15,7 pontos percentuais.
Quanto à comercialização 2014/2015, até julho 69,3% do grão foi negociado, contra 30,1% no mesmo mês de 2014. Para a safra 2015/2016 foi negociada para entrega futura 5,3% da produção.
As produções das safras 2014/2015 e 2015/2016 estão estimadas em 20,33 milhões de toneladas cada.
No Paraná, a colheita atingiu 52,0% da área total até dia 3 de agosto, segundo o Departamento de Economia Rural (DERAL). Na comparação com
a semana anterior houve avanço de 13,0 pontos percentuais. Porém, as chuvas de julho, acima da média, atrasaram os trabalhos em 8,0 pontos percentuais frente à última safra.
Para a área que ainda será colhida, 91,0% das lavouras estão em estágio de maturação e 9,0% em frutificação. A produção foi revisada para cima. Estimam-se 11,01 milhões de toneladas para a temporada 2014/2015, aumento de 6,3% em relação ao ano passado (2013/2014).
A expectativa é aumento de 4,8% na produtividade, passando de 5,48 toneladas por hectare em 2013/2014 para 5,74 toneladas em 2014/2015.
No mercado interno, a maior oferta deverá manter a pressão de baixa sobre os preços do milho em curto e médio prazos. No mercado internacional, o aumento das exportações no segundo semestre e a expectativa de queda de 17,41 milhões de toneladas na produção 2015/2016 dos Estados Unidos são fatores de sustentação dos preços.
Milho (60kg)
R$ / saca disponível
SC RS PR MT MS SP GO MG Chapecó Erechim Maringá Cascavel Rondonó-polis Dourados Mogiana Rio Verde Uberlân-dia
5/8/15 27,50 27,00 23,50 24,00 19,00 20,50 24,20 19,00 23,00 4/8/15 27,50 27,00 23,00 23,50 19,00 20,00 24,00 19,00 23,00 3/8/15 27,50 27,00 23,00 23,20 18,00 20,00 24,00 20,00 23,00 31/7/15 27,50 27,00 23,00 22,50 18,00 19,00 24,00 20,00 22,50 COTAÇÕES Soja (60kg) R$ / saca disponível RS PR SP MT MS GO BA
Passo Fundo Oeste Orlândia Rondonópolis Dourados Rio Verde Luís E. Magalhães
31/7/15 72,00 69,00 66,00 63,00 64,00 65,00 67,00 3/8/15 73,00 70,00 66,00 63,00 63,00 65,00 67,00 4/8/15 74,00 71,00 66,50 64,50 64,00 65,00 68,00 5/8/15 75,00 72,00 68,00 65,00 64,00 66,00 69,00
INÍCIO DA COLHEITA DA SEGUNDA SAFRA MANTÉM
A PRESSÃO DE BAIXA SOBRE OS PREÇOS
As chuvas que ocorreram no início de julho refletiram no ritmo da colheita
do milho de segunda safra 2014/2015, principalmente no sul do país.
PAOLA JURCA
é engenheira agrônomo e analista da Scot Consultoria
ESTATÍSTICA DA PECUÁRIA
Cotação ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15
Mínimo 112,00 120,00 125,00 128,00 142,00 142,00 139,00 137,00 138,00 138,00 138,00 140,00 145,00
Média 115,50 123,77 126,67 137,00 146,58 145,95 140,83 138,18 138,25 138,05 139,50 142,64 145,00
Máximo 120,00 125,00 128,00 142,00 149,00 147,50 143,00 139,00 139,00 139,00 140,00 145,00 145,00
Média do período = 136,76
Dificuldade em adquirir animais
terminados dá sustentação ao
mercado do boi gordo na região.
“
“
SUL - BA
O mercado do boi gordo está em alta na região. A referência para o animal terminado está em R$146,00/@, a prazo.
Nos últimos trinta dias, a arroba do boi gordo teve aumento de R$6,00 (4,3%).
Para a vaca gorda, o cenário também foi de valorização no período. No último mês, o preço passou de R$132,00/@ para os atuais
110,00 115,00 120,00 125,00 130,00 135,00 140,00 145,00 150,00 155,00 ag o/14
set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 ma
r/15
ab
r/15
mai/15 jun/15 jul/15 ago/15
mínimo média máximo
JULIANA PILA
é zootecnista e analista da Scot Consultoria [email protected]
R$138,00/@.
As indústrias sentem dificuldade em adquirir animais, fato que tem dado sustentação ao mercado, mesmo com o consumo retraído.
As programações de abate dos frigoríficos atendem, em média, quatro dias úteis.
O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em 1,04%. Fo to: BELA MA GRELA FIGURA 1.
Preços mensais do boi gordo, em R$/@, a prazo, valores nominais, no Sul - BA.
TABELA 1.
Cotação do boi gordo no Sul - BA, em R$/@, a prazo.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
FIQUE SABENDO
DIFERENÇA RECORDE ENTRE O
DIANTEIRO BOVINO E O FRANGO NO
ATACADO
Em julho último, foi verificada a maior diferença entre o preço do dianteiro bovino e da carcaça do frango no mercado atacadista paulista desde a implantação do Plano Real.
Nesse mês, o preço do quilo do frango ficou, em média, 58,9% menor do que o do dianteiro.
Na média do período, o preço do frango é 30,4% menor. A migração do consumo em direção a proteínas mais baratas, reflexo da perda do poder de compra da população, é uma das explicações desse cenário.
No balanço das cotações da pecuária em julho, a maioria dos produtos teve desvalorização.
A fraca demanda na ponta final da cadeia ditou o ritmo do mercado e foi responsável pelo enfraquecimento dos preços da carne bovina e da arroba do boi gordo no mês passado, com quedas de 4,1% e 1,1%, respectivamente.
O recuo da arroba do boi gordo ocasionou queda na expectativa de preços da arroba do animal terminado no momento da venda, o que acabou, por sua vez, ocasionando quedas também nos preços dos animais de reposição.
Boi magro e desmama caíram 0,8% e 0,4%, respectivamente, em julho.
Por outro lado, a carne de frango está mais competitiva em relação à carne bovina. Embora o preço tenha subido em relação ao ano passado, o frango subiu menos e favoreceu a relação entre os dois tipos de proteína.
Esse fato ocasionou aumento da demanda e,
consequentemente, mais firmeza para o mercado do frango vivo, que subiu 3,8% em julho.
Por Maisa Módolo Por Gustavo Aguiar
NEM BOI GORDO, NEM CARNE
BOVINA: APENAS PREÇO DO
FRANGO SUBIU EM JULHO
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EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA
REGISTRA MAIS UMA QUEDA
ANUAL EM JULHO
Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o Brasil exportou, em julho, 90,55 mil toneladas de carne bovina in natura. O faturamento foi de US$416,51 milhões.
Na comparação mensal, o volume embarcado ficou estável e o faturamento aumentou 4,6%.
Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, volume e faturamento caíram 23,0% e 27,1%, respectivamente.
Apesar da queda da receita na comparação anual, um ponto que favorece o resultado dos exportadores é a cotação do dólar em reais, que subiu 45,0%.
Por Gustavo Aguiar
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