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FUNÇÕES DA LINGUAGEM

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Academic year: 2021

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FUNÇÕES DA

LINGUAGEM

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Linguagem

Linguagem é um sistema convencional de símbolos arbitrários e de regras de

combinação dos mesmos, representando ideias que se pretendem transmitir através do seu uso e de um código socialmente partilhado, a língua.

A linguagem não é somente um instrumento de comunicação, como se anuncia numa perspectiva mais restrita. Mais que isso, ela faz parte da própria natureza do humano e perpassa suas buscas em todas as áreas do conhecimento e da vida cotidiana. É através dela, principalmente, que o homem apreende a

definição de si mesmo, que estabelece parâmetros para compreender-se e para investigar e compreender o mundo e seus semelhantes. Ou seja, é nessa

imersão que somos constituídos como sujeitos.

“Uma palavra que não representa uma ideia é uma coisa morta, da mesma forma que uma ideia não incorporada em palavras não passa de uma sombra.”

Vygotsky

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Linguagem – A sua importância

A linguagem não é um mero instrumento de expressão do pensamento, mas sim um sistema ativo que o molda e o predetermina de um modo específico.

A linguagem fornece ao sujeito a possibilidade de expressar o pensamento.

A linguagem dá forma ao conteúdo do pensamento, não se concebendo este sem a forma linguística. Pensamento e linguagem são mutuamente indispensáveis, já que o primeiro se materializa no segundo e este, por sua vez, tem uma função de

significação.

A linguagem é o objeto de transmissão social, adquire-se através da imitação na

transmissão social e permite-nos organizar o conhecimento que temos de nós próprios e do mundo externo.

A linguagem costuma refletir o pensamento e pode ser tida como o elo final da cadeia de processos psíquicos que se iniciam com a percepção e terminam com a palavra falada ou com a escrita.

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A mensagem das funções da linguagem

Diferentes mensagens veiculam significações as mais diversificadas, mostrando na sua marca e traço, no seu efeito, o seu modo de funcionar.

O funcionamento da mensagem ocorre tendo em vista a finalidade de transmitir

EMISSOR RECEPTOR CANAL CÓDIGO REFERENTE MENSAGEM

Fatores que sustentam o modelo de comunicação:

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EMISSOR

RECEPTOR

CANAL

CÓDIGO

REFERENTE

MENSAGEM

Fatores que sustentam o modelo de comunicação:

Suporte material ou sensorial através do qual se faz a comunicação;

meio utilizado para enviar o sinal de um emissor a um receptor.

Caminho de passagem que possibilida a mensagem fluir.

Um dos elementos básicos do processo de comunicação:

emite os sinais codificados: informação, expressão.

Aquele que recebe os sinais ou mensagens transmitidas, interpretando, decodificando segundo bagagem cultural e vivência.

É a organização dos elementos que compõe um conjunto, com regras de permissão e de proibição que determinam o modo da ocorrência da combinação desses sinais físicos. Norma, regra, lei.

Vocabulário ou sistema de sinais convencionais ou secretos utilizados em correspondências e comunicações.

Comunicação, notícia ou recado verbal, escrito ou visual.

Estrutura organizada de sinais que serve de suporte à comunicação.

Relação aos objetos ou fatos do mundo real a que as palavras das línguas naturais se referem.

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Fatores que sustentam o modelo de comunicação:

Um emissor envia a mensagem a um receptor, usando do código para efetuá-la; esta, por sua vez, refere-se a um contexto.

A passagem da emissão para a recepção faz-se através do suporte físico que é o canal.

REFERENTE

EMISSOR RECEPTOR

CANAL CÓDIGO MENSAGEM

FONTE DESTINO

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Como funciona a comunicação:

Codificar significa obedecer a determinadas convenções preestabelecidas pela fonte e pelo destino, que conhecem o que ficou estabelecido a respeito daqueles sinais.

Linguagem enquanto estrutura refere-se a qualquer código:

musical, pictórico, teatral... que vão permitir determinadas organizações dentro de normas já estabelecidas.

Para transmitir mensagens, o fundamental é que haja uma fonte e um destino, distintos no tempo e no espaço.

A fonte é geradora da mensagem e o destino é o fim para o qual a

mensagem se dirige. A fonte codifica sinais, constrói mensagens, que se referem a um objeto, e as enviam a um destinatário, fazendo a passagem desta informação/mensagem, através de um suporte físico, que é o canal.

Canal é o que possibilita a mensagem transitar de um ponto ao outro.

O que transita pelo canal são sinais físicos, concretos, codificados.

A mensagem requer um contexto para se referir, um referente,

um “sobre o que fala”, o assunto em torno do qual a mensagem está organizada.

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Modelo de forma triática - Karl Bühler

O destinador mensagens de caráter expressivo

O contexto mensagens de caráter comunicativo O destinatário mensagens de caráter apelativo

(psicólogo austríaco)

Que ou aquele que destina ou remete algo.

Aquele a quem se destina ou remete alguma coisa.

Elemento terminal de um sistema de comunicação.

Ambiente

Numa situação de comunicação, características

extralingüísticas que determinam a produção lingüística, como, p. ex., o grau de formalidade ou de intimidade

entre os falantes.

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Perfil da mensagem - Roman Jakobson

As atribuições de sentido

As possibilidades de interpretação (as mais plurais)

Direção intencional do fator de comunicação, o qual

determina o perfil da mensagem, determina sua função, a função de linguagem que marca aquela informação.

A linguagem participa de aspectos mais amplos que apenas o verbo.

O corpo fala, a fotografia flagra, a arquitetura recorta espaços, a pintura imprime, o teatro encena o verbal, o visual, o sonoro, a poesia — forma especialmente inédita de linguagem — surpreende, a música irradia sons, a escultura tateia, o cinema anima, movimenta etc.

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Mc Luhan

A própria estrutura da mensagem que permite a organização de signos e não outra.

As linguagens estruturam-se em função do fator para o qual estão inclinadas.

A propaganda marca-se fundamentalmente pela persuasão, isto é, pela intenção de seduzir o receptor.

A organização da mensagem da propaganda, seja qual for o veículo que a estruture

— televisão, revista, outdoor (ou mída externa), rádio, internet —,

imporá um perfil conotativo a essa linguagem.

Herbert Marshall McLuhan nasceu a 21 de Julho de 1911, em Edmonton, Canadá. Começou por estudar

Engenharia, na Universidade de Manitoba, em 1932, mas acabou por se formar em Literatura Inglesa, em 1934.

Introduz as frases "o impacto sensorial", "o meio é a mensagem" e "aldeia global"

como metáforas para a sociedade contemporânea, ao ponto de se tornarem parte da nossa linguagem do dia a dia.

McLuhan, tem uma famosa frase que descreve a TV: Visão, Som e Fúria.

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Diálogo das funções

Atualizando concretamente possibilidades de uso de código, entrecruzam-se diferentes níveis de linguagem.

Na comunicação diária, além da referencialidade da linguagem — o que torna a mensagem oral imediatamente compreendida —, há pinceladas de função conotativa, ou seja, de diálogo com alguém,

ou através de uma ordem, ou através de um narrar, mas,

ao mesmo tempo, esse diálogo vem caracterizado por traços emotivos.

Conotativo: Diz-se de nomes que designam, junto com o sujeito, um atributo.

Diz-se de idéias e associações ligadas, pela experiência individual ou coletiva, a uma palavra.

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Função referencial

A conotação da linguagem é mais comumente compreendida como “linguagem figurada”.

Quando falamos “pé da escada”,

estamos nos referindo à semelhança entre o signo pé

— que está no campo orgânico do ser humano — e a parte que compõe a sustentação da escada, no campo dos objetos.

A denotação tenta uma relação e uma aproximação mais direta entre o termo e o objeto.

O pé do animal, o pé do ser humano seriam signos denotativos, linguagem correlacionada a um real, que responderia sempre à pergunta “que é tal objeto?” com o nome do objeto, sem figuração ou intermediários.

Linguagem legível, denotativa e linguagem figurada, conotativa.

Um signo empresta sua significação para dois campos diversos, uma espécie de transferência de significado.

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Teoria da comunicação:

O humano, na comunicação, utiliza-se de sinais devidamente organizados, emitindo-os a uma outra pessoa. A palavra falada, a palavra escrita, os desenhos, os sinais de trânsito são alguns exemplos de comunicação, em que alguém transmite uma mensagem a outra pessoa.

Há um emissor e um receptor da mensagem. A mensagem é emitida a partir de diversos códigos de comunicação (palavras, gestos, desenhos, sinais de trânsito...). Qualquer mensagem precisa de um meio transmissor, o qual chamamos de canal de comunicação e refere-se a um contexto, a uma situação.

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CÓDIGO

REFERENTE RECEPTOR

EMISSOR MENSAGEM CANAL

Linguagens diversas:

AUDITIVA

ESCRITA (SCRIPTO) VISUAL

AUDIOVISUAL

ESCRITAVISUAL (SCRIPTOVISUAL) AUDIO-ESCRITA-VISUAL

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EMISSOR

MENSAGEM

CÓDIGO

CANAL

RECEPTOR REFERENTE

Fatores que sustentam o modelo de comunicação:

O que envia a mensagem

O conjunto de informações transmitidas

A combinação de signos utilizados na transmissão de uma mensagem. A comunicação só se concretizará, se o receptor souber decodificar a mensagem;

Canal de Comunicação: por onde a mensagem é transmitida:

TV, rádio, jornal, revista, cordas vocais, ar...;

O que recebe a mensagem

Contexto: a situação a que a mensagem se refere

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SIGNIFICANTE

Teoria da comunicação: Denotativo ou Conotativo > SIGNO

O signo linguístico ou visual une um elemento concreto, material, perceptível (um som, letras impressas ou imagens) chamado significante, a um elemento inteligível (o conceito) ou imagem mental, chamado significado.

Por exemplo, a "abóbora" é o significante - sozinha ela nada representa; com os olhos, o nariz e a boca, ela passa a ter o significado do Dia das Bruxas, do

Halloween.

Signo = significante + significado.

Significante = estímulo físico

Significado = idéia ou conceito (inteligível)

MENSAGEM

SIGNO SIGNIFICADO proibidadireção

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Na linguagem coloquial, ou seja, na linguagem do dia-a-dia, usamos as palavras conforme as situações que nos são apresentadas.

Por exemplo, quando alguém diz a frase "Isso é um castelo de areia", pode estar atribuindo a ela sentido denotativo ou conotativo. Denotativamente, significa

"construção feita na areia da praia em forma de castelo"; conotativamente, significa "ocorrência incerta, sem solidez".

Temos, portanto, o seguinte:

Teoria da comunicação: Denotativo ou Conotativo > SIGNO

Denotação: É o uso do signo em seu sentido real.

Conotação: É o uso do signo em sentido figurado, simbólico.

Para que seja cumprida a função social da linguagem no processo de comunicação, há necessidade de que as palavras tenham um significado, ou seja, que cada palavra represente um conceito.

Essa combinação de conceito e palavra é chamada de signo.

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Funções da Linguagem:

Elementos da Comunicação Funções da Linguagem contexto (referente)

referente

referencial

remetente emotiva

mensagem

mensagem

poética destinatário

destinatário destinador

conativa

(função conativa) (função expressiva)

(função referencial)

(função poética)

(função fática)

(função metalinguística)

contato (canal)

contato (canal)

fática código

código

metalinguística

As funções da linguagem organizam-se em torno de um emissor (quem fala), que envia uma mensagem ( ) a um receptor (quem recebe), usando um código, que flui através de um canal (suporte físico).

referente

As funções da linguagem organizam-se em torno de um emissor (quem fala), que envia uma mensagem (referente) a um receptor (quem recebe), usando um código, que flui através de um canal (suporte físico).

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Em um mesmo contexto, duas ou mais funções podem ocorrer simultaneamente:

uma poesia em que o autor discorra sobre o que ele sente ao escrever poesias tem as linguagens poética, emotiva e metalinguística ao mesmo tempo.

Funções da Linguagem:

O emissor, ao transmitir uma mensagem, sempre tem um objetivo: informar algo, ou demonstrar seus sentimentos, ou convencer alguém a fazer algo, entre outros; conseqüentemente, a linguagem passa a ter uma função:

Função Referencial ou Denotativa Função Conativa ou Apelativa

Função Emotiva ou Expressiva Função Metalinguística

Função Fática Função Poética

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[...]

Lutar com palavras parece sem fruto.

Não têm carne e sangue...

Entretanto, luto.

Palavra, palavra (digo exasperado), Se me desafias, aceito o combate.

Carlos Drummond de Andrade, “O lutador”

Ao leitor é dado ver, ouvir, ler o modo como construiu o texto, pondo à mostra o material, as estruturas, a base, toda uma situação de jogo de código.

Funções da Linguagem:

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Função Referencial ou Denotativa

Quando o objetivo do emissor é informar, ocorre a função referencial, também chamada de denotativa ou de informativa. São exemplos de função denotativa a linguagem jornalística e a científica.

Ex.: Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, duas laranjas, dois limões, uma maçã verde, uma maçã vermelha e uma pêra.

O texto acima tem por objetivo informar o que contém a cesta, portanto sua função é referencial.

Função Conativa ou Apelativa

Ocorre a função conativa, ou apelativa, quando o emissor tenta convencer o receptor a praticar determinada ação. É comum o uso do verbo no Imperativo, como "Compre aqui e concorra a este lindo carro".

"Compre aqui..." é a tentativa do emissor de convencer o receptor a praticar a ação de comprar ali.

Funções da Linguagem:

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Função Emotiva ou Expressiva

Quando o emissor demonstra seus sentimentos ou emite suas opiniões ou sensações a respeito de algum assunto ou pessoa, acontece a função emotiva, também chamada de expressiva.

Ex.: Nós o amamos muito, Romário!!

Função Metalinguística

É a utilização do código para falar dele mesmo: uma pessoa falando do ato de falar, outra escrevendo sobre o ato de escrever, palavras que explicam o significado de outra palavra.

Ex.: Escrevo porque gosto de escrever. Ao passar as idéias para o papel, sinto-me realizada...

Função Fática

A função fática ocorre, quando o emissor testa o canal de comunicação, a fim de observar se está sendo entendido pelo receptor, ou seja, quando o emissor quebra a linearidade contida na comunicação. São perguntas como "não é mesmo?", "você está entendendo?", "cê tá ligado?", "ouviram?", ou frases como "alô!", "oi".

Ex.: Alô Houston! A missão foi cumprida, ok? Devo voltar à nave? Alguém me ouve? Alô!!

Funções da Linguagem:

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Função Poética

É a linguagem das obras literárias, principalmente das poesias, em que as palavras são escolhidas e dispostas de maneira que se tornem singulares.

Ex.: CLÍMAX

No peito a mata aperta o pranto do olhar do louco pra meia-lua.

O clímax da noite,

escorrendo orvalho como estrelas, refletindo nas águas

da cachoeira gelada.

Cabeça caída, cabelos escorridos, pêlos eriçados pela emoção nativista.

Segurem as florestas, mãos fortes, decididas!

Ficar o vazio é não ter a noite é não ter o clímax.

O clímax da vida!

Funções da Linguagem:

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Augusto de Campos

Funções da Linguagem:

Função Poética

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Bibliografia

CHALHUB, Samira. Funções da linguagem, 7.ed. São Paulo: Ática, 1995.

FRANCO, Maria da Graça. Domínio da Comunicação, Linguagem e Fala.

Lisboa: Ministério da Educação, 2003.

________________ A metalinguagem. São Paulo: Ática, 1986.

BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. São Paulo: Ática, 2005.

Dicionário Aurélio Eletrônico - Século XXI. São Paulo: Nova fronteira, 1999.

http://www.wikipedia.org

http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/teoria_comunicacao.shtml http://www.univ-ab.pt/%7Ebidarra/hyperscapes/video-grafias-319.htm

Referências

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