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8. PROJETO PILOTO DO PROGRAMA PERMANENTE DE CAPACITAÇÃO
CONTINUADA
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RETIFICAÇÃO
PMERJ EMG
CAEs 06JUN16
DIRETRIZ Nº 001/2016
1. FINALIDADE
Regulamentar os procedimentos a serem aplicados pelos Comandantes, Chefes, Diretores e Coordenadores quanto a facilitação e a participação dos alunos nas atividades do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada.
2. APRESENTAÇÃO
O programa de gestão e controle do uso da força foi criado como uma resposta diante da necessidade de controle do uso excessivo da força. Parte do reconhecimento de que o uso excessivo da força é um problema institucional e não apenas um desvio do indivíduo e, portanto, de responsabilidade exclusiva do policial. É composto por duas dimensões: uma de caráter emergencial e outra de caráter preventiva. Diante disso, o foco do Programa não é punir uma conduta desviante, mas prevenir futuras ocorrências. Nessa perspectiva, o uso da força deve ser entendido como um continuum em que a força é usada de forma diferenciada e proporcional, começando com a verbalização e acabando, quando não houver alternativa, no uso de armas de fogo.
A primeira dimensão, de caráter emergencial, tem como objetivo exercer controle constante do número de disparos de armas de fogo realizado pelos Policiais Militares em serviço. Através do Índice de Aptidão para o Uso da Força (IAUF) é possível calcular a quantidade máxima de disparos que o policial pode realizar em um período de seis meses. O índice é representado pela seguinte fórmula:
Onde: CMP = Consumo de Munição Ponderado. CM = Consumo de Munição Bruto.
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todo o do Estado do Rio de Janeiro. No momento atual, utilizando os dados de 2014, esse valor é de 14.5.
TMV por BPM = Taxa de Mortes Violentas por 100.000 durante os últimos 6 meses na área do BPM (AISP) onde o policial esteve lotado na maior parte do tempo nesse período.
O resultado desse cálculo indica o limite de disparos que o policial pode realizar em um semestre de acordo com o local em que ele atua e sua função. Caso ultrapasse esse número, ou caso o policial se envolva em ocorrências que resultem em morte de policiais ou civis, o policial será submetido a quatro avaliações: Avaliação Geral de Saúde, realizado pelo Serviço de Atenção à Saúde do Policial – SASP; Testes psicológicos realizados pelo Núcleo Central de Psicologia - NUCEPSI; Teste de Aptidão Física pelo Centro de Educação Física – CEFD e Desporto e Avaliação de Aptidão Técnica pelo Centro de Instrução Especializado em Armamento e Tiro – CIEAT.
Nessa dimensão emergencial, a ideia é que os policiais sejam primeiro avaliados e, dependendo do resultado da avaliação, sejam submetidos a um acompanhamento de saúde física, psicológica ou cursos de capacitação.
O objetivo dessas avaliações é detectar problemas na saúde física, mental ou deficiências técnicas que porventura possam contribuir para que o policial realize uma quantidade excessiva de disparos de armas de fogo. Nesse sentido, a ideia é intervir no momento em que o policial excedeu a quantidade limite de disparos, criando um monitoramento constante do emprego de armas de fogo pelos policiais. O enfoque do programa não é, no entanto, a punição. O objetivo é aumentar a responsabilização dos policiais em relação ao uso da arma de fogo, bem como dar atenção à saúde física, mental e as competências técnicas dos Policiais Militares.
A segunda dimensão, de caráter preventivo, é composta pelo Programa Permanente de Capacitação Continuada. Diferente da dimensão emergencial, esse modelo ocorrerá uma vez por ano, permanentemente e será obrigatório para todos os policiais da Corporação. Tem como objetivo capacitar a tropa constantemente, bem como apoiar o policial física e psicologicamente.
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avaliação pelo Centro de Educação Física e Desporto – CEFD e Instruções e Avaliações práticas no Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro (CIEAT). Se tratando de um programa de caráter preventivo, nessa dimensão os policiais serão primeiro capacitados para, em seguida, serem avaliados.
Esse programa tem como objetivo central capacitar todo o efetivo da Polícia Militar continuamente, garantindo que sejam corrigidas eventuais lacunas na formação policial, bem como possibilita que os conhecimentos técnicos e teóricos dos policiais sejam continuamente capacitados.
O projeto parte do pressuposto de que o uso excessivo da força pode ser o resultado da combinação de diversos fatores, que vão desde problemas de saúde física ou mental até falhas na capacidade técnica dos policiais. O objetivo central é, portanto, abordar da forma mais ampla possível esses múltiplos fatores através do contínuo acompanhamento dos aspectos físicos, psicológicos e técnicos dos policiais militares.
Com a implantação do Programa Permanente de Capacitação Continuada, todos os outros programas de capacitação vigentes atualmente na corporação serão extintos, garantindo que toda a PMERJ tenha acesso aos mesmos treinamentos, sigam as mesmas técnicas e estratégias. Isso facilitará a gestão contínua do programa, bem como garantirá um melhor monitoramento dos resultados.
Buscando, por um lado, atender as demandas urgentes de controle do uso excessivo da força e por outro, testar a eficácia e funcionamento das dimensões inseridas no Programa de Gestão e Controle do Uso da Força, foi implantado no dia 20 de abril de 2016, o projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada. Levando em consideração as limitações de recursos financeiros e logísticos, foi estabelecido um limite de 300 policiais para participarem do programa. Foram utilizados dois critérios de seleção sobrepostos: Primeiro foram selecionados os sete batalhões que mais realizaram disparos de arma de fogo nos últimos seis meses no estado do Rio de Janeiro e, em seguida, foi aplicada a fórmula do IAUF para os policiais lotados nesses batalhões. Foram, então, selecionados aqueles policiais que ultrapassaram o limite de disparos em mais de cem por cento e suas respectivas guarnições. Configurou-se, dessa forma, uma lista de 253 policiais que foram submetidos às quatro dimensões que compõem o PPCC.
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3. OBJETIVOS
Os principais objetivos do programa são a redução de ocorrências em que a força foi utilizada de forma indevida, redução do número de disparos de armas de fogo e redução dos homicídios decorrentes de intervenção policial. Objetiva também dar atenção á saúde física e psicológica do policial, bem como qualifica-lo tecnicamente de forma contínua e regular.
4. EXECUÇÃO
a. A cargo do EMG:
1) Facilitar a execução do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada,
atra-vés do fornecimento de apoio e recursos que porventura sejam necessários.
b. A cargo da CAEs:
1) Coordenar a implantação e execução do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação
Continuada; e
2) Produzir um relatório ao final do piloto, onde deverão constar os principais resultados, demandas
percebidas para a viabilização do PPCC.
c. A cargo da PM4:
1) Fornecer munição (calibres .40 e 5.56mm) e demais insumos necessários para a realização das
ins-truções no CIEAT;
2) Fornecer informações pertinentes quando solicitados pela CAEs; e
3) Substituir armamentos do CIEAT, caso haja necessidade, por desgaste do equipamento.
d. A cargo da DGS:
1) Providenciar uma ambulância com equipe de pronto atendimento durante os dias de realização
do TAF e de instruções de tiro no CIEAT.
e. A cargo do SASP:
1) Realizar a Avaliação Geral de Saúde para os Policiais selecionados para o referido programa;
2) Caso seja detectado algum problema de saúde nos policiais avaliados, realizar os
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3) Fornecer os resultados dos exames à CAEs para publicação, até 15 dias corridos após o último dia
de avaliação; e
4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais.
f. A cargo do NUCEPSI:
1) Realizar a Avaliação de Saúde Mental para os Policiais selecionados para o referido programa;
2) Caso seja detectado algum problema de saúde mental nos policiais avaliados, realizar os
encami-nhamentos psicológicos ou psiquiátricos necessários;
3) Fornecer os resultados das avaliações, juntamente com o SASP, à CAEs para publicação; e
4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais.
g. A cargo da DGEI:
1) Coordenar e monitoraras atividades das Unidades de Ensino que compõem o Projeto Piloto do
Programa Permanente de Capacitação Continuada no que tange a execução de suas funções.
h. A cargo do CEFD:
1) Realizar o Teste de Aptidão Física - TAF para os Policiais selecionados para o referido programa;
2) Caso seja detectado alguma restrição na capacidade física do policial avaliado, realizar o
encami-nhamento para o Programa de Condicionamento Físico;
3) Fornecer os resultados dos testes à CAEs para publicação até o último dia de avaliação; e
4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais.
i. A cargo do CIEAT:
1) Elaborar ementas de disciplinas a serem ministradas no CIEAT no âmbito do Projeto Piloto do
Pro-grama Permanente de Capacitação Continuada, incluindo o MDPM, o BPChq e BOPE;
2) Ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida;
3) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou
gradua-ção dos policiais;
4) Fornecer previamente à CAEs a lista completa dos insumos necessários para a realização das
ins-truções;
5) Garantir os insumos necessários para a realização do Projeto Piloto do Programa Permanente de
Capacitação Continuada;
6) Monitorar o aproveitamento dos policiais nas instruções ministradas no CIEAT;
7) Fornecer os resultados do monitoramento dos Policiais à CAEs, até 7 dias corridos após o término
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8) Retirar a munição mensalmente com a escolta do BPChq; e
9) Alinha junto ao CFAP em relação a alimentação e alojamento dos policiais militares participantes
do Programa.
j. A cargo do MDPM:
1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT,
2) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou
gradua-ção dos policiais.
k. A cargo do BPChq:
1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT;
2) Garantir os insumos necessários para a realização do Projeto Piloto do Programa Permanente de
Capacitação Continuada;
3) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou
gradua-ção dos policiais; e
4) Escolta de apoio ao CIEAT para retirada de munição no CSM.
l. A cargo do BOPE:
1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT,
2) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou
gradua-ção dos policiais.
m.A cargo das OPMs:
1) Disponibilizar e fiscalizar a presença dos policiais convocados para realização de todas as etapas
do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada, de acordo com
crono-grama publicado em BOL PM,
2) Garantir que a P1 da Unidade informe devidamente aos policiais o motivo da convocação
(atra-vés da leitura da presente diretriz), bem como informe a data, horário e local em que policial
deve se apresentar.
n. A cargo do CFAP:
1) Disponibilizar alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar) para os policiais
participan-tes do Programa durante os dias de instruções no CIEAT;
2) Disponibilizar alojamento para os policiais participantes do Programa durante os dias de
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o. Prescrições Diversas:
Os policiais militares que atuarão como instrutores e monitores no Programa em questão,
não deverão ser escalados em nenhum outro tipo de serviço, durante a execução do PPCC, exceto
por convocação do Comandante Geral e Chefe do Estado-Maior Geral, tendo em vista o maciço
empenho dos mesmos visando a capacitação do efetivo da Corporação, sendo considerados como
2ª voz.
Os policiais militares convocados a participar do Projeto Piloto não deverão ser escalados
em nenhum outro tipo de serviço no domingo anterior ao início da sua semana de instrução bem
como não deverão ser escalados no final de semana após a sua instrução.
Tomem conhecimento e providenciem a respeito os Órgãos interessados. OPM Envolvidas: Todas.
(Nota nº 041 de 06JUN16, do EMG-CAEs)
9. DGAF - SISNOTA
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DEFINIÇÕES DE RESPONSABILIDADES PARA OS
CHE-FES DA P/4, TESOUREIROS E APROVISIONADORES DAS UNIDADES COM
RANCHO
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PUBLICAÇÃO
Considerando que as Unidades possuidoras de Rancho têm apresentado diversos problemas no tocante a elaboração dos Processos de Liquidação das despesas de gêneros alimentícios;
Considerando que a publicação do BOL PM nº 213, de 19NOV2015, não aborda a responsabilidade do Aprovisionador quanto a tramitação interna das notas fiscais de gêneros alimentícios; e,
Considerando a necessidade de definir as responsabilidades de todos os agentes envolvidos neste Sistema, este Comando, atendendo proposta do Diretor Geral de Administração e Finanças, publica as DEFINIÇÕES DE RESPONSABILIDADES DO PROGRAMA SISNOTA referente aos Chefes da P/4, dos Tesoureiros e Aprovisionadores das OPM com rancho, a saber:
1) Responsabilidade do APROVISIONADOR
1.a Determinar que todas as Notas Fiscais de Gêneros Alimentícios sejam imediatamente inseridas no SISNOTA;
1.b Fiscalizar a execução da ordem emanada;
1.c Participar de imediato ao Chefe da P/4 qualquer problema relatado por seus funcionários afeto ao SISNOTA;
1.d Apresentar TODAS as NF-e na Tesouraria no dia subsequente da entrada da nota; e,
1.e Será o responsável por agilizar o trâmite da NF nos casos em que a OPM decidir recebê-la com material faltando.
2) Responsabilidade do TESOUREIRO
2.a Determinar que todas as Notas Fiscais de Gêneros Alimentícios sejam imediatamente inseridas nos Processos de Liquidação;
2.b Fiscalizar a execução da ordem emanada; e,
2.c Participar de imediato ao Chefe da P/4 qualquer problema relatado por seus subordinados que im-peçam a confecção do devido Processo de Liquidação.
3) Responsabilidade do Chefe da 4ª Seção das OPM