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Bol. da PM n.º 092 23MAI Diretriz 001 CAES Projeto Piloto Programa Permanente de Capacitação Continuada

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Bol da PM n.º 092 - 23 Mai 16

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17. DIRETRIZ Nº 001/2016

PROJETO PILOTO DO PROGRAMA PERMANENTE DE CAPACITAÇÃO CONTINUADA

PMERJ EMG

CAEs 23MAIO16

1. FINALIDADE

Regulamentar os procedimentos a serem aplicados pelos Comandantes, Chefes, Diretores e Coordenadores quanto à facilitação e a participação dos alunos nas atividades do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada.

2. APRESENTAÇÃO

O Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada compreende o desenvolvimento do programa de gestão e controle do uso da força que foi criado como uma resposta diante da necessidade de controle do uso excessivo da força. Parte do reconhecimento de que o uso excessivo da força é um problema institucional e não apenas um desvio do indivíduo. É composto por duas dimensões: uma de caráter emergencial e outra de caráter preventiva. Diante disso, o foco do Programa não é punir uma conduta desviante, mas prevenir futuras ocorrências. Nessa perspectiva, o uso da força deve ser entendido como um continuum em que a força é usada de forma diferenciada e proporcional, começando com a verbalização e acabando, quando não houver alternativa, no uso de armas de fogo.

A primeira dimensão, de caráter emergencial, tem como objetivo exercer controle constante do número de disparos de armas de fogo realizado pelos Policiais Militares em serviço.

Para tanto, por meio do Índice de Aptidão para o Uso da Força (IAUF) é possível calcular a quantidade máxima de disparos que o policial pode realizar em um período de seis meses. O índice é representado pela seguinte fórmula:

Onde: CMP = Consumo de Munição Ponderado.

CM = Consumo de Munição Bruto.

TMV ܧݏݐܽ݀݋ = Taxa de Mortes Violentas por 100.000 habitantes, num período de 6 meses,

todo o do Estado do Rio de Janeiro. No momento atual, utilizando os dados de 2014, esse valor é de 14.5.

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O resultado desse cálculo indica o limite de disparos que o policial pode realizar em um semestre de acordo com o local em que ele atua e sua função. Caso ultrapasse esse número, ou caso o policial se envolva em ocorrências que resultem em morte de policiais ou civis, o policial será submetido a quatro avaliações: Avaliação Geral de Saúde, realizado pelo Serviço de Atenção à Saúde do Policial SASP; Testes psicológicos realizados pelo Núcleo Central de Psicologia - NUCEPSI; Teste de Aptidão Física pelo Centro de Educação Física CEFD e Desporto e Avaliação de Aptidão Técnica pelo Centro de Instrução Especializado em Armamento e Tiro CIEAT.

Nessa dimensão emergencial, o objetivo é que os policiais sejam primeiro avaliados e, dependendo do resultado da avaliação, sejam submetidos a um acompanhamento de saúde física, psicológica ou cursos de capacitação.

O objetivo dessas avaliações, assim, é detectar problemas na saúde física, mental ou deficiências técnicas que porventura possam contribuir para que o policial realize uma quantidade excessiva de disparos de armas de fogo. Nesse sentido, a ideia é intervir no momento em que o policial excedeu a quantidade limite de disparos, criando um monitoramento constante do emprego de armas de fogo pelos policiais.

O enfoque do programa não é, no entanto, a punição. O objetivo é aumentar a responsabilização dos policiais em relação ao uso da arma de fogo, bem como dar atenção à saúde física, mental e as competências técnicas dos Policiais Militares.

A segunda dimensão, de caráter preventivo, é composta pelo Programa Permanente de Capacitação Continuada. Diferente da dimensão emergencial, esse modelo ocorrerá uma vez por ano, permanentemente, e será obrigatório para todos os policiais da Corporação. Tem como objetivo capacitar a tropa constantemente, bem como apoiar o policial física e psicologicamente.

O PPCC é composto por quatro dimensões. Avaliação de aptidão física pelo Serviço de Atenção à Saúde do Policial Militar SASP; Avaliação de saúde mental pelo NUCEPSI; Instruções e avaliação pelo Centro de Educação Física e Desporto CEFD e Instruções e Avaliações práticas no Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro (CIEAT). Se tratando de um programa de caráter preventivo, nessa dimensão os policiais serão primeiro capacitados para, em seguida, serem avaliados.

Esse programa tem como objetivo central capacitar todo o efetivo da Polícia Militar continuamente, garantindo que sejam corrigidas eventuais lacunas na formação policial, bem como possibilita que os conhecimentos técnicos e teóricos dos policiais sejam continuamente capacitados.

O projeto parte do pressuposto de que o uso excessivo da força pode ser o resultado da combinação de diversos fatores, que vão desde problemas de saúde física ou mental até falhas na capacidade técnica dos policiais. O objetivo central é, portanto, abordar da forma mais ampla possível esses múltiplos fatores através do contínuo acompanhamento dos aspectos físicos, psicológicos e técnicos dos policiais militares.

Com a implantação do Programa Permanente de Capacitação Continuada, todos os outros programas de capacitação vigentes atualmente na corporação serão extintos, garantindo que toda a PMERJ tenha acesso aos mesmos treinamentos, sigam as mesmas técnicas e estratégias. Isso facilitará a gestão contínua do programa, bem como garantirá um melhor monitoramento dos resultados.

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Continuada. Levando em consideração as limitações de recursos financeiros e logísticos, foi estabelecido um limite de 300 policiais para participarem do programa. Foram utilizados dois critérios de seleção sobrepostos: Primeiro foram selecionados os sete batalhões que mais realizaram disparos de arma de fogo nos últimos seis meses no estado do Rio de Janeiro e, em seguida, foi aplicada a fórmula do IAUF para os policiais lotados nesses batalhões. Foram, então, selecionados aqueles policiais que ultrapassaram o limite de disparos em mais de cem por cento e suas respectivas guarnições. Configurou-se, dessa forma, uma lista de 253 policiais que foram submetidos às quatro dimensões que compõem o PPCC.

O monitoramento dos resultados do programa será realizado através do acompanhamento do número disparos de arma de fogo, de acordo com a função exercida, e de homicídios decorrentes de intervenção policial, porventura realizados pelos policiais que participaram do programa. Também serão monitoradas as mesmas taxas dos batalhões mobilizados para o programa, possibilitando dessa forma, a avaliação do impacto desse projeto na ação cotidiana da Polícia Militar. A expectativa é de que observemos uma significativa redução desses índices.

3. OBJETIVOS

Os principais objetivos do programa são a redução de ocorrências em que a força foi utilizada de forma indevida, redução do número de disparos de armas de fogo e redução dos homicídios decorrentes de intervenção policial. Objetiva também dar atenção à saúde física e psicológica do policial, bem como qualificá-lo tecnicamente de forma contínua e regular.

4. EXECUÇÃO

a. A cargo do EMG:

1) Facilitar a execução do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada, por

meio da disponibilidade dos meios necessários para sua execução, incluindo o fornecimento de

re-cursos que porventura sejam necessários.

b. A cargo da CAEs:

1) Coordenar a implantação e execução do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação

Continuada; e

2) Produzir um relatório ao final do piloto, onde deverão constar os principais resultados, lições

aprendidas e demandas percebidas para a viabilização do PPCC.

c. A cargo da PM4:

1) Fornecer munição (calibres .40 e 5.56mm) e demais insumos necessários para a realização das

ins-truções no CIEAT, conforme solicitado pelo Estado Maior Geral;

2) Fornecer informações pertinentes quando solicitadas pela CAEs; e

3) Substituir armamentos do CIEAT, caso haja necessidade, por desgaste do equipamento.

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1) Providenciar uma ambulância com equipe de pronto atendimento durante os dias de realização

do TAF e de instruções de tiro no CIEAT.

e. A cargo do SASP:

1) Realizar a Avaliação Geral de Saúde para os Policiais selecionados para o referido programa;

2) Caso seja detectado algum problema de saúde nos policiais avaliados, realizar os

encaminhamen-tos médicos necessários;

3) Fornecer os resultados dos exames à CAEs para publicação, até 15 dias corridos após o último dia

de avaliação; e

4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais;

5) Garantir a disponibilidade dos insumos necessários para a realização das etapas da Avaliação

Ge-ral de Saúde no decorrer da aplicação do Programa.

f. A cargo do NUCEPSI:

1) Realizar a Avaliação de Saúde Mental nos Policiais selecionados para o referido programa;

2) Caso seja detectado algum problema de saúde mental nos policiais avaliados, realizar os

encami-nhamentos psicológicos ou psiquiátricos necessários;

3) Fornecer os resultados das avaliações, juntamente com o SASP, à CAEs para publicação; e

4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais.

5) Garantir a disponibilidade dos insumos necessários para a realização das etapas da Avaliação de

Saúde Mental no decorrer da aplicação do Programa.

g. A cargo do CEFD:

1) Realizar o Teste de Aptidão Física - TAF nos Policiais selecionados para o referido programa;

2) Caso seja detectado alguma restrição na capacidade física do policial avaliado, realizar o

encami-nhamento para o Programa de Condicionamento Físico;

3) Fornecer os resultados dos testes à CAEs para publicação até o último dia de avaliação; e

4) Fornecer lista de presença, onde conste o nome completo, RG e posto ou graduação dos policiais.

h. A cargo do CIEAT:

1) Elaborar ementas de disciplinas a serem ministradas no CIEAT no âmbito do Projeto Piloto do

Pro-grama Permanente de Capacitação Continuada, incluindo o MDPM, o BPChq e BOPE;

2) Ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida;

3) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou

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4) Fornecer previamente à CAEs a lista completa dos insumos necessários para a realização das

ins-truções;

5) Garantir os insumos necessários para a realização do Projeto Piloto do Programa Permanente de

Capacitação Continuada;

6) Monitorar o aproveitamento dos policiais nas instruções ministradas no CIEAT;

7) Fornecer os resultados do monitoramento dos Policiais à CAEs, até 7 dias corridos após o término

da última turma;

8) Retirar a munição mensalmente com a escolta do BPChq; e

9) Verificar junto ao CFAP o fornecimento de alimentação e alojamento dos policiais militares

parti-cipantes do Programa.

i. A cargo do MDPM:

1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT;

2) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou

gradua-ção dos policiais.

3) Garantir a disponibilidade dos insumos necessários para a realização das instruções no decorrer

do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada.

j. A cargo do BPChq:

1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT;

2) Garantir os insumos necessários para a realização do Projeto Piloto do Programa Permanente de

Capacitação Continuada;

3) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou

gradua-ção dos policiais; e

4) Fornecer escolta de apoio ao CIEAT para retirada de munição no CSM.

k. A cargo do BOPE:

1) Elaborar e ministrar as instruções de acordo com ementa pré-estabelecida junto ao CIEAT;

2) Fornecer lista de presença das instruções, onde conste o nome completo, RG e posto ou

gradua-ção dos policiais.

l. A cargo das OPMs:

1) Disponibilizar e fiscalizar a presença dos policiais convocados para realização de todas as etapas

do Projeto Piloto do Programa Permanente de Capacitação Continuada, de acordo com

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2) Garantir que a P1 da Unidade informe devidamente aos policiais o motivo da convocação

(atra-vés da leitura da presente diretriz), bem como informe a data, horário e local em que o policial

deve se apresentar.

m. A cargo do CFAP:

1) Disponibilizar alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar) para os policiais

participan-tes do Programa durante os dias de instruções no CIEAT;

2) Disponibilizar alojamento para os policiais participantes do Programa durante os dias de

instru-ções no CIEAT.

n. Prescrições Diversas:

Os policiais militares que atuarão como instrutores e monitores no Programa em questão,

não deverão ser escalados em nenhum outro tipo de serviço, durante a execução do PPCC, exceto

por convocação do Comandante Geral e do Chefe do Estado-Maior Geral, tendo em vista o maciço

empenho dos mesmos visando a capacitação do efetivo da Corporação, devendo-se assim, durante

o referido período, serem considerados como 2ª voz.

Os policiais militares convocados a participar do Projeto Piloto não deverão ser escalados

em nenhum outro tipo de serviço no domingo anterior ao início da sua semana de instrução bem

como não deverão ser escalados no final de semana após a sua instrução.

Tomem conhecimento e providenciem a respeito os Órgãos interessados. OPM Envolvidas: Todas.

(Nota nº 0321 de 23MAIO16, do EMG/CAEs)

18. ESTADO-MAIOR GERAL/CAEs

PILOTO PROGRAMA PERMANENTE DE

CAPACITAÇÃO CONTINUADA

CONVOCAÇÃO

DETERMINAÇÃO -

PUBLICAÇÃO

O Chefe do Estado-Maior Geral, no uso das suas atribuições legais, atendendo proposta do Coordenador de Assuntos Estratégicos, face ao contido em BOL PM Nº 071 de 20 ABR 16 (nota nº 0264),

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