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G L o s s R I () D E () p F o L o G I AB p
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HEN R I Q C E Bl\PEOSO
- .
ASSISTENTE ESTAGIARIO DA llJIDADE CIENT1FICO-PED~- GOGICA DE LETRAS E ARTES DA UNIVERSIDADE DO MINI-IOG LOS S 1 n I ()
---.---
Trabalho de colabcra9~o para 0 GIoss~rio d~ Termcs Lingulsti~ns, a pubIi car peia Associa~~o Pcrtuguesa de Linguistica.
B R ~ G ~, em finais de ~bril de 1985
.".
- .
tt'
.;
OS TERMOS f-11US US~_DOS DENTPO Df'I. ARE~_ DE
r1()PFOL()GU\ POPTUGUES~
TOGOS estes termos se insereTI no quaero teorico do ESTPUTTJP1'-IJIsr-~o e ca CPpvlf.,TICA TFl',DIe'IONJ-\L )
LIS'fA ALFAB::3TIC:"
Actualizador Adjectivo Adverbio Afixott''
, ;,;
Aglutfhagao Alomorfe
Alb:~rnancia (~10ne~0.~
Amalgama
Analise (em mont:;~"la,3) Artigo
Aspecto (verbal) Caso
2o~nosi~~o
-
-
.-. 'V"I '''1'''"'''1-.-,;;,."..,..; ~ .... -f~Vl1.Q.\
,---.Jl~C·--, _ ~,c...~_ •. ,Y'1.cc. <;;. "" I -, r-"~' -;~ -i - I . .F "",.~
t...")n:::-,-~L:...._C _,-", \merl (?'"C.;
Conjun9~o
Co:nsec:utio :'~-~-:'c~:'-'.:~--:C.~cr=2;na)
CI.l:,1.Ula~2.o
,
-
·:!·~~:_."':.·:;:"':.C:~_ ~
~.:'Gn71a(s) a:.~-:.S::::;-"2(J) au livre>(s) Forma(s) de~e~d~nte(s) ou clltica(s) Forma(s)n~o aut5noma(s)
Forma(s) nominal (ais) do verbo Forma (5) presa(s)
s Forma(s) solta(s)
Forma(5) verbal (ais) arrizotonica(s)
~
-
Forma (5) verbal (ai5) rizoton!ca(5) Fun~oes dos afixos,
\.
~un~oes derivativas Fun~oes gramaticais Fusao
('.,enerq-- Grada~,$o Gramatica Infixo
Justaposic;~o Lexema
Lexicologia Marca
Modo(s) verbal(ais) Honema
Morfema
:
Morfema de alt2~~3~cia teD~tica Morfemas hor::o::-::.,:os
Morfema de posi-;ila
Morfemas de rel~9~o formal sintagn~ti~2 Morfemas sinobi.:'>1os
Morfema zero ( ;1. )
"1orfofone.ma
l\1orfofonolo,:",=--., :'1orfologia
N'2utralizac;.J:o::-lc:::-'::2r;-;.atica Neutralizac;~o ~or~o16gica
Nome Nucleo Numeral Nfunero Oposigao
Oposi9ao morfematica Oposic;ao morfologica Palavra
Palavra composta Palavra derivada
Palavra flexionada Palavra nao flexionada Palavra lexica
Palav~ semantica Pala\Ira).'simples Paradigma flexional
Partes do discurso ou ora9ao Pessoa grarnatical
Prefixo Prefixoide Preposi9ao Pronorne Radical
Referencia (:-:-:0::'---':;:. '.-:-)
Regencia (mar~~~~) Semantsma
Sincretisrao Sint;agma fixe Sintagma livre::.
Substantive Sufizo
--'I
u I
Sufixo nunerc--'j(:::'33(Jal(SliP) Sufixo TTlor~o...~. \....t. -t-."'r'-~,'.,,~,--,...1. ." .. _ ._~...1 (c;,u._1'T')....
rrema
Tempo(s) verbal(~i3)
Tra90 distintivo ou ?ertinente Verba
Voz(es)
UNIVERSIDADE DO MINHO ,
-4-
LETRAS E A.RTES
Actualizador- t tod. 0 afixo que tem a fun~lo de tornar actuais as entidades significativas virtuais, que sao os semante.as ( e os .orfemas basicos dos categoremae), determinanio • seu valor significativo e conferinde-lhes a foraa ie palavra ie mo.o a f~
cienar no discurse.e;-. Todos os afixos, no fundo, sao actualizado- res. ...
De acordo co. a fun~a. que desempenham, te.os os afixos actualizad.Bes monematicGs- actualiza~ao de monema- ( ex.
bogu(i)aberto , alt(i)falante - • afixo constitu!do pelo silabi- co Iii, nos co.postes desta natureza, funciena como element. de liga~to material dos mesmos, isto,e, como actualizador de primei- ro se.antema); os afix8s actualizaderes tematicos - 0 merfema conheciio co.o vogal tematica- ( ex. -~- , em estud~; -~-, em
comer
-
e -i-, em dormir);- -
e 8S afixos'" actualizadores lexi-~ - os merfemas representados pelas grafemas -~, -~, e -~, em
A ...
palavras como camp-~, ~-~ e trist-~ tem a fun~a. de, unindo-se a um tema, constituirem uma palavra.
Adjectivo-
t
uma das quatro classes lexematicas que significa qualidade, ou melher ainda, object. apreendide co.o qualidade,, . (
inerente a substancia. ex. home. rico; crian~a alegre; jevens felizes).
Adverbio-
no
latim adverbium( traduQao de gregatrrl@p~
que significa'acrescentado ao verb.').t
tambem uma classe lexema- tica significando qualidade inerente ao processo, ou seja:e
u-"
ma ferma nominal que traz um significade suplementar a signifi- caQao essencial da cemunicaQao .centrada no verba( process.).
( ex. estudar cuidadesamente ).
Afixe- Nome generic. de tedos os morfemas presos que se ligam ao tema da palavra( semantema
,U
outre morfema ), podendo pre- cede-Ie (prefixo) (ex. im-proprio), segui-Io (sufixo) (ex. pe- dr-~, pedr-~-~), ou intercalar-se (infixo) (ex. latim: viQcit(presente d. indicative)
p
vicit (preterite perfeito do indic.).Aglutinacae- Um dos precesses de ce.posiQao lexica que consiste ea co.binar duas eu mais palavras de tal mane ira que se perde a nOQao de comp.si~l., subordinando-se, por conseguinte, a palavra
~-',-.--- ..-••-- ...---~--.--~- ... --- ... •·••~·_·_. __ n...'...
UNIVERSIDADE 00 MINHO -5-
LETRAS E A.RTES
co.posta resultante a um Unic. acento tenico e sofrendo perda da sua lntegrldade s11ablca. (exs. aguardente ( de agua+arde~
te ), embora ( de em+boa+hora ).
'-, '~.:
...!:
, -.
Alo.orfe-
t
uma Tarlante de um .orfe.a que ocorre em certos ~ blellti·sfonetlcos ldentlflcavels. (exs. 0 .orfema de plural _!!,apr'esenta , em portugues, os segulntes alo.orfes: 1. llnguode~
tal sonora (zJ; 2. palatal sonera(31 e 3: palatal surdatS), em:
1. "Os alunos'da"O!!,cactes
-
do meu jardlm").Unlversldade do Mlnho";2."Os bons amlgos"; 3.-
Alternancla(.onematlca)-
t
uma varlaQao formal de uma mesma p~_ A
lavra slgniflcatlva.
..
Tendo em atenQao a natureza da alternancla, dlstlngulremos tree tip.s: 1. alt. acentual- que consiste em que# , (
o mesmo manema se apresenta ora ~omo tonic. ora cemo atene- ex.
branco (fbrank.!)e brancura (brank'~); 2. alt. vocalica- variaQao dentro da me sma s!laba tonica (ex. corro
<:
kor7 / corres<
k:>r-»au entao ligada
a
alt. acentual (ex. bela <'b~l-) / beleza <b~1'_) ); 3. alt. consonantica-
e
a que atinge um (ou mais) dos fonemas assilabices do manema. (ex. digo ('dig-) / disse<'
dis-'l// diz (' diz-) ).
, " ~
..
Amalgama-Fen@meno lingu1stico que consiste na fUSdO de varias unidades significativas num
so
segmento fonica. (cf. fusao ecumulacao) •
Analise(em monemasJ-
t
0 processo lingu!stico que consiste na analisabilldade da palavra, entidade significativa nao extensa, em dois oumais significantes menores -os monemas- estes ja nao suscept!veis de ulterior analise( significantes m!nimos ).~ "
Artigo- b uma das Bets classes categorematicas, ist. e, um signe que exige a presenQa de outro( ou outros ) com 0 qual se ass.cia em sintagma: um signo dependente. 0 artigo pertence ao tipo de signos que se agrupam em paradigmas ou inventarios fechados.
(exs. art. definite - denota urn Ber
ja
c:Dnhecido do leit~r ou uvinte: ~, ~; !!!" !!!.; art. indeflnido - denota um ser nao defi nldo, nao ldentificado -: um, ~; ~, ~).Aspecto(verbal)-
t
uma categoria gramatical por que se aprese~UNIVERSIDADE DO MINHO -6-
LETRAS E A.RTES
ta Q processo verbal ds ponio de vista da sua duraQao. A aC9ae pode ser considerada pelo locutor cemo cenclu!da, .u seja, ebse£
vada no seu resultade, ou com. naG conclu!da, ist.
e,
.bservadana sua dur~Qao, ~a sua repeti9ao, etc •• De ac.rd. c•• estes dados e segundo~ Karl Brugmann, pode.os destacar os seguintes tipos de aspec~os verbais: 1. asp. pontual - assinala um precess. reali-
, , 4 ,
zado de aaneira subita e instantanea; 2. asp. durativo - friBa a dura9aa
ae
processo, intensificando-ee cada vez .ais(asp. pr~gressivg), desenrelande-se simplesmente(asp. cursive), .u repe- tindo-se par maio de uma serie de aspect.s pentuais(asp. fre- quentativo ou iterativo); 3. asp. permansivo - em que. process.
e
apresentado como persistente em seus efeites;4.
asp. incepti-y! ou inc.attv. -marca apenas 0 princ!pio de process.; 5. asp.
cessativo eu concluso - marca, a9 inves, • fim de umprocesso;
6. asp. resultativo - regista os resultados de urn process. rea- lizadQ.
Caso(~)- Sao as diferentes formas que tema um substantive, urn adjectiv~, um pronome, segundo as fun90es que desempenham( su- jeito, complemento directo, indirecto, de possa, determinative, circunstanclal). Noutros termos:
e
uma categoria gramatical de 2Q grau espec!fica do nome que se manifesta na declinaQao.Categorema- ~ uma palavra de significa9ao meramente gramatical.
(exs. os verbos
-
ser, estar,-
ter, etc.; os artigos, os pronomes, as prepQsiQoes, as cenjun9ies, etc.).Composicao- Process. de forma9ao de palavras que c.nsi~.e na u- niao de dois QU mais radicais. A palavra cemposta representa sempre uma ideia Unica e aut~noma. (cf. aglutinacao e justaposi-
cao).
(exs. pe-de-meia; fidalgo).ConcGrdancia(morfem~)-
.
encia e a que desempenha~ a farma mais caracter!stica0 papel mais relevante na estrutura9aode congru--
sintactica. Este morfema manifesta rela9ies entre elementos CGa t!guos ounaG,
dentr$ de uma me sma propGsi9ae, simples .u cem- ilexa, quer no interior de algum des seue term.s, exprimind. a sua coesao e unidade, quer de um termo para outre, contribuindo II para marcar a unidade da ora9ao e, atraves deIa, da frase.,I
I.",;
UNIVERSIDADE 00 MINHO
-7-
LETRAS E ARTES
Congruencia(morfema)- t urnmarfema de rela9ao formal sintagmati-
A ,
ca segundo 0 qual dois ou mais membrGs de umasequencia sintagm~
tica( frase, discurso
.
), unidos por alguma especie de rela9ao ne~, sa sequencia, a mani!estam atraves de uma parcial identidade for- mal, pela qual cempartilham de certas 'significa9ies gramaticais peri£ericas(significa9ies gramaticais de 22 grau) , que assim se, A
encontram repetidas nesses membr.s da sequencia •
•
Cenjuncae- Conectiva de senten9as ou ora9ies. Se tal conectivo
... .. .
apenas estabelece uma liga9ao de sequencia entre palavras, gru- pas lexicais ou .ra~;es, de uma dada cemunica9aa. para indicar que se trata de uma soma de Signi~Ca90es, da-se 0 nome de £!_
nectiVII coerdenativo( c.njun9ies coerdenativ&s: ~; ~, etc.);
se, pele centrario, subordina uma ora9ao a outra ou deis termos da mesmo sintagma, da-se 0 nome de conectivo subordinative ( con-
jun90es subordinativas e prep0si~~es).
Consecutio temporum(morfema)- Consiste no condicionamenio formal do verba da prep.si~ao subordinada pela forma do verbo da princ!
pal( subordinl?.nte). (ex. "Desejo/ que chep;ues hem!"
Cumulaoao-(= am~gama permanente) - Manifesta9ao de varias fun- goes(significa90es) gramaticais num mesma morfema. (ex. e morf~
rna -£(sufixo verbal), em estud-o, cumula as significagQes gra- maticais de pessoa, nUmero, tempo e modo~.
Declinag1o- Paradigma au conjunto de palavras lexicas da me sma palavra semantica. (ex. ros-~, ros-ae, ros-~m, ros-a(singular);
ros-ae,ros-Arum, ros-as, ros-ls(plural) ).
Derivacao- Process. de forma9ao de palavras pelo qual de urn tema
" , (
, ,
primario se obtem urn tema secundario de um secundari0 urn tercia rio, etc.) pela a~jun~ao aquele de urn afixo derivativo.( exs.
~-~ - ~-~-~; pedr-~'- pedr-~-~; etc •• Verificamos que na palavra prtmitlva au simples( casa e pedra ~ a significa9ao obje£
, ,
( ')tiva t9tal esta centida apenas no ~~ ~.ma primario - ~- e pedr- -, ao passe que na derivada asea
e
manifestada pelo con- junto do nucleo com um afiXQ derivativo( ou mais ) - cas-inh- a pedr-eir-).UNIVERSIDADE DO MINHO -8-
LETRAS E ARTES
A ,
Desinencia- 0 me sma que morfema flexiona~, iste e, monema de sig nificaQae meramente gramatical. N~utros termos: e(sao) a(s) le- tra(s) que se junta(m) ao tema para indicar as varias significa_
Qoes gramaticais de 22 grau. (exs. casal casa-~(desinencia de pl~
ral) d·
,
estudar - (ele) estuda-¢( desinencia de 39 pessoa do sin- gular do presente do indicativo) ••
Estrutura(du forma verbal)-
t
a erganizaQao, a erdenagae dos m0r femas constitutiv0S de qualquer forma da flexaQ verbal. Para a determinagao dos seus constitmintes, devemos ter em consideragao a seguinte formula: T(=R+VT)+SF(=SMT+SNP), au seja: Tema(=Radica~++Vogal Tematica)+ Sufixo Flexional(= Sufixo Modo-Temporal+ Sufixo NUmero-Pessoal). Advirta-se, todavi., que qualquer um dos sufixos, para alem do Radical, pode nao aparecer ou equivaler a zerc(¢J~
(axs. estudavamos = T(=estud+a) + SF(=va+mos) R VT S11T SNP kas: estudo =T(=estud+¢) + SF(=¢+e)
R VT S~T SNP ).
Flexao-
t
a variaQao de forma e de significado no interior de uma palavra semantica• pela qual a sua signi1icagao interna, con~tante,
e
determinada particularmente pelas diversas significagoes, 'A
gramaticais perifericas que se ass0ciam a palavra semantica e sao expressas ou par monemas
.
, marginais(afixos) qUA se ligam ao tema, au pela alternancia tematica. No primeiro caso, temos aqui 10 a que se chama a flexao externa; no segundo, temos a flexao interna.Flexao nominal- Variagoes de genero(masculino e feminino) e de nUmero(singular e plural) das classes de palavras: substantives,
adjectivos-com mnclusao do partic{piQ em fungao adnominal-, pro- nomes(a~guns), artigos, numerais ordinais e alguns cardinais. Tais variagoes sao as significagoes gramaticais de 2Qgrau especlficas d0 ~.(ex. novo/nova- masc./fem.; novo/nov8s- sing./plural).
... V'" ,
Flexae verbal- ariag0es de modo, tempo, aspecto, pessca, numere e ~ da classe lexematica do verbo. Do mesmo modo que na flexa.
nominal, estas varia~;es sao as significagoes gramaticais de 22 grau espec!ficas do verbo. (ex. "Trabalhe todos os dias"- tempo presente, mede indicativQ, aspect. durative(iterati~e), vez acti-
NIVERSIDADE DO MINHO -3-
LETRAS E ARTE:S
va, l~ pessoa do sing.).
~0rma(s) aut&noma(s) ou livre(s)- TodoB as dado sistema lingu!stic0 que p~dem ocorrer funci~nando~ como uma frase ou como todo urn teriza9ao tem que ver
~ no discurso. (ex.
cam ~rau de -Estas?
significantes de urn isoladamente na fala, discurso. Esta carac-
A
!ndependencia dos signific~
-Estou.
-Onde?
-Aqui.).
For~a(s) dependente(s) ou cl!tica(s)- Todos os sig~iiicantes que nao sendo IJvres, porque nao podem funcionar isoladamente, tam- bernnao sao for~as presas,
ja
~uegozao de uma certa autonomiarelativ~~e~te ~s formas livres a ~ue estao aS80ciadas. (exs. os al'tigos, os pronomes,pessoa.!.s atonJs, as preposi,;oes, as conjnn- goes e certas part!culas). Estas constitubm 0 sintagma.
Forma(s.2 nao autonoma(s)- Todas as que nao tern a propriedade das formaf3 livres, isto
e,
que nunca ocorrem senao a.ssociadas a.outra eu a 0~tras form~s.(cf. formas presas e formas dependentes au cl!- ticas- d~as subcategorias dae for~as nao autonomas).----
, -'l" 1"1 t" ," ~" ~ t . '!It,
r1y::-l'llJe L'a.r lClplO. '-,-alsIOr7:l8.E'carac erlzam-se por ndO pOG.ere'll e:z.primir,;:Jorsi nem 0 ter.lFonem 0 gl'Jd?,.Os sens valoree temporAl e modal dependem sempre do contexte em que ~e encontram.
o
Infinitive apresenta 0 processoverbal ernpetencia; exprirne a ideia de aC9ae, apraximando-se, des.
te mad·:>,do subs tan ti vo•
o
Gerundio apresenta c processover~al em curso e desewpenha fungoes exercidas pelo adverbio au ou pelo adjectivo.
o
Partic!oio apresenta 0 resulta~do do pr~ce3so ver15al; acumula as caracter!sticas de verbe com as de adj9ctivo, podendo, em certos casos, receber como este as desi·
A
nencias -c de feminino e -~ de plural.
f
I l
II I
\
'J-e.
UNIVERSIDADE DO MINHO
LETRAS E A.RTE:3
Forma(s) Dresa(s)- Tadas aQuelas Que funcionam uniC2S a outr2s for~as presas, constituindo uma palavra.(exs. ~-mover; ~_~;
cant~~-y~; etc.).
FQrma~s) solta(s)- 0 conjunto das formas livres e das formas de- pende~tes- isto, se se atender ao, muito embora niminuto, ~rcu de autonomia das formas deDendente~- Que se opoe ao conjunto das formas uresaf~. As palavras sao, d~ urn modo geral, formas soltas ora autonooas( sim, nao, estudar, etc.) ora deDendentes( §..~, que,
£?r, me, te, ~, etc.).
For~a(s) verpal(ais) arrizotonica(s)- Sao as formas verbais, ao inv8s das rizotonicas, cujo acento tonico esta para alem da vo- gal dn r~iz. (exs. amarei, ~e~~sse, dormirieis, etc.).
FarrHa(s) verba:_(ais) rizotcni c a(s).. Sao as formas ver"t;aif' cuj0 a- cento t6nico recai na vogal da raiz. Estas for~as permitdm-no~ co- nhecer 0 verdadeiro vocalisma da raiz e verificar as suas P0ss1- vei~ alternancias. (exs. arno, t~mo, d£r~o, etc.).
fungoes dos afi~~- Sao as significa90es desempenhadas pelos mor- f2~as ~ar~inais(=afixos). (cf. funGoes derivativas e funGoes~- lliuticais).
:r'u.ncu_~_.d~F.ivativas-Sao a::;si.;;r:ifica90esexerciuas pelos afixos derivativos( exs. -~, em altivez;-~-~, em ~igueza;-ur-, em pran- cura; -ei:r-, em bar:gueiro; -.bnh-, em toirinho; etc.). 'lais afixos t2rrla prcpriedade de (ver 9-~c:...~ii.r8'Qao),unindo-se a Ur.J terna nrima- rio, constituir urnnovo tema, secundario, portador de uma nova sifnifica9~e. ~ao os monemas der!vativos.
Funcoes granaticais- Sao as signi~lca90es exercidas pelos afixos cate~oriais,
----
relacionais, actualizadores--
e delcticos. Afixos do tipa: -Q, -a, -~, ew morto, merta, mortos; -~(merra), -~+~(~_remos), etc.iuntam-se a um manema au tema ja constituldo, na,Q mo- tivando outra significa9ao objectiva divers a, mas determinando a que possuem, acrescentando-lhes significa90es secundarias de natu- reza meramente grarnatical e actualizando 0 tema au a monema, per- mitindo 0 seu funcionamento cemo urn todo no discurso.
UNIVERSIDADE DO MINHO -2.2.-
LETRAS E A.RTES
:Fusae~= amalgama ocasional)- t 0 fenomeno pelo qual dois morfemas, manifestado8 par significroltes proprios quando sao realizados se- paradamente, se fundem num signific~~te Unico quando no texto OCQr.
rem em sequencia imediata. (exs. ~= ~(preposi9aO) + £(artigo def.
masc. sing.); neste= ~(preposigao) + este(pDonome demonstrativo masc. ';sing.).
Genero- ~ U!!l<? categoria gramatica.}.de 2Q grau especlfica do ~.
r"ais precisaBente: e urn principia de classificagao e de varia9ao flexional segwldo 0 qual em certas linguas, como 0 Latim, 0 Grsgo,
°
Russo, etc., a classe formal do ~( substantivo, aajectivo, pronome, artigo, particlpio ) apresenta diversas formas distribul.das por tres classes cha~adas do masculino, feminino e neutro, e
,
... '"noutra~ l~nguas, como 0 Portugues, 0 Frances, etc., as formas des- sa.s mesmas especies dei;palavras se repartem par duas classes ape- nas: 'do mascuJl-n£ e do feminin.Q. Alerr:de princl pio classificato- ri:J, 0 genera e uma categoria semantica- UID moria de a?reender e si~nifi~~ a realidade.
GradaGao-
t
urnfenomeno linguistico que consist~ na quantii'ica9aol da qualidade manifestada pelo adjectivo e pelo adverbio, quantifi-1 caQao ~ue tradicionamQente se distingue ou como absoluta( superla- tiv~ ~bsoluto) ou como relativa ( co~parativo e sGperlativo rela- ti'lO). 1:" ;ualLiadee
quantifL:::avel no esntido de Que a sL:~stanciaall. 'J pr':.:ceS.::30 ~m 'It:eela 82 obse.r'llClpOGe J;:2.rt.;ici1-'aL'.1.:;l:-l 2m maiar ou aenor grau. (exs. "hornem feliz" pode ser muito ou POlACO feliz,
evet; " ~ homem passeis. calmarr:ente"- este £§i.ssea:::,pode c.ar-se [!lais
oLl ~enos ca1301TI.tn te. ) •
Gramatica- j a disciplina que se aplica ao estudo da si~nificaGao . gramatical, cabendo ao gramatico a fun9ao de determinar, para ca- da idioma, os sistemas de significa90es gramaticais nele presentes e dos significantes que ai se raanifestam, quer no plano paradigma- tico(ulOrfolo2:ia) quer no plano sintagmatico(sintaxe).
Infixo- ~ 0 afixo que se intercala no terna. (cf. afixo).
Justapo:?is2.o- f:, urudos dois proces,los de composi9ao lexica, em que
08 elementos da palavra coruposta conservarn cada qUal a sua integri' dade. (ex~. madreperola, passatempo, segunda-feira, etc.). (cf.~.
posi9ao e sintagma fixo).
UNIVERSIDADE DO MINHO -12-
LETRAS E "'RTE:S
Lexema- t; uma palavra de siGnificaqao ,')Q;jectiva.(exs. substanti-
VQS, adjectiv~s, verbos e ajv~rbios de modo).
Lexicologia-
t
a disciplina lingulstica que tern por objecto a ~- na1ise da palavra nas entidades significativas menoras que nela se combinam e a determina~ao das leis gue regu1am Beta combinaQaoMarca- t a propriedade que disti~gue 0 termo marcado(presen~a da marca) do termo nao marcado(ausencia da marca) de uma oposigao.
( 8X. na oposiQao /p/x/b/ - /b/
e
0 termo marcado e Ip/e
0 ter-mo nao marcado da oposiQao e a marea
e
a sonorid.ade, presente emib/.
1:,;010 (s) verba1( ai::;)- 0 modo
e
uma categoria gramatical de 2Q grauespeclfica do verbo. ~eillet define modos verbais como as formas t;orC1ei()d.as Quais
e
indiea,da a a-t;itudemental do su~eito falan- te em relaqao ao pro~esso indicado pelo verba. 0 modee
aJ(~eE-
~£c..$ 4~1JXqS ( defini9ao concise. dos grar.:Jaticosgregos)-"dia-
tese da alma", ou seja, as dis.posi~oes Intim2.s( de certeza, de duvida, de su:posi~ao, de mando, etc.) do indi v{d uo que fetla..F~m portugnee eyistem os codos Indicative(indica certeza), Conjur:tivo
(incerteza) e Imperativo(~ando, oraem).
',~on~!:.1a-
----
~:.gni -:ic8..ti'f,[a lS. t0 e,' nRo 1 ~ "",,+,_S.l.~CelJ '.l
t,·orfema-~ um :nonema de significa:;8.o merarr..entegra::latical. (exa.
camp-£; cas-~; tris~-~; estud-~-~; etc.).
r,:orfemade al ternancia tematica- ~ 0 morferna que e:x:pressadeter- rninadas Gignifica~oes gramaticais pela oposi~ao entre dois ou mais te~~s(alotemas) diversos de urn mesma paradigma flexional eu derivativo. (exE~ fiz/f~z(fazer); P£de/pode(poder); etc.). Em por tugu~s, numa ~rande maioria dos casos, a alte-r-nancia t~matica a- presenta-se com caracter recundante tanto na flexao nominal - f£-
gal e/xf2.gos/:>I; povo/Q/XP!:l~B/='/ - como na f1exao verbal - t~m~1 e/
x ~£m~8g t~mes/t/; corr%/x corres/?/; etc.).
1.Iorfemas homonimos- t._orfer::uGefrr que a W!I significante Unico cor-
responde8 V~ri0S significados gramaticais. (e::.0 mcrfema _~, plural, em campo-~ e de 2~ pesso~ do sing., em estuda-~).
de
UNIVERSIDADE DO MINHO -1-::-
LETRAS E ARTES
Morfema de pcsigao- ~ 0 m(')rfema que consiste na chamada "ordem dos t.?rmos no si:ltagma". rsto significa que a propria ordem re- latiia de sucessao dos terrnos no sintagma tern valor signific~- tivo, 'indicando a fungao que eles a! desempenham.
i:orf80as de relaqao formal sintagmati?a-
t,
urnconjunto de mo!.'fe-mas que t~l!l em camum 0 facto de urn entre dois (ou mais) termos,
interligados, no plano sintagmatico, contlguos au nao, exigir ou determinar que outr~ au outros figurem numa dada f(ilrmaflexional au acoopanhados de certos categoremas relacionais. (cf. ccngru-:.
encia, ccncordancia, referencia, consecutio temporum e regenci~).
~"or f8,,[[,.8 Si:lo!'!.i:;}os- r,':orfemG.3 dis-tin tas (grafi camen te) ~Ol11. di:=;tri- cuiQao iiL~r8nte, mas com a mesma funQao~ (e:c. com-a e can-7;-e -
- l~ }23S0a d~ sing. do pres. do conj.).
i".orfemaz~(0)- t a carencia~ com fungacj significativa, num d,)s s:;'gnif~cante;:,Clue sao termos de Wila oposigao gramatical, de uma
~arca ~aterial pasitiva que se encontra, palo contrario, no ou- tr") O'ol n0S out:;:-'):;::r.erIT..Os.(ex:. corpo-?!J carpo-.s.- oposi<;;aode
, . ,," .f . - , 0
;~~~2,! s2-nog./YJ... e manl 2s--co.a.a:90sl"tlYCl..l:len"te no 2- "t--:rmo, rna::;
r..eg2civcL'lentcno 1,2, privado de ({ualquer significanl,;e :na"terial de eingularidade.
~,o:;:-iof:)U0ma-~ a unidade do.(orfofonologia qu.csu.poe reali za<;oes f,J~J.eJTIaticas( a fonicas) diferen tes de uma so entidade morfica.
(axs. alts. acentuais, alts. vocalicas e alts. consonanticas).
;~orfofonoloaia- lima disciplina criada por N. Trubetzkoy, na Esco- la Lingulstica de Fraga, e que tern por objecto de astudo fenome- nos fon~ticos resultantes de causas morfol~gicas. Noutros termos:
esta disciplina deye estudar a estrutura fonologica dos morfemas e as alteracoes fonologicas com valor morfologico.
;:"orfolo'-Sia-~ uma parte da Gramatica que tern par objecto rieeE!tu- do as variagoes de forma das palavras quando relacionadas com de-
- " di
terminada fun~ao na estrutura da lIngua, isto 8, ocupa-se da s-
UNIVERSIDADE DO MINHO -14-
L ETRAS E A.RTES
crill:il.na98.a,cle.ssificac;ao e enumera9ao das significaqoes gramati- cai3 ~anifestadas pelos morfemas a pelas palavras e, claro esta, destes significantes enquanto portadores da8 mesmas.
Neutralizacao morfematica- No plano fonologico, por neutralizacao entenQ,e-se a perda do valor distintivo de dais ou mais fonemas em
'"
determinados contextos que, em determinados outros,
e
valida. As-sim, per examplo, a oposiqao entre /r/(simples)~'/i'/(multiplo)
e
v~lida ern posi9ao intervocalica; nos outros conte~tDs neutraliza-
-S8 a o:posi9ao, realizando-i3e ara CGmo vibrante simples ora (;O!:le
vibrante multipl2..
Neutralizagao,em sentido mQrfematico, seria a suspens~o, numa parte do sistema(no plano paradigmatic~) da difereuqa observada noutra parte do ffies;nosistema entre dais au mais morfemas, 0 que equivale dizer que a dois(ou mais) morfe- mas a~~ui iist,intos correspondieria. ali UU1 rnorfema UnicGl. (N.B.: U- tiliza.r:J.osos verbos principais no Condicional porque
e
dif{cil ouat~ i~na8s!vel falar de neutraliza9ao morfematica).
?!eutralizagao morfologica- Seria a suspensao, numa parte do siste- ma, da opoGigao entre significadoG oDser-vada noutra parte desse Sis"tC::iJa.( Do mesmo Modo, usamos 0 verbo no Cendicional porquc
e
,'~, '1 'f'· 1 1 ~ 't'
Ul:::lCL,. verl lCar::lOScom c areza., COulO no p a~o:()!leoa lC,), a !'leu-
.J_-"t ...'1 ..:·-7~ ~ ~ .... ,.-l.-. -- - 1""'\.-. '" r-"":l r...p r - , r.•(",.....,)
1,,- ,-,.,_,).~"C,,:'';::,U.l..:J,.;:' ,,)P J::O "_-,- 0::.S 'Tl~r_'.J.LO" ,1,~-:-tv •
-':!,,~.,: t1.--:)(.. :J'3 nr:' ,;.~,... ':>,l:! .:':S,,;"i.; ~'3,:'1if''':-l t8.-
,:>"r-;-;:, .~'" :;, "'" n' ",,' - ... ~~,..,. ("',.. 1', T +i • bt:>ll n(no l'natl'-
-,~ c: ~~~ _.,r.L:.-mVn~,;_"_0 ..:;1nc -:-;'-,L~~,.0 • '~X0. .!.),j ...0.v m, _ u_~. m ...
va! aC)'...l:::'a-sivodo singulal') e bell3.(no'TI.e '3.cus.do plural); 2. 0-
, - '1 l' f 1 " + ,-,. ~,
pO~l~a~ no slngu ar, na _lugua Ia ana, en~re a ~~ e a )~ pessoas
Q
tu ) estu~as/ ( ele ) estuda. Bsta oposiqao, no plural, neutra- liz3.-se: voceB/ eles estudaul •. N°
portugues do Br3.sil.naoha
neu-tralizag!o; h~, sim, homon!mia total: voc;/ele ESTUDA
voces/eles ESTUD~~).
lTome- ~ a desi6nagao generica daa classes do substantiv~ e adjec- tivo. 0 nome l1o'J1eia num campo simbalico. Noutros termos:
e
UT~dm-
bolo de r~presentaQao estatica. (exs. ~, escola, etc.).
Nucleo( ou mone;!l.anuclear)- t 0 mone~a cCHnum a toda UI!laserie de palavras, qlle nelas manife::;ta,uma rnesma.significaqao ba.sica. (ex.
{bark-} em ~arquei~o, b~, embasc~, embarcadouro, etc:).
UNIVERSIDADE DO MINHO
LETRAS E ARTES
llumeral- ~ Urla das classes categorematicas que serve para ind.i- car Urla Quantidade exacta de pessoas ou coisas( numerais cardi- nais), ou para assinalar Q lugar que elas Qcupam numa serie( nu-
-- -
~erais~ordinais).
t'·~~
Nllinero-~ uma categoria gramatical de 2Q grau especlfica de !lQ.-
..
..~. Inerente a substancia, semanticamente funda-se em que ao co£
ceito que a representa- manifestado ng nOlliesubstantiv() -, esta ligada uma classe sujei ta
..
a q,u2.ntiCl.adesob a ferTlJada extens~,E),,
,.
sendo Bsta 3e~pre homogenen, umas vezes discontlnua e dlscreta, outras vezes continua. Noutros termos mais simples: ~ a varia9io de ~uantidade do ~: pluralidade(mais do 1ue urn) e invaria9io
(sinlT'llarid~de(apenas um). (exs. ~(sing.)
I
cas2.S(pl. ).OpOEi~,o- ~ 2.rela<;8.o existente entre deis terrnos de um mesmo pe.- radi~n~. ~m se'ltido fonol~~ico, ~ a diferen9a entre d~as ou mais tL:lidaJ.esdistin.tivas.(cf. marca).
O'Jo~iQao ;!lu::'fer1ati~a-~ a rela98.0 opositiva e:dst,~nte entre os morfemas significantes sem ter em conta os significados. Assim, seGtmd'l as r<-JJ.aC]:Jesentre os termos da oposi<;3.o, ternos: l.op~ei-
Q,oes. Dr:iv2.t_i~l3.S(se 2.marca Beta nun ter~o e nao noul:;ro);2.2.2£-
..icel'i
..
um;.3. ::a:r.'c;ic:.l2.a::-idade em diierentes g~~us);-J:_~::"(:nt;3S).
C~xs.
1. c~sa/casas-{¢} I(-s) ;
2. rievo/'ievesI
{dE7-} ;
3. Dercol perdes - {perk-}I
{perd-} ).GJ08iGu~)morfologic~s~- Sao as rela90es opositivae entre as clas
23c ffiorfolosicas pertencentes a uma me2~a categoria( e entre os oembros dessas classes) mas n;o entre as categorias9 (ex. Dentro da cRtegoria do genero, op3em-se entre si as classes do masculino e do feminino; na do numero, as classes do sin~ular e do plural).
Palavra- ~ U!llaentidade significativa solta, nao extensa, embcra frequente8€:lte analisavel noutras entiriaJ.es menores simultaneas.
(ex. mulher, escol-a-s, etc.).
2alavra(3) composta(s)- Sao aq~elas que tern co~o tema uma combi- 0398.0 m~nematica equi~alente a urn sintagma, de que pode fazer pa£
te mais
am
am semantema. (ex. pontiagudo={pont- + agUd-) ).UNIVERSIDADE DO MINHO -16-
LETRAS E ARTE)
cuj 'J t~ma ~e2ulta ~a combina- 95.0:a) J.eu:n nucleo(sernant~~a) co:n urnau mais afixos deri7ados, b) au de uma a1tera9ao introduzida no tema primitivo(sufixo zero
-0-.
(exs. a) lev-~-~; b) embargue(subst.) de embarcar(verba) ).Pala~a flexionada-
t
toda a palavra flexiva ou variavel, istoe,
t' °t' 0 ~ d" t
que es a suje~ a as var~a~aes e genera, numero, ~, aspec 0,
te~DO, modls pessoa e YQ£.(exs. subst~~tivost adjectiv~s, arti- gas, pronomes, verbost etc.).
Pa1avra nao flexionada~ ~, pela contrario, toda a palavra nao fl~
xiva au invariavel, ou seja, que nao sofre as variagoes de genera, numera, tempo, ~, pesaoa, etc ••(exs. preposiGoes, conjlllGOeS, etc.).
l?:11-'l.vr~~lexica- ~ uma en tL:iade lev.ica real, actnali zavel ir-;edi0.-
ta~ente na actividade lingu!stica concreta e ~ constitu!da pela associa~aJ ::ie urn terna a u-w afixa(sufixa) dt.'te1.':niLlantejas c~tega- rias ~ram~ticais de 2Q grau. (exs.
--
camu+o,---
r0s~a, etc.).". -!-. ,.
Palayra E,3G1.J.ntir.a-1:; uma entidade semantica ideal, nao ioediata-
... '1" 1 'ti t ,~ 1 ... 0 °
rnen~a ac~ua~lsave ,cons Ul~a apen~A pe 0 G2ma corn a SUR 3~~n~-
,, 1;"""" ~ -- -4 r; ~ .; ~ )
.&~, 11J.:> au.Jec Ii....V'JS •
- - (\ ° 1 S'" - . t ' ,.' ,1 ' 1
~u~a7ra,3) s~2p_es- ao aq~e~a~ cUJo 9Gla e C'Jn2~1~Ul,0 30 pe J
*- '. (' d 1 t
D:lCl.eO, por iL-:1 UD1CO :lOn9Da. ex.s. ~-.?, estu -~-r; L-~, ~-
Pa~adigrna flexional- ~ urn conjunto de significantes 1exicos que te~ e~ caQUO uma mesma signi~ica~ao interna( significa9aO grama- tical de 19 grau), e que diferem entre si par apresentarem diver- saG significac;5es perif~ricas(categarias de 29 grau - je g~nero, nUQe~o, t3mpo, modo, pessoa, etc.).
Partes do discurso au da oracao- -,weca1que do Latim: partes arati- .Q1l-is,esta por sua vez do Grego: µ
~P9
4:.00'~J"o'tJ .•
Sao as partesou.ter::nosdo enunciado ou proposic;a.o logi.::ae gramatical • .t: a ex-
.1,
UNIVERSIDADE DO MINHO -17-
LETRAS E A,RTE:S
pr~S8~~ p~r ;Ud s~o cQnheciQas as nove(ou daz} classes de pal~- vras Que os gramaticos enumeraram sob as designaQoes de substan- tivo(ou nome),adjectivo, arti~o, numeral, pr~nome, verba, adver- bi~, nrenosigao, conjungao, (interjeiqao).
Pesso"~ 2;-ramatical- ~ uma categoria resul tante da
c:Cf (
~!5'
que;;
tem a Bua origem no proprio acto verbal e constitlii a indicaqao ou represent3.Qao mostrativa dos dois termos prima,rios desse Rct3, emiss~r e rec~ptor, assim como da realidade extra lingu!stic~
constitu!da por objectos substantiv~s exteriores ao discurso que fune iJnam como objacto de referene ia dR,mens ageo. (exs. eu, tu, ele )•
..,~,.. ~ t - t ( ' -#
l.';~·nlXO-..:.um morIema preso que se an epee ao erna.\ 8XS. l2.-POS-
s!yel, re--,ri7er, etc.). (cf. afix'o).
l:'r~=fi:{()LtetS
2-
Sao os morfemas--12.refixad08 que :Jferecem li.:J. w.ai:;acentuado grau de independeneia relativamente a03 prefixos. (exs.
, , , , 'd' t . t '
c'J~, er,l ,~'Jntrapor; rec~, em recem-nasCl 0; lI: er, err.In ere on- ti~ental; etc.).
FTe?gsi;~o- ~ urn conectivo subordinative, iste ~, subordina urn
(exs. de, sabre, etc.). (cf•
tres
..
clas:,es flr:1,da!:lentainde vocabulos q\.l2.~to urn s_;_nalou signo de{ctico. Xoutras pala- semantico. tvr~s: s~o formas destinadas a situar as elementos do o~ldo bio-
., . t " -~., t· t ;J
-SOClrl ...., que In eressam a expressaa ..L1.ngulslca, no ac 0 '..laco-
A
mu."lica9ao. :2:mportugues existem seis ti -pas de nTanOr:les: -oessoais, nosscssivos, dernonstrativos, indefinidos, interrogatives e rela- tivos.
Radical- ~ e elemento que designa no~5es. ~ a masma coisa q~e ma-
newa nuclear au nucleo.
neferGncia(morfema)- ~ urn tipo de congruencia meramente anaforica que se da , nao dentro da mesma ora~ao, mas de uma para outra fra- se, ent::-eU!;l pronome- em particulu.r u.rn pessoal ou demonstrativo - e um nome a que esse se reporta. (ex. "Tollos os alu!'lose alunas
UNIVERSIDADE DO MINHO -18-
LETRAS E ARTES
Regencia(morfema)- ~ u~a constr'~qao de dais termos, urn antecedeg, te e ~~ consequente (urn regente e outro regido), em que nao
ha
si~ilaridade formal entre eles, mas em que a regente condiciona Utua tiada for!!la no regido, diversa da que ele mesmo exibe. (ex.
"Preciso de alguma coisa." - As preposi90es e as (:o~jun90es exe!.
cern essa f'-1119aO-).
SW:lantema- ~ urn manema de significa9ao objectiva. (exe. ~-o;
~risl-e; estud-a-va; etc.).
Sincretismo- ~ uma forma de neutralizagao. Par:!. Que esta se de
e
necGGsario que as condiqoes do si~cretismo sejam de natureza !!l.O!
fa16gica e Que haja sincretisrno sempre que se observe~ as me8mas
i'... I '1" :'l
C~~~l~0es ,moria oglcaso.
(Fte. aqui ass~)~i3.das, tendo ambora perlido parte do seu valor sl..~::1ificati ~lO pToprio, consti tui uma unidadc d~ est:rutura nao l~
:dca illcLS si!1ta~matica. 0 sintagrna fixe caracteriza-se pela sua
,,~; ~ '=> " - ~ -=- ...-n -'---• ,..,~ A :>1 1''-:; r"" m0'.."fAI:' "'1""rl -.-f' - •n t:. t ~
U::l_'_,_'.1.:.: u__::na.~l.Jl,-,c:.1... pc a sua llnlua,L_ ,:t.. .1.. ,.., iUS 'V-G ~O.L_G-:=l •• ::tC J~
..."!3.. ~:C3• f.';~~;:!.)., \
v2.::-~;":-:::1a '1,1.."7:-e- C:.:\.rac~e:",-'i2a-:3~ pJr Sl:;111fi(~3.1." :l'7i. ~ollf~ei:o 'J')r:1;>lz
--_
...---... -
~:'), ::>,:J c:olltraria ao sintag-.:1a fixa =\.ue signi fic8. Ur:l concei to sim-
pl'2s;. tambem por ,~do ser partador de uma unid.ad.e :TIorfo-sin te,c-
tiJa ~~~ individualiza 0 sinta~rna fixa.
3UJ3tan-tivo- ;, mna '.ias quat::-o clas;-3'as lexelnatic3.s que si~nifica os objectos enquanto apreendidos como substancias, is to
e,
serespor si subsistentes e que sao sujeitos de inerencia.
.:.:ui'i:;:o-
---
,'-~ 0 mor!erna~ preso Que se8ue o n~clea au tema • (e:cs • camp-Sufixoide(s)- Sao os morfernas sufixados que oferecem urnmais a-
, ... (
cen~uala grau de independencia relativamente aas sufixos. exs.
-~j.nho, em iorn3.l:3inhoj -mente, en C3.l~ler te; etc.).
UNIVERSIDADE DO MINHO -19-
LETRAS E A.RTES
..-.--~ ~'''--'-; '~~lf'--'4') ~ ~ -'-.,..'~ - -~, ~ +' "'....b ~ -~t '
!" A_.L .. ~ ,LJ...~.:.·.::-_L:.:-_",:J.._''-..L - --' a t.e_111_Las;aoQc:; t.:!.ffia .J..Jrmav__ a1.,1.."') 0 e,
o c8njunto de morfeoas constitu{dos pelas signi~ica90e8 de modo e temno(SI:IT) e de nUmero e pessoa(SNP). (ex. amaram=(am+a)+SF=!!!+!!).
(cf. estrutura da fQrma verbal).
SufL'G0 nUrnera-Desseal( SNP)- ~ 0 remate de UIDa forma verbal, ou se- ja,
°
morfema que acumula as func;oes de pessoa e nu.mero. (ex.e~tud-~). (cf. est~utura da form~ verbal).
Sufixo modo-o.:;emporaltSlv;T)-
t
0 marfema que indica 0 tempo e ...p.f!.f!S,~~sgQa ~odo da respectiva forma verbal. (ex. estuda-Y£). (cf. 88-
trutura da i_orma verbal).
fSQa- ~
°
segmento si~nificativo da palavra Que ~ portader da sua--
,-significa9ao objectiva total. ~exs. viv-, e~ viva e vivacidad~,
- r" '-1' ~ "-'...;-i,;>'1p• + )
t;~.
--
J T~.L; ... ,,~~' _' ' e "c. •~E~~~(~) 73rbal(ais~- Indicam-nos, de forma o~jectiva, se uma ac-
9~O se situa no passado, no Eresente ou no futuro, sem deixarem ver as disposig5es de alma do indiv{duo ~ue fala. Os tr~R tempos naturais s~o, portanto, 0 Passado, 0 Fresente e 0 Futuro.que de-
signao: respectivamente, urn facto ocorrido antds do mQ~ento em que
S~ fhld~ no r'omento em cue se fala, e depois do nonento em que se
. , ~
o~ Der~ln2n~e- ~ a marca pr9sente num ~ermo e au- sen~a rr0~tro que permi~e dis~inguir dois termo8 de uma oposiG~o.
( .,..? .."~.~ ~,...,...."'"~l ~ ... c· n.... )
\,ettJ., c.:... :!.:..c::~ t. 0 00,,-,l~ •
;Terbo- ~ ~~ s{mbolo de representa9ao din~~ica. Representa urn pro- ecsso.
t
uma classe lexematica de forma variavel que exprime 0 quese passa, ou seja, lim acontecimento representado no tempo. (exs.
estudar, comer, dormir, etc.).
Voz(es)- j(s~o) o(s) facto(s) expresso(s) pelo(s) verbo(s). ~e 0
s''<jeito pratica a aC9ao, temos a voz activa; se a sofre, ternosa voz -oassiva.( exs.: "Eu conduzo 0 meu automovel."(voz activa).
"0 meu a~tomovel
e
conduzido pOI' Clim."(voz passiva).--- ...
---...
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