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Natal-RN 2020

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES

CURSO DE GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

JOSÉ CARLOS NARCISO

DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA ESCOLA DE GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: A DIMENSÃO OPERACIONAL A PARTIR DOS

INDICADORES DE INSUMOS, PROCESSO E PRODUTO

Natal-RN

2020

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JOSÉ CARLOS NARCISO

DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA ESCOLA DE GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: A DIMENSÃO OPERACIONAL A PARTIR DOS

INDICADORES DE INSUMOS, PROCESSO E PRODUTO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de graduação em Gestão de Políticas Públicas, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Gesto Público.

Aprovada em: 16/12/2020

BANCA EXAMINADORA

______________________________________

Orientador (a): Profª Drª Joana Tereza Vaz de Mora Universidade Federal do Rio grande do Norte

______________________________________

Prof. Dr. Claudio Roberto de Jesus Membro interno

Universidade Federal do Rio grande do Norte ______________________________________

Profª Drª Lorena Madruga Monteiro Membro interno

Centro Universitário Tiradentes

Natal-RN 2020

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Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI

Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - CCHLA

Narciso, Jose Carlos.

Diagnóstico situacional da Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte: a dimensão operacional a partir dos indicadores de insumos, processo e produto / Jose Carlos Narciso. - 2020.

57f.: il.

Monografia (graduação) - Centro de Ciências, Letras e Artes, Gestão de

Políticas Públicas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, 2021.

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Joana Tereza Vaz de Mora.

1. Gestão Pública - Monografia. 2. Diagnóstico - Monografia. 3. Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales - Monografia. I. Mora, Joana Tereza Vaz de. II. Título.

RN/UF/BS-CCHLA CDU 351(813.2)

Elaborado por Ana Luísa Lincka de Sousa - CRB-15/748

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DEDICO ESTE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO A TODOS

OS PROFESSORES QUE ME

INFLUENCIARAM NA MINHA

TRAJETÓRIA DE VIDA E

ACADÊMICA, DESDE ÀQUELA QUE

ME ENSINOU O BÊ-A-BÁ,

FRANCISCA LAURENTINO DA SILVA, A DONA CHIQUINHA, ATÉ À MINHA ORIENTADORA, PROFª DRª JOANA TEREZA VAZ DE MOURA COM QUEM COMPARTILHEI MINHAS

DÚVIDAS E ANGÚSTIAS A

RESPEITO DO TEMA.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente, eu quero agradecer à minha mãe, Damiana Narciso da Conceição, e ao meu pai, Bianor Narciso (in memorian) pela educação e por todo o apoio por toda a vida.

Agradeço, a todo o corpo docente do curso de Gestão de Políticas Públicas da UFRN pelo aprendizado adquirido e por todo o apoio recebido durante toda esta jornada,

Agradeço, também, a todos os meus colegas de curso que, direta ou indiretamente, contribuíram para o meu aprendizado.

Agradeço à professora Raquel Silveira, pela entrevista concedida e que em muito contribuiu para a construção deste trabalho.

Agradeço, também, à profª Selma Maria, coordenadora pedagógica da EGRN pelas informações e dados disponibilizados, e pela gentileza de me atender em meio à pandemia que estamos enfrentando.

Por fim, agradeço ao meu companheiro, José Eudes Lima Santos, por todo o apoio e compreensão.

(7)

“Em qualquer tipo de organização nenhum capital humano é novo demais que não possa aprender ou velho demais para que não possa se adaptar. ” Érico Teixeira

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RESUMO

Com o passar dos anos e com a modernização da gestão pública no Brasil e no mundo, fica cada vez mais clara e perceptível a necessidade que a administração pública tem no que diz respeito à qualificação e ao aprimoramento do funcionalismo público para uma gestão cada vez mais eficiente e eficaz. Partindo deste pressuposto, este trabalho surge pela insuficiência de estudos que objetivem entender e elaborar um perfil situacional da Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Para alcançar os objetivos da pesquisa, foram utilizadas as técnicas de pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas e, para o tratamento dos dados coletados, utilizou-se a ferramenta matriz sowt (FOFA). Nossa hipótese é de que, com o agravamento da crise sanitária do novo coronavírus e com o consequente remanejamento de recursos humanos, financeiros e políticos para as ações que visem a mitigação dos impactos da pandemia, todo o planejamento da instituição sofreu impacto direto, reduzindo o seu campo de atuação. Para tanto, nossa hipótese defende a EGRN tem como principais pontos a sua estrutura, a fonte de financiamento própria e a Escola Virtual que, em tempos de pandemia possibilita a execução dos cursos pela modalidade EAD que possibilita à parceria com os demais órgãos do Estado e externos, além de permitir o alcance a todos os municípios do Estado. Apesar disso, para a organização foram identificados pontos que merecem atenção por parte da direção-geral, tais como: a pandemia do novo coronavírus, o desinvestimento estatal, além da fragilidade do quadro interno de funcionários e pela insuficiência do quadro docente para a ministração dos cursos que foram planejados para a execução em 2020, via EAD. Por fim, o presente trabalho de conclusão de curso conclui observando sobre a urgência de estudos mais detalhados que possam identificar o perfil socioeconômico dos seus usuários e que, a partir dos resultados e análise deste documento seja possível nortear os gestores da EGRN para o planejamento de médio a longo prazo.

Palavras-chaves: Escola de Governo. Diagnóstico. Gestão Pública.

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ABSTRACT

Over the years and with the modernization of public management in Brazil and in the world, the need that public administration has with regard to the qualification and improvement of public service for an increasingly efficient and effective. Based on this assumption, this work arises from the insufficiency of studies that aim to understand and elaborate a situational profile of the State of Rio Grande do Norte School of Government. To achieve the research objectives, bibliographic and documentary research techniques, interviews were used and, for the treatment of the collected data, the sowt matrix tool (FOFA) was used. Our hypothesis is that, with the worsening of the health crisis of the new coronavirus and the consequent reallocation of human, financial and political resources for actions aimed at mitigating the impacts of the pandemic, the institution's entire planning suffered a direct impact, reducing your field of action. For this, our hypothesis defends EGRN has as main points its structure, the source of its own financing and the Virtual School that, in times of pandemic, allows the execution of courses through the EAD modality that allows the partnership with the other organs of the State and in addition to allowing access to all municipalities in the state. In spite of this, for the organization, points were identified that deserve attention on the part of the directorate-general, such as: the pandemic of the new coronavirus, state divestment, in addition to the fragility of the internal staff and the insufficient teaching staff for the administration of courses that were planned for execution in 2020, via EAD. Finally, this course conclusion worse concludes by noting the urgency of more detailed studies that can identify the socioeconomic profile of its users and that, based on the results and analysis of this document, it is possible to guide EGRN managers for planning medium to long term.

Keywords: Government School. Diagnosis. Public Management.

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LISTA DE SIGLAS BAP – Biblioteca de Administração Pública

CAP – Curso de Administração Pública-RN

CEAF – Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional CF – Constituição Federal

CONGESP – Congresso de Gestão Pública do Rio Grande do Norte CTE – Centro de Treinamento do Estado

CTFP – Centro de Treinamento e Formação de Pessoal DAF – Departamento Administrativo-Financeiro

DASP – Departamento Administrativo do Serviço Público DECAP – Departamento de Capacitação

DERES – Departamento de Recrutamento e Seleção DG – Direção-Geral

DPP – Departamento de Políticas Públicas EAP – Escola de Administração Pública

EBAPE – Escola Brasileira de Administração Pública EC – Emenda Constitucional

EG – Escola De Governo

EGRN – Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte Don Eugênio Sales EMGESP – Escola Municipal de Gestão Pública

ENA – École Nationale D’Administration

ENAP – Escola Nacional de Administração Pública

e-SIC/RN – Sistema Integrado de Informação ao Cidadão EUA – Estados Unidos da América

FGV – Fundação Getúlio Vargas

FOFA – Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças

FUNDESP - Fundo de Desenvolvimento do Sistema de Pessoal do Estado GESTOR-RN – Programa de capacitação em graduação

IFESP – Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy IFRN – Instituto Federal do Rio Grande do Norte

ILP – Instituto do Legislativo Potiguar IPE – Instituto de Previdência do Estado PcD – Pessoas com Deficiência

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PES – Planejamento Estratégico Situacional

PPGA – Programa de Pós-Graduação em Administração-UFRN PPP – Projeto Político-Pedagógico

PQVST – Programa de Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho

PROAM – Programa de Articulação com os Municípios do Rio Grande do Norte PROAP – Programa de Apoio à Aposentadoria

PROAV – Programa de Acompanhamento e Avaliação de Formação do Servidor Estadual

PRONASE – Programa de Acolhimento ao Novo Servidor

SEAD – Secretaria de Administração do estado do Rio Grande do Norte SEARH – Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos SEARH-RN – Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos SIAB-RN – Sistema de Automação de Biblioteca, Arquivos e Memoriais SOWT – Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats

SUREC – Subcoordenadoria de Recrutamento, Seleção e Capacitação SURES – Subcoordenadoria de Recrutamento e Seleção

SUTEPE – Subcoordenadoria de Treinamento e Pessoal

SUTRED – Subcoordenadoria de Recrutamento, Seleção, Formação e Desenvolvimento de Pessoal

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso

UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte UNI-RN – Centro Universitário do Rio Grande do Norte VOIP – Voz sobre IP

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LISTA DE QUADROS

Quadro 01 – Indicadores de Insumos ... 29

Quadro 02 – Demonstrativos totais e médios com a folha de pagamento ... 30

Quadro 03 – Indicadores de Processos ... 35

Quadro 04 – Dados gerais para sobre os cursos em 2020... 38

Quadro 05 – Indicadores de Produto ... 41

Quadro 06 – Matriz SWOT (FOFA) Cruzada ... 47

Quadro 07 – Matriz SWOT (FOFA) ... 54

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LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Fachada da Escola de Governo do RN... 25 Figura 02 – Disposição geográfica das EGs situadas em Natal-RN... 26 Figura 03 – Organograma da EGRN ... 54

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Fluxo de entrada de materiais – EGRN (Exercício 2019 ... 32

Tabela 2 – Fluxo de saída de materiais – EGRN (Exercício 2019) ... 32

Tabela 3 – Cursos realizados em 2020 pela EGRN (Exercício 2019) ... 37

Tabela 4 – Dados Gerais sobre os cursos realizados em 2020 (EGRN) ... 38

Tabela 5 – Cursos realizados em 2020 (EGRN) .... ... 39

Tabela 6 – Dados Gerais dos eventos on-line em 2020 (EGRN) ... 39

Tabela 7 – Níveis de impacto dos indicadores da Matriz Swot ... 46

Tabela 7 – Férias/Atrasado/ajuda de custo ... 56

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 01 – Gastos mensais com a folha de pagamento (12/19-11/20) ... 31 Gráfico 02 – Média mensal por servidor com a folha de pagamento (12/19-11/20). 31

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SUMÁRIO

01 – INTRODUÇÃO ... 17

02 – METODOLOGIA ... 21

02.1 - OBJETIVOS ... 21

02.2 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ... 21

I – PERSPECTIVA CONCEITUAL ... 21

II – DA SELEÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO ... 22

III – DOS DADOS E RESUSTADOS ... 22

03 – DADOS E RESULTADOS ... 24

03.1 – CARACTERIZAÇÃO ... 25

03.2 DIMENSÃO E INDICADORES ... 29

I – INDICADORES DE INSUMO ... 30

II – INDICADORES DE PROCESSOS ... 34

III – INDICADORES DE PRODUTO ... 41

03.3 FONTES DE FINANCIAMENTO ... 44

03.4 ASPECTOS GERAIS ... 44

04 – CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 50

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17

01 – INTRODUÇÃO

De acordo com a tese de doutorado de Ieda Isabella de Lira Souza1, as primeiras Escolas de Governo (EG) que se tem notícia surgiram em meados da década de 1940 no continente europeu, tendo como primeira e principal referência à experiência francesa da École Nationale D’Administration2 fundada no ano de 1945.

Nas Américas, essas instituições começaram a surgir a partir da década de 1960, começando por algumas universidades dos Estados Unidos da América (EUA) e, anos mais tarde, aproximadamente 15 instituições dessa natureza foram fundadas por toda a América Latina (LIRA SOUZA, 2017).

Porém, foi só a partir da crise financeira que assolou a economia mundial na década de 1970 que vários Estados passaram a repensar seus modelos de gestão pública, visando uma reforma ampla que buscava deixar de lado o já desgastado modelo burocrático weberiano para um modelo de natureza gerencial, que pressupunha um conceito mais moderno e inspirado na gestão empresarial; foi nesse contexto em que as EGs se multiplicaram e ganharam relevância por todo o planeta assumindo, assim, papel importante na então nova forma de organização em que os Estados buscavam para uma maior eficiência na gestão pública (LIRA SOUZA, 2017).

Com o passar dos anos e com a modernização da administração pública, o papel dessas instituições, que antes era o de encabeçar as reformulações e de conduzir a transição do modelo burocrárico para o gerencial nas gestões estatais, nos dias atuais elas assumem o papel de capacitar e formar novos quadros de todas as esferas da administração pública (PACHECO, 2002). Para tanto, a autora afirma que em seu novo papel, as EGs devem

“se posicionar como a escola coorporativa de gestão do governo

— o que se traduz por estreito alinhamento às políticas e diretrizes de governo para a melhoria da gestão pública. Por outro lado, no entanto, é fundamental exercer um papel de antecipação — em

1 Ieda Isabella de Lira Souza é Doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e defendeu a sua tese “ESCOLAS DE GOVERNO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: um estudo acerca das Relações Intraorganizacionais (RIOs) na perspectiva de redes” pelo Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) no ano de 2017.

2 A École Nationale D’Administration (ENA), que teve sua fundação em 1945, e tinha por finalidade formar a futura elite do setor público (ALENCAR, 2006).

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18 busca de novas tendências e melhores práticas, e ainda um papel de relevância e influência na própria formulação daquelas políticas voltadas para melhoria da gestão” (PACHEGO, 2002, pág. 75).

No Brasil, a experiência que podemos denominar como embrião do que hoje conhecemos por escola de governo surgiu na época do então Estado Novo3. Com a publicação do Decreto-Lei de Nº 579, de 30 de junho de 1938, que regulamentou o artigo 67 da constituição federal de 1937, foi possível instituir a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), órgão público vinculado à Presidência da República e que, dentre uma série de atribuições às quais a ele fora designadas, ao órgão foi atribuído à seleção e aperfeiçoamento de pessoal para o serviço público nacional, servindo, assim, de alicerce para a transformação e melhoria do quadro de servidores do serviço público brasileiro daquela época (Bittencourt, Zouain, 2010).

De acordo com LIRA SOUZA (2017, P.16 – apud Machado, 1966) na década de 1960, já havia algumas instituições espalhadas pelo Brasil as quais podemos considerá-las como escolas de governo. Como exemplos, a autora cita a Escola de Administração Pública (EAP), atual EBAPE – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – e a escola de Administração da Universidade da Bahia, além de alguns cursos de algumas universidades do Norte-Nordeste e do Sudeste do país, mas o termo só foi inserido na Constituição Federal (CF) de 1988 pela Emenda Constitucional (EC) nº 19 em 19984, passando a fazer parte da rede nacional de formação, estabelecendo um conjunto de medidas visando à reforma administrativa do Estado Brasileiro buscando, por meio da mudança no modelo de gestão pública sua maior eficiência e desenvolvimento econômico (Alves dos Santos e Kanaane, 2017).

No estado do Rio Grande do Norte (RN), a estrutura organizacional que hoje conhecemos da Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales (EGRN5) é o resultado de um longo e demorado processo de políticas públicas do governo do

3 Estado Novo, ou Terceira República Brasileira, foi um regime político instaurado pelo então presidente, Getúlio Vargas, e que vigorou de 10 de novembro de 1937 até 31 de janeiro de 1946. Como principais características, o Estado Novo era conhecido pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo.

4 Foi a EC nº 19, de 1998, que deu nova redação ao parágrafo 2º do artigo 39 da Constituição Federal de 1988.

5 Sua origem remonta à criação do 1° Curso de Administração Pública (CAP), através do Decreto n°3.836, de 30 de maio de 1961, da gestão do então governador Aluízio Alves (1961). A finalidade da CAP era a de formar e aperfeiçoar o pessoal para o serviço público, ligado diretamente ao gabinete do governador.

(19)

19 estado para a área de aperfeiçoamento e treinamento de pessoal. Sua origem remonta ao Decreto n°3.836, de 30 de maio de 1961, na gestão do então governador Aluísio Alves. Décadas mais tarde a EGRN teve, enfim, a sua estrutura organizacional definida através do Decreto n°19.896, de 06 de julho de 2007, na gestão da então governada Vilma Maria de Faria Maia (RN, 2017).

No entanto, a exemplo das demais EGs espalhadas por todo o território nacional e pelo mundo, a EGRN ainda é pouco conhecida e estudada tanto pela administração pública estadual quanto pelo universo acadêmico (BITTENCOURT;

ZOUAIN, 2010). Reflexo disso, a figura da Escola de Governo carece de uma demarcação conceitual mais clara e consistente. Segundo a Prof.ª Drª e ex- presidenta da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Silvia Pacheco, o termo pode ser conceituado como:

“aquelas instituições destinadas ao desenvolvimento de funcionários públicos incluídas no aparato estatal ou fortemente financiadas por recursos orçamentários do Tesouro. Isto porque sua inserção no aparelho estatal tem fortes implicações para o debate em torno de sua missão, finalidades e desafios.” (PACHECO, 2000).

Logo, o objetivo deste trabalho é, tendo como base o conceito teórico de Carlos Matus6 sobre diagnóstico situacional, elaborar um diagnóstico da Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales (EGRN).

O trabalho está dividido em três partes fundamentais. Na primeira parte, além desta introdução, foram definidos os objetivos (geral e específicos), além de elencar quais as técnicas e procedimentos metodológicos utilizados para o alcance dos objetivos propostos. Na segunda parte, apresenta-se a EGRN através do resgate histórico e dos indicadores coletados a partir da pesquisa documental e de campo; e por fim, na terceira parte, são apresentadas as considerações finais e as sugestões para pesquisas futuras.

A abordagem deste exercício de diagnóstico tem caráter quantitativo com delineamento descritivo em que os dados foram coletados através de técnica de pesquisa documental e de entrevistas semiestruturadas. O alvo da pesquisa é a

6 O economista chileno Carlos Matus Romo (1931-1998) foi o formulador do Método Planejamento Estratégico Situacional (PES) e criador da Fundação Altair com sede na Venezuela, para difundir o método e capacitar dirigentes (ENAP-2019).

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20 Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a dimensão escolhida foi a OPERACIONAL a partir de três indicadores (INSUMO, PRODUTO e PROCESSO).

Quanto aos resultados, o trabalho buscará diagnosticar a partir da dimensão e dos indicadores previamente escolhidos, qual o perfil geral da EGRN, além de apontar o perfil socioeconômico dos seus usuários.

(21)

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02 – METODOLOGIA

02.1 - OBJETIVOS

Com o objetivo central de elaborar um diagnóstico situacional da EGNR a partir da DIMENSÃO OPERACIONAL, e tendo como parâmetro os indicadores de INSUMO, PRODUTO e PROCESSOS, o presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) buscou, através da pesquisa realizada, caracterizar histórica, estrutural e organizacionalmente a EGRN; também, buscou elencar os principais pontos do projeto político-pedagógico da EGRN, além de identificar a abrangência territorial de atuação da EGRN e, consequentemente, identificar as ações realizadas para a formação e desenvolvimento dos servidores. Também, como um dos objetivos específicos, o presente estudo buscou apontar quais as fontes financiadoras da instituição, além de apresentar os pontos positivos e negativos da instituição.

02.2 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS I – PERSPECTIVA CONCEITUAL

De acordo com os objetivos elencados, o presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) caracteriza-se como um exercício aplicado e fundamentado nas definições de Matus (1989) sobre diagnóstico situacional, que faz parte do arcabouço teórico do Método Planejamento Estratégico Situacional (PES). Em síntese, existem dois conceitos-chave diferenciáveis aqui: em primeiro lugar vem o Diagnóstico, que significa a redução da realidade a uma explicação única; em um segundo momento, o conceito de Situação remete às explicações assimétricas sobre a realidade. Com isso, o diagnóstico situacional pressupõe não apenas

"respostas diferentes a perguntas iguais, mas respostas diferentes a perguntas diferentes” e que para um mesmo problema, há diferentes valores e chaves de interpretação possíveis (Matus, 1989).

A pesquisa é dotada de caráter quantitativo com delimitações descritivas dos dados coletados e traz como como parâmetro a DIMENSÃO OPERACIONAL, a partir dos indicadores de INSUMOS, de PROCESSO e de PRODUTO. Segundo

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22 Jannuzzi7 (2002, p.4-5), os indicadores de insumo são aqueles que medem os recursos disponíveis, já os indicadores de produto refletem os resultados que foram obtidos e os indicadores de processo mostram a operacionalização dos recursos.

II – DA SELEÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

Como objeto de estudo, o presente trabalho elegeu a Escola de Governo Dom Eugênio de Araújo Sales (EGRN), maior instituição de formação e aperfeiçoamento de pessoal para a administração pública do Estado do Rio Grande do Norte que, além de ser a maior instituição dessa natureza no Estado, ela é tida como uma referência no que se refere à estrutura física e organizacional nas regiões Norte e Nordeste do País. No entanto, há poucos estudos tanto acadêmicos quanto do poder público estadual sobre a figura das EGs e da própria EGRN. Assim, faz-se necessário um estudo detalhado que trace o perfil situacional da instituição, afim de dar norte aos seus gestores no que se refere a possíveis ações assertivas para a qualificação do quadro de servidores públicos do Estado.

III – DOS DADOS E RESUSTADOS

Para alcançar os objetivos da pesquisa, foram definidas 02 (Duas) etapas para o processo de coleta de dados.

Na primeira etapa, foram realizadas pesquisas do tipo exploratório- descritivas, por meio de levantamento bibliográfico (artigos, teses, dissertações e letras de lei, por exemplo) a partir do conceito teórico de Vergara8 e em estudos já publicados em artigos acadêmicos e em websites relacionados às EGs;

Na etapa seguinte, foram realizadas pesquisas de campo, também seguindo os conceitos de Vergara, que a define como “a investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo” (Vergara, 2003, p. 48). Para tanto, e em observância às medidas sanitárias que foram implementadas em virtude da pandemia global do novo

7 Doutor em Demografia e Mestre em Administração Pública, Paulo de Martino Jannuzzi é professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, onde ministra disciplinas e desenvolve pesquisas no campo das Estatísticas Públicas e Avaliação de Programas Sociais.

8 Segundo Vergara (2003, p. 48) a pesquisa bibliográfica pode ser entendida como “o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral”.

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23 coronavírus (COVID-19), foram realizadas entrevistas semiestruturadas via e-mail e presencial com uma servidora da EGRN, com um (a) professor (a) e pesquisador (a) do tema.

Quanto aos resultados, o trabalho buscou diagnosticar o perfil da EGRN, além dos dados gerais de uso e gestão.

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03 – DADOS E RESULTADOS

Como ponto de partida, precisamos entender que a criação de órgãos públicos pressupõe de fundamentação de ordem legal-normativa e que, para uma maior compreensão, qualquer estudo a respeito da figura das Escolas de Governo deva-se começar pela legislação vigente a respeito, além de observar a esfera da administração pública (União, Estados, Municípios, poderes legislativos e do judiciário, por exemplo) a qual a instituição estiver inserida.

A partir deste pressuposto e da leitura do artigo “Mapeando o Debate entre os Modelos de Gestão pública no Brasil” das professoras Joana Tereza e Moura e Lorena Monteiro publicado na revista Nau Social9, com a queda do regime militar e as sucessivas crises econômicas, fiscais e políticas no Brasil da década de 80 do século passado, a constituição de 1988 (CF/88) foi o dispositivo legal que permitiu tanto a ampla participação social na gestão publica brasileira, como foi (a partir da necessidade de superação das marcas do regime militar) um marco importante para a reformulação do Estado brasileiro; e foi nesse contexto de reformas estruturais, que a figura das Escolas de Governo ganharam força e protagonismo no que se refere a reformulação e aprimoramento profissional do servidor público brasileiro.

Assim, como marco legal, a figura das EGs no Brasil está fundamentada no Capítulo VII e Art. 37 que trata do princípio da eficiência, e no Art. 39 prevê que

A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998.)

Foi a partir desse dispositivo legal que as chamadas Escolas de Governo se espalharam por todo o país, desempenhando papel fundamental no que se refere à valorização e qualificação do servidor público, impulsionado pela necessidade de superar o modelo burocrático de gerir a cosia pública que fora praticado nos anos de regime ditatorial no Brasil. Esse dispositivo constitucional permitiu que o Executivo nacional, os Estados e municípios pudessem, a partir dele, elaborar uma ampla

9 https://periodicos.ufba.br/index.php/nausocial/index

(25)

25 reforma do Estado brasileiro a partir da “ênfase na eficiência administrativa e financeira” (MONTEIRO; MOURA, 2019).

03.1 – CARACTERIZAÇÃO

No Estado do Rio Grande do Norte, dentre as EGs que surgiram, verifica-se que a maioria tem sua localização geográfica na Capital, Natal-RN (ver apêndice 01 - FIGURA 02), concentrando-se na zona sul e, predominantemente, na zona leste da cidade.

Na zona leste, encontram-se a maior parte das instituições. São elas: Escola de Contas Professor Severino Lopes de Oliveira, situada no bairro de Petrópolis; a Escola Municipal de Gestão Pública (EMGESP) no bairro da Cidade Alta; e no bairro do Tirol, encontra-se a Escola do Poder Legislativo Estadual – Instituto do Legislativo Potiguar – (ILP) e a Escola do Legislativo Municipal Miguel Arraes.

Na Zona Sul, mais precisamente no bairro de Lagoa Nova, situa-se o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e a ENGR, que tem sua estrutura organizacional definida pelo Decreto n°19.896, de 06 de julho de 2007, inserindo-a à estrutura do Governo do Estado do RN e tornando-se a principal instituição Potiguar dessa natureza.

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26

FIGURA 01 – Disposição geográfica das Escolas de Governo situadas em Natal-RN

Fonte: Mapa elaborado pelo autor (2020)

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27 Contudo, a estrutura organizacional que hoje conhecemos da Escola de Governo do Estado do Rio Grande do Norte (ver anexo 01 – FIGURA 01) é o resultado de um longo processo de políticas públicas que teve a sua origem através do Decreto n°3.836, de 30 de maio de 1961 na gestão do então governador Aluísio Alves. Com o decreto, foi instituída a criação do 1° Curso de Administração Pública (CAP) que tinha por finalidade a formação e o aperfeiçoamento dos servidores estaduais para o serviço público. O CAP era ligado diretamente ao gabinete do governador (RN, 2017).

FIGURA 01 – Fachada da Escola de Governo do RN – Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales (EGRN)

FOTO: Ramón Vasconcelos – Portal de notícias NoAr/REPRODUÇÃO

No ano de 1964, com a reforma administrativa promovida pelo governo do Estado do RN, o CAP foi extinto para dar lugar, no ano de 1966, à criação do Centro de Treinamento e Formação de Pessoal (CTFP) ao qual foi dotado de verbas próprias, desligando-se, assim, do gabinete do Governador do Estado. O CTFP funcionou em vários locais (na Fundação José Augusto, no Colégio Estadual Winston Churchill, em prédio anexo ao IPE, na Assembleia Legislativa do estado, até que, a aquisição de uma sede própria situada na Rua Gal. Osório, 247, no bairro da Cidade Alta, centro de Natal-RN. Contudo, a instituição foi mais uma vez transferida para Av. Junqueira Aires, 532, onde permaneceu entre os anos de 1967 e 1968 até que, pela insuficiência de estrutura e insumos, resultou na paralisação das suas atividades (RN, 2017).

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28 Após a reestruturação, o CTFP retomou suas atividades até que, através do decreto nº 6.431 de 05 de agosto de 1974, passou a chamar-se de Centro de Treinamento do Estado (CTE), para que, dois anos mais tarde (1976), através da regulamentação da Secretaria Estadual de Administração e pelo decreto 6.859 de 28 de fevereiro daquele ano, o CTE passou a ser denominado por Subcoordenadoria de Treinamento e Pessoal (SUTEPE) até que décadas mais tarde, a partir do decreto de 07 de fevereiro de 1995, que dispunha sobre as competências e estrutura básica da Secretaria da Administração, a instituição passou por algumas mudanças, passando a ser conhecida por Subcoordenadoria de Recrutamento, Seleção e Capacitação (SUREC), depois por Subcoordenadoria de Recrutamento e Seleção (SURES) e, por fim, ficou conhecida por Subcoordenadoria de Recrutamento, Seleção, Formação e Desenvolvimento de Pessoal (SUTRED) (RN, 2017).

Foi só no ano de 1997, na gestão da então governadora Vilma Maria de Faria10, que a estrutura organizacional da Escola de Governo do RN foi criada através do Decreto Nº 19.896 de 06 de julho de 2007. Inicialmente vinculada à extinta Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (SEARH), a instituição surgiu com o objetivo de

“promover a valorização e o desenvolvimento do servidor público estadual, por meio de um programa permanente de capacitação, elevando o nível de qualidade, eficiência, eficácia e efetividade dos serviços prestados ao cidadão e adequando-os aos novos perfis profissionais requeridos pelo setor público” (RN, 2007).

Sendo assim, a EGRN tem por missão o desenvolvimento das competências dos servidores públicos do Estado através de um sólido programa de formação continuada (graduação, pós-graduação, especializações, cursos on-line, além de programa de estágios e concursos públicos) objetivando à otimização das capacidades dos mesmos para o desenvolvimento das potencialidades da administração do governo do Estado para a formulação e implementação das políticas públicas nas mais diversas árias da gestão (RN, 2020).

10 Vilma Maria de Faria (1945-2017) foi vereadora, deputada estadual e deputada federal constituinte, além de prefeita de da Capital do Estado, e foi a 52ª pessoa a ocupar o cargo do governo do Estado do Rio Grande do Norte sendo eleita por dos mandatos consecutivos entre os (01 de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2006 e 01 de janeiro de 2007 a 31 de março de 2010).

(29)

29 03.2 DIMENSÃO E INDICADORES

Buscando atingir os critérios descritos nos objetivos geral e específicos, foram coletados dados e informações, tendo como fonte a direção-geral da instituição, os usuários e especialista sobre o tema.

Logo de início, atendendo às disposições da Lei Federal nº 12.527, de 18.11.2011 (Lei de acesso à informação), Lei Estadual nº 9.963, de 27.07.2015 e Decreto nº 25.399, de 31.07.2015 foram solicitados dados e informações à SEAD referentes à EGRN, através do Sistema Integrado de Informação ao Cidadão (e- SIC/RN11), no que diz respeito à dimensão OPERACIONAL da instituição, além de apontar os principais indicadores de INSUMO, PRODUTO e PROCESSO da instituição. No entanto, em virtude da pandemia do novo coronavírus que impossibilitou a pesquisa in loco, foram realizadas entrevistas, via e-mail, com a ex- gestora da instituição, a Prof.ª do Departamento de Políticas Públicas (DPP) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Raquel Silveira12 e uma breve entrevista e coleta de dados in loco com a servidora Selma Maria de Medeiros, que é uma das Coordenadora pedagógica da instituição.

Para fechar a análise dos dados, foi utilizada a matriz sowt13 (traduzindo ao português, chamamos de FOFA) enumerando alguns pontos que indicam elementos que podemos traduzi-los como Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças à EGRN. A partir desta técnica e com o cruzamento dos dados obtidos, haverá a possibilidade de identificar quais os pontos (negativos e positivos) de maior relevância da instituição.

11 http://www.sic.rn.gov.br/

12 Ex-gestora da instituição, Raquel Maria da Costa Silveira é graduada em Direito pelo Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) e pela UFRN é graduada e possui título de mestre pelo Departamento de Gestão de Políticas Públicas, além do título de doutora em Ciências Sociais.

Atualmente, ela é professora adjunta no curso de Gestão de Políticas Públicas pela UFRN.

13 Criada em meados da década de 70 pelo americano Albert Humphrey, consultor de negócios e especialista em gestão organizacional, que na época trabalhava para o SRI Internacional (Stanford Research Institute), a matriz sowt é uma técnica utilizada até hoje para medir e avaliar os pontos fortes e fracos, as limitações, as oportunidades e as ameaças pertinentes a um projeto ou empreendimento.

(30)

30 I – INDICADORES DE INSUMO

Para mensurar os indicadores de INSUMO, foram solicitados os dados mensais entre os meses de novembro de 2019 e novembro de no 2020, no que se refere aos consumos de insumos básicos para o funcionamento e desenvolvimento das atividades da instituição, tais como: a folha de pagamento com pessoal (servidores, cargos comissionados, terceirizados, bolsistas e estagiários), os gastos com material de higiene, de limpeza e de cozinha e com material de escritório;

também foram solicitados os dados referentes aos gastos mensais, durante o recorte temporal estipulado, no que se refere ao consumo de energia, telefonia, água e com internet (ver Quadro 02).

Quadro 01 – Indicadores de Insumos

INDICADOR NATUREZA TIPO PARÂMETRO FONTE Valor gasto com pessoal mês/ano

Quantitativo

SECUNDÁRIO Insumo

Dados no portal da

Transparência do RN impossível de filtrar por órgão ligado à SEAD

EGRN SEAD Valor gasto material de higiene,

limpeza e cozinha. R$ 25.568,79 (exercício-2019)

Valor gasto material de escritório

mês/ano R$ R$ 22.650,86 (exercício-

2019)

Valor gasto com energia mês/ano Contrato único para todo o Estado do RN

Valor gasto com telefone mês/ano Está em faze de teste para a modalidade VOIP, cuja não há demanda financeira.

Valor gasto com internet mês/ano Contrato único para todo o Estado do RN

Fonte: Elaborado pelo autor a partir dos dados obtidos pela EGRN (2020)

De início, para mensurar os dados sobre os gastos médios mensais com as despesas com a folha de pagamento dos servidores lotados na instituição, além dos servidores terceirizados, bolsistas e estagiários, como também, dos cargos comissionados, em breve entrevista com a servidora Selma, foi revelado que a crise sanitária do novo coronavírus impactou nos últimos meses no quadro de pessoal da EG. Assim, a partir de ampla pesquisa no portal da transparência14 do governo do

14 http://transparencia.rn.gov.br/

(31)

31 Estado do RN, foi possível mensurar os gastos totais aproximados com a folha salarial de servidores públicos, cargos comissionados, estagiários e bolsistas (ver apêndice 09), cujos rendimentos são compostos pela soma dos salários, rendimentos extras, férias remuneradas, salários atrasados e ajudas de custos diversas previstos em lei15. No entanto, durante a pesquisa não foi possível mensurar os montantes gastos com os servidores terceirizados, cujas remunerações individuais não são lançadas no portal da transparência visto que os pagamentos são realizados a partir da transferência total à empresa terceirizada contratada.

De acordo com os dados expressos no Quadro 03, é possível afirmar que os gastos totais com a folha de pagamento de pessoal da EGRN são de aproximadamente R$ 774.215 por ano e tento uma média mensal de aproximadamente R$ 64.517; ao se considerar as médias anuais e mensais por servidor, os valores orbitam às cifras dos R$ 28.674 e 2.860, respectivamente.

Quadro 02 – Demonstrativos totais e médios com a folha de pagamento

MÉDIA MENSAL POR SERVIDOR R$ 2.860,83

R$ 28.674,66

MÉDIA ANUAL POR SERVIDOR

R$ 64.517,99 TOTAL ANUAL

R$ 774.215,89

MÉDIA ANUAL MENSAL

Fonte: Portal da transparência do RN - Elaborado pelo autor (2020)

No que refere às informações dos gastos totais mensais, verifica-se que, com exceção do mês de dezembro (mês que se contabiliza o pagamento do décimo terceiro salário), o pagamento foi de, aproximadamente, R$ 116.227; durante o ano houve uma certa estabilidade com o pagamento da folha salarial. No entanto, com a redução do quadro de funcionários, devido ao remanejamento de alguns servidores para outras pastas e ao fim de contrato e/ou a não renovação do quadro de estagiários e bolsistas, foi observada uma queda de gastos com a folha salarial a partir do mês de setembro – foi neste mês que houve o menor gasto com pagamento de pessoal, a cifra foi de, aproximadamente, R$ 53.500.

15 LC 122/94 art. 60

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32 Gráfico 01 – Gastos mensais com a folha de pagamento (nov-19/nov-20)

Fonte: Portal da transparência do RN - Elaborado pelo autor (2020)

Também, a partir da leitura do gráfico 02, podemos verificar os gastos médios mensais com a folha salarial da EGRN por servidor. Assim como no gráfico anterior, pode-se observar que a média de pagamento teve um pico no mês de dezembro, com aproximadamente R$ 4.844; no entanto, já no mês seguinte, janeiro, foi observada a menor média registrada, tendo a EGRN gasto em média R$ 2.662 por servidor.

Gráfico 02 – Média mensal por servidor com a folha de pagamento (nov-19/nov-20)

Fonte: Elaborado pelo autor (2020).

(33)

33 No que se refere ao consumo médio mensal com material de higiene, limpeza, cozinha e de expediente (escritório), não foi possível aferir os dados sobre o fluxo de materiais referentes ao acumulado do ano de 2020 visto que, devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades presenciais na instituição referentes aos eventos e capacitações quase que não existiram. Sendo assim, só foram repassados dados de ENTRADAS e SAÍDAS referentes ao exercício de 2019 (ver Tabelas 01 e 02).

A partir da leitura das Tabelas 01 e 02, percebe-se que se somando aos gastos com a aquisição de material permanente (ver Tabela 01), a EGRN adquiriu aproximadamente R$ 51.619,98 e do montante registrou saída de R$ 18.468,73, o que representa algo em torno de 35% do total.

Tabela 01 – Fluxo de entrada de materiais – EGRN (Exercício 2019) ENTRADAS

Higiene, Limpeza e Cozinha R$ 25.568,79

Contrapartida (Doações) R$ 18.613,65

Aquisição R$ 6.955,14

Expediente R$ 22.650,86

Contrapartida (Doações) R$ 781,19

Aquisição R$ 21.869,67

Permanente R$ 3.400,33

TOTAL R$ 51.619,98

Fonte: Elaborado pelo autor a partir dos dados obtidos pela EGRN (2020) Tabela 02 – Fluxo de saída de materiais – EGRN (Exercício 2019)

SAÍDAS

Higiene, Limpeza e Cozinha R$ 12.572,94

Expediente R$ 5.895,79

TOTAL R$ 18.468,73

Fonte: Elaborado pelo autor a partir dos dados obtidos pela EGRN (2020)

Quanto ao consumo da telefonia fixa, em novembro de 2019 o contrato que o estado havia firmado com determinada empresa de telefonia fora cancelado, tendo em vista que, para a otimização de recursos públicos, a SEAD e EGRN estão em fase de teste de uma nova tecnologia, o VOIP, pela qual não há custos financeiros, e que, passados os testes, essa nova tecnologia de comunicação deverá ser estendida a todo o estado.

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34 Quanto aos gastos médios e totais com energia elétrica, água e com internet da EGRN, não foi possível mensurar os dados, visto que esses insumos são fornecidos através de um contrato único pelo qual abrange toda a demanda de todos os órgãos públicos pertencentes ao governo do Estado, onde estão inclusas a SEAD e a EGRN.

II – INDICADORES DE PROCESSOS

No que se refere aos indicadores do tipo PROCESSO, que foram elencados no Quadro 03, podemos considerar alguns aspectos referentes aos processos de atuação da instituição.

ORGANOGRAMA

A partir da pesquisa realizada no website da EGRN, no que se refere à estrutura organizacional da instituição (ver Apêndice 02) foi elaborado o organograma16 institucional da EG para ilustrar, de forma visual, a hierarquia funcional das Diretorias e suas respectivas repartições, que são:

Direção-Geral (DG) que hoje é ocupada pelo Profº João Evangelista17 que, dentre as suas atribuições legais, ele é o responsável direto pela coordenação da gestão das demais diretorias, além de ser responsável pela Assessoria Técnica, a Biblioteca de Administração Pública (BAP) e o setor de eventos da instituição;

Departamento de Capacitação (DECAP), que é dirigido por Ana Helena Fonseca que, dentre as suas atribuições, é a responsável direta pela coordenação pedagógica e pela secretaria escolar da EG.

Departamento de Recrutamento e Seleção (DERES) que é dirigido por Rejane Maria de Oliveira que, dentre as suas atribuições legais, é a responsável direta pelo programa de estágio da EGRN e pela coordenação do programa de concurso público.

Departamento Administrativo-Financeiro (DAF) que é coordenado por Nalba Holanda que, dentre as suas atribuições, é a responsável direta pela coordenação da gestão do FUNDESP, além de gerir os

16 Credita-se a criação dos primeiros organogramas ao norte-americano Daniel C. McCallum, administrador de ferrovias no ano de 1856

17 Atual diretor-geral da EGRN, João Evangelista é professor titular no Departamento de Ciências Sociais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (mestrado e doutorado) pela UFRN.

(35)

35 setores de gestão de pessoas e de matérias, sendo também a responsável pelo setor de manutenção da instituição (RN, 2020).

O principal documento que norteia a atuação de uma instituição educacional é o seu Projeto Político-Pedagógico (PPP). Sendo assim, verificou-se que o PPP da EGRN teve a sua última atualização datada do ano de 2010 e teve como organizadoras a então diretora-geral Valéria Maura Rocha, além das servidoras Judite de Medeiros Guerra, Selma Maria de Medeiros e Sherley Nadja Ferreira Aquino.

No documento, que tem por objetivos centrais às definições de concepção, referências, diretrizes e estratégias formativas que possam orientar as ações de qualificação e valorização profissional dos servidores públicos do Estado do RN, e que possam atender as reais necessidades e expectativas do servidor e da comunidade potiguar (EGRN, 2010).

Segundo o documento (PPP/EGRN, pág 13), os principais pontos que podemos destacar referem-se aos objetivos específicos que foram elaborados afim de:

➢ Estabelecer uma linha teórico-metodológica que subsidie as práticas de formação inicial e continuada dos servidores do RN;

➢ Orientar a definição e elaboração dos currículos dos programas e cursos de formação inicial e continuada dos servidores estaduais;

➢ Envolver coletivamente os profissionais da educação da EGRN;

➢ Definir uma pedagogia que oriente os docentes; e

➢ Estabelecer parcerias com instituições formadoras.

Para dar continuidade a aferição dos indicadores do tipo PROCESSO, foram coletados no site da instituição e através de algumas solicitações de informações através da plataforma e-SIC/RN, (ver Quadro 03). A partir dos dados disponibilizados, podemos verificar os seguintes dados:

No ano de 2019 foram realizadas, aproximadamente, 96 reuniões e assembleias. No entanto, não há como precisar os dados por semestre de forma exata.

No tocante ao número e nome de instituições que a EGRN mantém parceria, são exatamente cinco (ver Quadro 03): A Universidade do Estado do Rio Grande do

(36)

36 Norte (UERN), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), o Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP) e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).

No que se refere a atuação e abrangência territorial, a Escola de Governo do RN presta serviços técnicos mediante contratos e convênios, atendendo a demanda de gestores e órgãos do governo do Rio Grande do Norte (RN, 2020) com as atividades presenciais em 04 das principais cidades-polos do Estado. Além da capital, Natal, a instituição desenvolve atividades em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros (ver Quadro 03). No entanto, em virtude das restrições sanitárias em decorrência da pandemia do novo coronavírus, essas atividades presenciais estão suspensas por tempo indeterminado, restando apenas as atividades administrativas em sua sede que fica situada no centro administrativo do Estado na capital Natal.

Porém, para além das atividades presenciais e com a finalidade de atender não só aos órgãos públicos do Governo do Estado, a EGRN também opera através do Programa de Articulação com os Municípios do Rio Grande do Norte (PROAM/RN), que é o programa que faz parte do processo de expansão das ações da EG e que visa à capacitação e qualificação dos servidores municipais de todo o Estado. Sua efetivação dar-se a partir da celebração de Acordo de Cooperação Técnica entre a extinta EGRN/SEAD e o Município interessado e que, através da Escola Virtual, oferece capacitação solicitada por qualquer município do estado do RN. (EGRN, 2020).

Quadro 03 – Indicadores de Processos

INDICADOR NATUREZA TIPO INDICADOR FONTE Organograma

EGRN SEAD Existência de projeto político-

pedagógico

Sim.

A última atualização do PPP da EGRN foi feita em 2010 Quantidade de reuniões e

assembleias por semestre 96

Número de Instituições Parceiras

UERN, UFRN, IFRN, IFESP e ENAP

Número de cidades atendidas

Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros (presencialmente) e as demais cidades do Estado na modalidade EAD.

Quantidade de cursos (GRADUAÇÕES E PÓS- GRADUAÇÕES) por ano

03 Graduações:

Curso superior de Tecnologia em Gestão Pública;

(37)

37

Pós-graduação em

Contabilidade e controladoria; e

Pós-graduação em QVST Quantidade de

especializações por ano

03 cursos de especialização

• QVST e Contabilidade e controladoria (Natal); e

• Direito Administrativo- Mossoró

Quantidade de eventos por ano

02 EVENTOS:

CONGESP – Congresso de Gestão Pública do RN; e o

Fórum de gestores de RH.

Nome e número de Programas

06 programas i. PROAP;

ii. PROAV (não está em atividade);

iii. PRONASE (não está em atividade);

iv. PROAM-RN;

v. RN inclusivo vi. PQVST; e

vii. GESTOR-RN (programa de capacitação em graduação)

Número de cursos à distância (EAD)

09 cursos EAD I. Termo de referência aplicado;

(em execução);

II. Aprendendo os recursos do Moodle (não está em atividade);

III. Moodle avançado (não está em atividade);

IV. Ambiente Sucref (não está em atividade);

V. Direito processual civil (não está em atividade);

VI. Formação didática (não está em atividade);

VII. Formação didática (não está em atividade);

VIII. Corpo de Bombeiros; (não está em atividade); e

IX. Gestão Pública. (Não está em atividade);

Frequência de manutenção da instituição

Executada com perenidade e sob demanda

Fonte: Elaborado pelo autor (2020).

(38)

38 Quanto aos cursos e especializações oferecidos pela EGRN aos servidores públicos estaduais, percebe-se que houve grande impacto na realização dos mesmos, visto que (ver Tabela 04 e Quadro 03) dos 55 cursos previstos para o ano de 2020, apenas 08 foram executados. Segundo relato da professora Selma Maria, coordenadora pedagógica da instituição, a grande maioria dos cursos e especializações desenhadas pela EGRN foram pensadas para serem executadas de forma presencial, mas com todas as medidas de distanciamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, houve quase a paralização total das atividades. Aos poucos os cursos estão sendo retomados na modalidade de Ensino de Educação a Distância (EAD) mas, segundo Selma, há uma grande dificuldade de recrutamento de pessoal, visto que o recrutamento é feito dentro do próprio quadro de servidores públicos do Estado. Essa seleção é realizada através do Banco de Talentos18, que é um programa operado pela própria EGRN e que, através de chamamento público, recruta servidores que tenham expertise e comprovação acadêmica para atuarem como membros de comissão e/ou instrutores no processo de capacitação dos servidores (RN, 2020).

Tabela 03 – Cursos realizados em 2020 pela EGRN (Exercício 2019)

ANO TIPO MODALIDADE CURSO TURMAS INSCRITOS CERTIFICADOS TAXA DE SUCESSO OBERVAÇÕES

2020 CURSO PRESENCIAL PYNTHON 2 38 38 100% CURSO FECHADO

2020 CURSO EAD TERMO DE REFERÊNCIA

APLICADO 4 422 57 14%

2020 CURSO PRESENCIAL DESENVOLVIMENTO NA WEB

(Módulo Suap Python) 1 23 23 100% CURSO FECHADO

2020 CURSO EAD GESTÃO DE PESSOAS 1 31 31 100% SUAP

2020 CURSO EAD RELAÇÕES INTERPESSOAIS

E FEEDBACK 1 32 26 81% CURSO REALIZADO PELA ENAP

2020 CURSO EAD TRANSFORMANDO IDEIAS 1 33 0% CURSO EM ANDAMENTO

2020 CURSO EAD FORMAÇÃO DIDÁTICA 2 153 19 12% TURMA 02 AINDA EM EXECUÇÃO

2020 CURSO EAD SISTEMA

ELETRÔNICOVIRTUAL 10 100 0% 04 TURMAS EM ANDAMENTO

COM 67 INSCRIÇÕES AO TODO

Fonte: EGRN - Elaborado pelo autor (2020)

18 O Banco de talentos do RN é uma

(39)

39 Quadro 04 – Dados gerais para os cursos previstos e executados em 2020

PLANEJADO EXECUTADO PERCENTUAL

55 8 15%

INSCRITOS CERTIFICADOS TAXA DE SUCESSO

914 965 106%

CURSOS PREVISTOS

SERVIDORES CAPACITADOS

Fonte: EGRN - Elaborado pelo autor (2020)

No geral, ainda de acordo com a Tabela 03, foram disponibilizados 08 cursos com 22 turmas, que são: cursos em Python, com 02 turmas e o curso Termo de Referência Aplicado com 01 turma (ambos realizados de forma presencial); também foram oferecidos os cursos de Gestão de Pessoas, Relações Interpessoais e Feedback e Transformando Ideias, ambos com 01 turma cada, além dos cursos Termo de Referência Aplicado com a execução de 04 turmas e o curso Sistema Eletrônico Virtual, com a execução de 10 turmas.

Assim, a partir dos dados de turmas (22), de inscrições (832) e de certificados emitidos (194) expressos na Tabela 04, a taxa de sucesso dos cursos oferecido é de aproximadamente 23%.

Tabela 04 – Dados Gerais sobre os cursos realizados em 2020 (EGRN) CURSOS TURMAS INSCRITOS CERTIFICADOS TAXA DE SUCESSO

8 22 832 194 23%

Fonte: EGRN - Elaborado pelo autor (2020)

Para além dos cursos (ver Tabela 04), a EGRN promoveu uma série de lives intituladas por Gestão Pública em Pauta. Os encontros virtuais ocorreram 16 vezes ao longo do ano de 2020 e, a partir deles, foram emitidos 168 certificados (EGRN, 2020), além de outras 06 lives que em parceria com a FAPERN19, tiveram a presença de 447 servidores certificados. Para além das Lives, foi organizado, no início do ano, o Seminário de Integração e Capacitação da EGRN para os novos servidores do estado, cujo evento ocorreu de forma presencial (EGRN, 2020).

19 Fundação de Apoio à Pesquisa do estado do Rio Grande do Norte

(40)

40 Tabela 05 – Cursos realizados em 2020 (EGRN)

ANO TIPO MODALIDADE CURSO TURMAS INSCRITOS CERTIFICADOS TAXA DE SUCESSO OBERVAÇÕES

2020 LIVE EAD GESTÃO PÚBLICA EM PAUTA 16 168 DADOS INSUFICIENTES A coordenação não soube a

quantidade de inscritos 2020 SEMINÁRIO PRESENCIAL SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO

E CAPACITAÇÃO DA EGRN 1 46 26 57%

2020 OFICINA EAD PRIORIZANDO E

SELECIONANDO PRJETOS 1 36 30 83%

2020 LIVE EAD FAPERN & EGRN 6 447 447 100%

Fonte: EGRN - Elaborado pelo autor (2020)

Ao todo, esses eventos (04) formaram 24 turmas om 529 servidores inscritos e emitidos 671 certificados. Essa diferença numérica entre inscrições X certificados emitidos se dá pelo fato da falta de dados referentes às inscrições nas 16 lives intituladas Gestão Pública Em Pauta.

Tabela 06 – Dados Gerais dos eventos on-line organizados em 2020 (EGRN) EVENTOS TURMAS INSCRITOS CERTIFICADOS TAXA DE SUCESSO

4 24 529 671 127%

Fonte: EGRN - Elaborado pelo autor (2020)

Ainda de acordo com os dados do Quadro 03, no que se refere aos eventos, a EG realiza anualmente e em parceria com a SEAD, dois eventos, que são: o Fórum de gestores de RH, que em 2019 esteve em sua 11ª edição e o Congresso de Gestão Pública do Estado do Rio Grande do Norte, o CONGESP, que é o maior evento da instituição e que no ano de 2020, entre os dias 01 e 04 de dezembro foi realizada totalmente on-line a sua 14ª edição.

Quanto aos programas operados pela instituição (ver Quadro 03), assim como ocorre com os cursos de qualificação, os programas desenvolvidos pela EGRN sofreram os impactos da pandemia do novo coronavírus e, dos 06 programas exercidos pela EG, apenas dois (o PROAP – Programa de Apoio à Aposentadoria e o GESTOR-RN – programa de capacitação em graduação) estão na ativa; os outros quatro (o PROAV – Programa de Acompanhamento e Avaliação de Formação do Servidor Estadual, o PRONASE – Programa de Acolhimento ao Novo Servidor, o PROAM/RN – Programa de Articulação com Municípios do Rio Grande do Norte e o PQVST – Programa de Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho) não estão em atividade (EGRN, 2020).

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41 Verificou-se, também, que a periodicidade de manutenção do equipamento que abriga a instituição é realizada de forma perene e de acordo com a demanda (RN, 2020).

III – INDICADORES DE PRODUTO

Por fim, buscou-se analisar os dados referentes aos indicadores de PRODUTO (Ver Quadro 05), que serão capazes de mensurar os dados gerais, tais como: localização, área construída, equipamentos, etc.

A partir dos dados coletados (ver Quadro 04), a EGRN possui uma ampla estrutura física que, segundo sua ex-gestora, a profª Raquel Silveira, a instituição conta com “uma excelente estrutura física, talvez, uma das melhores do governo estadual” (SILVEIRA, 2020).

Inaugurada em 14 de fevereiro de 2013, na gestão da então governadora Rosalba Ciarline, a sede da EGRN foi construída dentro do centro administrativo do Estado do Rio Grande do Norte e ocupa uma área construída de 5,6 mil m2, dotado de um estacionamento para 157 vagas, banheiros coletivos, uma copa e um restaurante; também é equipada com ambientes dotados de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PcD) além de totalmente climatizados. (RN, 2020). De acordo com os dados coletados e expressos no Quadro 04, a estrutura física contém: 04 salas de aula, 01 sala de estudos contendo doze cabines individuais e 02 salas de estudo em grupo, além de 01 laboratório de informática; também, existem 01 mini auditório com capacidade para 120 pessoas sentadas, 01 auditório médio com capacidade média para 350 pessoas sentadas e 01 auditório grande com a capacidade inicial para 500 pessoas sentadas. Com a possibilidade de integração desses dois últimos auditórios, a EGRN passa a contar com um auditório máster que comporta até 850 pessoas sentadas (RN, 2020).

Para a segurança, a unidade conta com segurança motorizada, que é terceirizada e opera no período noturno.

O equipamento conta, também, com a Biblioteca de Administração Pública (BAP) que tem por finalidade auxiliar na consolidação, por parte dos servidores públicos estaduais, dos conhecimentos adquiridos nos cursos e capacitações que são oferecidos pela EGRN, além de servir de base de pesquisa à comunidade acadêmica local.

Referências

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