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Direito Tributário DECADÊNCIA

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Academic year: 2022

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DECADÊNCIA

Uma vez operada a decadência, ocorre a extinção do crédito tributário, conforme previsão do art. 156, V do CTN. O instituto da decadência está vinculado ao direito de lançar da Fazenda Pública, de constituir o crédito tributário. É prazo legal extintivo do direito.

Esgotado o lapso temporal para lançamento do tributo sem que a Fazenda Pública o tenha efetuado, dá-se a decadência do direito de lançar, de constituir o crédito tributário. Nestes termos, uma vez efetivado o lançamento tributário e constituído, por conseguinte, o crédito tributário, não há que se falar em decadência, mas em prescrição da ação de cobrança. A grande discussão acerca da decadência não reside propriamente no seu prazo, legalmente fixado como sendo de 05 anos, mas na determinação de seu termo inicial, conforme será analisado adiante.

O direito da Fazenda de constituir o crédito tributário, nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento de ofício e por declaração, extingue-se após cinco anos, contados:

a) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, art. 173, I do CTN (portanto, realizado o fato gerador em 2006, o prazo decadencial começa a contar a partir do primeiro dia do exercício de 2007);

Ementa: AGRAVO. INVENTÁRIO. ITCD. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A Fazenda Pública tem prazo de 05 anos para constituir o crédito tributário, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Inteligência do artigo 173, I, do Código tributário Nacional. Esse prazo é decadencial e depois de transcorrido faz desaparecer o direito de constituir o crédito tributário. No caso do ITCD, a Fazenda Pública não necessita do procedimento jurisdicional do inventário para lançar o ITCD, pois todo o tributo, independentemente da modalidade de lançamento, pode ser lançado de ofício, através de procedimento administrativo. E a Fazenda tem desde logo ciência de todos os óbitos e dados necessários ao início do procedimento administrativo. Ademais, ainda que se quisesse exigir inventário para o lançamento do ITCD, vale lembrar que a Fazenda Pública tem legitimidade para requerer a abertura desse procedimento, em caso de inércia dos demais legitimados. Inteligência do art. 988, IX, do Código de Processo Civil. Assim, o lançamento do ITCD pode ser feito já a partir da ocorrência do próprio fato gerador, seja por procedimento administrativo, ou seja pela abertura do inventário a requerimento da própria Fazenda Pública. E nesse contexto, o prazo decadencial de 05 anos para constituir o crédito tributário deve passar a fluir a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu o fato gerador. No caso dos autos, o fato gerador do tributo - o evento morte - se deu em 1995. Logo, o prazo decadencial para constituir o crédito tributário passou a fluir em janeiro de 1996, e se encerrou 05 anos depois, em janeiro de 2001. A esta altura, 16 anos depois do fato gerador, e 08 anos depois de encerrado o prazo decadencial previsto em lei, a Fazenda Pública já não tem mais direito de constituir o crédito tributário, em função da decadência. NEGARAM PROVIMENTO. UNÂNIME. (Agravo Nº 70042913129, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 09/06/2011)

TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA CARACTERIZADA.

1. Nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, não ocorrendo o pagamento antecipado pelo contribuinte, incumbe ao Fisco o poder-dever de efetuar o lançamento de ofício dentro do prazo decadencial estipulado pelo art. 173, I, do CTN, segundo o qual o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-

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se após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.

2. Hipótese em que decorridos mais de cinco anos entre o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado e a constituição definitiva do crédito tributário. Decadência caracterizada. Agravo regimental improvido.

(AgRg no REsp 1247981/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 02/06/2011, DJe 13/06/2011)

Ementa: AÇÃO CAUTELAR. OFERECIMENTO DE CAUÇÃO. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO DE NEGATIVA. ANULATÓRIA. ICMS. IMPOSTO NÃO INFORMADO.

DECADÊNCIA. MULTA. CONFISCO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. O superveniente ajuizamento da execução fiscal não acarreta a perda do objeto da ação cautelar para garantir por meio de fiança a dívida executada. 2. É direito do contribuinte antecipar a penhora por meio de caução idônea para obter certidão positiva com efeito de negativa via ação cautelar antes do ajuizamento da execução fiscal. Precedentes do STJ. REsp n.º 1.123.669/RS. Hipótese em que a garantia oferecida - fiança bancária - é idônea aos fins pretendidos. 3. O prazo de decadência para constituir o crédito tributário de tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento não foi antecipado, é de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ainda que ausente dolo, fraude ou simulação do contribuinte. REsp 973.733/SC 4. A prática de infração material básica sujeita o infrator à multa de 60%, cujo percentual não tem caráter de confisco. Art. 1.º, § único, alínea "a", 7.º, inciso III, e 9.º, inciso II, da Lei n° 6.537/73. 5. Em se tratando de causas em que (I) não há condenação e (II) restou vencida a Fazenda Pública, os honorários advocatícios são fixados de acordo com a apreciação equitativa do juiz. Hipótese em que a verba honorária deve ser mantida. Negado seguimento aos recursos. Sentença confirmada em reexame necessário.

(Apelação e Reexame Necessário Nº 70042442913, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Maria Isabel de Azevedo Souza, Julgado em 27/05/2011)

Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL.

PRELIMINAR CONTRARRECURSAL. APELAÇÃO. CONHECIMENTO. Merece conhecimento o apelo, já que as questões em discussão não versam exclusivamente à matéria sumulada, sendo inaplicável o artigo 518, §1º, do CPC. Preliminar contrarrecursal rejeitada. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTENTE. APLICAÇÃO DO ART. 173 DO CTN. A aplicação do artigo 150, § 4º, do CTN, somente se mostra possível quando existente antecipação do pagamento, o que não ocorreu no caso, devendo ser aplicado o artigo 173, I, do CTN.

No caso, tratando-se de ISS, tributo sujeito a lançamento por homologação, não houve qualquer antecipação do pagamento, iniciando o lapso decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ou seja, 1º de janeiro de 1998, tendo o auto de lançamento sido lavrado somente em 2006, após do transcurso do prazo quinquenal. ARRENDAMENTO MERCANTIL. ISS.

INCIDÊNCIA. Desde a redação dada pela Lei Complementar nº 56/87 à Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei nº 406/68, o arrendamento mercantil afigura-se como fato gerador da incidência do ISS, inclusive encontrando-se a matéria pacificada no Superior Tribunal de Justiça, nos termos do enunciado da Súmula nº 138. (...) (Apelação Cível Nº 70040005571, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jorge Maraschin dos Santos, Julgado em 27/04/2011)

Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVENTÁRIO. ITCD. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A Fazenda Pública tem prazo de 05 anos para constituir o crédito tributário, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Inteligência

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do artigo 173, I, do Código tributário Nacional. Esse prazo é decadencial e depois de transcorrido faz desaparecer o direito de constituir o crédito tributário. No caso do ITCD, a Fazenda Pública não necessita do procedimento jurisdicional do inventário para lançar o ITCD, pois todo o tributo, independentemente da modalidade de lançamento, pode ser lançado de ofício, através de procedimento administrativo. E a Fazenda tem desde logo ciência de todos os óbitos e dados necessários ao início do procedimento administrativo. Ademais, ainda que se quisesse exigir inventário para o lançamento do ITCD, vale lembrar que a Fazenda Pública tem legitimidade para requerer a abertura desse procedimento, em caso de inércia dos demais legitimados.

Inteligência do art. 988, IX, do Código de Processo Civil. Assim, o lançamento do ITCD pode ser feito já a partir da ocorrência do próprio fato gerador, seja por procedimento administrativo, ou seja pela abertura do inventário a requerimento da própria Fazenda Pública. E nesse contexto, o prazo decadencial de 05 anos para constituir o crédito tributário deve passar a fluir a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu o fato gerador. No caso dos autos, o fato gerador do tributo - o evento morte - se deu em 2000. Logo, o prazo decadencial para constituir o crédito tributário passou a fluir em janeiro de 2001, e se encerrou 05 anos depois, em janeiro de 2006. A esta altura, 11 anos depois do fato gerador, e 05 anos depois de encerrado o prazo decadencial previsto em lei, a Fazenda Pública já não tem mais direito de constituir o crédito tributário, em função da decadência. NEGADO SEGUIMENTO. EM MONOCRÁTICA. (Agravo de Instrumento Nº 70045313657, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 30/09/2011)

Ementa: AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA. ITCD. ABERTURA DA SUCESSÃO. DECADÊNCIA. O fato gerador do ITCD ocorre no momento do óbito, adquirindo a partilha de bens caráter meramente declaratório. Desse modo, nos termos do art. 173, I, do CTN, o Fisco possui 05 anos para constituir o crédito tributário, a contar do primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência da abertura da sucessão legítima, possibilitado o lançamento de ofício com base nas informações remetidas à Fiscalização de Tributos Estaduais por força do art. 26 da Lei Estadual n.

8.821/89. Precedentes. Caso em que, ademais, o Estado já tinha ciência da existência do bem e não procedeu ao lançamento, de modo que mantida a declaração da decadência tributária. AGRAVO DESPROVIDO. (Agravo Nº 70043979327, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Denise Oliveira Cezar, Julgado em 31/08/2011)

b) se antes do primeiro dia do exercício seguinte, o sujeito passivo é notificado de alguma medida preparatória indispensável ao lançamento, o início do prazo é antecipado para a data da notificação, art. 173, parágrafo único do CTN (nestes termos, a notificação antecipa o termo inicial para a contagem do prazo decadencial);

c) na data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento, anteriormente efetuado, art. 173, II do CTN (não se trataria de interrupção, mas de reabertura de prazo. A decadência não se suspende e não se interrompe).

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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS Princípio da Legalidade

O princípio da legalidade tributária ou legalidade estrita, nos termos do artigo 150, I da CRFB/1988, dispõe que é vedado à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. A lei ordinária é o veículo introdutor “ordinário” das normas que instituem ou aumentam tributos. O princípio da legalidade tributária determina que estejam definidas em lei: a hipótese de incidência (critério material, temporal e espacial) – situação eleita pelo legislador para que nasça a obrigação tributária, no tempo e espaço; o sujeito ativo e o sujeito passivo (critério pessoal) – quem tem o direito de exigir a prestação e quem deve pagar o tributo; a base de cálculo e a alíquota (critério quantitativo). É o que a doutrina reconhece como princípio da tipicidade tributária.

O prazo de recolhimento do tributo não é matéria de reserva legal, podendo ser definido por ato infralegal, visto que não integra o “tipo tributário”.

O artigo 97 do CTN, em seus parágrafos 1º e 2º, enfrenta a questão da atualização monetária da base de cálculo em face do princípio da legalidade tributária. Não constitui majoração do tributo a mera atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo, em consonância com os índices oficiais aplicáveis.

Por outro lado, atualizar a base de cálculo com índice próprio que é superior aos oficiais torna o tributo mais oneroso, ocorrendo sua majoração. Neste caso, é matéria de reserva legal.

Do Princípio da Legalidade e da Medida Provisória

O artigo 62 da CRFB/1988 dispõe que, em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las imediatamente ao Congresso Nacional.

A medida provisória tem força de lei, não tendo, portanto, “força de lei complementar”. É o que restou positivado constitucionalmente no artigo 62, §1º, III da CRFB/1988 quando veda a edição de medidas

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provisórias sobre matéria reservada à lei complementar1. Sempre que for exigida lei complementar para a instituição ou majoração do tributo, esta não poderá ser feita por medida provisória. Têm-se, como exemplos, o empréstimo compulsório2 e os impostos sobre grandes fortunas3, que somente poderão ser instituídos por lei complementar, logo jamais medida provisória poderá instituí-los ou majorá-los.

Quanto aos tributos sujeitos ao princípio da anterioridade, a medida provisória que institua ou majore tributos somente produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se esta houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

Das Exceções ao Princípio da Legalidade – Não seria verdadeira exceção, mas “mitigação”, já que são estabelecidas nos limites legais e constitucionais.

O princípio da legalidade comporta exceções:

a) Dos Impostos Flexíveis ou Regulatórios: Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativos a títulos ou valores mobiliários (IOF). Cumpre destacar que estes impostos federais, exatamente em razão de seu caráter extrafiscal, devem ser manejados agilmente, pois a demora em uma decisão nesta seara pode ser nefasta para a economia nacional.

b) Da CIDE – COMBUSTÍVEIS como exceção ao princípio da legalidade: Com o advento da Emenda Constitucional n. 33/2001, nos termos do artigo 177, § 4º, I, “b” da CRFB/1988, a contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível (CIDE) poderá ter sua alíquota reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo.

c) Do ICMS incidente sobre combustíveis: artigo 155, § 4º, IV da CRFB/1988, as alíquotas do ICMS incidente sobre combustíveis

1 CRFB/1998, art. 62, §1º, III: “É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (...) III – reservada à lei complementar”.

2 CRFB/1988, art. 148: “A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios”.

3 CRFB/1988, art. 153, VIII: “ Compete à União instituir impostos sobre grandes fortunas, nos termos da lei complementar”.

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serão definidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, ou seja, por convênio entre os Estados-membros.

Do Princípio da Igualdade Tributária - Isonomia

O princípio da igualdade tributária, ou isonomia tributária, dispõe que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e Municípios instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por ele exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos, nos termos do artigo 150, II da CRFB/1988.

Do Princípio da Capacidade Contributiva

É aplicável somente aos impostos. O artigo 145, §1° da CRFB/1988 assim preceitua: “Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”. Busca-se por este princípio, a justa incidência de impostos, levando-se em consideração a capacidade econômica do contribuinte.

Do Princípio da Irretroatividade

O artigo 150, III, “a” da CRFB/1988, determina que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Dispõe que a legislação tributária se aplica somente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, ou seja, àqueles em que sua ocorrência já tenha tido início, mas não esteja completa4.

O artigo 106 do CTN traz as hipóteses em que a lei se aplica a ato ou fato pretérito, a saber: I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à

4 CTN, art. 105: “A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa nos termos do artigo 116”.

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infração dos dispositivos interpretados5; II – tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração;

b) quando lhe comine pena menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.

Do Princípio da Anterioridade do art. 150, III, ‘b’ da Constituição A anterioridade prevista no art. 150, III, ‘b’ da CRFB/1988 estabelece a vedação à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios de cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os houver instituído ou aumentado6. Assim, para ser exigido novo tributo ou tributo majorado, a lei que institui ou majora o tributo deverá ser publicada no exercício financeiro anterior para somente ser cobrado no exercício financeiro subseqüente. Em nosso país, o exercício financeiro referido pela lei coincide com o ano civil7, qual seja, de 1°

de janeiro a 31 de dezembro.

Importa esclarecer que o Supremo Tribunal Federal, ao tratar da matéria, firmou posicionamento no sentido de que a norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade, inclusive sumulando a matéria com a Súmula de n° 6698.

Em suma, constituem-se exceções ao princípio da anterioridade, não sendo aplicável a anterioridade prevista no art. 150, III, ‘b’ da Constituição os seguintes tributos, assim determinados pelo art.

150, §1°, primeira parte, com redação dada pela Emenda Constitucional 42/20039:

5 “Lei interpretativa é aquela que não inova, limitando-se a esclarecer dúvida surgida com o dispositivo anterior. Se dúvida havia, e tanto havia que o legislador resolveu fazer outra lei para espancar as obscuridades ou ambigüidades existentes no texto anterior, não é justo que se venha a punir quem se comportou de uma ou outra forma dentre aquelas que lhes podiam admitir como corretas, em face do texto antigo. Dá a exclusão de penalidades”. (MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 26ª ed. São Paulo. Malheiros Editores, 2006, p.

113.)

6 CRFB/1988, art. 150, III, b: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (...) III – cobrar tributos:

(...) b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou”.

7 Lei 4.320/64, art. 34: “O exercício financeiro coincidirá com o ano civil”.

8 STF, súmula 669: “Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”.

9 CRFB/1988, art. 150, §1º: “A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II”.

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 Empréstimo compulsório, somente o previsto no art. 148, I CRFB/1988, para atender as despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

 II – Imposto de Importação de produtos estrangeiros, art. 153, I da CRFB/1988;

 IE – Imposto de Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados, art. 153, II da CRFB/1988;

 IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, art. 153, IV da CRFB/1988;

 IOF – Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários, art. 153, V da CRFB/1988;

 Impostos Extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa, art. 154, II da CRFB/1988;

 CIDE-combustíveis no que se refere a alterações de alíquotas, art.

177, §4°, I, ‘b’ da CRFB/1988;

 ICMS-combustíveis no que se refere a alterações de alíquotas e na forma prevista no art. 155, §4°, IV, ‘c’.

Do Princípio da Anterioridade dos Noventa Dias do art. 150, III,

‘c’ da Constituição

O art. 150, III, ‘c’ da CRFB/1988 estabelece a vedação à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios de cobrar tributos antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o princípio da anterioridade do art. 150, III, ‘b’ da CRFB/1988. Nestes termos, uma lei que instituir ou aumentar tributo que for publicada em 31 de dezembro, somente surtirá efeitos em abril do ano seguinte, dado que assim estará respeitando a anterioridade do exercício e a anterioridade dos 90 dias.

Por sua vez, uma lei que instituir ou aumentar tributo que for publicada em 31 de janeiro, somente surtirá efeitos em 1° de janeiro do exercício subseqüente, em respeito ao princípio da anterioridade do exercício e da anterioridade dos 90 dias (que neste caso já estaria cumprida em maio do mesmo ano da publicação da lei).

TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA.

PRORROGAÇÃO. INAPLICABILIDADE DO PRAZO

NONAGESIMAL (ARTIGO 150, III, C, DA CONSTITUIÇÃO

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FEDERAL). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. 1. A Lei paulista 11.813/04 apenas prorrogou a cobrança do ICMS com a alíquota majorada de 17 para 18%, criada pela Lei paulista 11.601/2003. 2. O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. 3. Recurso extraordinário conhecido e provido para possibilitar a prorrogação da cobrança do ICMS com a alíquota majorada. (RE 584100, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 25/11/2009, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-022 DIVULG 04-02-2010 PUBLIC 05-02-2010 EMENT VOL-02388-06 PP-01182 LEXSTF v. 32, n. 374, 2010, p.

241-246 RJTJRS v. 45, n. 278, 2010, p. 29-32)

Igualmente a anterioridade dos 90 dias, comporta as exceções previstas no art. 150, §1°, in fine da CRFB/1988.Constituem-se exceções ao princípio da anterioridade dos noventa dias, não sendo aplicável a anterioridade prevista no art. 150, III, ‘c’ da Constituição, os seguintes tributos, assim determinados pelo art. 150, §1°, in fine, com redação dada pela Emenda Constitucional 42/200310:

 Empréstimo compulsório, somente o previsto no art. 148, I CRFB/1988, para atender as despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

 II – Imposto de Importação de produtos estrangeiros, art. 153, I da CRFB/1988;

 IE – Imposto de Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados, art. 153, II da CRFB/1988;

 IR – Imposto de renda e proventos de qualquer natureza, art. 153, III da CRFB/1988;

 IOF – Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários, art. 153, V da CRFB/1988;

 Impostos Extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa, art. 154, II da CRFB/1988;

10 CRFB/1988, art. 150, §1º, in fine: “e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.”

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 IPVA – Imposto sobre a propriedade de veículos automotores, art.

155, III da CRFB/1988, somente no que tange à fixação da base de cálculo;

 IPTU – Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, art. 156, I da CRFB/1988, somente no que se refere à fixação da base de cálculo.

Noventena das Contribuições para a Seguridade Social do art.

195, § 6° da Constituição

As contribuições para a seguridade social, segundo mandamento constitucional, não estão disciplinadas pela anterioridade prevista no art. 150 da CRFB/1988. Em verdade, estas contribuições encontram regramento próprio, estabelecido no art. 195, §6° da CRFB/198811, e somente a ele devem guardar cumprimento. Referido artigo estabelece a chamada ‘noventena’ das contribuições para a seguridade social, afastando a anterioridade do exercício, estabelecendo que estas “só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III ‘b’”.

Do Princípio do Não-Confisco

O artigo 150, IV da CRFB/1988, dispõe que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios “utilizar tributo com efeito de confisco”. Tal princípio, também chamado de vedação ao confisco, é invocado sempre que um tributo ofenda o direito de propriedade12, por ser excessivamente oneroso, vindo a atingir consideravelmente ou mesmo a absorver o patrimônio do contribuinte.

Do Princípio da Liberdade de Tráfego e Locomoção

O artigo 150, V da CRFB/1988 veda o estabelecimento de limitações de tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. Não há

11 CRFB/1988, art. 195, § 6º: “As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b"”.

12 CRFB/1988, art. 5º, caput, XXII.

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dúvidas de que o presente princípio tem como objetivo preservar a federação, no sentido de viabilizar a relação entre os Estados- membros e os Municípios, de modo a evitar que a tributação limite o tráfego, a locomoção de pessoas e bens. O princípio em tela, portanto, veda que seja instituído tributo pelos Estados-membros e os Municípios que tenham como elemento essencial de sua hipótese de incidência a passagem de bens e pessoas pelos limites estaduais e municipais.

Do Princípio da Uniformidade Geográfica

Conforme art. 151 da CRFB/1988, a União não pode instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país.

QUESTÕES

01 – (ESAF/TTN) Quanto ao princípio da anterioridade:

a)proíbe que se tributem fatos geradores que ocorreram antes do início da vigência da lei que houver instituído ou aumentado um tributo

b)não se aplica ao Imposto de Importação, ao Imposto de Exportação, ao Imposto sobre Operações Financeiras e às Taxas decorrentes do exercício do poder de polícia

c)não se aplica ao Imposto sobre Produtos Industrializados, ao Imposto de Importação, ao Imposto sobre Operações Financeiras, ao Imposto de Exportação

d)se aplica aos empréstimos compulsórios, qualquer que seja o pressuposto da sua instituição

e)se aplica às contribuições para seguridade social da mesma forma que às outras espécies tributárias

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02 - (Cespe – Advocacia Geral da União) Certo ou Errado

( ) Nem todos os impostos se submetem rigorosamente ao princípio da anterioridade da lei tributária, como ocorre com o imposto de importação, o imposto de exportação, o imposto sobre produtos industrializados (IPI) e o imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários, uma vez que estes podem ser majorados e cobrados no mesmo exercício da norma que os houver elevado.

03. (XIII Concurso Juiz Federal) Marque V ou F

( ) O princípio da anterioridade faz com que a lei tributária publicada no dia 2 de outubro, vigente “na data de sua publicação”, ganhe eficácia no exercício financeiro seguinte.

04. (XIII Concurso Juiz Federal) Assinalar a alternativa correta.

(Marque V ou F)

( ) Muito embora sua importância na estrutura tributária de qualquer país, a legalidade tributária não se erige, em nosso Direito, em garantia fundamental, não sendo considerada, pois, cláusula pétrea.

05. (VIII Concurso Juiz Federal da 4a Região) – Considerar as seguintes afirmações, assinalando, adiante, a alternativa correta:

A fixação de prazos para o recolhimento de tributos:

I. É matéria sujeita ao princípio da reserva legal, não podendo ser regulada por ato da Administração;

II. É matéria que só pode ser regulada em nível constitucional;

III . É matéria não sujeita ao princípio da reserva legal, podendo ser regulada por ato da Administração.

(a) apenas as alternativas I e II estão corretas;

(b) apenas a alternativa I está correta;

(c) apenas a alternativa II está correta;

(d) apenas a alternativa III está correta.

06. (Esaf) Os princípios da (1) e da (2) não se aplicam aos impostos sobre: importação de produtos estrangeiros; exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; produtos industrializados; operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.

(13)

a) (1) estrita reserva legal, (2) anterioridade b) (1) isonomia, (2) irretroatividade

c) (1) uniformidade da tributação, (2) capacidade contributiva d) (1) igualdade tributária, (2) liberdade de tráfego

07. (Esaf) Publicada lei que institua ou majore contribuição social para a seguridade social, poderá ser aplicada somente

a) no exercício financeiro seguinte b) decorrido o prazo de três meses c) decorrido o prazo de noventa dias

d) decorrido o prazo de quarenta e cinco dias e) decorrido o prazo de trinta dias

08. (TRF3) Assinale a alternativa incorreta.

O artigo 150, III, “b”, da Constituição Federal veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. A Constituição, porém, dispõe que esta vedação não se aplica:

a) ao imposto de importação;

b) ao imposto sobre produtos industrializados;

c) ao imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;

d) ao imposto municipal sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

e) ao imposto de exportação.

09. (TRF3) Assinale a alternativa correta.

O princípio da legalidade não se aplica à instituição dos seguintes impostos:

a) importação e exportação;

b) produtos industrializados;

c) os mencionados em a e b e mais o sobre operações financeiras;

d) não há exceções ao princípio da legalidade.

10. (TRF3) Assinale a alternativa correta.

Decreto federal reduz o prazo de recolhimento do imposto sobre a renda. É:

a) constitucional, porque a matéria não está abrangida pelo princípio da legalidade;

b) inconstitucional, porque o prazo integra as exigências do princípio da legalidade;

c) constitucional, se a delegação legal for expressa;

(14)

d) constitucional, se observa o princípio da anterioridade.

(Cespe)

Nos arts. 150 a 152, a Constituição Federal dispõe acerca de importantes princípios em matéria tributária, que visam, ao mesmo tempo, limitar o poder dos entes tributantes e proteger os contribuintes. Em relação aos princípios constitucionais tributários, julgue os itens abaixo.

11. ( ) O princípio da anterioridade, segundo o qual as entidades governamentais não podem cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, não se aplica aos impostos sobre importação, exportação, produtos industrializados, propriedade territorial rural e grandes fortunas.

12. ( ) O princípio da uniformidade geográfica comporta atenuações nas hipóteses de concessão de incentivos fiscais que objetivem promover o equilíbrio socioeconômico de diferentes regiões do País.

13. (TRF3) Impostos, taxas, contribuição de melhoria, contribuição de intervenção no domínio econômico e empréstimo compulsório podem ser instituídos:

a) Os três primeiros pelos Estados e os dois últimos pelo Distrito Federal e pela União;

b) Os cinco enumerados pela União;

c) Os dois primeiros pelos Municípios e os três últimos pelo Distrito Federal e pela União;

d) Os quatro primeiros pelo Distrito Federal e os dois últimos pela União.

14. Quanto à legalidade e à irretroatividade tributárias:

(A) prazo de vencimento de tributo não é matéria sob reserva legal, de modo que, mesmo que seja estabelecido por lei, poderá ser alterado por decreto ou portaria.

(B) há exceções constitucionais expressas à irretroatividade tributária quanto à instituição e à majoração de determinados tributos.

(C) a irretroatividade tributária não se aplica aos impostos indiretos.

(D) a irretroatividade tributária não constitui propriamente limitação constitucional ao poder de tributar, mas simples critério de tributação afastável por lei complementar.

(15)

(E) inexiste exceção à legalidade tributária, apenas atenuação quanto à alteração da alíquota, pelo Executivo, de determinados tributos expressamente referidos no texto constitucional.

Juiz de Direito/RS

15. À luz das disposições em vigor da Constituição Federal, assinale a assertiva correta.

(A) Qualquer tributo só pode ter suas alíquotas aumentadas por lei.

(B) As contribuições sociais de seguridade não se sujeitam à exigência de anterioridade de exercício.

(C) Os Estados podem instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.

(D) O empréstimo compulsório criado para custear investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional pode, face à urgência, ser exigido no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que o instituiu.

(E) Diante do princípio da uniformidade geográfica, é vedado à União, em qualquer caso, conceder incentivos fiscais para promover equilíbrio de desenvolvimento socioeconômico entre diferentes regiões do país.

PGE/RS

16. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a anterioridade tributária

a) deve ser observada nas hipóteses de aumento ou instituição de tributo, compreendendo-se como aumento as situações de prorrogação de adicional de alíquota instituído por prazo determinado.

b) caracteriza-se como uma garantia individual do contribuinte.

c) deve ser observada no caso de instituição de tributos, mas admite exceções nos casos de aumento.

d) deve ser observada nos casos de instituição ou aumento de tributos, compreendendo-se, nesse último caso, a atualização monetária mediante índice que reflita corretamente a perda do poder aquisitivo da moeda.

e) caracteriza-se como um princípio, portanto, além das exceções previstas na Constituição, admite uma aplicação em diferentes graus, segundo um exame de proporcionalidade.

Referências

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