SÃO LUÍS
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LUÍS ESTADO DO MARANHÃO – MA
Guarda Municipal 2ª de Classe,
Guarda Municipal Salva Vidas de 2ª Classe e Guarda Municipal Músico de 2º Classe
EDITAL Nº 001/PMSL/2022 CÓD: OP-022JL-22
7908403524303
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. . . . 7
2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais; . . . 7
3. Domínio da ortografia oficial. Emprego das letras. . . .8
4. Emprego da acentuação gráfica. . . .8
5. Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e out- ros elementos de sequenciação textual. . . . 9
6. Emprego/correlação de tempos e modos verbais. Domínio da estrutura morfossintática do período. Emprego das classes de pala- vras. . . .10
7. Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração . . . .16
8. Emprego dos sinais de pontuação. . . .18
9. Concordância verbal e nominal. . . . .19
10. Emprego do sinal indicativo de crase. . . . .21
11. Colocação dos pronomes átonos. . . .21
12. Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. . . .21
13. Adequação da linguagem ao tipo de documento. Adequação do formato do texto ao gênero.. . . .21
Raciocínio Lógico e Matemático
1. Operações com conjuntos . . . 392. Raciocínio lógico numérico: problemas envolvendo operações com números reais e raciocínio sequencial. Conceito de proposição: valores lógicos das proposições; conectivos, negação e tabela-verdade. Tautologias. Condição necessária e suficiente. Argumentação lógica, estruturas lógicas e diagramas lógicos. Equivalências e implicações lógicas. Quantificadores universal e existencial . . . .47
3. Problemas de Contagem: Princípio Aditivo e Princípio Multiplicativo. Arranjos, combinações e permutações. Noções de Probabili- dade. . . .68
Informática Básica
1. Conceitos sobre informática, hardware e software. . . 752. Sistemas operacionais Windows XP/Vista/7/8.1/10BR, Linux e software livre . . . 76
3. Processador de texto (Word 2007/2010/2013/2016BR e LibreOffice 6.x.x ou superior Writer) – Conceitos e uso dos recursos. Planilhas eletrônicas (Excel 2007/2010/2013/2016BR e LibreOffice 6.x.x ou superior Calc) – Conceitos e uso dos recursos. Editor de Apresen- tações (PowerPoint 2007/2010/2013/2016BR e LibreOffice 6.x.x ou superior (Impress) – Conceitos e uso dos recursos. . . .98
4. Redes de computadores – Conceitos, características, equipamentos, transmissão de sinal, topologias, conectores, cabeamento, pro- tocolos e redes sem fio. Conceitos, serviços e tecnologias na Internet e Intranet, web 2.0 e web 3.0. Navegador Internet (Internet Ex- plorer 11 BR, Google Chrome e Mozilla Firefox - Conceitos e uso dos recursos. Conceitos e Ferramentas de busca e pesquisa na Web 5. 108Conceitos sobre tecnologias e ferramentas de colaboração, de correio eletrônico e webmail. . . .115
6. grupos de discussão, de fóruns, de wikis . . . .118
7. Redes sociais . . . .120
8. Segurança da Informação, de sistemas, de equipamentos, em redes e na internet. . . .122
9. Conceitos, aplicativos, proteção, ameaças e vulnerabilidades. . . .124
10. Conceitos sobre cópias de segurança (backup) . . . .126
11. vírus e antivírus. . . .126
12. Criptografia e assinatura digital . . . 127
13. Conceitos sobre tecnologias e ferramentas multimídia, de reprodução de áudio e vídeo, formatos de arquivos, de imagens e figuras. . . .127
ÍNDICE
Direito Constitucional
1. Constituição. Conceito, objeto, elementos e classificações . . . .137
2. Supremacia da Constituição. . . .142
3. Aplicabilidade das normas constitucionais. Interpretação das normas constitucionais. . . .143
4. Poder constituinte: Características; Poder constituinte originário; Poder constituinte derivado . . . .143
5. Princípios fundamentais. . . .143
6. Direitos e garantias fundamentais. . . .144
7. Poder Legislativo. . . .153
8. Poder Executivo . . . .162
9. Poder Judiciário. . . .164
10. Funções essenciais à Justiça. Ministério Público . . . .168
11. Defesa do Estado e das instituições democráticas. Segurança Pública. Organização da segurança pública. . . .172
Direito Penal
1. Fontes do direito penal . . . .1812. Princípios aplicáveis ao direito penal . . . .181
3. Aplicação da lei penal: princípios da legalidade e da anterioridade; a lei penal no tempo e no espaço; tempo e lugar do crime; lei penal excepcional, especial e temporária; territorialidade e extraterritorialidade da lei penal; interpretação da lei penal; analogia; irretroatividade da lei penal; conflito aparente de normas penais . . . .182
4. Crime. Classificação dos crimes; teorias do crime; o fato típico e seus elementos; relação de causalidade; superveniência de causa independente; relevância da omissão; crime consumado e tentado; pena da tentativa; desistência voluntária e arrependimento eficaz; arrependimento posterior; crime impossível; crime doloso, culposo e preterdoloso; agravação pelo resultado; concurso de crimes; erro sobre elementos do tipo; descriminantes putativas; erro determinado por terceiro; erro sobre a pessoa; erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição); coação irresistível e obediência hierárquica; ilicitude e causas de exclusão; excesso punível; culpabilidade: teorias, elementos e causas de exclusão. Imputabilidade penal. Concurso de pessoas. . . .183
5. Crimes contra a pessoa . . . .194
6. Crimes contra o patrimônio. . . 202
7. Crimes contra a propriedade imaterial . . . .207
8. Crimes contra a organização do trabalho. . . .207
9. Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos. . . .208
10. Crimes contra a dignidade sexual . . . .208
11. Crimes contra a família. . . .210
12. Crimes contra a incolumidade pública . . . .210
13. Crimes contra a paz pública . . . .213
14. Crimes contra a fé pública . . . .213
15. Crimes contra a administração pública. . . .214
Direito Processual Penal
1. Inquérito policial (Natureza, conceito, finalidade, características, fundamento, titularidade, grau de cognição, valor probatório, formas de instauração, notitia criminis, delatio criminis, procedimentos investigativos, indiciamento, garantias do investigado; conclusão). . . .2212. Provas (Preservação de local de crime. Requisitos e ônus da prova. Nulidade da prova. Documentos de prova. Reconhecimento de pessoas e coisas. Acareação. Indícios. Busca e apreensão). . . .223
3. Prisão em flagrante. . . .224
ÍNDICE
Direito Administrativo
1. Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e princípios . . . .231
2. Organização administrativa da União; administração direta e indireta . . . .233
3. Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição; direitos e vantagens; regime disciplinar; responsabilidade, criminal e administrativa. . . .240
4. Poderes administrativos: poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder . . .251
5. Atos administrativos: conceitos, requisitos, atributos, classificação, espécies e invalidação. . . .253
6. Controle e responsabilização da administração: controle administrativo; controle judicial; controle legislativo . . . .257
7. Responsabilidade do Estado . . . 260
Conhecimentos Sócio, Culturais e Geográficos de São Luís/MA
1. Conhecimentos sócio, culturais e geográficos de São Luís/MA . . . .275Conteúdo Digital Noções de Legislação Básica
1. Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/1990). . . 32. Abuso de Autoridade (13.869/2019). . . . .4
3. Lei de Tortura (Lei nº 9.455/1997). . . .8
4. Dos Crimes no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990). . . . .8
5. Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003). . . .45
6. Crimes contra o Meio Ambiente (Lei nº 9.605/1998). . . . 50
7. Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). . . 56
8. Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). . . .61
9. Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013). . . . .74
10. Lei Federal Nº 13.675, DE 11 DE JUNHO DE 2018 (INSTITUI O SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA - SUSP); . . . 79
11. Lei Federal n° 13022, de 08 de agosto de 2014 e alterações (ESTATUTO GERAL DAS GUARDAS MUNICIPAIS); . . . .86
12. Lei Municipal n.º 4.615, de 19 de junho de 2006 (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de São Luís-MA – Cota para PCD), regulamentada pelo Decreto Municipal nº 29.650, de 30 de novembro de 2006; . . . .88
13. Leis Municipais nº 5.508 e nº 5.509, de 01 de setembro de 2011, no Decreto Municipal nº 19.980, de 12 de julho de 2000 (Plano de Cargos da Guarda Municipal 2ª Classe).. . . .117
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LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje- tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci- ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta- ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper- tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto, é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi- suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con- ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa- rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível, adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe- cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon- te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques- tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin- tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor quando afirma que...
RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS A partir da estrutura linguística, da função social e da finali- dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas classificações.
Tipos textuais
A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali- dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão específico para se fazer a enunciação.
Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi- cas:
TEXTO NARRATIVO
Apresenta um enredo, com ações e relações entre personagens, que ocorre em determinados espaço e tempo. É contado por um narrador, e se estrutura da seguinte maneira:
apresentação > desenvolvimento >
clímax > desfecho
TEXTO DISSERTATIVO- -ARGUMENTATIVO
Tem o objetivo de defender determi- nado ponto de vista, persuadindo o leitor a partir do uso de argumentos sólidos. Sua estrutura comum é: in- trodução > desenvolvimento > con- clusão.
TEXTO EXPOSITIVO
Procura expor ideias, sem a neces- sidade de defender algum ponto de vista. Para isso, usa-se comparações, informações, definições, conceitua- lizações etc. A estrutura segue a do texto dissertativo-argumentativo.
TEXTO DESCRITIVO
Expõe acontecimentos, lugares, pes- soas, de modo que sua finalidade é descrever, ou seja, caracterizar algo ou alguém. Com isso, é um texto rico em adjetivos e em verbos de ligação.
TEXTO INJUNTIVO
Oferece instruções, com o objetivo de orientar o leitor. Sua maior carac- terística são os verbos no modo im- perativo.
Gêneros textuais
A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe- cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual, podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as- sim como a própria língua e a comunicação, no geral.
Alguns exemplos de gêneros textuais:
• Artigo
• Bilhete
• Bula
• Carta
• Conto
• Crônica
LÍNGUA PORTUGUESA
• Lista
• Manual
• Notícia
• Poema
• Propaganda
• Receita culinária
• Resenha
• Seminário
Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex- to literário seja feito com a estruturação de uma receita culinária, por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali- dade e à função social de cada texto analisado.
DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL.
EMPREGO DAS LETRAS
A ortografia oficial diz respeito às regras gramaticais referentes à escrita correta das palavras. Para melhor entendê-las, é preciso analisar caso a caso. Lembre-se de que a melhor maneira de memo- rizar a ortografia correta de uma língua é por meio da leitura, que também faz aumentar o vocabulário do leitor.
Neste capítulo serão abordadas regras para dúvidas frequentes entre os falantes do português. No entanto, é importante ressaltar que existem inúmeras exceções para essas regras, portanto, fique atento!
Alfabeto
O primeiro passo para compreender a ortografia oficial é co- nhecer o alfabeto (os sinais gráficos e seus sons). No português, o alfabeto se constitui 26 letras, divididas entre vogais (a, e, i, o, u) e consoantes (restante das letras).
Com o Novo Acordo Ortográfico, as consoantes K, W e Y foram reintroduzidas ao alfabeto oficial da língua portuguesa, de modo que elas são usadas apenas em duas ocorrências: transcrição de nomes próprios e abreviaturas e símbolos de uso internacional.
Uso do “X”
Algumas dicas são relevantes para saber o momento de usar o X no lugar do CH:
• Depois das sílabas iniciais “me” e “en” (ex: mexerica; enxer- gar)• Depois de ditongos (ex: caixa)
• Palavras de origem indígena ou africana (ex: abacaxi; orixá) Uso do “S” ou “Z”
Algumas regras do uso do “S” com som de “Z” podem ser ob- servadas:
• Depois de ditongos (ex: coisa)
• Em palavras derivadas cuja palavra primitiva já se usa o “S”
(ex: casa > casinha)
• Nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou origem. (ex: portuguesa)
• Nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa” (ex:
populoso)
Uso do “S”, “SS”, “Ç”
• “S” costuma aparecer entre uma vogal e uma consoante (ex:
diversão)
• “SS” costuma aparecer entre duas vogais (ex: processo)
• “Ç” costuma aparecer em palavras estrangeiras que passa- ram pelo processo de aportuguesamento (ex: muçarela)
Os diferentes porquês
POR QUE Usado para fazer perguntas. Pode ser substituído por “por qual motivo”
PORQUE Usado em respostas e explicações. Pode ser substituído por “pois”
POR QUÊ O “que” é acentuado quando aparece como a última palavra da frase, antes da pontuação final (interrogação, exclamação, ponto final) PORQUÊ É um substantivo, portanto costuma vir
acompanhado de um artigo, numeral, adjetivo ou pronome
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro- núncia semelhantes, porém com significados distintos.
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfe- go (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
Já as palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
EMPREGO DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A acentuação é uma das principais questões relacionadas à Or- tografia Oficial, que merece um capítulo a parte. Os acentos utili- zados no português são: acento agudo (´); acento grave (`); acento circunflexo (^); cedilha (¸) e til (~).
Depois da reforma do Acordo Ortográfico, a trema foi excluída, de modo que ela só é utilizada na grafia de nomes e suas derivações (ex: Müller, mülleriano).
Esses são sinais gráficos que servem para modificar o som de alguma letra, sendo importantes para marcar a sonoridade e a in- tensidade das sílabas, e para diferenciar palavras que possuem a escrita semelhante.
A sílaba mais intensa da palavra é denominada sílaba tônica. A palavra pode ser classificada a partir da localização da sílaba tônica, como mostrado abaixo:
• OXÍTONA: a última sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex:
café)
• PAROXÍTONA: a penúltima sílaba da palavra é a mais intensa.
(Ex: automóvel)
• PROPAROXÍTONA: a antepenúltima sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: lâmpada)
As demais sílabas, pronunciadas de maneira mais sutil, são de- nominadas sílabas átonas.
LÍNGUA PORTUGUESA Regras fundamentais
CLASSIFICAÇÃO REGRAS EXEMPLOS
OXÍTONAS • terminadas em A, E, O, EM, seguidas ou não do plural
• seguidas de -LO, -LA, -LOS, -LAS
cipó(s), pé(s), armazém
respeitá-la, compô-lo, comprometê-los
PAROXÍTONAS
• terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, N, X, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS
• ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não do plural
(OBS: Os ditongos “EI” e “OI” perderam o acento com o Novo Acordo Ortográfico)
táxi, lápis, vírus, fórum, cadáver, tórax, bíceps, ímã, órfão, órgãos, água, mágoa, pônei, ideia, geleia, paranoico, heroico
PROPAROXÍTONAS • todas são acentuadas cólica, analítico, jurídico, hipérbole, último, álibi Regras especiais
REGRA EXEMPLOS
Acentua-se quando “I” e “U” tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de “S”, desde que não sejam seguidos por “NH”
OBS: Não serão mais acentuados “I” e “U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
saída, faísca, baú, país feiura, Bocaiuva, Sauipe Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR” e seus compostos têm, obtêm, contêm, vêm
Não são acentuados hiatos “OO” e “EE” leem, voo, enjoo
Não são acentuadas palavras homógrafas
OBS: A forma verbal “PÔDE” é uma exceção pelo, pera, para
DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL. EMPREGO DE ELEMENTOS DE REFERENCIAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO E REPETIÇÃO, DE CONECTORES E DE OUTROS ELEMENTOS DE SEQUENCIAÇÃO TEXTUAL
A coerência e a coesão são essenciais na escrita e na interpretação de textos. Ambos se referem à relação adequada entre os compo- nentes do texto, de modo que são independentes entre si. Isso quer dizer que um texto pode estar coeso, porém incoerente, e vice-versa.
Enquanto a coesão tem foco nas questões gramaticais, ou seja, ligação entre palavras, frases e parágrafos, a coerência diz respeito ao conteúdo, isto é, uma sequência lógica entre as ideias.
Coesão
A coesão textual ocorre, normalmente, por meio do uso de conectivos (preposições, conjunções, advérbios). Ela pode ser obtida a partir da anáfora (retoma um componente) e da catáfora (antecipa um componente).
Confira, então, as principais regras que garantem a coesão textual:
REGRA CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
REFERÊNCIA
Pessoal (uso de pronomes pessoais ou possessivos) – anafórica
Demonstrativa (uso de pronomes demonstrativos e advérbios) – catafórica
Comparativa (uso de comparações por semelhanças)
João e Maria são crianças. Eles são irmãos.
Fiz todas as tarefas, exceto esta: colonização africana.
Mais um ano igual aos outros...
SUBSTITUIÇÃO Substituição de um termo por outro, para evitar
repetição Maria está triste. A menina está cansada de ficar
em casa.
ELIPSE Omissão de um termo No quarto, apenas quatro ou cinco convidados.
(omissão do verbo “haver”) CONJUNÇÃO Conexão entre duas orações, estabelecendo relação
entre elas Eu queria ir ao cinema, mas estamos de
quarentena.
COESÃO LEXICAL Utilização de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos ou palavras que possuem sentido aproximado e pertencente a um mesmo grupo lexical.
A minha casa é clara. Os quartos, a sala e a cozinha têm janelas grandes.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
OPERAÇÕES COM CONJUNTOS Conjunto dos números inteiros - z
O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos- tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.
N C Z (N está contido em Z) Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
* e + Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
* e - Z*_ Conjunto dos números inteiros negativos
Observamos nos números inteiros algumas características:
• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem (zero).
Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0 Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser dispensado.
• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra. A subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre será do maior número.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ...,
entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal inverti- do, ou seja, é dado o seu oposto.
Exemplo:
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso ade- quado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em ativida- des educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa.
Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas 20.4=80
30.(-1)=-30 80-30=50 Resposta: A
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú- mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual a zero.
Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor- tante a REGRA DE SINAIS:
Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.
Exemplo:
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten- do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem espessura de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10 (B) 15 (C) 18 (D) 20 (E) 22
Resolução:
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm, temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm 36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi- plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú- mero inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8 – 6 = (-a)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e (+a)1 = +a
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
Conjunto dos números racionais – Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma mn , onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n.
N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q) Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Q* Conjunto dos números
racionais não nulos
+ Q+ Conjunto dos números
racionais não negativos
* e + Q*+ Conjunto dos números
racionais positivos
- Q_ Conjunto dos números
racionais não positivos
* e - Q*_ Conjunto dos números
racionais negativos
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO Representação decimal
Podemos representar um número racional, escrito na forma de fração, em número decimal. Para isso temos duas maneiras possíveis:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5 2 = 0,4
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1 = 0,333...
Representação Fracionária
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:
1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado. Ex.:
0,035 = 35/1000
2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente. Exemplos:
Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada quantos dígitos tiver o período da dízima.
– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.
a)
Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.
INFORMÁTICA BÁSICA
CONCEITOS SOBRE INFORMÁTICA, HARDWARE E SOFTWARE Hardware
Hardware refere-se a parte física do computador, isto é, são os dispositivos eletrônicos que necessitamos para usarmos o computador.
Exemplos de hardware são: CPU, teclado, mouse, disco rígido, monitor, scanner, etc.
Software
Software, na verdade, são os programas usados para fazer tarefas e para fazer o hardware funcionar. As instruções de software são programadas em uma linguagem de computador, traduzidas em linguagem de máquina e executadas por computador.
O software pode ser categorizado em dois tipos:
– Software de sistema operacional – Software de aplicativos em geral
• Software de sistema operacional
O software de sistema é o responsável pelo funcionamento do computador, é a plataforma de execução do usuário. Exemplos de software do sistema incluem sistemas operacionais como Windows, Linux, Unix , Solaris etc.
• Software de aplicação
O software de aplicação é aquele utilizado pelos usuários para execução de tarefas específicas. Exemplos de software de aplicativos incluem Microsoft Word, Excel, PowerPoint, Access, etc.
Para não esquecer:
HARDWARE É a parte física do computador
SOFTWARE São os programas no computador (de funcionamento e tarefas) Periféricos
Periféricos são os dispositivos externos para serem utilizados no computador, ou mesmo para aprimora-lo nas suas funcionalidades.
Os dispositivos podem ser essenciais, como o teclado, ou aqueles que podem melhorar a experiencia do usuário e até mesmo melhorar o desempenho do computador, tais como design, qualidade de som, alto falantes, etc.
Tipos:
PERIFÉRICOS DE ENTRADA Utilizados para a entrada de dados;
PERIFÉRICOS DE SAÍDA Utilizados para saída/visualização de dados
• Periféricos de entrada mais comuns.
– O teclado é o dispositivo de entrada mais popular e é um item essencial. Hoje em dia temos vários tipos de teclados ergonômicos para ajudar na digitação e evitar problemas de saúde muscular;
– Na mesma categoria temos o scanner, que digitaliza dados para uso no computador;
– O mouse também é um dispositivo importante, pois com ele podemos apontar para um item desejado, facilitando o uso do com- putador.
• Periféricos de saída populares mais comuns
– Monitores, que mostra dados e informações ao usuário;
– Impressoras, que permite a impressão de dados para material físico;
– Alto-falantes, que permitem a saída de áudio do computador;
– Fones de ouvido.
Sistema Operacional
O software de sistema operacional é o responsável pelo funcionamento do computador. É a plataforma de execução do usuário. Exem- plos de software do sistema incluem sistemas operacionais como Windows, Linux, Unix , Solaris etc.
INFORMÁTICA BÁSICA
• Aplicativos e Ferramentas
São softwares utilizados pelos usuários para execução de tarefas específicas. Exemplos: Microsoft Word, Excel, PowerPoint, Access, além de ferramentas construídas para fins específicos.
SISTEMAS OPERACIONAIS WINDOWS XP/VISTA/7/8.1/10BR, LINUX E SOFTWARE LIVRE
O Windows XP é um sistema operacional desenvolvido pela Microsoft. Sua primeira versão foi lançada em 2001, podendo ser encon- trado na versão Home (para uso doméstico) ou Professional (mais recursos voltados ao ambiente corporativo).
A função do XP consiste em comandar todo o trabalho do computador através de vários aplicativos que ele traz consigo, oferecendo uma interface de interação com o usuário bastante rica e eficiente.
O XP embute uma porção de acessórios muito úteis como: editor de textos, programas para desenho, programas de entretenimento (jogos, música e vídeos), acesso â internet e gerenciamento de arquivos.
Inicialização do Windows XP.
Ao iniciar o Windows XP a primeira tela que temos é tela de logon, nela, selecionamos o usuário que irá utilizar o computador1.
Tela de Logon.
Ao entrarmos com o nome do usuário, o Windows efetuará o Logon (entrada no sistema) e nos apresentará a área de trabalho
1 https://docente.ifrn.edu.br/moisessouto/disciplinas/informatica-basica-1/apostilas/apostila-windows-xp/view
INFORMÁTICA BÁSICA Área de Trabalho
Área de trabalho do Windows XP.
Na Área de trabalho encontramos os seguintes itens:
Ícones
Figuras que representam recursos do computador, um ícone pode representar um texto, música, programa, fotos e etc. você pode adi- cionar ícones na área de trabalho, assim como pode excluir. Alguns ícones são padrão do Windows: Meu Computador, Meus Documentos, Meus Locais de Rede, Internet Explorer.
Alguns ícones de aplicativos no Windows XP.
Barra de tarefas
A barra de tarefas mostra quais as janelas estão abertas neste momento, mesmo que algumas estejam minimizadas ou ocultas sob outra janela, permitindo assim, alternar entre estas janelas ou entre programas com rapidez e facilidade.
A barra de tarefas é muito útil no dia a dia. Imagine que você esteja criando um texto em um editor de texto e um de seus colegas lhe pede para você imprimir uma determinada planilha que está em seu micro. Você não precisa fechar o editor de textos.
Apenas salve o arquivo que está trabalhando, abra a planilha e mande imprimir, enquanto imprime você não precisa esperar que a planilha seja totalmente impressa, deixe a impressora trabalhando e volte para o editor de textos, dando um clique no botão correspon- dente na Barra de tarefas e volte a trabalhar.
Barra de tarefas do Windows XP.
Botão Iniciar
É o principal elemento da Barra de Tarefas. Ele dá acesso ao Menu Iniciar, de onde se pode acessar outros menus que, por sua vez, acionam programas do Windows. Ao ser acionado, o botão Iniciar mostra um menu vertical com várias opções.
Botão Iniciar.
DIREITO CONSTITUCIONAL
CONSTITUIÇÃO. CONCEITO, OBJETO, ELEMENTOS E CLASSIFICAÇÕES
Conceito de Constituição
A Constituição é a norma suprema que rege a organização de um Estado Nacional.
Por não haver na doutrina um consenso sobre o conceito de Constituição, faz-se importante o estudo das diversas concepções que o englobam. Então vejamos:
• Constituição Sociológica
Idealizada por Ferdinand Lassalle, em 1862, é aquela que deve traduzir a soma dos fatores reais de poder que rege determinada nação, sob pena de se tornar mera folha de papel escrita, que não corresponde à Constituição real.
• Constituição Política
Desenvolvida por Carl Schmitt, em 1928, é aquela que decorre de uma decisão política fundamental e se traduz na estrutura do Estado e dos Poderes e na presença de um rol de direitos funda- mentais. As normas que não traduzirem a decisão política funda- mental não serão Constituição propriamente dita, mas meras leis constitucionais.
• Constituição Jurídica
Fundada nas lições de Hans Kelsen, em 1934, é aquela que se constitui em norma hipotética fundamental pura, que traz funda- mento transcendental para sua própria existência (sentido lógico- -jurídico), e que, por se constituir no conjunto de normas com mais alto grau de validade, deve servir de pressuposto para a criação das demais normas que compõem o ordenamento jurídico (sentido ju- rídico-positivo).
Na concepção jurídico-positiva de Hans Kelsen, a Constituição ocupa o ápice da pirâmide normativa, servindo como paradigma máximo de validade para todas as demais normas do ordenamento jurídico.
Ou seja, as leis e os atos infralegais são hierarquicamente inferiores à Constituição e, por isso, somente serão válidos se não contrariarem as suas normas.
Abaixo, segue a imagem ilustrativa da Pirâmide Normativa:
Pirâmide Normativa
Como Normas Infraconstitucionais entendem-se as Leis Com- plementares e Ordinárias;
Como Normas Infralegais entendem-se os Decretos, Portarias, Instruções Normativas, Resoluções, etc.
Constitucionalismo
Canotilho define o constitucionalismo como uma teoria (ou ideologia) que ergue o princípio do governo limitado indispensável à garantia dos direitos em dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade.
Neste sentido, o constitucionalismo moderno representará uma técnica específica de limitação do poder com fins garantísticos.
O conceito de constitucionalismo transporta, assim, um claro juízo de valor. É, no fundo, uma teoria normativa da política, tal como a teoria da democracia ou a teoria do liberalismo.
Partindo, então, da ideia de que o Estado deva possuir uma Constituição, avança-se no sentido de que os textos constitucionais contêm regras de limitação ao poder autoritário e de prevalência dos direitos fundamentais, afastando-se a visão autoritária do an- tigo regime.
Poder Constituinte Originário, Derivado e Decorrente - Refor- ma (Emendas e Revisão) e Mutação da Constituição
Canotilho afirma que o poder constituinte tem suas raízes em uma força geral da Nação. Assim, tal força geral da Nação atribui ao povo o poder de dirigir a organização do Estado, o que se conven- cionou chamar de poder constituinte.
Munido do poder constituinte, o povo atribui parcela deste a órgãos estatais especializados, que passam a ser denominados de Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Portanto, o poder constituinte é de titularidade do povo, mas é o Estado, por meio de seus órgãos especializados, que o exerce.
• Poder Constituinte Originário
É aquele que cria a Constituição de um novo Estado, organizando e estabelecendo os poderes destinados a reger os interesses de uma sociedade. Não deriva de nenhum outro poder, não sofre qualquer limitação na órbita jurídica e não se subordina a nenhuma condição, por tudo isso é considerado um poder de fato ou poder político.
• Poder Constituinte Derivado
Também é chamado de Poder instituído, de segundo grau ou constituído, porque deriva do Poder Constituinte originário, encon- trando na própria Constituição as limitações para o seu exercício, por isso, possui natureza jurídica de um poder jurídico.
• Poder Constituinte Derivado Decorrente
É a capacidade dos Estados, Distrito Federal e unidades da Federação elaborarem as suas próprias Constituições (Lei Orgânica), no intuito de se auto-organizarem. O exercente deste Poder são as Assembleias Legislativas dos Estados e a Câmara Legislativa do Dis- trito Federal.
DIREITO CONSTITUCIONAL
• Poder Constituinte Derivado Reformador
Pode editar emendas à Constituição. O exercente deste Poder é o Congresso Nacional.
• Mutação da Constituição
A interpretação constitucional deverá levar em consideração todo o sistema. Em caso de antinomia de normas, buscar-se-á a so- lução do aparente conflito através de uma interpretação sistemáti- ca, orientada pelos princípios constitucionais.
Assim, faz-se importante diferenciarmos reforma e mutação constitucional. Vejamos:
→ Reforma Constitucional seria a modificação do texto consti- tucional, através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas), alterando, suprimindo ou acrescentando ar- tigos ao texto original.
→ Mutações Constitucionais não seria alterações físicas, pal- páveis, materialmente perceptíveis, mas sim alterações no significa- do e sentido interpretativo de um texto constitucional. A transfor- mação não está no texto em si, mas na interpretação daquela regra enunciada. O texto permanece inalterado.
As mutações constitucionais, portanto, exteriorizam o caráter dinâmico e de prospecção das normas jurídicas, através de proces- sos informais. Informais no sentido de não serem previstos dentre aquelas mudanças formalmente estabelecidas no texto constitucio- nal.
Métodos de Interpretação Constitucional
A hermenêutica constitucional tem por objeto o estudo e a sistematização dos processos aplicáveis para determinar o sentido e o alcance das normas constitucionais. É a ciência que fornece a técnica e os princípios segundo os quais o operador do Direito po- derá apreender o sentido social e jurídico da norma constitucional em exame, ao passo que a interpretação consiste em desvendar o real significado da norma. É, enfim, a ciência da interpretação das normas constitucionais.
A interpretação das normas constitucionais é realizada a partir da aplicação de um conjunto de métodos hermenêuticos desenvol- vidos pela doutrina e pela jurisprudência. Vejamos cada um deles:
• Método Hermenêutico Clássico
Também chamado de método jurídico, desenvolvido por Ernest Forsthoff, considera a Constituição como uma lei em sentido amplo, logo, a arte de interpretá-la deverá ser realizada tal qual a de uma lei, utilizando-se os métodos de interpretação clássicos, como, por exemplo, o literal, o lógico-sistemático, o histórico e o teleológico.
→ Literal ou gramatical: examina-se separadamente o sentido de cada vocábulo da norma jurídica. É tida como a mais singela for- ma de interpretação, por isso, nem sempre é o mais indicado;
→ Lógico-sistemático: conduz ao exame do sentido e do alcan- ce da norma de forma contextualizada ao sistema jurídico que inte- gra. Parte do pressuposto de que a norma é parcela integrante de um todo, formando um sistema jurídico articulado;
→ Histórico: busca-se no momento da produção normativa o verdadeiro sentido da lei a ser interpretada;
→ Teleológico: examina o fim social que a norma jurídica pre- tendeu atingir. Possui como pressuposto a intenção do legislador ao criar a norma.
• Método Tópico-Problemático
Este método valoriza o problema, o caso concreto. Foi ideali- zado por Theodor Viehweg. Ele interpreta a Constituição tentando adaptar o problema concreto (o fato social) a uma norma consti- tucional. Busca-se, assim, solucionar o problema “encaixando” em uma norma prevista no texto constitucional.
• Método Hermenêutico-Concretizador
Seu principal mentor foi Konrad Hesse. Concretizar é aplicar a norma abstrata ao caso concreto.
Este método reconhece a relevância da pré-compreensão do intérprete acerca dos elementos envolvidos no texto constitucional a ser desvendado.
A reformulação desta pré-compreensão e a subsequente re- leitura do texto normativo, com o posterior contraponto do novo conteúdo obtido com a realidade social (movimento de ir e vir) de- ve-se repetir continuamente até que se chegue à solução ótima do problema. Esse movimento é denominado círculo hermenêutico ou espiral hermenêutica.
• Método Científico-Espiritual
Desenvolvido por Rudolf Smend. Baseia-se no pressuposto de que o intérprete deve buscar o espírito da Constituição, ou seja, os valores subjacentes ao texto constitucional.
É um método marcadamente sociológico que analisa as normas constitucionais a partir da ordem de valores imanentes do texto constitucional, a fim de alcançar a integração da Constituição com a realidade social.
• Método Normativo-Estruturante
Pensado por Friedrich Muller, parte da premissa de que não há uma identidade entre a norma jurídico-constitucional e o texto nor- mativo. A norma constitucional é mais ampla, uma vez que alcança a realidade social subjacente ao texto normativo.
Assim, compete ao intérprete identificar o conteúdo da norma constitucional para além do texto normativo. Daí concluir-se que a norma jurídica só surge após a interpretação do texto normativo.
Princípios de Interpretação Constitucional
• Princípio da Unidade da Constituição
O texto constitucional deve ser interpretado de forma a evitar contradições internas (antinomias), sobretudo entre os princípios constitucionais estabelecidos. O intérprete deve considerar a Cons- tituição na sua totalidade, harmonizando suas aparentes contradi- ções.
• Princípio do Efeito Integrador
Traduz a ideia de que na resolução dos problemas jurídico- -constitucionais deve-se dar primazia aos critérios que favoreçam a unidade político-social, uma vez que a Constituição é um elemento do processo de integração comunitária.
• Princípio da Máxima Efetividade
Também chamado de princípio da eficiência, ou princípio da interpretação efetiva, reza que a interpretação constitucional deve atribuir o sentido que dê maior efetividade à norma constitucional para que ela cumpra sua função social.
É hoje um princípio aplicado a todas as normas constitucionais, sendo, sobretudo, aplicado na interpretação dos direitos fundamentais.
DIREITO CONSTITUCIONAL
• Princípio da Justeza
Também chamado de princípio da conformidade funcional, estabelece que os órgãos encarregados da interpretação constitucional não devem chegar a um resultado que subverta o esquema organizatório e funcional traçado pelo legislador constituinte.
Ou seja, não pode o intérprete alterar a repartição de funções estabelecida pelos Poderes Constituintes originário e derivado.
• Princípio da Harmonização
Este princípio também é conhecido como princípio da concordância prática, e determina que, em caso de conflito aparente entre nor- mas constitucionais, o intérprete deve buscar a coordenação e a combinação dos bens jurídicos em conflito, de modo a evitar o sacrifício total de uns em relação aos outros.
• Princípio da Força Normativa da Constituição
Neste princípio o interprete deve buscar a solução hermenêutica que possibilita a atualização normativa do texto constitucional, con- cretizando sua eficácia e permanência ao longo do tempo.
• Princípio da Interpretação conforme a Constituição
Este princípio determina que, em se tratando de atos normativos primários que admitem mais de uma interpretação (normas polissê- micas ou plurissignificativas), deve-se dar preferência à interpretação legal que lhe dê um sentido conforme a Constituição.
• Princípio da Supremacia
Nele, tem-se que a Constituição Federal é a norma suprema, haja vista ser fruto do exercício do Poder Constituinte originário. Essa supremacia será pressuposto para toda interpretação jurídico-constitucional e para o exercício do controle de constitucionalidade.
• Princípio da Presunção de Constitucionalidade das Leis
Segundo ele, presumem-se constitucionais as leis e atos normativos primários até que o Poder Judiciário os declare inconstitucionais.
Ou seja, gozam de presunção relativa.
• Princípio da Simetria
Deste princípio extrai-se que, as Constituições Estaduais, a Lei Orgânica do Distrito Federal e as Leis Orgânicas Municipais devem se- guir o modelo estatuído na Constituição Federal.
• Princípio dos Poderes Implícitos
Segundo a teoria dos poderes implícitos, para cada dever outorgado pela Constituição Federal a um determinado órgão, são implici- tamente conferidos amplos poderes para o cumprimento dos objetivos constitucionais.
Classificação das Constituições
• Quanto à Origem
a) Democrática, Promulgada ou Popular: elaborada por legítimos representantes do povo, normalmente organizados em torno de uma Assembleia Constituinte;
b) Outorgada: Imposta pela vontade de um poder absolutista ou totalitário, não democrático;
c) Cesarista, Bonapartista, Plebiscitária ou Referendária: Criada por um ditador ou imperador e posteriormente submetida à aprova- ção popular por plebiscito ou referendo.
• Quanto ao Conteúdo
a) Formal: compõe-se do que consta em documento solene;
b) Material: composta por regras que exteriorizam a forma de Estado, organizações dos Poderes e direitos fundamentais, podendo ser escritas ou costumeiras.
• Quanto à Forma
a) Escrita ou Instrumental: formada por um texto;
a.i) Escrita Legal – formada por um texto oriundo de documentos esparsos ou fragmentados;
a.ii) Escrita Codificada – formada por um texto inscrito em documento único.
b) Não Escrita: identificada a partir dos costumes, da jurisprudência predominante e até mesmo por documentos escritos.
• Quanto à Estabilidade, Mutabilidade ou Alterabilidade a) Imutável: não prevê nenhum processo para sua alteração;
b) Fixa: só pode ser alterada pelo Poder Constituinte Originário;
c) Rígida: o processo para a alteração de suas normas é mais difícil do que o utilizado para criar leis;
d) Flexível: o processo para sua alteração é igual ao utilizado para criar leis;
e) Semirrígida ou Semiflexível: dotada de parte rígida e parte flexível.
• Quanto à Extensão
a) Sintética: regulamenta apenas os princípios básicos de um Estado, organizando-o e limitando seu poder, por meio da estipulação de direitos e garantias fundamentais;
b) Analítica: vai além dos princípios básicos e dos direitos fundamentais, detalhando também outros assuntos, como de ordem eco- nômica e social.
DIREITO PENAL
FONTES DO DIREITO PENAL
O Direito Penal regula a vida social, traz a pacificação, e impõe sanções através do Estado-juiz. Dependendo de qual autor dou- trinário adotado, o Direito Penal tem uma função específica. Por exemplo, para Roxin, a finalidade do Direito Penal é a proteção dos bens jurídicos; já para Jakobs, a principal função do Direito Penal é a proteção da norma.
A União possui a competência legislativa de legislar sobre Di- reito Penal (fonte material). A fonte formal se divide em imediata e mediata:
Fonte formal imediata Fonte formal mediata A Constituição Federal, leis
penais. Doutrina, jurisprudência etc.
Em suma, como o cidadão não pode punir com as próprias mãos, o Estado elege condutas a serem punidas e como puni-las.
Dessa forma, o Direito Penal traz o preceito incriminador, que caso se concretize, nasce a pretensão estatal de punir este indivíduo, por meio do devido processo legal.
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS AO DIREITO PENAL Princípio da Legalidade
Nenhum fato pode ser considerado crime e nenhuma pena cri- minal pode ser aplicada sem que antes da ocorrência deste fato exista uma lei definindo-o como crime e cominando-lhe a sanção correspondente (nullum crimen sine praevia lege). Ou seja, a lei precisa existir antes da conduta, para que seja atendido o princípio da legalidade.
Princípio da Reserva Legal
Somente a lei em sentido estrito, emanada do Poder Legisla- tivo, pode definir condutas criminosas e estabelecer sanções pe- nais. Todavia, de acordo com posicionamento do STF, norma não incriminadora (mais benéfica ao réu) pode ser editada por medida provisória. Outro entendimento interessante do STF é no sentido de que no Direito Penal cabe interpretação extensiva, uma vez que, nesse caso a previsão legal encontra-se implícita.
Princípio da Taxatividade
Significa a proibição de editar leis vagas, com conteúdo impre- ciso. Ou seja, ao dizer que a lei penal precisa respeitar a taxativida- de enseja-se a ideia de que a lei tem que estabelecer precisamente a conduta que está sendo criminalizada. No Direito Penal não resta espaço para palavras não ditas.
Princípio da anterioridade da lei penal
Em uma linguagem simples, a lei que tipifica uma conduta pre- cisa ser anterior à conduta.
Na data do fato a conduta já precisa ser considerada crime, mesmo porque como veremos adiante, no Direito Penal a lei não retroage para prejudicar o réu, só para beneficiá-lo.
Ou seja, a anterioridade culmina no princípio da irretroativida- de da lei penal. Somente quando a lei penal beneficia o réu, estabe- lecendo uma sanção menos grave para o crime ou quando deixa de considerar a conduta como criminosa, haverá a retroatividade da lei penal, alcançando fatos ocorridos antes da sua vigência.
• 1º fato;
• Depois lei;
• A lei volta para ser aplicada aos fatos anteriores a ela.
Por outro lado, o princípio da irretroatividade determina que se a lei penal não beneficia o réu, não retroagirá. E você pode estar se perguntando, caso uma nova lei deixar de considerar uma con- duta como crime o que acontece? Abolitio criminis. Nesse caso, a lei penal, por ser mais benéfica ao réu, retroagirá.
No caso das leis temporárias, a lei continua a produzir efeitos mesmo após o fim da sua vigência, caso contrário, causaria impu- nidade. Não gera abolitio criminis, mas sim uma situação de ultra- tividade da lei. A lei não está mais vigente, porque só abrangia um período determinado, mas para os fatos praticados no período que estava vigente há punição.
Princípio da individualização da pena
As pessoas são diferentes, os crimes por mais que se enqua- drem em um tipo penal, ocorrem de maneira distinta. Assim, a in- dividualização da pena busca se adequar à individualidade de cada um, em 3 fases:
• Legislativa: o legislador ao pensar no crime e nas penas em abstrato precisa ter proporcionalidade para adequar a cominação de punições à gravidade dos crimes;
• Judicial: o juiz ao realizar a dosimetria da pena precisa ade- quar o tipo penal abstrato ao caso concreto;
• Administrativa: na execução da pena as decisões do juiz da execução precisam ser pautadas na individualidade de cada um.
Princípio da intranscendência da pena
Este princípio impede que a pena ultrapasse a pessoa do in- frator, ex. não se estende aos familiares. Todavia, a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens podem ser atribuídas aos sucessores, mas somente até o limite do valor da herança. Isso ocorre porque tecnicamente o bem é do infrator, os sucessores vão utilizar o dinheiro do infrator para realizarem o pa- gamento.
Multa é espécie de pena, portanto, não pode ser executada em face dos herdeiros. Com a morte do infrator extingue-se a punibili- dade, não podendo ser executada a pena de multa.
DIREITO PENAL Princípio da limitação das penas ou da humanidade
De acordo com a Constituição Federal, são proibidas as seguin- tes penas:
• Morte (salvo em caso de guerra declarada);
• Perpétua;
• Trabalho forçado;
• Banimento;
• Cruéis.
Esse ditame consiste em cláusula pétrea, não podendo ser suprimido por emenda constitucional. Ademais, em razões dessas proibições, outras normas desdobram-se – ex. o limite de cumpri- mento de pena é de 40 anos, para que o condenado não fique para sempre preso; o trabalho do preso sempre é remunerado.
Princípio da Presunção de Inocência ou presunção de não cul- pabilidade
Arrisco dizer que é um dos princípios mais controversos no STF.
Em linhas gerais, significa que nenhuma pessoa pode ser conside- rada culpada antes do trânsito em julgado da sentença penal con- denatória.
Tal princípio está relacionado ao in dubio pro reo, pois enquan- to existir dúvidas, o juiz deve decidir a favor do réu. Outra implica- ção relacionada é o fato de que o acusador possui a obrigação de provar a culpa do réu. Ou seja, o réu é inocente até que o acusador prove sua culpa e a decisão se torne definitiva.
Exceções: utiliza-se o princípio in dubio pro societate no caso de recebimento de denúncia ou queixa; na decisão de pronúncia.
Não é uma exceção, faz parte da regra: prisões cautelares não ofendem a presunção de inocência, pois servem para garantir que o processo penal tenha seu regular trâmite.
Obs.: Prisão como cumprimento de pena não se confunde com prisão cautelar!
• Processos criminais em curso e IP não podem ser considera- dos maus antecedentes;
• Não há necessidade de condenação penal transitada em jul- gado para que o preso sofra regressão de regime;
• A descoberta da prática de crime pelo acusado beneficiado com a suspensão condicional do processo enseja revogação do be- nefício, sem a necessidade do trânsito em julgado da sentença con- denatória do crime novo.
▪ Vedações constitucionais aplicáveis a crimes graves
Imprescritível Inafiançável Não recebem anistia, graça,
indulto Racismo e
Ação de grupos armados civis
ou militares contra a ordem
constitucional e o Estado Democrático.
Racismo; Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;
Hediondos e equiparados (TTT).
Hediondos e equiparados (terrorismo, tráfico
e tortura).
▪ Menoridade Penal
A menoridade penal até os 18 anos consta expressamente na CF. Alguns consideram cláusula pétrea, outros entendem que uma emenda constitucional poderia diminuir a idade. De toda forma, atualmente, os menores de 18 anos não respondem penalmente, estando sujeitos ao ECA.
APLICAÇÃO DA LEI PENAL: PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE; A LEI PENAL NO
TEMPO E NO ESPAÇO; TEMPO E LUGAR DO CRIME;
LEI PENAL EXCEPCIONAL, ESPECIAL E TEMPORÁRIA;
TERRITORIALIDADE E EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL; INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL;
ANALOGIA; IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL;
CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS Lei Penal em Branco
▪ Interpretação e Analogia
As normas penais em branco são normas que dependem do complemento de outra norma.
Norma Penal em branco
Homogênea Norma Penal em branco Heterogênea A norma complementar
possui o mesmo nível hierárquico da norma penal.
Quando homovitelina, corresponde ao mesmo
ramo do Direito, ex.
Penal e Penal. Quando heterovitenila, abrange ramos diferentes do Direito,
ex. Penal e Civil.
A norma complementar não possui o mesmo nível hierárquico da norma penal. Ex.
o complemento da lei de drogas está em decreto que define substâncias consideradas drogas.
Outro ponto fundamental é a diferenciação entre analogia e interpretação analógica:
A lei penal admite interpretação analógica para incluir hipóteses análogas às elencadas pelo legislador,
ainda que prejudiciais ao agente.
Já a analogia só pode ser utilizada em normas não incriminadoras, para
beneficiar o réu. Lei Penal no Tempo
▪ Conflito Aparente de Leis Penais e Tempo do Crime
Sobre o tempo do crime, é importante saber que: A teoria da atividade é adotada pelo Código Penal, de maneira que, conside- ra-se praticado o crime no momento da ação ou omissão (data da conduta).
Nos crimes permanentes e continuados aplica-se a lei em vigor ao final da prática criminosa, ainda que mais gravosa. Não é caso de retroatividade, pois na verdade, a lei mais grave está sendo aplica- da a um crime que ainda está sendo praticado.
Sobre o conflito aparente de leis penais, a doutrina resolve essa aparente antinomia através dos seguintes princípios:
• Princípio da especialidade = norma especial prevalece sobre a geral, ex. infanticídio.
• Princípio da subsidiariedade = primeiro tentar aplicar o crime mais grave, se não for o caso, aplicar a norma subsidiária, menos grave.
• Consunção = ao punir o todo pune a parte. Ex. crime progres- sivo (o agente necessariamente precisa passar pelo crime menos grave), progressão criminosa (o agente queria praticar um crime menos grave, mas em seguida pratica crime mais grave), atos im- puníveis (prévios, simultâneos ou subsequentes).
DIREITO PENAL Lei Penal no Espaço
▪ Lugar do Crime, Territorialidade e Extraterritorialidade Quanto à aplicação da lei penal no espaço, a regra adotada no Brasil é a utilização do princípio da territorialidade, ou seja, aplica- -se a lei penal aos crimes cometidos no território nacional.
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no ter- ritório nacional.
Como o CP admite algumas exceções, podemos dizer que foi adotado o princípio da territorialidade mitigada/temperada.
Fique atento, pois são considerados como território brasileiro por extensão:
• Navios e aeronaves públicos;
• Navios e aeronaves particulares, desde que se encontrem em alto mar ou no espaço aéreo. Ou seja, não estando no território de nenhum outro país.
Por outro lado, a extraterritorialidade é a aplicação da lei penal brasileira a um fato criminoso que não ocorreu no território nacio- nal.Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
I - os crimes (EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA):
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa públi- ca, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
II - os crimes (EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA):
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a repri- mir;b) praticados por brasileiro;
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mer- cantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depen- de do concurso das seguintes condições:
a) entrar o agente no território nacional;
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasilei- ra autoriza a extradição;
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favo- rável.
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condi- ções previstas no parágrafo anterior:
Quanto ao lugar do crime, a teoria adotada é a da ubiquidade:
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocor- reu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
Portanto, o lugar do crime é tanto o local da ação/omissão, quanto o local da ocorrência do resultado, ex. o local do disparo da arma e o local da morte.
CRIME. CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES; TEORIAS DO CRIME; O FATO TÍPICO E SEUS ELEMENTOS;
RELAÇÃO DE CAUSALIDADE; SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE; RELEVÂNCIA DA OMISSÃO; CRIME CONSUMADO E TENTADO;
PENA DA TENTATIVA; DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ; ARREPENDIMENTO POSTERIOR; CRIME IMPOSSÍVEL; CRIME DOLOSO, CULPOSO E PRETERDOLOSO; AGRAVAÇÃO PELO RESULTADO; CONCURSO DE CRIMES; ERRO SOBRE ELEMENTOS DO TIPO; DESCRIMINANTES PUTATIVAS;
ERRO DETERMINADO POR TERCEIRO; ERRO SOBRE A PESSOA; ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO (ERRO DE PROIBIÇÃO); COAÇÃO IRRESISTÍVEL E OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA; ILICITUDE E CAUSAS DE EXCLUSÃO; EXCESSO PUNÍVEL; CULPABILIDADE:
TEORIAS, ELEMENTOS E CAUSAS DE EXCLUSÃO.
IMPUTABILIDADE PENAL. CONCURSO DE PESSOAS Conceito
O crime, para a teoria tripartida, é fato típico, ilícito e cul- pável. Alguns, entendem que a culpabilidade não é elemento do crime (teoria bipartida).
Classificações
• Crime comum: qualquer pessoa pode cometê-lo.
• Crime próprio: exige determinadas qualidades do sujeito.
• Crime de mão própria: só pode ser praticado pela pessoa.
Não cabe coautoria.
• Crime material: se consuma com o resultado.
• Crime formal: se consuma independente da ocorrência do resultado.
• Crime de mera conduta: não há previsão de resultado na- turalístico.
Fato Típico e Teoria do Tipo
O fato típico divide-se em elementos:
• Conduta humana;
• Resultado naturalístico;
• Nexo de causalidade;
• Tipicidade.
▪ Teorias que explicam a conduta Teoria Causal-
Naturalística Teoria Finalista
(Hans Welzel) Teoria Social Conduta como
movimento corporal.
Conduta é ação voluntária (dolosa ou
culposa) destinada a uma finalidade.
Ação humana voluntária com relevância social.
A teoria finalista da conduta foi adotada pelo Código Penal, pois como veremos adiante o erro constitutivo do tipo penal exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. Isso demonstra que o dolo e a culpa se inserem na conduta.
A conduta humana pode ser uma ação ou omissão. Há tam- bém o crime omissivo impróprio, no qual a ele é imputado o resultado, em razão do descumprimento do dever de vigilância, de acordo com a TEORIA NATURALÍSTICO-NORMATIVA.