• Nenhum resultado encontrado

Direito Processual Civil

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Direito Processual Civil"

Copied!
48
0
0

Texto

(1)

Direito

Processual Civil

TRF/1ª Região

Prof. Michely Vieira Santos

w ww.concurseir o24ho ra s.com .br

01 01

(2)

AULA INAUGURAL

... 1

AULA INAUGURAL ... 2

1. OBSERVAÇÕES INICIAIS ... 2

1.1. SOBRE O CURSO ... 3

1.2. CRONOGRAMA DE AULAS ... 4

2. CAPACIDADE DE SER PARTE, CAPACIDADE PROCESSUAL E POSTULATÓRIA ... 5

3. DAS PESSOAS CASADAS ... 11

4. REPRESENTAÇÃO ... 13

5. INCAPACIDADE PROCESSUAL E IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO ... 16

6. DOS DEVERES DAS PARTES E DOS SEUS PROCURADORES ... 17

7. RESPONSABILIDADES ... 20

8. DAS DESPESAS E DAS MULTAS ... 22

9. DOS PROCURADORES ... 27

10. DA SUBSTITUIÇÃO DAS PARTES E DOS PROCURADORES ... 30

11. OBSERVAÇÕES FINAIS ... 33

12. REVISÃO DA AULA ... 33

13. ARTIGOS ESTUDADOS ... 36

14. QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA ...44

15. GABARITO ... 47

16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 48 Este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

Valorize o trabalho do professor e adquira o curso de forma honesta. Informe-se sobre nosso sistema “Rateio Legal” no site www.concurseiro24horas.com.br

1. Observações Iniciais

Olá Concurseiro!

(3)

É uma enorme satisfação poder estar aqui. Nosso compromisso com vocês é a preparação de alto nível.

Trata-se de um curso pré-edital, estruturado com base no Edital FCC de 2011.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, tem sob sua jurisdição o Distrito Federal e os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O último edital foi lançado em 31/01/2011, e o certame foi organizado pela banca FCC, conforme anunciado anteriormente. Para os cargos de Analista Administrativo e Analista Judiciário, a validade do atual concurso expira em 07/06/2015. Para o cargo de Técnico Judiciário, o vencimento ocorre em 20/12/2015.

Importa ainda salientar que a Comissão de Concurso já foi formada em 05/02/2015, ou seja, é hora de largarmos na frente e nos prepararmos antecipadamente.

1.1. Sobre o Curso

Uma das vantagens dos cursos em pdf é ser prático, com abordagem objetiva, clara e específica aos tópicos do edital. Assim será nosso curso! Não devemos passar superficialmente na matéria, pois isso pode ser suficiente para acertar algumas questões;

no entanto, uma questão mais elaborada pode nos fazer cair.

Nosso curso seguirá a seguinte sistemática:

Exposição teórica do conteúdo, de forma simples e objetiva, com a linguagem mais acessível possível.

Tabelas, esquemas e resumos, visando facilitar a revisão dos assuntos.

Resolução de exercícios, complementando e massificando o conhecimento.

Nosso curso será, sempre que possível, ESQUEMATIZADO da seguinte forma:

(4)

Teoria Doutrina Legislação Jurisprudência Questões comentadas Macetes Esquemas Exemplos

Abrangeremos, de modo aprofundado, os aspectos mais relevantes de cada tópico do conteúdo exigido.

Tudo o que for posto aqui, por mais aprofundado que pareça, é necessário para o entendimento completo da disciplina.

As aulas deste curso são preparadas de acordo com os melhores livros doutrinários de Direito Processual Civil e legislação pertinente e atualizada.

Sabemos que o novo código de processo civil foi publicado (Lei 13.105 de 16 de março de 2015), todavia, a nova lei só entra em vigor em março de 2016, conforme expresso no art.

1.045. Assim, trabalharemos o conteúdo com base no código vigente (Lei 5.869/1973).

Por fim, uma breve apresentação:

Meu nome é Michely Vieira Santos, 29 anos, graduada em Direto, especializada em Direito Público e com formação para Magistério Superior. Fui servidora pública por 4 anos, atuei como advogada em empresa privada por 3 anos. Atualmente exerço a advocacia e aguardo a nomeação para o cargo de Especialista em Regulação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ (concurso 2014/2015).

1.2. Cronograma de aulas 1

AULA DATA CONTEÚDO

01 11/06/2015 Das partes e dos procuradores.

02 03/07/2015 Dos Órgãos Judiciários e dos Auxiliares da Justiça.

03 10/07/2015 Dos Atos Processuais.

(5)

04 20/07/2015 Do Processo e do Procedimento: Das disposições gerais.

Do Procedimento Ordinário.

05 10/08/2015 Dos Recursos: Das disposições gerais; Da Apelação; Do Agravo; Dos Embargos de Declaração.

06 24/08/2015

Do Processo de Execução.

Da Execução em Geral: Das Diversas Espécies de Execução:

Das disposições gerais. Da Execução para Entrega da Coisa.

Da Execução das obrigações de fazer e de não fazer. Da execução por quantia certa contra devedor solvente.

07 07/09/2015 Dos Embargos do Devedor.

Da Suspensão e da Extinção do Processo de Execução.

08 24/09/2015

Mandado de Segurança.

Ação Civil Pública.

Execução Fiscal.

09 05/10/2015 Juizado Especial Federal.

TÓPICO DE HOJE: Das partes e dos procuradores.

2. Capacidade de ser Parte, Capacidade Processual e Postulatória

Partes são aquelas pessoas que participam da relação jurídica processual contraditória, desenvolvida perante o juiz.

Às partes cabem, na defesa de seus interesses, praticar atos destinados ao exercício do direito de ação e de defesa, como, por exemplo, a produção de provas no processo.

Também é possível conceituar como aqueles que pedem, ou contra os quais se pede, a prestação jurisdicional. São os sujeitos ativo (autor) e passivo (réu), respectivamente, da pretensão e da lide.

Todas as pessoas, e deste modo, também as partes, possuem a capacidade de direito, que é a aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações na

(6)

esfera civil. Porém, a capacidade de fato ou de exercício, não são todos que a possuem.

Já vamos entender melhor!!

Capacidade de direito é igual à capacidade de ser parte, ou seja, é a aptidão para ser parte em um processo. Depende unicamente da personalidade, de ser pessoa (ser pessoa

= nascimento com vida). Significa em outras palavras, aptidão para ser autor e réu.

Capacidade de ser parte é ABSOLUTA. Sendo assim, TODAS AS PESSOAS (naturais e jurídicas), bem como os sujeitos de direito despersonificados (nascituro, Ministério Público, condomínio, massa falida, espólio, herança, sociedade sem personalidade jurídica) podem ser parte.

Por sua vez, a capacidade processual (capacidade de fato ou de exercício) tem a ver com a possibilidade da parte praticar atos do processo sem o acompanhamento de outra pessoa. Em outras palavras, tem capacidade processual aquele que puder agir sozinho em juízo, realizando atos processuais de forma autônoma, sem o apoio de assistente ou representante legal.

Art. 7º Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos em capacidade para estar em juízo.

O art. 7ª atribui a capacidade processual apenas aos que se achem no exercício dos seus direitos, o que se traduz na capacidade processual, pois estão aptos para estar em juízo e, pessoalmente, pratica atos processuais, independente de assistência ou representação.

ATENÇÃO!! A CAPACIDADE PROCESSUAL É PRESSUPOSTO DE VALIDADE DO PROCESSO, OU SEJA, AS PARTES PRECISAM DELA PARA A PRÁTICA DOS ATOS PROCESSUAIS.

No que tange aos incapazes, vejamos:

Art. 8º Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil.

O absolutamente e o relativamente incapaz necessitam de representante e assistente, respectivamente. Quando representada não participará dos atos, quando assistida participará de sua realização em conjunto com quem assiste.

(7)

Ocorrendo a representação ou a assistência o Ministério Público funcionará como interveniente sob pena de nulidade do processo. Nesse caso, atuará como custos legis, ou seja, fiscal da lei, com o intuito de resguardar ao máximo os direitos do incapaz.

DICA:

Mas professora, quem é absoluta ou relativamente incapaz? Para esclarecer e conhecer vamos ao Código Civil Brasileiro:

Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:

I - os menores de dezesseis anos;

II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;

III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;

III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;

IV - os pródigos.

Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial.

Em casos específicos, o juiz dará curador especial.

Art. 9º O juiz dará curador especial:

I - ao incapaz, se não tiver representante legal, ou se os interesses deste colidirem com os daquele;

II - ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

Parágrafo único. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes, a este competirá a função de curador especial.

• Incapacidade ABSOLUTA.

• O incapaz não participa dos atos.

REPRESENTAÇÃO

• Incapacidade RELATIVA.

• O incapaz participa dos atos em conjunto com quem assiste.

ASSISTÊNCIA

(8)

O curador especial será dado tanto ao incapaz, quanto ao réu preso, bem como à pessoa citada que for revel (sofreu efeitos da revelia) e irá praticar os atos processuais para estas pessoas em determinados processos.

O curador do incapaz não se tornará seu representante em definitivo; como ressaltado, sua atuação se restringirá ao processo para o qual foi nomeado.

Por fim, vamos entender a capacidade postulatória, que nada mais do que a aptidão para requerer perante os órgãos estatais investidos da jurisdição. Em regra, essa espécie de capacidade é privativa do advogado regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No entanto, essa regra do “jus postulandi” também comporta exceções, pois há casos em que a lei reconhece capacidade postulatória para a própria parte, tal qual ocorre na ação de “habeas corpus”.

DICA:

RESUMINDO:

CAPACIDADE DE SER PARTE

CAPACIDADE PROCESSUAL

CAPACIDADE POSTULATÓRIA

Capacidade de direito:

personalidade (ser pessoa)

Capacidade de fato, de exercício: Capacidade civil (18 anos e com o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil)

Pessoa capaz: advogado

• tem capacidade de ser parte.

PESSOA

• tem capacidade processual.

PESSOA CAPAZ

• tem capacidade postulatória.

PESSOA CAPAZ

ADVOGADO

(9)

QUESTÃO 01 (FCC – 2010 – TRT-12ª Região – SC – Técnico Judiciário – Área Administrativa). Os menores de dezesseis anos, apesar de serem titulares do direito material violados não podem ajuizar a ação competente sem estarem representados ou assistidos na forma da lei, por:

a) falta de capacidade para ser parte.

b) serrem entes despersonalizados.

c) falta de capacidade postulatória.

d) ausência de interesse de agir.

e) falta de capacidade processual.

COMENTÁRIOS: Vamos analisar item por item.

Alternativa a: a capacidade para ser parte, como vimos, é a capacidade de direito que significa o direito de personalidade, bastando o nascimento com vida. Sendo assim, os menores de dezesseis anos bem como qualquer pessoa possuem capacidade de ser parte.

Alternativa b: a expressão “entes despersonalizados” é utilizada na doutrina para designar entidades que não receberam qualquer denominação legal, ou seja, não foram inseridas na categoria pessoa jurídica.

Alternativa c: a capacidade postulatória, salvo exceções legais, pertence aos advogados.

Alternativa d: o interesse de agir, uma das condições da ação, é de maneira geral a necessidade de se valer do Poder Judiciário para a solução de um conflito de interesses entre partes.

Alternativa e: a capacidade postulatória ocorre quando se pode praticar atos processuais pessoalmente sem depender de assistência ou representação. Dessa maneira, essa é a alternativa da questão, pois sendo o menor de dezesseis anos INCAPAZ ele não poderá praticar os atos processuais de forma independente.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra E.

QUESTÃO 02 (FCC – 2014 – DPE – PB - Defensor Público). "Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo". Este conceito é

a) falso, porque é preciso ser advogado para se ter a capacidade processual e para se estar em juízo.

b) verdadeiro e diz respeito à capacidade postulatória, a ser exercida em regra por meio de advogados que representem a parte.

(10)

c) verdadeiro e diz respeito à legitimação processual, conceito que se confunde com o de capacidade para estar em juízo.

d) falso, porque é preciso a maioridade civil para se estar em juízo e poder exercer pessoalmente a capacidade postulatória nos autos.

e) verdadeiro e diz respeito à capacidade processual, que não se confunde com a capacidade postulatória.

COMENTÁRIOS:

A afirmativa faz referência à literalidade do art. 7º, do CPC/73, que diz respeito à capacidade processual.

A capacidade processual não se confunde com a capacidade postulatória. A primeira, capacidade processual, corresponde à capacidade de estar em juízo, pessoalmente, ou seja, independentemente de estar representado ou assistido por alguém. A segunda, capacidade postulatória, diz respeito à capacidade para atuar como procurador em juízo, capacidade esta atribuída, em regra, somente aos advogados.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra E.

ATENÇÃO! PERCEBAM QUE BANCAS COMO FCC ADORAM COBRAR A LITERALIDADE DA LEI. ASSIM, ALÉM DE ENTENDER O CONTEÚDO, A LEITURA ATENTA DOS ARTIGOS TAMBÉM É MUITO IMPORTANTE. DESSA MANEIRA, ALÉM DE CITAR OS ARTIGOS DURANTE A AULA TAMBÉM VOU ELENCÁ-LOS EM ORDEM NO FINAL DE CADA AULA PARA QUE VOCÊS POSSAM FIXAR AINDA MAIS,

OK??

QUESTÃO 03 (FCC – 2012 – TRF - 2ª Região – Técnico Judiciário – Área Administrativa). Roberval é maior, capaz, técnico em computação, reside da cidade do Rio de Janeiro, se acha em pleno exercício de seus direitos e habilitado a todos os atos da vida civil.

Nesse caso, Roberval

a) tem capacidade postulatória e capacidade para estar em juízo.

b) tem capacidade postulatória, mas não tem capacidade para estar em juízo.

c) tem capacidade para estar em juízo, mas não tem capacidade postulatória.

d) não tem capacidade postulatória, nem capacidade para estar em juízo.

(11)

COMENTÁRIOS: Vamos relembrar.

Capacidade de ser parte: é a aptidão para figurar em um dos polos da relação processual.

A detém quem tem capacidade de direito, ou seja, toda as pessoas.

Capacidade de estar em juízo: também chamada capacidade processual, é a aptidão para agir por si só em juízo. Detém quem possui capacidade de fato (absolutamente capazes).

Capacidade postulatória: conferida aos advogados regularmente inscritos na OAB (REGRA).

Portanto, na questão, sendo Roberval capaz, em pleno exercício de seus direitos e habilitado a todos os atos da vida civil, ele tem capacidade de estar em juízo (e, claro, capacidade de ser parte). Porém, não tem capacidade postulatória, pois não é advogado.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra C.

3. Das Pessoas Casadas

Sobre as pessoas casadas:

Art. 10 O cônjuge somente necessitará do consentimento do outro para propor ações que versem sobre direito reais imobiliários.

Em regra, as pessoas casadas possuem capacidade processual plena, o que significa que podem praticar atos processuais. Entretanto, conforme o art. 10, quando a ação versar sobre direitos reais imobiliários, será necessário que a capacidade processual seja integrada com o consentimento do outro cônjuge.

A outorga proveniente da mulher é chamada de uxória e quando proveniente do homem é chamada de marital.

Como toda boa regra temos uma exceção: não haverá necessidade de outorga para ações que versem sobre direito imobiliário quando se tratar de casamento regido pela SEPARAÇÃO ABSOLUTADA DE BENS.

O art. 11 determina que cabe ao juiz, suprir a outorga, quando um dos cônjuges a denegue sem motivo justo, ou lhe seja impossível concede-la.

(12)

Art. 11. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente, quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo, ou lhe seja impossível dá-la.

Parágrafo único. A falta, não suprida pelo juiz, da autorização ou da outorga, quando necessária, invalida o processo.

Caiu na prova:

QUESTÃO 04 (FCC – 2012 – TRF – 5ª Região – Analista Judiciário – Execução de Mandados). Com relação à capacidade processual é correto afirmar:

a) no atual sistema jurídico pátrio, os cônjuges não necessitam do consentimento do outro para a propositura de ação de qualquer natureza.

b) ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, em nenhuma hipótese.

c) a jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes e pelos integrantes do Ministério Público, nos termos da lei.

d) o juiz dará curador especial ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

e) ambos os cônjuges serão citados, necessariamente, para as ações que versem sobre direitos pessoais mobiliários.

COMENTÁRIOS: Vamos analisar os itens.

Alternativa a: Errado. O cônjuge necessita do consentimento do outro para propor ações que versem sobre direitos reais imobiliários (Art. 10 CPC).

Alternativa b: Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, SALVO quando autorizado por lei (Art. 6º CPC).

Alternativa c: Errado. A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida somente pelos juízes e não também pelos integrantes do Ministérios Público (Art. 1º CPC).

Alternativa d: Correta. Mais uma vez literalidade da lei. Art. 9º: O juiz dará curador especial: II - ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

Alternativa e: Errada. No caso de ações que versem sobre direito mobiliários não há que se falar em consentimento do outro cônjuge (Art. 10 CPC).

(13)

CUIDADO!!!!PRESTEM BASTANTE ATENÇÃO COM O PEGA DA LETRA “E”!! EM UMA LEITURA RÁPIDA O CANDIDATO PODE NÃO PERCEBER QUE SE TRATA DE DIREITOS MOBILIÁRIOS E PENSAR OU LER AUTOMATICAMENTE DIREITOS IMOBILIÁRIOS.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra D.

4. Representação

A representação processual é a relação jurídica pela qual o representante age em nome e por conta do representado. O representante não é parte no processo.

Art. 12. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:

I - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, por seus procuradores;

II - o Município, por seu Prefeito ou procurador;

III - a massa falida, pelo síndico;

IV - a herança jacente ou vacante, por seu curador;

V - o espólio, pelo inventariante;

VI - as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos designarem, ou, não os designando, por seus diretores;

VII - as sociedades sem personalidade jurídica, pela pessoa a quem couber a administração dos seus bens;

VIII - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil (art. 88, parágrafo único);

IX - o condomínio, pelo administrador ou pelo síndico.

§ 1º Quando o inventariante for dativo, todos os herdeiros e sucessores do falecido serão autores ou réus nas ações em que o espólio for parte.

§ 2º - As sociedades sem personalidade jurídica, quando demandadas, não poderão opor a irregularidade de sua constituição.

§ 3º O gerente da filial ou agência presume-se autorizado, pela pessoa jurídica estrangeira, a receber citação inicial para o processo de conhecimento, de execução, cautelar e especial.

O artigo trata da representação necessária para que a parte tenha capacidade processual.

Caiu em prova:

QUESTÃO 05 (FCC – 2011 – TRT – 20ª Região - SE – Técnico Judiciário). Tício pretende ajuizar ação de cobrança por dívida contraída por Augustus, já falecido, de cujo espólio são herdeiros cinco filhos, sendo que o inventariante é dativo. Nessa ação,

a) o espólio será representado pelo herdeiro mais novo.

(14)

b) o espólio será representado pelo inventariante dativo.

c) o espólio será representado pelo herdeiro mais velho.

d) serão réus todos os herdeiros.

e) será nomeado curador para representar o espólio.

COMENTÁRIOS:

Vamos aproveitar a questão para esclarecer mais um pouco do conteúdo.

Primeiramente, o art. 12, V diz que: “O espólio será representado pelo inventariante”.

Observe que é pelo “inventariante” e não pelo “inventariante dativo”.

O inventariante é a pessoa responsável por dar andamento legal no processo da herança e é nomeado pelo juiz.

Já o inventariante dativo é aquele estranho a herança e tem apenas a função de administrar.

Portanto, quando o inventariante for DATIVO todos os herdeiro e sucessores do falecido serão autores ou réus nas ações em que o espólio for parte (art. 12, § 1º).

GABARITO DA QUESTÃO: Letra D.

Mais uma questão sobre representação:

QUESTÃO 06 (FCC – 2010 – TRT – 8ª Região – PA e AP – Analista Judiciário). A herança vacante será representada em juízo

a) pelo síndico.

b) por seu curador.

c) pelo inventariante.

d) pelo gerente.

e) pelos herdeiros.

COMENTÁRIOS:

(15)

A resposta é a letra B e está disposto no art. 12, IV. Contudo, vamos conhecer e pegar

“carona” no direito civil para conhecer um pouquinho o que é herança jacente e herança vacante.

Herança Jacente é aquela cujos herdeiros ainda não são conhecidos, ou, se conhecidos, renunciaram à herança não havendo outros.

Dispõe o Código Civil Brasileiro:

“Art. 1.819 - Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância".

Herança Vacante, ao contrário da herança jacente, não está esperando ou procurando herdeiros, tendo em vista que a sua função é de devolver o acervo hereditário ao Poder Público ("bona vacantia"). Portanto, a sua função é de transmissibilidade da herança.

Dispõe o Código Civil Brasileiro:

"Art. 1.820 - Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda habilitação, será a herança declarada vacante".

"Art. 1.823 - Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança, será esta desde logo declarada vacante".

A herança jacente passa a ser herança vacante quando, depois de praticadas todas as diligências, ainda não surgirem interessados. Via de regra, isto acontece no prazo de um ano depois de concluído o inventário.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra B.

RESUMINDO:

REPRESENTADOS EM JUÍZO União, Estados, Distrito Federal e

Territórios

Procuradores

(16)

Município Prefeito ou Procurador

Massa falida Síndico

Herança Curador

Espólio Inventariante

Pessoas jurídicas Quem os respectivos estatutos

designarem (estatuto deve informar o representante), ou, não os designando, por seus diretores

Sociedades sem personalidade jurídica Pessoa a quem couber a administração Pessoa jurídica estrangeira Gerente, representante ou administrador

de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil

5. Incapacidade Processual e

Irregularidade de Representação

Cumpre ao juiz verificar as questões pertinentes à capacidade das partes e à regularidade de usa representação nos autos, por se tratar de pressupostos de validade da relação processual.

Assim, verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para ser sanado o defeito (art. 13 CPC).

Não sendo cumprido o despacho no prazo assinado à parte, o juiz:

I- decretará a nulidade do processo, se a diligencia competia ao autor;

II- considerará revel o réu se estivesse a seu cargo a providência saneadora;

III- excluirá o terceiro do processo, se a irregularidade a ele se referia.

(17)

6. Dos Deveres das Partes e dos seus Procuradores

O Código de Processo Civil elenca um rol obrigatório de deveres para todos os que ingressam no processo ou dele participam.

Tais deveres têm como objetivo disciplinar a conduta, tutelando (protegendo) o interesse alheio. Caso haja descumprimento, cria-se para a outra parte o direito de ressarcimento do dano que lhe foi causado.

Desse modo, são deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo (art. 14 CPC):

a) Expor os fatos em juízo conforme a verdade.

b) Proceder com lealdade e boa-fé.

c) Não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento.

d) Não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito.

e) Cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final.

Seguindo para mais um artigo:

Art. 15. É defeso às partes e seus advogados empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao juiz, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá- las.

Parágrafo único. Quando as expressões injuriosas forem proferidas em defesa oral, o juiz advertirá o advogado que não as use, sob pena de Ihe ser cassada a palavra.

Primeiramente, para aqueles que não sabem o significado da palavra “defeso” saibam que é sinônimo de “proibido”.

Expressão injuriosa é expressão degradante, indecorosa que atinja concretamente o ofendido estando ligada à honra subjetiva da pessoa, podendo configurar, em tese crime de injúria. É irrelevante se houve ou não o animus injuriandi (intenção) para que o juiz possa tomar as providências do artigo 15. O Ministério Público também responde pelo comando deste artigo.

Vamos ver como cai em prova:

(18)

QUESTÃO 06 (FCC – 2015 – TCM – GO – Auditor Controle Externo -Jurídica). No que se refere aos deveres das partes e seus procuradores, é INCORRETO afirmar:

a) a parte deverá pleitear provas pertinentes à demonstração de seus direitos, fugindo à probidade processual produzir provas ou praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa desse direito.

b) é dever processual da parte não formular pretensões, nem alegar defesa, ciente de que são destituídas de fundamento.

c) é dever da parte cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final.

d) quanto aos deveres processuais, o termo “parte” deve ser entendido em seu sentido amplo, significando todo aquele que participa do processo, inclusive os terceiros intervenientes e assistentes.

e) é defeso às partes e seus advogadas empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao juiz, somente se requerido pela parte ofendida, mandar riscá-las, por se trará de direto personalíssimo do réu.

COMENTÁRIOS: Vamos analisar os itens.

Observem que o comando da questão pede a alternativa INCORRETA!!!!!

Alternativa a: Certa. Regra prevista expressamente no art. 14, IV: “não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito.

Alternativa b: Certa. Regra prevista expressamente no art. 14, III: “não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento”.

Alternativa c: Certa. Regra prevista expressamente no art. 14, V: “cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final”.

Alternativa d: Correta. Conforme o “caput” do art. 14 os deveres são de todos que de QUALQUER forma participem do processo.

Alternativa e: Errada. Caso as partes ou seus advogados empreguem expressões

injuriosas nos escritos apresentados no processo, o juiz pode de ofício mandar riscá-las,

(19)

GABARITO DA QUESTÃO: Letra E.

Mais uma para ficarmos craques!!

QUESTÃO 07 (FCC – 2013 – TRT – 12ª Região - SC – Técnico Judiciário). No tocante aos deveres das partes e de seus procuradores:

a) a parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado, defeso a este postular em causa própria.

b) a procuração geral para o foro habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, sem exceção, se conferida por instrumento público.

c) reputa-se litigante de má-fé quem interpuser recurso com intuito manifesto de reformar a sentença que lhe é contrária.

d) é defeso às partes e seus advogados empregar expressões injuriosas nos escritos apesentados no processo, cabendo ao juiz, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-las.

e) a sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios, salvo, quanto aos honorários, se o advogado era a parte vencedora, funcionando em causa própria.

COMENTÁRIOS: Nas alternativas “a e b e d” vou somente mencionar o artigo relacionado, pois ainda não foram objeto de estudo. Os demais itens comentarei individualmente.

Alternativa a: Errada. Art. 36 CPC.

Alternativa b: Errada. Art. 38 CPC.

Alternativa c: Errada. Art. 17, VII: “reputa-se litigante de má-fé aquele que interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório”. A questão falou em reforma de sentença que é um dos principais objetivos do recurso.

Alternativa d: Correta. Mais uma vez cópia da lei (Art. 15).

Alternativa e: Errada. Art. 20.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra D.

(20)

7. Responsabilidades

Da má-fé do litigante resulta o dever legal de indenizar as perdas e danos causados à parte prejudicada (art. 16 CPC).

Importante ressaltar que esse dever alcança tanto o autor e o réu como os intervenientes.

Vejamos quem o art. 17 considera litigante de má-fé:

Art. 17. Reputa-se litigante de má-fé aquele que:

I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;

II - alterar a verdade dos fatos;

III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;

IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;

V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;

Vl - provocar incidentes manifestamente infundados.

VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

Sendo assim, se classificado como litigante de má-fé, a indenização compreenderá (art.

18 CPC):

a) os prejuízos da parte;

b) os honorários advocatícios;

c) as despesas efetuadas pelo lesado.

Essa reparação, que decorre de ato ilícito processual, será devida, qualquer que seja o resultado da causa, ainda que o litigante de má-fé consiga, ao final, sentença favorável.

Além do ressarcimento dos prejuízos, o litigante de má-fé sujeita-se a pagar multa de até um por cento sobre o valor da causa.

Quando houver pluralidade de litigantes (dois ou mais), o juiz condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa. Mas se a má-fé foi praticada em comum, a condenação atingirá os partícipes solidariamente. Em outras palavras, se os litigantes estavam de acordo responderão de forma conjunta.

O § 2º do art. 18 limita o valor da indenização em quantia não superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa.

Segue a literalidade do artigo para leitura.

(21)

Art. 18. O juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu, mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou.

§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juiz condenará cada um na proporção do seu respectivo interesse na causa, ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

§ 2º O valor da indenização será desde logo fixado pelo juiz, em quantia não superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa, ou liquidado por arbitramento.

Caiu em prova:

QUESTÃO 08 (FCC – 2011 – TRT – 14ª Região – RO e AC – Técnico Judiciário). A condenação por litigância de má-fé

a) implicará no pagamento de multa não excedente a 1% do valor da causa, devidamente atualizado.

b) depende de requerimento da parte contrária, não podendo o juiz decidir de ofício.

c) não implicará em indenização à parte contrária, estando os prejuízos que sofreu incluídos na multa fixada pelo juiz ou tribunal.

d) não inclui pagamento de honorários advocatícios.

e) depende de requerimento da parte contrária, não podendo o tribunal decidir de ofício.

COMENTÁRIOS: Vamos as alternativas.

Alternativa a: Correta. Observem o art. 18: “O juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa (...)”.

Alternativa b: Errada. O Juiz poderá condenar também de ofício como aduz o art. 18: “O juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de má-fé (...)”.

Alternativa c: Errada. Afirmação contrária ao dispositivo do art. 18: “(...) e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu, mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou”.

Alternativa d: Errada. A alternativa diz não incluir pagamento de honorários o que está em desacordo com o art. 18: “(...) mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou.

Alternativa e: Errada. Alternativa repetida (idem alternativa “b”).

(22)

GABARITO DA QUESTÃO: Letra D.

8. Das Despesas e das Multas

O art. 19 a 35 do CPC vai tratar sobre as despesas e multas do processo. O conteúdo não é muito cobrado em prova, porém vamos “pecar” pelo excesso e comentar sobre cada artigo pontualmente.

Art. 19. Salvo as disposições concernentes à justiça gratuita, cabe às partes prover as despesas dos atos que realizam ou requerem no processo, antecipando-lhes o pagamento desde o início até sentença final; e bem ainda, na execução, até a plena satisfação do direito declarado pela sentença.

§ 1º O pagamento de que trata este artigo será feito por ocasião de cada ato processual.

§ 2º Compete ao autor adiantar as despesas relativas a atos, cuja realização o juiz determinar de ofício ou a requerimento do Ministério Público.

A norma contida no art. 19 evidencia que a prestação da tutela jurisdicional incumbida ao Estado deve ser, de regra, custeada pelas partes. Trata-se do ônus financeiro do processo.

Afinal, o ajuizamento de determinada ação gera a prática de inúmeros atos pelo juiz e pelos serventuários e auxiliares da justiça, atos esses que têm custos a serem suportados pelas partes.

Ao comentar o art. 19 do CPC Pontes de Miranda diz que despesas judiciais são todos os gastos que se fazem em juízo, durante algum processo, a partir dos selos e mais dispêndios da própria petição, quer se paguem pelos atos processuais, quer por outra causa, inclusive por falta de alguma das partes. As despesas compreendem as custas, os honorários dos advogados, as multas às partes, o que desembolsou para que se verificassem as perícias, as custas da perícia, a condução e a indenização às testemunhas, os pareceres dos jurisconsultos de que lançou mão à parte para seu esclarecimento ou efeito de melhor tratamento em público da matéria, entre outros.

Adverte, contudo, que nem todas estas despesas são “processuais”, sendo exemplo de despesa extraprocessual o pagamento de pareceres.

(23)

As despesas relativas aos atos determinados de ofício pelo Juízo ou requerido pelo Ministério Público devem ser ADIANTADAS pelo autor, segundo o parágrafo 2° do art.

19, considerando que este, de regra, tem maior interesse no rápido desfecho do litígio.

No tocante a exceção posta no início do art. 19, “SALVO AS DISPOSIÇÕES CONCERNENTES À JUSTIÇA GRATUITA”, observa-se que se o Estado chamou a si a prestação jurisdicional, impondo ônus financeiro àqueles que pretendam utilizar os serviços judiciários, é de rigor que a ordem jurídica contenha mecanismos que viabilizem o acesso da população menos favorecida economicamente, sob pena de restar frustrada a garantia de acesso ao Poder Judiciário (art. 5°, inciso XXXV, da CF/88).

Na fixação dos honorários (art. 20) a remuneração deve ser arbitrada pelo cuidado e estudo revelados no processo despendidos pelo advogado, tempo gasto desde o início, desde o ajuizamento da causa até a finalização da prestação jurisdicional.

Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado, podendo ele executar a sentença nesta parte.

Art. 21. Se cada litigante for em parte vencedor e vencido, serão recíproca e proporcionalmente distribuídos e compensados entre eles os honorários e as despesas.

Parágrafo único. Se um litigante decair de parte mínima do pedido, o outro responderá, por inteiro, pelas despesas e honorários.

Após a edição da Lei n° 8.906/94 houve controvérsia a respeito dessa norma processual, na medida em que, segundo a aludida lei, os honorários pertenceriam ao advogado.

Assim o Superior Tribunal de Justiça editou súmula acerca do tema, compatilizando as normas do Estatuto da Advocacia e do CPC. Diz a Súmula de nº 306: "

Os honorários advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca, assegurado o direito autônomo do advogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte”.

Art. 22. O réu que, por não arguir na sua resposta fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, dilatar o julgamento da lide, será condenado nas custas a partir do saneamento do processo e perderá, ainda que vencedor na causa, o direito a haver do vencido honorários advocatícios.

Os fatos mencionados no artigo 22 são relativos ao direito substancial e à relação jurídica processual, destacando que o réu na resposta deve alegar objeções que tiver, relativas a validade, desenvolvimento e modificação da relação processual, e as relativas ao direito substancial pretendido pelo autor. Se não o fizer, ou o fizer mais tarde, ainda assim, o juiz

(24)

deverá conhecer desses fatos. Mas o réu será condenado nas custas devidas a partir do saneamento do processo, apesar de vencedor na causa. E a sentença não poderá condenar o autor vencido a pagar honorários ao advogado do réu.

Art. 23. Concorrendo diversos autores ou diversos réus, os vencidos respondem pelas despesas e honorários em proporção.

Princípio da Proporcionalidade:

Nas hipóteses de litisconsórcio e havendo sucumbência, não há solidariedade entre eles em relação às custas e honorários. Cada qual responde por sua parte na medida da participação na causa.

Art. 24. Nos procedimentos de jurisdição voluntária, as despesas serão adiantadas pelo requerente, mas rateadas entre os interessados.

As despesas processuais relativas aos processos de jurisdição voluntária devem ser rateadas entre todos os interessados, mas adiantados pela parte que requer sua instauração. Quando o requerente for o Ministério Público ou o próprio juiz, nos casos em que há expressa previsão legal, as despesas deverão apenas serem rateadas ao final.

Instalando-se controvérsia ao longo do procedimento, instala-se, daí a resistência e o contraditório. Por conseguinte, tal fato exigirá, ao final, a aplicação das regras tradicionais da responsabilidade pelas despesas processuais e honorários advocatícios. Haverá, pois, um vencedor e um vencido e aquele que resistiu indevidamente deve arcar com as despesas relativas a isso.

Art. 25. Nos juízos divisórios, não havendo litígio, os interessados pagarão as despesas proporcionalmente aos seus quinhões.

Refere-se a processos que servem para promover a extinção da comunhão de imóvel entre múltiplos interessados, ou, ao revés, fixar os limites de cada um sobre ele. O objetivo é pôr fim à situação de condomínio que há entre os interessados requerentes do pedido, adequando-se cada um no que é seu ou no que se ajustaram entre si.

Art. 26. Se o processo terminar por desistência ou reconhecimento do pedido, as despesas e os honorários serão pagos pela parte que desistiu ou reconheceu.

§ 1º Sendo parcial a desistência ou o reconhecimento, a responsabilidade pelas despesas e

(25)

Princípio da causalidade:

Se a desistência ocorrer antes de ter ocorrido a citação, a parte autora somente custeará as despesas do processo. Não haverá responsabilidade com honorários porque até então a parte adversária não foi citada para compor a lide, não necessitando de sua anuência quanto ao pedido do autor. Se ocorrer a desistência quando a parte ré já compõe a lide a parte autora deverá arcar tanto com as despesas, quanto com honorários advocatícios.

Caso haja pluralidade de partes e houver a desistência apenas de um ou alguns dos envolvidos em cada polo, as custas serão pagas na proporção à participação deles na situação.

Art. 27. As despesas dos atos processuais, efetuados a requerimento do Ministério Público ou da Fazenda Pública, serão pagas a final pelo vencido.

Ao dizer que as despesas dos atos requeridos pelo Ministério Público e Fazenda Pública serão pagas ao final, pelo vencido, este artigo se presta apenas para os casos em que o primeiro atua como custus legis ou na defesa de incapaz, sem patrocinar ativamente a causa. Para a Fazenda Pública serve para raríssimas exceções que ela apenas participa de uma atividade processual, sem o exercício ativo propriamente dito de promovente ou promovida. Exemplo é quando ela se manifesta em processos alheios, como inventário e usucapião e neles requer diligências.

Art. 28. Quando, a requerimento do réu, o juiz declarar extinto o processo sem julgar o mérito (art. 267, § 2o), o autor não poderá intentar de novo a ação, sem pagar ou depositar em cartório as despesas e os honorários, em que foi condenado.

Quando há extinção do processo sem resolução do mérito, deve o autor arcar com as custas e honorários aos quais efetivamente deu causa. A extinção sem resolução do mérito não impede ao autor intentar novamente com a demanda, sanado o vício apontado, salvo se anteriormente tentou por três vezes e teve seu processo extinto (art.

267, III- perempção).

Art. 29. As despesas dos atos, que forem adiados ou tiverem de repetir-se, ficarão a cargo da parte, do serventuário, do órgão do Ministério Público ou do juiz que, sem justo motivo, houver dado causa ao adiamento ou à repetição.

O artigo se aplica nas hipóteses em que os adiantamentos dos atos processuais ocorram por culpa da parte, do serventuário, do órgão do Ministério Público ou do juiz. Se for o juiz o causador do prejuízo, a parte deverá requerer no próprio processo. Havendo recusa, há recurso para o tribunal (agravo de instrumento). Se diversos forem os

(26)

causadores do adiamento, as despesas deverão ser distribuídas proporcionalmente na medida em que cada conduta contribuiu para o fato.

Art. 30. Quem receber custas indevidas ou excessivas é obrigado a restituí-las, incorrendo em multa equivalente ao dobro de seu valor.

Custas indevidas são as que não tem previsão no regimento ou na lei. Excessivas são aquelas exigidas em valor maior do que o devido. A multa aí tratada é penalidade e distingue-se das custas do processo. Deverá, de acordo com o art. 35, ser revertida ao Estado.

Art. 31. As despesas dos atos manifestamente protelatórios, impertinentes ou supérfluos serão pagas pela parte que os tiver promovido ou praticado, quando impugnados pela outra.

Para a incidência do artigo necessita de provas da intenção da parte que será punida, cabendo inclusive a incidência do art. 17 (litigância de má-fé).

Art. 32. Se o assistido ficar vencido, o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo.

Quando terceiro tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma das partes, prevê o artigo 50 sua intervenção no feito na qualidade de “assistente”. Se a parte assistida restar derrotada, de acordo com o artigo 32 do CPC, o assistente será condenado nas custas em proporção das atividades que houver exercido no processo. Tem o juiz de verificar quando, desde quando e até quando o assistente tomou parte no processo e verificar quais os atos a que deu causa.

Art. 33. Cada parte pagará a remuneração do assistente técnico que houver indicado; a do perito será paga pela parte que houver requerido o exame, ou pelo autor, quando requerido por ambas as partes ou determinado de ofício pelo juiz.

Parágrafo único. O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do perito deposite em juízo o valor correspondente a essa remuneração. O numerário, recolhido em depósito bancário à ordem do juízo e com correção monetária, será entregue ao perito após a apresentação do laudo, facultada a sua liberação parcial, quando necessária.

A regra do reembolso na sucumbência vale tanto para o que foi gasto para pagar o perito,

(27)

Art. 34. Aplicam-se à reconvenção, à oposição, à ação declaratória incidental e aos procedimentos de jurisdição voluntária, no que couber, as disposições constantes desta seção.

O artigo não é taxativo, sendo aplicado às ações incidentais não previstas expressamente:

denunciação à lide, oposição, exibição de documento ou coisa, embargos de terceiro, embargos do devedor, arguição de falsidade, entre outros.

Art. 35. As sanções impostas às partes em consequência de má-fé serão contadas como custas e reverterão em benefício da parte contrária; as impostas aos serventuários pertencerão ao Estado.

Se forem várias as partes opostas à que praticou o ato de má-fé, a quantia será pelas mesmas dívidas, na proporção do interesse na causa. Se o ato de má-fé foi praticado apenas contra um, somente este é beneficiado.

9. Dos Procuradores

Um dos pressupostos processuais de existência do processo é a capacidade postulatória.

Quem não a possui necessita constituir advogado para praticar atos processuais.

REGRA (art. 37, 1ª parte):

Juntada de procuração para que o advogado possa praticar atos processuais.

EXCEÇÃO (art. 37, 2ª parte):

O advogado poderá, em nome da parte, intentar ação, a fim de evitar decadência ou prescrição, bem como intervir, no processo, para praticar atos reputados urgentes.

Nestes casos, o advogado se obrigará, independentemente de caução, a exibir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável até outros 15 (quinze), por despacho do juiz.

(28)

Art. 37. Parágrafo único. Os atos, não ratificados no prazo, serão havidos por inexistentes, respondendo o advogado por despesas e perdas e danos.

O advogado responde pelas perdas e danos ocorridos pela não ratificação (correção) no prazo legal.

Art. 36. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. Ser-lhe-á lícito, no entanto, postular em causa própria, quando tiver habilitação legal ou, não a tendo, no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver.

Caso a parte possua capacidade postulatória, ela própria pode agir em causa própria. Se não possuir tal capacidade e inexistir advogado no foro, ou se houver recusa ou impedimento de todos os advogados do local, a atuação em causa própria independe de habilitação técnica.

Art. 38. A procuração geral para o foro, conferida por instrumento público, ou particular assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, salvo para receber citação inicial, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre que se funda a ação, receber, dar quitação e firmar compromisso.

Parágrafo único. A procuração pode ser assinada digitalmente com base em certificado emitido por Autoridade Certificadora credenciada, na forma da lei específica.

Procuração ad judicia: a procuração geral para foro judicial não depende da especificação de poderes. Exceção: praticar atos que exigem poderes específicos.

DICA:

Tudo, exceto o que for de procuração

especial.

Procuração Geral

•Rol taxativo.

•Receber citação inicial, confessar,

reconhecer a procedência do pedido,

Procuração

(29)

Caiu em prova:

QUESTÃO 09 (FCC – 2012 – TRF – 2ª Região – Técnico Judiciário). A procuração geral para o foro conferido por instrumento público ou particular, assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, inclusive:

a) transigir.

b) receber e dar quitação.

c) firmar compromissos.

d) recorrer.

e) desistir.

COMENTÁRIOS:

Como vimos, o advogado pode com a procuração geral: tudo, exceto o que for de procuração especial. Sendo assim, no caso em tela, a única alternativa que não exige procuração especial é a letra d.

GABARITO DA QUESTÃO: Letra D.

Art. 39. Compete ao advogado, ou à parte quando postular em causa própria:

I - declarar, na petição inicial ou na contestação, o endereço em que receberá intimação;

II - comunicar ao escrivão do processo qualquer mudança de endereço.

Parágrafo único. Se o advogado não cumprir o disposto no no I deste artigo, o juiz, antes de determinar a citação do réu, mandará que se supra a omissão no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de indeferimento da petição; se infringir o previsto no no II, reputar- se-ão válidas as intimações enviadas, em carta registrada, para o endereço constante dos autos.

Obrigação de ambos, advogado e parte. Em qualquer descuido, eventuais correspondências, inclusive eletrônica, enviadas para o endereço indicado, serão tidas como válidas. O endereço referido neste artigo abrange também o eletrônico (e-mail).

No caso da parte possuir cadastro permitindo que a comunicação dos atos judiciais relativos ao seu processo ocorram por este modo, deve manter seu endereço eletrônico atualizado, sob pena de reputar-se válidas as comunicações enviadas para o endereço constante nos autos ou registrado nos arquivos da serventia por onde os mesmos tramitam.

(30)

Art. 40. O advogado tem direito de:

I - examinar, em cartório de justiça e secretaria de tribunal, autos de qualquer processo, salvo o disposto no art. 155;

II - requerer, como procurador, vista dos autos de qualquer processo pelo prazo de 5 (cinco) dias;

III - retirar os autos do cartório ou secretaria, pelo prazo legal, sempre que Ihe competir falar neles por determinação do juiz, nos casos previstos em lei.

§ 1º Ao receber os autos, o advogado assinará carga no livro competente.

§ 2º Sendo comum às partes o prazo, só em conjunto ou mediante prévio ajuste por petição nos autos, poderão os seus procuradores retirar os autos, ressalvada a obtenção de cópias para a qual cada procurador poderá retirá-los pelo prazo de 1 (uma) hora independentemente de ajuste.

O artigo 40 do CPC dispõe sobre os poderes processuais do advogado. Contudo, em que pese não tenha sido revogado, seu conteúdo está superado pelo artigo 7º, da Lei 8.906/1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil e especificamente dos direitos do advogado.

Salvo as exceções do artigo 155 do CPC, a vista dos autos nunca se nega. Já para ocorrer a retirada dos autos de cartório não pode existir prazo comum às partes envolvidas na causa. Considerando ainda o princípio da publicidade, os processos podem ser consultados e lidos por qualquer pessoa, mesmo esta não tendo inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil.

10. Da Substituição das Partes e dos Procuradores

Sob a denominação "Da substituição das partes e dos procuradores", o Código trata da sucessão no processo ou alteração subjetiva da demanda.

O tema agora tratado não deve ser confundido com a substituição processual, a qual refere-se ao problema da legitimidade das partes e, nesse ponto, foi acima desenvolvida.

A regra geral determinada é a de que não se permite, no curso do processo, a

(31)

Art. 41. Só é permitida, no curso do processo, a substituição voluntária das partes nos casos expressos em lei.

Proposta a demanda, conservam-se as partes até o seu final, ainda que haja alteração da titularidade do direito litigioso.

Art. 42. A alienação da coisa ou do direito litigioso, a título particular, por ato entre vivos, não altera a legitimidade das partes.

§ 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo, substituindo o alienante, ou o cedente, sem que o consinta a parte contrária.

§ 2o O adquirente ou o cessionário poderá, no entanto, intervir no processo, assistindo o alienante ou o cedente.

§ 3o A sentença, proferida entre as partes originárias, estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário.

Assim, o autor e réu primitivos continuarão na demanda como tais; o adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo substituindo o alienante ou o cedente a não ser que a parte contrária consinta.

É possível, portanto, nos termos do Código, a substituição, se houver concordância da parte contrária. Todavia, se a parte contrária não concordar com a substituição, no caso de alienação da coisa ou do direito litigioso, o adquirente ou cessionário, que agora passou a ser titular do direito discutido no processo, mas não pode assumir a posição de parte principal, pode intervir como assistente do alienante ou cedente, que continua como autor ou como réu.

Na verdade, nessa última circunstância, o alienante ou cedente que não é mais dono continua a litigar sobre direito alheiro e em nome próprio, havendo, portanto, uma substituição processual em que o autor ou réu primitivos, que são o alienante ou o cedente, passam a ser substitutos processuais dos verdadeiros donos, adquirente ou cessionário, sem que haja a sucessão no processo.

A sentença proferida entre as partes originais estende os seus efeitos ao adquirente ou cessionário, atingindo-os, portanto.

Caiu em prova:

QUESTÃO 10 (FCC – 2014 – Prefeitura de Cuiabá – MT – Procurador Municipal). Marli ajuizou ação contra Gustavo reivindicando a propriedade de um imóvel. Depois da citação, vendeu o imóvel a Lucas, que requereu seu ingresso em Juízo. Lucas

(32)

a) somente poderá ingressar no processo com o consentimento de Gustavo, mas suportará os efeitos da sentença mesmo que o feito prossiga apenas entre as partes originárias.

b) não poderá ingressar no feito mesmo que haja consentimento de Gustavo e não suportará os efeitos da sentença que vier a ser proferida contra Lucas.

c) ingressará no feito como decorrência lógica da alienação do bem, sendo irrelevante a aquiescência de Gustavo.

d) somente poderá ingressar no processo com o consentimento de Gustavo e de Marli, não suportando os efeitos da sentença se o feito prosseguir apenas entre as partes originárias.

e) não poderá ingressar no feito mesmo que haja consentimento de Gustavo, mas suportará os efeitos da sentença que vier a ser proferida contra Lucas.

COMENTÁRIOS:

Alternativa a: Correta. A afirmativa está perfeitamente de acordo com o disposto no art.

42, caput e §3º.

Alternativa b: Errada. Ao contrário do que dispõe a afirmativa, o adquirente poderá ingressar no feito se houver consentimento da parte contrária. Ademais, ingressando ou não, suportará os efeitos da sentença por expressa determinação de lei (art. 42, §§1º e 3º).

Alternativa c: Errada. O ingresso no feito não é uma decorrência lógica e exige o consentimento da parte contrária (art. 42, §1º).

Alternativa d: Errada. Ao contrário do que dispõe a afirmativa, além de o ingresso do feito estar condicionado ao consentimento apenas da parte contrária (Gustavo), o adquirente sofrerá os efeitos da sentença, por expressa determinação de lei (art. 42, §§1º e 3º).

Alternativa e: Errada. Ao contrário do que dispõe a afirmativa, o adquirente poderá ingressar no feito se houver consentimento da parte contrária (art. 42, §1º).

GABARITO DA QUESTÃO: Letra A.

Art. 43. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-á a substituição pelo seu espólio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 265.

Com a morte de qualquer das partes, o processo se suspende, a teor do CPC, art. 265, I

(33)

de inexistência de patrimônio suscetível de abertura de inventário. Até que a sucessão ocorra não se opera a prescrição intercorrente.

Art. 44. A parte, que revogar o mandato outorgado ao seu advogado, no mesmo ato constituirá outro que assuma o patrocínio da causa.

A revogação do mandato pode ocorrer expressa ou tacitamente, sendo suficiente a outorga de nova procuração sem ressalva de reserva de poderes do instrumento anterior.

Art. 45. O advogado poderá, a qualquer tempo, renunciar ao mandato, provando que cientificou o mandante a fim de que este nomeie substituto. Durante os 10 (dez) dias seguintes, o advogado continuará a representar o mandante, desde que necessário para Ihe evitar prejuízo.

A renúncia é ato unilateral e extingue o contrato de mandato, sendo direito do advogado que não pretende mais representar o outorgante em juízo. A fim de se evitarem prejuízos ao mandante, o advogado renunciante tem o dever de cientificá-lo da renúncia, oportunizando-lhe a constituição de outro advogado. A ciência ao mandante não exige forma especial, podendo ser realizada da maneira mais simples e ampla, desde que reste incontroversa a sua cientificação.

11. Observações Finais

Chegamos ao fim da nossa aula inaugural, espero que tenham gostado!!

Tentei abordar o conteúdo relacionando todos os artigos, pois, como dito, a literalidade da lei é muito importante na nossa prova e precisamos tentar entender ao máximo nosso conteúdo.

Qualquer dúvida ou sugestão estarei à disposição no meu e-mail ([email protected]).

Até a nossa próxima aula!!

12. Revisão da Aula

Partes São aquelas pessoas que participam da

relação jurídica processual contraditória, desenvolvida perante o juiz.

(34)

Capacidade de ser parte/Capacidade de direito

É a aptidão para ser parte em um

processo. Via de regra, todas as pessoas podem ser parte.

Capacidade processual É a possiblidade de participar,

pessoalmente, dos atos de um processo sem depender de representação ou assistência.

Capacidade postulatória Em regra, é capacidade privativa de advogado para requerer perante órgãos estatais investidos de jurisdição.

Curador especial  ao incapaz, se não tiver

representante legal, ou se os interesses deste colidirem com os daquele.

 ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

Outorga de cônjuge Ações que versem sobre direito reais IMOBILIÁRIOS.

Representação  Incapacidade ABSOLUTA.

 O incapaz não particpa dos atos.

Assistência  Incapacidade RELATIVA.

 O incapaz participa dos atos em conjunto com quem assiste.

Representação:

União, Estados, Distrito Federal e Territórios = Procuradores.

Município = Prefeito ou Procurador.

Massa falida = Síndico.

Herança = Curador.

Espólio = Inventariante.

(35)

Sociedades sem personalidade jurídica = Pessoa a quem couber a administração.

Pessoa jurídica estrangeira = Gerente, representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil.

Incapacidade processual ou irregularidade da representação das partes

Prazo para sanar defeito.

Caso não seja sanado providências do art.

13 serão tomadas.

Deveres das partes a) Expor os fatos em juízo conforme a verdade.

b) Proceder com lealdade e boa-fé.

c) Não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento.

d) Não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito.

e) Cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final.

Litigante de má-fé I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;

II - alterar a verdade dos fatos;

III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;

IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;

V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;

Vl - provocar incidentes manifestamente infundados.

(36)

VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

PROCURAÇÃO GERAL Pode tudo, exceto o que for de procuração especial.

PROCURAÇÃO ESPECIAL Receber citação inicial, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre que se funda a ação, receber, dar quitação e firmar compromisso.

13. Artigos estudados

Como dito anteriormente, segue os artigos estudados para mais uma leitura a fim de fixar ainda mais nosso conteúdo!!!

TÍTULO II

DAS PARTES E DOS PROCURADORES CAPÍTULO I

DA CAPACIDADE PROCESSUAL

Art. 7º Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo.

Art. 8º Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil.

Art. 9º O juiz dará curador especial:

I - ao incapaz, se não tiver representante legal, ou se os interesses deste colidirem com os daquele;

II - ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

Parágrafo único. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes, a este competirá a função de curador especial.

Art. 10. O cônjuge somente necessitará do consentimento do outro para propor ações

(37)

§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações:

I - que versem sobre direitos reais imobiliários;

II - resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles;

III - fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família, mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados;

IV - que tenham por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges.

§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados.

Art. 11. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente, quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo, ou lhe seja impossível dá-la.

Parágrafo único. A falta, não suprida pelo juiz, da autorização ou da outorga, quando necessária, invalida o processo.

Art. 12. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:

I - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, por seus procuradores;

II - o Município, por seu Prefeito ou procurador;

III - a massa falida, pelo síndico;

IV - a herança jacente ou vacante, por seu curador;

V - o espólio, pelo inventariante;

VI - as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos designarem, ou, não os designando, por seus diretores;

VII - as sociedades sem personalidade jurídica, pela pessoa a quem couber a administração dos seus bens;

VIII - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil (art. 88, parágrafo único);

IX - o condomínio, pelo administrador ou pelo síndico.

§ 1º Quando o inventariante for dativo, todos os herdeiros e sucessores do falecido serão autores ou réus nas ações em que o espólio for parte.

§ 2º - As sociedades sem personalidade jurídica, quando demandadas, não poderão opor a irregularidade de sua constituição.

§ 3º O gerente da filial ou agência presume-se autorizado, pela pessoa jurídica estrangeira, a receber citação inicial para o processo de conhecimento, de execução, cautelar e especial.

Referências

Documentos relacionados

As variáveis estudadas que se evidenciaram estatisticamente relevantes no impacto sobre o nível de internacionalização foram, a taxa efetiva de IRC, os outros

A proposta aqui apresentada prevê uma metodologia de determinação da capacidade de carga de visitação turística para as cavernas da região de Bulhas D’Água

a) a conformidade ou não-conformidade do fato jurídico com o direito, b) a presença, ou não, de ato humano volitivo no suporte fático tal como descrito hipoteticamente pela

Portugal Telecom: Recomendação de Compra, Preço Alvo Final de 2013 4,00 €, Risco Médio.. Zon Multimédia: Recomendação de Manter, Preço Alvo Final de 2013 4,30 €,

Podemos através desta resposta verificar onde está a nossa fé, a falta de fé em Deus é o caminho mais rápido para uma vida de insegurança e desconfiança. O homem tem facilidade

Em conjunto com o desenvolvimento de novos materiais de corte, a precisão e rigidez das máquinas ferramentas foram melhoradas para que o torneamento duro pudesse se tornar um

- Realizar ensaios de umidade, densidade básica, estabilidade dimensional, compressão paralela às fibras, compressão normal às fibras, cisalhamento e dureza, estes

Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa: pelo menos 4,00 (quatro vírgula zero zero) pontos em Língua Portuguesa; e pelo menos 2,00 (dois vírgula zero zero)