O sentido da vida
O sentido da vida
CLEONICE SCHLIECK
O SENTIDO DA VIDA
1ª edição
Chapadão do Sul—MS Edição do Autor
Qual é o sentido da vida Eu fico a me perguntar
Quando eu era criança Pensava que era brincar Comer doces saborosos Dormir, correr e estudar Varrer a casa e lavar louça Arrumar a cama bem cedinho
Ajudar mamãe no quintal Com a choca e os pintinhos
E papai lá no paiol Levar milho pro porquinho
Era doce a minha vida Mas alguma coisa faltava
Eu queria ser adulto Melhor a vida me cheirava
Essa coisa de obedecer
A mim muito incomodava
Eu queria crescer logo Pra melhor me expressar
Pode sair à uma festa Sem ter hora pra voltar Ter um tablet ou bicicleta E uma moça pra namorar Mas logo vi que essa coisa Também é algo passageiro Adolescente também estuda
Tem limite de dinheiro Não é adulto nem criança E dá satisfação de paradeiro
Bom mesmo é ser adulto Foi o que eu pensei Completar dezoito anos
Assim logo desejei Mandar no meu próprio nariz
Foi o que eu aspirei.
Vejamos bem a história Pois em qualquer idade A vida nos põe limite Como prova e adversidade
Adulto tem patrão E muita responsabilidade
Todos levam para casa Algum tipo de aborrecimento
Do trabalho ou da vida Também de relacionamento
Do lazer ou da família Ou pra ganhar o sustento Trabalhar, trabalhar, trabalhar
É isso que é viver?
Ter contas pra pagar?
Viver para comer?
Para o descanso de família
Que tipo de lazer?
Na história do filho pródigo Jesus nos dá uma lição De um filho que encontrou Para este dilema uma solução.
Pegou a parte de sua herança E saiu por este mundão.
Gastou tudo o que tinha Em festas e curtição Mas ainda assim este jovem
Pra vida não tinha razão E ao final das contas Se voltou à mesma indagação.
O Rei Salomão também Tinha esse questionamento Mil mulheres não lhe deram
O devido contentamento E sendo o mais sábio dos homens
Teve muito reconhecimento
A fortuna que ele tinha O conforto e sabedoria Tudo isso era pouco Algo a mais ele queria Qual era o sentido da vida
Essa pergunta ele se fazia E nós hoje assim seguimos Igualmente nos perguntando Porque nascemos e vivemos?
Pra onde vamos nos guiando?
Porque amanher todos os dias?
O que estamos procurando?
Tem até filme sobre o tema A busca da felicidade.
E cada um à procura Ao seu prazer e vontade Tem quem procura o sucesso...
Quem busca a vaidade...
A beleza do corpo Para alguns é importante...
Para outros o poder É bem mais significante...
Para outros a liberdade Deveria ser mais constante...
Ter mulheres à vontade, Mesmo fora do casamento...
E tem gente que no vício Procura divertimento...
Pra tudo isso Salomão dizia Que é correr atrás do vento!
Há tempo para tudo O Sábio observou De plantar e de colher,
Como ele registrou:
Os rios correm para o mar
Mas o mar nunca transbordou.
A diferença entre a Sabedoria e Tolice
O Sábio procurou discernir.
Os prazeres da vida procurou Pra gozar e se divertir.
Grandes videiras plantar E casas pra construir.
Ajuntou prata, terra e ouro Escravos e gado em quantidade.
No trabalho teve recompensa, No prazer encontrou vaidade Na mesa farta sempre servida Foi lhe servida a saciedade.
Descobriu que viver sozinho Sem amigos e sem filhos Sem alguém que lhe faça Um cafuné ou um carinho
É algo desagradável
E também muito mesquinho.
O trabalho é importante, Isso tenho certeza.
Para que a nossa família Tenha o pão sobre a mesa
Mas até os passarinhos Têm a sua riqueza.
A vida passa como sombra:
O Sábio deixou escrito.
Se dá vida nada se leva:
Já existe esse dito.
Porque, então, nosso esforço?
A vida tem mesmo sentido?
Então vamos encerrar De vez essa questão E como o Sábio vou deixar
Aqui minha opinião
Pois nada desta vida
Levarei para o caixão.
Mas se o mundo é passageiro E tudo é vaidade Ainda assim precisamos Cumprir nossa responsabilidade
Com a família e o trabalho Para a nossa dignidade No entanto o bem maior
Digo com sinceridade Não é na terra que encontramos
É na eternidade Pois é no céu que teremos
A verdadeira felicidade.
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