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(1)

 A partir da década de 1870,

a habitação eclética reunia

referências a vários estilos – de europeus a exóticos –,

inspirando-se superficialmente em chalés e cottages.

 Aparecem os corredores-alpendrados, onde ocorriam

os saraus e os namoros; fumava-se ou lia-se. As

mulheres finalmente passaram a sair de casa para desfrutar

da vida e lazer urbanos.

Fachadas ecléticas

CASTELNOU

Assinado de forma digital por CASTELNOU

DN: cn=CASTELNOU, c=<n

(2)

Avenida Paulista (São Paulo SP)

(3)

Palacete da Marquesa de Itu Residência Maria Augusta

Borges Figueiredo Lacerda Soares Palacete

Residência João Dente

Residência Horácio Espíndola

Residência Alexandre Siciliano Mansões

(4)

Museu Paulista - Antigo Palácio do Ipiranga (1884/88, São Paulo SP)

(5)

Proclamação da República

(15/11/1889)

Bandeira dos Estados Unidos do Brasil (1889)

(6)

 Com a República (1889),

o ECLETISMO passou a simbolizar o progresso e

disseminou-se por todo o país, perdurando até as primeiras

décadas do século XX.

 Misturando vários estilos,

inclusive o Art Nouveau, as moradias passaram a incluir

balcões de ferro, cúpulas e alegorias, além da luz elétrica e

futuramente a garagem. Francisco Bolonha

Palacete Bolonha

(1905, Belém PA)

(7)

 O ecletismo também

aconteceu na decoração de interiores, que se apropriou da inspiração no passado,

especialmente europeu.

 Com elementos tanto

neoclássicos como neobarrocos, o

MOBILIÁRIO nacional eclético recebeu apliques de

várias procedências, além de vernizes, lacas, marchetarias e talhas. Canapé Poltrona Mesa Palácio Piratini (1896/1913, Porto Alegre RS)

(8)

Modernismo no Brasil

A arquitetura moderna somente pôde se afirmar no

Brasil quando as condições sociopolíticas do país

começaram a se alterar, o que ocorreu somente em

meados da décadas de 1920, mas principalmente após

a industrialização que se desenhos nos anos seguintes.

Com a Revolução de 1930 e o término da Primeira

República (República Velha), o país abriu-se para a

modernização de suas antigas estruturas e, assim, a

arquitetura doméstica pôde sofrer alterações profundas

(9)

 A participação de estrangeiros

foi fundamental para a introdução dos preceitos funcionalistas, com destaque

para o ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972).

 O mesmo ocorreu em relação

ao mobiliário moderno, cujas modificações também se deram

graças a artistas imigrantes, como o suíço Jonh Graz (1891-1980) e o lituano Lasar Segall (1891-1957). Gregori Warchavchik (1896-1972)

Casa modernista (1927/28, Rua Santa Cruz – Vila Mariana, São Paulo SP)

Cadeiras de Lasar Segalll (1891-1957) Poltronas de John Graz (1891- 1980)

(10)

1 Hall 2 Sala de estar 3 Sala de jantar 4 Cozinha 5 Banheiro 6 Dormitórios 7 Garagem 8 Lavanderia 9 Dep. Serviços Casa modernista (1930, Rua Itápolis – Consolação, São Paulo SP)

Gregori Warchavchik (1896-1972)

(11)

 Em 1939, Lúcio Costa

(1902-98) publicou um texto onde propôs a quebra dos padrões

europeus de mobiliário para criar móveis identificados com

a nossa cultura.

 Isto originou uma TENDÊNCIA

NACIONALISTA, que se

difundiu no interiorismo entre os anos 1940 e 1950, cujo destaque foi o trabalho do arquiteto português Joaquim

Tenreiro (1906-92). Poltrona Leve (1942) Cadeira de Embalo (1947) Cadeira Tripé (1947) Joaquim Tenreiro (1906-92) Cadeira recurvada (1949)

(12)

 O design moderno nacionalista

defendia a busca de um espírito essencialmente brasileiro, de inspiração

orgânica e emprego de materiais naturais e métodos de fabricação semiartesanais.

 Entre os brasileiros que

contribuíram para o FIFTIES

nacional estavam Rino Levi (1901-65) e Oswaldo Arthur Bratke (1907-97). Poltrona Teatro Cultura Artística (1948) Rino Levi (1901-65) Mesa e poltronas (c.1950) Poltrona (1959)

(13)

Oswaldo Arthur Bratke (1907-97)

Residência Maria Luisa e Oscar Mariano

- Atual Fundação (1953, Morumbi – S. Paulo)

Pav. Superior

(14)

 Outros expoentes do design nacionalista foram: Vilanova

Artigas (1915-85), José Zanine Caldas (1919-2001),

Geraldo de Barros (1923-98), Sérgio Rodrigues

(1927-2014) e Aida Boal (1929-). Poltrona Preguiça (1943) Vilanova Artigas (1915-85) Oswaldo Arthur Bratke (1907-97) Cadeira em chapa Compensada (1948) Poltrona João Carlos (1950) Aida Boal (1929-) Cadeira Ângela (1950) Poltrona Mônica (1950) Poltrona Z (1950) Zanine Caldas (1919-2001)

(15)

Cadeira Lúcio Costa (1956) Poltrona Oscar Niemeyer (1957) Estante (1960) Banco Eleh (1965) Cadeira Rino Levi (1958) Poltrona Mole (1957) Poltrona Diz (2001) Poltrona Kilin (1956)

(16)

 Foi a partir de 1950, quando a

arquitetura moderna brasileira ganhava reconhecimento, que o

mobiliário deixou de ser

produzido apenas artesanalmente para ser fabricado em série.

 Nessa época, apareceram

empresas que, preocupadas com a qualidade do que era

produzido, abriram espaço para os designers, até então limitados

à reduzida produção artesanal.

Poltrona Brasiliana (1965) Poltrona Verônica (2008)

Poltrona Paulistana L’Atelier (1960)

Jorge Zalszupin (1922-)

Poltrona

Dinamarquesa (1959)

(17)

 O design moderno

nacionalista encontrava assim seu apogeu, quando o

DESENVOLVIMENTISMO predominava no país e crescia a luta por uma arte autenticamente brasileira e contestadora, enfatizando o artesanato em madeira, o primitivismo artístico e a naturalidade matérica. Poltrona Unilabor (1950) Geraldo de Barros (1923-98) Estante GB e Cadeiras Unilabor (1950)

(18)

 Particularmente fértil foi o período entre o segundo

pós-guerra e aproximadamente 1965, com uma multiplicação de iniciativas destinadas a produzir em série móveis

modernos, funcionais e belos, com a criação de várias firmas, entre as quais:

Studio de Arte Palma Forma

Unilabor Móveis Z

Oca Probjeto

Branco & Preto Hobjeto

L’Atelier Giroflex

Escriba

(19)

 Fundada em 1948 por

Sebastião Pontes, Zanine Caldas e Paulo Mello, em São

José dos Campos SP, a MÓVEIS ARTÍSTICOS Z produziu mobiliário utilizando

a técnica de recorte de compensado de madeira.

 Com a entrada de Hellmuth

Schicker, nos anos 1950, diversificou-se a produção com o uso de outras matérias-primas e processos industriais.

José Zanine Caldas (1919-2001)

(20)

 Criada em 1952 por Miguel

Forte (1915-2002) ,

Jacob Ruchti (1917-64) e um grupo de arquitetos formados pelo Mackenzie,

além do chinês Chen Y. Hwa, a BRANCO & PRETO

produziu móveis em madeira e estofado,

introduzindo no país a ideia de arte intervindo

diretamente no cotidiano.

Miguel Forte (1915-2002) e Jacob Ruchti (1917-64),

(21)

 Também trabalharam para a loja e fábrica de móveis

BRANCO & PRETO os arquitetos Plínio Croce (1921-84), Roberto Aflalo (1926-92) e Carlos Milan (1927-64).

Mesa de ripas (1952) Mesa aranha (1952)

Poltrona M1 (1952) Poltronas Branco & Preto (1952)

(22)

 Mesmo sem deixar de

acompanhar as inovações do

design dos principais centros europeus, nos anos 1950, muitos profissionais

dedicaram-se à pesquisa de formas ligadas às tradições culturais

ou à exploração de nossos materiais.

 E acabaram criando novas

soluções, de acordo com a realidade econômica,

contribuindo para a criação de um design realmente nacional.

Bardi’s Bowl (1951/52) Poltrona Tripé (1948) Cadeira Frei Egídio (1987) Cadeira e Mesa Girafa (1987) Lina Bo Bardi (1914-92)

(23)

1 2 3 4 5 6 7

7

1 Hall 5 Banheiro 2 Sala 6 Serviços 3 Dormitórios 7 Jardim 4 Cozinha Lina Bo Bardi (1914-92) Casa da arquiteta (1949, Morumbi São Paulo SP)

(24)

Bibliografia

LEMOS, C. A. C. História da casa brasileira. São Paulo:

Contexto, 1996.

MENDES, C.; VERÍSSIMO, C.; BITTAR, W. Arquitetura no Brasil: De Cabral a Dom João VI. Rio de Janeiro:

Imperial Novo Milênio, 2011.

REIS FILHO, N. G. Quadro da arquitetura no Brasil. 8.

ed. São Paulo: Perspectiva, 1997.

SANTOS, M. C. L. Móvel moderno no Brasil. São Paulo:

EdUSP/Studio Nobel, 1995.

VERÍSSIMO, F. S.; BITTAR, W. S. M. 500 anos da casa no Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.

Referências

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