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Texto

(1)

. . . Lista 3 . . . .

Elaborado por Tiago Miranda

1

Algebra

´

A

Equa¸c ˜oes e Sistemas

Problema A.7 | Um dia, curiosamente, Tiago percebeu que havia ve´ıculos de 1, 2, 3 e 4 rodas na garagem de seu pr´edio: carrinhos de m˜ao, bicicletas, triciclos e autom ´oveis. Ele, o irm˜ao e o pai decidiram contar o n ´umero de rodas que estavam na garagem. Tiago contou 26 rodas mas esqueceu-se de contar as dos autom ´oveis. O irm˜ao dele contou tamb´em 26 rodas, mas n˜ao contou as dos triciclos e o pai contou 26 rodas mas n˜ao contou as rodas das bicicletas.

Determine a quantidade de ve´ıculos que estavam na garagem.

Problema A.8 | Rosa resolveu distribuir R$250, 00 para seus sobrinhos, dando a mesma quantia inteira (sem centavos) para cada um e percebeu que sobrariam R$10, 00. Ent˜ao, ela pensou em diminuir em R$1, 00 a quantia de cada um e descobriu que sobrariam R$22, 00. Por fim, ela resolveu distribuir apenas R$240, 00. Quanto ganhou cada sobrinho?

Problema A.9 | Hoje, dia 29 de julho de 2012, Jos´e tem o dobro da idade que Luiz tinha quando Jos´e tinha a idade que Luiz tem. Quando Luiz tiver a idade que Jos´e tem, a soma das idades deles ser´a 90 anos. Em 29 de julho de 2017, qual a raz˜ao entre as idades de Jos´e e Luiz, nessa ordem?

Problema A.10 | Resolva a equac¸˜ao|x+1| + |x+2| + |x−5| =7.

Problema A.11 | Em seu treino di´ario de natac¸˜ao, Esmeraldinho percorre v´arias vezes, com um ritmo constante de brac¸adas, o trajeto entre dois pontos A e B situados na mesma margem de um rio. O nado de A para B ´e a favor da corrente e o nado em sentido contr´ario ´e contra a corrente. Um tronco arrastado pela corrente passa por A no exato instante em que Esmeraldinho sai de A. Esmeraldinho chega a B e imediatamente regressa a A. No trajeto de regresso, cruza com o tronco 6 minutos depois de sair de A. A seguir, Esmeraldinho chega a A e imediatamente sai em direc¸˜ao a B, alcanc¸ando o tronco 5 minutos depois da primeira vez que cruzou com ele ao ir de B para A. Quantos minutos o tronco leva para ir de A at´e B?

Problema A.12 | Resolva a equac¸˜ao x2+ 81x

2

(2)

2

Combinat ´oria

C

Paridade

Problema C.7 | Um n ´umero de 17 d´ıgitos ´e somado com o seu reverso (um n ´umero com os mesmos d´ıgitos, mas escrito na ordem inversa). Mostre que sua soma cont´em ao menos um d´ıgito par.

Problema C.8 | Vinte e cinco garotos e vinte e cinco garotas est˜ao sentados ao redor de uma mesa. Prove que ´e poss´ıvel encontrar uma pessoa que tem garotas como vizinhas.

Problema C.9 | Um jogo consiste de 9 bot ˜oes dispostos da seguinte maneira:

1 2 3

4 5 6

7 8 9

Apertando-se um bot˜ao das laterais do quadrado (bot ˜oes de 1 at´e 9, exceto o 5), muda a cor da luz dele e de cada um dos os vizinhos (isto ´e, se a cor da luz do bot˜ao ´e vermelha, torna-se verde, e vice-versa). Apertando-se o bot˜ao do centro, muda a cor da luz de todos os 8 vizinhos, mas a dele n˜ao se altera. A partir dos bot ˜oes dispostos como os da figura acima, veja abaixo trˆes exemplos do que acontece ao apertarmos ou o 1 ou o 6 ou o 5 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 1 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 6 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 5 . Apertando-se sucessivamente alguns bot ˜oes, ´e poss´ıvel acender todas as luzes com cor verde, se inicial-mente estavam todas acesas com a cor vermelha?

Problema C.10 | Em cada um dos 10 degraus de uma escada existe uma r˜a. Cada r˜a pode, de um pulo, colocar-se em outro degrau, mas quando uma r˜a faz isso, ao mesmo tempo, uma outra r˜a pular´a a mesma quantidade de degraus em sentido contr´ario: uma sobe e outra desce. Conseguir˜ao as r˜as colocar-se todas juntas num mesmo degrau?

Problema C.11 | Em Brasilˆandia existem apenas 9 casas muito distantes entre si. ´E poss´ıvel que cada casa esteja ligada a exatamente 7 outras casas atrav´es de estradas?

Problema C.12 | Mostre que se a, b e c s˜ao n ´umeros ´ımpares, ent˜ao a equac¸˜ao ax2+bx+c = 0 n˜ao possui raiz racional.

(3)

Respostas e Solu¸c ˜oes.

Problema A.7 | Um dia, curiosamente, Tiago percebeu que havia ve´ıculos de 1, 2, 3 e 4 rodas na garagem de seu pr´edio: carrinhos de m˜ao, bicicletas, triciclos e autom ´oveis. Ele, o irm˜ao e o pai decidiram contar o n ´umero de rodas que estavam na garagem. Tiago contou 26 rodas mas esqueceu-se de contar as dos autom ´oveis. O irm˜ao dele contou tamb´em 26 rodas, mas n˜ao contou as dos triciclos e o pai contou 26 rodas mas n˜ao contou as rodas das bicicletas.

Determine a quantidade de ve´ıculos que estavam na garagem.

Solu¸c˜ao do problema A.7. (Extra´ıdo do material do PROFMAT−2013) Vamos denotar a quantidade de carrinhos de m˜ao

por c, a quantidade de bicicletas por b, a de trici-clos por t e a de autom ´oveis de a. Assim, teremos

o sistema   c + 2b + 3t = 26 c + 2b + 4a = 26 c + 3t + 4a = 26

A diferenc¸a entre as duas primeiras equac¸ ˜oes nos mostra que 4a = 3t. Fazendo o mesmo processo entre a primeira e a ´ultima equac¸˜ao, obtemos 2b = 4a. Por fim, as duas ´ultimas equac¸ ˜oes nos mostram que 2b =3t, ou seja, 4a=3t =2b =k.

Como se tratam de valores inteiros positivos, k deve ser m ´ultiplo de 3 e 4. Al´em disso,

2k =2b+3t <c+2b+3t =26,

ou seja, k<13. Portanto, como existe apenas um m ´ultiplo de 12 positivo e menor que 13, temos k =12. Da´ı, 4a =3t =2b=12 e segue que a =3, b =6, t=4 e c =2. Finalmente, temos como total de ve´ıculos: 2+3+4+6=15.

.

. . . Problema(s) Correlato(s) . . . . (OMERJ)Um ciclo de trˆes conferˆencias teve sucesso constante, isto ´e, em cada sess˜ao havia o mesmo n ´umero de assistentes. No entanto, a metade dos que compareceram `a primeira n˜ao voltou mais; um terc¸o dos que compareceram `a segunda conferˆencia assistiu apenas a ela e um quarto dos que compareceram `a terceira n˜ao assistiu nem `a primeira nem `a segunda. Sabendo que havia 300 inscritos e que cada um assistiu a pelo menos uma conferˆencia, determine:

a) quantas pessoas compareceram a cada conferˆencia? b) quantas pessoas compareceram `as trˆes conferˆencias?

Resposta do Problema Correlato.

Chamemos de P o n ´umero de presentes em cada con-ferˆencia, x, y, t e z ser˜ao os n ´umeros inteiros dos que foram `as trˆes conferˆencias; para `as 1a e 2a, apenas; 1a e 3a, apenas; e 2ae 3a, apenas, respectivamente. Podemos

ent˜ao escrever que

• y=300− P+ P2 + P3 =300−11P6 ; • z=300− P+ P3 + P4 =300−19P 12 ; • t=300− P+ P2 + P4 =300− 7P 4 ;

e ainda x= P2− (y+t) = 49P12 −600. Temos ent˜ao que P ´e m ´ultiplo de 12, ent˜ao existe k inteiro tal que P =12k.

Da´ı, ficamos com y = 300−22k, z = 300−19k, t = 300−21k e x = 49k−600, todos n˜ao negativos, logo:

• y=300−22k≥0⇒k ≤13, 63,

• z=300−19k≥0⇒k ≤15, 78,

• t=300−21k≥0⇒k≤14, 28 e

• x=49k−600≥0⇒k≥12, 24.

O ´unico inteiro nesse intervalo ´e k=13, com P=156 e x=37.

(4)

Problema A.8 | Rosa resolveu distribuir R$250, 00 para seus sobrinhos, dando a mesma quantia inteira (sem centavos) para cada um e percebeu que sobrariam R$10, 00. Ent˜ao, ela pensou em diminuir em R$1, 00 a quantia de cada um e descobriu que sobrariam R$22, 00. Por fim, ela resolveu distribuir apenas R$240, 00. Quanto ganhou cada sobrinho?

Solu¸c˜ao do problema A.8. (Extra´ıdo da OBM −2014)

Supondo x a quantidade de sobrinhos e y a quantidade, em reais, que cada sobrinho deveria receber na primeira situac¸˜ao. Analisando as duas situac¸ ˜oes iniciais, chega-se ao sistema

(

xy=250−10=240 x(y−1) =250−22=228.

Perceba que n˜ao se trata de um sistema de equac¸ ˜oes do primeiro grau e sua soluc¸˜ao ´e simples. Pela segunda equac¸˜ao, temos xy−x =228. Pela primeira equac¸˜ao, xy =240 e assim obtemos 240−x=228. Da´ı segue que x =12. Como ela, depois de muitas indecis ˜oes, resolveu distribuir igualmente apenas R$240, 00, cada sobrinho recebeu 240/12=R$20, 00.

Solu¸c˜ao proposta por Felipe Assis, Maring ´a (PR).

Podemos equacionar a primeira distribuic¸˜ao feita por Rosa como ax+10=250, na qual a representa a quantidade que cada sobrinho recebeu e x a quantidade de sobrinhos. Quando Rosa retirar um real de cada sobrinho, a situac¸˜ao fica representada por(a−1) ·x+22=250. Resolvendo esse sistema, teremos que x=12 e a =20.

Problema A.9 | Hoje, dia 29 de julho de 2012, Jos´e tem o dobro da idade que Luiz tinha quando Jos´e tinha a idade que Luiz tem. Quando Luiz tiver a idade que Jos´e tem, a soma das idades deles ser´a 90 anos. Em 29 de julho de 2017, qual a raz˜ao entre as idades de Jos´e e Luiz, nessa ordem?

Solu¸c˜ao do problema A.9. (Extra´ıdo de EPCAR −2012) Denotemos a idade que Luiz tinha por x. Assim,

Jos´e possui o dobro, ou seja, 2x. Se Jos´e possu´ıa y anos, a idade atual de Luiz ser´a y anos. No futuro, quando Luiz tiver a idade que Jos´e possui hoje, a idade de Jos´e ser´a de 90−2x anos. A tabela abaixo re ´une essas conclus ˜oes:

Passado Presente Futuro

Jos´e y 2x 90−2x

Luis x y 2x

Como a diferenc¸a entre o presente e o passado ´e a mesma para ambos, bem como a diferenc¸a entre o futuro e o presente, obt´em-se o sistema:

 2x−y = 90−2x−2x y−x = 2x−y. .

Reduzindo termos semelhantes em ambas equac¸ ˜oes, obt´em-se o sistema equivalente



y = 6x−90

2y−3x = 0.

Substituindo o valor de y da primeira equac¸˜ao, na segunda equac¸˜ao, chega-se a 2(6x−90) −3x =0, donde se conclui que x = 20. Substituindo em uma das equac¸ ˜oes anteriores, obt´em-se y=30. Assim, a raz˜ao entre as idades de Jos´e e Luiz em 29 de julho de 2017 ser´a 2x+5 y+5 = 45 35 = 9 7.

(5)

Problema A.10 | Resolva a equac¸˜ao|x+1| + |x+2| + |x−5| =7.

Solu¸c˜ao do problema A.10. (Adaptado do T ´opicos de Matem´atica Elementar, do Ant ˆonio Caminha) Solu¸c˜ao proposta por diversos autores.

Da teoria temos que

|x| = (

x , para x≥0, −x , para x<0. Sendo assim, podemos escrever

para|x+1| que |x+1| = ( x+1 , x ≥ −1, −(x+1), x < −1. para|x+2| que |x+2| = ( x+2 , x ≥ −2, −(x+2), x < −2. para|x−5|que |x−5| = ( x−5 , x ≥5, −(x−5) , x <5. Agora, vamos analisar como fica a equac¸˜ao em cada intervalo real:

i) para x < −2 temos

−x−1−x−2−x+5=7 −3x =7−2

x = −5

3 ∈] −/ ∞;−2[. ii) para −2 ≤x< −1 temos

−x−1+x+2−x+5=7 −x=7−6

x= −1 /∈ [−2;−1[.

iii) para −1 ≤x<5 temos

x+1+x+2−x+5=7 x=7−8

x= −1∈ [−1; 5[.

iv) para x ≥5 temos

x+1+x+2+x−5=7 3x =9

x=3 /∈ [5;+∞[.

(6)

Problema A.11 | Em seu treino di´ario de natac¸˜ao, Esmeraldinho percorre v´arias vezes, com um ritmo constante de brac¸adas, o trajeto entre dois pontos A e B situados na mesma margem de um rio. O nado de A para B ´e a favor da corrente e o nado em sentido contr´ario ´e contra a corrente. Um tronco arrastado pela corrente passa por A no exato instante em que Esmeraldinho sai de A. Esmeraldinho chega a B e imediatamente regressa a A. No trajeto de regresso, cruza com o tronco 6 minutos depois de sair de A. A seguir, Esmeraldinho chega a A e imediatamente sai em direc¸˜ao a B, alcanc¸ando o tronco 5 minutos depois da primeira vez que cruzou com ele ao ir de B para A. Quantos minutos o tronco leva para ir de A at´e B?

Solu¸c˜ao do problema A.11. (Extra´ıdo da OBM −Revista Eureka n. 24.)

Sabemos que velocidade = distˆanciatempo e tempo = velocidadedistˆancia . Para as velocidades c da correnteza e v a de Esmeraldinho e d a distˆancia do ponto A at´e o ponto B temos que o tronco percorreu at´e 1◦ encontro 6c e depois mais 5c at´e o 2◦ encontro. Esmeraldinho leva v+dc minutos para ir de A at´e B, pois como ele est´a nadando a favor da correnteza ele fica com velocidade v+c. Escrevemos tAB= v+dc.

J´a para ir do ponto B at´e o ponto A ele nada contra a correnteza e por isso vai com velocidade v−c, tBA = v−dc. O tempo que Esmeraldinho leva para ir do ponto A ao ponto B e do ponto B ao primeiro

encontro deve ser igual a 6 minutos, a distˆancia de B at´e o ponto do primeiro encontro ´e d−6c, j´a que o tronco j´a havia percorrido 6c, e motamos a equac¸˜ao:

tAB+tB1◦ = d v+c + d−6c v−c =6 d−3c =3v. (1)

Esmeraldinho leva de A at´e B, de B at´e A e de A at´e o 2◦ encontro 6+5 min, ent˜ao: d v+c + d v−c + 11c v+c = 11, 2d+11c = 11v. (2)

O tempo que o tronco leva para ir de A at´e B, ou seja, d

c. Por (1) temos d =3v+3c, e substitu´ıdo (2): 2(3v+3c) +11c =11v⇒v = 11c

5 . Como d=3v+3c ent˜ao d = 66c5 . O tronco levou A at´e B:

d c = 66c 5 c =13 minutos e 12 segundos. . . . Problema(s) Correlato(s) . . . . Helena e Gabriel pulam simultaneamente de uma jangada em um rio e nadam em direc¸ ˜oes opostas. Gabriel nada rio abaixo seguindo a corrente a determinada velocidade e Helena nada rio acima contra a corrente, possivelmente a uma velocidade diferente. Depois de 5 minutos, eles viram e voltam para a jangada, cada um mantendo uma velocidade constante durante todo o tempo. Quem chega primeiro?

(7)

Problema A.12 | Resolva a equac¸˜ao x2+ 81x

2

(x+9)2 =40.

Solu¸c˜ao do problema A.12. Com base na identidade

a2+b2 = (a−b)2+2ab podemos transformar o primeiro membro da equac¸˜ao dada em

x2+  9x x+9 2 =  x− 9x x+9 2 + 18x 2 x+9 =  x2 x+9 2 + 18x 2 x+9

Agora, introduzimos a inc ´ognita auxiliar y = x

2

x+9 e obtemos a equac¸˜ao y

2+18y40=0, que podemos

resolver pela fatorac¸˜ao

y2+18y−40 =0 y2+18y =40 y2+18y+81 =40+81 (y+9)2 =121 y+9 = ±√121 y = −9±11,

donde ficamos com y1 =2 e y2 = −10 e reconsiderando esses valores em x teremos

x2 x+9 =2 x2=2x+18 x2−2x =18 x2−2x+1=18+1 (x−1)2=19 x=1±√19 x2 x+9 = −20 x2 = −20x−180 x2+20x = −180 x2+20x+100= −180+100 (x+10)2 = −80 x = −10±4√5i.

Por fim, obtemos S = {1±√19,−10±4√5i}.

. . . Problema(s) Correlato(s) . . . . a) Sendo U =R, resolva a equac¸˜ao 10x2· (x−2)2 =9· (x2+ (x−2)2.

b) Resolva a equac¸˜ao (x2−3x+1)2−3(x2−3x+1) +1=x.

c) (OBM) a, b, c, d s˜ao n ´umeros reais distintos tais que a e b s˜ao as ra´ızes da equac¸˜ao x2−3cx−8d=0, e c e d s˜ao as ra´ezes da equac¸˜ao x2−3ax−8b =0. Calcule a soma a+b+c+d.

(8)

Problema C.7 | Um n ´umero de 17 d´ıgitos ´e somado com o seu reverso (um n ´umero com os mesmos d´ıgitos, mas escrito na ordem inversa). Mostre que sua soma cont´em ao menos um d´ıgito par.

Solu¸c˜ao do problema C.7. (Adaptado da Olimp´ıada da R ´ussia) A soma pedida fica:

c1 c2 c3 c4 c5 c6 c7 c8 c9 c10 c11 c12 c13 c14 d15 d16

d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 d10 d11 d12 d13 d14 d15 d16 d17

d17 d16 d15 d14 d13 d12 d11 d10 d9 d8 d7 d6 d5 d4 d3 d2 d1

a0 a1 a2 a3 a4 a5 a6 a7 a8 a9 a10 a11 a12 a13 a14 a15 a16 a17

Agora, temos que a0 ∈ {0, 1}. Suponha que todos os d´ıgitos da soma sejam ´ımpares (se a0 =0, ent˜ao

n˜ao o contamos). Suponha que ci seja o “vai um” da soma di+d18−i (quando houver). Sendo assim,

ficamos com ci+di+d18−i =ai+10ci−1, com ci ∈ {0, 1}.

Na sequˆencia, chegamos a:

• c9+2d9 =a9+10c8. Como a9 ´e ´ımpar, temos a9+10c8´ımpar e sendo 2d9par, fechamos com c9=1;

• c10+d10+d8= a10+10c9. Como a10 ´e ´ımpar, ent˜ao a10 ≥1 e d10+d8≥10, donde conclu´ımos que

c7 =1 (independentemente de c10);

• Se c11 =0, ent˜ao d11+d7 ´e ´ımpar e c7+d7+d11 ´e par, uma contradic¸˜ao, ou seja, c11 =c6 =1, o que

permite afirmar que d12+d6≥10 e c5=1;

• Se c12 =0, ent˜ao d12+d6 ´e ´ımpar e c6+d6+d12 ´e par, uma contradic¸˜ao, ou seja, c12 =c5 =1, o que

permite afirmar que d13+d5≥10 e c4=1; e

• Reiterando esse procedimento, teremos que c16 =c1 =1.

No entanto, se c16 =1, ent˜ao d17+d1al´em de ´ımpar e maior do que 10 e como c1 =1 e d1+d17 ´e ´ımpar,

ent˜ao a1 ´e par, e chegamos a uma contradic¸˜ao. Portanto, conclu´ımos que a soma n˜ao pode ter apenas

d´ıgitos ´ımpares e ao menos um deve ser par! 

(Solu¸c˜ao proposta por Leonardo Joau , Salvador (BA))

Abaixo segue um esquema de uma adic¸˜ao de um n ´umero de 17 d´ıgitos com o seu reverso:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q

+ Q P O N M L K J I H G F E D C B A

Podemos observar nessa soma que existe uma simetria entre os n ´umeros que se somam, sendo I o elemento central, o par de n ´umeros (QA), por exemplo, aparece na extremidade direita e esquerda; para simplificar, chamemos de (XY)dum par de n ´umeros que aparece no lado direito e de (XY)e o mesmo

par de n ´umeros que aparece no lado esquerdo.

Sendo (I I) o par de n ´umeros central, temos que a soma entre eles ´e igual a 2·I, um n ´umero par, a menos que receba o “vai 1” do par (JH)d, se isso acontece o par(JH)e tamb´em manda o “vai 1” para o

(KG)e, desta forma, podemos inferir que a ´unica maneira de termos os pares (KG)e e(KG)d, n ´umeros

´ımpares ´e no caso em que o par (LF)d tamb´em manda o “vai 1” para o (KG)d.

Prosseguindo com esse racioc´ınio chegamos `a conclus˜ao de que os pares(QA)de (QA)e s ´o podem ser

ambos ´ımpares se, e somente se, estes recebem o “vai 1” do par `a direita, por´em isso ´e imposs´ıvel visto

(9)

Problema C.8 | Vinte e cinco garotos e vinte e cinco garotas est˜ao sentados ao redor de uma mesa. Prove que ´e poss´ıvel encontrar uma pessoa que tem garotas como vizinhas.

Solu¸c˜ao do problema C.8. (Adaptado do Torneio das Cidades - Extra´ıdo da Eureka n. 31)

Suponha que n˜ao necessariamente haja uma pessoa que possua duas garotas como vizinhas. De-notemos h para garoto e m para garota. Cada pessoa ou possui como vizinho 2h ou h+m. Somando todas as 50 possibilidades, devemos estar contando cada pessoa duas vezes (j´a que essa ´e vizinho de duas pessoas). Assim ficamos com x· (2h) +y· (h+m) =50h+50m onde x ´e o n ´umero de pessoas que tˆem 2 garotos como vizinhos e y ´e o n ´umero de pessoas que tˆem um garoto e uma garota. Notemos ainda que x+y =50. Obtemos assim xh = (50−y)m e xh = xm. Mas x garotos s ´o ser˜ao iguais a x garotas, se x for nulo. Assim, todas as pessoas tˆem um garoto e uma garota como vizinhos. Pintemos as 50 posic¸ ˜oes do c´ırculo apenas de branco e preto. E analisemos apenas as pretas. Todas as pretas ter˜ao que ter vizinhos sendo um garoto e uma garota. Logo, as casas brancas ser˜ao alternadas: garoto, garota, garoto... Absurdo. Pois com 25 casas brancas, na ´ultima e na primeira brancas haver´a 2 garotos.

Absurdo! Segue o resultado. 

Problema C.9 | Um jogo consiste de 9 bot ˜oes dispostos da seguinte maneira:

1 2 3

4 5 6

7 8 9

Apertando-se um bot˜ao das laterais do quadrado (bot ˜oes de 1 at´e 9, exceto o 5), muda a cor da luz dele e de cada um dos os vizinhos (isto ´e, se a cor da luz do bot˜ao ´e vermelha, torna-se verde, e vice-versa). Apertando-se o bot˜ao do centro, muda a cor da luz de todos os 8 vizinhos, mas a dele n˜ao se altera. A partir dos bot ˜oes dispostos como os da figura acima, veja abaixo trˆes exemplos do que acontece ao apertarmos ou o 1 ou o 6 ou o 5 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 1 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 6 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Depois do apertar o 5 . Apertando-se sucessivamente alguns bot ˜oes, ´e poss´ıvel acender todas as luzes com cor verde, se inicial-mente estavam todas acesas com a cor vermelha?

Solu¸c˜ao do problema C.9. (Adaptado da Olimp´ıada do Cone Sul) Solu¸c˜ao proposta por diversos autores.

N˜ao ´e poss´ıvel, pois ao apertar um bot˜ao no v´ertice do quadro, teremos 4 que que mudar˜ao de cor, apertando o 2, ou o 4, ou o 6, ou o 8, ser˜ao 6 trocas e ao apertar o do meio, ser´a 8 mudanc¸as. Agora, no in´ıcio h´a 9 bot ˜oes vermelhos e essa quantidade ser´a subtra´ıda de um n ´umero par, logo, haver´a sempre uma quantidade ´ımpar de bot ˜oes na cor vermelha.

(10)

Problema C.10 | Em cada um dos 10 degraus de uma escada existe uma r˜a. Cada r˜a pode, de um pulo, colocar-se em outro degrau, mas quando uma r˜a faz isso, ao mesmo tempo, uma outra r˜a pular´a a mesma quantidade de degraus em sentido contr´ario: uma sobe e outra desce. Conseguir˜ao as r˜as colocar-se todas juntas num mesmo degrau?

Solu¸c˜ao do problema C.10. (Adaptado da Revista Eureka n. 14) (Solu¸c˜ao proposta por Matheus Paes , Maring´a (PR))

Cada r˜a ´e numerada de 1 a 10, de acordo com o degrau em que ela se encontra, e seja s a soma dos n ´umeros de todas as r˜as. Assim, seja tamb´em k o n ´umero da r˜a que decidiu subir, e t a quantidade de degraus que ela ir´a subir. Note que ela ir´a parar no degrau k+t. Seja k0 o n ´umero da rˆa que decidiu descer, indo parar no degrau k0−t. Ent˜ao, a nova soma ser´a s−k−k0+ (k+t) + (k0−t) = s.

Conclu´ımos, portanto, que a soma s ´e invariante e igual a 1+2+3+4+5+6+7+8+9+10=55. Suponhamos, portanto, que todas as r˜as conseguiram se colocar em um ´unico degrau d. A soma s, portanto, ter´a o valor de 10d. Contudo, 10 no divide 55, o que nos leva `a uma contradic¸˜ao.

Portanto, n˜ao ´e poss´ıvel juntar todas as r˜as em um mesmo degrau. 

Problema C.11 | Em Brasilˆandia existem apenas 9 casas muito distantes entre si. ´E poss´ıvel que cada casa esteja ligada a exatamente 7 outras casas atrav´es de estradas?

Solu¸c˜ao do problema C.11. (Adaptado da Revista Eureka n. 14) Solu¸c˜ao proposta por diversos autores.

N˜ao ´e poss´ıvel. Some a quantidade de estradas que saem de cada casa. Bem, facilmente obtemos 9×7 estradas. Como cada estrada liga duas cidades, a contagem que fizemos contou cada estrada duas vezes. Logo o n ´umero obtido teria que ser par.

Problema C.12 | Mostre que se a, b e c s˜ao n ´umeros ´ımpares, ent˜ao a equac¸˜ao ax2+bx+c = 0 n˜ao possui raiz racional.

Solu¸c˜ao do problema C.12. (Adaptado da Revista Eureka n. 14) Solu¸c˜ao proposta por diversos autores.

Sendo p

q a frac¸˜ao irredut´ıvel que resolve a equac¸˜ao dada, ou seja a·  p q 2 +b· p q  +c=0 com ap2+bpq+cq2 =0.

• sendo p e q ´ımpares, ent˜ao a express˜ao ap2+bpq+cq2 ´e a soma de n ´umeros ´ımpares e o resultado nunca ser´a par (nunca ser´a igual a zero);

• sendo p par e q ´ımpar, ent˜ao a express˜ao ap2+bpq+cq2 ´e a soma de dois n ´umeros pares (ap2 e bpq) com um ´ımpar cujo o resultado ser´a ´ımpar; e

• sendo p ´ımpar e q par, ent˜ao a express˜ao ap2+bpq+cq2 ´e a soma de dois n ´umeros pares (bpq e cq2) com um ´ımpar cujo o resultado ser´a ´ımpar. Absurdo!

Logo, n˜ao h´a n ´umero racional que resolve a equac¸˜ao do segundo grau com coeficientes ´ımpares. 

        

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Solu¸c ˜oes Enviadas

Enviaram soluc¸ ˜oes para os problemas da Lista 3:

• Beatriz Falheiros , Salvador (BA), problemas A12 e C10;

• Cleber Assis , Salvador (BA), problemas A7, A8, A9, A10, A11 e A12; • Felipe Assis, Maring´a (PR), problema A8;

• Fernanda Silva, Maring´a (PR), problema A9;

• Fernando Neres de Oliveira, Cara ´ubas (RN), problemas A7, A8, A9, A10 e A12; C12 • Fl´avio Marques, Macei´o (AL), problemas A8 e A9;

• Leonardo Joau , Salvador (BA), problemas A7, A8, A9, A10 e A11; C7 • Marcos William, Maring´a (PR), problema A8;

• Matheus Fontoura, Salvador (BA), problemas A7 e A8;

• Matheus Paes , Maring´a (PR), problemas A7, A8 e A9; C10 e C11; • Milena Fernandes Fontoura, Salvador (BA), problemas A8 e A9;

• Mormon Lima dos Santos, Campina Grande (PB), problemas A7, A8, A9, A11 e A12; C7, C8, C9, C10, C11 e C12 • Ronei Badar´o , Salvador (BA), problemas C7, C8, C9, C10, C11 e C12; e

Referências

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