“As deficiências são também feras, feras
mentais que não se conformam em devorar os
pensamentos e projetos úteis que cada um
armazena ou cultiva em seu campo mental. Seu
afã de destruir – como acontece com o
pes-simismo, a obstinação, o descuido, a
irri-tabilidade, a veemência, etc. – as induz a
atentar contra os sentimentos mais nobres, e
inclusive contra a própria vida de seu dono.
é preciso, pois, que acabemos com tais
pensamentos, se não quisermos que eles
acabem conosco.”
www.editoralogosofica.com.br Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL D E F IC IÊ N C IA S E P R O P E N S Õ E S D O S E R H U M A N OA estruturação deste livro, que en-cerra um alto objetivo pedagógico e formativo, mostra com muita evidên-cia que a Logosofia vai diretamente à raiz do velho e até hoje insolúvel problema do aperfeiçoamento hu-mano, resolvendo-o definitivamente. Não podemos negar que uma ou outra vez se tenham mencionado as deficiências e propensões dadas a conhecer nesta obra. Ninguém ignora, é verdade, que há pessoas vai-dosas, impulsivas, egoístas, indolen-tes, indiscretas, etc. Entretanto, quem se encarregou de tratar delas a fun-do, não só como deficiências caracterológicas que afetam a vida psíquica, moral e espiritual do ser, mas também como parte de um es-tudo integral, derivado de um plano de evolução consciente? Foi somen-te a ciência logosófica que as focali-zou dessa forma, à luz de sua própria concepção original, permitindo o desenvolvimento da consciência e, conseqüentemente, a depuração progressiva de tais deficiências como fatores de permanente perturbação na vida do homem.
O exame analítico e a descrição que fazemos de cada deficiência e propensão, para apresentá-las aos olhos do entendimento que queira apreciar sua realidade, mostram a in-questionável importância que seu conhecimento assume na condução consciente da vida. O conhecimento
Logosofia
D E F I C I Ê N C I A S E
P R O P E N S Õ E S D O
S E R H U M A N O
Carlos Bernardo González Pecotche
RAUMSOL
A estruturação deste livro, que en-cerra um alto objetivo pedagógico e formativo, mostra com muita evidên-cia que a Logosofia vai diretamente à raiz do velho e até hoje insolúvel problema do aperfeiçoamento hu-mano, resolvendo-o definitivamente. Não podemos negar que uma ou outra vez se tenham mencionado as deficiências e propensões dadas a conhecer nesta obra. Ninguém ignora, é verdade, que há pessoas vai-dosas, impulsivas, egoístas, indolen-tes, indiscretas, etc. Entretanto, quem se encarregou de tratar delas a fun-do, não só como deficiências caracterológicas que afetam a vida psíquica, moral e espiritual do ser, mas também como parte de um es-tudo integral, derivado de um plano de evolução consciente? Foi somen-te a ciência logosófica que as focali-zou dessa forma, à luz de sua própria concepção original, permitindo o desenvolvimento da consciência e, conseqüentemente, a depuração progressiva de tais deficiências como fatores de permanente perturbação na vida do homem.
O exame analítico e a descrição que fazemos de cada deficiência e propensão, para apresentá-las aos olhos do entendimento que queira apreciar sua realidade, mostram a in-questionável importância que seu conhecimento assume na condução consciente da vida. O conhecimento
logosófico é de tal forma essencial, que não se pode prescindir de seu auxílio quando cada ser humano encara a realização do processo de evolução consciente, por ser parte fundamental do plano que, pri-meiramente, leva à exploração e, depois, à descoberta de tudo o que o indivíduo possui de positivo e negati-vo. Dessa maneira, o ser já não pode ignorar com que recursos conta e quais são as falhas que deve corrigir, para triunfar conscientemente na experiência de sua própria vida.
Essa é a razão pela qual já assinala-mos, mais de uma vez, a diferença enorme, fundamental, que existe entre o simples enunciado “Conhe-ce-te a ti mesmo” e o conhecimento real e efetivo que ensina a concre-tizar, de forma sistemática e acabada, esse desiderato no próprio inte-ressado.A prova disto está no fato de que, vinte e cinco séculos depois de seu enunciado, ninguém ainda che-gou sequer a vislumbrar esse conhe-cimento, porque ninguém, fora da Logosofia, ainda o ensinou.
Hoje tem a palavra nossa ciência. Em seus pronunciamentos, cada um encontrará fundamentadas verdades. E, em cada verdade que a concepção logosófica apresenta e, explica, o ho-mem apreciará, com exato e sereno juízo, quais foram as causas que pos-tergaram sua evolução interna e as ma-nifestações conscientes de seu espírito.
NINGUÉM PODE AFIRMAR
QUE DOMINA CONSCIENTEMENTE
O CAMPO DE SUA PRÓPRIA
PSICOLOGIA, SE NÃO ENFRENTOU
ANTES, COM ÊXITO, AS
FALHAS CARACTEROLÓGICAS
QUE O ANGUSTIAM.
NINGUÉM PODE AFIRMAR
QUE DOMINA CONSCIENTEMENTE
O CAMPO DE SUA PRÓPRIA
PSICOLOGIA, SE NÃO ENFRENTOU
ANTES, COM ÊXITO, AS
FALHAS CARACTEROLÓGICAS
QUE O ANGUSTIAM.
Título do original:
Deficiencias y Propensiones del Ser Humano Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
REVISÃO DA TRADUÇÃO: José Dalmy Silva Gama CAPA E PROJETO GRÁFICO: Silvia Ribeiro
ASSISTENTES DE DESIGN : Nicole Boehringuer e Clarice Uba PRODUÇÃO GRÁFICA: Adesign
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
González Pecotche, Carlos Bernardo, 1901-1963. Deficiências e propensões do ser humano / Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) ; [traduzido do espanhol por Filiados da Fundação Logosófica ; revisão da tradução José Dalmy Silva Gama]. -- São Paulo : Logosófica, 2007.
Título original: Deficiencias y propensiones del ser humano
1ª reimpr. da 11. ed. de 2005. ISBN 978-85-7097-058-9
1. Comportamento humano 2. Conduta de vida 3. Logosofia I. Título.
07-0493 CDD-179.8
Índices para catálogo sistemático: 1. Deficiências humanas : Ética 179.8
Copyright da Editora Logosófica www.editoralogosofica.com.br www.logosofia.org.br
fone/fax: (11) 3885 7340
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Sede central: SHCG/NORTE – Quadra 704 Área de Escolas
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vide representantes regionais na última página
Intermedio Logosófico, 216 págs., 1950. (1)
Introducción al Conocimiento Logosófico, 494 págs., 1951. (1) (2)
Diálogos, 212 págs., 1952. (1)
Exégesis Logosófica, 110 págs., 1956. (1) (2) (4)
El Mecanismo de la Vida Consciente, 125 págs., 1956. (1) (2) (4)
La Herencia de Sí Mismo, 32 págs., 1957. (1) (2) (4)
Logosofía. Ciencia y Método, 150 págs., 1957. (1) (2) (4)
El Señor de Sándara, 509 págs., 1959. (1)
Deficiencias y Propensiones del Ser Humano, 213 págs., 1962. (1) (2) (4)
Curso de Iniciación Logosófica, 102 págs., 1963. (1) (2) (4) (6)
Bases para Tu Conducta, 55 págs., 1965. (1) (2) (3) (4) (5) (6)
El Espíritu, 196 págs., 1968. (1) (2) (4) (7)
Colección de la Revista Logosofía (tomos I (1), II (1), III), 715 págs., 1980.
Colección de la Revista Logosofía (tomos IV, V), 649 págs., 1982.
(1) Em português. (2) Em inglês. (3) Em esperanto. (4) Em francês. (5) Em catalão. (6) Em italiano. (7) Em hebraico.
1ª Reimpressão da 11ª Edição Editora Logosófica São Paulo – 2007
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R A U M S O L Carlos Bernardo González PecotchePrimeira Parte
Metodologia das
Deficiências e Propensões
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ntes de entrar em cheio no desenvolvimento desta obra, será necessário oferecer ao leitor um conjunto de explicações que porão à sua dis-posição os elementos mínimos exigidos por tão impor-tantíssima parte do conhecimento de si mesmo: a que cor-responde às deficiências psicológicas, por serem causas determinantes da incapacidade e impotência dos esforços humanos na procura do despertar consciente nas altas esferas do espírito.
Desde que o homem começou a ter as primeiras noções de moral, vem-lhe sendo repetido que deve ser bom, que deve elevar sua vida e ser melhor. Entretanto, foi-lhe ensinado positivamente como fazer para alcançar semelhante desiderato? A resposta, por demais sugestiva, é oferecida pelo estado de incrível desorientação em que hoje ele se encontra. Não lhe foi ensinado como ser melhor. Os que pretenderam fazê-lo careciam de
Introdução
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conhecimentos capazes de substanciar esse propósito e, na falta disso, adotaram o sistema de inculcar no semelhante, desde a mais tenra idade, pensamentos e sugestões incom-patíveis com sua razão e sua sensibilidade.
Inculcar idéias que não respondem a fins superiores, e sim a fins de submissão – como sempre se procurou, em parte com êxito –, é fazer das mentes humanas moldes rígi-dos, destinados à recepção cega de um saber quimérico. E dizemos “quimérico” porque o autêntico saber não endurece a mente, não a fanatiza nem a submete a farsas dogmáticas; ao contrário, propicia as manifestações do livre-arbítrio e desperta a consciência individual.
Sempre se buscou – é bom destacar, para que ninguém se engane –, sempre se buscou, repetimos, o fácil, o ilusório e sedutor, a fim de conquistar adeptos para uma ou outra seita religiosa, para uma ou outra tendência filosófica ou ideológica extremista, nas quais o ser depois fica enjaulado atrás das grades dos inúmeros preconceitos que a creduli-dade infunde. Entretanto, se bem que a alma humana seja sugestionável por excelência e sofra, com incompreensível resignação, o aniquilamento de sua capacidade perceptiva e analítica, o espírito reclama, ao contrário, com indagadora insistência, tratamento e respeito próprios de sua paridade existencial. Explica-se assim como, através das gerações, se veio acentuando uma rebeldia espontânea, gestada em espíritos indômitos; naqueles, logicamente, que se recusaram a admitir esse tratamento assaz contrário à evolução integral do homem.
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De nossa parte, declaramos inoperantes e sem con-sistência os métodos ensaiados até aqui com vistas ao aper-feiçoamento humano, por não conterem os conhecimen-tos básicos sobre a estruturação mental, psicológica e espi-ritual que caracteriza cada indivíduo, nem tampouco o domínio dos fatores que governam a vida interna.
Nossa concepção parte do estudo da própria mente, por ser ela, especificamente considerada, o órgão promotor da vida psíquica, e se projeta sobre os pensamentos, por serem os agentes naturais que configuram a vida de cada homem em seus aspectos mais preponderantes. Uma prova de que os caminhos até agora seguidos foram equivocados nos é dada, sem mais rodeios, pelo fato de que nenhum deles levou o homem a meta alguma que evidenciasse a culminação de um processo de aperfeiçoamento integral e consciente. Não podia ser de outro modo, já que se deixou de começar pelo essencial: conhecer, bloquear, debilitar e anular todas as deficiências psicológicas que afetam a criatu-ra humana, pacriatu-ra que sua nefasta influência não prejudique nem detenha o processo de evolução mediante o qual se rompem as limitações a que está sujeito o ser corrente, por falta de preparação e fortalecimento internos adequados.
Queremos com isso dizer que não houve, no estudo das possibilidades humanas, referência alguma a este gênero de conhecimentos que hoje a concepção logosófica oferece. Já se falou, esporadicamente e em termos gerais, dos vícios e
“As deficiências são também feras, feras
mentais que não se conformam em devorar os
pensamentos e projetos úteis que cada um
armazena ou cultiva em seu campo mental. Seu
afã de destruir – como acontece com o
pes-simismo, a obstinação, o descuido, a
irri-tabilidade, a veemência, etc. – as induz a
atentar contra os sentimentos mais nobres, e
inclusive contra a própria vida de seu dono.
é preciso, pois, que acabemos com tais
pensamentos, se não quisermos que eles
acabem conosco.”
www.editoralogosofica.com.br Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL D E F IC IÊ N C IA S E P R O P E N S Õ E S D O S E R H U M A N OA estruturação deste livro, que en-cerra um alto objetivo pedagógico e formativo, mostra com muita evidên-cia que a Logosofia vai diretamente à raiz do velho e até hoje insolúvel problema do aperfeiçoamento hu-mano, resolvendo-o definitivamente. Não podemos negar que uma ou outra vez se tenham mencionado as deficiências e propensões dadas a conhecer nesta obra. Ninguém ignora, é verdade, que há pessoas vai-dosas, impulsivas, egoístas, indolen-tes, indiscretas, etc. Entretanto, quem se encarregou de tratar delas a fun-do, não só como deficiências caracterológicas que afetam a vida psíquica, moral e espiritual do ser, mas também como parte de um es-tudo integral, derivado de um plano de evolução consciente? Foi somen-te a ciência logosófica que as focali-zou dessa forma, à luz de sua própria concepção original, permitindo o desenvolvimento da consciência e, conseqüentemente, a depuração progressiva de tais deficiências como fatores de permanente perturbação na vida do homem.
O exame analítico e a descrição que fazemos de cada deficiência e propensão, para apresentá-las aos olhos do entendimento que queira apreciar sua realidade, mostram a in-questionável importância que seu conhecimento assume na condução consciente da vida. O conhecimento
Logosofia