CARLOS A. CALLIOLI
Prof. Titular - Faculdade de Engenharia Industrial (São Paulo)HYGINO H. DOMINGUES
Prof. Adjunto - Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas-UNESP ( Rio Preto)
ROBERTO C.
f.
COSTA
Praf. Livre-Docente - Instituto de Matemática e Estatística - USP
ÁLGEBRA LINEAR
".,.E APLICACOES
"'
.
6~ edição reformulada12'!
reimpressã~"!IFATUAJ.
EDITORA
CARLOS A. CALLIOLI
Prof. Titular - Faculdade de Engenharia Industrial (São Paulo)HYGINO H. DOMINGUES
Prof. Adjunto - Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas-UNESP ( Rio Preto)
ROBERTO C.
f.
COSTA
Praf. Livre-Docente - Instituto de Matemática e Estatística - USP
ÁLGEBRA LINEAR
".,.E APLICACOES
"'
.
6~ edição reformulada12'!
reimpressã~"!IFATUAJ.
EDITORA
124 133 137 149 151 158 161 172 176 192 195 197 199 203 208 212 214 217 218 221 222 225 228 232 235 Capítulo 7 - Determinantes 1. Permutações . 2. Determinantes .
3. Propriedades dos Determinantes .
4. Cofatores .
5. Adjunta Clássica e Inversa .
6. Regra de Cramer .
7. Determinante de um Operador Linear ..
Apêndice IV - Determinante de um Produto de Matrizes . Capítulo 6 - Espaços com Produto Interno
1. Produtos Internos . 2. Norma e Distância ~ . 3. Ortogonalidade . 4. Isometrias . 5. Operadores Auto-adjuntos . 6. Espaços Hermitianos .
Capítulo 8 - Formas Bilineares e Quadráticas Reais
1. Formas Bilineares ..
2. Matriz de uma Forma Bilinear ..
3. Matrizes Congruentes - Mudança de Base para uma Forma Bilinear 4. Formas Bilineares Simétricas e Anti-simétricas .
5. 'Formas Quadráticas .
6. Redução de Formas Quadráticas: Algoritmos .. , Capítulo 4 - Transformações Lineares
L Noções sobre Aplicações 102
2. Transformações Lineares 104
3. Núcleo e Imagem 111
4. Isomorfismos e Automorfismos 114
(C;~~~::::-;)
Matriz de uma Transformação Linear--1-:
-Op~ações com Transformações Lineares .2. Matriz de uma Transformação Linear : .
3. Matriz da Transformação Composta .
4. Espaço Dual . 5. Matrizes Semelhantes . 2 4 6 8 16 18 27 31 39 42 44 50 54 56 57 59 66 67 74 76 78 80 81 89 91 99 Capítulo 1 - Sistemas Lineares - Matrizes
1. Sistemas Lineares .
2. Sistemas Equivalentes .
3. Sistemas Escalonados ..
4. Discussão e Resolução de um Sistema Linear ..
5. Matrizes .
6. ,Operações com Matrizes .
7. ~,Matrizes Inversíveis .
8. Sistemas de Cramer .
~Apêndice I - Matrizes Elementares ..
íNDICE
1~ PARTE: ÁLGEBRA LINEAR
Capítulo 2 - Espaços Vetoriais
1. Introdução .
2. Espaços Vetoriais ' .
3. Primeiras Propriedades de um Espaço Vetorial .
4. Sub-espaços Vetoriais ..
5. Somas de Sub-espaços .
6. Combinações Lineares ..
7. Espaços Vetoriais Finitamente Gerados ..
Apêndice 11 - Exemplo de Espaço que não é Finitamente Gerado Capítulo 3 - Base e Dimensão
1. Dependência Linear ..
2. Propriedades da Dependência Linear ..
3. Base de um Espaço Vetorial Finitamente Gerado .
4. Dimensão ..
5. Processo Prático para Determinar uma Base de um Sub-espaço de [Rn
(ou Cn
) : •••••••
6. Dimensão da Soma de Dois Sub-espaços ..
7. Coordenadas ..
8. Mudança de Base ..
2~ PARTE: APLlCACÕES
(
ê~;;';'~ magO~alizaç.O
d,O do"" Lio"",,,, Fonna d, Jo . "T'"'-"VâÍc>res e Vetores Próprios 2462. Diagonalização de Operadores 253
3. Diagonalização de Operadores Auto-adjuntos (ou de Matrizes Simétri-cas Reais) oooo• • • • • • • • • •o• • • • • • • • • • • • • • • •o• • • • •o• • •o o• o• • • • • 262 4. Aplicação da Diagonalização: Potências de uma Matriz ..o• o• •oo o 266 5. Aplicação da Diagonalização: Séries de Matrizes (Noções) 268 6. Lema de Gergoshin .o• ooo• ooooo• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 270 7. Forma de Jordan .o• • • • •o• • • • • • • • • • • • • • • • • • •o• • • • • •o• •oo . . . . 272
Capítulo 2 - Curvas e Superfícies de Segundo Grau
1. As Curvas de Segundo Grau o • oooo• • • • • • • • • • • • •oo• • • • •• • 284 2. As Superfícies de Segundo Grau o• ooo• • • • • • • • • • •oooo• • • • • 292 Capítulo 3 - Polinômios de Lagrange
1. Valores Numéricos o• • • • • • • •o• • • • • • • • • •oo • • • • • • • • 298 2. Polinômios de Lagrange o• • • • • • • •o• • • • • • • • • •oo • • • • • • • • 299 Capítulo 4 - Seqüências Recorrentes Lineares
1. Seqüências Recorrentes o • o• • • • • •o • o• • • • •o• • • •ooo oo• • • • • •• • 305 2. Aplicação oo• • • • • • •ooo• • • • • • • • • • •oooo• •• • 311 Capítulo 5 - Equações e Sistemas de Equações Diferenciais Lineares com
Coeficientes Constantes
1. Operadores Diferenciais oooo• • • • • • • • • • o• • • • • • • 315 2. Álgebra dos Operadores oo• • • • • • • • • • oo• • • • • 317 3. Equações Diferenciais Lineares com Coeficientes Constantes ooo• • 319 4. Equações Homogêneas de Segunda Ordem oo• • • •• • • • • • • 321 5. Equações Homogêneas de Ordem Qualquer ooo• • • • • • • • • •o• • 324 6. Sistemas de Equações Diferenciais Lineares com Coeficientes
Constantes ....oooo• • o• • • • • • • • • •o o• • • • • • • • • • • • • •oo • o• • • • • • •o 327 Capítulo 6 - Método dos Mínimos Quadrados
1. O Espaço Euclidiano [Rn: Revisão ooo• oo• • • • • • • • • • o• • •• • 334 2. Aproximação por Projeções .oooo• • • • • • • • • •o o• oooo• • • • • • •o• oo • 335 3. Ajuste de Curvas o• o• • • • • • • • • •o oo• •o• • • • • •o• oo o• • 338 Respostas ...o• • oo• • • • • • • • • • • • • • • •oo o• oo• •oooo• • • • • • • • • • ooooo• • • • 342 Bibliografia o ' o• • • • • • • •o• • • • • • •o• • • • • •o• •oo• • • • • • • • • • • • •o• • • • • • • • 350 Índice Remissivo % o• • • oo• ooo• • • • • •o o• • • • •o• •o o• • • • • • • • •o• • • •o• •oo 351
CAPíTULO
1
Sistemas Lineares -
Matrizes
1. SISTEMAS LINEARES
Neste capítulo procederemos inicialmente a um estudo dos sistemas lineares sobre IR. Não nos moverá aqui nenhuma preocupação de formalismo ou rigor exces-sivos. Além disso limitar-nos-emos a ver sobre o assunto apenas o que é necessário para desenvolver os capítulos posteriores. De uma maneira geral este capítulo 1 constitui apenas um pré-requisito para o restante deste livro.
Definição 1 - Dados os números reaisai, ... , an ,{3 (n~1),àequação
aI Xl
+ ... +
a n xn=
(3onde os Xi são variáveis em IR, damos o nome de equação linear sobreJR nas incógnitas xb . . . , x n.
Uma solução' dessa equação é uma seqüência de n números reais(*) (não
neéessariamente distintos entre si), indicada por (bl , . . . , bn), tal que
aIbl
+ ... +
a nbn=
{3 é uma frase verdadeira.Exemplo - Dada a equação:2XI - X2
+
X3=
1, a terna ordenada (1,1, O) é uma solução dessa equação pois 2 • 1 - 1+
°
=
1 é verdadeira.Definição 2 - Um sistema de m equações lineares com n incógnitas
(m, n~ 1)(**) é um conjunto de m equações lineares, cada uma delas com n incóg-nitas, consideradas simultaneamente. Um sistema linear se apresenta do seguinte modo:
{
allxl
+
+
alnxn=
(31S:
~~1.~1. ~ ~.~~~~.~ .~.
frml XI
+ .. , +
amnx n=
13m(*) Também chamada n-upla de números reais.
Umasolução do sistema acima é uma n.upla (bl , . . . ,bn ) de números reais
que é solução de cada uma das equações do sistema.
Exemplo - Dado o sistema
{
2X - y
+
z=
1 S:'x
+
2y=
6uma solução de S é (O, 3, 4). Notemos que essa solução não é única: a terna
(~
, 151
,~
também é solução de S.Se, no sistema S, tivermos{31
=
{32= ..• =
13m=
0, o sistema S será homo-gêneo. A n-upla (O, 0, ... , O) é solução de S neste caso e por isso todo sistema homogêneo é compatível, de acordo com a definição 3 a seguir. A solução (O, 0, ... , O) chama-sesolução trivial do sistema homogêneo.Definição 3 -' Dizemos que um sistema linear S é incompatível se, S não
admite nenhuma solução. Um sistema linear que admite uma única solução é chamado compatível determinado. Se um sistema linear S admitir mais do que
uma solução então ele recebe o nome de compatível indeterminado. Exemplos
1) Um sistema do tipo
all x l
+ '" +
alnx n=
{31OXl
+ ... +
OXn=
{3i ({3i =1= O)frml Xl
+ ... +
amnxn=
13mé necessariamente incompatível: como nenhuma n-upla é solução da equação i-ésima, então nenhuma n-upla é solução do sistema.
2) Um sistema do tipo
{
X' ••
~'
•••...••..••.••• : .~
xn = {3n(**) Se m= n simplesmentesistema linear de ordem n.
3) O sistema
{
2X - y
+
z==
1x
+
2y = 6(111)Somara uma das equações do sistema uma outra equação desse sistema multiplicada por um número real. Deixamos como exercício a verificação de que o sistema:
" d t . d . c: •
(8 11 )
e m e ermma o pOlS, conlorme VImos atrás, as temas (O, 3,4)e
5' 5'
O são soluções deste sistema. Conforme veremos, existem infinitas soluções deste sistema. Tente achar uma.CXm1Xl
+ ... +
CXmnXn = ~m2. SISTEMAS EQUIVALENTES
Seja S um sistema linear de m equações com n incógnitas. Interessa-nos considerar os sistemas que podem ser obtidos de S de uma das seguintes maneiras:
.(I) Permutar duas das equações de S. Éevidente que se81 indicar o sistema assim obtido, então toda solução de SI é solução de S e vice-versa.
(11)Multiplicar uma das equações de S por um número realÀ=1=O.Indicando por SI o sistema assim obtido mostremos que toda solução de SI é solução de8e vice-versa.
assim obtido e o sistema S ou são ambos incompatíveis ou admitem ambos as mesmas sbluções. Sugerimos ao leitor que faça alguns casos particulares antes de tentar o caso geral.
Deflilição 4 - Dado um sistema linear S, uma qualquer das modificações explicadas acima em(I), (11)e(I1I)que se faça com esse sistema recebe o nome de
ope-ração elementar comS. Se um sistema linear 81 foi obtido de um sistema linear S através de um número finito de operações elementares, dizemos que SI é
equivalen-tea S. Notação: SI ~ S. Éfácil ver que para a relação ~assim definida valem as seguintes propriedades:
Devido a (I) podemos supor que a equação multiplicada seja a primeira. Como as demais equações de S e SI coincidem basta verificar nossa afirmação quanto à primeira equação.
(a) S ~ S (reflexiva);
(b) SI ~ S ~ S ~ SI (simétrica);
(c) SI ~ S e S ~ S2====> SI ~ S2 (transitiva). Se (b1 , ••• ,bn )é uma solução de S (conforme definição 2), então:
Multiplicando porÀesta igualdade obteremos:
Convém frisar, por último, que em virtude do que já vimos neste parágrafo, se SI ~ S, então toda solução de S é solução de SI e vice-versa. Em particular, se SI é incompatível, o mesmo acontece com S.
Desta forma criamos um mecanismo extremamente útil para a procura de solu-ções de um sistema linear S. Procuramos sempre' encontrar um sistema linear equivalente a S e que seja "mais simples". Veremos um exemplo. Considere-mos o sistema: { X + z = l S: 2x
=
~
+
z=
4 x - 2y+
2z = O (1) (2) o que mostra que (b1 , •.• ,bn )é também solução da primeira equação de SI'Por outro lado, se (b1 , .•• , b n) é solução de SI, então a igualdade (2) é verdadeira. Dividindo (2) por À obtemos (1). Portanto (b1 , . . • , bn ) pertence ao conjunto das soluções de S.
Demonstração -
Sem perder a generalidade podemos supor:Proposição 1 - Todo sistema linear S é equivalente a um sistema escalo-nado.
Para estudar este sistema deve-se aplicar a ele uma série de operações ele-mentares visando fazer com que o número de coeficientes iniciais nulos seja maior em cada equação (a partir da segunda) do que na precedente. Vejamos como se pode fazer isso.
{ X - Y
+
z=
1 * {X - y+
z=
1 **{X - Y+
z=
1 2x - y+
z=
4 ~ y - z=
2 ~ y - z=
2 x - 2y -I- 2z=
O - y+
z= -
1 . O=
1S:
Xl+
Cl12X2+ ...
-I- CllnXn=
{31 Cl21Xl+
Cl22X2 -1- .••+
Cl2nxn = {32 . . . .0 · 0. . . .S:
*
Multiplicamos por - 2 a primeira equação e somamos oresultad~com a segunda equação; multiplicamos a primeira equação por -1 e somamos com a tercerra.**
Somamos a segunda equação com a terceira.Como este último sistema é incompatível, o mesmo acontece com o sistema S dado inicialmente.
3. SISTEMAS ESCALONADOS
Consideremos um sistema linear de m equações com n incógnitas que tem o seguinte aspecto:
CllIl xr1
+ . . . .. +
CllnXn= {31Qzr2xr2
+
+
QznXn = {32Clkrkxrk
+ ... +
ClknXn = {3kOXn={3k+ 1 onde Cl1rl =1= O, Cl2f2 =1= O, ... , Clkrk =1= O e cada ri:> 1.
Se tivermos 1
<
ri<
r2< ... <
r k<
n diremos que S é umsistema
li-near escalonado.
Éclaro que se {3k +1 =: O,a última equação de S pode ser elimina-da do sistema. Logo, num sistema escalonado o número de coeficientes iniciais nulos em cada equação, a partir da segunda, é maior .do que na precedente.Exemplo de sistema escalonado:
{
2X - y -
z -
3t=
O z - t=
12t
=
2Para cada Clü :::f=O(i= 2, 3, ... ,m) multipliquemos por (-Clü )a primeira equação e somemos o resultado à equação i-ésima. Com algumas permutações convenientes de equações (se for o caso) obteremos um sistema SI do seguinte tipo:
Xl
+ ... +
Cllrlxrl+ ... +
CllnXn = {31 72fl xr1+ '" +
72nXn=
{3;...
onde 72fl =1= O e ri:> 2, que é equivalente aS.
Dividindo a segunda equação de SI por 72fl óbtemos um sistema S2' ainda equivalente a S1> com o qual começamos a repetir o raciocínio feito até aqui, porém a partir da sua segunda equação. Evidentemente, depois de aplicar um certo número finito de vezes esse raciocínio chegaremos a um sistema escalonado equivalente a S. •
A importância dos sistemas escalonados reside na Proposição 1. Sendo todo sistema equivalente a um sistema escalonado, bastará que saibamos lidar com os sistemas escalonados e saibamos reduzirumsistema qualquer a um escalonado.
Nota:
Convém observar que as equações do tipo O= Oque por ventura aparecerem no processo de escalonamento devem ser suprimidas, como é óbvio.Exemplo -
Escalonemos o seguinte sistema:1
2X - y+
z -
t = 4 . 3x+
2y - z+
2t = 1S:
2x- y - z - t=O 5x+
2t = 14. DISCUSSÃO E RESOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
Observe o leitor que (1, 2, 2, - 2) é a única solução de S, pois é a única solução do sistema escalonado. O 2- - 3
I z=
3 y=
'Y1=
'Y2 X Xn=
'Yn 2 3 2**
- - 3
1 z=
3 y I x - y*
r-
y+
z = 1-r-
y+z= S ~ 3y = -2 y - z = - l 2y - 2z = -2 3y = -2{
x - y + z=r-y+'~
I ~ y - z = -1 ~ y - z = - l 3z = 1 z= -3 { x - y + z=l S: 2x + y + 2z = O 3x - y+
z=
INeste caso S' poderá ser transformado, por equivalência, no seguinte sistema (11) Obtém-se um sistema escalonado do seguinte tipo:
( Xl + G'12 X2 + + G'lnXn : ~1 X2 + + G'2nXn - ~
s:
• • e • • • • • • • • • • • • • Xn=
~nExemplo - Discutir e resolver o seguinte sistema:
Logo S é compatível determinado e ('Y1' 'Y2, ... , 'Yn) é a sua solução. Z
+
2x - y - t=
4 1 1 X+sY+st= 1 14 14 - s y - s t=
O Y+
t=
-4(
z
+
2x - y - t=
4 ~ 5x+
y+
t=
5 4x - 2y - 2t = 4 5x+
2t=
1 5x+
2t=
1 Z+
2x - y - t=
4 1 1 x + - y + - t =5
5
4x - 2y 2t = 4 ( Z+
2x - y - t=
4 S ~ - Z + 3x + 2y + 2t = 1 - Z+
2x - y - t=
O 5x+
2t=
1 ( z + 2x - y - t = 4(Z
+ 2x - y - t = 4 5x + y + t = 5 ~ 5x + y + t = 5 y+t=O y+ t=O Y - t = 4 - 2t = 4Discutir um sistema linear S significa efetuar um estudo de S visando a
classificá-lo segundo a definição 3. Resolver um sistema linear significa determinar todas as suas soluções. O conjunto dessas soluções recebe o nome de conjunto
solução do sistema.
Seja S um sistema linear de m equações com n incógnitas. Procedendo ao escalonamento de S chegaremos a uma das três seguintes situações:
(I) No processo de escalonamento, numa certa etapa, obtém-se um sistema:
Como S' é incompatível, então o mesmo se pode dizer de S. (Ver exemplo no parágrafo 2).
* Somamos a terceira equação à segunda.
** Somamos a segunda equação àprimeira.
Exemplo - Discutir e resolver o sistema: { x-2y- z=1 S: 2x
+
y - 3z=
O x - 7y=
3{
X-
2y -z
=
1{X -
2y-z
=
I S ~ 5y -z
=
-2 ~ 5y -z
=
-2 - 5y+
z=
2 O=
O 2=-3'
I z por3'
Logo o sistema é compatível determinado e(o, -
~
,
~)
é a sua solução. Observação: Depois de conseguir o escalonamento poderíamos ter achado a solução do sistema por substituição do seguinte modo:Como z =
1-
e y - z = - I então y -1-
= - I Daí y =...!.. -
I3 ' 3 ' 3
Agora, se na primeira equação do sistema substituirmos y por -
~
e acharemos x =o,
Logo, {
(~
+
~
z, -~
+
i
z, z):Z EIR}
é o conjunto de todas as soluções(1 7 2 1 )
de S(conjunto soluçãode S). Dizemos também que
5
+
5"
z,-"5
+
"5
z, z ,com z EIR,
é asolução geraldo sistema lirlear S.z= - Sz=7
S-
1 I 2 y - S z = - S { X=1-+2z
. 5 5 2 1 Y=
.--+-z
5 5{
X-
2y-y-~z=-~
Daí tiramos:(I1I) Obtém-se um sistema escalonado do tipo abaixo:
Xl
+ .. , +
aU2xr2+ ... +
alr3Xr3+ , .. +
a1r pXrp+ , , . +
aln Xn = 131Xr2
+ .. , +
azr3Xr3+ ... +
aztpXr p+ .. , +
a2nXn =l3z
S': Xr3
+ , .. +
a3rpXrp+ ... +
a3nXn = 133onde p
<
n.É fácil então ir eliminando, por meio de operações elementares, o termo em xr2 na primeira equação, os termos em xr3 da primeira e segunda equações, , .. , os termos em xrp da primeira
à
(p - l).ésima equação, Por exemplo, multi-plicando a segunda equação por (-aU2) e somando o resultado com a primeira eliminando o termo a1r2xr2'Feito. isto, passamos para o segundo membro de cada equação todas as parcelas, exceção feita à primeira. Teremos então algo como:
Xl
=
f1 xr2 = f2 Xrp = fponde cada fi é uma expressão linear nas variáveis Xj com j=1= I, j=1=f2, ',' . ,j=1= rp'
A cada seqüência de valores que dermos então a estas n - p variáveis(variáveis livres) obteremos valores para Xl, Xr", ... , Xr . e conseqüentemente uma solução
P .
do sistema. Como p
<
n, teremos mais do que uma solução (infinitas na verdade) e o sistema é indeterminado neste caso.RESUMO DA DISCUSSÃO
A discussão feita acima pode ser resumida do seguirlte modo:
Suponhamos que um sistema tenha sido escalonado e, retiradas as equações do tipo O = O, restam p equações com n irlcógnitas.
(I) Se a última das equações restantes é
OX1
+ .. , +
OXn =I3
p(l3
p =1= O)então o sistema éincompatível;
Caso contrário, sobram duas alternativas:
(11) Se p = n o sistema é compatível determinado;
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 4. Resolver por escalonamento: 1. Resolver por escalonamento:
{ 5X - 2y + 2z = 2 s: 3x + y + 4z= -1 4x - 3y + z = 3
{"
y + z ;:: 2 x - y z= -3s:
2x + y + 2z = I 3x + 2y + 3z = 3 SoluçãoDe z = O, tiramos x = Oe daí teremos y = - 1. { Y
+
3x+
4z = -1-c
S - - 2y + 5x + 2z = 2 - 3y + 4x + z = 3-{'+
3x + 4z = -1{+
llx + 10z = O x + z = O 3x + 4z = -1 llx + 10z = O 13x + 13z = O 3x + 4z= -1 x + z = O z= O Soluçãos-{
x + y + z = 2 2y 2z ~5 y -3 y -3 Daí:y=3,z= -II e x = -2"'IResposta: Osistemaé compatível determinado, sendo ( -
~,
3, -~)
sua única solução. Resposta: (O, - 1, O)é a única solução; o sistema é compatível determinado. 5. Resolver por escalonamento:2. Resolver por escalonamento:
{ X + Y + z + 3t = 1
s:
x + y - z + 2t = O { 3X + 3y 2z - t = 2s:
Sx + 2y + z - 2t = I 2x - y + 3z - t= -
I Solução Solução3. Resolver por escalonamento:
Resposta: Osistemaé incompatível, por causa da igualdade O = 1.
Resposta: {(-2 + 5z - y,y,z,1 - 2z) IY,z E IR} éo conjunto solução do sistema. O sistemaé compatível indeterminado, pois tem infinitas soluções.
{ X - 2y ~ 3z
=
Os:
x +4y - z= O 2x - y + Z = Or'
+ 3x + 3y ~ 2z = 2 S - - 2t +Sx + 2y + z = I - t + 2x - y + 3z = ~1-{
- 3x ~ 3y +2z = -2 _ { t ~ 3x ~ 3y + 2z = ~2 x - 4y + Sz = -3 x + 4y - Sz = 3 x - 4y + Sz = -3Daí: x= -4y + Sz + 3 e t = ~9y + 13z + 7
Resposta: {(-4y +Sz +3, y, z, ~9y +13z +7) Iy, zE IR}éo conjunto das soluções e portanto o sistemaé compatível indeterminado.
6. Resolver o sistema homogêneo por escalonamento:
= -2 +5z - y t = 1 - 2z { X + Y + z = 1 {X + Y + z = 1 y+ z=-1 - y+z=-1 2y + 2z = - 1 O= 1 { X+Y+Z=1 s: x - y - z= 2 2x+ y + z= 3 { X + Y + z + 3t = 1 {x
s-
-2z + t = 1 Solução { X+ Y + z=
1 S - - 2y - 2z = 1 - y - z=1 12 13Solução - 2y - 3z == O 6y + 2z == O 3y +7z == O { X 2y - 3z == O -
y+~z==O
3y +7z == O - 2y - 3z == O 1 y +Tz == O 6z == Oli. Resolver o sistema:
{
x2 + y2
=
34 S·. _ x 2 + y2 = 16Solução: Este sistemanãoélinear, pois x e y aparecem em segundo grau. Mas podemos
intro-I ' . , . 2 2 d - ' { u+v=34
(UZIIasvarlavels u
=
x e v=
y toman o-se então o sIstema S em _ u+
v=
16 cujasolução(única)éu
=
9, v=
25. Daí obtemos x 2=
9e y2=
25, ou seja, x=
± 3 e y=
± 5. Há portanto 4 soluções para o sistema S:(3,5), (3, - 5), (- 3,5) e (- 3, - 5).Daí: x == O, y == O e z== O.
O sistema admite somente a solução trivial (O, 0, O), sendo portanto determinado. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 7. Resolver o sistema homogêneo por escalonamento:
I. Resolver os sistemas abaixo:
s: { : :
2x + y+ z+t==O y 2z + t == O y + 2z -- t == O y + Z = 1 y + 2z = 2 6y + 3z = 3 [ X + b) x -y + Z = Y+ Z 2y -2 -3O conjunto {(2t, - 3t, O, t) ItEIR} éo conjunto solução; o sistema linearécompatível inde-terminado. Observe que o valor da incógnita zédeterminado, istoé,não depende de 1. 8. Determinar o valor deapara que o sistema linearS admita uma única solução e determiná-la:
Daí, necessariamente a =
°
e o sistema S é equivalente a {x Resposta: a = O e {(l,O)}éa solução única de S.{ X +y +z+ t== O - y +3t =O z
=
O 2y = 6 y -2 y O[
::
x:
+ e a[H2Y2,-
t = 2x - 2y - 2z - 3t -1 2x 2y z 5t 9 3x y + z - mt = O -ao
2[
3: :
7~
: :
5x + 3y 5a + 2b x + 2y a + b - 1 compatível e determinado. Em seguida resolver o sistema. 2. Determinar os valores deaeb que tornam o sistema3. Discutir os seguintes sistemas lineares (em função dea):
5. Resolver os sistemas homogêneos abaixo:
[3;
y + 2z - t = O b) [: + y + z + w - t = O a) + y + 3z + t = O z - 5t = O Y - z + 2w - t = O Y-4. Determinar os valores dem para os quais o sistema é determinado:
1 O· + Y Y ==0 -- 2t ==O + 3t ==O z y
. {X+
Y==1 - y == O O== a y == 1 y == 2 3y == ar
y == 1 y==O 3y == a { X + S: 2x + { x+ S - -{ x+ y Y + z t==O + 3t ==O ==0 { X + Y+ z + t ==O S~ - 3z == O - y - 3t ==O Solução Solução6. Mostrar queumsistema linear homogêneo de m equações e n incógnitasécompatível indeter-minado se n> m. { 4X + 3y - z +t
=
o c) x -y
+ 2z - t =o
{ 3X +2y - l2z=
o
d) x -y
+ z=o
2x - 3y + 5z = o Exemplo - A matrizéuma matriz real 3 X 2. Logo A E M3x2(R).
LINHAS E COLUNAS Dada uma matriz:
5. MATRIZES
Definição 5 - Sejam m ;;;, I e n ;;;, I dois números inteiros. Uma matriz
m X n real é uma dupla seqüência de números reais, distribuídos em m linhas e
n colunas, formando uma tabela que se indica do seguinte modo:
A
= (:::...
~
..
~~
...
~:
)
am1 am2 ' . ' amnas linhas são (1, O, 1)e (O, 6, - 5) ao passo que as colunas são as m seqüências horizontais
(1)
«
).
A(m) = (a a . .. amn)A = a11, a12' ... , a1n , ... , m1, m2, , são chamadas linhas da matriz A, enquanto que as n seqüências verticais
a11 am
~1 a2n
A(l) , ... , A(n)
am1 amn
são as colunas de A.É de se notar que cada A(i)EM1xn(R) e cada A(j)EMmx1(R).
Exemplo - Na matriz2 X 3
A~G ~-:)
Abreviadamente esta matriz pode ser expressa por (aij)1E;; i O;; m ou apenaslO;; j O;; n
(aij), se não houver possibilidade de confusão quanto à variação dos índices. Cada número que compõe uma matriz chama-se termo dessa matriz. Dada a matriz (aij)l';;; i.;;; m, ao símbolo aij que representa indistintamente todos os seus
1';;;j.;;;n
termos daremos o nome de termo geral dessa matriz.
Notações - Indicaremos porMm x n (IR) o conjunto das matrizes reais m x n. Se m
=
n, ao invés deMn x n (IR), usa-se a notaçãoMn (IR). Cada matriz deMn (IR) chama-se matriz quadrada de ordem n. Em contraposição, quando m =1= n, uma ma-triz m x n se diz uma mama-triz retangular. Uma mama-triz I x I (a11) se identifica com o número real a11 .Cada matriz costuma ser denotada por uma letra maiúscula do nosso alfa-beto.
IGUALDADE DE MATRIZES
Consideremos duas matrizes reais m X n: A
=
(aij) e B=
(bij). Dizemos que A=
Bse, e somente se,aij = bij (i = 1, 2, ...,m; j = 1, 2, ... ,n). Exemplos 1)
z)
F:-:
(~
2~) ~ (~
2<=>
x -1 O t = O z = 1 2)G
O1:)*G
D
3) (::) *G
2D
2 3 3 O6. OPERAÇÕES COM MATRIZES
(a) ADIÇÃO
Sejam A = (aij) e B = (bij) matrizes m X n. Indicamos por A + B e cha-mamos soma de A com B a matriz m X n cujo termo geral é aij + bij, ou seja
A
+
B=
(~:'.
+b:,
.a.'~.+b~
~:~~b~
)
am1 + bm1 am2 + bm2- . .. amn + bmn
A operação que transforma cada par (A, B) de matrizes do mesmo tipo na ma-triz A + B chama-seadição de matrizes. É uma operação no conjunto Mm xn (IR).
Exemplo _ Se A =
(1 21)
e B =(O 1-2),
entãoO 1 2 2 4 7
(1 3-1)
A+B=
2 5 9
Para a adição de matrizes acima definida valem as seguintes propriedades:
(1) A + (B + C) = (A + B) + C, V A, B, C E Mmxn(R) (associativa);
(lI) A + B = B + A, VA, BE Mmxn(R) (comutativa);
(III) Existe uma matriz O E Mmxn (R) tal que A + O = A, VA E Mmx n (R) (existe elemento neutro);
N) Dada uma matriz A E Mmxn (R), existe uma matriz (-A), também m X n, tal que A + (-A) = O (existe aoposta de qualquer matriz).
A verificação da propriedade associativa se faz assim: Se A = (aij), B = (bij) e C
=
(ciD, então*
(A + B) + C
=
(aij + bij) + (Cij)=
((aij + bij) +Cij)=
=
(aij + (bij + Cjj»=
(aij) + (bij + Cij)=
A + (B + C). Quanto à (I1I) é fácil ver que:O =
(~
..~
.. ::: ..~)
O O ..• O
Esta matriz chama-se matriz nula m X n.
Por último, se A
=
(aij), é evidente que (- A)= (-
aij). Por exemplo, se( l a -
2)
(- 1 -
aA = então -A =
-2 1 O' 2 -1
(b) MULTIPLICAÇÃO DE UMA MATRIZ POR UM NúMERO
Dada uma matriz real A = (aij), m
x
n, e dado um número real a, oprodutode a por Aéa matriz real m x n dada por:
Nas condições acima, a operação que transfonna cada par de matrizes (A, B) na matriz AB chama-se multiplicação de matrizes.
Para essa operação que transfonna cada par (a, A) de m. X Mmxn(m.)na matriz real exA E Mmxn (R.), valem as seguintes propriedades:
(I) (ex{j)A = ex ({jA);
(11) (ex
+
{j)A = exA+
(jA;(I1I) ex(A
+
B) = exA+
exB;(N) IA = A; ,~I(\;12'-
J
2
l' O Exemplo --'- Sejam A= (.
O 1 2 Então:Proposição2 - Sejam A= (aij), B= (bjk) e C=(Ckr) matrizes reais m Xn, n X p e p X q, respectivamente. Então A(BC)= (AB)C.
Demonstração - O tenno geral de A(BC) é dado por: quaisquer que sejam as matrizes A e B e quaisquer que sejam os números reais
ex e{j.
Provemos (11).
Suponhamos A = (aij). Então:
(ex + (j) •A= ((ex + (j) •aij) = (ex •aij + (j •aij) =
= (ex •aij)
+
({j •aij)=
exA+
(jA.Ex=p~
-
S, •~
20 A~
C
~ ~).
,ntão
.A~
G
~
D
( 2 ·3+
1 • O+
O • 1 AB = 0·3+1·0+2·1=(6810).
2 O 2 2·4+1·0+0·0 0·4+1·0+2·0 2.5+1.0+0.1)= O· 5+1 ·0+2·1 (c) MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES (1)Usando a notação de matriz linha e a de matriz coluna a definição acima significa que
Consideremos a matriz A = (aij) de tipo~.x n e a matriz B = (bjk) de tipo n
x
p. Oprodu toA • B (também indicado por AB)é a matriz mx
p cujo termo geral é dado por:n
Cik =
L
aij . bjk = ail • b lk+ ... +
ain • bnkj=l )
*
ao passo que o tenno geral de (AB)C é dado por:
(2)
As propriedades da adição e da multiplicação de números reais nos ensinam, contudo, que (1)
=
(2). Então a proposição está demonstrada.-(* )O símbolo~é uma letra do alfabeto grego, correspondente ao nosso S.
AB=
A(1) •B(l) A (2) • B(l)
A (1) • B(p) A(2) •B(p)
Proposição 3 - Sejam A, B e C matrizes reais m X n, n X p e n X p, respec-tivamente. Então A(B
+
C) = AB+
AC.Demonstração - Usa-se o mesmo tipo de raciocínio da demonstração anterior. Fica como exercício.
-Nota: Analogamente, se A e B são matrizes m X n e C é n X p, então (A
+
B)C=
AC+
BC.EXERCÍCIOS RESOLVIOOS
1
matrizes de MZx 3(IR). Calcular 3(A - TB) +C. Solução { X + Z - 2Y = B {X + Z - 2Y = B - - Z + 3Y = A - 2B - - Z + 3Y = A - 2B - 4Z + 7Y = C - 3B - 5Y = -- 4A +5B + C.
O O) - (O 5 O) - (O O
e Z=(+
-3 -~
) Daí:Y= i(4A - 5B - C)= +«4 Analogamente, X =(+
O 1)(: : :)
B~ (~
: :) ,
C~(:
2
~)
A= 1. Sejam: Solução 1 3 3(A - TB) + C= 3A - 2"B + C =3.
Dadas as matrizes reais,I
X 3, A = (1O O),
B =(O
1O)
e C=(O .O
1),deter·, minar as matrizes X, Y e Z de Mlx3 (IR) tais que:c
O : ) nL
dkjbji = Ski j=1~
'
I' I ,O 2-1+1-1) 1·1+0-1 0-1+1-1 B= BA~
( : : ) 2·0+1-1 1·0"+0·1 0·0+1-1 ( 2-1+1,0 AB= 1·1+0·0 0·1+1·0 Solução Analogamente:desde que as operações aí indicadas estejam definidas. Provemos (IV) já que as três pri-meiras são imediatas.
n n
rik =
L
aijCjk =L
bjidkj =j=1 j=1
o que mostra que de fato (AB)t = Bt At. Solução
Sejam A = (aij) , At = (bji), B = (Cjk) e Bt = (dkj).
Então bji
=
aij e dkj=
Cjk. Supondo AB = (rik) e BtAt = (ski), temos: 4. Dadas as matrizes A e B abaixo, determinar os produtos AB e BA:A~0 ~)
O/Dada uma matriz A = (aij) E Mmxn(IR) denomina-se transposta de A e indica-se por At a seguinte matriz nXm: At = (bji), onde bji = aij (i= I, ... ,m;j = 1, ... , n).
Valem as seguintes relações: a) (A+B)t=At+Bt ;
b) (a<A)t = a<At, onde a<E IR; c) (At)t = A; d) (AB)t = BtAt ; { X - 2Y + Z = B ~ 3Y - Z = A - 2B 7Y - 4Z= C - 3B = 1- ( 20 5 -29 { X - 2Y + Z = B S ~ 2X +Z = A -Z=C + 2C). Logo
X
=
1-~(14
7 O)
(O O
12) +(6 4
O)~
=
5~
7 14 7 36 24 12 O 2 O~
~: -~:)
=(-:9
:~ ~
152).
- 5 - -5- - 1 { 2X - Y + Z = A S: X - 2Y + Z = B 3X + Y - Z = C. ( 6 3O)
(O O
3) + (3 2O)
=(9
5 - 3). 3 6 39
6 3O
1O
-6O
Solução+
(X + A) = 3 (X + (B - A» - C = > X + A = 6 (X + (B - A» - 2C = > = >X + A = 6X + 6B - 6A - 2C= >5X = 7A - 6B + 2C > X = ; (7A-- 6B2. Determinar a matriz XE Mzx 3 (IR) tal que
~
(X + A) = 3 (X + (B - A» - C, sendo A, B e C as matrizes do exercício 1.6. Para cada número realO<consideremos a matriz:
ou seja, todas as matrizes X de tipo 2 X 2 tais que AX = XA.
(:
:)(::) (:
:)-(: :)
A=(: :)
Solução'F~,odo
X= (:
:)
então(:
:)
(:
: ) = (:
:)
<=>r
+ z = 1(,.,'
'y+t ) { : ) <=> 2y + t = O <=> x+z y+ t O x +z =0 Y +t = 1Resolvamos o sistema obtido por escalonamento:
{:
+ z =0-{"
+ z =0-{"
+ Z =0 Y + t == 1 y + t = 1 y + t = 1 + Z = 1 -z = 1 2y + t = O 2y +t=O 2y + t = O -z = 1-{'
+ Z O-{'
+ Z O - { ' y , y +t= Y +t= 1 = -1 - t = ~2 z = -1 = -1 - z t= 2 t= 2 Logo:C:
-:)
X=determinar uma matriz X E M2(IR)de maneira que AX = 12
Logo X = (x
Y)
onde x e y são números quaisquer. O x-yEXERCiClOS PROPOSTOS
'I. Dada a matriz
;"'-...
'?mmm
.",guiut":.:(~
dr;} B
=(: :
n
Mostre queAB = BA. Pode-se concluir daí que é válida a propriedade comutativa da multiplicação em M3 (IR)?
Explique bem sua resposta.
) { x+z=x
~
<=> y+t =x O=z Solução Su!"M.mo, X= ( : : ) . Eu"oAX~XA<=>
(: : ) ( : ) ( : :)(: Solução _ ( cosa - sena ) Ta-sena cosO< a) Mostrar queTaT/3 = Ta + /3; b) Calcular T-O<'
Solução
a) Sejam A e B as matrizes. Então (A + B)t = At + Bt = A + B. Logo A + B é simé-trica. Analogamente, se A e B são anti-simétricas, (A + B)t = At + Bt= - A + (- B) = = -(A+B).
b) (AB)t = BtAt = BA,seAeBsãosimétricas. ComoemgeralAB i= BA,entãonemsem-pre o produto de duas matrizes simétricas é uma matriz simétrica. Por exemplo:
8. Determinar todas as matrizes que comutam com a matriz
A=(: :).
ToT,~ (::~:
- : : : )(:~:
: : : )= ( cos(a + /3) - sen (a + /3») ::: To< +/3, sen(a + /3) cos(a +m
To =(:~;~::
- : : ; : : ) { : ::::)~
Td (';:):;ma matriz quadrada A se diz simétrica se At = A e anti-simétrica se At = - A."',._~,,-,...'
a) Mostrar que a soma de duas matrizes simétricas é também simétrica. Mostre que o mesmo vale para matrizes anti"simétricas.
b) Oproduto de duas matrizes simétricas de ordem né uma matriz simétrica?
24
"
(2jse A, BE Mn (R) e se AB = BA, prove que: a) (A ~ B)2= A 2 - 2AB + B 2 ;
b) (A - B)(A + B)= A2 ~ B2 ; c) (A ~ B)(A2 + AB + B2) = A3 ~B3 .
3. Send~ A e B as matrizes do exercício proposto 1, determine matrizes X, YE M3(R) de
maneIra que:
{
2X - Y= A+B
X+Y=A-B
4. O produto de duas matrizes anti-simétricas de mesma ordeméuma matriz anti-simétrica?
Justifique sua resposta. .
5. Determinar uma matriz A E M2(R) tal que A
*"
Oe A2 = AA = O(matriz nula). 6. Efetue os produtos AB e BA ondeA
~
U) ,
B~
(1 2 1)7. Mostrar que se:
A=(: :),
então A2 ~ 6A +512 = O (matriz nula).
8. Mostrar que as matrizes
(:
:)
onde y é um número real não nulo, verificam a equação X2 = 2X.
9. Determinar todas as matrizes quadradas de ordem 3 que comutam com a matriz:
onde a é um número real.
10. Se A e B são matrizes reais de ordem 2 que comutam com a matriz
c: :)
mostre que AB = BA.
11. Seja B uma matriz real 2 X 2 que comuta com a matriz
A~(:
:)
Mostre que existem números reais a e b tais que: B = aA +b12 •
12. Se A, BE Mn (R) são tais que AB = O (matriz nula), pode-se concluir que BA tambémé
a matriz nula? Prove ou contra-exemplifique.
7.
MATRIZES INVERSÍVEIS
Consideraremos neste parágrafo apenas matrizes quadradas de ordem n. Neste caso a multiplicação transforma cada par de matrizes de ordem n numa outra matriz, também de ordem n. E além das propriedades dadas pelas propo-sições 2 e 3 acima (associativa e distributiva em relação àadição) a multiplicação, neste caso, gozada propriedade de admitir elemento neutro que é a matriz
In
(~,
..~
.. ::: ..~.)
O O . .. I
e que evidentemente verifica as condições
AIn
=
InA=
A,para toda matriz A de ordem n. A matriz In chama-se matriz identidade de ordem n. Definição 6 - Uma matriz A de ordem n se diz inversível se, e somente se, existe uma matriz B, também de ordem n, de modo que:
AB
=
BA=
InExemplos
1) A matriz
é inversível uma vez que, tomando
então
AB
~
DA~ (~ ~) ~ ~.
Logo adiante ensinaremos um algorítmo (processo) para determinar a inversa de uma matriz, caso esta inversa exista.
2) Se uma linha (ou coluna) de uma matriz A é nula, então A não é inver-sível. Suponhamos a linha i-ésima de A nula, isto é, A(i)
=
(O, 0, ... ,O).Dadaentão uma matriz X qualquer de ordem n, como
(AXP)
=
A(i)X=
(O O O)(ver definição de produto), então
AX
~(O::O::·::.:~)
*
In. pMa roda mamX.
3) Se A e B são matrizes de ordem n, ambas inversíveis, então AB também é inversível e (AB)-l
=
B- l • A- l .De fato
(AB) • (B- l • A- l )
=
A(B • B- l ) • A- l=
A • In • A- l "'= A • A-i=
In, e analogamente (B- l . A-1) . (AB)=
In.4) Se A é inversível, então A-1 também o é e vale a seguinte igualdade:
(A-1)-1
=
A. 28DETERMINAÇÃO DA INVERSA
Daremos aqui um algoritmo (= método) para determinar a inversa de uma matriz A, caso A seja inversível. Contudo a demonstração do teorema em que se baseia esse método somente será feita no Apêndice I, ao fim do capítulo.
Definição7 - Dada uma matriz A entendemos poroperações elementarei"') com as linhas de A, uma qualquer das seguintes alternativas:
(I) Permutar duas linhas de A;
(11) Multiplicar uma linha de A por um número =1= O.
(III) Somar a uma linha de A uma outra linha de A multiplicada por um
número.
Se uma matriz B puder ser obtida de A através de um número finito dessas operações, diz-se que B é equivalente a A e escreve-se B~ A. Para esta relação valem as propriedades reflexiva, simétrica e transitiva.
Teorema - Uma matriz A é inversível se, e somente se, In ~A. Neste caso, a mesma sucessão de operações elementares que transformam A em In, transformam In em A-l
.
Demonstração
Está feita no apêndice 1, ao fim do capítulo.
Exemplos
1) Verificar se a matriz
A~G ~
D
é inversível e determinar A-1, caso esta matriz exista.
Devemos orientar nosso trabalho no sentido de transformar (se possível) a matriz A na matriz 13 , Como essa mesma sucessão de operações levará 13 em A-1, então convém reunir A e 13 numa mesma matriz e operar a partir daí.
L'(
I O 1 OD-
L,
(' I
O:I 1 OD-Lz
O I 1 O ILz
O 1 I : O II
L3 1 O 2 O O L;
=
L3 - Ll O - 1 2: -1 O(*) Tal como para sistemas lineares, ver § 2.
1
Como a matriz A é equivalente à matriz
1 O:
1
I I 11 O I 1:.::l
: 3 1 O: I,
I' O
I I O 3:-1 ( 1 L,O
4"
= L,+
L; O all ... aln ) (Xl ~l ••• ~n X2 ... X=
e B=
aml .•• amn XnA=
Seja8. SISTEMAS DE CRAMER
1
allxl+
+
atnXn = bls:
~l.~l. ~ '.~. ~.~~~.~
.:. lltrl1Xl+
+
antnxn = bnque não é inversível (tem uma linha nula) então A também não é inversível.
AX = B
<===>
A-l (AX) = K l B<===>
X = A-l B,AX = B
de tipos m x n, n x 1 e m xl, respectivamente, então S poderá ser escrito sob a forma matricial
onde A recebe o nome de matriz dos coeficientes de S.
Um sistema de Cramer éum sistema linear de n equações com n incógnitas cuja matriz dos coeficientes é inversível. Se AX = B éum sistema de Cramer, como
então esse sistema é compatível determinado e sua única solução é dada
por
A-I B. Em particular um sistema quadrado e homogêneo cuja matriz dos coet1.
cientes é inversível só admite a solução trivial.
um sistema linear de m equações com n incógnitas sobre R. Se formarmos as matrizes:
A~G
2
D
1 3G
2
6 : 1 O0)
C
2
6: 1 OD-I I 1
5
I O 1 O ~ O 15:
O 1,
I I 3 7 I O O 1 O -1-5 :-2
O I-
(~
2
6: 1 OD
I I5:
O I I O0:-2
12) Vejamos o mesmo problema com a matriz
Ll 1 1 O'I 1
O
O I I 12
1 ~ L,'= L, - L;" O 1 O:T
3 - 3
I I 1 1 14'''
O O 1 II-"3
"3
"3
J Ll'= Ll - L,' 1 O O+2 -2
-3 3 L,' 1 O 12
3 3 L'"3 O O 1 -1 1 3 3Logo a matriz A é inversível e
-2
3~+C
-2
-:)
A- l =2
32
1 -1 1 3O2)
O -1. -1 1TT
1 1 2 O O -1 1 1 2 O 1 1-2
O O 1 1 O 1~.)-(~
:
1 O -1~)-C
:
~ -~)-(~ ~
1- 1-
2 2 , O O 1: 1 I 2I O I 1: O 2 1 1 2 1 O 2 1 OExemplo - A matriz dos coeficientes do sistema
{ X
+
Y=
1 Y+
z=
1 x +2z=0 é a matriz:A~
G
~
D
que já vimos ser inversível (parágrafo 7); já determinamos também
O O 1 O 1 O
(
-} -} ;) 1(-1-1 3)
1 O -1 ==2
2 0 - 2 1 1 1 -2 2 2 -1 1 1 A-l == Logo A é inversível e 2 -2 -1 3 3 3 A-l = 1 2 -1 3 3 3 -1 1 1 3 3 3 Logo:e a solução do sistema é (O, 1, O).
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. Verificar se a matriz A abaixo é inversível e, se o for, determinar sua inversa:
A~C
: :)
Solução
Utilizaremos o processo explicado no §,7.
Solução 2 1 3
o
fato de a matriz: 2 2 4 1 O O O 1 O 2 1 O 2 1 1 2: 1 O I 2 I O 1 I 0:-1 -1 2: 1 I 2 I O I 2 : -1 O 1 O32
330:0
que é equivalente a A, ter uma linha nula, basta para concluir que A não é inversível.
a) Determinar se possível x e y em IR a fim de que a matriz
(
../2
x )y
f i
seja ortogonal.
b) Provar que o produto de duas matrizes ortogonais é ortogonal.
seja inversível em M3 (R). Solução
~(~;,) (~:,)
G:)=>
( 2+
x2
.J2y
+
.J2
x) (01 01) < >.J2y
+
.J2x
y2
+
2{
X2
+
2= 1{X2
=-1 <__> y2+
2= 1 < > y2 "= _1 x +y=O x+y= O ( ) - dm" I - " - 2 1 2 1 Portanto o problema em M2 R nao a lte so uçoes pOiS as equaçoes x = - ey=-não têm solução em R.
b) Sejam A e B matrizes ortogonais de ordem n. Sendo A e B inversíveis, então já vimos que AB também é inversível e que (AB)-l = B-lA-l. Daí
(AB)-l
=
B-1A-l=
BtAt=
(AB)t.SOIUçãO(~ ~ ~) (~_~ ~) (~_~ ~) ~
1 2 a O 1 a-I O O a-1
5. Determinar aE IR a fim de que a matriz real
O 1 O 1 -2 -3 ~1 3 4 O 1
~ -~ ~)~
5 1 1 1-8
2-8
: 7 1 3)
O -1: 8 -2 S-I 1 1 3O:
8" 2 -8 ~ : 5 1 1: -8
T-8
O 1 -1 1 -3i
j)
1 -1 -4 1 4 18
5 -8 O 1 O 1 O O A-1=
(i
~
-i)
=
~
( :
: -:)
5 1 1 -5 4-1-8
2 - 8
A inversa de A é portanto a matriz:
A ' " ' I A-1 - At 4. Uma matriz quadrada A se dizortogonal se e mvemve e - .
-
(~ ~ ~) (~ ~ ~)
se a - I*"
O.O O a-I O O 1
Logo A é inversível para a
*"
1. Se a = 1, então a matriz A é equivalente a uma matriz com uma linha nula e portanto não é inversível.7. Resolver ,o seguinte sistema de Cramer:
{
x+y-z=O
2x
+
y+
z= 1 3x - y +z = 1 SoluçãoA matriz dos coeficientes do sistemaé:
6. Resolver o seguinte sistema linear:
{ X
+
2y+
z = 1 y + 2z = -4 x+ y+ z= 2(
I 1_1)
A= :_~ ~
que é inversível conforme já vimos (exercício resolvido 3) e sua inversaé a matriz: 1 O 1
4"
"4
1 1 38
2 -S
5 1 1-S
2" -8 Logo: 1 O 1 1G}
"4
"4
C)~
4 1 1 3 18
"2-s
8
5 1 1 3 -g2
-s
S
Então o sistema fica AX= B. Já vimos no exercício resolvido nl? 1, que a matriz A éinversível e Façamos Solução
Logo trata-se de um sistema de Cramer cuja solução é dada por:
( 1 1
-2 -2
X=
A-IB=
1 O 1 1-2
2
-;) (-D
~
EXERCÍCIOS PROPOSTOS1. Seja A uma matriz quadrada inversível. Mostre que A-I também é inversível e que (A-1)-1 = A.
2. Mostrar que a matriz real
6)
+
-+
(-2;
~
+
""2
A seqüência ( ; , -1, -
~)
é a solução do sistema.é inversível Va, b, c E R e que:
O
1
-c
~)
3. Verificar quais das seguintes matrizes são inversíveis e determinar as inversas respectivas:
A=C
~),
B=C
o
2APÊNDICE I
Matrizes Elementares
5. Determinar mE IRde modo que o sistema abaixo seja de Cramer e,aseguir, resolvê-lo:
7. Se A, B e C são matrizes inversíveis de mesma ordem, determinar a matriz X de maneira que A(B-IX) = C-IA.
6. Sejam A, B e C matrizes reais de ordem n. Se A é inversível, prove que AB = AC- >
= >
B = C e que BA = CA= >
B = C. { y+ z=2 : - +2z=1 x +2y +mz = O E,=G
~
D
e
~
=G
!
D
são matrizes elementares. A primeira se obtém de 13 multiplicando por 2 a segunda linha; a segunda se obtém de 13 somando à segunda linha desta matriz a sua primeira linha multiplicada por 3.
Prop9sição 4 - Seja E uma matriz elementar de ordem n. Se aplicarmos, então, em uma matriz A, também de ordem n, a mesma operação elementar que transformou In em E, obteremos a matriz EA.
Demonstração
Faremos a demonstração apenas para a operação elementar (IU) ficando os dois casos restantes como exercício.
Suponhamos que a linha j-ésima de E seja a soma da linha j-ésima de In com a linha i-ésima de In multiplicada por a, enquanto que as demais linhas de E e de In coincidem, ou seja
Defmição 8 - Uma matriz elementarde ordem n é uma matriz E obtida de In por meio de uma e uma só operação elementar.
Exemplos { x+ Y+ z=2 b) x - Y
+
z= O y+2z=0 { x - y + z + t=O x + y - z + t = J c) -x +y +z - t = O . 2x - y - z +3t = 1a) {x -
y = 4 x +Y= O4. Resolver os seguintes sistemas de Cramer:
8. Dada a matriz A =(
~
_ :)CalCUlarA2 = AA,A3 = AAA, ... ,An =A... A(nvezes).9. Determinar x, y e z de modo que a matriz
seja ortogonal.
10. Existe alguma matriz inversível A tal que A2 = O (matriz nula)? Justifique.
e
E(k)
=
In(k), k =1=j.Como (EA)(r)
=
E(r)A, para todo r entre 1 e n, então (EA)(j)=
E(j) • A=
=
(IJj)+
aln(i))A=
In(j) • A+
a (IJi) • A)=
(InA)(j)+
a (InAP)=
A(j)+
aA(i) ,o que vem provar que a linha j-ésima de EA é igual à linha j-ésima de A mais a linha i-ésima de A multiplicada por a. Por um raciocínio análogo se prova que as demais linhas de EA coincidem com as respectivas de A.
Logo, as mesmas operações que transformaram In em E irão transformar A
emEA.-Proposição 5 - Toda matriz elementar E é inversível.
Demonstração
Por hipótese obtém-se E de In por meio de uma certa operação elementar. Consideremos a operação elementar inversa que transforma E em In. Se aplicar-mos esta última em In obtereaplicar-mos uma matriz elementar E 1. Devido à proposição anterior teremos E1 • E = In, Oque é suficiente para concluir que E é inversível e E1 é a sua inversa (por quê?).•
Exemplo - Consideremos a matriz elementar:
E~
G
!
D
A operação elementar que transfonnou 13 em E consiste em somar à segunda linha de 13 o triplo da primeira linha. Então E será transformada em 13 somando
à
sua segunda linha a primeira multiplicada por (-3). Logo a matriz inversa de E, obtida efetuando em 13 esta última operação elementar, é:Teorema - Uma matriz A de ordemn é inversível se, e somente se, In ~A. Neste caso, a mesma sucessão de operações que transformam A em In, transforma In em A-1
•
Demonstração
« = )
Como cada operação elementar com A é o mesmo que multiplicar A (à esquerda) por uma matriz elementar, então existem matrizes elementares E 1, ... , Et de, maneira que:Et • Et - 1 •...• E1 • A = In. Logo
A = E -11 • E-12 • • • • • E- 1t • In·
Como cada matriz do segundo membro é inversível, então A é inversível (um produto de matrizes inversíveis é inversível, conforme já vimos). Além disso, observando que:
40
segue que
A-1 = Et • Et_l • '" • E 1 • In
O que prova a última afinnação do teorema.
( = » Observemos primeiro que se B ~ A, então A é inversível se, e somente se, B é inversível. Isto por que seB ~ A, entãoB
=
PA, onde P é uma matriz inversível (P é um produto de matrizes elementares). Nossa observação decorre então dessa igualdade.Façamos o escalonamento da matriz A por meio de operações elementares, isto é, façamos com que cada uma das suas linhas (a partir da segunda) tenha mais zeros iniciais do que a precedente. Como a última linha de A não é nula (pois A é inversível) obteremos:
A
~
(T ..
~:
·.·.·..
~~
)
O O ann
onde cada aíi=1=O.Mas esta última matriz é equivalente à matriz In. Logo In '" A.•
Nota final: Toda a teoria desenvolvida neste capítulo sobre sistemas lineares
e matrizes seria feita da mesma maneira se substituíssemos o conjunto :IR dos números reais pelo conjunto (C dos números complexos.
=
a(!3ú)
=
aú
+
!3ú
=
aú
+
a1
(a!3)ú
(a+
!3)ú
(-+ -+ a u+
v) lÚ =u-+ para todos os números reais a e!3
e vetores Ú e1.
-+ -+ -+ - + - +
Se a = 1, au = u e se a = O, entãoau= O. Em geral lau 1= lallu
I.
Essa mul-tiplicação tem as seguintes propriedades já certamente vistas pelo leitor no seu curso de Cálculo Vetorial:1. INTRODUÇÃO
CAPíTULO
2
Espaços Vetoriais
Examinemos certos aspectos relacionados com dois conjuntos certamente
já conhecidos do leitor.
a
primeiro é o conjunto V dos vetores da geometria, definidos através de segmentos orientados, e o outro é o conjunto Mmxn (IR) das matrizes reais m por n, onde m e n são números naturais dados (ambos maiores que zero).À primeira vista pode parecer que tais conjuntos nada têm em comum. Mas não é bem assim conforme mostraremos a seguir.
No conjunto Mm xn (IR) também está definida uma adição, a adição de matri· zes estudada no capítulo 1. Conforme vimos nesse capítulo, essa adição é associa-tiva, comutaassocia-tiva, admite elemento neutro, que é a matriz nula
(
~
...
~
..
:::
..
~)
O O ••. O
Além disso podemos multiplicar um vetor
ti
por um número real a e isso se faz conforme esquema abaixo:e toda matriz A de Mmxn(lR) tem uma oposta.
Como vemos o comportamento de Ve o de Mmxn(IR) quanto à adição é
o mesmo. Mas não ficam aí as coincidências.
,Pode-se também multiplicar uma matriz por um número real obtendo-se uma matriz da seguinte forma:
-;. u -;. -u -;. v
...
- - - 7 / / / / / / / / / " " - - - . - /No conjunto V está definida uma adição (adição de vetores), conforme figu-ra ao lado, adição essa dotada das pro-priedades comutativa, associativa, além da existência de elemento neutro (vetor nulo) e do oposto para cada vetor de V.
a
vetor nulo pode ser representado por qualquer ponto do espaço e o oposto deÚ se determina conforme a figura ao lado. (a<-lI (a>II -;. au/au
(O<a<11 -;. au ~(-l<a<OI au ,Essa multiplicação apresenta as mesmas propriedades que as destacadas para V, linhas acima. auseja, valem sempre as igualdades:
(a
!3)A
=
a(!3A)(a
+ !3)A
=
a.A
+ !3A
a(A
+
B)=
aA+
aBLogo os conjuntos Ve Mm x n (IR) apresentam uma coincidência estrutural no que se refere a um par importante de operações definidas sobre eles. Nada então mais lógico do que estudar simultaneamente V, Mm xn (IR) e todos os conjuntos que apresentem essa mesma "estrutura" anteriormente apontada. Éisso o que co-meçaremos a fazer no parágrafo seguinte.
2. ESPAÇOS VETORIAIS
Vamos introduzir agora o conceito de espaço vetorial. Os espaços vetoriais constituem os objetos de estudo da Álgebra Linear.
Definição1 - Dizemos que um conjunto V
"*
.e
éum espaço vetorial sobreIR quando, e somente quando:
I - Existe uma adição (u, v)~ u
+
v em V, com as seguintes proprie-dades:a) u
+
v=
v+
u, \,lu, vE V (comutativa);b) u
+
(v+
w)= (u+
v)+
w, Vu, v,wE V (associativa);c) Existe em V um elemento neutro para essa adição o qual será simboli-zado genericamente por
o.
Ou seja:3 o E V
I
u+
o=
u, \lu E V;(*)d) Para todo elemento u de V existe o oposto; indicaremos por (- u) esse oposto. Assim:
\luE V, 3(-u) E V
I
u+
(-u)=
0.(**)11 - Está definida uma multiplicação de IR X Vem V, o que significa que a cada par (a, u) de IR X V está associado um único elemento de V que se indica por au, e para essa multiplicação tem-se o seguinte:
a) a({ju)
=
(amu b)(a+
{j)u=
au+
(ju c) a(u+
v)=
au+
avd) 1u
=
uProva-se que éúnico esse elemento neutro (ver exercício resolvido n'? 1do §3). Prova-se que éúnico o oposto de um elemento (ver exercício resolvido n'? 2do §3)"
44
para quaisquer u, v de V e
a,
(j de IR.Nota: De maneira análoga se define espaço vetorial sobre ~, conjunto dos números complexos. Deste capítulo até o capítulo V, inclusive, toda a teoria dos espaços vetoriais a ser aqui desenvolvida é a mesma quer sobre IR quer sobre
<r.
Por isso, embora venhamos a usar sempre espaços vetoriais sobre IR, deixamos registrado que seria tudo igual para espaços sobre ~. Quanto ao assunto do capí-tulo VI há diferenças lá apontadas. Porém iremos concentrar nossa atenção no caso real tendo em conta o caráter introdutório deste livro. Nos demais capítulos, salvo exceções que serão mencionadas, trabalharemos com espaços reais.Exemplos
1) O espaço vetorial IR
Não é novidade para o leitor que a adição de números reais verifica as pro-priedades l-a, I-b, l-c e I-d da definição de espaço vetorial. Tão pouco que o produto de um número real por um outro é também um número real e que essa multiplicação obedece aos itens lI-a, II-b, lI-c e II-d da definição mencionada. Logo IR éum espaço vetorial sobre IR.
2) O espaço vetorial CC
Com a mesma argumentação acima verifica-se que
<r
é espaço vetorial sobreCC. Mas
<r
também é um espaço vetorial sobre. IR. Quanto à adição não há novi-dades: tudo como no caso anterior. Agora, o produto de um número complexo por um número real é um número complexo e para essa multiplicação valem lI-a, II-b, lI-c e II-d como situações particulares das propriedades da multiplicação em CC.3) O conjunto dos vetores da geometria definidos por meio de segmentos orientados é um espaço vetorial sobre IR (ver parágrafo 1).
4) O conjunto Mmxn (IR) é um espaço vetorial sobre IR(ver parágrafo 1). 5) O espaço IRn
Já vimos anteriormente que uma n-upla de números é uma seqüência finita de n números reais que se indica por (al' ... , an). O conjunto de todas as n-uplas de números reais é denotado por IRu. O lRn pode ser visto como espaço vetorial sobre IR desde que se definam adição e multiplicação da seguinte maneira:
(al' ... , an)
+
(b l , , bn)=
(al+
b l , ... , an+
bn)a(al, , an)
=
(aal' ... , aan)Ora, tal afirmação pressupõe que se tenham verificado as oito,propriedades que constam da definição, o que não faremos aqui. Sugerimos tais verificações como exercício.
. Apenas ressaltaremos que o
=
(O, O, ... , O), se u=
(al' ... , an), então - u = (-al, ... , - an) e, a título de exemplo, que a prova da propriedade lI-ase faz do seguinte modo:
--. Seja u = (al> ... , an) um elemento de R.n. Dados então
a
e {3 em R.,(a
+
{3)u=
((a+
{3)al' , (a+
{3)an)=
(aal+
{3al, ... , aan+
{3an)=
= (aal' ... , aan)
+
({3al' , {3an) = au+
l3u.Recomendamos ao leitor que procure justificar cuidadosamente cada pas-sagem desta última dedução.
Os matemáticos estão de acordo com a seguinte frase: o R.n é o espaço vetorial mais importante.
6)O espaço ~n
O conjunto <cn das n-uplas de números complexos é um espaço vetorial
sobre ~: basta definir adição e multiplicação por um número complexo como no exemplo anterior.
7) O espaço Pn (R.)
Seja n ;;;. Oum número natural. Indicaremos por Pn (R.) o conjunto dos polinômios reais de grau .;;;; n, mais o polinômio nulo.
O leitor, que já estudou os polinômios sobre R., não terá dificuldades em perceber que
(a) f(t), g(t) E Pn (R.) = > f(t)
+
g(t) E Pn (lR) (b) a E lR, f(t) E Pn(lR) > af(t) E Pn(lR).Daí, lembrando as propriedades das operações com polinômios, concluirá que Pn(lR) é um espaço vetorial sobre lR.
8) O espaço Pn(<C)
Por Pn(<C) indicaremos o conjunto dos polinômios complexos de grau';;;; n além do polinômio nulo. Como no exemplo anterior, com as mudanças devidas, é possível provar que Pn(<C) é um espaço vetorial sobre <C.
9) Exemplo "Patológico"
Até aqui os exemplos dados, além de importantes, correspondem a situações por assim dizer usuais. Vejamos um caso que de uma certa forma ~scapadessa situação.
Seja V = {u E lR lu> O}. Suponhamos que consideremos a "adição" em V como sendo a multiplicação de números reais positivos, isto é,
u $ v
=
uv, Vu v E V(*),o
símbolo El:l serve, neste exemplo, paxa distinguir a "adição" aqui definida da usual.e que a multiplicação de um elemento de V por um número real seja dada por:
au = ua , \tu E V e Va E lR.
Com isso o conjunto V se torna um espaço vetorial sobre lR. Observemos apenas que o elemento neutro da "adição" é o número I e que a verificação de H-c se faz assim:
a(u<±l v) = a(uv) = (uv)a = uaya = (au)(av) = em<±l avo
Nota: Na teoria dos espaços vetoriaisé comum aproveitar-se a terminologia do exemplo 3 acima. Assim é que os elementos de um espaço vetorial qualquer são chamados devetores, o elemento neutro da adição de vetor nulodesse espaço e os elementos de lR (ou C) de escalares.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. Como já vimos IR2
=
{(x, y) I x, YE IR}. O IR2 pode ser visto como espaço vetorialsobre IR desde que se definam adição e multiplicação por um número real assim: (Xl, Yl) +(X2, Y2)
=
(Xl +x2, Yl +Y2) ea (x, y)
=
(ax, ay).Faxemos aqui a verificação dos axiomas relativosàmultiplicação.
lI-a: (ab)(x, y) = «ab) x, (ab)y) = (a(bx), a(by)) = a(bx, by) = a(b(x, y)). lI-b: (a+b)(x, y) = «a+b)x, (a +b)y)= (ax+bx, ay +by)= (ax, ay) +
+ (bx, by)= a(x, y)+ b(x, y).
lI-c: a«xl, Yl) +(X2, Y2))= a(xl +x2, Yl +Y2) = (a(xl +X2), a(Yl +Y2))= = (axl +aX2, aYl +aY2)= (axl> aYl) + (ax2, aY2)= a(xl, Yl) +a(x2, Y2). lI-d: I (x, y)= (Ix, Iy) = (x, y).
2. O IR3 é o conjunto de todas as ternas ordenadas de números reais. Ou.seja: IR3
=
=
{(x, Y, z) I x, Y, ZE IR}. A adição e a multiplicação por escalares são definidas noIR3 por:
(Xl> Yl> Zl) +(X2, Y2, Z2)
=
(Xl +x2, Yl +Y2, zl +Z2) ea(x, Y, z) = (ax, ay, az).
Faremos neste caso apenas a verificação dos axiomas relativos àadição. I-a: «Xl, Yl, Zl) + (X2, Y2, Z2)) + (x3, Y3' Z3)
=
= (Xl +x2, Yl +Y2, Zl +Z2) +(X3' Y3, Z3) = = «Xl +X2) +x3, (Yl +Y2) +Y3, (Zl +Z2) + Z3) =
=
(Xl + (x2 +x3), Yl + (Y2 +Y3), Zl +(Z2 +Z3))=
=
(Xl, Yl, Zl) +(x2 +x3, Y2 +Y3, Z2 +Z3)=
= (Xl> Yl> Zl) +«X2, Y2,. Z2) +(X3, Y3' Z3))·I-b: (Xl, YI. Zl) + (XZ, Yz, ZZ) = (Xl + XZ, YI + YZ,zl + ZZ) = = (XZ + Xl,yz +Yl. Zz + ZÜ = (XZ, Yz, ZZ) + (Xl. YI. Zl). I-c: O vetor nulo é (O, 0, O).
I-d: Para cada u
=
(x, Y, z) E IR3, -u=
(-X, -Y, -z) o que é evidente.lI-a: ((ab)f)(O
=
(ab)f(t)=
a(bf(t»=
a((bf)(t»=
(a(bf))(t), Vt E I.lI-c: (a(f + g»(t)
=
a(f + g)(t)=
a(f(t) +g(t»=
af(t) + ag(t)=
(af)(t) + + (ag)(t) = (af+ ag)(t),VtE I.4. Sejam U e V espaços vetoriais sobre IR (ou lC). Mostrar que U XV ={(u, v)IuEU e vE V} é um espaço vetorial em relação ao seguinte par de operações:
(I) (UI, VI) + (uz, vz) = (UI + uz, vI + vz)
(11) a(u, v) = (au, av) . Provemos algumas das condições.
l-b: (UI, VI) + (uz,vz)
=
(UI + Uz, VI + vz)=
(uz + UI,Vz + vI)=
(uz,vz)+
+ (UI, VI)'
l-c: O vetor nulo neste caso é(o, o),onde o primeirooéo vetor nulo deUe o segundo é o vetor nulo de V.
O espaço vetorial U X V acima def"mido chama-se espaço vetorialprodutode U e V. l1-d: I (u, v)
=
(lu, Iv)=
(u, v).EXERCÍCIOS PROPOSTOS Y
(a,b,c)=af
+br
+ck
(a+c,b+d) 1 ./ V . / . / / . / / . / . / / / / / (C,d) --> --> i i --> k Z 113 xNota: Podemos associar a cada vetor (x, y) Y do IRz o vetor xi + yJdo cálculo vetorial, já do conhecimento do leitor.Ovetor nulo é o par (O, O). As definições dadas de adição e multiplicação por escalares concordam com as regras usuais para a adição de vetores
r
planos e multiplicação de um vetor plano -fl!::-;+;..",,--- _
por um número. I
uf
xFato análogo acontece com o IR3:podemos associar a cada (x, Y, z) E IR3 o vetor
xi + yJ + zk do cálculo vetorial. As
defi-nições dadas de adição e multiplicação por escalares estão de acordo com as regras para a adição de vetores e de multiplicação de um vetor por um número real no espaço geométrico estudado no Cálculo Vetorial.
Por último observemos que os elementos do IRz e os do IR 3 são de natureza distinta e assim sendo não deve o leitor cometer o engano de dizer que o IRzésubconjunto do IR3 • Mais adiante será explicado que o IRz pode, de uma certa maneira, ser considerado idêntico ao subconjunto {(x, Y, O) Ix, YE IR} do IR3.(Veja Capítulo 4, § 5, exercício resolvido n9 11).
3. Seja I um intervalo de IR e indiquemos por C(I) o conjunto das funções contínuas defi-nidas no intervalo I e tomando valores reais. Dados f, g E C(I) e a E IR, definem-se f + g e af do seguinte modo:
f +g*: I~IR e (f + g)(t) = f(t) + g(t),Vt E I af: I~ IR e (aO(t)= af(t), VtE I.
1. Completar as verificações nos exercícios I, 2, 3 e 4 anteriores. 2. No conjunto V= {(x, y) Ix, Y E IR} definamos "adição" assim:
(Xl, YI) +(xz, yz) = (Xl + XZ, O)
e multiplicação por escalares como no IRz, ou seja, para cada a E IR, a(x, y) = (ax, ay).
Nessas condições V é um espaço vetorial sobre IR? Por quê? O Cálculo nos ensina que f + g e af são funções contínuas, istoé, f + g, af E CCI).
Temos então sobre CO) uma adição e uma multiplicação por escalares. E pode-se verificar qtte C(I) é um espaço vetorial com relação a esse par de operações. Verifiquemos alguns dos axiomas.
3. N~ conjunto V do exercício anterior definamos a "adição" como o fazemos habitual-mente no IRze a multiplicação por escalares assim:
a(x, y) = (ax, O). Éentão V um espaço vetorial sobre IR? Por quê? I-a: ((f + g) + h)(t)
=
(f + g)(t) + h (t)=
([(O + g(t» + h (t)=
f(t)+(g(t) + h(t»=
=
f(t) + (g + h)(t)=
(f + (g+
h) )(t), V f, g, h E C (I) eVt EI.I-c: A função e dada por e(t)
=
0, VtE I, é contínua, e, além disso, (e + O(t)=
=
e(t) + fIO= O
+ f(t)=
f(t), Vt E I.Função de I em IR.
4. Seja V o conjunto dos pares ordenados de números reais. V não é um espaço vetorial em relação a nenhum dos dois seguintes pares de operações sobre V:
a) (xI' YI) + (xz, yz)
=
(xl + xz,YI + Yz)e a(x, y)=
(X, ay), e b) (Xl> YI) + (xz, yz) = (Xl' YI) e a(x, y) = (ax, ay).Diga em cada caso quais dos 8 axiomas não se verificam.