Elaborado para a Câmara Municipal de Torres Vedras Por Centro de Estudos sobre Cidades e Vilas Sustentáveis Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente
QUE FUTURO
DESEJAMOS PARA
MONTE REDONDO?
Quais os Principais Problemas
e Como os Resolver?
Agenda 21 de Torres Vedras
FREGUESIA DE MONTE REDONDO
CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS Tel. 261 310 400 http://www.cm‐tvedras.pt E‐mail: geral@cm‐tvedras.pt Vice‐Presidente Carlos Bernardes Eng.ª Carla Ribeiro Arq. Carlos Figueiredo Dr. Ezequiel Duarte Dr. Nuno Patrício Dr.ª Sandra Colaço DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA DO AMBIENTE Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) Universidade Nova de Lisboa (UNL) Tel. 212 949 691 http://civitas.dcea.fct.unl.pt E‐mail: [email protected] Prof. Doutor João Farinha Eng.ª Carmen Quaresma Dr.ª Maria José Sousa
FICHA
TÉCNICA
PREFÁCIO ... 4 A FREGUESIA VISTA PELO SEU PRESIDENTE ... 5 1. AGENDA 21 DE TORRES VEDRAS ... 6 1.1 A Agenda 21 Local: Conceitos e Objectivos Gerais ... 7 1.2 Metologia e Objectivos da A21 de Torres Vedras ... 11 2. CARACTERIZAÇÃO DA FREGUESIA DE MONTE REDONDO ... 12 3. SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO ... 18 3.1 Objectivos ... 19 3.2 Sessão Plenária Inicial ... 20 3.3 Apresentação, Debate e Hierarquização dos Desafios ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo ... 22 3.4 Sessão em Grupos de Trabalho: Aspectos Metodológicos ... 24 3.5 TEMA 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde ... 25 3.6 TEMA 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) ... 27
3.7 TEMA 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) ... 29
3.8 Imagens dos Grupos de Trabalho Temáticos ... 31
3.9 Sessão Plenária de Apresentação dos Resultados ... 32
3.10 Constituição de Grupos de Acompanhamento ... 33
4.PONTO DA SITUAÇÃO DAS DILIGÊNCIAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS PRIORITÁRIOS ... 34 5. SUGESTÕES PARA DESENVOLVIMENTO FUTURO ... 37 6. ANEXOS ... 39 6.1 Anexo I: Lista de Participantes na Sessão ... 40 6.2 Anexo II: Programa da Sessão. ... 41
ÍNDICE
Carlos Bernardes Vice‐Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras
Sob o lema “Que Futuro Desejamos para a Freguesia de Monte Redondo”, a Câmara Municipal entendeu que a participação das comunidades locais era fundamental para alcançar os objectivos que nos propomos.
Objectivos esses, que passam pelas boas práticas Internacionais promovidas pelas Nações Unidas na Conferência do Rio de Janeiro, bem como os Compromissos de Aalborg que recentemente aderimos.
Queremos assim estar na primeira linha dessas boas práticas, construindo uma freguesia e um concelho cada vez mais sustentáveis.
PREFÁCIO
Graças a este acto de cidadania, foi possível encontrar um conjunto de valiosos contributos para termos uma melhor Qualidade de Vida. Agradecemos a todos quantos colaboram na elaboração deste documento estratégico para o Futuro da Freguesia de Monte Redondo. O Vice‐Presidente da Câmara Carlos BernardesNuno Pereira Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo
A FREGUESIA VISTA PELO SEU PRESIDENTE
Com a convicção de que o futuro é feito hoje e por cada indivíduo, é meu desejo que a autarquia use todos os instrumentos ao seu dispor, para que a minha Freguesia continue hoje e ainda melhor daqui a 20 anos, a ser uma localidade onde as pessoas se sintam confiantes e gostem de viver.
Penso que para isso bastaria que os projectos pensados a favor da Freguesia se concretizassem. Em 2020, Monte Redondo, não estaria no auge da sua potencialidade, mas seguramente num patamar desejável de desenvolvimento social, ambiental e económico.
Projectos Prioritários para a Freguesia
• Conclusão da Rede de Saneamento na sua totalidade e ligação à ETAR; • Ampliação da Escola EB 1 de Monte Redondo;
• Construção de uma Infra‐estrutura Polidesportiva, que albergue um espaço coberto para a prática de vários desportos, piscinas e área de lazer, que possa servir não só a população da nossa Freguesia mas também das Freguesias vizinhas;
• Construção de uma nova Sede da Junta de Freguesia;
• Construção de uma Creche através de uma parceria com privados.
1. AGENDA 21 DE
TORRES VEDRAS
1.1 A Agenda 21 Local: Conceitos e Objectivos Gerais
A Agenda 21 Local (A21L) é um instrumento para a promoção do desenvolvimento sustentável. A autarquia trabalha em parceria com todos os actores locais para elaborar um Plano de Acção e, sobretudo, concretizar esse plano através de um conjunto de projectos realizáveis mas ambiciosos. É portanto um instrumento que visa a acção e que tem como grande objectivo a construção de comunidades sustentáveis, ou seja, comunidades socialmente justas e inclusivas, com uma economia local forte e vibrante, utilizando os recursos naturais de forma muito cuidada e prudente e com níveis elevados de participação da sociedade civil indispensável à boa governação.
O conceito de Agenda 21 surgiu na Conferência sobre Ambiente e Desenvolvimento que teve lugar no Rio de Janeiro em 1992. Desta Cimeira, surgiu a Declaração do Rio onde o Capítulo 28 é exclusivamente dedicado à Agenda 21. As autarquias locais são aqui encorajadas e desafiadas a promoveram a sua própria Agenda para a sustentabilidade. O documento referente à Agenda 21 foi assinado por quase todos os países do mundo, incluindo Portugal.
Desde então a A21L tem‐se imposto por mérito próprio e, actualmente, mais de 6.000 autarquias da Europa já desenvolveram a sua própria Agenda para a sustentabilidade.
A grande mais‐valia da A21L é a forma como trabalha e envolve todos os actores locais (cidadãos, empresários, técnicos, etc.) tanto na identificação dos principais desafios ao desenvolvimento assim como na construção de visões de futuro partilhas e de soluções para lá chegar. A implementação procura a responsabilidade partilhada e a formação de redes de parcerias. A sua filosofia é que os desafios são demasiado grandes para serem enfrentados só pela autarquia local, sendo necessário o envolvimento activo de todos os actores dessa comunidade. De um modo geral, o ciclo de planeamento da A21L é constituído por 4 fases principais (ver Figura 1): • A 1.ª fase, a fase de Elaboração da A21L, que inclui a definição da estratégia e o plano de acção com as respectivas fichas de projectos prioritários. • A 2.ª fase, a fase de Implementação, em que se tomam decisões e se implementam as acções no terreno. • A fase de Avaliação, em que se medem e monitorizam os resultados alcançados e se comparam os resultados com as metas e objectivos pré‐estabelecidos.
• A fase de Aprendizagem, em que se aumentam os conhecimentos e se melhoram as capacidades dos diversos actores envolvidos. Esta fase atravessa todas as outras.
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1. Elaborar a A21L Criar a Estrutura de Gestão Diagnóstico e Vectores Estratégicos Proposta de Plano de Acção 2. Implementar a A21LAdoptar incrementalismo pragmático Concretizar acções e projectos Comunicar os bons resultados
4.Aumentar Capacidade e Conhecimentos com A21L
Capacidades Institucionais e Sociais para o desenvolvimento sustentável 3. Avaliar a A21L Monitorar e medir resultados Comparar resultados e metas Divulgar resultados da avaliação Figura 1 – Esquema das 4 fases do processo de planeamento da A21L.
A Câmara Municipal de Torres Vedras, consciente da importância da A21L para a construção de comunidades sustentáveis, decidiu implementar a sua Agenda 21. Responde assim ao desafio lançado pelas Nações Unidas na Conferência do Rio de Janeiro. Na senda das boas práticas internacionais, aderiu também aos Compromissos de Aalborg.
A Câmara Municipal de Torres Vedras deliberou aderir formalmente a este conjunto de Compromissos para o desenvolvimento sustentável, que são dinamizados internacionalmente pela “Campanha Europeia de Cidades e Vilas Sustentáveis”. Trata‐se de um movimento de âmbito Europeu dirigido explicitamente às autarquias locais que desejam aplicar boas práticas para o desenvolvimento sustentável e colocar‐se na vanguarda dos processos de planeamento e gestão para a sustentabilidade. Os Compromissos de Aalborg visam ajudar as autarquias, e os seus parceiros, a trabalhar no sentido de conseguirem cidades, vilas e comunidades locais inclusivas, prósperas, criativas e sustentáveis que proporcionem uma boa qualidade de vida a todos os cidadãos. Encorajam também o envolvimento dos cidadãos e restantes actores locais em todos os aspectos relativos à vida e destinos colectivos da comunidade.
Os 10 Compromissos de Aalborg e os 5 Sub‐Temas incluídos em cada Compromisso:
1. Governância
1.1 Continuar a Desenvolver uma Perspectiva Comum e de Longo Prazo para o Desenvolvimento Sustentável
1.2 Fomentar a Capacidade de Participação e de Acção para o Desenvolvimento Sustentável na Sociedade Civil e na Administração Pública
1.3 Apelar a todos os Sectores da Sociedade Civil para a Participação efectiva nos Processos de Decisão
1.4 Tornar as Nossas Decisões Claras, Rigorosas e Transparentes
1.5 Cooperar Efectivamente e em Parcerias com Municípios Vizinhos, outras Cidades e Vilas e outros Níveis de Administração
2. Gestão local para a sustentabilidade
2.1. Reforçar os Processos de Agenda 21 Local, ou outros, com vista ao Desenvolvimento Sustentável e Integrá‐los, de forma Plena, no Funcionamento da Administração Local 2.2. Realizar uma Gestão Integrada para a Sustentabilidade, baseada no Princípio da Precaução e tendo em conta a futura Estratégica Temática da União Europeia sobre Ambiente Urbano.
2.3. Estabelecer Metas e Prazos concretos face aos Compromissos de Aalborg bem como um Programa de Monitorização destes Compromissos
2.4. Assegurar a Importância das Questões de Sustentabilidade nos Processos de Decisão a nível Urbano, bem como uma Atribuição de Recursos baseada em Critérios de Sustentabilidade sólidos e abrangentes
2.5. Cooperar com a Campanha Europeia sobre Cidades e Vilas Sustentáveis e as suas Redes de Cidades para Monitorizar e Avaliar o nosso Progresso tendo em vista alcançar as Metas de Sustentabilidade estabelecidas
3. Bens comuns naturais
3.1. Reduzir o Consumo de Energia Primária e Aumentar a Parte de Energias Renováveis nesse Consumo
3.2. Melhorar a Qualidade da Água, Poupar Água e Usar Água mais Eficientemente
3.3. Promover e Aumentar a Biodiversidade e Alargar e Cuidar de Áreas Naturais Especiais e de Espaços Verdes 3.4. Melhorar a Qualidade do Solo, Preservar Terrenos Ecologicamente Produtivos e Promover a Agricultura e a Florestação Sustentáveis
3.5. Melhorar a Qualidade do Ar
4. Consumo responsável e opções de estilos de vida
4.1 Evitar e Reduzir os Resíduos e Aumentar a Reutilização e a Reciclagem
4.2. Gerir e Tratar os Resíduos de Acordo com as Melhores Práticas
4.3. Evitar os Desperdícios de Energia e Melhorar a Eficiência Energética
4.4. Adoptar uma Política Sustentável de Aquisição de Bens e Serviços
4.5. Promover Activamente a Produção e o Consumo Sustentáveis, em particular de Produtos com Rótulos Ambientais, Biológicos, Éticos e de Comércio Justo
5. Planeamento e Desenho Urbano
5.1. Reutilizar e Regenerar Áreas Abandonadas e Socialmente Degradadas
5.2. Evitar a Expansão Urbana, dando prioridade ao Desenvolvimento Urbano no Interior dos Aglomerados, através da Recuperação dos Espaços Urbanos Degradados e assegurando Densidades Urbanas Apropriadas
5.3. Assegurar a Compatibilidade de Usos ao nível dos Edifícios e Áreas Urbanas, com Equilíbrio entre Empregos, Habitação e Equipamentos, dando prioridade aos Usos Residenciais nos Centros das Cidades
5.4. Assegurar uma adequada Conservação, Renovação e Utilização/ Reutilização do nosso Património Cultural Urbano
5.5. Adoptar Critérios de Desenho Urbano e de Construção Sustentáveis e Promover a Arquitectura e as Tecnologias de Construção de Alta Qualidade
6. Melhor mobilidade, menos tráfego
6.1. Reduzir a Necessidade de Utilização do Transporte Individual Motorizado e Promover Modos de Transporte Alternativos, Viáveis e Acessíveis a Todos
6.2. Aumentar a Parte de Viagens Realizadas em Transportes Públicos, a Pé ou de Bicicleta
6.3. Encorajar a Transição para Veículos Menos Poluentes
6.4. Desenvolver um Plano de Mobilidade Urbana Integrado e Sustentável
6.5. Reduzir o Impacto dos Transportes sobre o Ambiente e a Saúde Pública
Os 10 Compromissos de Aalborg e os 5 Sub‐Temas incluídos em cada Compromisso:
7. Acção local para a saúde
7.1. Disseminar Informação no sentido de se Aumentar o Nível Geral dos Conhecimentos da População sobre os Factores Essenciais de uma Vida Saudável, a maioria dos quais se situa fora do Sector restrito da Saúde
7.2. Promover o Planeamento Urbano para o Desenvolvimento Saudável das nossas Cidades garantindo assim os Meios Indispensáveis para construir e manter Parcerias Estratégicas para a Promoção da Saúde
7.3. Aumentar a Equidade no Acesso à Saúde com Especial Atenção aos Pobres, o que requer a Elaboração regular de Relatórios sobre o Progresso conseguido na Redução das Disparidades
7.4. Promover Estudos de Avaliação de Impacte na Saúde, como meio de permitir a todos os Sectores de Actividade focar o seu Trabalho na melhoria da Saúde e da Qualidade de Vida
7.5. Motivar os Urbanistas para Integrarem Condicionantes de Saúde nas Estratégias de Planeamento e Desenho Urbano
8. Economia local dinâmica e sustentável
8.1. Introduzir Medidas para Estimular o Emprego Local e a Formação de Empresas
8.2. Cooperar com o Tecido Empresarial Local para Promover e Implementar Boas Práticas Empresariais 8.3. Desenvolver e Implementar Princípios de Sustentabilidade para a Localização de Empresas
8.4. Encorajar o Mercado de Produtos Locais e Regionais de Alta Qualidade
8.5. Promover um Turismo Local e Sustentável
9. Equidade e justiça social
9.1. Desenvolver e Implementar Programas para Prevenir e Reduzir a Pobreza
9.2. Assegurar o Acesso Equitativo aos Serviços Públicos, à Educação, a Oportunidades de Emprego, à Formação Profissional, à Informação e a Actividades Culturais 9.3. Promover a Inclusão Social e a Igualdade entre os Géneros
9.4. Aumentar a Segurança da Comunidade
9.5. Garantir Habitação e Condições de Vida de Boa Qualidade e Socialmente Adequadas
10. Do local para o global
10.1. Elaborar e seguir uma abordagem Estratégica e Integrada para Minimizar as Alterações Climáticas e trabalhar para conseguir níveis sustentáveis de Emissões de Gases geradores do Efeito de Estufa
10.2. Integrar a Política de Protecção Climática nas nossas Políticas de Energia, de Transportes, de Consumo, de Resíduos, de Agricultura e de Florestas
10.3. Disseminar informação sobre as causas e os Impactes Prováveis das Alterações Climáticas, e integrar Medidas de Prevenção na nossa Política referente às Alterações Climáticas
10.4. Reduzir o nosso Impacto no Ambiente Global e Promover o Princípio da Justiça Ambiental
10.5. Reforçar a Cooperação Internacional de Vilas e Cidades e Desenvolver Respostas Locais para Problemas Globais em parceria com outros Governos Locais, Comunidades e outros Actores Relevantes
1. 2 Metodologia e Objectivos da A21 de Torres Vedras
A equipa da FCT/UNL e a Câmara Municipal de Torres Vedras estão a trabalhar a dois níveis:
• A nível de todo o Concelho, com a caracterização do Estado do Desenvolvimento no contexto dos 10 Compromissos de Aalborg, tendo como finalidade a elaboração de um conjunto de Objectivos, Metas e Indicadores para Torres Vedras associados a esses Compromissos e visando a acção;
• A nível das freguesias, como espaços de vida e de trabalho com as suas particularidades territoriais e ambientais com desafios específicos. Na sequência do trabalho ao nível de cada uma das 20 freguesias e em seu complemento, há depois uma perspectiva de agregação para o nível concelhio. O presente relatório insere‐se neste nível de Freguesia.
O território do concelho de Torres Vedras não apresenta características totalmente homogéneas em toda a sua extensão, apresentando as várias freguesias do concelho particularidades geográficas, sociais, culturais e económicas próprias.
Assim, a A21L de Torres Vedras desce, como já referido, a cada uma das 20 freguesias do concelho de modo a constituir‐se um Plano de Acção mais adequado e mais próximo da realidade local.
Em cada uma das freguesias foram realizadas entrevistas aos Presidentes de Junta de Freguesia e foi realizado um levantamento e análise de estudos, planos e outros documentos com relevo e com os quais a A21L se tem de relacionar (por exemplo, Plano Director Municipal, Carta Educativa, Plano de Desenvolvimento Social do Concelho de Torres Vedras, Plano Municipal de Recursos Naturais).
O processo de participação dos actores locais teve um momento forte com a realização do Fórum de Participação (ver Capítulo 3).
As sessões de participação pública realizadas nas freguesias tiveram como principal objectivo envolver a população na identificação dos principais problemas e na procura de soluções para a melhoria da qualidade de vida na sua freguesia tendo como padrão o Desenvolvimento Sustentável.
O presente relatório incidindo sobre a Freguesia de Monte Redondo é parte integrante da A21 de Torres Vedras e tem como principais objectivos específicos: • Realizar uma caracterização sintética da freguesia de Monte Redondo; • Transmitir os resultados da Sessão de Participação Pública, realizada no dia 3 de Junho de 2008, nomeadamente as propostas de projectos e/ou acções prioritárias aí geradas e debatidas; • Efectuar um ponto de situação em relação às propostas de projectos prioritários, dando conta de diligências ou processos em curso, ou em fase de preparação, que contribuam para resolver os problemas prioritários acima identificados.
2. CARACTERIZAÇÃO
DA FREGUESIA DE
MONTE REDONDO
130 535 157 115 477 195
0‐14 anos 15‐64 anos 65 ou mais
1991 2001 15,4 45,5 12,1 9,8 12,8 4,2 0,3 Nenhum nível de ensino
1.º Ciclo 2.º Ciclo 3.º Ciclo Ensino Secundário Ensino Superior Outro Ensino 9,1 48 42,9 6,2 38,4 55,5
Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário
1991 2001 31,9 40,5 3,1 8,5 1991 2001 Taxa de Actividade Taxa de Desemprego Superfície (km2) 9,19 Concelho 407,07 População Residente (2001) 787 Concelho 72 250 Taxa de Crescimento (1991‐2001) ‐4,26% Concelho 7,54% Densidade Populacional (2001) 86hab/km2 Concelho 177hab/km2 Taxa de Analfabetismo (2001) 11,8% Concelho 10,8% Taxa de Desemprego (2001) 8,5% Concelho 5,3% Taxa de Actividade (2001) 40,5% Concelho 47,8% Índice de Envelhecimento (2001) 169,6% Concelho 111,1% Gráfico 1 – Evolução da População Residente segundo o Grupo Etário.
Gráfico 2 – Nível de Escolaridade da População
Residente em 2001 (%)
Gráfico 3‐ Evolução da População Activa Empregada
Residente segundo o Sector de Actividade (%) Gráfico 4 ‐ Evolução da Taxa de Actividade e da Taxa de Desemprego (%) Fonte: Torres Vedras em Números, 2006
A FREGUESIA DE MONTE REDONDO
Carta 1 – Uso e ocupação do solo da freguesia de Monte Redondo. Carta 2 – Património natural e construído relevante da freguesia de Monte Redondo.
PRINCIPAIS PONTOS POSITIVOS • Extensa mancha florestal e solos com boa aptidão agrícola;
• Parte da freguesia de Monte Redondo está inserida na área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada (DOC) de vinhos brancos de Torres Vedras; • Grande riqueza paisagística. MARCOS TERRITORIAIS MAIS RELEVANTES Vista panorâmica de Monte Redondo. Capela de Santo António. Fonte romana. Igreja Matriz de de Monte Redondo. Quinta das Lapas. Cerâmica Outeiro do Seixo. Fonte: Câmara Municipal de Torres Vedras.
•
A freguesia de Monte Redondo é uma freguesia do interior do concelho de Torres Vedras e tem como limites as freguesias de Ramalhal, Santa Maria do castelo e S. Migue, Matacães e Maxial. A freguesia de Monte Redondo é constituída pelas localidades de Monte Redondo, Lapas Grandes, Casais de Cruz, Fome, Forno, Gil de Baixo, Gil de Cima, Mata, Monte de Bois, Raposa, Rocaiado e Sobreiro e a Quinta das Lapas.
Esta freguesia, com uma superfície de 9,19km2, representa cerca de 2,3% da área total do concelho de Torres Vedras. Com uma população residente de 787 habitantes, Monte Redondo registou um decréscimo populacional entre 1991 e 2001, situação idêntica à verificada noutras freguesias do interior do concelho. No entanto, apesar do decréscimo populacional observado, o número de alojamentos cresceu, reflectindo a existência de alojamentos não ocupados como primeira residência (Fonte: Estudos de Caracterização do Território Municipal, Abril 2006). A densidade populacional da freguesia é de 86hab/km2, um valor bastante abaixo da densidade populacional média do concelho que é de 177hab/km2 e um dos valores mais baixos de todo o concelho.
Quanto à estrutura etária da população residente (Gráfico 1) assistiu‐se, entre 1991 e 2001, ao aumento do Índice de Envelhecimento, que passou de 120,8% em 1991 para 169,6% em 2001, e à diminuição do Índice de Juventude de 82,8% em 1991 para 59,0% em 2001 (Fonte: Torres Vedras em Números, 2006). Isto significa que há uma diminuição do número de jovens e um aumento do número de idosos resultando no envelhecimento muito significativo da estrutura populacional da freguesia. Os níveis de escolaridade da população residente (Gráfico 2) não são muito elevados, dado que 67,3% da população possui apenas o ensino básico, dos quais mais de 45% da população possui apenas o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Se aos 67,3% da população com o ensino básico acrescentarmos os 15,4% dos indivíduos sem nenhum nível de ensino, verificamos que a grande maioria (82,7%) da população não ultrapassou a escolaridade básica. A Taxa de Analfabetismo em 2001 era de 13,7%, um valor superior à média do concelho que é de 10,8%. (Fonte: Torres Vedras em Números, 2006).
No que diz respeito à distribuição da população activa pelos sectores de actividade, verifica‐se o predomínio do sector terciário com 55,5%, seguido do sector secundário com 38,4% e do sector primário com 6,4%. Como se pode observar no Gráfico 3, entre 1991 e 2001, os sectores secundário e primário registaram um decréscimo, mais acentuado no sector secundário com uma perda de cerca de 10%. Quanto ao sector terciário registou um forte aumento (cerca de 13%). No sector secundário é a construção a principal actividade enquanto no sector terciário são as actividades associativas, a reparação automóvel e o comércio que mais pessoas empregam.
Em relação à Taxa de Desemprego, verifica‐se um aumento acentuado, passando de 3,1% em 1991 para 8,5% em 2001, um valor superior à média do concelho que é de 5,3%. Quanto à Taxa de Actividade, a taxa que permite definir o peso da população activa sobre o total da população, aumentou cerca de 8,6% de 1991 para 2001. A taxa de actividade é um bom indicador do grau de dinamização económica de um dado lugar.
Em relação aos equipamentos escolares na freguesia de Monte Redondo existe a Escola Básica do 1º Ciclo de Monte Redondo e um Jardim‐de‐infância.
Os equipamentos desportivos existentes na freguesia de Monte Redondo são campos de jogos e um Polidesportivo descoberto. Quanto aos equipamentos sociais e associações, esta freguesia possui um Centro de Dia e Lar da Associação Desportiva e Recreativa do Monte Redondo, a Associação Dianova Portugal (serviços de apoio à toxicodependência) e a Casa do Povo de Monte Redondo (uma associação que promove de uma forma geral todo o tipo de desporto, sendo o BTT uma das modalidades privilegiadas). Conta ainda com um Posto Médico. Nesta freguesia foram encontrados alguns vestígios da época pré‐histórica, como o Castro da Achada, no Monte da Achada a sul de Monte Redondo. Do património arquitectónico da freguesia destaca‐se a Quinta das Lapas e a Capela de Santo António, no lugar de Lapas Grandes, e classificadas como Imóvel de Interesse Público. Outros locais de interesse são a Igreja Matriz de Monte Redondo, a Ermida do Sr. Jesus do Bom Fim, Cruzeiros e moinhos (como o Moinho da Cabeça de Pedra), a Fonte romana, a Fonte do Juncal, a Mina antiga, Guaritas militares, a Serra da Achada e o cabeço do Monte Redondo. A Carta 1 mostra o uso e a ocupação do solo da freguesia de Monte Redondo, onde podemos observar a área florestal e a área agrícola, assim como, a localização das vinhas. Monte Redondo é uma das freguesias com maior área florestal do concelho de Torres Vedras apresentando cerca de 490ha (53,40% do seu território) sendo, por isso, considerada uma freguesia florestal.
No Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios mais de 50% da área da freguesia está classificada com o grau de perigosidade de incêndio alto a muito alto. A espécie florestal dominante é o eucalipto abrangendo uma área de 453ha. (Fonte: Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, 2008‐2012).
Em relação à área agrícola apresenta cerca de 190ha representando 20,76% de todo o território. Parte da freguesia está inserida na área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada (DOC) de vinhos brancos de Torres Vedras. (Fonte: Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, 2008‐2012).
Na Carta 2, referente ao património natural e construído, destacam‐se as áreas de verde ecológico urbano (áreas destinadas a funções de respiração e equilíbrio do sistema urbano), assim como, as pedreiras e o património com interesse conservacionista.
Monte Redondo situa‐se na linha que liga Casalinhos de Alfaiata (Silveira/Torres Vedras/Monte Redondo/Maxial) e onde se encontram as formações geológicas (grés) mais importantes do concelho de Torres Vedras (Fonte: Estudos de Caracterização do Território Municipal, Abril 2006).
Destacam‐se ainda os aerogeradores já licenciados existentes na freguesia de Monte Redondo (Parque Eólico da Achada).
3. SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO
A Sessão de Participação Pública em Monte Redondo teve como principal objectivo envolver a comunidade na identificação dos principais problemas da sua freguesia e na procura de pistas de soluções conjuntas para a melhoria da qualidade de vida na freguesia.
De modo a inserir esta sessão de participação no contexto geral, o Quadro I apresenta o calendário de todas as Sessões de Participação realizadas nas 20 freguesias do concelho de Torres Vedras.
Quadro I – Calendário das Sessões de Participação.
Dia/ Mês Dia da semana (hora) Junta de Freguesia
31 / Março 2ª feira (21:00) Turcifal
05 / Abril Sábado (9:30) Ponte do Rol
12 / Abril Sábado (9:30) Maceira
15 / Abril 3ª feira (21:00) A‐dos‐Cunhados
21 / Abril 2ª feira (21:00) Freiria
22 / Abril 3ª feira (21:00) Silveira
28 / Abril 2ª feira (21:00) Runa
29 / Abril 3ª feira (21:00) Outeiro da Cabeça
05 / Maio 2ª feira (21:00) Dois Portos
06 / Maio 3ª feira (21:00) Carvoeira
12 / Maio 2ª feira (21:00) Ramalhal
13 / Maio 3ª feira (21:00) Ventosa
19 / Maio 2ª feira (21:00) Campelos
20 / Maio 3ª feira (21:00) Maxial
26 / Maio 2ª feira (21:00) Santa Maria
27 / Maio 3ª feira (21:00) São Pedro da Cadeira
02 / Junho 2ª feira (21:00) São Pedro e Santiago
03 / Junho 3ª feira (21:00) Monte Redondo
09 / Junho 2ª feira (21:00) Carmões
16 / Junho 2ª feira (21:00) Matacães
Na 3ª Semana de Setembro Fórum Final
A Sessão realizou‐se no dia 31 de Março de 2008 na Junta de Freguesia de Turcifal. Contou com a presença de cerca de 20 participantes de diferentes grupos, nomeadamente, Cidadãos, Empresários, Autarcas e Quadros Técnicos da Administração Local.
A abertura da sessão esteve a cargo do Sr. Vice‐Presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, que agradeceu a presença do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Turcifal, Filipe Santos, e a todos os participantes. Em função do que são as preocupações (sociais e ambientais) do executivo camarário, entendeu‐se elaborar um documento estratégico que reflicta essas mesmas preocupações. Nesse sentido é importante a participação dos Cidadãos, das Empresas, das Associações para a construção desse conjunto de acções programadas no tempo que visam o desenvolvimento da freguesia.
No final do seu discurso, o Sr. Vice‐Presidente incentivou os participantes a envolverem‐se neste projecto tão importante para o desenvolvimento da freguesia, desejando uma Sessão participada e produtiva. De seguida o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Turcifal, Filipe Santos, após agradecer a presença de todos, louvou esta iniciativa e referiu que é bom discutir os problemas e tentar encontrar soluções para os mesmos.
De seguida o Prof. Doutor João Farinha, coordenador da equipa da FCT/UNL, apontou os aspectos fundamentais que caracterizam uma A21L. Trata‐se de um processo de planeamento estratégico em que as autoridades locais trabalham em parceria com todos os actores para elaborar um Plano de Acção, e implementá‐lo, tendo como objectivo a construção de comunidades sustentáveis (Figura 3).
3.2 Sessão Plenária Inicial
A Sessão realizou‐se no dia 3 de Junho de 2008 na Junta de Freguesia de Monte Redondo. Contou com a presença de 15 participantes de diferentes grupos, nomeadamente, Cidadãos, Empresários, Autarcas e Quadros Técnicos da Administração Local.
A abertura da sessão esteve a cargo do Sr. Vice‐Presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, que agradeceu a presença do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo, Nuno Pereira, e a todos os participantes. Em função do que são as preocupações (sociais e ambientais) do executivo camarário, entendeu‐se elaborar um documento estratégico que reflicta essas mesmas preocupações. Nesse sentido é importante a participação dos Cidadãos, das Empresas, das Associações para a construção desse conjunto de acções programadas no tempo que visam o desenvolvimento da freguesia.
No final do seu discurso, o Sr. Vice‐Presidente incentivou os participantes a envolverem‐se neste projecto tão importante para o desenvolvimento da freguesia, desejando uma Sessão participada e produtiva.
Figura 2 – Imagens da sessão plenária de abertura.
De seguida o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo, Nuno Pereira, agradeceu a presença de todos, passando a palavra ao Prof. Doutor João Farinha.
O Prof. Doutor João Farinha, coordenador da equipa da FCT/UNL, apontou os aspectos fundamentais que caracterizam uma A21L. Trata‐se de um processo de planeamento estratégico em que as autoridades locais trabalham em parceria com todos os actores para elaborar um Plano de Acção, e implementá‐lo, tendo como objectivo a construção de comunidades sustentáveis (Figura 3).
• Economia Local Forte e Viável;
• Comunidades Socialmente Justas
e Inclusivas;
• Comunidades Eco‐Eficientes;
• Comunidades com Participação e
Governação;
• Comunidades capazes de
enfrentar a Adversidade.
BOA GOVERNAÇÃO E C O N O M I A SUSTENTABILIDADE S O C I E D A D E E C O L O G I AComunidades Sustentáveis
Figura 3– Grandes objectivos da Agenda 21 Local.Em seguida referiu‐se ao trabalho que está a ser desenvolvido a nível concelhio, à utilização dos Compromissos de Aalborg como um instrumento auxiliar para a elaboração da A21L de Torres Vedras, e ao trabalho realizado ao nível das freguesias do concelho.
Passou depois a aspectos operacionais sobre o funcionamento da sessão de participação.
3.3 Apresentação, Debate e Hierarquização dos Desafios ao
Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo
Na continuação da sua exposição, o Prof. Doutor João Farinha apresentou os principais desafios estratégicos que, na perspectiva da equipa técnica do Plano, sobressaem presentemente na Freguesia de Monte Redondo, nomeadamente: • Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos) • Limpar e Qualificar as Linhas de Água como Espaços de Contacto com a Natureza • Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) • Ordenamento Urbano e Disponibilização de Espaços para Construção • Apoio eficaz aos Idosos e Grandes Dependentes Incluindo Valência Domiciliária • Aspectos da Segurança do Areeiro e Dinamizar a Área Industrial • Valorizar a Paisagem Rural e das Serras com Percursos e Rotas, Fazer Pista de Bicicleta de Monte Redondo a Matacães e equacionar a sua continuação até Torres Vedras • Melhorar o Sistema de Transportes Públicos para Torres Vedras Estes desafios baseiam‐se: (i) em entrevistas a todos os Presidentes das Juntas de Freguesia; (ii) Análise de Estudos, Programas e Planos e (iii) Observação Directa da Realidade do Concelho pela equipa técnica. Após a apresentação dos oito desafios, os participantes foram convidados a reflectir e a sugerir outros desafios. As sugestões dadas pelos participantes, em complemento às apresentadas, foram: • Melhorar a Rede Eléctrica • Completar a Rede de Saneamento • Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde • Reforçar os Ecopontos
Procedeu‐se de seguida à votação para hierarquização destes 12 temas identificados.
Para tal, cada participante dispôs de igual número de votos (5).
Os resultados encontram‐se sintetizados no Quadro II.
Quadro II – Hierarquização dos Principais Desafios ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo. HIERARQUIA DOS PRINCIPAIS DESAFIOS N.º VOTOS Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde 14 Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos) 9 Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) 8 Limpar e Qualificar as Linhas de Água como Espaços de Contacto com a Natureza 7 Apoio eficaz aos Idosos e Grandes Dependentes Incluindo Valência Domiciliária 5 Melhorar a Rede Eléctrica 5 Completar a Rede de Saneamento 5
Valorizar a Paisagem Rural e das Serras com Percursos e Rotas, Fazer Pista de Bicicleta de Monte Redondo a Matacães e equacionar a sua continuação até Torres Vedras 4 Ordenamento Urbano e Disponibilização de Espaços para Construção 3 Melhorar o Sistema de Transportes Públicos para Torres Vedras 3 Reforçar os Ecopontos 3 Aspectos da Segurança do Areeiro e Dinamizar a Área Industrial 2
A sessão plenária inicial foi concluída com a apresentação da estrutura dos trabalhos em grupo, cuja explicação em maior detalhe se encontra no Capítulo 3.4.
A sessão continuou de seguida sob a forma de grupos de trabalho temáticos incidindo sobre os desafios mais votados.
A metodologia das sessões paralelas visou criar uma atmosfera de trabalho descontraída e criativa, onde os participantes puderam expressar‐se em igualdade de circunstâncias segundo regras claras, integrados num processo eficiente e tanto quanto possível convergente para a obtenção de consensos. A votação em plenário inicial elegeu 3 Temas Prioritários ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo. Os temas analisados foram: • Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde • Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos) • Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) Em cada uma das mesas foi proposto aos participantes as seguintes tarefas: 1ª Tarefa: Geração de um Ninho de Ideias de Projectos que ajudem a lidar com o Tema da Mesa de modo a melhorar fortemente a situação existente.
2ª Tarefa: Escolher, do Ninho de Ideias de Projectos, aquele que é o mais Urgente de ser Implementado e o mais Viável de Concretização. Cada um a ser desenvolvido numa ficha própria. Apresentam‐se de seguida os resultados agregados por Tema Prioritário ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo.
Listagem de Ideias de Projectos
Nesta fase foi solicitado aos participantes desta mesa de trabalho que realizassem uma listagem de Ideias de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde”. Desta actividade resultaram 3 Ideias de Projectos.
Ideias de Projectos
Resolver o problema da falta de médicos e de enfermeiros.
Contratar uma funcionária para o Posto Médico para que informasse e desse apoio à população (muitos idosos) sobre os horários de funcionamento e os serviços.
A construção de um novo Posto Médico porque o actual não tem condições apresentando alguma degradação física.
Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos
Deste exercício foi seleccionada, pelo grupo de trabalho, 1 Ideia de Projecto, que foi considerada simultaneamente a ideia mais urgente (U) e a ideia mais viável de concretização (V), tendo sido desenvolvida numa ficha própria que seguidamente se transcreve.
U O Projecto Mais Urgente
V O Projecto Mais Viável de Concretizar
TÍTULO do Projecto: M a i s S a ú d e Quais os Objectivos do Projecto? o O grande objectivo do projecto é o Posto Médico funcionar em melhores condições. No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto? o Disciplinar os doentes de modo a reduzir as listas de espera; o Resolver o problema de os doentes terem de passar a noite para conseguirem uma consulta; o Racionalizar as consultas; o Contratar um enfermeiro que seria pago pelos utentes.
Quais são os RESULTADOS visíveis deste Projecto na melhoria da Qualidade de Vida dos Moradores a curto prazo (2 a 3 anos)?
o Ter médico disponível mais horas, ter um enfermeiro para prestar cuidados básicos de saúde e a população teria um serviço que realmente satisfizesse as suas necessidades. Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto? o Com uma ligação mais estreita entre os serviços de saúde (Posto Médico) e a Junta de Freguesia talvez se resolvessem algumas situações. MARKETING do Projecto: SOCORRO, A SAÚDE É UM DIREITO!
Listagem de Ideias de Projectos Nesta fase foi solicitado aos participantes da mesa de trabalho que realizassem uma listagem de Ideias de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos)”. Desta actividade resultaram 7 Ideias de Projectos. Ideias de Projectos Haver mais formação (neste caso iniciar) a nível da freguesia, de forma, a esclarecer melhor as pessoas. Acompanhamento prático com locais próprios. Fiscalização e punição no caso de transgressão. Reforço do número de ecopontos e contentores. Acções de esclarecimento sobre a reciclagem. Acções de sensibilização locais: “ o que cada um faz é importante”. Desenvolvimento de atitudes de “correcção” e “chamada de atenção” para com os outros. Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos
Deste exercício foi seleccionada, pelo grupo de trabalho, 1 Ideia de Projecto, que foi considerada simultaneamente a ideia mais urgente (U) e a ideia mais viável de concretização (V), tendo sido desenvolvida numa ficha própria que seguidamente se transcreve.
U O Projecto Mais Urgente
V O Projecto Mais Viável de Concretizar
3.6 TEMA 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e
Limpar Entulhos)
TÍTULO do Projecto: P e n s e G l o b a l , A j a L o c a l Quais os Objectivos do Projecto? o O grande objectivo do projecto é a sensibilização da população para as questões ambientais. No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto? o Criação de acções/cursos de formação e sensibilização para toda a população da freguesia; o Acompanhamento prático em locais próprios; o Fiscalização e punição no caso de transgressão; o Reforço do número de ecopontos e contentores.
Quais são os RESULTADOS visíveis deste Projecto na melhoria da Qualidade de Vida dos Moradores a curto prazo (2 a 3 anos)?
o Inexistência de entulhos e lixos em locais menos próprios;
o Melhor consciência e prática ambiental e melhor qualidade ambiental.
Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto?
o Junta de Freguesia de Monte Redondo, população, Câmara Municipal de Torres Vedras e entidades fiscalizadoras. MARKETING do Projecto: PENSE GLOBAL, AJA LOCAL!
Listagem de Ideias de Projectos Nesta fase foi solicitado aos participantes da mesa de trabalho que realizassem uma listagem de Ideias de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)”. Desta actividade resultaram 3 Ideias de Projectos. Ideias de Projectos Dotar a freguesia de um Pavilhão Gimnodesportivo coberto e consequentemente de mais actividades desportivas. Cursos de Formação de Formadores Desportivos para pessoas residentes na freguesia. Passeio pedonal entre Lapas Grandes e Lapas Pequenas. Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos Deste exercício foram seleccionadas, pelo grupo de trabalho, 2 Ideias de Projectos, a ideia mais urgente (U) e a ideia mais viável de concretização (V) que foram desenvolvidas em fichas próprias que seguidamente se transcrevem.
U O Projecto Mais Urgente
V O Projecto Mais Viável de Concretizar
3.7 TEMA 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e
Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)
TÍTULO do Projecto: P a v i l h ã o G i m n o d e s p o r t i v o Quais os Objectivos do Projecto? o Dotar a freguesia de Monte Redondo de um equipamento desportivo polivalente. No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto? o Construção do Pavilhão Gimnodesportivo coberto na freguesia de Monte Redondo.
Quais são os RESULTADOS visíveis deste Projecto na melhoria da Qualidade de Vida dos Moradores a curto prazo (2 a 3 anos)?
o Formação dos mais jovens na prática do desporto, melhoria do relacionamento e do convívio entre a população e aumento da atractividade da freguesia.
Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto?
o A Junta de Freguesia de Monte Redondo, a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Administração Central. MARKETING do Projecto: MONTE REDONDO A ROLAR
TÍTULO do Projecto: + F o r m a ç ã o Quais os Objectivos do Projecto?
o O objectivo do projecto é formar pessoas para a dinamização da actividade desportiva e cultural da freguesia de Monte Redondo.
No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto?
o Criar cursos de formação na freguesia para formar pessoas com capacidade para executar/dinamizar actividades de grupo.
Quais são os RESULTADOS visíveis deste Projecto na melhoria da Qualidade de Vida dos Moradores a curto prazo (2 a 3 anos)?
o Maior envolvimento da população em actividades desportivas e culturais.
Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto?
o A Junta de Freguesia de Monte Redondo, a Câmara Municipal de Torres Vedras e as Associações da freguesia.
MARKETING do Projecto:
Grupo de trabalho Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde Grupo de trabalho Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) Grupo de trabalho Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)”
3.8 Imagens dos Grupos de Trabalho Temáticos
3.9 Sessão Plenária de Apresentação dos Resultados
A sessão de apresentação dos resultados decorreu com elevada serenidade, indicando um significativo grau de consenso relativamente ao trabalho desenvolvido em cada um dos grupos. No total foram identificados em Ninho de Ideias 13 Propostas de Projectos das quais 5 foram desenvolvidos em maior detalhe e apresentados em Sessão Plenária devido aos seus méritos de acordo com os parâmetros: Mais Urgente e Mais Viável de Concretização. Figura 5 – Imagens da apresentação dos resultados dos trabalhos dos grupos temáticos. Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)
Para finalizar a Sessão foi solicitado aos participantes que no seguimento dos resultados da hierarquização dos principais desafios ao desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo, optassem por acompanhar um dos três desafios/temas identificados no plenário inicial. Este gesto demonstra a vontade do participante em ficar ligado a um determinado desafio, de modo a constituir um grupo de acompanhamento e debate. Indica‐se de seguida a composição dos Grupos de Acompanhamento, para cada um dos três temas. Tema 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde Nome Entidade Álvaro Reis Câmara Municipal de Torres Vedras Fernando André Junta de Freguesia de Monte Redondo Gertrudes Diogo Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo Hipólito Faustino Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo Raul Franco Cidadão Tema 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) Nome Entidade Ângela Bultmann Cidadã José Augusto Cidadão Luís Alberto Antunes Cidadão Tema 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) Nome Entidade António Santos Cidadão Armando Ferreira Cidadão Clemens Bultmann Cidadão Francisco Arsénio Cidadão
3.10 Constituição de Grupos de Acompanhamento
4. PONTO DA SITUAÇÃO DAS
DILIGÊNCIAS PARA
RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS
PRIORITÁRIOS
Em complemento da auscultação da comunidade local relativamente às questões essenciais para o seu desenvolvimento sustentável, a EQUIPA TÉCNICA DA A21L esteve a trabalhar a nível concelhio, adoptando as
orientações contidas nos Compromissos de Aalborg.
No âmbito dos Compromissos de Aalborg e de acordo com o Compromisso 1, correspondente à Governância, foi estabelecido como um dos objectivos da vertente Formação de Capacidades, a criação de uma Comissão Executiva Interdepartamental para a Sustentabilidade (CEIS), da qual fazem parte as seguintes unidades orgânicas da Câmara Municipal de Torres Vedras: • Divisão de Ambiente; • Divisão de Ordenamento do Território; • Sector de Assuntos Sociais, Saúde e Habitação; • Gabinete de Inovação e Desenvolvimento. A CEIS é constituída pelo Sr. Vice‐Presidente Carlos Bernardes, Eng.ª Carla Ribeiro (Divisão de Ambiente), Dr. Ezequiel Duarte (Gabinete de Inovação e Desenvolvimento), Dra. Sandra Colaço (Sector de Assuntos Sociais, Saúde e Habitação) e ainda Dr. Nuno Patrício e Arq. Carlos Figueiredo (Divisão de Ordenamento do Território).
Em cada uma das Sessões de Participação, a CEIS esteve representada pelo Sr. Vice‐Presidente Carlos Bernardes e por um dos cinco técnicos que fazem parte desta Comissão.
Depois da sessão de participação a CEIS identificou as diligências, ou outros processos que contribuem para a resolução dos problemas prioritários identificados pelos participantes na sessão pública, apresentando‐se de seguida o resultado desta análise.
Esta apreciação baseia‐se em três níveis de concretização das propostas de projectos de acordo com a seguinte escala:
A Autarquia deve rever ou desenvolver projectos e parcerias para satisfazer a proposta
A Autarquia pretende reforçar as actividades existentes ou já desenvolve algumas actividades que satisfazem a proposta
A Autarquia executa em pleno actividades que satisfazem a proposta Os participantes da Sessão de Participação identificaram 13 Propostas de Projectos, das quais 5 foram consideradas prioritárias. O quadro seguinte apresenta a avaliação do nível de execução das propostas de projectos prioritários sugeridos pelos participantes, assim como, um ponto de situação em relação ao nível de implementação dos temas prioritários ao desenvolvimento da freguesia de Monte Redondo.
DILIGÊNCIAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS
PROJECTOS POR TEMA – MONTE REDONDO
Proposta de Projecto da População Objectivos Nível de
Execução
TEMA 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde
1.1 Mais Saúde Este projecto tem como grande objectivo melhorar as
condições de funcionamento do Posto Médico, com a resolução do problema de falta de médicos e de um enfermeiro, assim como, da redução das listas de espera para consultas. Comentários ao Tema Projecto que necessita de concertação com a Administração Central (Saúde). TEMA 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos)
2.1 Pense Global, Aja Local Esta proposta de acção pretende a sensibilização da
população para as questões ambientais através da realização de acções/cursos de formação e sensibilização para toda a população da freguesia, uma maior fiscalização e punição no caso de transgressão e o reforço de ecopontos e contentores na freguesia. Comentários ao Tema O Plano Municipal do Ambiente tem em vista o alargamento da Educação Ambiental ao nível concelhio, importa porém dotar o Centro de Educação Ambiental (CEA) de mais recursos humanos para o efeito. O Programa de Actividades do CEA 2008/2009 contempla uma iniciativa designada “Programa Freguesia Mais Limpa” que se destina a reconhecer e a distinguir os esforços das Juntas de Freguesia na área da limpeza urbana e da manutenção dos espaços verdes.
TEMA 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)
3.1 Pavilhão Gimnodesportivo Esta proposta de projecto prevê a criação na freguesia
de Monte Redondo de um Pavilhão Gimnodesportivo coberto induzindo a prática do desporto na freguesia e uma melhoria do relacionamento e do convívio intergeracional.
3.2 +Formação Este projecto pretende formar pessoas residentes na
freguesia para a dinamização da actividade desportiva e cultural da freguesia de Monte Redondo. Comentários ao Tema
5. SUGESTÕES PARA
DESENVOLVIMENTO FUTURO
Para ancorar a Agenda 21 de forma profunda e continuada em Monte Redondo sugere‐se a constituição de uma PLATAFORMA DE REFLEXÃO E DEBATE onde todos os actores locais (empresas, associações,
instituições, moradores, etc.) possam intervir e colaborar na implementação das propostas de acção que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Freguesia.
As propostas de projectos, identificados pela autarquia e concertados com os actores locais como os mais prioritários, deverão ser vertidos para um PLANO DE ACÇÃO que vise a concretização dos objectivos
contidos na Agenda 21 Local, assegurando a integração das dimensões ambientais, sociais, económicas e de boa governação.
Para que este processo evolua e se obtenham cada vez mais e melhores resultados torna‐se necessário avaliar e monitorizar o seu desempenho através da adopção de INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE locais.
Estes poderão medir o desempenho do processo em si ou medir o grau de concretização de cada uma das acções.
Na implementação do Plano de Acção deverão ser adoptadas novas soluções para o desenvolvimento local e novas formas de governação territorial apostando numa forte promoção da cultura participativa e da cidadania, principalmente junto dos mais novos, através da mobilização das escolas.
De forma a dar continuidade à participação da população na definição, planeamento e execução das acções da Autarquia, propõe‐se a realização de um FÓRUM ANUAL em Monte Redondo.
O FÓRUM terá ainda como objectivo apresentar e discutir os resultados obtidos até ao momento na
Agenda 21.
A divulgação de informação via Internet e através de publicações periódicas da Câmara e da Junta de Freguesia de Monte Redondo deverão ser fortemente reforçadas no sentido de difundir e aumentar o conhecimento acerca da Agenda 21 e das questões de sustentabilidade e qualidade de vida.
6. ANEXOS
6.1 Anexo I: Lista de Participantes na Sessão
Nome Entidade / Individual Álvaro Reis Câmara Municipal de Torres Vedras Ângela Bultmann Cidadã António Santos Cidadão Armando Ferreira Cidadão Clemens Bultmann Cidadão Faustino Nunes Cidadão Fernando André Junta de Freguesia de Monte Redondo Francisco Arsénio Cidadão Gertrudes Diogo Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo Hipólito Faustino Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo José Augusto Cidadão Luís Alberto Antunes Cidadão Nuno Ricardo Pereira Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo Raul Franco Cidadão Sónia Jacinto Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo6.2 Anexo II: Programa da Sessão
21h00 Recepção aos Participantes e Distribuição de Material.
21h15 Abertura da Sessão pelo Sr. Vice‐Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes; e pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo, Nuno Ricardo Pereira.
21h30 Objectivos e Ponto de Situação da Agenda 21 de Torres Vedras.
21h45 Identificação e Hierarquização dos Principais Desafios ao Desenvolvimento de Monte Redondo.
22h00 Grupos de Trabalho – Aprofundamento dos Principais Problemas ao Desenvolvimento de Monte Redondo e Procura de Soluções.
23h00 Plenário para Apresentação do Resultado dos Trabalhos e Perspectivas Futuras. 23h30 Encerramento da Sessão.