• Nenhum resultado encontrado

QUE FUTURO DESEJAMOS PARA MONTE REDONDO?

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "QUE FUTURO DESEJAMOS PARA MONTE REDONDO?"

Copied!
41
0
0

Texto

(1)

  Elaborado para a  Câmara Municipal de Torres Vedras  Por  Centro de Estudos sobre Cidades e Vilas Sustentáveis  Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente 

QUE FUTURO  

DESEJAMOS PARA 

MONTE REDONDO?

Quais os Principais Problemas 

e Como os Resolver? 

 

 

Agenda 21 de Torres Vedras 

 

 

                           

FREGUESIA DE MONTE REDONDO

(2)

CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS  Tel. 261 310 400  http://www.cm‐tvedras.pt  E‐mail: geral@cm‐tvedras.pt  Vice‐Presidente Carlos Bernardes  Eng.ª Carla Ribeiro  Arq. Carlos Figueiredo  Dr. Ezequiel Duarte  Dr. Nuno Patrício  Dr.ª Sandra Colaço      DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA DO AMBIENTE  Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT)  Universidade Nova de Lisboa (UNL)  Tel. 212 949 691  http://civitas.dcea.fct.unl.pt  E‐mail: [email protected]  Prof. Doutor João Farinha  Eng.ª Carmen Quaresma  Dr.ª Maria José Sousa 

FICHA

 TÉCNICA

 

(3)

  PREFÁCIO ... 4  A FREGUESIA VISTA PELO SEU PRESIDENTE ... 5  1. AGENDA 21 DE TORRES VEDRAS ... 6  1.1 A Agenda 21 Local: Conceitos e Objectivos Gerais ... 7  1.2 Metologia e Objectivos da A21 de Torres Vedras ... 11  2. CARACTERIZAÇÃO DA FREGUESIA DE MONTE REDONDO ... 12  3. SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO ... 18  3.1 Objectivos ... 19  3.2 Sessão Plenária Inicial ... 20  3.3 Apresentação, Debate e Hierarquização dos Desafios ao Desenvolvimento da Freguesia  de Monte Redondo ... 22  3.4 Sessão em Grupos de Trabalho: Aspectos Metodológicos ... 24  3.5 TEMA 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde ... 25  3.6 TEMA 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) ... 27 

3.7  TEMA  3:  Dotar  a  Freguesia  de  Equipamentos  Desportivos  e  Culturais  (Pavilhão  Gimnodesportivo) ... 29 

3.8 Imagens dos Grupos de Trabalho Temáticos ... 31 

3.9 Sessão Plenária de Apresentação dos Resultados ... 32 

3.10 Constituição de Grupos de Acompanhamento ... 33 

4.PONTO    DA    SITUAÇÃO  DAS    DILIGÊNCIAS    PARA    RESOLUÇÃO    DOS    PROBLEMAS  PRIORITÁRIOS ... 34  5. SUGESTÕES PARA DESENVOLVIMENTO FUTURO ... 37  6. ANEXOS ... 39  6.1 Anexo I: Lista de Participantes na Sessão ... 40  6.2 Anexo II: Programa da Sessão. ...  41

ÍNDICE

 

(4)

   

 

  Carlos Bernardes  Vice‐Presidente da Câmara Municipal  de Torres Vedras   

Sob  o  lema  “Que  Futuro  Desejamos  para  a  Freguesia  de Monte  Redondo”, a Câmara Municipal entendeu que a participação das  comunidades locais era fundamental para alcançar os objectivos  que nos propomos.  

Objectivos esses, que passam pelas boas práticas Internacionais  promovidas  pelas  Nações  Unidas  na  Conferência  do  Rio  de  Janeiro,  bem  como  os  Compromissos  de  Aalborg  que  recentemente aderimos. 

Queremos  assim  estar  na  primeira  linha  dessas  boas  práticas,  construindo  uma  freguesia  e  um  concelho  cada  vez  mais  sustentáveis. 

PREFÁCIO 

Graças a este acto de cidadania, foi possível encontrar um conjunto de valiosos contributos  para termos uma melhor Qualidade de Vida.  Agradecemos a todos quantos colaboram na elaboração deste documento estratégico para  o Futuro da Freguesia de Monte Redondo.      O Vice‐Presidente da Câmara  Carlos Bernardes  

(5)

      Nuno Pereira   Presidente da Junta de Freguesia  de Monte Redondo   

A FREGUESIA VISTA PELO SEU PRESIDENTE 

Com  a  convicção  de  que  o  futuro  é  feito  hoje  e  por  cada  indivíduo,  é  meu  desejo  que  a  autarquia  use  todos  os  instrumentos  ao  seu  dispor,  para  que  a  minha  Freguesia  continue  hoje  e  ainda  melhor  daqui  a  20  anos,  a  ser  uma  localidade onde as pessoas se sintam confiantes e gostem de  viver.  

Penso  que  para  isso  bastaria  que  os  projectos  pensados  a  favor  da  Freguesia  se  concretizassem.  Em  2020,  Monte  Redondo,  não  estaria  no  auge  da  sua  potencialidade,  mas  seguramente  num  patamar  desejável  de  desenvolvimento  social, ambiental e económico. 

Projectos Prioritários para a Freguesia 

• Conclusão da Rede de Saneamento na sua totalidade e ligação à ETAR;  •  Ampliação da Escola EB 1 de Monte Redondo; 

• Construção  de  uma  Infra‐estrutura  Polidesportiva,  que  albergue  um  espaço  coberto para a prática de vários desportos, piscinas e área de lazer, que possa  servir  não  só  a  população  da  nossa  Freguesia  mas  também  das  Freguesias  vizinhas; 

• Construção de uma nova Sede da Junta de Freguesia; 

• Construção de uma Creche através de uma parceria com privados.   

(6)

 

1. AGENDA 21 DE  

TORRES VEDRAS 

(7)

1.1 A Agenda 21 Local: Conceitos e Objectivos Gerais 

A  Agenda  21  Local  (A21L)  é  um  instrumento  para  a  promoção  do  desenvolvimento  sustentável.  A  autarquia  trabalha  em  parceria  com  todos  os  actores  locais  para  elaborar  um  Plano  de  Acção  e,  sobretudo, concretizar esse plano através de um conjunto de projectos realizáveis mas ambiciosos.    É  portanto  um  instrumento  que  visa  a  acção  e  que  tem  como  grande  objectivo  a  construção  de  comunidades  sustentáveis,  ou  seja,  comunidades  socialmente  justas  e  inclusivas,  com  uma  economia  local forte e vibrante, utilizando os recursos naturais de forma muito cuidada e prudente e com níveis  elevados de participação da sociedade civil indispensável à boa governação. 

O conceito de Agenda 21 surgiu na Conferência sobre Ambiente e Desenvolvimento que teve lugar no  Rio de Janeiro em 1992. Desta Cimeira, surgiu a Declaração do Rio onde o Capítulo 28 é exclusivamente  dedicado  à  Agenda  21.  As  autarquias  locais  são  aqui  encorajadas  e  desafiadas  a  promoveram  a  sua  própria  Agenda  para  a  sustentabilidade.  O  documento  referente  à  Agenda  21  foi  assinado  por  quase  todos os países do mundo, incluindo Portugal. 

Desde  então  a  A21L  tem‐se  imposto  por  mérito  próprio  e,  actualmente,  mais  de  6.000  autarquias  da  Europa já desenvolveram a sua própria Agenda para a sustentabilidade. 

A  grande  mais‐valia  da  A21L  é  a  forma  como  trabalha  e  envolve  todos  os  actores  locais  (cidadãos,  empresários,  técnicos,  etc.)  tanto  na  identificação  dos  principais  desafios  ao  desenvolvimento  assim  como  na  construção  de  visões  de  futuro  partilhas  e  de  soluções  para  lá  chegar.  A  implementação  procura  a  responsabilidade  partilhada  e  a  formação  de  redes  de  parcerias.  A  sua  filosofia  é  que  os  desafios  são  demasiado  grandes  para  serem  enfrentados  só  pela  autarquia  local,  sendo  necessário  o  envolvimento activo de todos os actores dessa comunidade.  De um modo geral, o ciclo de planeamento da A21L é constituído por 4 fases principais (ver Figura 1):  • A 1.ª fase, a fase de Elaboração da A21L, que inclui a definição da estratégia e o plano de acção  com as respectivas fichas de projectos prioritários.  • A 2.ª fase, a fase de Implementação, em que se tomam decisões e se implementam as acções no  terreno.  • A fase de Avaliação, em que se medem e monitorizam os resultados alcançados e se comparam  os resultados com as metas e objectivos pré‐estabelecidos. 

• A  fase  de  Aprendizagem,  em  que  se  aumentam  os  conhecimentos  e  se  melhoram  as  capacidades dos diversos actores envolvidos. Esta fase atravessa todas as outras.  

(8)

 

4

1

2

3

1. Elaborar a A21L Criar a Estrutura de Gestão Diagnóstico e Vectores Estratégicos Proposta de Plano de Acção 2. Implementar a A21L

Adoptar incrementalismo pragmático Concretizar acções e projectos Comunicar os bons resultados

4.Aumentar Capacidade e Conhecimentos com A21L

Capacidades Institucionais e Sociais para o desenvolvimento sustentável 3. Avaliar a A21L Monitorar e medir resultados Comparar resultados e metas Divulgar resultados da avaliação   Figura 1 – Esquema das 4 fases do processo de planeamento da A21L.   

A  Câmara  Municipal  de  Torres  Vedras,  consciente  da  importância  da  A21L  para  a  construção  de  comunidades sustentáveis, decidiu implementar a sua Agenda 21. Responde assim ao desafio lançado  pelas  Nações  Unidas  na  Conferência  do  Rio  de  Janeiro.  Na  senda  das  boas  práticas  internacionais,  aderiu também aos Compromissos de Aalborg.  

A Câmara Municipal de Torres Vedras deliberou aderir formalmente a este conjunto de Compromissos  para  o  desenvolvimento  sustentável,  que  são  dinamizados  internacionalmente  pela  “Campanha  Europeia  de  Cidades  e  Vilas  Sustentáveis”.  Trata‐se  de  um  movimento  de  âmbito  Europeu  dirigido  explicitamente  às  autarquias  locais  que  desejam  aplicar  boas  práticas  para  o  desenvolvimento  sustentável e colocar‐se na vanguarda dos processos de planeamento e gestão para a sustentabilidade.  Os Compromissos de Aalborg visam ajudar as autarquias, e os seus parceiros, a trabalhar no sentido de  conseguirem  cidades,  vilas  e  comunidades  locais  inclusivas,  prósperas,  criativas  e  sustentáveis  que  proporcionem uma boa qualidade de vida a todos os cidadãos. Encorajam também o envolvimento dos  cidadãos  e  restantes  actores  locais  em  todos  os  aspectos  relativos  à  vida  e  destinos  colectivos  da  comunidade. 

(9)

Os 10 Compromissos de Aalborg e os 5 Sub‐Temas incluídos em cada Compromisso: 

1. Governância 

1.1 Continuar a Desenvolver uma Perspectiva Comum e de  Longo Prazo para o Desenvolvimento Sustentável 

1.2 Fomentar a Capacidade de Participação e de Acção para  o  Desenvolvimento  Sustentável  na  Sociedade  Civil  e  na  Administração Pública 

1.3  Apelar  a  todos  os  Sectores  da  Sociedade  Civil  para  a  Participação efectiva nos Processos de Decisão 

1.4  Tornar  as  Nossas  Decisões  Claras,  Rigorosas  e  Transparentes 

1.5 Cooperar Efectivamente e em Parcerias com Municípios  Vizinhos,  outras  Cidades  e  Vilas  e  outros  Níveis  de  Administração 

2. Gestão local para a sustentabilidade 

2.1.  Reforçar  os  Processos  de  Agenda  21  Local,  ou  outros,  com vista ao Desenvolvimento Sustentável e Integrá‐los, de  forma Plena, no Funcionamento da Administração Local  2.2. Realizar uma Gestão Integrada para a Sustentabilidade,  baseada  no  Princípio  da  Precaução  e  tendo  em  conta  a  futura  Estratégica  Temática  da  União  Europeia  sobre  Ambiente Urbano. 

2.3.  Estabelecer  Metas  e  Prazos  concretos  face  aos  Compromissos  de  Aalborg  bem  como  um  Programa  de  Monitorização destes Compromissos 

2.4.  Assegurar  a  Importância  das  Questões  de  Sustentabilidade  nos  Processos  de Decisão  a nível  Urbano,  bem  como  uma  Atribuição  de  Recursos  baseada  em  Critérios de Sustentabilidade sólidos e abrangentes 

2.5.  Cooperar  com  a  Campanha  Europeia  sobre  Cidades  e  Vilas  Sustentáveis  e  as  suas  Redes  de  Cidades  para  Monitorizar  e  Avaliar  o  nosso  Progresso  tendo  em  vista  alcançar as Metas de Sustentabilidade estabelecidas 

3. Bens comuns naturais 

3.1. Reduzir o Consumo de Energia Primária e Aumentar a  Parte de Energias Renováveis nesse Consumo 

3.2.  Melhorar  a  Qualidade  da  Água,  Poupar  Água  e  Usar  Água mais Eficientemente 

3.3.  Promover  e  Aumentar  a  Biodiversidade  e  Alargar  e  Cuidar de Áreas Naturais Especiais e de Espaços Verdes   3.4.  Melhorar  a  Qualidade  do  Solo,  Preservar  Terrenos  Ecologicamente  Produtivos  e  Promover  a  Agricultura  e  a  Florestação Sustentáveis 

3.5. Melhorar a Qualidade do Ar 

4.  Consumo  responsável  e  opções  de  estilos  de vida 

4.1  Evitar  e  Reduzir  os  Resíduos  e  Aumentar  a  Reutilização e a Reciclagem 

4.2.  Gerir  e  Tratar  os  Resíduos  de  Acordo  com  as  Melhores Práticas 

4.3.  Evitar  os  Desperdícios  de  Energia  e  Melhorar  a  Eficiência Energética 

4.4.  Adoptar  uma  Política  Sustentável  de  Aquisição  de  Bens e Serviços 

4.5.  Promover  Activamente  a  Produção  e  o  Consumo  Sustentáveis,  em  particular  de  Produtos  com  Rótulos  Ambientais, Biológicos, Éticos e de Comércio Justo 

5. Planeamento e Desenho Urbano  

5.1.  Reutilizar  e  Regenerar  Áreas  Abandonadas  e  Socialmente Degradadas 

5.2.  Evitar  a  Expansão  Urbana,  dando  prioridade  ao  Desenvolvimento  Urbano  no  Interior  dos  Aglomerados,  através  da  Recuperação  dos  Espaços  Urbanos  Degradados  e  assegurando  Densidades  Urbanas  Apropriadas 

5.3.  Assegurar  a  Compatibilidade  de  Usos  ao  nível  dos  Edifícios  e  Áreas  Urbanas,  com  Equilíbrio  entre  Empregos, Habitação e Equipamentos, dando prioridade  aos Usos Residenciais nos Centros das Cidades 

5.4. Assegurar uma adequada Conservação, Renovação e  Utilização/  Reutilização  do  nosso  Património  Cultural  Urbano 

5.5.  Adoptar  Critérios  de  Desenho  Urbano  e  de  Construção Sustentáveis e Promover a Arquitectura e as  Tecnologias de Construção de Alta Qualidade 

6. Melhor mobilidade, menos tráfego 

6.1.  Reduzir  a  Necessidade  de  Utilização  do  Transporte  Individual Motorizado e Promover Modos de Transporte  Alternativos, Viáveis e Acessíveis a Todos 

6.2.  Aumentar  a  Parte  de  Viagens  Realizadas  em  Transportes Públicos, a Pé ou de Bicicleta 

6.3.  Encorajar  a  Transição  para  Veículos  Menos  Poluentes 

6.4.  Desenvolver  um  Plano  de  Mobilidade  Urbana  Integrado e Sustentável  

6.5.  Reduzir  o  Impacto  dos  Transportes  sobre  o  Ambiente e a Saúde Pública 

(10)

Os 10 Compromissos de Aalborg e os 5 Sub‐Temas incluídos em cada Compromisso: 

7. Acção local para a saúde 

7.1.  Disseminar  Informação  no  sentido  de  se  Aumentar  o  Nível  Geral  dos  Conhecimentos  da  População  sobre  os  Factores  Essenciais  de  uma  Vida  Saudável,  a  maioria  dos  quais se situa fora do Sector restrito da Saúde 

7.2.  Promover  o  Planeamento  Urbano  para  o  Desenvolvimento  Saudável  das  nossas  Cidades  garantindo  assim  os  Meios  Indispensáveis  para  construir  e  manter  Parcerias Estratégicas para a Promoção da Saúde  

7.3. Aumentar a Equidade no Acesso à Saúde com Especial  Atenção aos Pobres, o que requer a Elaboração regular de  Relatórios  sobre  o  Progresso  conseguido  na  Redução  das  Disparidades 

7.4.  Promover  Estudos  de  Avaliação  de  Impacte  na  Saúde,  como  meio  de  permitir  a  todos  os  Sectores  de  Actividade  focar o seu Trabalho na melhoria da Saúde e da Qualidade  de Vida 

7.5. Motivar os Urbanistas para Integrarem Condicionantes  de  Saúde  nas  Estratégias  de  Planeamento  e  Desenho  Urbano 

8. Economia local dinâmica e sustentável 

8.1. Introduzir Medidas para Estimular o Emprego Local e a  Formação de Empresas 

8.2.  Cooperar  com  o  Tecido  Empresarial  Local  para  Promover e Implementar Boas Práticas Empresariais  8.3.  Desenvolver  e  Implementar  Princípios  de  Sustentabilidade para a Localização de Empresas  

8.4. Encorajar o Mercado de Produtos Locais e Regionais de  Alta Qualidade 

8.5. Promover um Turismo Local e Sustentável  

9. Equidade e justiça social 

9.1.  Desenvolver  e  Implementar  Programas  para  Prevenir e Reduzir a Pobreza 

9.2. Assegurar o Acesso Equitativo aos Serviços Públicos,  à  Educação,  a  Oportunidades  de  Emprego,  à  Formação  Profissional, à Informação e a Actividades Culturais  9.3.  Promover  a  Inclusão  Social  e  a  Igualdade  entre  os  Géneros  

9.4. Aumentar a Segurança da Comunidade 

9.5.  Garantir  Habitação  e  Condições  de  Vida  de  Boa  Qualidade e Socialmente Adequadas 

10. Do local para o global 

10.1.  Elaborar  e  seguir  uma  abordagem  Estratégica  e  Integrada  para  Minimizar  as  Alterações  Climáticas  e  trabalhar para conseguir níveis sustentáveis de Emissões  de Gases geradores do Efeito de Estufa 

10.2.  Integrar  a  Política  de  Protecção  Climática  nas  nossas Políticas de Energia, de Transportes, de Consumo,  de Resíduos, de Agricultura e de Florestas 

10.3.  Disseminar  informação  sobre  as  causas  e  os  Impactes Prováveis das Alterações Climáticas, e integrar  Medidas  de  Prevenção  na  nossa  Política  referente  às  Alterações Climáticas 

10.4.  Reduzir  o  nosso  Impacto  no  Ambiente  Global  e  Promover o Princípio da Justiça Ambiental  

10.5.  Reforçar  a  Cooperação  Internacional  de  Vilas  e  Cidades e Desenvolver Respostas Locais para Problemas  Globais  em  parceria  com  outros  Governos  Locais,  Comunidades e outros Actores Relevantes 

(11)

1. 2 Metodologia e Objectivos da A21 de Torres Vedras 

A equipa da FCT/UNL e a Câmara Municipal de Torres Vedras estão a trabalhar a dois níveis: 

• A nível de todo o Concelho, com a caracterização do Estado do Desenvolvimento no contexto  dos  10  Compromissos  de  Aalborg,  tendo  como  finalidade  a  elaboração  de  um  conjunto  de  Objectivos, Metas e Indicadores para Torres Vedras associados a esses Compromissos e visando  a acção; 

• A  nível  das  freguesias,  como  espaços  de  vida  e  de  trabalho  com  as  suas  particularidades  territoriais  e  ambientais  com  desafios  específicos.  Na  sequência  do  trabalho  ao  nível  de  cada  uma das 20 freguesias e em seu complemento, há depois uma perspectiva de agregação para o  nível concelhio. O presente relatório insere‐se neste nível de Freguesia. 

O  território  do  concelho  de  Torres  Vedras  não  apresenta características  totalmente  homogéneas  em  toda  a  sua  extensão,  apresentando  as  várias  freguesias  do  concelho  particularidades  geográficas,  sociais, culturais e económicas próprias.  

Assim, a A21L de Torres Vedras desce, como já referido, a cada uma das 20 freguesias do concelho de  modo a constituir‐se um Plano de Acção mais adequado e mais próximo da realidade local. 

Em cada uma das freguesias foram realizadas entrevistas aos Presidentes de Junta de Freguesia e foi  realizado  um  levantamento  e  análise  de  estudos,  planos  e  outros  documentos  com  relevo  e  com  os  quais a A21L se tem de relacionar (por exemplo, Plano Director Municipal, Carta Educativa, Plano de  Desenvolvimento Social do Concelho de Torres Vedras, Plano Municipal de Recursos Naturais). 

O processo de participação dos actores locais teve um momento forte com a realização do Fórum de  Participação (ver Capítulo 3).  

As sessões de participação pública realizadas nas freguesias tiveram como principal objectivo envolver  a  população  na  identificação  dos  principais  problemas  e  na  procura  de  soluções  para  a  melhoria  da  qualidade de vida na sua freguesia tendo como padrão o Desenvolvimento Sustentável. 

O  presente  relatório  incidindo  sobre  a  Freguesia  de  Monte  Redondo  é  parte  integrante  da  A21  de  Torres Vedras e tem como principais objectivos específicos:  • Realizar uma caracterização sintética da freguesia de Monte Redondo;  • Transmitir os resultados da Sessão de Participação Pública, realizada no dia 3 de Junho de 2008,  nomeadamente as propostas de projectos e/ou acções prioritárias aí geradas e debatidas;  • Efectuar um ponto de situação em relação às propostas de projectos prioritários, dando conta  de diligências ou processos em curso, ou em fase de preparação, que contribuam para resolver  os problemas prioritários acima identificados. 

(12)

 

2. CARACTERIZAÇÃO 

DA FREGUESIA DE 

MONTE REDONDO 

(13)

130 535 157 115 477 195

0‐14 anos 15‐64 anos 65 ou mais

1991 2001 15,4 45,5 12,1 9,8 12,8 4,2 0,3 Nenhum  nível de  ensino

1.º Ciclo 2.º Ciclo 3.º Ciclo Ensino  Secundário Ensino  Superior Outro  Ensino 9,1 48 42,9 6,2 38,4 55,5

Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário

1991 2001 31,9 40,5 3,1 8,5 1991 2001 Taxa de Actividade Taxa de Desemprego     Superfície (km2)       9,19     Concelho      407,07  População Residente (2001)       787  Concelho      72 250 Taxa de Crescimento (1991‐2001)       ‐4,26%  Concelho       7,54% Densidade Populacional (2001)      86hab/km2  Concelho       177hab/km2 Taxa de Analfabetismo (2001)      11,8%  Concelho       10,8% Taxa de Desemprego (2001)      8,5%  Concelho       5,3% Taxa de Actividade (2001)      40,5%  Concelho       47,8% Índice de Envelhecimento (2001)      169,6%  Concelho      111,1%  Gráfico 1 – Evolução da População Residente segundo  o Grupo Etário.   

Gráfico  2  –  Nível  de  Escolaridade  da  População 

Residente em 2001 (%) 

 

Gráfico  3‐  Evolução  da  População  Activa  Empregada 

Residente  segundo  o  Sector  de  Actividade  (%)    Gráfico 4 ‐ Evolução da Taxa de Actividade e da Taxa  de Desemprego (%)    Fonte: Torres Vedras em Números, 2006

A FREGUESIA DE MONTE REDONDO 

(14)

        Carta 1 – Uso e ocupação do solo da freguesia de Monte Redondo.        Carta 2 – Património natural e construído relevante da freguesia de Monte Redondo. 

(15)

 

PRINCIPAIS PONTOS POSITIVOS  • Extensa mancha florestal e solos com boa aptidão agrícola; 

• Parte  da  freguesia  de  Monte  Redondo  está  inserida  na  área  geográfica  correspondente  à  Denominação de Origem Controlada (DOC) de vinhos brancos de Torres Vedras;  • Grande riqueza paisagística.  MARCOS TERRITORIAIS MAIS RELEVANTES  Vista panorâmica de Monte Redondo.  Capela de Santo António.         Fonte romana.  Igreja Matriz de de Monte Redondo.   Quinta das Lapas.  Cerâmica Outeiro do Seixo.     Fonte: Câmara Municipal de Torres Vedras. 

(16)

 

 

A freguesia de Monte Redondo é uma freguesia do interior do concelho de Torres Vedras e tem como  limites as freguesias de Ramalhal, Santa Maria do castelo e S. Migue, Matacães e Maxial. A freguesia de  Monte  Redondo  é  constituída  pelas  localidades  de  Monte  Redondo,  Lapas  Grandes,  Casais  de  Cruz,  Fome, Forno, Gil de Baixo, Gil de Cima, Mata, Monte de Bois, Raposa, Rocaiado e Sobreiro e a Quinta  das Lapas. 

Esta freguesia, com uma superfície de 9,19km2, representa cerca de 2,3% da área total do concelho de  Torres  Vedras.  Com  uma  população  residente  de  787  habitantes,  Monte  Redondo  registou  um  decréscimo  populacional  entre  1991  e  2001, situação  idêntica  à  verificada  noutras  freguesias  do  interior  do  concelho.  No  entanto,  apesar  do  decréscimo  populacional  observado,  o  número  de  alojamentos cresceu, reflectindo a existência de alojamentos não ocupados como primeira residência  (Fonte:  Estudos  de  Caracterização  do  Território  Municipal,  Abril  2006).  A  densidade  populacional  da  freguesia é de 86hab/km2, um valor bastante abaixo da densidade populacional média do concelho que  é de 177hab/km2 e um dos valores mais baixos de todo o concelho. 

Quanto  à  estrutura  etária  da  população  residente  (Gráfico  1)  assistiu‐se,  entre  1991  e  2001,  ao  aumento  do  Índice  de  Envelhecimento,  que  passou  de  120,8%  em  1991  para  169,6%  em  2001,  e  à  diminuição do Índice de Juventude de 82,8% em 1991 para 59,0% em 2001 (Fonte: Torres Vedras em  Números, 2006). Isto significa que há uma diminuição do número de jovens e um aumento do número  de idosos resultando no envelhecimento muito significativo da estrutura populacional da freguesia.  Os níveis de escolaridade da população residente (Gráfico 2) não são muito elevados, dado que 67,3%  da população possui apenas o ensino básico, dos quais mais de 45% da população possui apenas o 1.º  Ciclo do Ensino Básico. Se aos 67,3% da população com o ensino básico acrescentarmos os 15,4% dos  indivíduos  sem  nenhum  nível  de ensino,  verificamos  que  a  grande  maioria  (82,7%)  da  população  não  ultrapassou a escolaridade básica. A Taxa de Analfabetismo em 2001 era de 13,7%, um valor superior à  média do concelho que é de 10,8%. (Fonte: Torres Vedras em Números, 2006). 

No  que  diz  respeito  à  distribuição  da  população  activa  pelos  sectores  de  actividade,  verifica‐se  o  predomínio  do  sector  terciário  com  55,5%,  seguido  do  sector  secundário  com  38,4%  e  do  sector  primário com 6,4%. Como se pode observar no Gráfico 3, entre 1991 e 2001, os sectores secundário e  primário registaram um decréscimo, mais acentuado no sector secundário com uma perda de cerca de  10%. Quanto ao sector terciário registou um forte aumento (cerca de 13%). No sector secundário é a  construção  a  principal  actividade  enquanto  no  sector  terciário  são  as  actividades  associativas,  a  reparação automóvel e o comércio que mais pessoas empregam. 

Em relação à Taxa de Desemprego, verifica‐se um aumento acentuado, passando de 3,1% em 1991 para  8,5% em 2001, um valor superior à média do concelho que é de 5,3%. Quanto à Taxa de Actividade, a  taxa  que  permite  definir  o  peso  da  população  activa  sobre  o  total  da  população,  aumentou  cerca  de  8,6% de 1991 para 2001. A taxa de actividade é um bom indicador do grau de dinamização económica  de um dado lugar. 

(17)

Em relação aos equipamentos escolares na freguesia de Monte Redondo existe a Escola Básica do 1º  Ciclo de Monte Redondo e um Jardim‐de‐infância.  

Os  equipamentos  desportivos  existentes  na  freguesia  de  Monte  Redondo  são  campos  de  jogos  e  um  Polidesportivo  descoberto.  Quanto  aos  equipamentos  sociais  e  associações,  esta  freguesia  possui  um  Centro de Dia e Lar da Associação Desportiva e Recreativa do Monte Redondo, a Associação Dianova  Portugal (serviços de apoio à toxicodependência) e a Casa do Povo de Monte Redondo (uma associação  que  promove  de  uma  forma  geral  todo  o  tipo  de  desporto,  sendo  o  BTT  uma  das  modalidades  privilegiadas). Conta ainda com um Posto Médico.  Nesta freguesia foram encontrados alguns vestígios da época pré‐histórica, como o Castro da Achada,  no Monte da Achada a sul de Monte Redondo. Do património arquitectónico da freguesia destaca‐se a  Quinta das Lapas e a Capela de Santo António, no lugar de Lapas Grandes, e classificadas como Imóvel  de Interesse Público. Outros locais de interesse são a Igreja Matriz de Monte Redondo, a Ermida do Sr.  Jesus do Bom Fim, Cruzeiros e moinhos (como o Moinho da Cabeça de Pedra), a Fonte romana, a Fonte  do Juncal, a Mina antiga, Guaritas militares, a Serra da Achada e o cabeço do Monte Redondo.   A Carta 1 mostra o uso e a ocupação do solo da freguesia de Monte Redondo, onde podemos observar  a  área  florestal  e  a  área  agrícola,  assim  como,  a  localização  das  vinhas.  Monte  Redondo  é  uma  das  freguesias  com  maior  área  florestal  do  concelho  de  Torres  Vedras  apresentando  cerca  de  490ha  (53,40% do seu território) sendo, por isso, considerada uma freguesia florestal.  

No  Plano  Municipal  de  Defesa  da  Floresta  Contra  Incêndios  mais  de  50%  da  área  da  freguesia  está  classificada com o grau de perigosidade de incêndio alto a muito alto. A espécie florestal dominante é o  eucalipto  abrangendo  uma  área  de  453ha.  (Fonte:  Plano  Municipal  de  Defesa  da  Floresta  Contra  Incêndios, 2008‐2012).  

Em relação à área agrícola apresenta cerca de 190ha representando 20,76% de todo o território. Parte  da  freguesia  está  inserida  na  área  geográfica  correspondente  à  Denominação  de  Origem  Controlada  (DOC)  de  vinhos  brancos  de  Torres  Vedras.  (Fonte:  Plano  Municipal  de  Defesa  da  Floresta  Contra  Incêndios, 2008‐2012). 

Na  Carta  2,  referente  ao  património  natural  e  construído,  destacam‐se  as  áreas  de  verde  ecológico  urbano  (áreas  destinadas  a  funções  de  respiração  e  equilíbrio  do  sistema  urbano),  assim  como,  as  pedreiras e o património com interesse conservacionista.  

Monte  Redondo  situa‐se  na  linha  que  liga  Casalinhos  de  Alfaiata  (Silveira/Torres  Vedras/Monte  Redondo/Maxial) e onde se encontram as formações geológicas (grés) mais importantes do concelho  de Torres Vedras (Fonte: Estudos de Caracterização do Território Municipal, Abril 2006). 

Destacam‐se ainda os aerogeradores já licenciados existentes na freguesia de Monte Redondo (Parque  Eólico da Achada). 

(18)

 

 

3. SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO 

   

(19)

A  Sessão  de  Participação  Pública  em  Monte  Redondo  teve  como  principal  objectivo  envolver  a  comunidade  na  identificação  dos  principais  problemas  da  sua  freguesia  e  na  procura  de  pistas  de  soluções conjuntas para a melhoria da qualidade de vida na freguesia. 

De modo a inserir esta sessão de participação no contexto geral, o Quadro I apresenta o calendário de  todas as Sessões de Participação realizadas nas 20 freguesias do concelho de Torres Vedras. 

 

Quadro I – Calendário das Sessões de Participação. 

Dia/ Mês Dia da semana (hora) Junta de Freguesia

31 / Março 2ª feira (21:00) Turcifal

05 / Abril Sábado (9:30) Ponte do Rol

12 / Abril Sábado (9:30) Maceira

15 / Abril 3ª feira (21:00) A‐dos‐Cunhados

21 / Abril 2ª feira (21:00) Freiria

22 / Abril 3ª feira (21:00) Silveira

28 / Abril 2ª feira (21:00) Runa

29 / Abril 3ª feira (21:00) Outeiro da Cabeça

05 / Maio 2ª feira (21:00) Dois Portos

06 / Maio 3ª feira (21:00) Carvoeira

12 / Maio 2ª feira (21:00) Ramalhal

13 / Maio 3ª feira (21:00) Ventosa

19 / Maio 2ª feira (21:00) Campelos

20 / Maio 3ª feira (21:00) Maxial

26 / Maio 2ª feira (21:00) Santa Maria

27 / Maio 3ª feira (21:00) São Pedro da Cadeira

02 / Junho 2ª feira (21:00) São Pedro e Santiago

03 / Junho 3ª feira (21:00) Monte Redondo

09 / Junho 2ª feira (21:00) Carmões

16 / Junho 2ª feira (21:00) Matacães

Na 3ª Semana de Setembro Fórum Final 

 

(20)

A  Sessão  realizou‐se  no  dia  31  de  Março  de  2008  na  Junta  de  Freguesia  de  Turcifal.  Contou  com  a  presença  de  cerca  de  20  participantes  de  diferentes  grupos,  nomeadamente,  Cidadãos,  Empresários,  Autarcas e Quadros Técnicos da Administração Local. 

A abertura da sessão esteve a cargo do Sr. Vice‐Presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, que  agradeceu  a  presença  do  Sr.  Presidente  da  Junta  de  Freguesia  de  Turcifal,  Filipe  Santos,  e  a  todos  os  participantes.  Em  função  do  que  são  as  preocupações  (sociais  e  ambientais)  do  executivo  camarário,  entendeu‐se  elaborar  um  documento  estratégico  que  reflicta  essas  mesmas  preocupações.  Nesse  sentido  é  importante  a  participação  dos  Cidadãos,  das  Empresas,  das  Associações  para  a  construção  desse conjunto de acções programadas no tempo que visam o desenvolvimento da freguesia. 

No  final  do  seu  discurso,  o  Sr.  Vice‐Presidente  incentivou  os  participantes  a  envolverem‐se  neste  projecto  tão  importante  para  o  desenvolvimento  da  freguesia,  desejando  uma  Sessão  participada  e  produtiva.          De seguida o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Turcifal, Filipe Santos, após agradecer a presença  de todos, louvou esta iniciativa e referiu que é bom discutir os problemas e tentar encontrar soluções  para os mesmos. 

De  seguida  o  Prof.  Doutor  João  Farinha,  coordenador  da  equipa  da  FCT/UNL,  apontou  os  aspectos  fundamentais  que  caracterizam  uma  A21L.  Trata‐se  de  um  processo  de  planeamento  estratégico  em  que  as  autoridades  locais  trabalham  em  parceria  com  todos  os  actores  para  elaborar  um  Plano  de  Acção, e implementá‐lo, tendo como objectivo a construção de comunidades sustentáveis (Figura 3).

3.2 Sessão Plenária Inicial 

A Sessão realizou‐se no dia 3 de Junho de 2008 na Junta de Freguesia de Monte Redondo. Contou com a  presença de 15 participantes de diferentes grupos, nomeadamente, Cidadãos, Empresários, Autarcas e  Quadros Técnicos da Administração Local. 

A abertura da sessão esteve a cargo do Sr. Vice‐Presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, que  agradeceu  a  presença  do  Sr.  Presidente  da  Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo,  Nuno  Pereira,  e  a  todos  os  participantes.  Em  função  do  que  são  as  preocupações  (sociais  e  ambientais)  do  executivo  camarário, entendeu‐se elaborar um documento estratégico que reflicta essas mesmas preocupações.  Nesse  sentido  é  importante  a  participação  dos  Cidadãos,  das  Empresas,  das  Associações  para  a  construção  desse  conjunto  de  acções  programadas  no  tempo  que  visam  o  desenvolvimento  da  freguesia. 

No  final  do  seu  discurso,  o  Sr.  Vice‐Presidente  incentivou  os  participantes  a  envolverem‐se  neste  projecto  tão  importante  para  o  desenvolvimento  da  freguesia,  desejando  uma  Sessão  participada  e  produtiva. 

Figura 2 – Imagens da sessão plenária de abertura.   

De  seguida  o  Sr.  Presidente  da  Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo,  Nuno  Pereira,  agradeceu  a  presença de todos, passando a palavra ao Prof. Doutor João Farinha. 

O  Prof.  Doutor  João  Farinha,  coordenador  da  equipa  da  FCT/UNL,  apontou  os  aspectos  fundamentais  que  caracterizam  uma  A21L.  Trata‐se  de  um  processo  de  planeamento  estratégico  em  que  as  autoridades  locais  trabalham  em  parceria  com  todos  os  actores  para  elaborar  um  Plano  de  Acção,  e  implementá‐lo, tendo como objectivo a construção de comunidades sustentáveis (Figura 3). 

(21)

• Economia Local Forte e Viável;

• Comunidades Socialmente Justas 

e Inclusivas;

• Comunidades Eco‐Eficientes;

• Comunidades com Participação e 

Governação;

• Comunidades capazes de 

enfrentar a Adversidade.

BOA GOVERNAÇÃO E C O N O M I A SUSTENTABILIDADE S O C I E D A D E E C O L O G I A

Comunidades Sustentáveis

  Figura 3– Grandes objectivos da Agenda 21 Local. 

Em  seguida  referiu‐se  ao  trabalho  que  está  a  ser  desenvolvido  a  nível  concelhio,  à  utilização  dos  Compromissos de Aalborg como um instrumento auxiliar para a elaboração da A21L de Torres Vedras, e  ao trabalho realizado ao nível das freguesias do concelho.  

Passou depois a aspectos operacionais sobre o funcionamento da sessão de participação.   

(22)

3.3  Apresentação,  Debate  e  Hierarquização  dos  Desafios  ao 

Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo 

Na  continuação  da  sua  exposição,  o  Prof.  Doutor  João  Farinha  apresentou  os  principais  desafios  estratégicos que, na perspectiva da equipa técnica do Plano, sobressaem presentemente na Freguesia  de Monte Redondo, nomeadamente:  • Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos)   • Limpar e Qualificar as Linhas de Água como Espaços de Contacto com a Natureza   • Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)  • Ordenamento Urbano e Disponibilização de Espaços para Construção   • Apoio eficaz aos Idosos e Grandes Dependentes Incluindo Valência Domiciliária   • Aspectos da Segurança do Areeiro e Dinamizar a Área Industrial   • Valorizar a Paisagem Rural e das Serras com Percursos e Rotas, Fazer Pista de Bicicleta de Monte  Redondo a Matacães e equacionar a sua continuação até Torres Vedras  •  Melhorar o Sistema de Transportes Públicos para Torres Vedras  Estes desafios baseiam‐se: (i) em entrevistas a todos os Presidentes das Juntas de Freguesia; (ii) Análise  de Estudos, Programas e Planos e (iii) Observação Directa da Realidade do Concelho pela equipa técnica.  Após a apresentação dos oito desafios, os participantes foram convidados a reflectir e a sugerir outros  desafios. As sugestões dadas pelos participantes, em complemento às apresentadas, foram:  • Melhorar a Rede Eléctrica  • Completar a Rede de Saneamento  • Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde  • Reforçar os Ecopontos 

Procedeu‐se  de  seguida  à  votação  para  hierarquização  destes  12  temas  identificados. 

Para tal, cada participante dispôs de igual  número de votos (5). 

Os  resultados  encontram‐se  sintetizados  no Quadro II. 

(23)

Quadro II – Hierarquização dos Principais Desafios ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte Redondo.  HIERARQUIA DOS PRINCIPAIS DESAFIOS  N.º  VOTOS  Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde  14  Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos)  Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)  Limpar e Qualificar as Linhas de Água como Espaços de Contacto com a Natureza  7  Apoio eficaz aos Idosos e Grandes Dependentes Incluindo Valência Domiciliária  5  Melhorar a Rede Eléctrica  5  Completar a Rede de Saneamento  5 

Valorizar  a  Paisagem  Rural  e  das  Serras  com  Percursos  e  Rotas,  Fazer  Pista  de  Bicicleta  de  Monte Redondo a Matacães e equacionar a sua continuação até Torres Vedras  4  Ordenamento Urbano e Disponibilização de Espaços para Construção  3  Melhorar o Sistema de Transportes Públicos para Torres Vedras  3  Reforçar os Ecopontos  3  Aspectos da Segurança do Areeiro e Dinamizar a Área Industrial  2   

A  sessão  plenária  inicial  foi  concluída  com  a  apresentação  da  estrutura  dos  trabalhos  em  grupo,  cuja  explicação em maior detalhe se encontra no Capítulo 3.4.  

A sessão continuou de seguida sob a forma de grupos de trabalho temáticos incidindo sobre os desafios  mais votados. 

(24)

A  metodologia  das  sessões  paralelas  visou  criar  uma  atmosfera  de  trabalho  descontraída  e  criativa,  onde  os  participantes  puderam  expressar‐se  em  igualdade  de  circunstâncias  segundo  regras  claras,  integrados num processo eficiente e tanto quanto possível convergente para a obtenção de consensos.  A votação em plenário inicial elegeu 3 Temas Prioritários ao Desenvolvimento da Freguesia de Monte  Redondo.  Os temas analisados foram:   • Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde   • Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e limpar entulhos)  • Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)    Em cada uma das mesas foi proposto aos participantes as seguintes tarefas:  ƒ 1ª Tarefa: Geração de um Ninho de Ideias de Projectos que ajudem a lidar com o Tema da Mesa  de modo a melhorar fortemente a situação existente. 

ƒ 2ª  Tarefa:  Escolher,  do  Ninho  de  Ideias  de  Projectos,  aquele  que  é  o  mais  Urgente  de  ser  Implementado e o mais Viável de Concretização. Cada um a ser desenvolvido numa ficha própria. Apresentam‐se  de  seguida  os  resultados  agregados  por  Tema  Prioritário  ao  Desenvolvimento  da  Freguesia de Monte Redondo. 

 

(25)

Listagem de Ideias de Projectos 

Nesta  fase  foi  solicitado  aos  participantes  desta  mesa  de  trabalho  que  realizassem  uma  listagem  de  Ideias de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Melhorar o Serviço do Posto  Médico/Saúde”. Desta actividade resultaram 3 Ideias de Projectos. 

  Ideias de Projectos 

ƒ Resolver o problema da falta de médicos e de enfermeiros. 

ƒ Contratar  uma  funcionária  para  o  Posto  Médico  para  que  informasse  e  desse  apoio  à  população  (muitos idosos) sobre os horários de funcionamento e os serviços. 

ƒ A  construção  de  um  novo  Posto  Médico  porque  o  actual  não  tem  condições  apresentando  alguma  degradação física. 

 

Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos 

Deste  exercício  foi  seleccionada,  pelo  grupo  de  trabalho,  1  Ideia  de  Projecto,  que  foi  considerada  simultaneamente  a  ideia  mais  urgente  (U)  e  a  ideia  mais  viável  de  concretização  (V),  tendo  sido  desenvolvida numa ficha própria que seguidamente se transcreve. 

   U O Projecto Mais Urgente

 

 V O Projecto Mais Viável de Concretizar

   

 

(26)

    TÍTULO do Projecto:  M a i s   S a ú d e     Quais os Objectivos do Projecto?  o O grande objectivo do projecto é o Posto Médico funcionar em melhores condições.  No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto?  o Disciplinar os doentes de modo a reduzir as listas de espera;  o Resolver o problema de os doentes terem de passar a noite para conseguirem uma consulta;  o Racionalizar as consultas;  o Contratar um enfermeiro que seria pago pelos utentes. 

Quais são  os RESULTADOS visíveis deste  Projecto na melhoria da Qualidade  de Vida  dos  Moradores  a  curto prazo (2 a 3 anos)? 

o Ter  médico  disponível  mais  horas,  ter  um  enfermeiro  para  prestar  cuidados  básicos  de  saúde  e  a  população teria um serviço que realmente satisfizesse as suas necessidades.  Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto?  o Com uma ligação mais estreita entre os serviços de saúde (Posto Médico) e a Junta de Freguesia talvez  se resolvessem algumas situações.  MARKETING do Projecto:  SOCORRO, A SAÚDE É UM DIREITO!           

(27)

Listagem de Ideias de Projectos  Nesta fase foi solicitado aos participantes da mesa de trabalho que realizassem uma listagem de Ideias  de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Aumentar a Educação Ambiental e  Cívica de Todos (e Limpar Entulhos)”. Desta actividade resultaram 7 Ideias de Projectos.    Ideias de Projectos  ƒ Haver mais formação (neste caso iniciar) a nível da freguesia, de forma, a esclarecer melhor as pessoas.  ƒ Acompanhamento prático com locais próprios.  ƒ Fiscalização e punição no caso de transgressão.  ƒ Reforço do número de ecopontos e contentores.  ƒ Acções de esclarecimento sobre a reciclagem.  ƒ Acções de sensibilização locais: “ o que cada um faz é importante”.  ƒ Desenvolvimento de atitudes de “correcção” e “chamada de atenção” para com os outros.    Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos 

Deste  exercício  foi  seleccionada,  pelo  grupo  de  trabalho,  1  Ideia  de  Projecto,  que  foi  considerada  simultaneamente  a  ideia  mais  urgente  (U)  e  a  ideia  mais  viável  de  concretização  (V),  tendo  sido  desenvolvida numa ficha própria que seguidamente se transcreve. 

   U O Projecto Mais Urgente

 

 V O Projecto Mais Viável de Concretizar

 

3.6  TEMA  2:  Aumentar  a  Educação  Ambiental  e  Cívica  de  Todos  (e 

Limpar Entulhos) 

(28)

          TÍTULO do Projecto:  P e n s e   G l o b a l ,   A j a   L o c a l     Quais os Objectivos do Projecto?  o O grande objectivo do projecto é a sensibilização da população para as questões ambientais.  No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto?  o Criação de acções/cursos de formação e sensibilização para toda a população da freguesia;  o Acompanhamento prático em locais próprios;  o Fiscalização e punição no caso de transgressão;  o Reforço do número de ecopontos e contentores. 

Quais são  os RESULTADOS visíveis deste  Projecto na melhoria da Qualidade  de Vida  dos  Moradores  a  curto prazo (2 a 3 anos)? 

o Inexistência de entulhos e lixos em locais menos próprios; 

o Melhor consciência e prática ambiental e melhor qualidade ambiental. 

Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto? 

o Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo,  população,  Câmara  Municipal  de  Torres  Vedras  e  entidades  fiscalizadoras.   MARKETING do Projecto:  PENSE GLOBAL, AJA LOCAL!                       

(29)

Listagem de Ideias de Projectos  Nesta fase foi solicitado aos participantes da mesa de trabalho que realizassem uma listagem de Ideias  de Projectos de forma a responder aos desafios existentes no tema “Dotar a Freguesia de Equipamentos  Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)”. Desta actividade resultaram 3 Ideias de Projectos.    Ideias de Projectos  ƒ Dotar a freguesia de um Pavilhão Gimnodesportivo coberto e consequentemente de mais actividades  desportivas.  ƒ Cursos de Formação de Formadores Desportivos para pessoas residentes na freguesia.  ƒ Passeio pedonal entre Lapas Grandes e Lapas Pequenas.    Desenvolvimento das Ideias de Projectos Estratégicos  Deste exercício foram seleccionadas, pelo grupo de trabalho, 2 Ideias de Projectos, a ideia mais urgente  (U)  e  a  ideia  mais  viável  de  concretização  (V)  que  foram  desenvolvidas  em  fichas  próprias  que  seguidamente se transcrevem. 

   U O Projecto Mais Urgente

 

 V O Projecto Mais Viável de Concretizar

   

 

 

3.7  TEMA  3:  Dotar  a  Freguesia  de  Equipamentos  Desportivos  e 

Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) 

(30)

  TÍTULO do Projecto:  P a v i l h ã o   G i m n o d e s p o r t i v o   Quais os Objectivos do Projecto?  o Dotar a freguesia de Monte Redondo de um equipamento desportivo polivalente.  No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto?  o Construção do Pavilhão Gimnodesportivo coberto na freguesia de Monte Redondo.  

Quais são  os RESULTADOS visíveis deste  Projecto na melhoria da Qualidade  de Vida  dos  Moradores  a  curto prazo (2 a 3 anos)? 

o Formação dos mais jovens na prática do desporto, melhoria do relacionamento e do convívio entre a  população e aumento da atractividade da freguesia. 

Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto? 

o A  Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo,  a  Câmara  Municipal  de  Torres  Vedras  e  a  Administração  Central.  MARKETING do Projecto:  MONTE REDONDO A ROLAR 

 

TÍTULO do Projecto:  + F o r m a ç ã o   Quais os Objectivos do Projecto? 

o O  objectivo  do  projecto  é  formar  pessoas  para  a  dinamização  da  actividade  desportiva  e  cultural  da  freguesia de Monte Redondo. 

No entender do Grupo, como se pode CONCRETIZAR este projecto? 

o Criar  cursos de  formação  na  freguesia  para  formar pessoas  com  capacidade  para  executar/dinamizar  actividades de grupo. 

Quais são  os RESULTADOS visíveis deste  Projecto na melhoria da Qualidade  de Vida  dos  Moradores  a  curto prazo (2 a 3 anos)? 

o Maior envolvimento da população em actividades desportivas e culturais. 

Que PARCERIAS devem ser construídas para se avançar com este projecto? 

o A  Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo,  a  Câmara  Municipal  de  Torres  Vedras  e  as  Associações  da  freguesia. 

MARKETING do Projecto: 

(31)

  Grupo de trabalho   Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde  Grupo de trabalho   Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e  Limpar Entulhos)      Grupo de trabalho   Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)”

3.8 Imagens dos Grupos de Trabalho Temáticos

(32)

3.9 Sessão Plenária de Apresentação dos Resultados 

A sessão de apresentação dos resultados decorreu com elevada serenidade, indicando um significativo  grau  de  consenso  relativamente  ao  trabalho  desenvolvido  em  cada  um  dos  grupos.  No  total  foram  identificados em Ninho de Ideias 13 Propostas de Projectos das quais 5 foram desenvolvidos em maior  detalhe e apresentados em Sessão Plenária devido aos seus méritos de acordo com os parâmetros: Mais  Urgente e Mais Viável de Concretização.    Figura 5 – Imagens da apresentação dos resultados dos trabalhos dos grupos temáticos.  Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde  Aumentar a Educação Ambiental e Cívica   de Todos (e Limpar Entulhos)        Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)  

(33)

Para  finalizar  a  Sessão  foi  solicitado  aos  participantes  que  no  seguimento  dos  resultados  da  hierarquização dos principais desafios ao desenvolvimento  da Freguesia de Monte Redondo, optassem  por  acompanhar  um  dos  três  desafios/temas  identificados  no  plenário  inicial.  Este  gesto  demonstra  a  vontade do participante em ficar ligado a um determinado desafio, de modo a constituir um grupo de  acompanhamento e debate.  Indica‐se de seguida a composição dos Grupos de Acompanhamento, para cada um dos três temas.  Tema 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde  Nome  Entidade  Álvaro Reis  Câmara Municipal de Torres Vedras  Fernando André  Junta de Freguesia de Monte Redondo  Gertrudes Diogo  Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo  Hipólito Faustino  Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo  Raul Franco  Cidadão  Tema 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos)  Nome  Entidade  Ângela Bultmann  Cidadã  José Augusto  Cidadão  Luís Alberto Antunes  Cidadão  Tema 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo)  Nome  Entidade  António Santos  Cidadão  Armando Ferreira  Cidadão  Clemens Bultmann  Cidadão  Francisco Arsénio  Cidadão     

3.10 Constituição de Grupos de Acompanhamento 

(34)

 

4. PONTO DA SITUAÇÃO DAS 

DILIGÊNCIAS PARA 

RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS 

PRIORITÁRIOS

   

(35)

Em complemento da auscultação da comunidade local relativamente às questões essenciais para o seu  desenvolvimento sustentável, a EQUIPA TÉCNICA DA A21L esteve a trabalhar a nível concelhio, adoptando as 

orientações contidas nos Compromissos de Aalborg. 

No  âmbito  dos  Compromissos  de  Aalborg  e  de  acordo  com  o  Compromisso  1,  correspondente  à  Governância, foi estabelecido como um dos objectivos da vertente Formação de Capacidades, a criação  de  uma Comissão  Executiva  Interdepartamental  para a  Sustentabilidade  (CEIS),  da  qual  fazem  parte  as  seguintes unidades orgânicas da Câmara Municipal de Torres Vedras:  • Divisão de Ambiente;  • Divisão de Ordenamento do Território;  • Sector de Assuntos Sociais, Saúde e Habitação;  • Gabinete de Inovação e Desenvolvimento.   A CEIS é constituída pelo Sr. Vice‐Presidente Carlos Bernardes, Eng.ª Carla Ribeiro (Divisão de Ambiente),  Dr. Ezequiel Duarte (Gabinete de Inovação e Desenvolvimento), Dra. Sandra Colaço (Sector de Assuntos  Sociais, Saúde e Habitação) e ainda Dr. Nuno Patrício e Arq. Carlos Figueiredo (Divisão de Ordenamento  do Território).  

Em  cada  uma  das  Sessões  de  Participação,  a  CEIS  esteve  representada  pelo  Sr.  Vice‐Presidente  Carlos  Bernardes e por um dos cinco técnicos que fazem parte desta Comissão. 

Depois da sessão de participação a CEIS identificou as diligências, ou outros processos que contribuem  para  a  resolução  dos  problemas  prioritários  identificados  pelos  participantes  na  sessão  pública,  apresentando‐se de seguida o resultado desta análise. 

Esta apreciação baseia‐se em três níveis de concretização das propostas de projectos de acordo com a  seguinte escala: 

A  Autarquia  deve  rever  ou  desenvolver  projectos  e  parcerias  para  satisfazer  a  proposta 

A  Autarquia  pretende  reforçar  as  actividades  existentes  ou  já  desenvolve  algumas  actividades  que  satisfazem  a  proposta

A  Autarquia  executa  em  pleno  actividades  que  satisfazem a proposta        Os participantes da Sessão de Participação identificaram 13 Propostas de Projectos, das quais 5 foram  consideradas prioritárias. O quadro seguinte apresenta a avaliação do nível de execução das propostas  de projectos prioritários sugeridos pelos participantes, assim como, um ponto de situação em relação ao  nível de implementação dos temas prioritários ao desenvolvimento da freguesia de Monte Redondo.

DILIGÊNCIAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS 

(36)

PROJECTOS POR TEMA – MONTE REDONDO 

Proposta de Projecto da População  Objectivos  Nível de 

Execução

TEMA 1: Melhorar o Serviço do Posto Médico/Saúde 

1.1 Mais Saúde  Este  projecto  tem  como  grande  objectivo  melhorar  as 

condições  de  funcionamento  do  Posto  Médico,  com  a  resolução  do  problema  de  falta  de  médicos  e  de  um  enfermeiro, assim como, da redução das listas de espera  para consultas.    Comentários ao  Tema  Projecto que necessita de concertação com a Administração Central (Saúde).      TEMA 2: Aumentar a Educação Ambiental e Cívica de Todos (e Limpar Entulhos) 

2.1 Pense Global, Aja Local  Esta  proposta  de  acção  pretende  a  sensibilização  da 

população  para  as  questões  ambientais  através  da  realização  de  acções/cursos  de  formação  e  sensibilização  para  toda  a  população  da  freguesia,  uma  maior fiscalização e punição no caso de transgressão e o  reforço de ecopontos e contentores na freguesia.    Comentários ao  Tema  O Plano Municipal do Ambiente tem em vista o alargamento da Educação Ambiental ao nível  concelhio,  importa  porém  dotar  o  Centro  de  Educação  Ambiental  (CEA)  de  mais  recursos  humanos  para  o  efeito.  O  Programa  de  Actividades  do  CEA  2008/2009  contempla  uma  iniciativa  designada  “Programa  Freguesia  Mais  Limpa”  que  se  destina  a  reconhecer  e  a  distinguir os  esforços  das  Juntas  de  Freguesia  na  área  da  limpeza urbana  e  da  manutenção  dos espaços verdes. 

TEMA 3: Dotar a Freguesia de Equipamentos Desportivos e Culturais (Pavilhão Gimnodesportivo) 

3.1 Pavilhão Gimnodesportivo  Esta  proposta  de  projecto  prevê  a  criação  na  freguesia 

de  Monte  Redondo  de  um  Pavilhão  Gimnodesportivo  coberto  induzindo  a  prática  do  desporto  na  freguesia  e  uma  melhoria  do  relacionamento  e  do  convívio  intergeracional. 

 

3.2 +Formação  Este  projecto  pretende  formar  pessoas  residentes  na 

freguesia para a dinamização da actividade desportiva e  cultural da freguesia de Monte Redondo.    Comentários ao  Tema       

(37)

 

5. SUGESTÕES PARA 

DESENVOLVIMENTO FUTURO

 

(38)

Para ancorar a Agenda 21 de forma profunda e continuada em Monte Redondo sugere‐se a constituição  de  uma  PLATAFORMA  DE  REFLEXÃO  E  DEBATE  onde  todos  os  actores  locais  (empresas,  associações, 

instituições, moradores, etc.) possam intervir e colaborar na implementação das propostas de acção que  contribuam para o desenvolvimento sustentável da Freguesia. 

As  propostas  de  projectos,  identificados  pela  autarquia  e  concertados  com  os  actores  locais  como  os  mais prioritários, deverão ser vertidos para um PLANO  DE ACÇÃO que vise a concretização dos objectivos 

contidos na Agenda 21 Local, assegurando a integração das dimensões ambientais, sociais, económicas e  de boa governação. 

Para que este processo evolua e se obtenham cada vez mais e melhores resultados torna‐se necessário  avaliar  e  monitorizar  o  seu  desempenho  através  da  adopção  de  INDICADORES  DE SUSTENTABILIDADE  locais. 

Estes poderão medir o desempenho do processo em si ou medir o grau de concretização de cada uma  das acções. 

Na  implementação  do  Plano  de  Acção  deverão  ser  adoptadas  novas  soluções  para  o  desenvolvimento  local e novas formas de governação territorial apostando numa forte promoção da cultura participativa e  da cidadania, principalmente junto dos mais novos, através da mobilização das escolas. 

De  forma  a  dar  continuidade  à  participação  da  população  na  definição,  planeamento  e  execução  das  acções da Autarquia, propõe‐se a realização de um FÓRUM ANUAL em Monte Redondo.  

O  FÓRUM  terá  ainda  como  objectivo  apresentar  e  discutir  os  resultados  obtidos  até  ao  momento  na 

Agenda 21. 

A  divulgação  de  informação  via  Internet  e  através  de  publicações  periódicas  da  Câmara  e  da  Junta  de  Freguesia  de  Monte  Redondo  deverão  ser  fortemente  reforçadas  no  sentido  de  difundir  e  aumentar  o  conhecimento acerca da Agenda 21 e das questões de sustentabilidade e qualidade de vida.

 

(39)

 

 

6. ANEXOS 

   

(40)

6.1 Anexo I: Lista de Participantes na Sessão 

  Nome  Entidade / Individual  Álvaro Reis  Câmara Municipal de Torres Vedras  Ângela Bultmann  Cidadã  António Santos  Cidadão  Armando Ferreira  Cidadão  Clemens Bultmann  Cidadão  Faustino Nunes  Cidadão  Fernando André  Junta de Freguesia de Monte Redondo  Francisco Arsénio  Cidadão  Gertrudes Diogo  Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo  Hipólito Faustino  Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo  José Augusto  Cidadão  Luís Alberto Antunes  Cidadão  Nuno Ricardo Pereira  Presidente da Junta de Freguesia de Monte Redondo  Raul Franco  Cidadão  Sónia Jacinto  Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Monte Redondo     

(41)

 

6.2 Anexo II: Programa da Sessão

21h00  Recepção aos Participantes e Distribuição de Material.   

21h15  Abertura  da  Sessão  pelo  Sr.  Vice‐Presidente  da  Câmara  Municipal  de  Torres  Vedras, Carlos Bernardes; e pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Monte  Redondo, Nuno Ricardo Pereira. 

 

21h30  Objectivos e Ponto de Situação da Agenda 21 de Torres Vedras.   

21h45  Identificação  e  Hierarquização  dos  Principais  Desafios  ao  Desenvolvimento  de  Monte Redondo. 

 

22h00  Grupos  de  Trabalho  – Aprofundamento  dos  Principais  Problemas  ao  Desenvolvimento de Monte Redondo e Procura de Soluções. 

  23h00  Plenário para Apresentação do Resultado dos Trabalhos e Perspectivas Futuras.    23h30  Encerramento da Sessão.         

Referências

Documentos relacionados

As equações do 2º grau são comumente resolvidas nos dias de hoje através de uma expressão matemática atribuída ao matemático indiano Bháskara. Mas analisando a linha

Para a configuração de eletrodo coaxial, responsável por uma distribuição de campo cilíndrico na amostra de solo, a tensão e as ondas de corrente relacionadas foram obtidas

A Organização Mundial de Saúde (OMS), o Instituto Nacional de Câncer brasileiro (Inca), o Instituto Nacional do Câncer norte-americano e o órgão britânico de pesquisa em

Depois do nitrogênio, o potássio é o elemento absorvido em maiores quantidades pelo milho, sendo que, em média, 30% são exportados nos grãos. Até pouco tempo,

1) No ato da matrícula, o candidato, ou quem o represente legalmente, deverá apresentar o diploma ou a certidão de conclusão de curso nas hipóteses em que a entrega

Regionais Adjuntos, eleitos por lista, com uma composição de três, cinco ou sete Dirigentes. 2 – A Chefia Regional pode criar os departamentos que julgar necessários,

Prevenção da inalação e do contato com a pele, mucosas e olhos:Uso de máscara semi-facial com filtro GA combinado, óculos de segurança, roupas resistentes a produtos químicos,

Este texto é uma reflexão em torno da necropolítica, a partir de Achille Mbembe, e das esculturas de Niemeyer, de como estas obras artísticas representam a enunciação e