PLANO DE ENSINO –
SEMESTRE LETIVO 2021.1
Disciplina:
HISTÓRIA E TEORIA DA ARQUITETURA BRASILEIRA
Código:
ARQ032
Carga horáriasemestral: 68 horas Pré-requisito(s): ARQ021 e ARQ027 Semestre letivo:
2021.1
Turma(s): T01 e T03 Horário(s): Terças e quintas das 10:40 às 12:30h e das 14:50 às 16:40h
Docente(s)/ Titulação:
LUIZ ANTONIO FERNANDES CARDOSO
Doutor em Arquitetura e Urbanismo - http://lattes.cnpq.br/7802987548667522
Conhecimento desejável: Conteúdos das disciplinas de Hist. da Arquitetura e Urbanismo I e II Infraestrutura discente
necessária para acompanhamento da disciplina no Semestre Letivo Suplementar:
Conexão com a internet e equipamento com câmera e microfone (computador, notebook/laptop, tablet ou smartphone).
Possível aproveitamento*:
*É e competência dos Colegiados a análise e ratificação do possível aproveitamento.
1. Ementa
Estudo das matrizes portuguesa, indígena e negra na arquitetura e na ocupação do território. Reelaboração do pensamento europeu nas expressões arquitetônicas brasileiras, com ênfase no espaço barroco. Arquitetura brasileira nos séculos XIX e XX. Expressões regionais.
2. Objetivos
Fornecer ao aluno condições para uma reflexão crítica sobre a produção da arquitetura tradicional brasileira, possibilitando a necessária articulação com a prática do projeto;
Propiciar ao aluno uma leitura da História da Arquitetura como resultado de processos culturais no tempo e no espaço, questionando uma visão da História que privilegia o descritivo, o factual, o acrítico e os conteúdos enciclopédicos;
Permitir ao aluno o reconhecimento de uma multiplicidade de tempos históricos, onde podem ser percebidas transformações, permanências e rupturas na arquitetura e na cidade brasileira contemporânea.
3. Conteúdo programático
INTRODUÇÃO:
O Brasil no projeto colonial português. Diversidade e homogeneidade dos territórios indígenas e suas lógicas de ocupação e criação do espaço construído
1ª UNIDADE: ARQUITETURA E CIDADE NO PERÍODO COLONIAL
(Bibliografia: 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 16, 17,18, 19, 21, 23, 26, 27, 28, 29 e 30)
A ocupação do território brasileiro: a formação de vilas e cidades e os agentes de estruturação e controle do espaço
As características da cidade colonial: ‘racionalidade’ e ‘irracionalidade' na sua estruturação
Salvador: a cidade projetada e sua expansão além-muros
Características da estruturação do espaço urbano e a segregação social na cidade colonial brasileira
Arquitetura Civil
- Concepção, materiais e técnicas construtivas
- Sobrados, solares e casas térreas (privilegia-se as tipologias mais corriqueiras)
Arquitetura Religiosa
- Considerações gerais (estrutura da igreja e sua relação com a arquitetura religiosa no Brasil) - Arquitetura das Igrejas Matrizes
- Arquitetura Jesuítica - Arquitetura Franciscana
O Barroco Mineiro
2ª UNIDADE: EM BUSCA DA ‘CIVILIDADE’: ARQUITETURA E CIDADE NO BRASIL OITOCENTISTA (Bibliografia: 1, 5, 10, 12, 14, 16, 18, 19, 20, 22 e 25)
Considerações gerais
A Missão Francesa e o Neoclassicismo
Influências do iluminismo na reestruturação das cidades: a administração do Conde dos Arcos e o pioneirismo das obras de melhoria do espaço urbano soteropolitano
O sanitarismo, o trabalho livre e as novas lógicas de estruturação do espaço urbano / ‘Espaços Negros’ em Salvador no Século XIX
A difusão do Ecletismo:
- O ‘historicismo’ e o ‘romantismo’ na arquitetura brasileira - As novas tipologias, materiais e técnicas construtivas - As transformações no espaço doméstico
O bonde e as novas redes de articulação urbana
3ª UNIDADE: NACIONALISMO, TRADIÇÃO E MODERNIDADE NA ARQUITETURA E NO
URBANISMO NO BRASIL DO SÉCULO XX (Bibliografia: 5, 7, 14, 15, 16, 18, 19, 20, 24 e 25)
O Art Nouveau e o Movimento Neocolonial
Pioneiros da Modernidade na arquitetura brasileira (Warchavchik, Rino Levi)
Lúcio Costa e reforma da Escola de Belas Artes (1930/31)
A ‘síntese das artes’ e a sede do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro
Vertentes da Modernidade na arquitetura brasileira (principais protagonistas)- A ‘escola carioca’ - A ‘escola paulista’
- Outras referências regionais
A experiência de Brasília
4. Metodologia
As quatro horas da carga horária semanal da disciplina serão concentradas nos dias de terça e quinta-feiras, no turno matutino ou vespertino, a depender da turma.
A maior parte das aulas e atividades serão desenvolvidas de maneira sincrónica, devendo para isto ser utilizada as plataformas disponibilizadas pela UFBA, especialmente o Google Meet e Conferência Web da RNP.
Parte da carga horária será destinada ao desenvolvimento de atividades assíncronas, a serem indicadas ao longo do curso, utilizando-se de links de acesso a textos e-ou material audiovisual de livre acesso, relacionados aos conteúdos trabalhados no curso.
Excepcionalmente, algumas aulas poderão contar com a participação de professores convidados. Será criado um grupo no Whatsapp, a ser usado para tirar eventuais dúvidas sobre o desenrolar da disciplina, como também para se ter acesso a textos, assim como a materiais audiovisuais compartilhados pelo(s) professor(es) e estudantes.
5. Recursos
Serão utilizados os seguintes recursos:
Plataforma Google Meet e-ou Plataforma Conferência Web da RNP*.
Grupo no Whatsapp
A maior parte do conteúdo será trabalhado com o auxílio de esquemas e imagens em Power Point. (*) Em caso de existência de eventuais problemas técnicos ou instabilidade, será buscada a alternativa de uma plataforma similar, passível de disponibilização e suporte pela UFBA
6. Avaliação
Considerando a excepcionalidade do ensino remoto proposto para este semestre, o processo de avaliação da disciplina só será inteiramente definido a partir da familiarização e pleno domínio dos recursos presentes nas plataformas web disponibilizadas pela UFBA, por parte dos alunos e do(s) professor(es).
Contudo, entende-se que a avaliação deva levar em conta tanto a produção escrita dos alunos durante o curso, especificamente a partir do fichamento e elaboração de resenhas de textos, como também a partir de provas aplicadas utilizando-se o sistema Google Form.
A participação nas aulas também será considerada. Para isso, poderão ser propostos pequenos seminários, bem como a estruturação de debates sobre os temas tratados, eventualmente abertos ao final de cada exposição.
7. Bibliografia
1. AUGEL, Moema Parente. Visitantes estrangeiros na Bahia oitocentista. São Paulo: Cultrix; Brasília: INL, 1980.
4. AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Urbanismo de traçado regular nos dois primeiros séculos da colonização brasileira – origens in Universo Urbanístico Português. Lisboa: CCDP, 1999.
5. BAHIA, Secretaria da Indústria e Comércio. Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia, v. I - VI (Coord. Paulo O. de Azevedo). Salvador: Coordenação de Fomento ao Turismo, 1975 - 1999.
6. BAZIN, Germain. Arquitetura Religiosa Barroca no Brasil. Rio de Janeiro: Record, 1983.
7. BRUAND, Yves. Arquitetura Contemporânea no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1980.
8. BUENO, Beatriz S. Francisco de Holanda: importante agente da coroa portuguesa na Itália no séc. XVI in PADILHA, Nino (org.). Cidade e Urbanismo: história, teorias e práticas. Salvador: MAU/UFBA, 1998.
9. BURY, John. Arquitetura e Arte no Brasil Colonial. São Paulo: Nobel, 1991.
10. CARDOSO, Luiz Antonio F. Habitação Proletária em Salvador na Virada do Século: um novo campo de exploração in PADILHA, Nino (org.). Cidade e Urbanismo: história, teorias e práticas. Salvador: MAU/UFBA, 1998.
11. ___________________ e LINS, Eugênio de Ávila. A Arquitetura dos Franciscanos no Brasil in Portugal/Brasil, Brasil/Portugal: as duas faces de uma realidade artística. Lisboa: CNCDP, 2000.
12. ___________________ e CASTRO, Ma. Adriana C. Centro Histórico de Salvador: Patrimônio Mundial. São Paulo: Horizonte Geográfico, 2000.
13. COSTA, Lúcio. Arquitetura jesuítica no Brasil in Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro: MEC, n.5, 1941.
14. FABRIS, Annatereza (org.). Ecletismo na Arquitetura Brasileira. São Paulo: Nobel, EDUSP, 1987.
15. FERNANDES, Ana; GOMES, Marco Aurélio de F. et SAMPAIO, Heliodório. A constituição do urbanismo moderno na Bahia in CARDOSO, Luiz Antonio F. e OLIVEIRA, Olívia F. (organizadores). (Re)Discutindo o Modernismo. Salvador: Mest. em Arq. e Urbanismo / FAUFBA, 1997.
16. GOULART, Nestor. Quadro da arquitetura no Brasil. SP: Perspectiva, 1983
17. _______________. Contribuição ao Estudo da Evolução Urbana do Brasil (1500/1720). São Paulo: Liv. Ed. Pioneira/EDUSP, 1968.
18. LEMOS, Carlos. História da Casa Brasileira. S. Paulo: Contexto, 1989.
19. _____________. Arquitetura Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/EDUSP, 1987.
20. _____________. Alvenaria Burguesa. São Paulo: Nobel, 1992.
21. MARX, Murilo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/EDUSP, 1980.
22. MATTOSO, Kátia M. de Queiróz. Bahia: a cidade de Salvador e seu mercado no século XIX . São Paulo: Hucitec, 1978.
23. PINHEIRO, Eloisa Petti. Europa, França e Bahia difusão e adaptação de modelos urbanos. (Paris, Rio e Salvador). 2ª Edição. EDUFBA. Salvador. 2011
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/5377/1/Europa%20Franca%20e%20Bahia_2ed_RI. pdf
24. SANTOS, Paulo. Formação de Cidades no Brasil Colonial in V Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros. (s/d)
25. SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil, 1900-1990 . São Paulo: EDUSP, 1998.
26. SILVA, Geraldo. Arquitetura do Ferro no Brasil. São Paulo: Nobel, 1986.
27. SMITH, Robert C. Arquitetura civil no período colonial. in Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, N. 17. Rio de Janeiro: MEC, n.17, 1969. pp.27-125
28. TOLEDO, Benedito Lima de. Esplendor do Barroco Luso-brasileiro. São Paulo: Cotia Ateliê Editorial. 2012.
29. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA. Fac. de Arquitetura. CEAB. Evolução Física de Salvador. (Coord. Américo Simas Filho). Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA, 1979. 2v.
30. VASCONCELOS, Pedro. Salvador colonial: do séc. XVI ao séc. XVIII in PADILHA, Nino (org.). Cidade e Urbanismo: história, teorias e práticas. Salvador: MAU/UFBA, 1998.
31. VASCONCELOS, Sylvio de. A Arquitetura Colonial Mineira. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1980. (?)
32. WEIMER, Günter. Arquitetura Popular Brasileira. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2012.
Docente Responsável à época da aprovação do Plano de ensino-aprendizagem: Nome: LUIZ ANTONIO FERNANDES CARDOSO