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RELATÓRIO DE EXECUÇÃO 2011

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RELATÓRIO DE EXECUÇÃO 2011

PLANO DE PROMOÇAO DE DESEMPENHO AMBIENTAL

2009-2011

(2)

ÍNDICE:

1.

GLOSSÁRIO ... 4

2.

SUMÁRIO EXECUTIVO ... 6

3.

DESENVOLVIMENTO DAS MEDIDAS ... 9

3.1.

MEDIDA 20 – Manual de Boas Práticas de Integração Paisagística de

Infra-estruturas da Rede de Distribuição ... 9

3.1.1.

Introdução ... 9

3.1.2.

Execução em 2011 ... 11

3.1.3.

Execução orçamental ... 21

3.1.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 22

3.2.

MEDIDA 21 – Protecção da Avifauna ... 23

3.2.1.

Introdução ... 23

3.2.2.

Execução em 2011 ... 23

3.2.3.

Execução orçamental ... 28

3.2.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 29

3.3.

MEDIDA 22 – Gestão dos Campos Eléctricos e Magnéticos em Instalações da Rede

de Distribuição da EDP – Caracterização segundo as Novas Normas Internacionais e estudo

de Medidas de Qualificação ... 31

3.3.1.

Introdução ... 31

3.3.2.

Execução em 2011 ... 32

3.3.3.

Execução orçamental ... 34

3.3.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 34

3.4.

MEDIDA 23 – Gestão Sustentável de Faixas de Protecção da Rede de Distribuição

de Energia Eléctrica ... 35

3.4.1.

Introdução ... 35

3.4.2.

Execução em 2011 ... 37

3.4.3.

Execução orçamental ... 41

3.4.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 43

3.5.

MEDIDA 24 – Melhoria do Desempenho Ambiental da Mobilidade Induzida pela

EDP Distribuição ... 44

3.5.1.

Introdução 44

(3)

3.5.2.

Execução em 2011 ... 45

3.5.3.

Execução orçamental ... 52

3.5.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 52

3.6.

MEDIDA 25 – Modelo de Avaliação Prévia para Selecção de Acções e Apoio à

Decisão em Projectos Tipo da EDP Distribuição ... 54

3.6.1.

Introdução

... 54

3.6.2.

Execução em 2011 ... 55

3.6.3.

Execução orçamental ... 59

3.6.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 60

3.7.

MEDIDA 26 – Protecção da Cegonha Branca ... 62

3.7.1.

Introdução

... 62

3.7.2.

Execução em 2011 ... 62

3.7.3.

Execução orçamental ... 65

3.7.4.

Benefícios Ambientais obtidos ... 66

3.8.

MEDIDA 27 – STORK, em teste na espécie Cegonha Branca ... 67

3.8.1.

Introdução ... 67

3.8.2.

Execução em 2011 ... 67

3.8.3.

Execução orçamental ... 70

(4)

C a p ít u lo : 1 – G LO S S Á R IO 4 GLOSSÁRIO AC - Área Classificada

AIA - Avaliação de Impactes Ambientais

Alter. PT/SE - existente - Alteração de Posto de Transformação ou Subestação existente BFD- Bird Flight Diverter

BT, MT e AT - Baixa Tensão, Média Tensão e Alta Tensão CEI – Comissão Electrotécnica Internacional

CEM – Campo Electromagnético

CEMEBF – Campo Electromagnético de Extremamente Baixa Frequência CENELEC – Comité Europeu de Normalização Eléctrica

CERAS - Centro de Estudos e recuperação de Animais Selvagens

CIEEE – Centro de Inovação para a Engenharia Electrotécnica e de Energia CIGRÉ – Conseil International des Grands Réseaux Électriques

CTALEA - Comissão Técnica de Avaliação de Linhas Eléctricas e Aves DDN - Dispositivo dissuasor de nidificação

DL - Decreto-Lei

DPC - Direcção de Projecto e Construção da EDP Distribuição DRC - Direcção de Rede e Clientes da EDP Distribuição DRCM - Direcção de Rede e Clientes Mondego DRCN - Direcção de Rede e Clientes Norte DRCP - Direcção de Rede e Clientes Porto DRCS - Direcção de Rede e Clientes Sul DRCT - Direcção de Rede e Clientes Tejo IBA - Important Bird Area

ICNB - Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade IP - Iluminação Pública

ISR - Instituto de Sistemas e Robótica IST - Instituto Superior Técnico LA - Linha Aérea

LAMT - Linha Aérea de Média Tensão LS - Linha Subterrânea

MNRD - P - Manutenção de Redes Porto n. a. - não aplicável

(5)

C a p ít u lo : 1 – G LO S S Á R IO 5

OMS – Organização Mundial de Saúde

ONGA - Organização Não Governamental (Ambiente) Pass. LA a LS - Passagem de Linha Aérea a Linha Subterrânea PNDI - Parque Natural do Douro Internacional

PNM - Parque Natural de Montesinho PNPG - Parque Nacional da Peneda Gerês PNSE - Parque Natural da Serra da Estrela PNSSM - Parque Natural da Serra de S. Mamede PT - Posto de Transformação

PTD - Posto de Transformação de Distribuição

QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza RSFGC - Rede Secundária de Faixas de Gestão de Combustível SC - Situações Críticas

SE - Subestação

SIG - Sistema de Informação Geográfica SIT - Sistema de Informação Técnica

SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Subs. PT/SE - Substituição de Posto de Transformação ou Subestação existente UP - Universidade do Porto

(6)

C a p ít u lo : 1 – S U M Á R IO E X E C U T IV O 6 SUMÁRIO EXECUTIVO

O presente Relatório descreve o desempenho ambiental da EDP Distribuição em 2011, no âmbito das acções previstas no Plano de Promoção de Desempenho Ambiental (PPDA) da EDP Distribuição para 2011 e encontra-se estruturado do seguinte modo: Índice

1 – Glossário;

2 - Sumário Executivo;

3– Desenvolvimento das Medidas.

O PPDA é um Plano promovido pela ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), no âmbito das condições previstas no Despacho nº 22282/2008, que possibilita a realização de um conjunto de Medidas que visem a promoção do desempenho ambiental da EDP Distribuição e cujos custos são reconhecidos e recuperados por via do tarifário. Para poderem integrar o PPDA, as Medidas deverão preencher um conjunto de requisitos obrigatórios, nomeadamente: serem voluntárias e inovadoras, evidenciarem mérito ambiental e não concorrerem em simultâneo com outro tipo de incentivos.

Na concepção do presente Relatório foram tidas em consideração as exigências previstas no Despacho nº 22282/2008 da ERSE, e assumiram-se os tectos de execução aprovados para 2011.

No Relatório de Execução de 2009 e 2010 foram propostas para aprovação da ERSE reafectações de custos para algumas Medidas do PPDA, de acordo com as regras previstas no Despacho 22282/2008. A ERSE aprovou os custos para 2010, a considerar nas tarifas, e novos orçamentos para 2011, a 17 de Outubro de 2011 na carta Ref: E-Tecnicos/2011/427/JA/hp.

Foram aprovadas pela ERSE as seguintes Medidas do PPDA 2009-2011 para a EDP Distribuição:

Medida 20 – Manual de Boas Práticas de Integração Paisagística de Infraestruturas da Rede de Distribuição

(7)

C a p ít u lo : 1 – S U M Á R IO E X E C U T IV O 7

Medida 22 – Gestão de Campos Eléctricos e Magnéticos em Instalações da Rede de Distribuição da EDP – Caracterização segundo as novas normas internacionais e estudo de medidas de qualificação

Medida 23 – Gestão Sustentável de Faixas de Protecção da Rede de Distribuição de Energia Eléctrica

Medida 24 – Melhoria de Desempenho Ambiental da Mobilidade Induzida pela EDP Distribuição

Medida 25 – Impactes Ambientais – Modelo de Avaliação prévia para selecção de Acções e Apoio à decisão em Projectos Tipo da EDP Distribuição

Medida 26 – Protecção da Cegonha Branca

Medida 27 – Stork – Sistema de Protecção da Avifauna, em Teste na Espécie Cegonha Branca

Na execução de 2011 é de realçar novamente o trabalho conjunto desenvolvido pelas equipas das Medidas 20, 23 e 25, o qual potenciou a troca de informação e de experiência, fundamentais para o progresso de cada uma das Medidas.

Em 2011 salientam-se as várias acções de sensibilização interna das Medidas aos colaboradores de várias direcções da EDP Distribuição. Foi também realizado em 2011 uma Sessão Plenária de Encerramento do PPDA 2009-2011, em Dezembro, onde foram divulgados resultados e os documentos elaborados pelas Medidas e filmes institucionais, cumprindo assim com o definido em parte pelo Plano de Comunicação aprovado.

De salientar também em 2011 as sinergias criadas na divulgação externa das Medidas 21 e 27 através da promoção de uma exposição no Museu da Electricidade para divulgação das práticas implementadas, com vista à Protecção da Avifauna e da Cegonha Branca, com custos financiados pela EDP Distribuição.

O ano de 2011 foi um ano caracterizado pelo desenvolvimento de acções com vista à ao encerramento e cumprimento dos objectivos definidos para o triénio do PPDA. Por outro lado 2011 foi também um ano com uma componente forte em comunicação para todas as Medidas.

Tomando por referência os desvios de 13% em 2009 e 34% em 2010, o ano de 2011 foi assinalado com um desvio de 30% face ao planeado. Em 2009 os custos e respectivo desvio foram calculados a custos totais, isto é com inclusão de custos internos não elegíveis para efeitos tarifários em PPDA. Em 2010 e 2011, apesar da ERSE não

(8)

C a p ít u lo : 1 – S U M Á R IO E X E C U T IV O 8 reconhecer os custos internos associados a investimento, a EDP Distribuição assumiu estes custos no valor de 946.122,44€ e realizou as mesmas obras para as quais se tinha comprometido no Processo de Candidatura do PPDA 2009-2011.

Tendo em conta o orçamento proposto no Plano de Candidatura para o triénio 2009-2011 e as reorçamentações efectuadas ao longo de 2009, como ponto de estabelecimento de quais os custos reconhecidos para efeitos tarifários, considera-se uma execução do PPDA 2009-2011 da EDP Distribuição do triénio de cerca de 80%.

(9)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 9

1. DESENVOLVIMENTO DAS MEDIDAS

3.1. MEDIDA 20 – Manual de Boas Práticas de Integração Paisagística de Infra-estruturas da Rede de Distribuição

3.1.1. Introdução

Enquadramento:

Esta Medida visa promover, através de iniciativas voluntárias da EDP Distribuição, a integração paisagística de linhas aéreas e/ou instalações de distribuição de energia eléctrica, em fase de projecto ou em infra-estruturas existentes.

A Medida 20 tem o apoio e acompanhamento de vários docentes da Universidade do Porto (UP), formados em arquitectura paisagista e biologia e outras competências relevantes para a concepção do Manual e Boas Práticas e no acompanhamento da implementação dos casos-piloto e situações críticas.

Desenvolve-se em 4 fases distintas: FASE I – Desenho do Manual

 Estudo da paisagem do território continental e cruzamento com os objectivos, estratégias e formas de intervenção da EDP Distribuição;

 Caracterização do tipo de infra-estruturas da Empresa;

 Identificação dos impactes das infra-estruturas eléctricas na paisagem;  Pesquisa sobre casos de estudo internacionais.

FASE II – Auscultação e sensibilização

 Identificação de um conjunto de stakeholders de referência, nomeadamente o Instituto de Conservação da Natureza; organismos públicos locais (Autarquias); ONGAs; etc. a quem foi solicitado o envolvimento activo na medida, através da participação num workshop;

 Auscultação das partes interessadas através da organização de um workshop de trabalho, onde se pretende apresentar e discutir a proposta de Manual de Boas Práticas, no sentido de incorporar sugestões de melhoria;

 Auscultação interna (quadros EDP Distribuição), através da organização de um

workshop de trabalho onde se pretende apresentar e discutir a proposta de Manual

de Boas Práticas com as sugestões de melhoria do workshop anterior já incorporadas;

 Promoção de acções de sensibilização de colaboradores EDP Distribuição com responsabilidade na implementação das práticas sugeridas no Manual.

FASE III – Implementação dos casos-piloto

 Continuação da identificação de soluções construtivas (“projectos tipo”) para as diferentes infraestruturas futuras e para as diferentes tipologias de paisagem;

 Implementação das estratégias para algumas situações criticas, tratando-se de situações seleccionadas com base numa listagem interna EDP Distribuição das Infraestruturas existentes, construída com base no critério “infraestrutura alvo de contestação por parte das comunidades locais e/ou organismos públicos” ;

 Execução dos projectos para os casos-piloto;

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 10  Aferição e conclusão do Manual, com base no resultado da fase de auscultação e

da experiência dos casos-piloto e das situações críticas. FASE IV – Publicação do Manual de Boas Práticas

A publicação do Manual será efectuada com recurso à contratação externa de uma empresa da especialidade responsável pela sua componente gráfica.

Objectivos:

A presente medida tem como principais objectivos:

• Elaborar um Manual de Integração Paisagística, tendo em conta diferentes infra estruturas eléctricas e diferentes tipologias de paisagem;

• Avaliar e validar as soluções apresentadas do ponto de vista técnico-económico, através da implementação de casos piloto;

• Corrigir um conjunto de infra estruturas críticas do ponto de vista da sua integração na paisagem, seleccionadas com base num conjunto de critérios;

Finalmente, pretende-se ainda disponibilizar publicamente o Manual, para benefício de outras entidades e promover o intercâmbio de experiência e conhecimento.

Breve descrição de acções executadas em 2010:

Em 2010, de uma forma geral, foram executadas as seguintes acções:

- Deu-se continuidade à elaboração do Manual de Boas Práticas de Integração Paisagística de Infra-estruturas da Rede de Distribuição;

- Durante o ano de 2010 foram efectuadas as visitas às restantes Situações Críticas de 2010 previstas e que ainda não tinham sido visitadas pelo CIBIO/UP e emitido o respectivo parecer. Foram também visitadas todas as Situações Críticas de 2011 e elaborado o respectivo parecer pelo CIBIO/UP;

- A listagem inicial de Casos Piloto foi revista durante o ano de 2010. Continuaram em curso os estudos elaborados que permitiram à Universidade do Porto definir e testar uma metodologia com vista à implantação e integração paisagística de Linhas através da identificação, avaliação e ponderação dos factores a integrar na análise e proposta;

- No ano de 2010 foram realizadas várias acções de sensibilização interna pela Universidade do Porto aos colaboradores de várias direcções da EDP Distribuição. Foram também realizados os workshops previstos promovidos pela CIBIO/UP, com a colaboração da EDP Distribuição, no Porto e em Lisboa, onde foram apresentadas as acções em desenvolvimento de Integração Paisagística a “stakeholders” externos.

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 11 3.1.2. Execução em 2011

Actividades Previstas e Realizadas:

De modo a facilitar a leitura das acções descritas no seguimento, poderá ser consultado o cronograma da Medida 20 para 2011, ilustrado no Anexo Ia).

Elaboração do Guia de Boas Práticas de Integração Paisagística de Infra-estruturas da Rede de Distribuição:

Todas as partes que constituem o suporte técnico e científico do Manual, nomeadamente o Estudo da Paisagem Portuguesa, Benchmark Internacional, caracterização das infra-estruturas eléctricas, principais Impactes, identificação de casos de estudo, Identificação de soluções, medidas e estratégias de integração paisagística, foram consolidadas entre a EDP Distribuição e a entidade parceira da Medida 20 (CIBIO/UP). O Guia de Boas Práticas de Integração Paisagística foi finalizado a 16 de Outubro de 2011 e mereceu a aprovação do Conselho de Administração da EDP Distribuição, tendo-se procedido com a sua produção e publicação a 13 de Dezembro de 2011 (Anexo Ib).

Situações Críticas

Durante o ano de 2011 foram realizadas algumas adendas a pareceres já elaborados, quer por necessidade de alteração da obra por questões técnicas entretanto identificadas, quer por razões directamente relacionadas com as consequências do parecer elaborados pelo CIBIO/UP.

Os pareceres da Universidade do Porto podem ser favoráveis, desfavoráveis ou pendentes. Quando uma Situação Crítica se encontra com parecer pendente, entra-se em diálogo, troca de ideias e soluções técnicas e paisagísticas entre a Universidade do Porto e a EDP Distribuição para se chegar a uma solução possível, tecnicamente viável e com parecer positivo da Universidade do Porto. Os pareceres emitidos são assim evolutivos e susceptíveis de modificação ao longo da execução das obras. Os pareceres desenvolvidos pela Universidade do Porto para todas as Situações Críticas, de 2009 a 2011, encontram-se no Anexo Ic).

As obras realizadas no ano de 2011 encontram-se descritas no Anexo Id) e devidamente documentadas as obras finalizadas em 2011 no Relatório Fotográfico do Anexo Ie).

Casos Piloto

Por motivos de planeamento, negociações com proprietários, autorizações com autoridades nacionais, entre outros, alguns dos Casos Piloto seleccionados inicialmente não foram realizados no período de vigência do PPDA 2009-2011.

Todos os estudos realizados entre o CIBIO/UP e a EDP Distribuição foram finalizados (Anexo Ib_volume 2):

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 12

Casos Piloto Ponto de Situação

LNAT Frades (REN)- PE S.Cabreira O traçado deste caso piloto já estava definido e em construção. O caso piloto serviu como estudo à equipa da entidade parceira e como análise interna pela EDP Distribuição. A Equipa CIBIO/UP propôs um traçado que foi rectificado posteriormente por esta. Foi realizado estudo comparativo pela Direcção de Projecto e Construção para o traçado proposto pela entidade parceira e o traçado realizado pela empresa.

LNAT Azóia – Leiria Oeste Foi elaborada proposta técnica como resultado de

trabalho entre a entidade parceira e a empresa, com várias alternativas e estudo comparativos, tendo sido sugerido um traçado. A implementação no terreno deste caso piloto obrigou a uma comunicação com as Estradas de Portugal. Este projecto ainda não foi finalizado pela EDP Distribuição.

RAAT Vila Franca de Xira A equipa da entidade parceira propôs diferentes

traçados alternativos àquele já definido pela EDP Distribuição que se tinha baseado no aproveitamento de corredor já existente. A Direcção de Projecto e Construção analisou o estudo de vantagens e desvantagens dos diferentes traçados e refere como muito válido o contributo do CIBIO/UP nas avaliações de impacte paisagístico da linha e considera que deverá ser considerado em projectos futuros pela empresa.

SE Rio Caldo A equipa da entidade parceira realizou projecto de

execução de integração paisagística da SE Caniçada. A Subestação encontra-se em obra. A entidade parceira realizou acompanhamento no terreno da execução da Subestação durante os quais foi possível aprovar o trabalho de integração paisagística dos muros e aspectos relativos à modelação no terreno.

PT Seia-Lagoa Comprida Foi elaborada proposta de integração paisagística para

este caso pela entidade parceira.

LN 60Kv Alegria - Antanhol A entidade parceira desenvolveu estudo com traçados alternativos aos desenvolvidos pela EDP Distribuição, através de quadros comparativos entre vantagens e desvantagens. Foi escolhido um traçado final pelas duas equipas. Não foi possível a sua implementação no ano de 2011.

Comunicação e conhecimento

No ano de 2011 foi realizada uma acção de sensibilização interna pela Universidade do Porto aos colaboradores de várias direcções da EDP Distribuição, com a presença de cerca de 50 colaboradores.

Foi também realizado um workshop promovido pela CIBIO/UP, com a colaboração da EDP Distribuição, em Lisboa, onde foram apresentadas as acções em desenvolvimento, de Integração Paisagística a “stakeholders” externos. O workshop foi organizado em conjunto com a Medida 25 do PPDA 2009-2011 de forma a conciliar agenda das entidades externas.

Foi também elaborada uma publicação científica de acordo com o previsto para um capítulo no livro "Landscape Planning", ISBN 979-953-307-991-1, Intech, intitulado "Integration of Infrastructures in Landscape – an opportunity to landscape planning improvement".

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 13 Em 2011 a parceria entre a EDP Distribuição e a Universidade do Porto foi reforçada através dos Projectos-piloto que permitiram contactos entre estas duas entidades e o afinar do Manual de Boas Práticas que exigiu sessões de trabalho para alcançar os objectivos previstos. Foi também efectuada mais uma acção de sensibilização interna a qual não estava prevista contudo reforçou a relação entre o CIBIO/UP e os colaboradores da empresa.

Divulgação:

Foi realizado no âmbito do Plano de Comunicação do PPDA, como divulgação da Medida, o lançamento de notícias na intranet.

Algumas situações mais notórias que foram divulgadas podem ser consultadas no Anexo If).

No ano de 2011 teve especial relevância a divulgação dos resultados da Medida através da publicação do Guia de Boas Práticas de Integração Paisagística e distribuição deste numa Sessão de Fecho do PPDA 2009-2011, comum a todas as Medidas do PPDA da EDP Distribuição, em Dezembro de 2011 e a elaboração de um filme institucional também divulgado neste evento.

Indicadores de Realização de 2011:

Tabela 1- Indicadores de realização previstos e realizados.

Fase Indicador de Realização 2009 2010 2011 2011

Realizado Realizado Previsto Realizado

F

A

SE

Estudo de tipologias de paisagem e zonas críticas (% de realização)

80% 10% 10% 10%

Benchmark Internacional (% de realização)

50% 30% 20% 20%

Caracterização de infra estruturas e formas de intervenção (% de realização)

55% 10% 35% 35%

Identificação das melhores soluções construtivas % de realização

30% 40% 30% 30%

Identificação e caracterização dos Casos -piloto (% de realização)

80% 15% 5% 5%

Identificação e caracterização das Situações criticas (% de realização)

100% 0% 0% 0%

Implementação das situações críticas (custo)

44% 32% 24% 27%

Implementação das situações críticas (consultoria)

60% 40% 0% 0%

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 14 críticas 2ª F A SE

Workshops com stakeholders 0% 50% 50% 50%

Acções de sensibilização na EDP Distribuição - 70% 30% 30% 3ª F A SE

Execução dos projectos para os Casos-Piloto

20% 30% 50% 50%

Implementação dos Casos-Piloto - 0% 100% 2%

Acompanhamento dos Casos-Piloto - 0% 100% 100% PR O D U TO S

Elaboração do Manual de Boas Práticas 50% 10% 40% 40% Relatório de Progresso 33% 33% 33% 33% Publicação científica (nº de publicações) - 1 1 1

A implementação das Situações Críticas no terreno superou os 100% nos três anos, uma vez que em 2009 foi considerada uma execução de 44%, pois estavam a ser contabilizados custos totais. Na realidade, a execução em 2009 a custos primários foi de 33%. Contabilizando os 33% em 2009 e os 32% em 2010 ficariam previstos para 2011 os restantes 33%. A execução em 2011 para as SC foi de 27% tendo sido realizadas no triénio 92% dos custos previstos. Não foram atingidos os 100% devido a algumas Situações Críticas terem sido eliminadas por pareceres negativos da entidade parceira ou por motivos alheios à empresa.

Comunidades beneficiadas (somatório do nº de habitações existentes num buffer de 100 m da envolvente da obra):

Das obras realizadas em 2009, 2010 e 2011 foi calculado o número de habitações, correspondendo mais especificamente ao número de edifícios, uma vez que os prédios de habitação colectiva foram contabilizados como habitação. Isto significa que o número total de habitações contabilizado pode ser efectivamente superior ao calculado.

Considerou-se que para obter o indicador como beneficio ambiental seriam contabilizadas todas as Situações Críticas já concluídas no âmbito desta Medida desde 2009 até 2011.

Tabela 2- Comunidades beneficiadas por situação crítica

Identificação

da Situação Crítica (nº)

Número de habitações em redor da linha MT desmontada

(buffer 100 m)

2 11 (100% edifícios colectivos)

4 10

5x 90 (70% edifícios colectivos)

(15)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 15 7 parque urbano/jardim 8 35 9 Cerca de 50 habitações (20% prédios colectivos ) 10 60 habitações unifamiliares

12 15 edifícios (incluindo centro

saúde, Bombeiros, e vivendas unifamiliares) 13 60 (90% edifícios colectivos) 14 55 15 45 16 50 habitações (25% edifícios colectivos) 17 110

18 39 Habitações (incluindo ainda

o Mosteiro e a Câmara Municipal

19 Proximidade da Basílica, Hotel

e Parque / Jardim 20 570 Habitações (60% prédios colectivos ) 21 10 e uma igreja 22 90 23 45 24 52 Habitações (20 Moradias e

4 edifícios com 8 fogos cada)

25 15

26 5, uma igreja

27 33 Habitações e edifícios

colectivos + Parque Natural

28 20 (edifícios colectivos)+ Escola 30 240 31 350 32 100 Habitações , 25 Comércios 33 95 Habitações, 5 Comércios , 6

(16)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 16 O indicador comunidades beneficiadas resulta dos indicadores propostos no processo de candidatura ao PPDA 2009-2011.

escolas 35 3 e uma igreja 37 20 38 230 39 8 e cruzamento e paralelismo com a EN 125. 40 19 (60 % prédios colectivos),

parque urbano, jardim e travessia de rio.)

43 20 (50% prédios coletivos) +

praça touros e parque

estacionamento

44 187 (40% prédios colectivos)

45 60

47 320 prédios; 1 igreja; 2 zonas

de lazer; 1 colégio 48 60 49 35 50 80 (30% edifícios colectivos) 51 95 (90% edifícios colectivos) 52 25(50% vivendas unifamiliares,

restantes predios colectivos + escola) 53 Zona de lazer 54 80 (30% prédios colectivos) 55 15 habitações 56 40 (10% edifícios colectivos) 58 40 prédios e 1 escola

Total 3642 habitações, zonas de

lazer, comércio, escolas e igrejas.

(17)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 17 Indicadores de Eficiência:

Custo unitário de intervenção em Postos de Transformação (PT): Média do custo de cada obra pelo número de obras realizadas.

Em 2011 foram realizadas 6 intervenções em PT, realizando um custo médio de cerca de 61.991 € a custos totais de investimento por intervenção como se pode observar na Tabela 3.

A Situação Crítica nº 24, ver Tabela 3, teve um custo mais elevado que as outras intervenções em PT, visto que o PT para além de substituído feita a passagem de linha aérea para subterrânea.

Tabela 3- Custo unitário de intervenção em PT em 2011 Identificação da situação crítica Custos Totais € 21 75.304 € 24 102.573 € 25 52.464 € 32 46.283 € 33 57.409 € 43 37.911 € Total PT 371.945 € Rácio €/un 61.991 €

Detectou-se que no Relatório de Execução de 2010 não se calculou o indicador de uma das Situações Crítica e colocou-se a SC 21 em 2010 quando na realidade esta está a ser contabilizada em 2011. Uma vez que este lapso pode influenciar a comparação de indicadores entre anos foram novamente calculados os valores de 2010 a custos totais e que se apresentam na tabela 4.

Tabela 4- Custo unitário de intervenção em PT em 2010 Identificação da situação crítica Custos Totais € 2 36.451 € 4 23.476 € 11 22.780 € 26 32.202 € 35 43.776 € 49 48.790 € Total PT 207.475 € Rácio €/un 34.579 €

(18)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 18 Custo unitário de intervenção por km de linha: Média do rácio do custo por km de

linha MT aérea pelo número de quilómetros intervencionados.

Para este cálculo foram consideradas todas as obras com custos em 2011 por km de linha, valores acumulados desde 2009, uma vez que estes valores são necessários para o cálculo dos km e do respectivo rácio.

Tabela 5- Custo unitário de intervenção por km de linha em 2011 Identificação

da situação crítica

Custos Totais

€ Km linha AT Km linha MT Rácio €/km AT Rácio €/km MT 8 195.167 € - 2,650 - 73.648 € 12 56.699 € - 0,420 - 134.997 € 14 262.128 € - 4,145 - 63.239 € 16 208.213 € - 2,135 - 97.524 € 18 158.591 € - 1,490 - 106.437 € 19 64.252 € - 0,570 - 112.723 € 27 137.615 € - 0,605 - 227.464 € 28 17.942 € - 0,262 - 68.481 € 39 31.312 € - 0,390 - 80.288 € 40 87.651 € - 1,155 - 75.888 € 47 202.525 € 0,500 - 405.050 € - 52 144.707 € - 1,325 - 109.213 € 55 167.598 € - 0,590 - 284.065 € 56 199.764 € - 1,830 - 109.161 €

Total AT 202.525 € 0,500 n.a 405.050 € n.a

Total MT 1.731.641 € n.a 17,567 n.a 98.574 €

A análise do Tabela 5 não pode ser linear, isto é, o custo verificado por km de linhas intervencionado depende do tipo de intervenção, tipo de material utilizado e outros custos adicionais que algumas obras tiveram em detrimento de outras.

Por exemplo, observa-se na Tabela 5 que a SC nº 27, intervenção em MT, apresenta um custo por km superior comparativamente com outras SC com a mesma extensão de intervenção em km de linha MT. No entanto, esta SC sofreu algumas intervenções que justificam o seu custo elevado. Relativamente ao PT, foi realizada uma solução de integração paisagística, houve enterramento da LAMT de 15 Kv que atravessa o Parque e desactivação da linha aérea de média tensão de 30 Kv que atravessa o vale a Sul. Ao suprimir-se esta linha houve necessidade de estabelecer de um novo troço para alimentar a rede a Sudeste do Parque prolongando uma já existente até ao ponto de contacto, para além disso parte existente desta linha foi reconvertida

(19)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 19 de 15 Kv para 30 Kv. Existiu também a desactivação de um troço de linha (30KV) que atravessa o Rio Cabril, que deixou de ser necessária.

Detectou-se que no Relatório de Execução de 2010 não se calculou o indicador de uma das Situações Crítica. Uma vez que este lapso pode influenciar a comparação de indicadores entre anos foram novamente calculados os valores de 2010 e que se apresentam na tabela 6.

Tabela 6- Custo unitário de intervenção por km de linha em 2010. Identificação da situação crítica Custos Totais € linha Km MT Km linha BT Rácio €/km MT Rácio €/km BT 5x 216.297 € - 3,715 - 58.223 € 6 138.243 € 0,783 - 176.556 € - 13 87.278 € 1,223 - 71.364 € - 17 82.416 € 0,980 - 84.098 € - 20 34.354 € 1,400 24.539 € 37 163.764 € 0,727 - 225.260 € - 45 84.340 € 0,682 - 123.666 € - 48 33.184 € - 0,965 - 34.388 € 50 220.892 € 1,972 - 112.014 € - 51 407.476 € 6,796 - 59.958 € -

Total MT 1.218.763 € 14,563 n.a 83.689 € n.a Total BT 249.481 € n.a 4,680 n.a 53.308 €

Custo unitário de intervenção em Subestações (SE) - Média do rácio do custo de cada obra pelo número de obras realizadas.

As obras realizadas em Subestações são intervenções em Linhas, pelo que foram contabilizadas na Tabela 4. Não foi tido em consideração para os indicadores o caso piloto da SE da Caniçada uma vez que é um sobrecusto ambiental.

No geral foram realizadas em 2011, 21 intervenções, com o seguinte valor acumulado:

Tabela 7: Custos totais de investimento por nível de tensão

AT MT

Tipo de Obra N.º Custo (€) N.º Custo (€)

Desm. L 1 37.512 € - -

(20)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 20 Subs.PT/SE - - 6 371.945 € TOTAL / nível de tensão 2 240.038 € 19 2.103.586 €

No geral foram realizadas em 2010, 25 intervenções, com o seguinte valor acumulado:

Tabela 8: Custos totais de investimento em 2010 Tipo de

Obra AT MT BT

N.º Custo (€) N.º Custo (€) N.º Custo (€) Pass. LA a LS - - 19 1.218.763 € 2 249.481 € Subs.PT/SE - - 6 207.475 € - - TOTAL / nível de tensão - - 25 1.426.238 € 2 249.481 €

Comparação de indicadores dos anos 2009/2010/2011 a custos totais:

Os custos de investimento apresentados em anteriores PPDA, inclusive os custos de investimento relativos ao ano de 2009, foram calculados a custos totais de investimento para cada obra.

Os custos apresentados nos indicadores do presente Relatório de Execução e para efeitos de comparação de indicadores, dizem respeito a custos totais, que incluem custos internos associados ao investimento (custos não aprovados pela ERSE para efeitos tarifários e que ficam a encargo da empresa).

Tabela 9: Comparação de indicadores com outros anos a custos totais

Tipo de Obra €/KM AT €/KM MT €/KM BT

2009 2010 2011 2009 2010 2011 2009 2010 2011

Pass. LA a LS n.a n.a 405.050 67.291 83.689 98.574 75.651 53.308 n.a Nº de

intervenções n.a n.a 2 15 19 13 2 2 n.a

Média Triénio

135.017 €

83.185 €

64.479 €

Pela análise da tabela onde se apresenta a comparação dos indicadores de eficiência no triénio 2009-2011, é possível verificar que o custo médio por intervenção MT foi de 83.185 € e que a média do triénio é menor em MT e BT do que AT.

Pode-se verificar em 2011 a primeira intervenção em AT o que se observa que tem um custo por km mais elevado do que intervenções em BT e MT.

Verifica-se em 2009, 2010 e 2011, um aumento dos custos por km de MT o que se verifica uma tendência para serem mais elevados ao longo dos anos.

Para as intervenções em BT o rácio tem-se mantido relativamente constante ao longo dos anos, com uma diminuição em 2010.

(21)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 21 Relativamente às intervenções em PT só ocorreram em 2010 e 2011 segundo a tabela

9a.

Verifica-se que o custos de intervenção em PT aumento de 2010 para 2011, seguindo a tendência das intervenções em linhas.

Tabela 9a: Comparação de indicadores com outros anos a custos totais para intervenções em PT

Subs.PT/SE MT

N.º Custo (€)

2010

6 207.475 €

2011

6 371.945 €

3.1.3. Execução orçamental

Custos totais associados às acções desenvolvidas, por nível de tensão:

Os custos totais encontram-se compostos por custos de exercício (nomeadamente da elaboração dos estudos, publicação e divulgação do Manual) e custos de investimento (obras). Os custos totais encontram-se explícitos na tabela 10.

Tabela 10: Custos totais estimados e executados em 2011

Natureza dos custos Custos estimados 2011 Custos Primários

lançados 2011 Desvio € Desvio %

Custos exercício 96.000,00 € 93.057,40 € -2.942,60 € -3%

Custos investimento

2.458.780,91 € 1.460.372,08 € -998.408,83 € -41%

TOTAL 2.554.780,91 € 1.553.429,48 € -1.001.351,43 € -39%

O desvio identificado deve-se à não execução dos Casos Piloto em 2011 tendo-se apenas registado 15.848,41 € de sobrecusto associado ao Caso Piloto da Subestação da Caniçada.

Relativamente aos custos de exercício, existiu um desvio de 3% face ao previsto. Estes custos de exercício dizem respeito à publicação e Divulgação dos Manuais de Boas Práticas, Custos com workshops, de acordo com o definido no Plano de Comunicação, e protocolos de parceria com a entidade parceira.

A realização do filme institucional foi totalmente suportada pela EDP Distribuição. A Tabela 11 contempla os custos de exercício (externos) e de investimento (obras). Considerou-se a seguinte distribuição de níveis de tensão 4% AT, 34% MT e 62% BT de acordo com o estimado no Processo de Candidatura ao PPDA 2009-2011 para os custos de exercício e a distribuição de níveis de tensão dos custos reais de obra para custos de investimento.

Os custos totais são iguais aos custos a considerar para efeitos tarifários, por nível de tensão.

Tabela 11: Custos a considerar para efeitos tarifários por nível de tensão

AT MT BT

Custo a considerar para efeitos tarifários, por

(22)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 0 – M a n u a l d e B o a s P rá ti ca s d e I n te g ra çã o P a is a g ís ti ca d e I n fr a -e st ru tu ra s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o 22 3.1.4. Benefícios Ambientais obtidos

Considera-se que foram alcançados os benefícios ambientais esperados, tendo em conta que:

• Foi possível minimizar o impacte visual associado à existência de infraestruturas da Empresa, em locais sensíveis, através da adopção de soluções construtivas reconhecidas e ambientalmente mais adequadas;

• Permitiu respeitar e proteger a paisagem, agindo preventivamente, evitando prejuízos, decorrentes de intervenções, sobre a vegetação, formações rochosas, superfícies ou cursos de água, ou outros valores da paisagem;

• Permitiu revelar, realçar e enquadrar a paisagem, elegendo locais de intervenção e salvaguardando pontos ou acontecimentos de maior valia paisagística;

• Houve um esforço evidente da Empresa para preservar, proteger e valorizar o ambiente, através da realização voluntária de um número apreciável de obras integrando critérios e preocupações de integração paisagística, as quais beneficiaram comunidades num total de 3642 edifícios de habitação desde 2009.

(23)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 23 3.2.2. Execução em 2011

Actividades Previstas e Realizadas:

Para 2011 estava prevista a correcção de 16 linhas (incluindo a conclusão ou realização das intervenções inicialmente previstas para 2010), isto é, 117,4 km de 3.2. MEDIDA 21 – Protecção da Avifauna

3.2.1. Introdução Enquadramento:

A presente Medida pretende dar continuidade à correcção de linhas eléctricas potencialmente perigosas para a avifauna, identificadas e aprovadas desde 2003, em sede de CTALEA - Comissão Técnica e Científica Mista de Acompanhamento. Através do teste de novas soluções técnicas e implementando as já normalizadas pela empresa, com vista à redução da mortalidade das aves por colisão ou electrocussão. Para além disso, pretende-se estender os estudos de prospecção a novos troços de linhas aéreas, ou a troços insuficientemente amostrados em áreas potencialmente sensíveis para a avifauna, contribuindo para melhor conhecimento desta problemática, por área geográfica, e eventualmente considerar a sua correcção faseada por nível de perigosidade.

Objectivos:

Os objectivos da Medida são a diminuição do impacte negativo provocado pela interacção das linhas eléctricas aéreas e as aves, que potencia a mortalidade de algumas espécies tanto por colisão como por electrocussão.

Breve descrição de acções executadas em 2010:

Foram corrigidas na íntegra em 2010, 9 linhas eléctricas aéreas e corrigidas parcialmente 4 (linhas 22, 24, 26 e 36). Não se iniciou a correcção de 5 linhas eléctricas: BJ 30-47 SE Amareleja – Estrada do Cemitério (linha 30), Paul Figueira (linha 31), EV 30-8 Cerâmica -Mora (linha 25), BGC - Prado Novo (linha 27) e MGD – Sendim (linha 29). Em síntese, fez-se a correcção de 58,7 km de linhas eléctricas aéreas potencialmente perigosas para a avifauna.

No que diz respeito aos estudos de monitorização desenvolvidos pelas entidades parceiras SPEA e Quercus, foram monitorizados 54,6 km de linhas eléctricas aéreas: 32,2 km com espirais simples (brancas e vermelhas); 4,3 km com espirais duplas (brancas e vermelhas); 6,2 km com Fireflies, tipo fitas; 9,8km com Fireflies, tipo rotativo e 2,1 km com cabo coberto. Em 2010, foram realizados 202,4 km de estudos de prospecção, tendo sido completado para grande maioria das linhas (excepção da linha Paul da Madriz, no Baixo Mondego um ciclo anual completo 84 épocas de amostragem) - invernagem, primavera, dispersão e migração. O objectivo de 2010, em matéria de prospecção foi ultrapassado, por optimização das equipas, o que potenciou a constituição de uma amostra que permite alargar e melhorar o conhecimento do potencial impacte do universo de linhas existentes em áreas classificadas.

(24)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 24 linhas eléctricas aéreas. Destas foram concluídas 12 e 4 foram corrigidas parcialmente (linhas 22, 25, 37 e 45), devido aos atrasos no fornecimento dos materiais anti-electrocussão e às condições morfológicas e à topologia do terreno das áreas classificadas onde estavam inseridas, que dificultaram o acesso aos apoios para colocação dos materiais anti-electrocussão e o “arreamento” dos condutores para a colocação dos dispositivos anti-colisão.

Em síntese, em 2011, foram corrigidos 119,7 km de linhas eléctricas aéreas, valor superior ao previsto, porque, como se pode verificar pela análise da tabela 1 do Anexo IIb, nalgumas correcções, o comprimento de correcção aproximado (cca) foi superior ao previsto, isto porque aquando da execução da obra no terreno se detectou que fazia sentido estender a correcção mais uns metros para não ficarem por corrigir alguns apoios dessa linha.

As correcções nas linhas Herdade Godeal da Rainha (EV 30-88linha 22), Cerâmica - Mora (linha 25), R30 Estuário do Tejo (linha 37) e S. Vicente (linha 45) não foram concluídas em 2011. As intervenções não foram concluídas devido a atrasos no fornecimento de material, que motivaram vários agendamentos de corte de energia com a Direcção de Despacho e Condução MT, que induziram ao prolongamento do prazo de aluguer dos geradores, e também por incumprimentos sucessivos dos prazos estabelecidos com os prestadores de serviço externo da EDP Distribuição, ao abrigo da Empreitada Contínua 2010.

A correcção de linhas sofreu um desfasamento relativamente ao previsto, pelas razões citadas, o que fez com que apesar de se ter ultrapassado os 82 km previstos monitorizar em 2011 no Protocolo Avifauna III, como nos anos anteriores os objectivos ficaram aquém. No global, em termos de monitorização, a meta definida para o triénio não foi atingida.

Para 2011, no Protocolo Avifauna III estava previsto a prospecção/estudo de impacte de 22 km de novos troços, tendo sido realizados 96 km de trabalho de prospecção no campo (Anexo IIa.), o que reflecte a conclusão de um ciclo anual completo (invernagem, primavera, dispersão e migração), quer nas linhas inicialmente previstas, quer nas linhas escolhidas à posteriori do protocolo, de forma a atingir a meta de 20% de linhas prospectadas em áreas classificadas (ACs).

Parcerias:

A parceria entre a EDP Distribuição e o ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade), a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) foi muito positiva.

Em sede de CTALEA (composta por representantes das entidades parceiras), definiu-se um plano de acção para 2011, voltaram a aplicar-definiu-se os critérios de periodização da perigosidade das linhas amostradas nos protocolos Avifauna, e redefiniu-se quais as linhas a corrigir em 2011, o tipo de medidas minimizadoras a implementar em cada uma delas (com base nos resultados dos estudos) e fizeram-se inclusivamente visitas ao terreno com os técnicos da EDP Distribuição e as entidades parceiras, de forma a conhecer a topografia do terreno e conhecer os eventuais constrangimentos na

(25)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 25 execução das obras. Esta nova lista de linhas, definida de acordo com o seu nível de perigosidade para a avifauna, foi aprovada por unanimidade.

Divulgação:

A divulgação da Medida foi feita interna e externamente. Publicaram-se notícias na página da intranet da EDP Distribuição, e a própria empresa promoveu e financiou uma exposição no Museu da Electricidade para divulgação das práticas implementadas, com vista à Protecção da Avifauna e da Cegonha Branca, desenvolvidas no âmbito das Medidas 21 e 26 do Plano de Promoção do Desempenho Ambiental 2009-2011. Embora o material (expositor, filmes, brochuras e pins com imagens de aves protegidas) tenha ficado pronto no final de Dezembro de 2010, só em Janeiro de 2011 a exposição abriu oficialmente ao público, tendo sido transferida posteriormente para o Centro de Educação Ambiental da LPN - Centro Vale Gonçalinho, em Castro Verde, onde ficou patente até meados de Dezembro de 2011. Desde a última semana de Janeiro de 2011 até meados de Abril de 2011, passaram pela exposição “Energia para voar”, no Museu da Electricidade, mais de vinte e uma mil pessoas de várias faixas etárias, desde estudante do 1º ciclo até seniores (mais de 65 anos).

Na sessão final do PPDA 2009-2011, foi realizado um evento promovido pela EDP Distribuição cujo objectivo central foi fazer um balanço do triénio com os vários intervenientes, desde o painel de avaliação, a ERSE, as entidades parceiras, dezenas de colaboradores da empresa e outros stakeholders externos da empresa. A EDP Distribuição, de forma a divulgar as suas boas práticas nesta matéria, expôs no hotel onde decorreu este evento, a exposição “Energia para voar”, possibilitando assim aos intervenientes esclarecerem as dúvidas sobre a temática da protecção da Avifauna e conhecerem as tecnologias disponíveis para minimizar os impactes obre a avifauna, e contando com o apoio das entidades parceiras Quercus e SPEA para o esclarecimento de dúvidas adicionais.

Nesta sessão final foram também divulgados filmes sobre a temática da correcção de linhas e protecção da avifauna, cuja produção esteve a cargo do Gabinete de Ambiente e Sustentabilidade.

Indicadores de Realização de 2011:

Para determinar o valor do indicador "Redução da % de mortalidade por colisão/ km", fizeram-se monitorizações em cada uma das épocas de trabalho de campo (invernagem, primavera, dispersão e migração) às linhas corrigidas com cada uma das tecnologias anti-colisão, e às respectivas linhas de controlo (linhas não corrigidas mas com tipologia, extensão e localização semelhantes aos da linha corrigida que está a ser monitorizado).

De acordo com a informação das entidades parceiras Quercus e SPEA, o indicador "Redução da % de mortalidade por electrocussão/ km" deverá ser substituído pelo indicador "Redução da % de mortalidade por electrocussão/ apoio", porque se aumenta o rigor do indicador, uma vez que a morte das aves por electrocussão ocorre na maioria das vezes nos apoios da rede eléctrica.

(26)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 26 Os valores previstos para 2011 que constam na Tabela 1 para os indicadores “Redução % mortalidade por electrocussão/ km” e “Redução % mortalidade por colisão/ km”, são os valores apresentados pelas entidades parceiras no final de 2010.

Tabela 13- Indicadores de realização previstos e realizados.

Indicador Previsto 2011 Realizado

km de linhas monitorizadas/ ano (acções de

monitorização) 82,0 103,6

km de linhas prospectadas/ ano (estudo de impacte de

novos troços) 22,0 96,0

Nº de intervenções (obras) / ano (correcção de linhas

aéreas) 16 12

km de linhas intervencionadas/ ano (correcção de linhas

aéreas) 117,4 119,7

Redução % mortalidade por electrocussão/ km 84 93

Redução % mortalidade por colisão/ km

Espirais simples coloridas 33 41

Espirais duplas coloridas - 64

Fireflies, tipo fitas 49 85

Fireflies, tipo rotativo 83 73

Os trabalhos de monitorização dos apoios corrigidos com medidas anti-electrocussão e dos respectivos apoios controlo, permitiram consolidar os resultados obtidos em 2010, tendo sido apurada uma redução da % de mortalidade das aves por electrocussão de 93%/ apoio com implementação das medidas anti-electrocussão, valor superior ao apurado em 2010.

Comparando os indicadores de realização registados em 2009 com os de 2010, verifica-se que em 2011 foram corrigidas 12 linhas, em 2010 foram corrigidas 10 e em 2009 foram 9, e que o nº de quilómetros corrigidos em 2011 foi aproximadamente o mesmo que foram corrigidos nos dois primeiros anos do actual PPDA (2009 corrigiram-se 60,9km e em 2010 corrigiram-corrigiram-se 58,7km), o que indica um esforço na correcção de linhas muito grande por parte das unidades organizativas e colaboradores envolvidos da EDP Distribuição, de forma a atingir os objectivos do triénio e compensar os atrasos de 2009 e 2010.

Indicadores de Eficiência:

Em 2011 não foram realizadas intervenções em linhas de AT, por esse motivo não estão disponíveis os valores para os indicadores "custo médio unitário por tipo de intervenção [AT] " e "custo unitário médio por quilómetro de linha corrigida [AT] ".

Os indicadores de eficiência foram calculados com base nos custos reais verificados em 2011, uma vez que, os mesmos não terão influência na tarifa, e deste modo traduzem o real valor do custo médio unitário por tipo de intervenção e por quilómetro de linha corrigida.

Tabela 14- Indicadores de eficiência

Indicador €/ Obra €/km linha corrigida

Intervenção AT n.d. n.d

Intervenção MT 54.597,73 5.473,46

n.d - Não disponível

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C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 27 linhas eléctricas aéreas MT corrigidas (que incluem o nº de quilómetros cuja correcção foi concluída na integra e o nº de quilómetros cuja intervenção não foi concluída na totalidade, mas onde foram implementadas tecnologias anti-colisão e/ou medidas anti-colisão (Anexo IIb.)) e com base nos custos associados (655.172,73€), verifica-se que cada intervenção MT de correcção concluída em 2011 custou 54.597,73€, enquanto em 2010 foi de 44.823,17€, e que o custo unitário médio de cada quilómetro de linha MT corrigida em 2011 (com medidas anti-colisão e/ou electrocussão) foi de 5.473,46€.2010, enquanto em 2010 o valor registado para este indicador foi 6.872,38€/km linha corrigida.

Comparação de indicadores dos anos 2009/2010/2011 a custos totais:

Tabela 15- Comparação de indicadores de eficiência

n.a. não aplicável

1) Os indicadores de eficiência relativos a 2010 e 2011 foram recalculados com base nos custos

totais verificados (custos primários + custos internos) - incluem o sobrecusto suportado pela EDP Distribuição em 2011 (ver ponto 3.2.3), de forma a poderem ser comparáveis com os de 2009.

Pela análise da tabela onde se apresenta a comparação dos indicadores de eficiência no triénio 2009-2011, é possível verificar que o custo médio por intervenção MT foi de 64.885,88 €/ obra (considerando apenas as obras concluídas na íntegra) e que o custo por quilómetro de linha MT corrigida se fixou em 8.336,58€/km (considerando o nº total de quilómetros de linhas MT intervencionados).

Tabela 16- Comparação de indicadores de realização

Indicadores de realização Total 2009 2010 2011

km de linha corrigidos (previsto) 246,7 67,3 83,0 96,4

km de linha corrigidos (realizado) 239,5 60,9 58,9 119,7

Nº obras/ano (previsto) 43 10 17 16

Nº obras/ano (realizadas) 31 10 9 12

Pela análise da tabela anterior, comparando os indicadores de realização no triénio 2009-2011, é possível verificar que no triénio foram corrigidos apenas menos 7,2km que o previsto, enquanto a diferença entre o nº de obras realizadas/concluídas e o nº de obras previsto realizar é de 12 obras.

Até ao final de 2011, não foram concluídas 4 das intervenções previstas e tal como a EDP Distribuição informara a ERSE, à posteriori da fase de candidatura, uma das intervenções já tinha sido corrigida noutro âmbito, razão pela qual, este indicador se fixou no objectivo de execução de 16 obras.

Por outro lado, o nº de quilómetros corrigidos, não reflecte o atraso na conclusão das obras, isto porque as linhas nº 22 e nº 25 foram intervencionadas em toda a sua extensão, contudo a obra não se considerou concluída porque faltavam aplicar materiais anti-electrocussão em alguns apoios, e a linha nº 37 dos 12,5 km previstos

Indicadores de eficiência (1) 2009 2010 2011 Média (triénio)

€/Intervenção AT 26.657,18 n.a.. n.a. n.a.

€/Intervenção MT 50.594,24 68.683,14 75.380,24 64.885,88

€/km de linha AT 2.665,72 n.a. n.a. n.a.

(28)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 28 corrigir, no final de 2011 faltavam intervencionar apenas 500 metros (cerca de 3/4 vãos). Relativamente à linha nº 45, apesar do cca (realizado 2011)> cca (inicialmente previsto para

2011 – candidatura), a obra não está concluída, faltam colocar materiais anti-electrocussão

nalguns apoios no próximo ano. 3.2.3. Execução orçamental

Custos totais associados às acções desenvolvidas, por nível de tensão:

Tabela 17a: Custos totais estimados e executados em 2011. Natureza dos

custos Custos estimados 2011 Custos Primários 2011 Desvio € Desvio %

Custos exercício 179.124,00 € 175.495,46 € -3.628,54 € -2,03%

Custos

investimento 523.576,79 € 655.172,73 € 131.595,94 € 25,13%

TOTAL 702.700,69 € 830.668,19 € 127.967,40 € 18%

Nota:

O sobrecusto de 127.967,50€ será suportado pela EDP Distribuição:

• 43.995,70€ - Pagamento da 2ª tranche de 2010 à SPEA (as datas do documento e da prestação de serviço respeitam sempre a 2010, pelo que não é possível considerar para efeitos tarifários a 2ª tranche de 2010, nos custos de 2011)

• 83.971,80 € - Custos associados à execução das correcções das linhas eléctricas aéreas Tabela 17b: Custos totais estimados e custos executados em 2011 para efeitos tarifários

Natureza dos

custos Custos estimados 2011 Custos Primários lançados 2011 Desvio € Desvio %

Custos exercício 179.124,00 € 131.499,76 € -47.624,24 € -6.8%

Custos

investimento 523.576,69 € 571.200,93 € 47.624,24 € 6.8%

TOTAL 702.700,69 € 702.700,69 € 0,00 € 0%

Os custos previstos para este ano (702.700,69€) ficaram aquém dos verificados (830.668,19€), razão pela qual para efeitos tarifários, considerar-se-á o valor previsto - 702.700,69€ - suportando a EDP Distribuição o sobrecusto de 127.967,50€, em linha com as boas práticas ambientais patentes na sua política de ambiente. Os indicadores de eficiência foram calculados com base nos custos reais verificados em 2011, uma vez que, os mesmos representam a eficiência da Medida.

Na realidade, com a correcção de linhas gastaram-se 655.172,73€, um valor superior ao previsto inicialmente (523.576,69€) isto porque:

• Em 2011 iniciaram-se e/ou concluíram-se obras inicialmente previstas para 2010; • Houve atrasos no fornecimento dos materiais anti-electrocussão, que fizeram com que as intervenções se realizassem mais tarde que o previsto e que os custos face ao previsto aumentassem. Em muitos casos, o corte de energia para a colocação dos materiais estava agendado e os geradores alugados, para não interromper o fornecimento de energia, mas como não havia material anti-electrocussão disponível para aplicar, teve de se prolongar o prazo de aluguer do gerador e fazer novo agendamento de corte com a Direcção de Despacho e Condução da EDP Distribuição.

(29)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 29 • Houve intervenções em que as linhas estavam inseridas em AC’s com vegetação muito densa e declives acentuados, em que, quer o acesso aos apoios para implementação das materiais anti-electrocussão, quer a tarefa de “arrear” os condutores para a colocação dos dispositivos anti-colisão não foram tarefas rápidas nem fáceis, o que faz aumentar os custos associados, uma vez que, as intervenções demoram mais dias do que o previsto.

De acordo com o protocolado, em 2011 estava previsto no Protocolo Avifauna III, o pagamento de 124.628,30€ às entidades parceiras SPEA e Quercus pelos trabalhos de monitorização e prospecção/ estudo de impacte, e adicionalmente, o pagamento da 2ª tranche de 2010 à Quercus (43.995,70€), porque o original da factura apenas foi entregue nos nossos serviços em 2011, prevendo-se assim no Relatório de Execução de 2010, que em 2011, os custos associados aos estudos desenvolvidos pela SPEA e Quercus se fixassem nos 168.624,00€. Contudo, como as datas do documento e prestação de serviço respeitam sempre a 2010, pelo que não é possível considerar a 2ª tranche de 2010, aos custos de 2011, razão pela qual, a EDP Distribuição suportará esses custos (43.995,70€), de forma não comprometer os estudos desenvolvidos. Estava previsto gastar durante este ano 10.500,00€ no desenvolvimento de acções de divulgação da medida, tendo sido gasto um valor inferior (6.871.46,00€) na promoção da sessão de encerramento do PPDA, uma vez que a própria empresa suportou parte das despesas.

Os custos totais a considerar para efeitos tarifários, por nível de tensão, são os seguintes:

Tabela 18: Custos a considerar para efeitos tarifários por nível de tensão.

AT MT BT

Custo a considerar para efeitos tarifários, por

nível de tensão, relativos a 2011 (€) 9.204,98 693.495,71 -

Em 2011 não houve correcções de linhas de AT, por isso não há custos de investimento associados a este nível de tensão, os custos alocados são relativos a custos de exercício, isto é, promoção de acções de divulgação da medida e pagamento aos parceiros dos montantes protocolados.

Tabela 19: Custos de investimento por nível de tensão (custos considerados para efeitos de tarifa e custos suportados pela EDP Distribuição)

AT MT BT

Custo por nível de tensão, relativos a 2011 (€) n. a. 655.172,73 € -

n.a – não aplicável

3.2.4. Benefícios Ambientais obtidos

Na sequência dos estudos de monitorização desenvolvidos pela SPEA e Quercus no triénio, pode afirmar-se que globalmente se tem verificado uma redução da % de mortalidade das espécies de aves por km de linhas corrigidas, que varia entre os 41% (espirais simples coloridas) e os 85% (fireflies, tipo fitas) e uma redução de 93% com a aplicação das medidas anti-electrocussão.

(30)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 1 – P ro te cç ã o d a A v if a u n a 30 parceiras, a EDP Distribuição julga que é fundamental alargar a amostra e comparar as eficácias por Área Classificada, tendo em conta a tipologia das linhas inseridas em cada uma delas, o tipo de habitat e as espécies existentes, de forma a poder tirar conclusões efectivas sobre qual (ais) a (s) tecnologia (s) mais eficaz (es) em cada área do território, pois os resultados preliminares dos estudos sugerem que estes factores interferem bastante no valor da eficácia registada para cada uma das tecnologias anti-colisão que estão a ser avaliadas. Por este motivo, a empresa equaciona estabelecer com estas entidades parceiras, uma extensão do actual Protocolo Avifauna, para que sejam amostrados número de quilómetros de linhas suficientes para consolidar os valores de eficácia encontrados no final de 2011.

Em síntese, é possível afirmar que a EDP Distribuição com a implementação destas boas práticas no âmbito da protecção da avifauna, tem contribuído para a preservação de espécies de aves e para uma melhoria da biodiversidade.

(31)

C a p ít u lo : 1 – M E D ID A 2 2 – G e st ã o d o s C a m p o s E lé ct ri co s e M a g n é ti co s e m I n st a la çõ e s d a R e d e d e D is tr ib u iç ã o d a E D P – C a ra ct e ri za çã o s e g u n d o a s N o v a s N o rm a s In te rn a ci o n a is e e st u d o d e M e d id a s d e Q u a li fi ca çã o 31 3.3. MEDIDA 22 – Gestão dos Campos Eléctricos e Magnéticos em Instalações da Rede

de Distribuição da EDP – Caracterização segundo as Novas Normas Internacionais e estudo de Medidas de Qualificação

3.3.1. Introdução Enquadramento:

A EDP Distribuição pretende através da presente Medida ampliar a amostra de instalações já sujeitas a caracterização electromagnética, tomando agora em consideração as novas recomendações e procedimento de medição, fazendo reflectir nos critérios de selecção das infraestruturas integrantes da nova amostra, a sua proximidade a zonas habitacionais em que haja exposição humana prolongada. Objectivos:

Os objectivos da Medida 22 são:

• Caracterização das instalações da rede de distribuição de energia da EDP relativa-mente aos campos Eléctricos e Magnéticos emitidos a que haja exposição humana, de acordo com as normas da CEI (CEI 50413, 61786, 62210, 62271-208), CENELEC (EN 50499, 505XX), e do guia da CIGRÉ C4-203;

• Definição, orçamentação preliminar e ordenação por relação custo/benefício de soluções para a qualificação das referidas instalações pela redução dos campos emitidos, tendo em conta a exposição humana aos mesmos.

Breve descrição de acções executadas em 2010:

Durante este ano foram concluídos os estudos de modelação dos CEM de um largo conjunto de equipamentos da EDP Distribuição que haviam sido pré-seleccionados no início do projecto em 2009, e aos quais foram adicionados alguns outros em 2010. Estes estudos incluíram a calibração e afinação dos modelos computacionais pelo resultado das medições realizadas pelo Labelec.

Após esta calibração, todos os modelos foram utilizados para simulação das condições de exposição humana em locais de habitação ou uso público regular nas imediações dos referidos equipamentos, nas condições definidas nas normas internacionais mais recentes, concretamente:

- Norma europeia IEC/EN 50413 “Basic Standard on Measurement and Calculation Procedures for Human Exposure to Electric, Magnetic and Electro-Magnetic Fields (0 – 300 Mhz)”, publicada em Dezembro de 2008;

- Norma europeia IEC 62110 Ed. 1.0 “Electric and Magnetic fields levels generated by AC power systems: Measurement Procedures with regard to Public Exposure”, publicada em Agosto de 2009.

Em conjunto com o CIEEE/ IST, foram ainda desenvolvidos trabalhos de Investigação que incidiram sobre as medidas de mitigação de CEM de baixo custo, relativas ao conjunto de equipamentos estudados.

Foram antecipados estudos de medidas de mitigação, que produziram resultados relevantes.

Em 2010, foram estudadas as seguintes instalações, representativas de situações mais críticas em termos de proximidade a locais de ocupação humana continuada:

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