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Especificação Técnica Unificada ETU 128.1

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(1)

Para-raios de distribuição

ENERGISA/GTD-NRM/

Nº036

/2019

Especificação Técnica Unificada

ETU – 128.1

(2)

Apresentação

Nesta Especificação Técnica apresenta as diretrizes necessárias para padronização das características técnicas e requisitos mínimos, elétricos e mecânicos, exigidos para fornecimento de para-raios de distribuição, para linhas e redes de distribuição aérea, em média tensão, nas empresas do Grupo Energisa S.A.

Para tanto foram consideradas as especificações e os padrões do material em referência, definidos nas Normas Brasileiras Registradas (NBR) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ou outras normas internacionais reconhecidas, acrescidos das modificações baseadas nos resultados de desempenho destes materiais nas empresas do grupo Energisa.

As cópias e/ou impressões parciais ou em sua íntegra deste documento não são controladas.

A presente revisão desta Especificação Técnica é a versão 1.0, datada de janeiro de 2021.

Cataguases - MG, janeiro de 2021.

GTD - Gerência Técnica de Distribuição

Esta Especificação Técnica, bem como as alterações, poderá ser acessada através do código abaixo:

(3)

Equipe técnica de revisão da ETU 128.1 (Versão 1.0)

Acassio Maximiano Mendonca Gilberto Teixeira Carrera

Grupo Energisa Grupo Energisa

Augustin Gonzalo Abreu Lopez Hitalo Sarmento de Sousa Lemos

Grupo Energisa Grupo Energisa

Danilo Maranhão de Farias Santana Ricardo Campos Rios

Grupo Energisa Grupo Energisa

Eduarly Freitas do Nascimento Ricardo Machado de Moraes

(4)

Aprovação técnica

Ademálio de Assis Cordeiro Juliano Ferraz de Paula

Grupo Energisa Energisa Sergipe

Amaury Antônio Damiance Marcelo Cordeiro Ferraz

Energisa Mato Grosso Dir. Suprimentos Logística

Fábio Lancelotti Paulo Roberto dos Santos

Energisa Minas Gerais / Energisa Nova Friburgo Energisa Mato Grosso do Sul

Fabrício Sampaio Medeiros Ricardo Alexandre Xavier Gomes

Energisa Rondônia Energisa Acre

Fernando Lima Costalonga Rodrigo Brandão Fraiha

Energisa Tocantins Energisa Sul-Sudeste

Jairo Kennedy Soares Perez Energisa Borborema / Energisa Paraíba

(5)

Sumário

1 OBJETIVO ... 9

2 CAMPO DE APLICAÇÃO ... 9

3 OBRIGAÇÕES E COMPETÊNCIAS ... 9

4 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ... 9

4.1 LEGISLAÇÃO E REGULAMENTOS FEDERAIS ... 10

4.2 NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS ... 10

4.3 NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS ... 12

5 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES ... 15

5.1 PARA-RAIOS ... 15

5.2 PARA-RAIOS NÃO FRAGMENTÁRIO ... 15

5.3 PARA-RAIOS A ÓXIDO METÁLICO SEM CENTELHADORES ... 16

5.4 RESISTOR NÃO LINEAR A ÓXIDO METÁLICO ... 16

5.5 INVÓLUCRO ... 16

5.6 DESCARGA DISRUPTIVA ... 16

5.7 DESLIGADOR AUTOMÁTICO ... 16

5.8 FREQUÊNCIA NOMINAL DE UM PARA-RAIOS ... 17

5.9 NÍVEIS DE PROTEÇÃO DO PARA-RAIOS ... 17

5.10 TENSÃO MÁXIMA DE OPERAÇÃO CONTÍNUA (MCOV)... 17

5.11 TENSÃO DE RÁDIO INTERFERÊNCIA ... 18

5.12 TENSÃO NOMINAL DO PARA-RAIOS (UN) ... 18

5.13 UNIDADE DO PARA-RAIOS ... 18

5.14 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 18

5.15 ENSAIOS DE TIPO ... 19

5.16 ENSAIOS ESPECIAIS ... 19

6 CONDIÇÕES GERAIS ... 19

6.1 CONDIÇÕES DO SERVIÇO ... 19

6.2 LINGUAGENS E UNIDADES DE MEDIDA ... 20

6.3 ACONDICIONAMENTO ... 20

6.4 MEIO AMBIENTE ... 22

6.5 VIDA ÚTIL ... 22

6.6 GARANTIA ... 23

6.7 INCORPORAÇÃO AO PATRIMÔNIO DA ENERGISA ... 23

6.8 MANUAL DE INSTRUÇÕES ... 24

7 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS ... 24

7.1 MATERIAIS... 24

(6)

7.1.2 Braçadeira de fixação (braço de montagem) ... 25

7.1.3 Desligador automático ... 25

7.1.4 Terminais de linha e aterramento ... 25

7.1.5 Cobertura isolante ... 26 7.2 DIMENSÕES GERAIS ... 26 7.3 ACABAMENTO ... 26 7.4 IDENTIFICAÇÃO ... 27 7.5 ESTANQUEIDADE ... 28 7.6 AMBIENTES POLUÍDOS ... 28 7.7 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS ... 28 7.7.1 Momento fletor ... 28

7.7.2 Dos terminais, conectores e desligador automático ... 29

7.7.3 Braçadeira de fixação ... 29

8 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS ... 29

8.1 TENSÕES NOMINAIS ... 29

8.2 FREQUÊNCIA NOMINAL ... 30

8.3 CORRENTES DE DESCARGA NOMINAIS ... 30

8.4 CORRENTE DE IMPULSO ELEVADA DE CURTA DURAÇÃO ... 30

8.5 DESCARGAS PARCIAIS ... 30

8.6 TENSÃO DE OPERAÇÃO CONTÍNUA (UC) ... 30

8.7 SOBRETENSÕES TEMPORÁRIAS DE 60HZ (TOV) ... 30

8.8 TENSÕES RESIDUAIS MÁXIMAS ... 31

8.9 ABSORÇÃO DE ENERGIA ... 31

8.10 TENSÃO DE RÁDIO INTERFERÊNCIA E TENSÃO DE IONIZAÇÃO INTERNA ... 31

9 INSPEÇÃO E ENSAIOS ... 31

9.1 GENERALIDADES ... 32

9.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ENSAIOS ... 36

9.2.1 Ensaios de projeto (P) ... 36

9.2.2 Ensaios de tipo (T) ... 37

9.2.3 Ensaios de recebimento (RE)... 38

9.2.4 Ensaios especiais (E) ... 38

9.3 DESCRIÇÃO DOS ENSAIOS ... 39

9.3.1 Inspeção visual ... 39

9.3.2 Verificação dimensional ... 40

9.3.3 Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR)... 40

9.3.4 Medição do tempo de indução oxidativa (OIT) e da temperatura de fusão ... 40

9.3.5 Rigidez dielétrica ... 40

9.3.6 Termogravimétrica (TGA) ... 40 9.3.7 Ensaios mecânicos e elétricos do composto - Antes e após envelhecimento em

(7)

9.3.9 Ensaio de flamabilidade nas saias e no revestimento ... 41

9.3.10 Ensaio de trilhamento e erosão nas saias e no revestimento... 41

9.3.11 Verificação da aderência ... 41

9.3.12 Medição da tensão de referência ... 42

9.3.13 Tensão suportável de impulso atmosférico no invólucro ... 42

9.3.14 Tensão suportável à frequência industrial no invólucro ... 42

9.3.15 Tensão residual ... 42

9.3.16 Corrente suportável de impulso de longa duração simulando ... 43

9.3.17 Ciclo de operação para impulso de corrente elevada ... 43

9.3.18 Ciclo de operação com descarga de linhas de transmissão ... 43

9.3.19 Característica da tensão suportável à frequência industrial por tempo ... 44

9.3.20 Desligador automático ... 44

9.3.21 Curto-circuito ... 44

9.3.22 Estanqueidade ... 45

9.3.23 Envelhecimento sob tensão de operação simulando condições ambientais .... 45

9.3.24 Descargas parciais ... 45

9.3.25 Tensão residual a impulso atmosférico ... 46

9.3.26 Estabilidade térmica ... 46

9.3.27 Momento fletor ... 46

9.3.28 Suportabilidade às agressões do ambiente ... 47

9.3.29 Verificação da espessura da camada de estanho... 47

9.3.30 Verificação do torque nos terminais do para-raios de distribuição e no desligador 47 9.4 RELATÓRIOS DE ENSAIOS ... 47 10 PLANOS DE AMOSTRAGEM ... 48 10.1 ENSAIOS DE TIPO ... 48 10.2 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 48 10.3 ENSAIOS ESPECIAIS ... 49 11 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO ... 49 11.1 ENSAIOS DE TIPO ... 49 11.2 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 49 12 NOTAS COMPLEMENTARES... 49

13 HISTÓRICO DE VERSÕES DESTE DOCUMENTO ... 50

14 VIGÊNCIA ... 50

15 TABELAS ... 51

TABELA 1 - Características nominais dos para-raios de distribuição ... 51

TABELA 2 - Planos de amostragem para os ensaios de recebimento ... 52

(8)
(9)

1 OBJETIVO

Esta Especificação Técnica estabelece os requisitos técnicos mínimos exigíveis, mecânicos e elétricos, para fabricação e recebimento de para-raios de distribuição, de resistor não linear a óxido metálico, sem centelhadores, em invólucro polimérico, a serem usados no sistema de distribuição de energia da Energisa.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO

Aplicam-se às montagens das estruturas para linhas e redes aéreas de distribuição de energia elétrica, em média tensão até 46,0 kV, em áreas urbanas e rurais, previstas nas normas técnicas em vigência nas Empresas do Grupo Energisa.

Esta Especificação Técnica não se aplica:

• Para-raios de estação de média tensão para subestações de distribuição (SED); • Para-raios de estação de alta tensão para subestações de distribuição (SED); • Para-raios de transmissão de alta tensão (LDAT).

3 OBRIGAÇÕES E COMPETÊNCIAS

Compete a áreas de planejamento, engenharia, patrimônio, suprimentos, elaboração de projetos, construção, ligação, combate a perdas, manutenção, linha viva e operação do sistema elétrico cumprir e fazer cumprir este instrumento normativo.

4 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Esta Especificação Técnica foi baseada no seguinte documento:

• ABNT NBR 16050, Para-raios de resistor não linear de óxido metálico sem centelhadores, para circuitos de potência de corrente alternada.

(10)

Como forma de atender aos processos de fabricação, inspeção e ensaios, os para-raios devem satisfazer às exigências desta Especificação Técnica, bem como de todas as normas técnicas mencionadas abaixo.

4.1

Legislação e regulamentos federais

• Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI: Do Meio Ambiente

• Lei N.º 7.347, de 24/07/1985, Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;

• Lei N.º 9.605, de 12/02/1998, Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências

• Decreto N.º 6.514, de 22/07/2008, Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências

• Resolução CONAMA N.º, de 23/01/1986, Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

• Resolução CONAMA N.º 237, de 19/12/1997, Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente

4.2

Normas técnicas brasileiras

• ABNT IEC/TR 62039, Guia de seleção de materiais poliméricos para uso externo sob alta-tensão

• ABNT IEC/TS 60815-1, Seleção e dimensionamento de isoladores para alta-tensão para uso sob condições de poluição - Parte 1: Definições informações

(11)

• ABNT IEC/TS 60815-2, Isoladores de porcelana e de vidro para sistemas de corrente alternada

• ABNT IEC/TS 60815-3, Isoladores poliméricos para sistemas de corrente alternada

• ABNT IEC/TS 62073, Guia da medição da hidrofobicidade nas superfícies de isoladores

• ABNT NBR 5370, Conectores de cobre para condutores elétricos em sistemas de potência

• ABNT NBR 5456, Eletricidade geral - Terminologia

• ABNT NBR 5460, Sistemas elétricos de potência - Terminologia

• ABNT NBR 6323, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação

• ABNT NBR 6939, Coordenação de isolamento - Procedimento

• ABNT NBR 7397, Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente - Determinação da massa do revestimento por unidade de área - Método de ensaio

• ABNT NBR 7398, Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente - Verificação da aderência do revestimento - Método de ensaio

• ABNT NBR 7399, Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente - Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método de ensaio

• ABNT NBR 7400, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio • ABNT NBR 8158, Ferragens eletrotécnicas para redes aéreas urbanas e rurais

(12)

• ABNT NBR 8186, Guia de aplicação de coordenação de isolamento

• ABNT NBR 10296, Material isolante elétrico - Avaliação de sua resistência ao trilhamento elétrico e erosão sob severas condições ambientais

• ABNT NBR 10621, Isoladores utilizados em sistemas de alta tensão em corrente alternada - Ensaios de poluição artificial

• ABNT NBR 15122, Isoladores-bastão compostos poliméricos para tensões acima de 1000 V: definição método de ensaio e critério de aceitação

• ABNT NBR 15232, Isolador pilar composto para linhas aéreas de corrente alternada com tensões acima de 1000 V

• ABNT NBR IEC 60060-1, Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão - Parte 1: Definições gerais e requisitos de ensaio

• ABNT NBR IEC 60060-2, Técnicas de ensaios elétricos de alta-tensão - Parte 2: Sistemas de medição

• ABNT NBR IEC 60270, Técnicas de ensaios elétricos de alta-tensão - Medição de descargas parciais

• ABNT NBR ISO 261, Rosca métrica ISO de uso geral - Plano geral

• ABNT NBR ISO 262, Rosca métrica ISO de uso geral - Seleção de diâmetros para parafusos e porcas

• ABNT NBR ISO 68-1, Rosca métrica ISO de uso geral - Perfil básico Parte 1: Rosca métrica para parafusos

• ABNT NBR NM IEC 60811-1-1, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas - Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas

(13)

• ASTM B 545, Standard specification for electrodeposited coatings of tin • ASTM D 256, Standard test methods for determining the izod pendulum impact

resistance of plastics

• ASTM D 2240, Standard test method for rubber property - durometer hardness • ASTM D 2565, Standard practice for xenon arc exposure of plastics intended

for outdoor applications

• ASTM G 154, Standard practice for operating fluorescent light apparatus for UV exposure of nonmetallic materials

• ASTM G 155, Standard practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of nonmetallic materials

• IEC 60038, IEC standard voltages

• IEC 60060-2, High voltage test techniques Part 2: Measuring systems • IEC 60068-2-11, Environmental testing - Part 2: Tests - Test kA: Salt mist • IEC 60068-2-14, Environmental testing - Part 2-14: Tests - Test N: Change of

temperature

• IEC 60068-2-17, Basic environmental testing procedures - Part 2: Tests - Test Q: Sealing

• IEC 60099-4, Surge arresters part 4 - Metal-oxide surge arresters without gaps for ac systems

• IEC 60270, High voltage test techniques - Partial discharge measurements • IEC 60437, Radio interference test on high-voltage insulators

• IEC 60507, Artificial pollution tests on high-voltage insulators to be used on a.c. systems

(14)

• IEC 61109, composite insulators for ac overhead lines with a nominal voltage greater than 1 kV - Definitions test methods and acceptance criteria

• IEC 61166, High-Voltage Alternating Current Circuit-Breakers - Guide for seismic qualification of high-voltage alternating circuit-breakers

• IEC 61302, Electrical insulating materials - Method to evaluate the resistance to tracking and erosion - Rotating wheel dip test

• IEC 99-3, Artificial pollution testing of AS

• IEC 99.4, Metal oxide surge arresters without gaps for A.C. Systems

• IEC CISPR 16-2-1, Specification for radio disturbance and immunity measuring apparatus and methods - Part 2-1: Methods of measurement of disturbance and immunity - Conducted disturbance measurements

• IEC CISPR 18-2, Radio interference characteristics of overhead power lines and high-voltage equipment - Part 2: Methods of measurement and procedure for determining limits

• IEC/TS 60815-1, Selection and dimensioning of high-voltage insulators intended for use in polluted conditions - Part 1: Definitions information and general principles

• IEC/TS 61245, Artificial pollution tests on high-voltage insulators to be used on D.C. systems

• IEC-60068-2-42, Environmental testing - Part 2-42: Tests - Test kc: Sulphur dioxide test for contacts

NOTAS:

I. Todas as normas ABNT mencionadas acima devem estar à disposição do

(15)

II. Todos os materiais que não são especificamente mencionados nesta Especificação Técnica, mas que são usuais ou necessários para a operação eficiente do equipamento, considerar-se-ão como aqui incluídos e devem ser fornecidos pelo fabricante sem ônus adicional.

III. A utilização de normas de quaisquer outras organizações credenciadas será

permitida, desde que elas assegurem uma qualidade igual, ou melhor, que as anteriormente mencionadas e não contradigam a presente Especificação Técnica.

IV. As siglas acima referem-se a:

• ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas • NBR - Norma Brasileira Registrada

• ASTM - American Society for Testing and Materials

• CISPR -Comité International Spécial des Perturbations Radioélectriques • IEC - International Electrotechnical Commission

• IEEE - Institute of Electrical and Eletronics Engineers • ISO - International Standardization Organization

5 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

A terminologia adotada nesta Especificação Técnica corresponde a das normas ABNT NBR 16050, complementadas pelos seguintes termos:

5.1

Para-raios

Dispositivo destinado a proteger o sistema elétrico contra sobretensões transitórias elevadas e a limitar a duração e a intensidade da corrente subsequente.

(16)

É o para-raios que no caso de ocorrência de uma falha interna contempla as características de não expelir componentes internos / externos, e, permanecer fixado ao respectivo suporte de montagem.

NOTA:

V. Para simplificação desta norma, o termo “para-raios a óxidos metálicos, sem

centelhador, com desligador automático e invólucro polimérico” será designado apenas por “para-raios”.

5.3

Para-raios a óxido metálico sem centelhadores

Para-raios composto de resistores não lineares a óxido metálico em série e/ou em paralelo, sem quaisquer centelhadores.

5.4

Resistor não linear a óxido metálico

Componente principal do para-raios, formado basicamente pela sinterização de óxidos metálicos, o qual, por sua característica não linear de tensão-corrente, apresenta uma baixa resistência frente a sobretensões, limitando desta forma a tensão entre os terminais do para-raios e uma alta resistência na sua condição normal de operação sob tensão em frequência industrial.

5.5

Invólucro

Parte isolante externa do para-raios que proporciona a distância de escoamento necessária e abriga os componentes internos. Um invólucro pode consistir em várias partes que propiciem resistência mecânica e proteção contra intempéries.

5.6

Descarga disruptiva

Fenômeno associado à falha da isolação sob condições de solicitação elétrica, o qual inclui um colapso de tensão e a passagem de corrente.

(17)

Dispositivo para desligar, de modo visível, um para-raios defeituoso do sistema no qual está ligado, para evitar falta permanente no próprio sistema e sinalizar a unidade defeituosa.

NOTA:

VI. Este dispositivo não é geralmente previsto para interromper a corrente de

falta através do para-raios durante a desconexão, e pode não evitar a explosão violenta do invólucro durante a descarga de correntes de falta através para-raios. No entanto, é recomendável que os desligadores automáticos atuem de modo no mínimo simultâneo com os dispositivos de proteção de retaguarda.

5.8

Frequência nominal de um para-raios

Frequência do sistema de potência para a qual o para-raios é projetado para ser utilizado.

5.9

Níveis de proteção do para-raios

Conjunto dos seguintes níveis:

a) Tensão residual para impulso de corrente íngreme; b) Tensão residual para corrente de descarga nominal; c) Tensão residual para a corrente de impulso de manobra. NOTAS:

VII. O nível de proteção a impulsos atmosféricos do para-raios é a máxima tensão

residual para a corrente de descarga nominal.

VIII. O nível de proteção a impulsos de manobra do para-raios é a máxima tensão

residual nas correntes de impulso de manobra especificadas.

(18)

Máxima tensão eficaz permissível à frequência industrial, que pode ser aplicada continuamente aos terminais do para-raios.

5.11 Tensão de rádio interferência

Tensão em alta frequência, gerada por todas as fontes de corrente de ionização, que aparece nos terminais dos equipamentos ou nos sistemas de potência.

5.12 Tensão nominal do para-raios (U

n

)

Máxima tensão eficaz, de frequência industrial, aplicável entre os terminais do para-raios para a qual ele é projetado para operar corretamente, sob as condições de sobretensões temporárias estabelecidas nos ensaios de ciclo de operação.

NOTA:

IX. A tensão nominal é utilizada como um parâmetro de referência para a

especificação das características de operação.

5.13 Unidade do para-raios

Parte do para-raios, completamente montada em seu invólucro, que pode ser ligada em série e/ou em paralelo com outras unidades para construção de um para-raios de maior tensão nominal e/ou corrente de descarga nominal.

NOTA:

X. Uma unidade de um para-raios não constitui uma seção e vice-versa.

5.14 Ensaios de recebimento

O objetivo dos ensaios de recebimento é verificar as características de um material que podem variar com o processo de fabricação e com a qualidade do material componente. Estes ensaios devem ser executados sobre uma amostragem de materiais escolhidos aleatoriamente de um lote que foi submetido aos ensaios de

(19)

5.15 Ensaios de tipo

O objetivo dos ensaios de tipo é verificar as principais características de um material que dependem de seu projeto. Os ensaios de tipo devem ser executados somente uma vez para cada projeto e repetidos quando o material, o projeto ou o processo de fabricação do material for alterado ou quando solicitado pelo comprador.

5.16 Ensaios especiais

O objetivo dos ensaios especiais é avaliar materiais com suspeita de defeitos, devendo ser executados quando da abertura de não-conformidade, sendo executados em 5 (cinco) unidades, recolhidas em cada unidade de negócio.

6 CONDIÇÕES GERAIS

Os para-raios de distribuição devem:

a) Ser fornecidos completos, com todos os acessórios necessários ao seu perfeito funcionamento;

b) Ter todas as peças correspondentes intercambiáveis, quando de mesmas características nominais e fornecidas pelo mesmo fabricante.

c) No projeto, as matérias primas empregadas na fabricação e acabamento devem incorporar tanto quanto possível as mais recentes técnicas e melhoramentos.

6.1

Condições do serviço

Os para-raios de distribuição tratados nesta Especificação Técnica devem ser adequados para operar nas seguintes condições:

a) Altitude limitada a 1.000 metros acima do nível do mar; b) Temperatura:

(20)

• Média, em um período de 24 horas: 35 ºC; • Mínima do ar ambiente: -5 ºC;

c) Pressão máxima do vento: 700 Pa (70 daN/m²), valor correspondente a uma velocidade do vento de 122,4 km/h;

d) Umidade relativa do ar até 100%;

e) Nível de radiação solar: 1,1 kW/m², com alta incidência de raios ultravioleta; f) Precipitação pluviométrica: média anual de 1.500 a 3.000 milímetros;

g) Ambiente marítimo, constantemente exposto a névoa salina.

6.2

Linguagens e unidades de medida

O sistema métrico de unidades deve ser usado como referência nas descrições técnicas, especificações, desenhos e quaisquer outros documentos. Qualquer valor, que por conveniência, for mostrado em outras unidades de medida também deve ser expresso no sistema métrico.

Todas as instruções, relatórios de ensaios técnicos, desenhos, legendas, manuais técnicos etc., a serem enviados pelo fabricante, bem como as placas de identificação, devem ser escritos em português.

NOTA:

XI. Os relatórios de ensaios técnicos, excepcionalmente, poderão ser aceitos em

inglês ou espanhol.

6.3

Acondicionamento

Os para-raios de distribuição devem ser embalados individualmente, em caixas de papelão, juntamente com o suporte polimérico, parte integrante do para-raios de distribuição, e o desligador automático, de maneira que possa ser manuseado,

(21)

a) Serem adequadamente embalados de modo a garantir o transporte (ferroviário, rodoviário, hidroviário, marítimo ou aéreo) seguro até o local do armazenamento ou instalação em qualquer condição que possa ser encontrada (intempéries, umidade, choques etc.) e ao manuseio;

b) O material em contato com o cabo não deverá: • Reter umidade;

• Aderir a ele;

• Causar contaminação;

• Provocar corrosão quando armazenado.

A embalagem deve ser identificada externamente, no mínimo, com as seguintes informações:

a) Nome ou logotipo da Energisa;

b) Nome ou marca comercial do fabricante; c) Pais de origem;

d) Mês e ano de fabricação (MM/AAAA);

e) Identificação completa dos para-raios de distribuição (tipo ou modelo, número de série etc.);

f) Tensão nominal, em quilo volt (kV);

g) Corrente nominal de descarga, quilo amperes (kA); h) Massa liquida, em quilogramas (kg);

i) Massa bruta, em quilogramas (kg); j) ABNT NBR 16050 e IEC 60099-4;

(22)

k) Número e quaisquer outras informações especificadas no Ordem de Compra de Material (OCM).

6.4

Meio ambiente

No caso de fornecimento nacional, os fabricantes/fornecedores devem cumprir rigorosamente, em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento do para-raios de distribuição, a legislação ambiental brasileira e as demais legislações federais, estaduais e municipais aplicáveis.

No caso de fornecimento internacional, os fabricantes e fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental vigente nos seus países de origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e ao transporte do para-raios de distribuição, até a entrega no local indicado pela Energisa. Ocorrendo transporte em território brasileiro, os fabricantes e fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental brasileira e as demais legislações federais, estaduais e municipais aplicáveis.

O fornecedor é responsável pelo pagamento de multas e pelas ações que possam incidir sobre a Energisa, decorrentes de práticas lesivas ao meio ambiente, quando derivadas de condutas praticadas por ele ou por seus subfornecedores.

A Energisa poderá verificar, junto aos órgãos oficiais de controle ambiental, a validade das licenças de operação das unidades industriais e de transporte dos fornecedores e dos subfornecedores.

6.5

Vida útil

As esferas de sinalização diurnas devem ter vida média, mínima, de 15 (quinze) anos a partir da data de fabricação, contra qualquer falha das unidades do lote fornecidas, baseada nos seguintes termos e condições:

• Não se admitem falhas, no decorrer dos primeiros 10 (dez) anos de vida útil, provenientes de processo fabril;

(23)

• A partir do 10º ano, admite-se 0,5% de falhas para cada período de 2 (dois) anos, acumulando-se, no máximo, 1,0% de falhas no fim do período de vida útil.

6.6

Garantia

O período de garantia dos equipamentos, deverá obedecer aos termos dispostos na Ordem de Compra de Materiais (OCM), contra qualquer defeito de fabricação, material e acondicionamento.

NOTA:

XII. Quando não houver disposição na Ordem de Compra de Materiais (OCM), o

prazo de garantia deverá ser de 24 (vinte e quatro) meses.

6.7

Incorporação ao patrimônio da Energisa

Somente serão aceitos para-raios de distribuição, em obras particulares, para incorporação ao patrimônio da Energisa que atendam as seguintes condições:

a) Somente serão aceitos para-raios provenientes de fabricantes cadastrados/homologados pela Energisa;

b) As para-raios deverão ser novas (período máximo de 12 meses da data de fabricação), não se admitindo, em hipótese nenhuma, para-raios usados e/ou recuperadas;

c) Deverá acompanhar as para-raios, a (s) nota (s) fiscal (is) de origem do fabricante, bem como, os relatórios de ensaios em fábrica, comprovando sua aprovação nos ensaios de rotina e/ou recebimento, previstos nesta Especificação Técnica.

NOTA:

XIII. A critério da Energisa, as para-raios de distribuição poderão ser ensaiados em

(24)

resultados dos ensaios de acordo com os valores exigidos nesta Especificação Técnica.

6.8

Manual de instruções

Os equipamentos devem estar acompanhados de manuais de operação, escritos em português, que forneçam todas as informações necessárias ao seu manuseio. Os manuais deverão conter no mínimo as seguintes informações:

a) Instruções completas cobrindo: descrição, funcionamento, manuseio, instalação, ajustes, operação, incluindo os modelos aos quais ele se aplica; b) Relação completa de todos os componentes e acessórios, incluindo nome,

descrição, número de catálogo, quantidade usada, identificação do desenho; c) Procedimentos específicos relativos ao descarte dos equipamentos propostos,

quer ao final da sua vida útil, quer em caso de inutilização por avaria.

7 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

Usualmente classificam-se os para-raios em:

• Classe distribuição - Para-raios de 10 kA, classe de descarga de linhas de transmissão 1.

Para os fins desta especificação, serão considerados apenas os para-raios classe distribuição com corrente de descarga de 10 kA e classe de descarga de linhas de transmissão igual a 1.

7.1

Materiais

7.1.1

Invólucro

Devem ser de material polimérico, de borrachas à base de silicone, adequados para instalações externas, resistente ao trilhamento elétrico e às intempéries.

(25)

a) Atender os requisitos de ensaios da norma IEC 60099-4;

b) Totalmente livre de EPDM (Ethylene Pylene Termolyner - Monómero de Etileno-Propileno-Terpolimero “Classe M”) ou de outras borrachas orgânicas; c) Ser fabricados com borracha de silicone tipo HTV ou LSR, não higroscópico e

resistente a trilhamento elétrico, arvorejamento, erosão, fissuras, rachaduras e esfarelamento, conforme especificado abaixo:

• HTV: um componente de borracha de silicone sólida com vulcanização a elevada temperatura, a 200 ºC aproximadamente;

• LSR: Dos componentes de massa de silicone líquida que se mistura e vulcaniza a elevada temperatura, entre 100 e 200 ºC.

d) O revestimento deve ser resistente ao manuseio para evitar danos durante a instalação e deve suportar lavagens sob pressão nas linhas de distribuição energizadas, de acordo com a norma IEEE Std. 957.

NOTA:

XIV. Não será aceito invólucro de porcelana.

7.1.2

Braçadeira de fixação (braço de montagem)

Devem ser em material polimérico orgânico, adequados para instalações externas, com resistência mecânica adequada e suportabilidade elétrica com resistência ao trilhamento.

7.1.3

Desligador automático

Devem ser equipados com dispositivo desligador automático extraível, com a função de desligar automaticamente a ligação à terra em caso de defeito elétrico no para-raios de distribuição.

(26)

Devem ser em liga de cobre, com teor de zinco não superior a 5% e com condutividade mínima de 30% IACS a 20 ºC, revestido em estanhado, com camada mínima de 8 µm individualmente e de 12 µm na média das amostras.

NOTA:

XV. Alternativamente, poderá ser fornecido em aço inoxidável.

O terminal dever ser do tipo roscado, com rosca métrica, conforme ABNT NBR ISO 68-1, de diâmetro de:

• M10 x 45 – rosca 1,75 mm; • M12 x 45 – rosca 1,75 mm;

A arruela de pressão deverá ser em aço inoxidável, compatíveis com os terminais. As porcas sextavadas devem ser em latão estanhado, compatíveis com os terminais.

7.1.5

Cobertura isolante

Os para-raios de distribuição devem ser fornecidos com uma cobertura do terminal de linha, contra contatos acidentais, confeccionada em material polimérico, igual ao invólucro, resistente às intempéries, conforme indicado no Desenho 1.

7.2

Dimensões gerais

O para-raios de distribuição deve apresentar-se externamente, obedecendo às dimensões limites, conforme Desenho 1.

7.3

Acabamento

O invólucro polimérico deve ser com: a) Homogêneo;

(27)

d) De impermeabilidade total, adequada para uso em áreas poluídas, principalmente, poluição salina (NACL) de pouca chuva e alta temperatura média anual, devendo atender ao nível IV de poluição especificado na norma ABNT IEC/TS 60815-1.

O polímero do invólucro deve ser injetado diretamente aos blocos de ZnO, e sobre os terminais metálicos, de tal forma que não existam espaços entre os blocos encapsulados e o invólucro polimérico.

Os conectores devem ser isentos de trincas e inclusões ou arestas vivas que possam danificar os condutores.

7.4

Identificação

Os para-raios de distribuição devem ser identificados por:

• Marcação na superfície externa do próprio invólucro de forma legível e indelével; ou

• Etiqueta adesiva irremovível; ou

• Placa irremovível de aço inoxidável ou alumínio. Contendo as seguintes informações:

a) A palavra “PARA-RAIOS DE DISTRIBUIÇÃO”; b) Nome ou marca de fabricante;

c) Tipo ou modelo do para-raios de distribuição;

d) Tipo de resistor não linear (ZnO) e sem centelhador; e) Tensão nominal (Un), em kV;

f) Máxima tensão de operação continua (MCOV) g) Corrente de descarga nominal (In), em kA;

(28)

h) Classe de descarga de linha de transmissão (DLT), quando aplicável; i) Corrente suportável de curto-circuito (Isc);

j) Mês/ano de fabricação.

Os desligadores automáticos e a braçadeira de fixação devem ser identificados com, no mínimo:

a) Nome ou marca de fabricante; b) Tipo ou modelo.

7.5

Estanqueidade

Todos os para-raios de distribuição devem ser projetados de forma a garantir total resistência à penetração em seu interior, de substâncias que afetam seu comportamento elétrico e/ou mecânico.

Não será permitida a utilização de dispositivos adicionais, aplicados sobre os para-raios de distribuição, com a função exclusiva de garantir a estanqueidade.

NOTA:

XVI. O fornecedor deverá fornecer à Energisa informações suficientes para avaliar

a qualidade da vedação, informar os ensaios realizados e a justificativa da metodologia aplicada no ensaio.

7.6

Ambientes poluídos

Os para-raios de distribuição devem suportar os ensaios descritos na IEC 99-3 e ABNT NBR 16050.

7.7

Características mecânicas

7.7.1

Momento fletor

(29)

O para-raios de distribuição deve suportar os valores de esforços de flexão declarados pelo fabricante.

Na determinação da carga dinâmica aplicada a um para-raios de distribuição, recomenda-se que o usuário considere fatores externos como vento e as forças eletromecânicas prováveis de afetar a instalação.

Os para-raios de distribuição acondicionados em suas respectivas embalagens devem suportar as cargas de transporte.

Os para-raios de distribuição poliméricos podem apresentar deflexões mecânicas em serviço.

7.7.2

Dos terminais, conectores e desligador automático

Devem suportar um torque mínimo, sem sofrer ruptura ou deformação permanente, de:

• Instalação: de 2,5 daN.m; e • Ensaio: de 3,0 daN.m.

7.7.3

Braçadeira de fixação

Quando instalada conforme a Desenho 1, deve suportar um esforço de tração “F” em daN, equivalente a três vezes o peso do para-raios de distribuição, não devendo apresentar flecha superior a 5 mm, nem tampouco deformação permanente (flecha residual) superior a 1 mm, medidas na linha de centro do para-raios de distribuição. A braçadeira também deve suportar um torque de 3,0 daN.m aplicado ao parafuso do Suporte L.

8 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

(30)

As tensões nominais normalizadas dos para-raios de distribuição, em kV eficaz, são as seguintes:

• 10 kV, para redes de tensão nominal de 11,4 kV; • 12 kV, para redes de tensão nominal de 13,8 kV; • 18 kV, para redes de tensão nominal de 22,0 kV; • 30 kV, para redes de tensão nominal de 34,5 kV; e • 36 kV, para redes de tensão nominal de 40,0 kV.

8.2

Frequência nominal

A frequência nominal normalizada é 60 Hz.

8.3

Correntes de descarga nominais

As correntes de descarga nominais normalizadas, com forma de onda 8/20 µs, são de 10 kA.

8.4

Corrente de impulso elevada de curta duração

O valor de pico da corrente de impulso elevada de curta duração (forma de onda 4/10 μs) é de 100 kA.

8.5

Descargas parciais

O nível máximo de descargas parciais quando medido a 1,05 vezes a tensão de operação contínua do para-raios de distribuição ou unidade, deve ser menor ou igual a 10 pC.

8.6

Tensão de operação contínua (Uc)

(31)

O fabricante deve apresentar as curvas características de "Sobretensão temporária de 60 Hz versus Tempo" do para-raios, com e sem pré-condicionamento, até uma duração mínima de 1.000 segundos.

a) A característica de "Sobretensão de 60 Hz versus Tempo", com pré-condicionamento, deve ser comprovada através de ensaio, conforme a Norma IEC 60099-4/2014 e o procedimento descrito na mesma, para os tempos de 1 segundo, 100 segundo s e 1.000 segundo s, sendo uma amostra para cada tempo.

b) A característica de "Sobretensão de 60 Hz versus Tempo", sem pré-condicionamento, deve ser comprovada através do ensaio referido, para os mesmos tempos, porém, sem a aplicação do impulso de corrente elevada de curta duração (forma de onda 4/10 μs). Os valores assim obtidos, para 1.000 segundos, devem ser superiores àqueles indicados na Tabela 1.

8.8

Tensões residuais máximas

As características de tensão residual do para-raios devem ser determinadas de acordo com a Norma IEC 60099-4.

A tensão residual máxima de impulso de manobra do para-raios será a maior tensão medida com correntes de 125 A e 500 A pico.

8.9

Absorção de energia

A capacidade de absorção de energia do para-raios de distribuição deverá ser igual 2,8 kJ/kVUr.

8.10 Tensão de rádio interferência e tensão de ionização interna

As tensões limites de rádio interferência e de ionização interna, quando medidas a 1,05 vezes a tensão de operação contínua do para-raios, na faixa entre 500 e 2.000 kHz, referida a 300 Ω, não devem exceder 2.500 e 250 μV, respectivamente.

(32)

9.1

Generalidades

a) Os para-raios de distribuição devem ser submetidos a inspeção e ensaios na fábrica, de acordo com esta Especificação Técnica e com as normas da ABNT aplicáveis, na presença de inspetores credenciados pela Energisa, devendo a Energisa ser comunicada pelo fornecedor com pelo menos 15 (quinze) dias de antecedência se fornecedor nacional e 30 (trinta) dias se fornecedor estrangeiro, das datas em que os lotes estiverem prontos para inspeção final, completos com todos os acessórios.

b) A Energisa reserva-se ao direito de inspecionar e testar os para-raios de distribuição e o material utilizado durante o período de fabricação, antes do embarque ou a qualquer tempo em que julgar necessário. O fabricante deverá proporcionar livre acesso do inspetor aos laboratórios e às instalações onde os para-raios de distribuição em questão estiverem sendo fabricados, fornecendo-lhe as informações solicitadas e realizando os ensaios necessários. O inspetor poderá exigir certificados de procedências de matérias-primas e componentes, além de fichas e relatórios internos de controle.

c) O fornecedor deve apresentar, para aprovação da Energisa, o seu Plano de Inspeção e Testes, que deverá conter as datas de início da realização de todos os ensaios, os locais e a duração de cada um deles, sendo que o período para inspeção deve ser dimensionado pelo proponente de tal forma que esteja contido nos prazos de entrega estabelecidos na proposta de fornecimento. d) O plano de inspeção e testes deve indicar os requisitos de controle de

qualidade para utilização de matérias primas, componentes e acessórios de fornecimento de terceiros, assim como as normas técnicas empregadas na fabricação e inspeção dos para-raios de distribuição.

e) Certificados de ensaio de tipo previstos no item 9.2 para para-raios de distribuição de características similares ao especificado, porém aplicáveis, podem ser aceitos desde que a Energisa considere que tais dados comprovem

(33)

Os dados de ensaios devem ser completos, com todas as informações necessárias, tais como métodos, instrumentos e constantes usadas e indicar claramente as datas nas quais os mesmos foram executados. A decisão final, quanto à aceitação dos dados de ensaios de tipos existentes, será tomada posteriormente pela Energisa, em função da análise dos respectivos relatórios. A eventual dispensa destes ensaios somente terá validade por escrito.

f) Os ensaios para aprovação do protótipo podem ser dispensados parcial ou totalmente, a critério da Energisa, caso já exista um protótipo idêntico aprovado. Se os ensaios de tipo forem dispensados, o fabricante deve emitir um relatório completo destes ensaios, com todas as informações necessárias, tais como, métodos, instrumentos e constantes usadas. A eventual dispensa destes ensaios pela Energisa somente terá validade por escrito.

Entretanto, é reservado à Energisa o direito de rejeitar esses relatórios, parcialmente ou totalmente, se os mesmos não estiverem conforme prescritos nas normas ou não corresponderem aos para-raios de distribuição especificados.

g) O fabricante deve dispor de pessoal e aparelhagem próprios ou contratados, necessários à execução dos ensaios. Em caso de contratação, deve haver aprovação prévia por parte da Energisa.

h) O fabricante deve assegurar ao inspetor da Energisa o direito de familiarizar-se, em detalhes, com as instalações e equipamentos a serem utilizados, estudar todas as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar novas inspeções e exigir a repetição de qualquer ensaio.

i) Todos os instrumentos e aparelhos de medição, máquinas de ensaios etc., devem ter certificado de aferição emitido por instituições acreditadas pelo INMETRO ou órgão internacional compatível, válidos por período máximo de 24 meses. Por ocasião da inspeção, devem estar ainda dentro deste período, podendo acarretar desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa exigência.

(34)

j) A aceitação dos para-raios de distribuição e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:

• Não exime o fabricante da responsabilidade de fornecê-lo de acordo com os requisitos desta Especificação Técnica;

• Não invalida qualquer reclamação posterior da Energisa a respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.

Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, os para-raios de distribuição podem ser inspecionados e submetidos a ensaios, com prévia notificação ao fabricante e, eventualmente, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta Especificação Técnica, eles podem ser rejeitados e sua reposição será por conta do fabricante.

k) Após a inspeção dos para-raios de distribuição, o fabricante deverá encaminhar à Energisa, por lote ensaiado, um relatório completo dos ensaios efetuados, em uma via, devidamente assinada por ele e pelo inspetor credenciado pela Energisa.

l) Esse relatório deverá conter todas as informações necessárias para o seu completo entendimento, tais como, métodos, instrumentos, constantes e valores utilizados nos ensaios, além dos resultados obtidos.

m) Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fabricante, sem ônus para a Energisa, sendo o fabricante responsável pela recomposição de unidades ensaiadas, quando isto for necessário, antes da entrega à Energisa.

n) Nenhuma modificação nos para-raios de distribuição deve ser feita "a posteriori" pelo fabricante sem a aprovação da Energisa. No caso de alguma alteração, o fabricante deve realizar todos os ensaios de tipo, na presença do inspetor da Energisa, sem qualquer custo adicional.

(35)

o) A Energisa poderá, a seu critério, em qualquer ocasião, solicitar a execução dos ensaios de tipo para verificar se os para-raios de distribuição estão mantendo as características de projeto preestabelecidas por ocasião da aprovação dos protótipos.

p) Para efeito de inspeção, os para-raios de distribuição deverão ser divididos em lotes, por tipo. A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o fabricante de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na conclusão da Energisa, a rejeição tornar impraticável a entrega dos para-raios de distribuição nas datas previstas, ou tornar evidente que o fabricante não será capaz de satisfazer às exigências estabelecidas nesta especificação, a mesma reserva-se ao direito de rescindir todas as obrigações e obter o material de outro fornecedor. Em tais casos, o fabricante será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis. q) O custo dos ensaios deve ser por conta do fabricante.

r) A Energisa reserva-se ao direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados. Nesse aspecto, as despesas serão de responsabilidade da mesma, caso as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção, caso contrário, incidirão sobre o fabricante.

s) Os custos da visita do inspetor da Energisa, tais como, locomoção, hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativos, correrão por conta do fabricante se:

• Na data indicada na solicitação de inspeção os para-raios de distribuição não estiverem prontos;

• O laboratório de ensaio não atender às exigências citadas nas alíneas 9.1.f até 9.1.h;

• O material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da sua sede;

(36)

• O material necessitar de reinspeção por motivo de recusa;

• Os ensaios de recebimento e/ou tipo forem efetuados fora do território brasileiro.

9.2

Classificação dos ensaios

Os ensaios são classificados em: • Ensaios de projeto; • Ensaios de tipo; • Ensaios de rotina;

• Ensaios de recebimento. Estes deverão ser realizados no:

• Ensaios no composto polimérico do invólucro (ensaio de tipo/projeto); • Ensaios no para-raios de distribuição (ensaio de tipo, rotina e recebimento). Todos os ensaios relacionados estão constando na Tabela 3.

9.2.1

Ensaios de projeto (P)

Os ensaios de projeto (P) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo:

a) Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), conforme item 9.3.3;

b) Medição do tempo de indução oxidativa (OIT) e da temperatura de fusão, conforme item 9.3.4;

c) Rigidez dielétrica, conforme item 9.3.5;

(37)

e) Ensaios mecânicos e elétricos do composto - Antes e após envelhecimento em câmara de UV, conforme item 9.3.7;

f) Resistência ao trilhamento e erosão no composto polimérico, conforme item 9.3.8;

g) Ensaio de flamabilidade nas saias e no revestimento, conforme item 9.3.9; h) Ensaio de trilhamento e erosão nas saias e no revestimento, conforme item

9.3.10;

i) Verificação da aderência, conforme item 9.3.11.

9.2.2

Ensaios de tipo (T)

Os ensaios de tipo (T) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo: a) Medição da tensão de referência, conforme item 9.3.12;

b) Tensão suportável de impulso atmosférico no invólucro, conforme item 9.3.13;

c) Tensão suportável à frequência industrial no invólucro, conforme item 9.3.14; d) Tensão residual, conforme item 9.3.15;

e) Corrente suportável de impulso de longa duração, conforme item 9.3.16; f) Ciclo de operação para impulso de corrente elevada, conforme item 9.3.17; g) Ciclo de operação com descarga de linhas de transmissão, conforme item

9.3.18;

h) Característica de tensão suportável à frequência industrial por tempo, conforme item 9.3.19;

i) Desligador automático, conforme item 9.3.20; j) Curto-circuito, conforme item 9.3.21;

(38)

k) Estanqueidade, conforme item 9.3.22;

l) Ensaio de envelhecimento sob tensão de operação simulando condições ambientais, conforme item 9.3.22;

m) Descargas parciais, conforme item 9.3.24; n) Estabilidade térmica, conforme 9.3.26; o) Momento fletor, conforme item 9.3.27;

p) Suportabilidade às agressões do ambiente, conforme item 9.3.28.

9.2.3

Ensaios de recebimento (RE)

São ensaios de recebimento (RE) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo: a) Inspeção visual, conforme item 9.3.1;

b) Verificação dimensional, conforme item 9.3.2;

c) Medição da tensão de referência, conforme item 9.3.12; d) Estanqueidade, conforme item 9.3.22;

e) Descargas parciais, conforme item 9.3.24;

f) Tensão suportável à frequência industrial, conforme item 9.3.25; g) Estabilidade térmica, conforme 9.3.26;

h) Verificação da espessura da camada de estanho, conforme item 9.3.29; i) Verificação do torque de instalação nos terminais dos para-raios de

distribuição, conforme item 9.3.30.

(39)

a) Medição da tensão de referência, conforme item 9.3.12;

b) Tensão suportável de impulso atmosférico no invólucro, conforme item 9.3.13;

c) Tensão suportável à frequência industrial no invólucro, conforme item 9.3.14; d) Tensão residual, conforme item 9.3.15;

e) Corrente suportável de impulso de longa duração, conforme item 9.3.16; f) Ciclo de operação para impulso de corrente elevada, conforme item 9.3.17; g) Ciclo de operação com descarga de linhas de transmissão, conforme item

9.3.18;

h) Característica de tensão suportável à frequência industrial por tempo, conforme item 9.3.19;

i) Desligador automático, conforme item 9.3.20; j) Curto-circuito, conforme item 9.3.21;

k) Descargas parciais, conforme item 9.3.24; l) Estabilidade térmica, conforme 9.3.26;

9.3

Descrição dos ensaios

9.3.1

Inspeção visual

O inspetor deverá efetuar uma inspeção geral verificando: a) Acabamento, conforme item 7.4;

b) Identificação, conforme item 7.5; c) Acondicionamento, conforme item 6.3;

(40)

A não conformidade de um isolador com qualquer um desses requisitos determinará a sua rejeição.

9.3.2

Verificação dimensional

As dimensões dos isoladores roldana deve ser confrontado com as dimensões correspondentes da padronização da Energisa, conforme Desenho 1.

9.3.3

Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier

(FTIR)

O ensaio deve ser realizado conforme ASTM E 204.

9.3.4

Medição do tempo de indução oxidativa (OIT) e da temperatura

de fusão

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 13977 e ASTM D 3418.

9.3.5

Rigidez dielétrica

O ensaio deve ser realizado conforme ASTM D 149.

Constitui falha se os valores apresentados foram inferiores à 10 kV/mm.

9.3.6

Termogravimétrica (TGA)

O ensaio deve ser realizado conforme ASTM D 6370.

O ensaio é somente comparativo e não deve apresentar diferenças de ± 5 % em cada etapa de degradação obtida no ensaio.

9.3.7

Ensaios mecânicos e elétricos do composto - Antes e após

envelhecimento em câmara de UV

(41)

Constitui falha se um aumento superior de sete pontos no valor da dureza.

9.3.8

Resistência ao trilhamento e erosão no composto polimérico

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 10296, método 1. Constitui falha se os valores apresentados forem menores que 3,50 kV.

9.3.9

Ensaio de flamabilidade nas saias e no revestimento

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 15643.

Constitui falha se os valores medidos não estiverem aderentes a Tabela 3 da ABNT NBR 15643.

9.3.10 Ensaio de trilhamento e erosão nas saias e no revestimento

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 15232 e estar em conformidade com ABNT NBR 15643.

Constitui falha se:

• Ocorrer trilhamento;

• A profundidade da erosão for superior a 3 milímetros e/ou atingir o núcleo; • Houver perfuração nas saias, no revestimento ou na interface.

9.3.11 Verificação da aderência

O ensaio de verificação da aderência analisa a qualidade da aderência nas interfaces núcleo/revestimento e terminais integrantes/revestimento.

Com equipamento apropriado (serra, fresa etc.) deve-se fazer um corte longitudinal no centro do núcleo do para-raios de distribuição.

Caso o para-raios de distribuição apresente uma distância entre ferragens superior a 800 mm, ele deve ser cortado em seções com aproximadamente 800 mm para compor

(42)

os corpos de prova. Caso o para-raios de distribuição apresente uma distância entre ferragens inferior ou igual a 800 mm, todo o para-raios de distribuição deve ser considerado corpo de prova.

O comprimento do corte a ser realizado em cada corpo de prova deve deixar aproximadamente 250 mm de núcleo com revestimento.

Tencionar manualmente o revestimento, objetivando deslocá-lo do núcleo e da ferragem. Realizar uma verificação visual para observar a existência da aderência do revestimento nas interfaces (ferragem/revestimento e núcleo/revestimento). O revestimento deve ter aderência em todos as amostras. Se um único isolador tiver uma região com falta de aderência, o projeto do isolador deve ser rejeitado.

9.3.12 Medição da tensão de referência

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050.

9.3.13 Tensão suportável de impulso atmosférico no invólucro

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) Ocorrência de descarga disruptiva interna;

b) Ocorrência de 2 (duas) ou mais descargas disruptiva externa.

9.3.14 Tensão suportável à frequência industrial no invólucro

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050 e ABNT NBR 6936.

Constitui falha se os valores medidos forem diferentes da resultante da máxima tensão residual para a corrente de descarga nominal multiplicado por 1,06.

(43)

9.3.16 Corrente suportável de impulso de longa duração simulando

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) A variação dos valores da tensão residual, medidos antes e após o ensaio, for superior a ± 5%;

b) Os componentes dos corpos de prova, em uma inspeção visual, não apresentarem indícios de descarga disruptiva externa, trincas ou perfuração nos resistores; ou quebra de qualquer componente;

9.3.17 Ciclo de operação para impulso de corrente elevada

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) A estabilidade térmica não for comprovada;

b) A variação dos valores da tensão residual, medidos antes e depois do ciclo de operação, for superior a ± 5 %;

c) Os componentes dos corpos de prova, em uma inspeção visual, não apresentarem indícios de descarga externa ou perfuração nos resistores ou quebra de qualquer componente;

9.3.18 Ciclo de operação com descarga de linhas de transmissão

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) A estabilidade térmica não for comprovada;

b) A variação dos valores da tensão residual, medidos antes e depois do ciclo de operação, for superior a ± 5 %;

(44)

c) Os componentes dos corpos de prova, em uma inspeção visual, não apresentarem indícios de descarga externa ou perfuração nos resistores ou quebra de qualquer componente;

9.3.19 Característica da tensão suportável à frequência industrial por

tempo

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050.

O fabricante deve fornecer dados do tempo de aplicação e do valor correspondente da tensão à frequência industrial a que o para-raios de distribuição pode ser submetido nas situações com e sem a aplicação de uma energia prévia, devido a solicitações de correntes de impulso correspondentes a sua classe, sem a ocorrência de danos ou perda de estabilidade térmica.

As curvas de sobretensão temporária devem cobrir pelo menos a faixa de tempo entre 0,1 e 12.000 segundos.

Para as demais considerações e procedimentos a serem seguidos no levantamento dessas características devem ser observadas as prescrições da ABNT NBR 16050.

9.3.20 Desligador automático

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050.

Constitui falha a atuação do desligador automático durante nos ensaios de corrente suportável de longa duração e ciclo de operação.

9.3.21 Curto-circuito

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha à:

(45)

9.3.22 Estanqueidade

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050.

Antes da realização do ensaio os para-raios de distribuição devem ser submetidos aos ensaios de medição de descargas parciais e resistência dos terminais ao torque. Constitui falha à:

a) Os valores de descargas parciais medidos, antes e depois do ensaio, variarem mais que 5 pC, e o valor final exceder 10 pC;

b) For verificada umidade interna nos desligadores automáticos, após esses serem desmontados e examinados minuciosamente.

9.3.23 Envelhecimento sob tensão de operação simulando condições

ambientais

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha à:

a) Não ocorrer trilhamento elétrico (ver ABNT NBR 15122);

b) A erosão sobre o invólucro não deve expor as partes internas dos corpos de prova, tais como blocos, fibras ou outras interfaces;

c) Não ocorrer perfurações no corpo do invólucro e nas saias;

d) A tensão de referência medida antes e após o ensaio não deve reduzir mais que 5%;

e) Os níveis de descargas parciais medidos antes e após o ensaio não devem exceder a 10 pC.

9.3.24 Descargas parciais

(46)

Os para-raios com desligadores automáticos, os corpos de prova devem ser previamente submetidos a uma aplicação de tensão residual a impulso atmosférico com corrente nominal de descarga, antes da realização desse ensaio.

Constitui falha se os valores medidos para descargas parciais internas excederem a 10 pC.

9.3.25 Tensão residual a impulso atmosférico

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) Ocorrência de descarga disruptiva interna;

b) Ocorrência de 2 (duas) ou mais descargas disruptiva externa.

9.3.26 Estabilidade térmica

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050.

Constitui falha se os valores de crista da componente resistiva da corrente de fuga, ou a potência dissipada, ou a temperatura dos resistores não lineares, não decrescerem de forma contínua, durante os 15 minutos após o término do ensaio.

9.3.27 Momento fletor

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) Houve ocorrência de danos mecânico visíveis;

b) A curva força versus deflexão não apresenta descontinuidades;

c) A deformação do invólucro pela aplicação do esforço após a remoção da carga de flexão está superior a ± 5 % em relação à condição inicial antes da aplicação

(47)

d) Resultado não satisfatórios no ensaio de estanqueidade; e) O nível de descargas parciais não excede o valor de 10 pC.

9.3.28 Suportabilidade às agressões do ambiente

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 16050. Constitui falha se:

a) Houver dano mecânico visível;

b) O nível de descargas parciais exceder o valor 10 pC.

9.3.29 Verificação da espessura da camada de estanho

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5370.

Constitui falha se a espessura da camada estar em desconformidade o item 7.1.4.

9.3.30 Verificação do torque nos terminais do para-raios de

distribuição e no desligador

Os terminais, com os condutores de maior seção para os quais foram projetados neles instalados, devem suportar um torque mínimo de ensaio de 2,5 daN.m, aplicado simultaneamente a ambos e mantido por pelo menos 1 minuto. Após a retirada do mesmo não pode haver ruptura ou deformação permanente tanto nos conectores quanto no desligador automático, perda de vedação ou qualquer tipo de dano aos condutores.

9.4

Relatórios de Ensaios

Ao término da inspeção, ou quando a mesma for dispensada de acompanhamento em fábrica, o fornecedor deverá entregar à Energisa, dois conjuntos de relatórios de ensaios, contendo no mínimo as seguintes informações:

(48)

b) Nome e/ou marca comercial do fabricante; c) Identificação do laboratório de ensaio;

d) Certificados de aferições dos aparelhos utilizados nos ensaios, com validade máxima de 24 meses;

e) Tipo e quantidade de material do lote e tipo e quantidade ensaiada; f) Identificação completa do material ensaiado;

g) Relação, descrição e resultado dos ensaios executados e respectivas normas utilizadas;

h) Nome do inspetor e do responsável pelos ensaios; i) Número da Ordem de Compra de Material (OCM); j) Data de início e de término de cada ensaio;

k) Nomes legíveis e assinaturas dos respectivos representantes do fabricante e do inspetor da Energisa e data de emissão do relatório.

10 PLANOS DE AMOSTRAGEM

10.1 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo devem ser formados conforme ABNT NBR 16050.

10.2 Ensaios de recebimento

O tamanho da amostragem a ser retirada de cada lote completo deve estar de acordo com a Tabela 2.

De cada amostra devem ser retirados corpos de prova de cabo, em número e comprimento adequados à realização de todos os ensaios previstos, desprezando-se sempre o primeiro metro de cabo. Se um corpo de prova for reprovado em qualquer

(49)

10.3 Ensaios especiais

Os ensaios de especiais devem ser formados por 5 unidades, coletadas aleatoriamente nas unidades da Energisa.

11 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

11.1 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo serão aceitos se todos os resultados forem satisfatórios.

Se ocorrer uma falha em um dos ensaios o fabricante pode apresentar nova amostra para ser ensaiada. Se esta amostra apresentar algum resultado insatisfatório, o transformador não será aceito.

11.2 Ensaios de recebimento

Os critérios para a aceitação ou a rejeição nos ensaios complementares de recebimento são:

a) Se nenhuma unidade falhar no ensaio, o lote será aprovado;

b) Se apenas uma unidade falhar no ensaio, o fornecedor deverá apresentar relatório apontando as causas da falha e as medidas tomadas para corrigi-las, submetendo-se o lote a novo ensaio, no mesmo número de amostras conforme Tabela 2;

c) Se duas ou mais unidades falharem no ensaio, o lote será recusado.

As unidades defeituosas constantes de amostras aprovadas nos ensaios devem ser substituídas por novas, o mesmo ocorrendo com o total das amostras aprovadas em ensaios destrutivos.

(50)

Em qualquer tempo e sem necessidade de aviso prévio, esta Especificação Técnica poderá sofrer alterações, no seu todo ou em parte, por motivo de ordem técnica e/ou devido às modificações na legislação vigente, de forma a que os interessados deverão, periodicamente, consultar a Energisa.

13 HISTÓRICO DE VERSÕES DESTE DOCUMENTO

Data Versão Descrição das alterações realizadas

01/08/2019 1.0

• Esta 1ª edição cancela e substitui na Norma de Distribuição Unificada (NDU) 010, Classe 41, as quais foram tecnicamente revisadas.

27/07/2021 2.0

• Alteração da nomenclatura de 128” para “ETU-128.1”;

• Inclusão dos para-raios para redes de distribuição de 46,0 kV;

• Correção de informação de ensaios.

14 VIGÊNCIA

Esta Especificação Técnica entra em vigor na data de 01/01/2021 e revoga as versões anteriores.

(51)

15 TABELAS

TABELA 1 - Características nominais dos para-raios de distribuição

Código Energisa Tensão nominal Máxima tensão do sistema Tensão nominal eficaz Máxima tensão de operação contínua (MCOV) Corrente de descarga nominal

Invólucro Suporte isolante Tensão suportável a 60 Hz durante 1 minuto - mínimo Tensão suportável de impulso atmosférico, valor de crista Distância de escoamento mínima entre os terminais de linha e aterramento Tensão suportável a 60 Hz durante 1 minuto - mínimo Tensão suportável de impulso atmosférico, valor de crista Distância de escoamento mínima entre furos de fixação (kV) (kV) (kV) (kV) (kA) eficaz) (kV (kV) (mm/kV) eficaz) (kV (kV) (mm)

90209 11,4 15,0 10,0 8,4 10,0 34,0 95 25,0 23 54,0 130 90210 13,8 12,0 9,6 90211 22,0 24,2 18,0 15,0 50,0 125 25,0 40,0 97,0 200,0 90212 34,5 36,2 30,0 24,0 70,0 150 91300 40,0 46,0 36,0 36,0 95,0 200

(52)

TABELA 2 - Planos de amostragem para os ensaios de recebimento

Tamanho do Lote • Inspeção visual; • Verificação dimensional. • Tensão de referência; • Descargas parciais;

• Tensão suportável a frequência industrial; • Estanqueidade. Amostragem dupla Nível II NQA 4% Amostragem dupla Nível S4 NQA 2,5% Amostra Ac Re Amostra Ac Re Seq. Tam. Seq. Tam.

Até 90 - 3 0 1 - 5 0 1 91 a 150 1ª 8 0 2 - 5 0 1 2ª 1 2 151 a 280 1ª 8 0 2 1ª 13 0 2 2ª 1 2 2ª 1 2 281 a 500 1ª 13 0 3 1ª 13 0 2 2ª 3 4 2ª 1 2 501 a 1.200 1ª 20 1 4 1ª 13 0 2 2ª 4 5 2ª 1 2 1.201 a 3.200 1ª 32 2 5 1ª 20 0 3 2ª 6 7 2ª 3 4 3.201 a 10.000 1ª 50 3 7 1ª 20 0 3 2ª 8 9 2ª 3 4 Legenda:

Seq. - Sequência de ensaios das amostras; Tam. - Tamanho das amostras;

(53)

Tamanho do Lote • Espessura da camada de estanho; • Verificação de torque de instalação; • Estabilidade Térmica. Amostragem simples Nível S3 NQA 4% Amostra Ac Re Até 90 3 0 1 91 a 150 3 0 1 151 a 280 13 1 2 281 a 500 13 1 2 501 a 1.200 13 1 2 1.201 a 3.200 13 1 2 3.201 a 10.000 20 2 3 Legenda:

Seq. - Sequência de ensaios das amostras; Tam. - Tamanho das amostras;

Ac - número de aceitação; Re - número de rejeição.

Referências

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