• Nenhum resultado encontrado

Curso Livre MULHERES RUMO AO PODER

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Curso Livre MULHERES RUMO AO PODER"

Copied!
21
0
0

Texto

(1)

“MULHERES

RUMO AO

PODER”

PRIMEIRA OFERTA Formação Política para

Candidatas

Coordenação Geral: Profa. Marlise Matos (UFMG)

ATENÇÃO !

Só é permitido o download deste material para seu uso particular. A sua divulgação só é possível desde que sejam atribuídos os créditos à autoria, mas sem que possa alterá-lo

de nenhuma forma e nunca utilizá-los para fins comerciais.

(2)

SÃO ELAS:

parceria de diversas

(3)
(4)

Sou doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP); professora do curso de Ciências Sociais na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), membro da Rede Nacional de Pesquisas em Feminismos e Política; membro do Comitê de Raça, Gênero e Sexualidade da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP); membro do Fempos - Grupo de pesquisa Pós-colonialidade, feminismos e epistemologias anti-hegemônicas; coordenadora da Facul das Crias.

Pesquiso sobre o papel da articulação de discursos transnacionais na mobilização dos movimentos de mulheres na formatação das políticas de saúde e no acesso a justiça reprodutiva. Sou feminista negra e mãe da Ayo em tempo integral :)

Layla Pedreira Carvalho

Contato: [email protected]

(5)

EMENTA

Fornecer elementos teóricos sobre políticas públicas e de desenvolvimento

Aplicabilidade do conceito de gênero no âmbito do Estado brasileiro, com ênfase na análise da situação das mulheres e das características das relações de gênero e raça estabelecidas em seu interior.

Apresentar brevemente a história de construção das políticas para as mulheres e das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil, seus principais desafios e conquistas.

Incorporação do conceito de gênero e raça no planejamento e acompanhamento de políticas públicas.

(6)

SUMÁRIO da AULA

1. O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?

2. POLÍTICAS PÚBLICAS

3. (UM) CICLO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

4. GÊNERO, RAÇA E POLÍTICAS PÚBLICAS

5. BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS: O CNDM

6. BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS: A SPM

7. A SPM E AVANÇOS NAS PPs

8. BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS: A SEPPIR

9. A SEPPIR E AVANÇOS NAS PPs

(7)

O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?

“Elas podem ser definidas como sendo diretrizes e princípios norteadores de ação do poder público. Ao mesmo tempo, se transformam ou se organizam em regras, procedimentos e ações entre o poder público e a sociedade: em outras palavras, são relações/mediações entre atores da sociedade e os do Estado.

Políticas públicas se constituem em uma das formas de interação e de diálogo entre o Estado e a sociedade civil, por meio da transformação de diretrizes e princípios norteadores em ações, regras e procedimentos que (re)constroem a realidade. Sua articulação com a perspectiva de gênero é recente (Bandeira e Almeida, 2004)” (BRASIL, 2014: 2).

(8)

POLÍTICAS PÚBLICAS

✓ Tipos de políticas públicas:

– Política econômica – Política orçamentária

– Políticas de segurança pública e de defesa nacional

– Políticas sociais: política de educação, saúde, assistência social, seguridade

✓ Que tipo de Estado e de democracia queremos?

– Estado de bem-estar social, as desigualdades e as políticas públicas

(9)

(UM) CICLO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Definição da agenda de políticas públicas Desenho da política pública Implementação da política pública Avaliação da política pública

Com exceção da fase da agenda, essas fases podem sobrepor-se ou não acontecer em uma política pública

específica. Em outras palavras, depois de definida a agenda de políticas públicas, o ciclo pode ou não conter

(10)

GÊNERO, RAÇA E POLÍTICAS PÚBLICAS

Transversalidade de gênero

– Conferência das Nações Unidas sobre as Mulheres, 1995, Beijing • Direitos das mulheres são direitos humanos

• Direitos reprodutivos

✓ Interseccionalidade e afrodescendência

– III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, 2001, Durban

– Década dos Afrodescendentes (2015-2024) – Transversalidade de igualdade racial

✓ Reconhecimento do caráter estrutural de gênero e raça nas desigualdades

(11)

BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS

1982 - São Paulo e Belo Horizonte – Conselho Estadual de Políticas para

as Mulheres

1984 – PAISM

1985 – Criação da primeira DEAM, em São Paulo

1985 – Conselho Nacional de Direitos para as Mulheres (CNDM)

2003 – Secretaria de Políticas para as Mulheres e Secretaria de Políticas

para Igualdade Racial e Secretaria de Direitos Humanos

2015 – Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos

Humanos

2017 – Ministério dos Direitos Humanos

2018 – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

(12)

✓ Lei 7.353/1985 - Criação

✓ Vinculada ao Ministério da Justiça, com autonomia administrativa e financeira

✓ Competências: a) formular diretrizes e

promover políticas em todos os níveis da administração pública direta e indireta,

visando à eliminação das discriminações que atingem a mulher; b) prestar assessoria ao

Poder Executivo, emitindo pareceres e acompanhando a elaboração e execução de programas de Governo no âmbito federal, estadual e municipal, nas questões que atingem a mulher, com vistas à defesa de suas necessidades e de seus direitos (...)

✓ Modificado pela Lei 8.028/1990

BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS: O CNDM

Posse de Ruth Escobar como presidente do CNDM, 1985 Participação da Conselheira Lélia Gonzalez no debate sobre violência contra a mulher, 1985

(13)

BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS: A SPM

✓ Lei 10.683/2003: Cria a SPM

“À Secretaria de Políticas para as Mulheres compete assessorar direta e imediatamente o Presidente da República na formulação, coordenação e articulação de políticas para as mulheres, bem como elaborar e implementar campanhas educativas e antidiscriminatórias de caráter nacional, elaborar o planejamento de gênero que contribua na ação do governo federal e demais esferas de governo, com vistas na promoção da igualdade, articular, promover e executar programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados à implementação de políticas para as mulheres, promover o acompanhamento da implementação de legislação de ação afirmativa e definição de ações públicas que visem ao cumprimento dos acordos, convenções e planos de ação assinados pelo Brasil, nos aspectos relativos à igualdade entre mulheres e homens e de combate à discriminação, tendo como estrutura básica o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o Gabinete, a Secretaria-Executiva e até 3 (três) Secretarias”. (Redação dada pela Lei no 12.314, de 2010).

(14)

A SPM E AVANÇOS NAS PPs

✓ Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres (CNPMs) ✓ Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres (PNPMs)

✓ 2004: Política Nacional de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres

✓ Central Ligue 180

✓ 2013: Programa Mulher viver sem violência e a Casa da Mulher Brasileira

✓ 2006: Lei 11.340 – Lei Maria da Penha

✓ 2008: Plataforma Mais Mulheres no Poder: eu assumo esse compromisso

(15)

BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS

:

A SEPPIR

✓ Lei 10.678/2003: Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção

da Igualdade Racial (SEPPIR)

“A SEPPIR tem como missão contribuir promover, articular, e assegurar os avanços das políticas de promoção da igualdade racial, para superação do racismo e consolidar uma sociedade democrática, construindo um projeto político do ponto de vista da população negra na perspectiva de incorporar e consolidar a igualdade racial como elemento categórico para um desenvolvimento humano e sustentável no Brasil e fazer a sua articulação no nível internacional” (BRASIL, 2018: 12).

(16)

A SEPPIR E AVANÇOS NAS PPs

Decreto 4.886/2003: Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR)

✓ Programa Brasil Quilombola (PBQ) e Agenda Social Quilombola (Decreto 6.261/2007)

✓ Lei nº 12.288/2010: Estatuto da Igualdade Racial

✓ Instituiu o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR

✓ 2012: Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra: o Juventude Viva

(17)

DESAFIOS

✓ Garantia da perenidade das

ações

✓ Garantia da dotação e

execução orçamentária

✓ Presença nos PPAs

✓ Garantia de corpo burocrático

(18)
(19)

“A Seppir é decorrência do movimento negro. E ela é, no âmbito

institucional, um outro espaço também reduzido como o

movimento negro. Talvez, menor ainda. Acho que o mesmo

poderia ser dito em relação à Secretaria de Políticas para as

Mulheres (SPM), que também surgiu de um processo provocado

pelo movimento de mulheres. Em termos institucionais, é

sempre muito difícil corresponder ao que seria a expectativa de

um movimento social” (Luiza Bairros in: ALVAREZ, 2012: 846)

(20)

Referências bibliográficas

BRASIL. Secretaria de Políticas para as Mulheres. Políticas públicas para as mulheres. Brasília, 2014.

BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Guia de orientação para a

criação e implementação de Órgãos, Conselhos e Planos de Promoção da Igualdade Racial.

Brasília: Ministério dos Direitos Humanos, 2018, 103 p.

CARVALHO, Layla P. A SPM e as políticas para as mulheres no Brasil: saltos e sobressaltos de uma institucionalização das agendas feministas. In: MATOS, M e ALVAREZ, S. (orgs.) Quem são as

mulheres das políticas para as mulheres no Brasil: o feminismo estatal brasileiro. Porto

Alegre: Editora Zouk, 2018, pp. 87-138.

Indicações de leitura

ALVAREZ, Sonia E. Feminismos e antirracismo: entraves e intersecções: Entrevista com Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Rev.

Estud. Fem., Florianópolis , v. 20, n. 3, p.

833-850, Dec. 2012 . Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ref/v20n3/12.pdf WERNECK, Jurema. Políticas públicas contra o

racismo. Passo a passo: defesa, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Rio de Janeiro: Criola, 2010. Disponível

em:

http://www.bibliotecadigital.abong.org.br/bitstr eam/handle/11465/885/80.pdf?sequence=1&is Allowed=y

BRASIL. Secretaria de Políticas para as Mulheres. Políticas públicas para as mulheres. Brasília,

2014. Disponível em:

https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-

temas/politicas-para-mulheres/arquivo/sobre/publicacoes/publicaco es/2012/politicas_publicas_mulheres

(21)

trabalho!

Referências

Documentos relacionados

* METAS CURRICULARES/ DOMÍNIOS DE REFERÊNCIA/ OBJETIVOS/ DESCRITORES DE

Dicas Diferente de outras páginas normais, as páginas dividas em frames não utilizam o elemento <body>, sendo assim substituído pelo elemento <frame- set>.. Quando

Revisamos os resultados de 14 pacientes tratados com GO combinado a agentes quimioterápicos convencio- nais no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) entre 2007 e 2009..

O controle de luz 103 Big Dutchman é utilizado para regular automaticamente a luz de qualquer tipo de lâmpada. Ele é equipado com uma tela touch screen de 3,5 polegadas e

Neste ponto, as crenças sobre doença representam um "idioma do sofrimen- to", que diz respeito tanto ao social como ao corpo- Como em muitas outras culturas, a doença entre

Em consequência, o OIG emitiu seis recomendações: (1) Finalizar as atualizações do processo de gestão de fornecedores, inclusive a nova planilha de fornecedores e

AUXILIAR PRODUÇÃO Vagas Agendar entrevista Rh CAELEN 54 3292 3444.. Benefícios: Transporte Gratuito, Plano Saúde, Bônus de Assiduidade Av 25 de

Realizar ações de formação para mulheres indígenas sobre políticas públicas e acesso aos seus direitos, em redes multiplicadoras arti- culadas para garantia de políticas