XXXIII ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA Conselho Nacional de Entidades de História – 18 de agosto de 2014
1. CAHIS - PUC – GO 2. CAHIS – UFG - GO 3. CAHIS – UFC – CE 4. CAHIS – UNEB I – BA 5. DAH – UNEB X – BA 6. CAHIS – UFPA –PA 7. CAHIS – UFPE 8. CAHIS – FURG – RS 9. CAHIS – UFPEL – RS 10. CHIST – UFRGS – RS 11. DAQPALM – UFSM – RS 12. CALH – UFSC – SC 13. DAHIS – UFRRJ – RJ 14. CAHSI – UERJ - RJ 15. CAHIS – UFT - TO 01. Informes
UNEB, Campus X – se organizam no movimento eu defendo a UNEB, que discute uma área do campus de 150 ha que é utilizada ilegalmente pelo IF baiano. Tem folhetos que passaram para as entidades. A área foi repassada na década de 80 para a IF e o prazo se encerrou em 2008, mas se
recusam a devolver o espaço. Houve reunião com acordo de desocupação da área. O campus da UNEB precisa de espaço e por isso trava a luta pela desocupação do IF, que seja realocado em outro espaço.
UFG – O CA passa por reconstrução nesse ano, no início de não participaram de ocupação da entrada da universidade por 15 dias, após a morte de estudante de direito na entrada de universidade (a entrada é através de uma BR), também debatendo a pauta do transporte público de qualidade. Não houve retaliação pelo fato de ser um acontecimento novo na universidade, onde havia pouca mobilização do ME. Após esse processo houve alguma mobilização, mas continuam com o debate da acessibilidade da universidade. Com essa paralização conseguiram transporte gratuito da universidade entre campi;
02. Repasse das escolas e regionais
UFPel – passaram por processo de reeleição, com processo de um mês de construção da chapa e reestruturação do movimento de história e com 25 pessoas participando, além de ser chapa única. Passam por precarização geral do REUNI, falta de estrutura. Um problema recente foi os ônibus para a viagem, pois conseguiram um para o encontro regional da ANPUH e outro para o ENEH. Por falta de democracia na universidade, a reitoria colocou dificuldades para conseguir o ônibus. Estão construindo a Semana da História, gratuita e aberta, o que é inusitado na UFPel, onde as sah são pagas.
UFRRJ - teve dificuldade de conseguir vir ao encontro, conseguindo carona com UERJ e algumas passagens de avião. Só o curso de Letras conseguiu ônibus para ir ao encontro. No CA tem travado a luta do bandejão, pois não há RU.
UNEB Campus I – Tem um CA novo, com 4 dias de atuação; Estão isolados no debate de construção da UPP na UNEB, mas achavam que seriam o segundo curso das humanas. A justificativa da universidade é que precisam de segurança, pois há uma comunidade ao lado da universidade. Nunca houve casos de violência, mas a universidade não abre diálogo. Solicita apoio das entidades em relação a organização das pautas.
UFSC – Fortalecimento do CA na UFSC, por movimentação para evitar a entrada das empresas Junior no cento de humanas. Houve mobilização de estudantes e mesmo da instituição do centro e foi barrada a entrada desse projeto. Também construíram durante o semestre a semana acadêmica, com o tema de história ciência ideologia e poder, com debate sobre a aplicação prática da história. Logo após a semana acadêmica, houve a invasão da polícia federal e batalhão de choque na universidade com atuação contra estudantes, professores e técnicos. A desculpa era a apreensão de 3 baseados de maconha; Foi gasto 5 milhões de reais para essa ação, segundo cálculos de professores da universidade. Ainda tem problema grande, pois tem 34 estudantes indiciados, e 5 professores e 2 técnicos. Nos processos de mobilização para garantir o apoio aos companheiros. Eleição do CA, com chapa única, com diversas forças e independes, mais eleição de DCE, com direita. Há mobilização junto aos técnicos em apoio a greve.
UFPE: Movimento no Recife contra a construção de treze torres empresariais. Luta contra a venda do terreno da cidade para a especulação imobiliária. Ocupação do CAhis durou 40 dias. Processo de eleição de DCE, onde o cenário estava “tosco”, tendo a união de várias forças políticas para tocar uma eleição “nas coxas”. Afrontamento à Reitoria, que quer colocar câmeras na universidade. Movimento de luta em memória da Anistia. O DAhis passou por um processo de melhor estruturação, onde mais e mais pessoas se aproximam e querem construir a gestão.
UFSM: teve eleições ano passado para reitoria, tiveram avanço de extinção do vestibular pelo CEPE e aprovação dos 50% de cotas. Houve mobilização da associação (...) que entrou com liminar e trouxe vestibular de volta;
UFRRJ – Luta na comissão da verdade na Rural e fizeram um ato para ativação dessa comissão, mas não tiveram resposta da universidade. A semana acadêmica acontecerá na semana que vem e tratará do tema de feminismo, movimentos sociais e segurança no campus; Em parceria com DCE debatem a questão da segurança, e há discussão de ter segurança particular terceirizada;
UNEB Campus X – Tem dificuldade de finalizar as demandas que iniciam; Tinham estatuto que foi aprovado na gestão passada da UJS, que copiou o de outra universidade particular, que foi anulado pela gestão atual. Estão em construção de novo. Debatem reformulação curricular do curso, com
colegiado debatendo o tema. Atividade de Gênero e sexualidade, mas sem data definida. Há o movimento Eu defendo a UNEB, que já foi apontado. Há dificuldade para poder vir ao ENEH, enviaram processo para conseguir ônibus, que apenas é liberado com participação em apresentação de trabalhos. N o fim das contas a PRAES não liberou o ônibus ainda assim, e não tem o DCE que apoie. No final das contas persistiram na luta e conseguiram 6 passagens individuais, mais duas vagas no ônibus da UFPEl. Querem manter articulação com demais escolas da UNEB.
UFRGS: Processo de precarização da Universidade, onde contestamos nos espaços estudantis e de técnicos. Falta de estrutura, apesar do projeto do REUNI apenas um prédio foi construído e em seis meses já foi fechado devido a problemas estruturais. Problema em relação aos espaços das culturais, onde a reitoria tem desmobilizado esses espaços. Devido a ocupação de um espaço para o CHIST há um aumento na mobilização no curso. Precarização via a reforma curricular, onde queremos o contato com publicas e privadas para dialogar acerca dos projetos REUNI’s, pedindo esse dialogo pelas escolas. Proporam um dialogo pelo NDE, onde não há nem paridade nos espaços de deliberação. Construção de GD de currículo. DCE de direita, foi organizado um espaço para discussão entre CA’s e DA’s. Foi tentada uma reforma de estatuto que colocasse a diretoria acima dos CEB’s. Devido a mobilização do ME foi desmobilizado os espaços de reforma. DCE promove atos machistas, racistas e homofóbicos. O CHIST está ligado ao bloco de lutas, atuando organicamente. Ajudou na organização de um movimento popular pelo transporte 100% público. Por esse contato se aproximou aos debates da moradia estudantil e demais assuntos. Houve invasão da Brigada e entrar na UFRGS num encontro de enfermagem, ao entrar prenderam quatro estudantes após agressões.
UFC – utilização dos espaços da universidade e retomada da bandeira de luta da FEMEH a proposta de debate dos 50 anos do golpe. Debatem também a questão das opressões nos trotes e tem feito conscientização dos estudantes de História e de demais CAs sobre essa situação. Sobre o espaço do CA, a antiga gestão teve um grande problema, pois é submissa a reunião de departamento é necessário levar ofício. O último, solicitando a possibilidade de fazer uma festa, foi negado na diretoria de centro. Fizeram ainda assim e foram processados pela universidade, conseguindo o arquivamento do mesmo no último mês. Esse ano é 40 anos da morte de um camarada, Frei Tito de Alencar, e tem tocado a luta da mudança do nome da reitoria, que atualmente é General Castelo Branco.
UERJ – Necessidade da FEMEH se pontuarem contra a posição das universidades uma carta que aponte que nosso encontro é acadêmico e político e que é preciso o apoio para a vinda dos estudantes para esse espaço. Haviam estudantes mobilizados que não puderam vir por conta da não liberação das universidades para o encontro. Dos repasses da UERJ, no primeiro semestre fizeram as atividades como a visita guiada ao centro cultural do BB, com exposição sobre os 50 anos do golpe, com professor que havia sido militante na época. Fizeram a calourada com tema que debateu como a historiografia inclui na história as minorias sociais e políticas, convidaram também militantes para falas. A atividade mais importante foi a semana para debate dos 50 anos do golpe, em parceria com a Rural e UFRJ, com parceria também dos DCEs. Foram para os atos de rua no dia 01 de abril, esse ano eles desistiram de comemorar o golpe. A polícia reprimiu com bombas e ficaram encurralados na Cinelândia. Participaram dos atos de rua no último período, principalmente em apoio aos professores, mas não conseguiram mobilizar tanto os estudantes para participar tanto dos atos, pois a UERJ ficou um mês fechado. Um estudante de história foi preso, militante da FIP, como prisão preventiva. Mobilizaram-se nas mobilizações contra a criminalização e a luta continua para a retirada dos processos. Para o segundo semestre estão com a campanha pela retirada do título de honoris causa do Médici, é ano de eleição para o CONSUNI e procurarão os candidatos para colocar isso na pauta dos mesmos.
UFPA – Não está representando o CA, mas dará alguns repasses. O CA é novo e a última gestão, de 3 pessoas, ocorreu o problema do fim da gestão e passou por um momento de estagnação. Os calouros se reuniram e resolveram montar nova chapa, que durou um ano de reformulação (2013-2014, principalmente). Não tem efetividade de CA, pois ainda estão iniciando suas atividades. Essa falta do CA teve impacto na não atuação na luta do Plano Básico, feito pela reitoria não consultar os estudantes. Estudavam em blocos provisórios desde 64 e agora que foi construído prédio de aulas, mas sem espaço para CAs e Das, tirando uma das poucas possibilidades de organização dos estudantes. Houve luta dos CAs para barrar esse processo de exclusão; Durante esse tempo o curso foi dividido em licenciatura e bacharelado e pouco teve debate sobre o que aconteceria com o PPP do curso (o que torna o curso ilegal). Com a retomada do próximo semestre, pretendem retomar as lutas, principalmente porque o corpo docente não tem histórico de luta. Na greve da construção civil, os calouros e a chapa antiga participaram desse processo.
FURG – Luta pela ocupação do CONSUNI para não aprovação da EBSERH. Estão bastante desmobilizados e conseguiram apenas construir a semana acadêmica da história, para debater as jornadas de junho e os novos atores políticos e convida as demais escolas para participarem.
2) Repasse das Regionais:
Sudeste II: UFRRJ é a CR, a maior articulação é com a UERJ. Há uma dificuldade de contato e organização. O maior evento foi um evento sobre os 50 anos do golpe, não há coordenação da Sudeste I e III. Não houve EREH da regional sudeste. Não há interesse a priori para manter a coordenação da Sudeste II.
Nordeste I: Enquanto regional não há repasse porque ela não acontece. Pedir para que haja um contato para afinar os contatos entre as escolas e reorganizar a atuação da Nordeste I.
- UFBA: a delegação não veio porque não conseguiu ônibus por impedimento da universidade. O EREH não houve por falta de articulação. Reitera a importância da conversa entre as delegações.
Nordeste II: Não conseguimos nos encontrar, mas há um mapeamento das escolas para estabelecer contatos devido ao acumulo de tarefas. Devido às dificuldades buscar a realização de EREH’s, com a articulação fortalecer e partir para uma organização com as outras regionais do Nordeste.
Sul: UFRGS foi a ultima coordenação. Organizou o CONEHI em fevereiro. Mas houve poucas atividades devido à um refluxo. Devido o cancelamento do EREH – UCS fortalecer e criar novos contatos com outras escolas. Foi construído o EREH – UFRGS conversando com o tema dos 50anos do golpe. Com o EREH conseguimos contato com outras escolas, visando uma reaproximação com a FEMEH – Sul, colocando a necessidade de articulação entre as escolas. Reitera a posição do Dere – UERJ na questão de cobrar as universidades para o apoio aos estudantes. Sai a nova coordenação com a UFPel, que visa fortalecer e criar meios de conseguir se financiar. Saiu nova coordenação e escola para o COREHI, mas não conseguimos escola para o EREH. Nos articularmos nas construções para o ENEH.
Centro-Oeste – há tempos está desmobilizada e o último EREH não foi construído em MT, e Brasília, que havia ficado de assumir, mas por falta de tempo não houve como organizar. Defende a necessidade de reconstrução da regional.
03. Repasse da Secretaria Geral
Camila: No ENEH Rio nenhuma escola se propôs para CN, e foram apontados 5 nomes para construírem uma comissão de comunicação; Depois do CONEHI, a Marina UERJ se colocou para construir o em
Mariana: Por mais que seja um ponto de repasse eu queria ver se a gente possa fazer algumas falas de avaliação sobre o processo. Saímos do ENEH passado sem uma CN e vemos o quão foi prejudicial para FEMEH. Por mais que ano passado a CN não conseguiu tocar muitas coisas, mas vemos que foi ainda pior pra articulação pra FEMEH a ausência da coordenação. Comenta sobre a articulação do FENEX e a não posição das escolas. Problematiza sobre os poucos meios de comunicação que temos hoje.
03. Balanços e perspectivas para a FEMEH
UERJ: A perspectiva que tem de reforma estatutária e o cargo da federação deve ser debatido, pois todos esses problemas são geados porque não temos organicidade mínima. Quais são as perspectivas de mudança estatutária.
UFRGS: Fizemos um encontro no EREH Sul sobre reorganização do movimento estudantil. Não podemos ver esta reorganização fora do campo da esquerda. Temos que debater a reorganização da FEMEH. O estatuto não vai mudar a conjuntura da FEMEH. A tarefa é reorganização através de trazer as pessoas para a luta. Precisamos debater o estatuto, porem é uma tarefa a longo prazo. Fortalecer nossos fóruns, coordenações nacional e regionais.
Macarrão: Reformulação do estatuto para imediato. A desorganização da FEMEH vem da girada de vários movimentos sociais para o campo do governo federal. A causa é o pacifismo dos movimentos sociais. O efeito é que os setores que foram para o governo refrearam o processo de organização dos(as) estudantes. É preciso fazer este resgate histórico. Qual o nosso desafio hoje. Precisamos reavaliar o nosso estatuto para se prevenir dos setores governistas. Não podemos ser levados pelo pragmatismo puro, pois podemos cair no oportunismo. A reformulação é necessária para a legitimidade do movimento estudantil de História.
UFPel: ano passado no ENEH debatemos sobre a formulação de um novo estatuto a partir do debate real nas bases. Parece-me enganada a proposta de sair daqui, deste encontro, um estatuto reformulado. Temos sim que tirar um calendário de discussões do que deve conter neste estatuto. Não podemos sair desse ENEH sem coordenações regionais e nacional. Uma coordenação que possa propiciar o debate nos CA´s e DA´s de História nacionalmente.
UFPE: a nossa avaliação tem acordo com as falas anteriores. A nosso ver é muito melhor articular as regionais pela base. Proposta: formar comissão de uma nota ou dossiê sobre a impossibilidade de algumas escolas de virem ao encontro pelo fato dos ônibus não terem sido liberados. Com relação a estatuinte, a metodologia é que vai dizer os resultados deste processo. Estamos discutindo em cima do nada. Pode ser representativo como, também, esvaziado e abstrato. Se a gente não tocar este debate de forma articulada, ele pode morrer.
UFPel: Nós debatemos a CN no ENEH do Rio. Deliberamos a construção de alguns espaços, porém a articulação não foi feita devido a ausência de coordenação nacional. Esta coordenação tem o papel de articular os CA´s e DA´s para seguir as deliberações dos nossos encontros. Uma CN, portanto, é urgente. Sobre a estatuinte, tenho acordo da abertura de um grupo de discussão. Perguntar aos CA´s e DA´s o que deve elementos-base neste estatuto.
Marcos: A falta de estatuto reflete no esvaziamento nos espaços. As pessoas não conseguem mobilizar suas bases pela falta de um estatuto. Temos que ter, no mínimo, um calendário de discussões tirado ainda neste encontro nacional.
Macarrão: Foi ruim ter passado todo este tempo sem coordenação nacional. Ficou isolado demais. Seria ruim sairmos deste encontro sem uma CN. Sairíamos sem uma linha para poder articulação este calendário de discussão sobre o estatuto. Na Pedagogia, a coordenação nacional não é deliberada nos encontros, e sim nos encontros estaduais. Talvez possamos levar este modelo do pessoal da EXNEEF e EXNEP. O que vemos hoje é o desconhecimento da FEMEH pelos estudantes. Este processo que estamos debatendo não será perfeito. Será um processo dialético de discussão e reformulação. Proposta: reconstruir os encontros regionais de estudantes de História. O CA´s e DA´s encaminhem uma discussão nas bases sobre o estatuto. Podemos fazer isso pelos encontros regionais.
Rodrigo: Este debate é bem interessante. Não é um documento simples. Ele fortalece a forma de luta que a federação ou executiva faz. Sair daqui com as coordenações efetivadas. As escolas que já conhecem a FEMEH devem levar o conhecimento da federação para CA´s e DA´s distantes. Trazer com que o estatuto seja fruto dos interesses da base.
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