ERGONOMIA
NR-17
Ergonomia
e Segurança do Trabalho
Prof. Mario S. Ferreira, Setembro, 2011
ADEQUADO
AO TRABALHADOR/
OPERADOR
CONDIÇÃO DE TRABALHO
LEITURA MANIPULAÇÃO/MANUSEIO LÓGICA DE UTILIZAÇÃO SEGURANÇA PRODUTO-EQUIPAMENTO MÁQUINA COM QUALIDADECONDIÇÃO DE USO
AMBIENTE ESPAÇO MODO DE PRODUÇÃO MEIOS DE PRODUÇÃO TAREFA-PROCESSO COM QUALIDADECONDIÇÕES INSEGURAS
•Máquinas e equipamentos sem dispositivos de proteção;
•Dispositivos de proteção inadequados e/ou defeituosos;
(NR12)
•Problemas de lay-out
•Sistema de produção inadequado
(NR-11, NR17)
•Problemas construtivos nas edificações (instalações)
(clima, iluminação, ventilação, ruido, vibrações, toxidade)
ATOS INSEGUROS
• Posicionamento junto à cargas perigosas
• Utilização de equipamentos sem treinamento / conhecimento
• Operação de máquinas e equipamentos no limite de uso
• Manutenção de máquinas e equipamentos
• Improviso e utilização indevida de ferramentas manuais
• Não uso de proteções individuais
• Uso de vestuário impróprio e inadequado
• Manipulação insegura de produtos químicos
• Transporte e acondicionamento inseguros
Ano* Trabalha dores Acidentes Doenç Total Acidentes Acidentes 100 mil trab. Óbitos Óbitos 100 mil trab. Óbitos 10 mil acid. Típico Trajeto 1970 7.284.022 1.199.672 14.502 5.937 1.220.111 16.750 2.232 31 18 1971 7.553.472 1.308.335 18.138 4.050 1.330.523 17.614 2.587 34 19 1972 8.148.987 1.479.318 23.389 2.016 1.504.723 18.465 2.854 35 19 1973 10.956.956 1.602.517 28.395 1.784 1.632.696 14.900 3.173 29 19 1974 11.537.024 1.756.649 38.273 1.839 1.796.761 15.573 3.833 33 21 1975 12.996.796 1.869.689 44.307 2.191 1.916.187 14.473 4.001 31 21 1976 14.945.489 1.692.833 48.394 2.598 1.743.825 11.667 3.900 26 22 1977 16.589.605 1.562.957 48.780 3.013 1.614.750 9.733 4.445 27 28 1978 16.638.799 1.497.934 48.511 5.016 1.551.461 9.324 4.342 26 28 1979 17.637.127 1.388.525 52.279 3.823 1.444.627 8.190 4.673 26 32 Média Anos 70 12.428.828 1.535.843 36.497 3.227 1.575.566 13.696 3.604 30 23
Fonte FUNDACENTRO, 2005. Acesso em 02.09.2005
DOENÇAS E ACIDENTES NO TRABALHO NO BRASIL
1970-79
16,75%
1980 18.686.355 1.404.531 55.967 3.713 1.464.211 7.835 4.824 26 33 1981 19.188.536 1.215.539 51.722 3.204 1.270.465 6.620 4.808 25 38 1982 19.476.362 1.117.832 57.874 2.766 1.178.472 6.050 4.496 23 38 1983 19.671.128 943.110 56.989 3.016 1.003.115 5.099 4.214 21 42 1984 19.673.915 901.238 57.054 3.233 961.575 4.887 4.508 23 47 1985 21.151.994 1.010.340 63.515 4.006 1.077.861 5.095 4.384 21 41 1986 22.163.827 1.129.152 72.693 6.014 1.207.859 5.449 4.578 21 38 1987 22.617.787 1.065.912 64.830 6.382 1.137.124 5.027 5.738 25 50 1988 23.661.579 926.354 60.202 5.025 991.581 4.190 4.616 19 47 1989 24.486.553 825.081 58.524 4.838 888.443 3.628 4.554 18 51 Média Anos 80 21.077.804 1.053.909 59.937 4.220 1.118.071 5.388 4.672 22 42 Ano* Trabalhadores
Acidentes
Doenç Acidentes Total
Acidentes 100 mil trab. Óbitos Óbitos 100 mil trab. Óbitos 10 mil acid. Típico Trajeto
Fonte FUNDACENTRO, 2005. Acesso em 02.09.2005
DOENÇAS E ACIDENTES NO TRABALHO NO BRASIL
1980-89
7,83%
1990 23.198.656 632.012 56.343 5.217 693.572 2.989 5.355 23 77 1991 23.004.264 579.362 46.679 6.281 632.322 2.748 4.527 20 72 1992 22.272.843 490.916 33.299 8.299 535.514 2.390 3.516 16 66 1993 23.165.027 374.167 22.709 15.417 412.293 1.779 3.110 13 75 1994 * 23.667.241 350.210 22.824 15.270 388.304 1.640 3.129 13 81 1995** 23.755.736 374.700 28.791 20.646 424.137 1.785 3.967 17 94 1996 23.830.312 325.870 34.696 34.889 395.455 1.659 4.488 19 113 1997 24.104.428 347.482 37.213 36.648 421.343 1.747 3.469 14 82 1998 24.491.635 347.738 36.114 30.489 414.341 1.691 3.793 15 92 1999** ** 24.993.265 326.404 37.513 23.903 387.820 1.151 3.896 16 100 Média Anos 90 23.648.341 414.886 35.618 19.706 470.210 1.998 3.925 17 85 Ano* Trabalhadores
Acidentes
Doenç Acidentes Total
Acidentes 100 mil trab. Óbitos Óbitos 100 mil trab. Óbitos 10 mil acid. Típico Trajeto
Fonte FUNDACENTRO, 2005. Acesso em 02.09.2005
DOENÇAS E ACIDENTES NO TRABALHO NO BRASIL
1990-99
Ano* Trabalha dores Acidentes Doenç as Total Acidentes Acidentes 100 mil trab. Óbitos Óbitos 100 mil trab. Óbitos 10 mil acid. Típico Trajeto 2000*** 26.228.629 304.963 39.300 19.605 363.868 1.387 3.094 12 85 2001*** 26.966.897 282.965 38.799 18.487 340.251 1.259 2.753 9 81 2002**** 320.398 46.621 20.886 387.905 2.898 75
Fonte: BEAT, INSS. A partir de 1996 os dados foram extraídos da CAT - Comunicação de Acidentes de Trabalho
e SUB - Sistema Único de Benefícios, desenvolvidos pela Dataprev que processa as informações provenientes dos postos de benefícios.
A Previdência enfatiza que os dados são parciais, estando sujeitos a correções.
* Dados parciais faltando CE out a dez, RS abr a dez, DF jun a dez, AC e RO jan a dez. ** Dados parciais faltando MA ago a dez, RS jan a dez e DF ago a dez.
*** Dados de 99, 2000 e 2001 conforme última revisão da Previdência divulgada em setembro de 2003. **** Dados de 2002 são preliminares e estão sujeitos a correções.
Fonte FUNDACENTRO, 2005. Acesso em 02.09.2005
DOENÇAS E ACIDENTES NO TRABALHO NO BRASIL
2000-2002
1,38%
1,26%
Norma Regulamentadora Nº 01 Disposições Gerais Norma Regulamentadora Nº 02 Inspeção Prévia Norma Regulamentadora Nº 03 Embargo ou Interdição Norma Regulamentadora Nº 04
Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho Norma Regulamentadora Nº 05
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Norma Regulamentadora Nº 06
Equipamentos de Proteção Individual - EPI Norma Regulamentadora Nº 07
Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
Norma Regulamentadora Nº 07 - Despacho SSST (Nota Técnica) Norma Regulamentadora Nº 08
Edificações
Norma Regulamentadora Nº 09
Programas de Prevenção de Riscos Ambientais Norma Regulamentadora Nº 10
Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
Portaria 3.214 – MTb
A partir de 08 de junho de 1978Normas Regulamentadoras – NR- Capítulo V Título II, da CLT
Norma Regulamentadora Nº 11
Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais Norma Regulamentadora Nº 11 Anexo I
Regulamento Técnico de Procedimentos para Movimentação,
Armazenagem e Manuseio de Chapas de Mármore, Granito e outras Rochas Norma Regulamentadora Nº 12
Máquinas e Equipamentos
Norma Regulamentadora Nº 13 Caldeiras e Vasos de Pressão Norma Regulamentadora Nº 14 Fornos
Norma Regulamentadora Nº 15 Atividades e Operações Insalubres Norma Regulamentadora Nº 16 Atividades e Operações Perigosas
Norma Regulamentadora Nº 17
Ergonomia
Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo I - Trabalho dos Operadores de Checkouts
Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo II - Trabalho em Teleatendimento / Telemarketing
Portaria 3.214 – MTb
A partir de 08 de junho de 1978Normas Regulamentadoras – NR- Capítulo V Título II, da CLT
Norma Regulamentadora Nº 18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Norma Regulamentadora Nº 19
Explosivos
Norma Regulamentadora Nº 19 Anexo I
Segurança e Saúde na Indústria de Fogos de Artifício e outros Artefatos Pirotécnicos Norma Regulamentadora Nº 20
Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Norma Regulamentadora Nº 21 Trabalho a Céu Aberto
Norma Regulamentadora Nº 22
Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração Norma Regulamentadora Nº 23
Proteção Contra Incêndios
Norma Regulamentadora Nº 24
Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho Norma Regulamentadora Nº 25
Resíduos Industriais
Norma Regulamentadora Nº 26 Sinalização de Segurança
Portaria 3.214 – MTb
A partir de 08 de junho de 1978Normas Regulamentadoras – NR- Capítulo V Título II, da CLT
Norma Regulamentadora Nº 27 Revogada pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008 Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB
Norma Regulamentadora Nº 28 Fiscalização e Penalidades
Norma Regulamentadora Nº 29
Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Norma Regulamentadora Nº 30
Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Norma Regulamentadora Nº 30 - Anexo I
Pesca Comercial e Industrial
Norma Regulamentadora Nº 31
Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura Norma Regulamentadora Nº 32
Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Norma Regulamentadora Nº 33
Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Norma Regulamentadora Nº 34
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval
Norma Regulamentadora sobre Abate e Processamento de Carnes e Derivados – Texto para Consulta Pública - NOVO
Fonte: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/default.asp Acesso em 21 de setembro de 2011
Portaria 3.214 – MTb
A partir de 08 de junho de 1978Normas Regulamentadoras Rurais Nº 1 Revogada pela Portaria GM n.º 191, 15/04/2008 Disposições Gerais
Normas Regulamentadoras Rurais Nº 2 Revogada pela Portaria GM n.º 191, 15/04/2008 Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR
Normas Regulamentadoras Rurais Nº 3 Revogada pela Portaria GM n.º 191, 15/04/2008 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR
Normas Regulamentadoras Rurais Nº 4 Revogada pela Portaria GM n.º 191, 15/04/2008 Equipamento de Proteção Individual - EPI
Normas Regulamentadoras Rurais Nº 5 Revogada pela Portaria GM n.º 191, 15/04/2008 Produtos Químicos
Portaria 3.214 – MTb
A partir de 08 de junho de 1978Normas Regulamentadoras – NR- Capítulo V Título II, da CLT
NR-17 Ergonomia
ESCOPO DA NORMA
1. Análise ergonômica do trabalho
2. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais
3. Mobiliário dos postos de trabalho.
4. Requisitos mínimos de conforto para assentos nos postos de trabalho
5. Equipamentos dos postos de trabalho.
6. Condições ambientais de trabalho.
7. Iluminação
8. Organização do trabalho.
Objetivos
1.
Parâmetros para adaptação
das condições de trabalho
às características psico-fisiológicas dos trabalhadores:
conforto, segurança e desempenho eficiente.
2.
Estabelecimento de condições
de trabalho:
levantamento, transporte e descarga de materiais,
mobiliário e equipamentos
condições ambientais do posto de trabalho
organização do trabalho.
Atribuição do Empregador
Análise ergonômica do trabalho
adaptação das condições de trabalho
às características dos trabalhadores
Levantamento, transporte
e descarga individual de materiais.
Transporte manual de cargas:
peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador,
compreendendo o levantamento e a deposição da carga.
Transporte manual regular de cargas:
atividade realizada de maneira contínua
ou que inclua,mesmo de forma descontínua,
o transporte manual de cargas.
Trabalhador jovem:
todo trabalhador com idade inferior
a 18 e maior de 14 anos.
•Não exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um
trabalhador cujo
peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou
sua segurança;
•Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de
cargas:
treinamento ou instruções satisfatórias
quanto aos métodos
de trabalho com vistas a salvaguarda da saúde e prevenção de
acidentes;
•
Mulheres e trabalhadores jovens
no transporte manual de cargas:
peso máximo inferior
àquele admitido para os homens.
Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.
•Transporte e descarga de materiais por impulsâo ou tração
de
vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho
mecânico:
esforço físico realizado pelo trabalhador
compatível com sua
capacidade de força
, sem comprometimento da saúde e segurança.
•Levantamento de material feito com equipamento mecânico
de ação
manual:
esforço físico do trabalhador
compatível com sua capacidade de força
sem comprometimento da saúde ou segurança.
Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.
Trabalho manual sentado ou de pé:
as bancadas, mesas, escrivaninhas
e os painéis devem visar boa postura,
visualização e operação:
a) ter
altura e características da superfície de trabalho
compatíveis com o tipo de
atividade, com a
distância requerida dos olhos
ao campo de trabalho
e com a
altura do assento;
b) ter área de trabalho de
fácil alcance e visualização
pelo trabalhador;
c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e
movimentação adequados dos segmentos corporais.
Trabalho com
utilização dos pés:
pedais e comandos para acionamento posicionados e dimensionados para fácil
alcance com
ângulos adequados
às partes do corpo do trabalhador,
observadas as peculiaridades do trabalho a ser executado.
Requisitos mínimos de conforto
para
assentos
nos postos de trabalho:
a)
altura ajustável à estatura
do trabalhador e à natureza da função
exercida;
b) características de
pouca ou nenhuma conformação na base do assento
;
c)
borda frontal arredondada
;
d)
encosto com forma levemente adaptada ao corpo
para proteção da
região lombar.
Mobiliário dos postos de trabalho.
NBR 13962
NR-17
Para as atividades de
trabalho sentado
poderá ser exigido
suporte para os pés,
que se adapte ao comprimento da perna
do trabalhador.
Para as
atividades de pé
, devem ser
colocados
assentos para descanso
em
locais em que possam ser utilizados por
todos os trabalhadores durante as
pausas, adequados às características
psicofisiológicas dos trabalhadores
e à natureza do trabalho.
NR-17
Leitura de documentos para digitação,
datilografia ou mecanografia deve:
a) ser fornecido
suporte adequado para
documentos
ajustado à postura,
visualização e operação, evitando
movimentação freqüente do pescoço
e fadiga visual;
b) ser utilizado documento de fácil
legibilidade, sendo
vedada a utilização
do papel brilhante
, ou outro tipo
que provoque ofuscamento.
NR-17
a) condições de mobilidade:
ajuste da tela
iluminação do ambiente
/reflexos
ângulos de visibilidade;
b)
teclado independente e móvel
ajustes para as tarefas;
c) Posição:
tela, teclado e suporte
distâncias olho-tela, olho-teclado,
olho-documento
d)
superfícies de
trabalho/altura ajustável.
Equipamentos para processamento eletrônico de dados
com terminais de vídeo, em utilização intensiva :
NR-17
adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores
e ao trabalho a ser executado.
a) condiçôes de conforto para locais de trabalho com solicitação intelectual
e atenção constantes (salas de controle, laboratórios, escritórios, salas
de desenvolvimento ou análise de projetos):
b) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152,
norma brasileira registrada no INMETRO: para efeito de conforto, até 65 dB
(A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor
não superior a 60 dB
,
determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do
tórax do trabalhador.
b) índice de temperatura efetiva entre 20
oC e 23
oC
c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
d) umidade relativa do ar não inferior a 40 %
NR-17
Locais de trabalho com iluminação adequada, natural ou artificial, geral
Ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.
Iluminaçâo geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.
A iluminação geral ou suplementar: projetada e instalada de forma
a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.
Níveis mínimos de iluminamento a serem observados: valores de iluminâncias na
NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.
A medição dos níveis de iluminamento: no campo de trabalho da tarefa visual, com
luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função
do ângulo de incidência.
Campo de trabalho indefinido: plano horizontal a 0,75m do piso
.
NR-17
adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza
do trabalho a ser executado.
Considerações Mínimas:
a) as normas de produção;
b) o modo operatório;
c) a exigência de tempo;
d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho;
f) o conteúdo das tarefas.
Atividades com sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço,
ombros, dorso e membros superiores e inferiores (a partir da AET):
a) Avaliação de desempenho
para fins de remuneração e vantagens
devem considerar as
repercussões sobre a saúde dos trabalhadores
;
b) Inclusão de
pausas
para descanso;
c)
retorno
ao trabalho, após afastamento igual ou superior a 15 dias:
exigência de
produção gradativa
aos níveis de produção vigentes
na época anterior ao afastamento.
NR-17
Não promover qualquer sistema de
avaliação
nas atividades de digitação,
baseado em
número individual de toques
, para efeito de remuneração e
vantagens;
b) Número máximo de
toques
reais exigidos pelo empregador: não superior a
8 mil/h trabalhada
; toque real: cada movimento de pressão sobre o teclado;
c) Tempo efetivo de trabalho de entrada de dados:
máximo 5 horas
; período de
tempo restante da jornada:outras atividades sem movimentos repetitivos nem
esforço visual, observado o art. 468 da CLT;
d) Atividades de entrada de dados:
pausa mínima de 10 minutos para cada 50
minutos trabalhados
, não deduzidos da jornada normal de trabalho;
e) Retorno ao trabalho, em afastamento igual ou superior a 15 dias: exigência de
produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis
inferiores do máximo estabelecido em "b" e ser ampliada progressivamente.
NR-17
empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de auto-serviço e checkout, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista
O posto de trabalho:
Mobiliário, dimensões, incluindo distâncias e alturas: características antropométricas de 90%
dos trabalhadores, alcances dos membros e da visão (áreas de visão com a manipulação);
postura para o trabalho na posição sentada e em pé, posições confortáveis dos membros superiores
e inferiores, nessas duas situações;
Ângulos limites e trajetórias naturais dos movimentos,
durante a execução das tarefas, sem flexão e torção do tronco; Espaço adequado para livre movimentação do operador e cadeira
(alternância do trabalho na posição em pé com o trabalho na posição sentada);
ANEXO I
•cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar, com estofamento de densidade adequada, ajustáveis à estatura do trabalhador e à natureza da tarefa; •apoio para os pés, independente da cadeira;
•sistema com esteira eletro-mecânica para mercadorias nos checkouts com comprimento de 2,70 metros ou mais;
•sistema de comunicação com pessoal de apoio e supervisão;
•manter mobiliário sem quinas vivas ou rebarbas, elementos de fixação (pregos, rebites, parafusos) mantidos de forma a não causar acidentes.
ANEXO I
NR-17
O posto de trabalho:
equipamento e ferramentas: utilizadas pelos operadores de checkout
favorecer os movimentos e ações próprias da função, sem exigência acentuada de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos corporais;
dentro dos limites de alcance manual e visual do operador, permitindo a
movimentação dos membros superiores e inferiores e respeitando a natureza da tarefa; proteção contra acidentes
de natureza mecânica ou elétrica nos checkouts,
com base no que está previsto nas NRs/MTE ou NBRs condições adequadas de funcionamento.
ANEXO I
NR-17
MANIPULAÇÃO DE MERCADORIAS
Responsabilidade do Empregador:
não acarretar o uso de força muscular excessiva por parte dos operadores de
checkout:
a) negociação do tamanho e volume das embalagens de mercadorias com
fornecedores;
b) uso de equipamentos e instrumentos de tecnologia adequada;
c) formas alternativas de apresentação do código de barras da mercadoria ao
leitor ótico, quando existente;
d) disponibilidade de pessoal auxiliar, quando necessário;
e) outras medidas que ajudem a reduzir a sobrecarga do operador na
manipulação de mercadorias.
ANEXO I
NR-17
Empregador: mecanismos auxiliares para a execução manual das tarefas por parte dos
operadores de checkout;
incorporação da atividade de ensacamento de mercadorias ao ciclo de trabalho ordinário e habitual dos operadores de checkout, tais como:
a) manter, no mínimo, um ensacador a cada três checkouts em funcionamento; b) proporcionar condições que facilitem o ensacamento pelo cliente;
c) outras medidas que se destinem ao mesmo fim.
Pesagem de mercadorias pelo operador de checkout:
a) balança localizada frontalmente e próxima ao operador; b) balança nivelada com a superfície do checkout;
c) continuidade entre as superfícies do checkout e da balança, admitindo-se até dois centímetros de descontinuidade em cada lado da balança;
d) teclado para digitação localizado a uma distância máxima de 45 centímetros da borda interna do checkout;
e) número máximo de oito dígitos para os códigos de mercadorias que sejam pesadas. Checkout, de pessoas idosas, gestantes, portadoras de deficiências: pessoal auxiliar.
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Layout e número de checkouts em atividade (abertos) e operadores compatíveis
com fluxo de clientes, ritmo de trabalho X características psicofisiológicas do operador; a) pessoas para apoio ou substituição, quando necessário;
b) filas únicas por grupos de checkouts;
c) caixas especiais (idosos, gestantes, deficientes, clientes com pequenas quantidades de mercadorias);
d) pausas durante a jornada de trabalho;
e) rodízio entre os operadores de checkouts com características diferentes;
f) outras medidas que ajudem a manter o movimento adequado de atendimento sem a sobrecarga do operador de checkout.
Garantidas saídas do posto de trabalho (mediante comunicação)
•a qualquer momento da jornada,
•para atendimento de necessidades fisiológicas, •ressalvado o intervalo para refeição previsto na CLT
Vedado promoção, para efeitos de remuneração
ou premiação de qualquer espécie,
sistema de avaliação do desempenho com base
no número de mercadorias ou compras por operador. ATRIBUIÇÃO DO OPERADOR DE CHECKOUT:
verificação das mercadorias apresentadas sem tarefa de segurança patrimonial.
•Aspectos psicossociais do trabalho
Porte de dispositivo de identificação visível,
com nome e/ou sobrenome, escolhido(s) pelo próprio trabalhador.
•Vedado obrigar o trabalhador ao uso, permanente ou temporário,
de vestimentas ou propagandas ou maquilagem temática,
que causem constrangimento ou firam sua dignidade pessoal.
NR-17
Informação e formação dos trabalhadores
receber treinamento, para aumentar o conhecimento da relação entre o seu trabalho e a promoção à saúde.
treinamento deve conter noções sobre prevenção e os fatores de risco para a saúde, decorrentes da modalidade de trabalho de operador de checkout, em aspectos:
a) posto de trabalho;
b) manipulação de mercadorias; c) organização do trabalho;
d) aspectos psicossociais do trabalho;
e) agravos à saúde mais encontrados entre operadores de checkout.
treinamento com duração mínima de duas horas, até o trigésimo dia da data da sua admissão, com reciclagem anual e com duração mínima de duas horas, ministrados durante sua jornada de trabalho.
Informação com antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de trabalho.
Treinamento, obrigatoriamente, com material didático
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ANEXO II-TRABALHO EM TELEATENDIMENTO/TELEMARKETING
MOBILIÁRIO DO POSTO DE TRABALHO Trabalho manual sentado ou em pé:
permitir variações posturais, com ajustes de fácil acionamento, de modo a prover espaço suficiente para seu conforto, atendendo, no mínimo, aos seguintes parâmetros:
monitor de vídeo e o teclado devem estar apoiados em superfícies com mecanismos de
regulagem independentes;
superfície regulável única para teclado e monitor quando este for dotado de regulagem
independente de, no mínimo, 26 (vinte e seis) centímetros no plano vertical;
bancada sem material de consulta
no mínimo, profundidade de 75 (setenta e cinco) centímetros medidos a partir de sua borda frontal e largura de 90 (noventa) centímetros que proporcionem zonas de alcance manual de, no máximo, 65 (sessenta e cinco) centímetros de raio em cada lado, medidas
centradas nos ombros do operador em posição de trabalho;
Bancada com material de consulta:
no mínimo, profundidade de 90 (noventa) centímetros a partir de sua borda frontal e largura de 100 centímetros (zonas de alcance manual de, no máximo, 65 centímetros de raio em cada lado,
Plano de trabalho: bordas arredondadas; Superfícies de trabalho:
reguláveis em altura em um intervalo mínimo de 13 (treze) centímetros, medidos de sua face superior, permitindo o apoio das plantas dos pés no piso;
Dispositivo de apontamento na tela (mouse):
apoiado na mesma superfície do teclado, colocado em área de fácil alcance e com espaço suficiente para sua livre utilização;
Espaço sob a superfície de trabalho
profundidade livre mínima de 45 (quarenta e cinco) centímetros ao nível dos joelhos e de 70 (setenta) centímetros ao nível dos pés, medidos de sua borda frontal;
Apoio para os pés:
Adaptado ao comprimento das pernas do trabalhador, apoio das plantas dos pés, inclinação ajustável e superfície revestida de material antiderrapante
Assentos:
apoio em 05 (cinco) pés, com rodízios cuja resistência evite deslocamentos involuntários sem comprometimento da estabilidade do assento;
superfícies de contato corporal estofadas e revestidas de material que permita a perspiração; base estofada com material de densidade entre 40 (quarenta) a 50 (cinqüenta) kg/m3;
altura da superfície superior ajustável, em relação ao piso, entre 37 (trinta e sete) e 50 (cinquenta) centímetros;
profundidade útil : 38 (trinta e oito) a 46 (quarenta e seis) centímetros;
borda frontal arredondada; características de pouca ou nenhuma conformação na base;
Encosto ajustável em altura e em sentido antero-posterior, com forma adaptada ao corpo para proteção da região lombar; largura de, no mínimo, 40 (quarenta) centímetros e, com relação aos encostos, de no mínimo, 30,5 (trinta vírgula cinco) centímetros;
apoio de braços regulável em altura de 20 (vinte) a 25 (vinte e cinco) centímetros a partir do assento, comprimento não deve interferir na aproximação da cadeira em relação à mesa;
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EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO
Fornecidos conjuntos de microfone e fone de ouvido (head-sets) individuais, que permitam ao operador a alternância do uso das orelhas ao longo da jornada de trabalho , substituídos sempre que apresentarem defeitos ou desgaste devido ao uso.
head-sets :
garantidas pelo empregador a correta higienização e as condições operacionais recomendadas pelos fabricantes;
substituídos prontamente em situações irregulares de funcionamento , detectadas pelo operador;
ter seus dispositivos de operação e controles de fácil uso e alcance;
permitir ajuste individual da intensidade do nível sonoro e ser providos de sistema de proteção contra choques acústicos e ruídos indesejáveis de alta intensidade;
Monitores de vídeo :
proporcionar corretos ângulos de visão e ser posicionados frontalmente ao operador, com regulagem para correto ajuste da tela à iluminação do ambiente, proteção contra reflexos indesejáveis.
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ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Não haver atividades aos domingos e feriados, seja total ou parcial, com exceção das empresas autorizadas previamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Assegurado, pelo menos um dia de repouso semanal remunerado coincidente com o domingo a cada mês, independentemente de metas,
faltas e/ou produtividade.
Escalas de fins de semana e de feriados: especificadas e informadas com antecedência necessária, de conformidade com a CLT
ou convenções coletivas.
Prorrogação do horário normal: obrigatório um descanso mínimo
de 15 (quinze) minutos antes do início do período extraordinário do trabalho, de acordo com a CLT.
Contingente de operadores dimensionado às demandas da produção
no sentido sem sobrecarga habitual ao trabalhador.; suficiente para garantia de pausas e intervalos previstos .
Tempo de trabalho em efetiva atividade:
Máximo, 06 (seis) horas diárias, nele incluídas as pausas, sem prejuízo da remuneração.
Prevenção de sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombros, dorso e membros superiores:
•permitir a fruição de pausas de descanso e intervalos para repouso e alimentação aos trabalhadores. •pausas deverão ser concedidas:
•fora do posto de trabalho;
em 02 (dois) períodos de 10 (dez) minutos contínuos;
após os primeiros e antes dos últimos 60 (sessenta) minutos de trabalho; Intervalo para repouso e alimentação: 20 (vinte) minutos.
Tempos de trabalho efetivo: de até 04 (quatro) horas diárias: 01 pausa de descanso contínua de 10 (dez) minutos, consignadas em registro impresso ou eletrônico.
Garantidas pausas no trabalho imediatamente após ameaças, abuso verbal, agressões desgastante, que permitam a recuperação e socialização dos conflitos e dificuldades e acolhimento.
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Necessidades fisiológicas:
permitir que os operadores saiam de seus postos de trabalho a qualquer momento da jornada, sem repercussões sobre suas avaliações e remunerações.
Mecanismos de monitoramento da produtividade (mensagens nos monitores de vídeo,
sinais luminosos, cromáticos, sonoros, ou indicações do tempo utilizado nas ligações ou de filas de clientes em espera) não podem ser utilizados para aceleração do trabalho;
Saúde vocal dos trabalhadores:
modelos de diálogos que favoreçam micropausas e evitem carga vocal intensiva do operador; redução do ruído de fundo;
estímulo à ingestão freqüente de água potável fornecida gratuitamente aos operadores
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Análises ergonômicas do trabalho:
descrição das características dos postos de trabalho no que se refere ao mobiliário, utensílios, ferramentas, espaço físico para a execução do trabalho e condições de posicionamento e movimentação de segmentos corporais;
avaliação da organização do trabalho demonstrando: • trabalho real e trabalho prescrito;
• descrição da produção em relação ao tempo alocado para as tarefas;
• variações diárias, semanais e mensais da carga de atendimento, incluindo variações sazonais e intercorrências técnico-operacionais mais freqüentes;
• número de ciclos de trabalho e sua descrição, incluindo trabalho em turnos e trabalho noturno; • ocorrência de pausas inter-ciclos;
• explicitação das normas de produção, das exigências de tempo, da determinação do conteúdo de tempo, do ritmo de trabalho e do conteúdo das tarefas executadas;
• histórico mensal de horas extras realizadas em cada ano;
• explicitação da existência de sobrecargas estáticas ou dinâmicas do sistema osteomuscular; • relatório estatístico da incidência de queixas de agravos à saúde colhidas pela Medicina do Trabalho nos prontuários médicos;
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PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Para as pessoas com deficiência e aquelas cujas medidas antropométricas não sejam atendidas pelas especificações do Anexo:
mobiliário dos postos de trabalho adaptado para atender às suas necessidades; ajudas técnicas necessárias no respectivo posto de trabalho para integração ao trabalho, com consideração de repercussões sobre a saúde;
Condições de trabalho, incluindo o acesso às instalações, mobiliário,
equipamentos, condições ambientais, organização do trabalho, capacitação, condições sanitárias, programas de prevenção e cuidados para segurança pessoal.