Introdução
AGROINDÚSTRIA
Importância para o País INDISCUTÍVEL!!!!
ECONOMIA
Harmonia entre população urbana e rural
Introdução
1990
2000
2008
BRASIL
14484
19767
27579
Aumento
-
36,4%
39,5%
RS
1452
2102
3315
Aumento
-
44,7%
57,7%
Tabela 1: Produção de leite (milhões de litros) no País e no RS e seus respectivos aumentos nos períodos
Em 2009 : 3,64 bilhões de litros
Introdução
Região de abrangência do Planalto e Bacia do Alto Jacuí
Nestlé em Carazinho : ~ 1 milhão de litros / dia Bom Gosto em Tapejara: ~ 1 milhão de litros / dia Italac em Passo Fundo: ~ 400 mil litros / dia
CCGL em Cruz Alta: ~ 500 mil litros /dia 2.900.000 l/d 1,0585 bilhões litros/ano ~29% do volume total de leite do RS
Introdução
E ainda:
BRASIL FOODS em Marau
Aves, Suínos, embutidos
Doux em Passo Fundo Aves + 600 t / d
Minuano em Passo Fundo
Aves + 100 t / d
BUNGE
Processamento de soja
Em instalação
Introdução
COREDE DA PRODUÇÃO
7 municípios dos 43 totais da bacia do Alto Jacuí
302.160 habitantes (FEE, 2009)
366. 628 habitantes da bacia do Alto Jacuí (COAJU,
2009)
População
2002: 278.157 habitantes
2009: 356.244 habitantes
Crescimento: ~ 28% Crescimento do RS ~ 4,7%PIB
2002: R$5.940.900.000
2009: R$ 6.819.800.000 crescimento de 14,7%
Introdução
COREDE DA PRODUÇÃO
PIB
Marau
66% do PIB gerado pela indústria
Passo Fundo
Efluentes da agroindústria
CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES
Carga orgânica: DBO, DQO; Óleos e graxas; Nitrogênio; Fósforo; pH; Sólidos suspensos; Coliformes (abatedouros)
Efluentes da agroindústria
Potencial Poluidor Nº de atividades Exemplos
Alto 24 Parboilização de arroz,
abatedouros, leite e derivados
Médio 28 Embutidos, torrefação e
moagem de café, secagem de arroz
Baixo 7 Padaria, erva-mate,
condimentos, mel
Tabela 2: Número de atividades cadastradas para licenciamento
ambiental no RS e potencial poluidor para o setor “Indústria de Produtos Alimentares” (FEPAM, 2010)
80% do ramo de atividade médio e alto
Efluentes da agroindústria
Relatório emitido pela FEPAM (2001)
“Diagnóstico da poluição hídrica industrial na região
hidrográfica do Guaíba”
“3990 indústrias com potencial poluidor hídrico mais
Setor Industrial Nº Indústrias Metalúrgica 1050 Alimentos 1035 Mecânica 507 Bebida 409 Gráfica 270 Química 255 Couro 132
Minerais não metálicos 112
Setor Industrial Nº Indústrias
Mobiliário 56 Material Elétrico 43 Farmacêutica 30 Têxtil 23 Papel 19 Madeira 12 Usina Termoelétrica 1 Diversos* 36 Total 3990
* escovas/pincéis; jóias e bijouterias; laboratórios industriais; lavanderias industriais
26%
Tabela 3: nº de indústrias por setor na região hidrográfica do Guaíba
Fonte: FEPAM (2001)
Efluentes da agroindústria
Setor industrial Nº de indústrias
Couro 39 Alimentos 36 Bebida 10 Têxtil 5 Papel 4 Química 4 Metalúrgica 2
Tabela 4: Distribuição das 100 indústrias com maior potencial de poluição hídrica Localizadas na região hidrográfica do Guaíba por setor industrial (FEPAM, 2001)
Figura 1: Nº de indústrias de alimentos por bacia hidrográfica FEPAM (2001)
Efluentes da agroindústria
Setor DBO Bruta DBO Lançada DQO Bruta DQO lançada
Alimentos 36050 2879 68969 6621 Papel 14849 384 59313 5158 Couro 21211 757 49145 2698 Bebidas 10993 1096 21305 2342 Química 1730 276 5628 1017 Têxtil 2084 175 5154 481 Metalúrgica 887 70 2163 318 Mecânica 150 61 789 234 Minerais não Metálicos 128 107 386 324 Outros 196 76 737 244
Tabela 6: Distribuição das cargas geradas (t/a) e lançadas por setor na região hidrográfica do Guaíba (FEPAM, 2001)
Remoção de 96%
Remoção de 94%
Remoção de 90%
Remoção de 92%
Efluentes da agroindústria
Bacia DBO bruta DBO lançada Remoção (%)
Passo Fundo 1674 132 92
Marau 3114 70 98
Carazinho 179 51 72
Tabela 5: Distribuição das cargas geradas e lançadas (t/a) por alguns municípios da região Bacia hidrográfica do Alto Jacuí (FEPAM, 2001)
Efluentes da agroindústria
Bacia DBO bruta DBO lançada Remoção (%)
Sinos 25553 961 96 Taquari 19023 1324 93 Guaiba 14905 276 98 Caí 12368 947 92 Gravataí 6109 559 91 Antas 4778 693 86 Pardo 1317 203 85 Alto Jacuí 3843 617 84 Vacacaí 843 185 78 Baixo Jacuí 537 117 78 8º em DBO bruta 5º em DBO lançada
Tabela 7: Distribuição das cargas geradas e lançadas (t/a) por bacia da região hidrográfica do Guaíba (FEPAM, 2001)
A legislação e a remoção
EXEMPLO
Laticínio de médio porte:
500 000 l de leite por dia
Geração de efluentes: 1 L de efluente por litro de leite
processado 500 000 L/d = 500 m³ /d Concentrações: DBO: 1 g/L DQO: 2,5 g/L Carga gerada 500 kg /d de DBO 1250 kg/d de DQO
A legislação e a remoção
Resolução 128/06 – CONSEMA
Tabela 8: Concentrações máximas de DBO, DQO e SS para emissão de efluentes no RS
A legislação e a remoção
Necessidade de remoção de DBO
100
*
Re
−
=
i f iDBO
DBO
DBO
moção
%
92
100
*
1000
80
1000
Re
=
−
=
L
mg
L
mg
L
mg
moção
A legislação e a remoção
Necessidade de remoção de DQO:
%
88
100
*
2500
300
2500
Re
=
−
=
L
mg
L
mg
L
mg
moção
A legislação e a remoção
CARGA ANUAL LANÇADA
a
t
a
d
d
m
m
g
DBO
=
80
3*
500
3*
365
=
14
,
6
a
t
a
d
d
m
m
g
DQO
=
300
3*
500
3*
365
=
54
,
75
A legislação e a remoção
FRIGORÍFICO DE MÉDIO PORTE:
100 000 frangos por dia
Geração de efluentes: 1 4 L de efluente por frango
1 400 000 L/d = 1400 m³ /d
Pré-chiller: 1,5 L de água por frango Chiller: 1,0 L de água por frango
250 m³ / d
A legislação e a remoção
FRIGORÍFICO DE MÉDIO PORTE:
Concentrações: DBO: 1,5 g/L DQO: 3,2 g/L Carga gerada 2100 kg /d de DBO 4480 kg/d de DQO
A legislação e a remoção
A legislação e a remoção
Necessidade de remoção de DBO
%
3
,
95
100
*
1500
70
1500
Re
=
−
=
L
mg
L
mg
L
mg
moção
A legislação e a remoção
Necessidade de remoção de DQO:
%
8
,
91
100
*
3200
260
3200
Re
=
−
=
L
mg
L
mg
L
mg
moção
A legislação e a remoção
CARGA ANUAL LANÇADA
a
t
a
d
d
m
m
g
DBO
=
70
3*
1400
3*
365
=
35
,
77
a
t
a
d
d
m
m
g
DQO
=
260
3*
1400
3*
365
=
132
,
86
A legislação e a remoção
Para a sacarose: C
12H
22O
11342 kg + 384 kg 528 kg + 198 kg
O
H
CO
O
O
H
C
12 22 11+
12
2⇒
12
2+
11
2 sacarose Okg
kg
kg
kg
sacarose
oxigênio
2122
,
1
342
384
=
=
açúcar
de
d
kg
d
a
a
t
O_
4
,
324
122
,
1
/
365
*
86
,
132
2=
kg de sacarose lançados por dia no corpo receptorPagamento pelo uso e disposição?
Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí em SP
R$0,01/m3 lançado R$0,10/kg de DBO lançada a R m R a d d m $0,01 $5110,00 * 365 * 1400 3 3 =
Valor a ser pago pelo descarte de efluente a R kg R t kg a t $0,1 $3577,00 * 1000 * 77 , 35 =
R$8.687,00/a
Pagamento pelo uso e disposição?
Frangos para oriente médio: 1 kg;
Rendimento da carcaça: 75%
Preço de exportação: U$1400/t
Antiga CPMF:0,038% da movimentação financeira
$ 1 7 , 1 $ * 365 * 1400 $ * 75 , 0 * 1000 1 * 1 * 100000 U R a d t U kg t frango kg d frangos
ano
R
a
R
$
24
.
757
,
95
%
038
,
0
*
500
.
152
.
65
$
=
Valor pago em CPMF pelo frigoríficoO
2
consumido do rio
Se a concentração de O2 no rio (OD) for de 5 mg/L:
a
t
Q
L
mg
O286
,
132
*
5
=
s
L
h
m
Q
3033
,
3
842
3=
=
Vazão do rio para fornecer o O2 necessário para a oxidação da matéria orgânicaCurva de autodepuração das águas –
Curva SAG
Distância do ponto de descarga 132,86 t/a de
DQO
132,86 t/a de DQO
Classificação dos corpos de água doce
ÁGUAS DOCES CLASSES
USOS ESP 1 2 3 4
Com desinfecção
Com tratamento simplificado Com tratamento convencional Consumo humano
Com tratamento convencional e avançado Equilíbrio natural de comunidades aquáticas Ambientes aquáticos em UCPI
Das comunidades aquáticas Proteção e
conservação
Comunidades aquáticas em terras indígenas Com contato primário conforme 274/2000 Recreação
Com contato secundário
Hortaliças consumidas cruas e frutas rentes ao solo Hortaliças, plantas, parques, jardins com contato direto Irrigação
culturas arbóreas, cerealíferas, forrageiras Aqüicultura e atividades de pesca
Pesca amadora
Dessedentação de animais Navegação
Harmonia Paisagística
Qualidade das águas Qualidade das águas
Tratamento de efluentes da
agroindústria
Atualmente:
Sequência de processo físico-químico seguido de
Figura 4: Esquema geral de uma ETE
Fonte: Departamento de Esgotos de Bauru
Tratamento preliminar
Tratamento biológico
Tratamento do lodo PREVENÇÃO
PREVENÇÃO
CINCO ETAPAS:
1. Evitar; 2. Reduzir; 3. Reciclar; 4. Tratar; 5. Dispor Foco 1: Minimizar o volume e carga do efluente bruto Ponto 2: Pós-tratamento - Evitar as sobretaxas; - Buscar o reusoReuso e reciclo de águas
Mann e Liu (1999):
1. Mudanças no processo; 2. Reuso direto;
3. Regeneração proporcionando o reuso; 4. Regeneração proporcionando o reciclo;
Matérias- Primas
Produto s
Água
Efluente com alta DBO Tratamento Tratamento Efluente Nutrientes Efluente FRIGORÍFICOS: -Flotação para recuperar SS; LATICÍNIOS: -Recuperação de sólidos do leite
Figura 4 Representação da separação por membranas
Processos com membranas para a
recuperação de nutrientes
Alimentação
Fase com a espécie A em
maior concentração Fase com a espécie B
concentrada
Rejeito
Permeado
Processos com membranas para a
recuperação de nutrientes
Figura 6. Alimentação, permeado e rejeito obtidos na UF para recuperação de
nutrientes do efluente de laticíniosFigura 7. Efluente e concentrado final obtidos por UF após uma redução de volume de 34
vezes
Processos com membranas para a
recuperação de nutrientes
Matérias- Primas
Produto s
Água
Efluente com baixa DBO Tratamento Tratamento Efluente Água para reuso Efluente FRIGORÍFICOS: -Águas do chiller; LATICÍNIOS: -Água da produção de leite em pó e leite condensado
OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3 Água Efluente OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3
Água Regeneração Efluente
(a) OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3 Água Efluente Regeneração (b) (c)
Figura 5. Processos para reutilização de água (MANN E LIU, 1999)
REUSO DIRETO: -Limpeza de caminhões; - Limpeza externa da fábrica; -Uso para jardinagem REGENERAÇÃO PARA O REUSO: -Água de caldeiras; -Sistemas de resfriamento; REGENERAÇÃO PARA O RECICLO: - Água com qualidade análoga à água potável -Filtração para remoção de sólidos suspensos; - Processos com membranas para remoção de matéria orgânica; - Abrandamento para remoção de Ca2+ e Mg2+; -Oxidação química (Fenton e fotofenton); -Nanofiltração e osmose inversa;
-Filtração com carvão ativado;
PÓS-TRATAMENTO
Considerações importantes:
1. Integração ETE e Produção SITEL DO PÓLO
PETROQUÍMICO
2. Sistema convencional deve possuir uma elevada
eficiência
a. Efluente tratado com baixa carga orgânica (DBO);
3. Mínima concentração de sólidos suspensos
a. Lagoas facultativas NÃO alta concentração de
sólidos suspensos;
4. Sistema com bom nível de controle do processo de
Principais Processos para P
Principais Processos para P
ó
ó
s
s
-
-Tratamento
Tratamento
PROCESSO
PROCESSO IMPUREZASIMPUREZAS
- Clarificação Sólidos Suspensos
- Filtração Sólidos Suspensos
- Carvão Ativado Cloro e Mat. Org.
- Cloração MO, Cor, Fe, Mn
- Abrandamento Dureza Ca e Mg
- Desmineralização Sais Dissolvidos
- Osmose Inversa Sais Dissolvidos
-Dosagem ácido ou base Ajuste de pH
- Ultravioleta Controle de MO
ETA
ETA