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Dotações Orçamentais para C&T e I&D (1986-2014)

| Junho de 2014

A Direção de Serviços de Estatísticas da Ciência e Tecnologia e da Sociedade de Informação (DSECTSI) da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), apresenta a evolução das Dotações Orçamentais para atividades de Ciência e Tecnologia (C&T) e de Investigação e Desenvolvimento (I&D) no período de 1986 a 2014. As Dotações orçamentais constituem um instrumento de planeamento e gestão da política científica nacional que visa recolher informação sobre o esforço de financiamento público nacional em atividades de I&D respondendo a compromissos de Portugal para com organismos internacionais, nomeadamente a OCDE e o EUROSTAT.

A estrutura de apuramento do montante das

dotações orçamentais para I&D – GBAORD (Government Budget Appropriations or Outlays for Research and Development) consiste na identificação do financiamento público previsto, em cada ano, no Orçamento do Estado, com atividades de C&T e de I&D.

No instrumento das Dotações Orçamentais são considerados os montantes inscritos no Orçamento do Estado dos organismos públicos executores e/ou financiadores de atividades de I&D agrupados em quatro categorias: Laboratórios de Estado, Organismos do Ministério da Educação e Ciência de coordenação e financiamento do Sistema Nacional de C&T, Fundos do Ensino Superior e outros executores de I&D.

Figura 1 -

Dotações Orçamentais Públicas para I&D

1

(1986 - 2014) - Preços correntes

1

Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

r – valor revisto; p – valor provisório

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da Educação e Ciência

0 200 400 600 800 1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 2.000 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008r 2009r 2010r 2011r 2012 2013 2014p Dotações Orçamentais para I&D (1986-2014) Dotações para I&D - Preços Correntes

M il hões de E uros Anos

(2)

2|

As dotações orçamentais para atividades de I&D no período de 1986 a 2010 registaram um crescimento com exceção do ano de 2003 em que ocorreu uma ligeira diminuição face ao ano anterior (Quadro 1).

Quadro 1 –

Dotações Orçamentais Públicas

para I&D

1

em milhões de euros a preços

correntes (1986- 2014)

1 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na

metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

r – valor revisto; p – valor provisório

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

Nos anos de 2011 e 2012, assistiu-se a uma inversão dessa tendência de crescimento, tendo-se verificado um decréscimo nas dotações orçamentais para I&D. Este decréscimo verificado nas dotações orçamentais públicas para I&D, face ao máximo de 1.768 milhões de euros registados em 2010, poderá ser justificado em parte pela diminuição das despesas com pessoal ocorrida

Ensino Superior (Quadro 2).

Deste modo, verifica-se que a redução no orçamento de funcionamento dos Laboratórios de Estado e nos Fundos do Ensino Superior, ocorrida nos anos de 2011 e 2012, em comparação com o ano de 2010, foi em resultado do decréscimo das despesas com pessoal, ao contrário das outras despesas de funcionamento em que se assistiu a um acréscimo no caso dos Laboratórios de Estado e uma ligeira diminuição nos Fundos do Ensino Superior (Figuras 2 e 3).

Figura 2 – Despesas com pessoal (Orçamento

de funcionamento) das instituições1 orientadas

para atividades de I&D2 em milhões de euros a

preços correntes (2008-2014)

1 O orçamento de funcionamento considera a totalidade do orçamento das

instituições (nas dotações orçamentais para I&D considera-se apenas a percentagem do orçamento afeto a atividades de I&D).

2

Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

3 Inclui serviços centrais da administração direta e organismos da

administração indirecta do Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

O orçamento de funcionamento nos Fundos do Ensino Superior, no ano de 2014, registou um acréscimo de 1,9% nas despesas com pessoal comparando com o ano anterior. As outras despesas de funcionamento dos Fundos do Ensino Superior registaram um aumento de 4,3%, em comparação com o valor registado em 2013 (Quadro 2).

Ano Ano Dotações Orçamentais

Públicas para I&D

1986 57 2001 778 1987 82 2002 901 1988 102 2003 847 1989 122 2004 915 1990 181 2005 1.082 1991 224 2006 1.116 1992 312 2007 1.272 1993 334 2008r 1.572 1994 339 2009r 1.753 1995 364 2010r 1.768 1996 436 2011r 1.754 1997 477 2012 1.555 1998 541 2013 1.579 1999 644 2014p 1.626 2000 713 Dotações Orçamentais Públicas para I&D

108 125 138 127 105 99 91 11 13 13 13 11 55 56 365 411 545 500 436 458 467 0 100 200 300 400 500 600 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Laboratórios do Estado Administração direta e indireta do Mec Fundos do Ensino Superior 3

(3)

Dotações Orçamentais para C&T e I&D (1986-2014)

3 |

Quadro 2 –

Orçamento de funcionamento das instituições

1

orientadas para atividades de I&D

2

em milhões de euros a preços correntes (2008 - 2014)

1 O orçamento de funcionamento considera a totalidade do orçamento das instituições (nas dotações orçamentais para I&D considera-se apenas a percentagem do

orçamento afeto a atividades de I&D).

2 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D. 3

Inclui serviços centrais da administração direta e organismos da administração indirecta do Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da Educação e Ciência

Figura 3 – Outras despesas (Orçamento de

funcionamento) das instituições1 orientadas

para atividades de I&D2 em milhões de euros a

preços correntes (2008-2014)

1

O orçamento de funcionamento considera a totalidade do orçamento das instituições (nas dotações orçamentais para I&D considera-se apenas a percentagem do orçamento afeto a atividades de I&D).

2 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na

metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

3 Inclui serviços centrais da administração direta e organismos da

administração indirecta do Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

O montante das dotações orçamentais públicas para atividades de I&D em 2014, registou um aumento de 47 milhões de euros em comparação com o ano anterior (Figura 4).

Figura 4 -

Dotações Orçamentais Públicas

para I&D

1

(2008- 2014) - Preços correntes

1 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na

metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

Este aumento verificado nas dotações orçamentais públicas para atividades de I&D em 2014, em relação ao ano anterior, foi resultado do aumento das dotações orçamentais para I&D registado nos Fundos do Ensino Superior e nos Outros Executores de I&D (Quadro 3).

Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Despesas com pessoal Outras despesas de funcionamento Laboratórios do Estado 108 60 125 63 138 67 127 71 105 76 99 71 91 57

Taxa de variação (ano n-ano

n+1) - - 15,7% 4,8% 10,3% 6,6% -8,0% 6,0% -17,3% 6,6% -5,2% -6,2% -8,5% -19,2%

Administração direta e indireta

do Mec3 11 9 13 14 13 12 13 8 11 6 55 30 56 23

Taxa de variação (ano n-ano

n+1) - - 19,7% 54,7% 1,7% -11,6% -2,4% -36,6% -12,4% -28,5% 381,9% 439,1% 1,3% -23,8%

Fundos do Ensino Superior 365 104 411 108 545 183 500 199 436 180 458 176 467 184

Taxa de variação (ano n-ano

n+1) - - 12,8% 4,4% 32,5% 68,9% -8,3% 8,8% -12,9% -9,5% 5,2% -2,2% 1,9% 4,3% 2014 Orçamento de Funcionamento (milhões de euros) 2008 2009 2010 2011 2012 2013 60 63 67 71 76 71 57 9 14 12 8 6 30 23 104 108 183 199 180 176 184 0 50 100 150 200 250 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Laboratórios do Estado Administração direta e indireta do Mec Fundos do Ensino Superior 1.572 1.753 1.768 1.754 1.555 1.579 1.626 0 400 800 1.200 1.600 2.000 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

milhões de euros - preços correntes

(4)

4|

para I&D por tipo de organismo

1

(2008- 2014)

- Preços correntes

1 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na

metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

2

Inclui serviços centrais da administração direta e organismos da administração indirecta do Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

Analisando as dotações orçamentais para I&D, tendo em consideração o tipo de organismo, verifica-se que em 2014, apenas os outros executores de I&D apresentaram uma dotação para I&D superior à registada em 2010 (ano em que as dotações orçamentais atingiram o seu valor máximo) (Figura 5).

Figura 5 -

Dotações Orçamentais Públicas

para I&D por tipo de organismo

1

em milhões

de euros a preços correntes (2008 - 2014)

1 Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na

metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

2

Inclui serviços centrais da administração direta e organismos da administração indirecta do Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

percentagem do PIB (2008-2014)

Observando as dotações orçamentais em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), no período de 2008 a 2014, verifica-se que entre 2009 e 2011, as dotações orçamentais públicas afetas a atividades de I&D em percentagem do PIB representaram mais de 1% (Figura 6).

Em 2014, verificou-se um ligeiro aumento nas dotações orçamentais públicas afetas a atividades de I&D em percentagem do PIB, face aos valores registados nos anos de 2013 e 2012.

Figura 6 -

Dotações Orçamentais Públicas

para I&D

1

em percentagem do PIB (2008-

2014)

1

Em 2008 ocorreu uma quebra de série na sequência de uma alteração na metodologia de apuramento dos montantes das Dotações Orçamentais Públicas para I&D.

Fonte: Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência / Ministério da

Educação e Ciência

(milhões de euros)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Laboratórios do Estado 153 169 184 176 156 154 125 Administração direta e indireta

do Mec2 676 730 554 443 373 402 375

Fundos do Ensino Superior 468 520 728 705 616 634 650 Outros Executores de I&D 274 334 302 430 411 388 476

153 169 184 176 156 154 125 676 730 554 443 373 402 375 468 520 728 705 616 634 650 274 334 302 430 411 388 476 0 150 300 450 600 750 900 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Laboratórios do Estado Administração direta e indireta do Mec Fundos do Ensino Superior Outros Executores de I&D 0,91% 1,04% 1,02% 1,03% 0,94% 0,95% 0,97% 0,00% 0,20% 0,40% 0,60% 0,80% 1,00% 1,20% 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 I&D/PIB 2

(5)

Dotações Orçamentais para C&T e I&D (1986-2014)

5 | Metodologia:

As Dotações Orçamentais Públicas para I&D são apuradas tendo em consideração os montantes inscritos no Orçamento de Estado dos organismos públicos executores e/ou financiadores de atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) agrupados em quatro categorias: Laboratórios de Estado; Organismos do Ministério da Educação e Ciência de coordenação e financiamento do Sistema Nacional de C&T e I&D; Fundos do Ensino Superior; e outros executores de I&D. O apuramento das dotações orçamentais para I&D nos Laboratórios de Estado e Organismos do Ministério da Educação e Ciência de coordenação e financiamento do Sistema Nacional de C&T e I&D são calculados utilizando um coeficiente da despesa em I&D ao total da despesa desses Organismos inscrita no Orçamento de Estado. A determinação dos coeficientes das despesas em I&D atribuído a cada um dos Organismos foi acordada entre a entidade responsável pela coordenação do exercício e esses organismos, utilizando coeficientes idênticos aos anos anteriores. Os coeficientes aplicados à Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e aos gabinetes ministeriais, correspondentes a atividades de I&D foram revistos em 2014 com o objetivo de reforçar o ajustamento da

dotação orçamental para I&D resultante do

conhecimento existente sobre as suas atividades de I&D.

As dotações orçamentais dos fundos do Ensino Superior afetas a atividades de I&D, são apuradas utilizando um coeficiente de 40% ao orçamento de funcionamento das Universidades e Institutos Superiores Politécnicos inscritos no Orçamento de Estado. A determinação do coeficiente da despesa em I&D atribuído aos Fundos do Ensino Superior foi convencionada tendo por base a análise dos resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional.

No caso dos outros executores de I&D, as dotações orçamentais para atividades de I&D são apuradas através da consulta direta às instituições integradas nesse grupo.

O exercício Dotações Orçamentais para C&T e I&D em 2008, foi alvo de uma quebra de série devido ao facto

do orçamento de investimento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) incluir nesse ano verbas de 5 programas: Investigação Científica e Tecnológica e

Inovação; Cooperação Portuguesa para o

Desenvolvimento; Programa Operacional Temático Fatores de Competitividade; Programa Operacional Temático Potencial Humano e Programa Operacional Regional Norte. No ano de 2007, o orçamento de investimento da FCT apenas incluiu verbas dos programas Investigação Científica e Tecnológica e

Inovação; e Cooperação Portuguesa para o

Desenvolvimento.

A quebra de série ocorrida em 2008, neste exercício originou a revisão das dotações orçamentais nos anos de 2008 a 2011.

As alterações efetuadas nos anos de 2008 a 2011, nas Dotações Orçamentais para I&D poderão ser consultadas em detalhe nas edições revistas desse exercício e que se encontram disponíveis no site da DGEEC/MEC (http://www.dgeec.mec.pt).

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