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Enquete. Dia dos Professores

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Enquete

Dia dos Professores

Outubro 2013

No dia 15 de outubro será comemorado o dia do professor. Muito se fala que a profissão, apesar de muito importante, perdeu seu glamour e prestígio, sendo

incapaz de atrair a atenção dos jovens e de receber o encorajamento dos pais para que os filhos sigam a profissão. Nos últimos dias o noticiário em mostrando,

também, o movimento de paralisação dos professores em busca de melhores

salários, plano de carreira e, ainda, melhores condições de trabalho. O Laboratório de Pesquisa da UniCarioca foi nas ruas do Rio de Janeiro ouvir a população carioca sobre a crença na profissão.

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PESQUISA

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TOTAL DE RESPONDENTES:

584 entrevistados

.

DATA DE REALIZAÇÃO:

10 de outubro de 2013, no

horário compreendido entre 14h e 18 h, nas principais

ruas do centro da cidade.

NÚMERO DE ENTREVISTADORES:

8 entrevistadores

.

INSTRUMENTO:

questionário com 13 questões

.

ABORDAGEM:

respondentes eram abordados nos locais

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Pesquisa revela que 86% dos entrevistados são favoráveis a paralisação dos professores. Destacam que, após aproximadamente sessenta dias do movimento, é melhor manter a greve e resolver a situação logo em vez de ficar parando todos os anos.

A população, no entanto, NÃO concorda com a participação dos “BLACK BLOCs”. Para

60% dos entrevistados a violência e a depredação trazem prejuízos para o povo e

enfraquecem o movimento.

Para 73% dos entrevistados a profissão de professor NÃO goza de prestígio, o que dificulta a renovação do quadro e, muitas vezes, não atrai jovens potenciais para a academia. Resgatar o respeito, o prestígio e até o glamour da carreira é o primeiro passo para a melhoria do sistema educacional.

• A desvalorização do professor é um dos limitadores para que os alunos abracem a carreira. Para 79% dos entrevistados o salário do professor é menor que o da maioria das outras profissões que exigem formação superior.

Pesquisa revela ainda que, para 92% dos entrevistados, os professores não são

respeitados em sala de aula. Para 38% deles, o grande problema é a falta de estrutura das escolas que não protegem o professor (consideram que a sala de aula sofre os

impactos negativos da infraestrutura). Para 31%, a impunidade, seja por qualquer motivo (medo de perder aluno, preocupação com represálias de pais importantes e famosos, mimos, certeza de impunidade…), é um dos principais fatores do desrespeito.

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• Um outro fator que aparece na pesquisa, mas que não chama muita a atenção é a educação familiar. Para 10% dos entrevistados, o respeito à hierarquia e às normas da escola precisam da participação dos pais que não podem ser permissivos ou agressivos em relação aos comportamentos de indisciplina ou perniciosos de seus filhos.

Mais da metade dos entrevistados, 63%, alegam que não incentivariam seus filhos a seguir a carreira de professor. Porém, um número significativo de 37% apoiariam seus filhos na escolha da profissão. Tal resultado revela uma certa nostalgia em relação a verdadeira vocação do professor, aquele indivíduo abnegado que dedica a sua vida ajudando outros a serem mais inteligentes, competitivos e preparados para o mercado de trabalho, assim como, o médico que cuida e salva vidas.

Quanto às comemorações relacionadas ao DIA DO PROFESSOR, 55% dos entrevistados julgam que a classe não tem nada para comemorar. Porém, 45% acreditam que, por todo o trabalho feito pelos professores, ao longo dos anos, eles merecem a homenagem, principalmente levando em conta, por exemplo, que para se ter um bom governante, antes, foi preciso ter um bom professor. No resgate do

prestígio da carreira, o mais importante será o profissional manter-se atualizado em relação aos conteúdos, às novas práticas e tecnologias educacionais, aulas bem

preparadas que ajudem a motivação dos alunos, além de um bom nível de exigência em relação ao conteúdo, a fim de promover bons valores éticos.

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Feminino 43%

Masculino 57%

(10)

Baixada Fluminense 17% Centro 11% Niterói 7% Zona Norte 31% Zona Oeste 21% Zona Sul 9% Outras regiões do Rio 4%

MORADIA

(11)

de 16 a 24 anos 24% de 25 a 33 anos 29% de 34 a 42 anos 24% de 43 a 50 anos 14% acima de 51 anos 9%

FAIXA ETÁRIA

(12)

Saúde

10%

Indústria

9%

Educação

11%

Comércio

16%

Serviços

38%

Outros

5%

Estudante

8%

Transporte

3%

ÁREA DE ATUAÇÃO

(13)

Até fundamental 6% Até ensino médio 57% Até ensino superior 31% Além da graduação 6%

GRAU DE INSTRUÇÃO

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A favor 86% Indiferente 8% Contra 6%

QUAL SUA OPINIÃO SOBRE A PARALIZAÇÃO DOS

PROFESSORES POR MELHORES SALÁRIOS, CONDIÇÕES

(16)

Fortalecem o movimento dos professores 16% Nem fortalece nem enfraquece o movimento dos professores 24% Enfraquecem o movimento dos professores 60%

(17)

Muito prestígio 4% Razoável prestígio 23% Nenhum prestígio 73%

(18)

Mais que qualquer outra profissão de ensino superior 2% Tanto quanto muitas outras profissões de ensino superior 15% Menos que qualquer outra profissão de ensino superior 79%

(19)

Sim 8%

Não 92%

(20)

Baixo salário da categoria 5% Formação inadequada do professor 10% Falta de comprometimento do professor com a profissão 6% Falta de estrutura da escola 38% Impunidade 31% Falta de educação familiar 10%

EM CASO NEGATIVO, QUAIS RAZÕES VOCÊ CONSIDERA PRIMORDIAIS PARA QUE OS PROFESSORES NÃO SEJAM RESPEITADOS PELOS ALUNOS

(21)

Sim 37%

Não 63%

VOCÊ ENCORAJARIA SEU FILHO A SEGUIR A CARREIRA DE

PROFESSOR?

(22)

Sim 45%

Não 55%

EM SUA OPINIÃO OS PROFESSORES TEM MOTIVOS PARA

COMEMORAR ESSA DATA?

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• “Hoje em dia não há motivos para comemoração.”

• “Os professores tem mais que lutar pelos seus direitos e os alunos tem que se juntar, pois são seus mestres.”

• “Os professores e profissionais dos demais setores, como nós médicos, ganhamos quase nada. É uma vergonha esse nosso salário em relação às vidas estão em nossas mãos.”

• “Não temos motivos para comemorar, somente para manifestar.”

• “O grupo Black Bloc está defendendo os professores dos policias. Não fosse eles, teríamos um massacre de professores (Palavra de uma professora que

está participando da manifestações).”

• “A população estaria mais unida, a favor dos professores, se não fosse a violência entre os Black Blocs e a PM. Parece que ambos esquecem de tudo e fazem das ruas uma guerra.”

• “Acho que tem outros meios de fazer reinvindicações.” • “O Black Bloc só atrapalha. Deveriam ser presos.”

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• “Hoje em dia temos que ter muito amor ao nosso trabalho, porque senão, desistiríamos facilmente diante da falta de reconhecimento e prestígio.” • “Os professore poderiam se juntar mais pela causa, para depois se

manifestarem.”

• “Continuar o movimento porque a união faz força.”

• “O black block esta manchando a imagem do professor.”

• “Eu apoio porque é importante cada um lutar pelos seus direitos e os professores que formam o Brasil, pois sem eles não conseguimos nada.” • “Não desistam dos seus direitos porque o Brasil, principalmente os jovens,

dependem dos professores.” • “É bom dar valor ao professor.”

• “Sem professor, sem futuro para a humanidade.”

• “Os governantes deveriam valorizar a classe de professores porque eles um dia precisaram passar por uma escola e seus filhos também vão precisar.”

• “O professor pode reivindicar por melhorias, mas precisa se qualificar e ter amor à profissão.”

(26)

• “O professor está sendo desmotivado, sendo usado por uma nova política.” • “Diga não à corrupção e sim à educação.”

• “Nem tudo é baseado em obras. A educação está parada e ninguém vê.”

• “Quanto às manifestações, eu sou a favor. Mas, deveriam pensar em organizar uma forma de reivindicar os direitos sem atrasar o ensino.”

• “Sem aula só piora a situação de nosso país.”

• “Antes da saúde, da segurança, antes de tudo, vem a educação.”

• “Por que tantos protestos se a educação, até aumentando o salário, será a mesma ?”

• “Você devora, ou será devorado. Isso tudo é culpa do governo.”

• “A escola é a segunda casa dos alunos e tudo isso afeta muito as nossas crianças.”

• “A população não tem culpa da falta de responsabilidade dos professores e do governo.”

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Jalme da Silva Pereira Coordenador do Programa de Pós-Graduação e Extensão da UniCarioca

Wladimir Mello Supervisão da Pesquisa

NOME IDENTIDADE REGISTRO

Mariana Gonçalves da Silva 21169240-5 Conselho Regional de Estatística da 2ª Região: número 427

NOME IDENTIDADE CURSO

Fernando Henrique Rodrigues 20245021-9 (DETRAN) Marketing

Tatiane Chaves da Silva 26411562-7 (DETRAN) Marketing

Douglas Rodrigues da Conceição

26439601-1 (DETRAN) Marketing

Vânia Lopes 27753784-1 (DETRAN) Marketing

Luiz Junior Santos 24822567-4 (DETRAN) Marketing

Bruno Yago Ferreira 23994727-8 (DETRAN) Marketing • COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO

• ESTATÍSTICO RESPONSÁVEL

• PESQUISADORES

Pesquisa produzida pelo Laboratório de Pesquisa da UniCarioca

Referências

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