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ERFILI
NSTITUCIONAL1.1. Histórico
O primeiro curso de Engenharia Aeronáutica do Brasil foi criado na Escola Técnica do Exército, hoje Instituto Militar de Engenharia (IME), em 1939. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, fundiram-se todos os interesses relativos à aviação executados pelos Ministérios do Exército e da Marinha. O recém-criado Ministério da Aeronáutica, diferentemente dos dois outros ministérios militares, teve como característica ímpar atribuições duais, militar e civil, ficando também responsável por toda a Aviação Civil do País.
Com a criação do Ministério da Aeronáutica, o Curso de Engenharia Aeronáutica da Escola Técnica do Exército foi interrompido após ter formado 13 Engenheiros de Aeronáutica.
Em 1948, o Ministério da Aeronáutica, em regime de cooperação com o Exército, retomou os Cursos de Preparação e de Formação de Engenheiros de Aeronáutica que continuaram a ser ministrados na Escola Técnica do Exército (ETE) até o final de 1950, mas os diplomas de Engenheiro Aeronáutico passaram a ser registrados no Ministério da Aeronáutica, marcando a criação do Instituto na esfera federal1. Esses cursos foram transformados em 1950, respectivamente, nos Cursos Fundamental e Profissional do ITA e, neste mesmo ano, o Curso Fundamental foi iniciado nas novas instalações em São José dos Campos, SP.
Os alunos do ITA que iniciaram seus estudos em Engenharia Aeronáutica em 1947 completaram seus estudos na ETE, no Rio de Janeiro, e se formaram no final de 1950, vindo a receber seus diplomas em São José dos Campos.
A partir dessa época o ITA passou a ocupar suas instalações definitivas em São José dos Campos, Estado de São Paulo. Logo a seguir, o ITA foi definido por lei (Lei n° 2.165, de 5 de janeiro de 1954), ficando organizado como estabelecimento de educação e ensino superior, sob a jurisdição do Ministério da Aeronáutica, hoje Comando da Aeronáutica (COMAER).
O ITA tem vínculo com o Ministério da Educação (MEC) nos assuntos de natureza geral de educação, pois as disposições legais previstas na legislação educacional e de magistério, ou de outras naturezas similares, diretamente dirigidas ao MEC são extensivas ao ITA, no que couber.
Portanto, o ITA é órgão integrante da Administração Federal Direta, como estabelecimento de ensino superior federal, sob jurisdição do COMAER e mantida pelo Poder Público. Portanto, detém as características e prerrogativas de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES).
Além do Curso de Engenharia Aeronáutica (primeira turma formada no ITA em 1950), o ITA implantou, ainda, os cursos de Graduação em
Engenharia Eletrônica em 1951 (curso pioneiro no Brasil e primeira turma formada em 1953); Engenharia Mecânica em 1962 (transformado em Engenharia Mecânica-Aeronáutica em 1975); Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica (modalidade da Engenharia Civil e renomeada
Engenharia Civil-Aeronáutica em 2007), em 1975; Engenharia de Computação, em 1989;
Engenharia Aeroespacial, em 2010.
Cabe destacar que os Cursos de Engenharia Aeronáutica, após sua absorção pelo então criado Ministério da Aeronáutica, e de Engenharia Eletrônica foram concebidos com apoio substancial de professores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e que o Curso de Engenharia Mecânica
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1Em relatório preliminar de agosto de 1973 da Comissão de Ensino de Engenharia do então Departamento de Assuntos Universitários do MEC, o ano de início das atividades do ITA é registrado como 1948, como a 17a IES do país a oferecer Curso de Engenharia. A
teve o apoio de professores do University of Michigan (U-M) na sua criação, por meio do Programa Ponto IV, Aliança para o Progresso, do Governo dos EUA.
Durante um certo período, por meio da Portaria n0 004/DEPED, de 16 de junho de 1972, o ITA pôde organizar, em caráter experimental, “cursos destinados à formação profissional, em nível superior e médio, de pessoal necessário ao cumprimento de programas atribuídos ao CTA.” Assim, por meio da Portaria n0 005/DEPED, de 16 de junho de 1972, foi ativado o Curso Superior de Tecnologia de Computação (CSTC), com início no mês de julho de 1972. O período letivo do CSTC no ITA era constituído de 13 (treze) semanas de aulas e uma de exames. Cada período compreendia um trimestre. O curso era ministrado em 2 (dois) anos, ou seja, 6 (seis) trimestres de dedicação integral. A nota mínima para aprovação era 6,5 (seis e meio), no intervalo entre 0,0 e 10,0. A carga horária de cerca de 1.200 horas-aula anuais era, proporcionalmente, superior ao da Graduação em Engenharia do ITA, com cerca de 900 horas-aula anuais.
O CSTC, diferentemente dos cursos de graduação em engenharia, não tinha alunos bolsistas da Aeronáutica, com o objetivo de serem formados para sua Reserva Técnica. Consequentemente, o CPOR não era obrigatório e admitiam-se homens e mulheres. O curso cobrava mensalidades de seus alunos, até a promulgação da Constituição Federal de 1988.
Após a criação do Curso de Engenharia de Computação, em 1989, o CSTC deixou de ser oferecido pelo ITA a partir de 1991, sendo, por meio da Portaria nº 448-MAER, de 18 de março de 1991, transferido, para a Fundação Valeparaibana de Ensino, com sede em São José dos Campos, atualmente, Universidade do Vale do Paraiba (UNIVAP). A última turma do ITA se formou em 1992, tendo graduado ao todo 558 Tecnológos (de Nível Superior) de Computação, com excelente reputação no mercado (nas pesquisas de opinião da Editora Abril, o CSTC figurou diversas vezes entre as primeiras cinco colocadas dentre os cursos de bacharelato pleno, de 3 a 4 anos, em Ciência da Computação).
Os Programas de Pós-Graduação stricto sensu, previstos na Lei n° 2.165/1954, foram formalmente regulados em 1961 no ITA, segundo uma norma aprovada pela Congregação em 4 de janeiro de 1961, tendo formado o primeiro Mestre em Ciências na área de Engenharia do país em 1963 e o primeiro Doutor em 1970. A primeira Tese de Mestrado foi defendida em 10 de janeiro de 1963 na área de Física e, em 22 de janeiro do mesmo ano, na área de Engenharia Eletrônica. Porém, as atividades de aperfeiçoamento em nível de pós-graduação, especialmente de seu próprio Corpo Docente, tiveram início com a criação do Instituto. Atualmente são mantidos pelo Instituto os Programas de Pós-Graduação stricto sensu em:
Engenharia Aeronáutica e Mecânica (PG-EAM); Engenharia Eletrônica e Computação (PG-EEC); Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica (PG-EIA); Física (PG-FIS).
Em 2001, o ITA e a Embraer estabeleceram uma parceria dentro do Programa de Especialização em Engenharia, PEE, mantida pela empresa. O Mestrado Profissional2 com a Embraer teve origem nesse Programa. O PEE foi instituído com o objetivo de preparar engenheiros recém-formados para atuarem nas áreas de engenharia da Empresa. O Mestrado Profissional surgiu de uma necessidade estratégica da Embraer de atender a demanda por Engenheiros Aeronáuticos para o desenvolvimento de seus projetos e alavancar a sua capacidade de pesquisa tecnológica. O Curso de Mestrado Profissional em Engenharia Aeronáutica e Mecânica foi aprovado pela CAPES em 2003. Atualmente, no PG-EAM, além dos Cursos de Mestrado e Doutorado acadêmicos, está sendo conduzido também o Programa de Mestrado Profissional com os seguintes cursos:
Engenharia Aeronáutica, sob o patrocínio da Embraer;
Segurança da Aviação e Aeronavegabilidade Continuada (Safety), sob patrocínio da Infraero e CENIPA (dentre outras entidades);
Turbinas a Gás, sob patrocínio da VSE;
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2Modalidade de Curso de Pós-graduação stricto sensu, criada pela CAPES em 1998, com o nome de Mestrado Profissionalizante e regulamentado inicialmente pela Portaria CAPES-MEC n° 080, de 16 de dezembro de 1998. Atualmente o Curso é denominado Mes-trado Profissional e regulado pela Portaria Normativa MEC n0 17, de 28 de dezembro de 2009.
Engenharia de Produção, sob o patrocínio da Pilkington (encerrado); Engenharia Espacial, sob o patrocínio da AEB, por meio do IAE.
Está sendo ainda estudada a implantação do Mestrado Profissional em Motores.
Promove, ainda, em cooperação com o SENAI CIMATEC/Bahia um Mestrado Profissional em Gestão e Tecnologia Industrial e colabora com a UNICAMP no Mestrado Profissional em Engenharia Automotiva. Um Programa de Graduação em Aplicações Operacionais (PPGAO), integrado aos Cursos de Pós-Graduação do ITA, foi criado pela Portaria Nº 941, de 11 de dezembro de 2001, do Comando da Aeronáutica, com o objetivo de capacitar servidores e militares para o exercício de análise, síntese, avaliação, pesquisa e desenvolvimento de concepções, métodos, modelos, conceitos, táticas, procedimentos e tecnologias, relacionados com aplicações operacionais da Aeronáutica. Esse programa de pós-graduação, nos níveis de Mestrado e Doutorado, é realizado nas áreas de Comando e Controle, Guerra Eletrônica, Análise Operacional e Armamento Aéreo.
O ITA também oferece ou ofereceu alguns cursos de Pós-Graduação lato sensu, como: Curso de Especialização em Análise de Sistemas (CEANSIS);
Curso de Extensão em Engenharia do Armamento Aéreo (CEEAA);
Curso de Especialização em Análise do Ambiente Eletromagnético (CEAAE); Curso de Especialização em Motores de Combustão Interna (CEMCI);
Curso de Especialização em Segurança de Aviação e Aeronavegabilidade Continuada (“Safety”); Curso de Especialização em Tecnologia da Informação (CETI), em: Gestão de Projetos,
Engenharia de Software e Segurança da Informação; Curso de Extensão em Engenharia de Pavimentos;
Curso de Extensão em Análise Operacional e Gerencial de Aeroportos;
Desde a sua criação, o ITA tem tido sucesso amplamente reconhecido, não só pela implantação, com o CTA, agora DCTA, das indústrias aeronáutica e de defesa (especialmente na região do Vale do Paraíba, sendo sua principal vitrine a Embraer). Também marcou forte presença na implantação das indústrias automobilística e eletrônica, na do sistema de telecomunicações do País (sistema Embratel), assim como nos setores de informática e universitário.
A comunidade discente da graduação do ITA presta serviços à comunidade por meio da empresa ITA Júnior e da Comissão de Ação Social (CASSIS) do CASD e de outras iniciativas. Dentre essas iniciativas que têm trazido significativo benefício à sociedade podemos citar:
o Curso Alberto Santos Dumont, CASDVest (www.casdvest.org.br), que recebe o apoio da Prefeitura de São José dos Campos, é o cursinho extensivo noturno do Vale do Paraíba com a melhor taxa de aprovação e é oferecido exclusivamente a estudantes provenientes de famílias de baixa renda. Professores e administradores são alunos do ITA que doam, voluntariamente, seu tempo à comunidade carente da região;
o Casdinho, que é um curso sem fins lucrativos, iniciativa de alunos voluntários do ITA, voltado para alunos de baixa renda do 80 e 90 anos do Ensino Fundamental da rede pública de S. José dos Campos. Tem o objetivo de preparar esses alunos para Olimpíadas de Matemática, Informática, Astronomia, Física e Química e para o Colégio Eng. Juarez Wanderley (Colégio Embraer).
o Encontro de Integração Faculdade-Empresas (EIFE), que atende universitários de todo o Vale do Paraíba;
a Reunião Universitária de Empreendedorismo Social (REUNES), cujo objetivo é trazer experiências de empreendimentos sociais para o ambiente universitário.
1.2. Missão, Visão e Valores
1.2.1. MissãoO ITA tem sua missão3 específica definida em Lei:
ministrar o ensino e a educação necessários à formação de profissionais de nível superior, nas especializações de interesse para a viação (sic) geral e a Força Aérea Brasileira, em particular; manter cursos de extensão universitária, de pós-graduação e de doutorado (sic);
promover, através da educação e da pesquisa, o progresso das ciências e das técnicas relacionadas com a aeronáutica.
De forma sintética e com a terminologia atualizada: “Formar recursos humanos de nível superior e
promover o progresso da ciência e da tecnologia no campo aeroespacial, especialmente nas áreas de interesse do COMAER, por meio da educação, ensino, pesquisa e extensão.”
1.2.2. Visão
Sinteticamente: “Manter nacionalmente e expandir internacionalmente o reconhecimento do ITA
como referência de excelência no ensino, pesquisa e extensão, na área científico-tecnológica aeroespacial”.
O ITA é visto pela sociedade como modelo de Escola de Engenharia de excelência, adotando rigorosos processos de seleção e de avaliação, que valoriza a ética e a disciplina consciente, com rigorosos processos de seleção e de avaliação, formando profissionais altamente competentes. O ITA é visto como uma instituição de ensino superior, com características de Universidade especializada, sob jurisdição militar, que prima na graduação e na pesquisa, mas ainda não o suficiente na pós-graduação.
Essa visão de excelência precisa, portanto, ser estendida para a pós-graduação, de modo que o ITA seja visto como um modelo de excelência, no campo Aeroespacial, tanto na graduação como na pós-graduação.
1.2.3. Valores
Sinteticamente: “O ITA, como instituição de educação e ensino superior, valoriza e pratica a
disciplina consciente, a ética profissional, a postura crítica, a responsabilidade social, a valorização do ser humano e a formação integral do técnico e do cidadão.”
Formação integral, do técnico e do cidadão4: instituição de educação e ensino superior.
!
Disciplina Consciente e ética profissional;!
postura crítica;!
responsabilidade social (deveres) e valorização do ser humano (direitos). Busca permanente pela excelência.!
seleção de talentos;!
desenvolvimento de potencialidades: capacidade de criticar e inovar; ítica e auto-avaliação; A i!
permanente autocr!
rigor Científico. mb ente universitário.!
flexibilidade e agilidade de gestão, especialmente a didático-científica;3 Lei no 2.165, de 05 de janeiro de 1954.
4“Formar técnicos competentes e cidadãos conscientes”, cf Casimiro Montenegro Filho, dezembro de 1954.
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ntre esses e os professores e demais!
nsino, pesquisa e extensão;da Congregação do ITA e demais continuado;
Ensin
arning by doing” (formação experimental/empírica); nos;
xigente (interna e externa);
ória (limite reduzido de ausências justificadas);
!
trab o ação) de final de curso.Foco no aluno
!
de gdividualizado);
- Disciplina Consciente (importância do Departamento de Ordem e OO5, do CASD);
de Cursos; entro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica
!
de pós-do no ITA; o Conselho da Laboratório d-o: Curso Fundamental de dois anos (formação básica comum, ampla e ências exatas e Humanidades, comum a todos os Cursos de Engenharia,
!
conceito de campus (convivência entre alunos e e servidores, fora das salas de aulas);indissociabilidade entre e
!
administração transparente e colegiada: importância colegiados acadêmicos;!
aperfeiçoamento!
disseminação da Informação e liberdade de expressão. o de qualidade.!
base sólida de fundamentos e “le!
dedicação integral de professores e alu!
contato intenso professor/aluno;!
flexibilidade curricular;!
avaliação e!
frequência obrigatalh individual (Trabalho de Gradu .
raduação:
- sistema de aconselhamento;
- formação humanística (Humanidades no currículo) - Divisão de Alunos (acompanhamento in
- avaliação sistêmica;
- Centro Acadêmico Santos Dumond (CASD) vinculado à Pró-Reitoria de Graduação; autogestão e
Orientação, D
- participação em colegiados como a Congregação do ITA e Conselhos - formação militar pelo C
(CPORAER). graduação:
- integrado ao corpo docente e às atividades do Instituto (“residência”); - salas de estu
- associação dos Pós-graduandos do ITA (APG), com representação n Pós-graduação e Pesquisa (CPG) e na Congregação do ITA;
- participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. e inovações.
sob jurisidição do COMAER/MD e não do MEC (“escola experimental”);
incentivo à iniciativa e à criatividade, especialmente por meio de atividades extracurriculares e participação no CASD e APG;
- na graduaçã sólida em ci
que possibilita a educação continuada e a atuação interdisciplinar) seguido de três anos de Curso Profissional numa especialidade de Engenharia.