APOSENTADORIA ESPECIAL DO
PROFISSIONAL DA SAÚDE
FUNDAMENTO LEGAL
REGIME GERAL DE PREVIDENCIA SOCIAL
Art. 201, §1º, CF;
Art. 57 e 58 da Lei 8.213/91; Art. 22, II, da Lei 8.212/91;
Art. 64 a 70 do Decreto 3.048/99;
CONCEITO DE APOSENTADORIA ESPECIAL
“Espécie de aposentadoria por tempo de contribuição com redução do tempo
necessário à inativação, concedida em razão do exercício de atividades
consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ou seja, é um benefício de natureza previdenciária que se presta a reparar financeiramente o trabalhador sujeito a
condições de trabalho inadequadas.”
CASTRO, Carlos A. Pereira de. e LAZZARI, João Batista.
CONCEITO DE APOSENTADORIA ESPECIAL
“É espécie de aposentadoria por tempo de contribuição devida aos segurados que, durante 15, 20 ou 25 anos
de serviços consecutivos ou não, em uma ou mais
empresas, em caráter habitual e permanente,
expuseram-se a agentes nocivos físicos, químicos,
biológicos, ergométricos ou psicológicos em níveis além da tolerância legal, sem a utilização eficaz de EPI
ou em face de EPC insuficiente, fatos exaustivamente
comprovados mediante laudos técnicos periciais
emitidos por profissional formalmente habilitado, em
consonância com dados cadastrais fornecidos pelo
empregador ou outra pessoa autorizada para isso (PPP)”. MARTINEZ, Wladimir Novaes.
CONCEITO DE APOSENTADORIA
ESPECIAL
Aquela exercida em condições
que podem causar prejuízos à
saúde ou à integridade física
do trabalhador, por ser
ATIVIDADES ESPECIAIS
O Art. 7º , XXIII, CF, confere o direito à adicional de de remuneração pelo exercício de atividades
consideradas penosas, insalubres e perigosas.
Contudo, a legislação infraconstitucional em vigor (Lei 8.213/91 com as alterações da Lei 9.528/97 e Decreto 2.172/97 e 3.048/99) reconhece apenas
as atividades insalubres como geradoras do direito à Aposentadoria Especial.
Desproteção da penosidade e periculosidade (A partir do Decreto 2.172/97).
OBJETO DA PROTEÇÃO
Saúde – “entende-se como o perfeito equilíbrio
biológico do ser humano; Estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doença ou enfermidade.”
Integridade física do trabalhador – “entende-se como
a preservação integral do organismo, sem sofrer
afetação prejudicial traumática por ação exterior ou interior”;
Segurança no trabalho – conceito em evolução –
técnica que objetiva a realização do labor sem
ocorrência de infortúnios do trabalho, com o mínimo de medidas protetivas e preventivas;
CONCEITO DE TRABALHO PERMANTE
Decreto 3.048/99 - Art. 65. Considera-se trabalho
permanente, para efeito desta Subseção, aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador
avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja
indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento
decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem
como aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse
NATUREZA JURÍDICA
Modalidade de Aposentadoria por
Tempo de Contribuição com tempo
reduzido;
Direito subjetivo excepcional de quem
preenche os requisitos legais;
Aspecto especial: além do tempo de
serviço, exige a exposição ao risco;
Benefício de pagamento continuado;
Modalidade securitária de indenização
diferida pela assunção dos riscos de
aquisição de doenças ou acidentes;
CONCEITO DE ATIVIDADE
PERIGOSA
Aquelas que, por sua natureza ou métodos
de trabalho, impliquem o contato
permanente com inflamáveis ou
explosivos e eletricidade,
em condições de riscos acentuado.
(Art. 193, CLT).
CONCEITO DE ATIVIDADE PENOSA
“Pode ser considerada penosa a atividade produtora de desgaste no organismo, de ordem física ou psicológica, em razão de repetição dos movimentos, condições
agravantes, pressões e tensões próximas do indivíduo. Dirigir veículo coletivo ou de transporte pesado,
habitual e permanente,
em logradouros com tráfego intenso, é exemplo de desconforto
causador de penosidade”.
CONCEITO DE ATIVIDADE
INSALUBRE
Aquelas que, por sua natureza,
condições ou métodos de trabalho,
exponham os empregados a agentes
nocivos à saúde, acima dos limites de
tolerância fixados em razão da
natureza e da atividade do agente e do
tempo de exposição aos seus efeitos
INSALUBRIDADE - AGENTES
FÍSICOS
Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em função da sua
intensidade ou exposição: os ruídos; Vibrações; Calor; pressões anormais; radiações ionizantes; Etc.
INSALUBRIDADE – AGENTES
QUÍMICOS
Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à
integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em razão de sua concentração, manifestados por névoas, neblinas, poeiras, fumos, gazes, vapores de substâncias nocivas presentes no ambiente de trabalho, absorvidos pela via respiratória ou outras vias: Arbestos; Arsênio; Benzeno; Chumbo; Cloro; Hidrocarbonetos; Etc.
INSALUBRIDADE – AGENTES BIOLÓGICOS
Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em razão da sua natureza:
Bactérias; Fungos; Parasitas; Vírus;
Contato com pacientes portadores de doenças
infecto-contagiosas;
INSALUBRIDADE – AGENTES AGRESSIVOS PSICOLÓGICOS
“Circunstâncias inerentes ao trabalho, principalmente nas hipóteses de funções perigosas, mas igualmente presentes nas penosas, devem-se à pressão (dos circundantes), à tensão (do tráfego), ao medo do
ambiente, ao risco de acidente (perigo), à repetitividade de gestos (tenosinovite)”.
ATIVIDADES ESPECIAIS –
PERICULOSIDADE/PENOSIDADE
TURMA REGIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO DA 4ª REGIÃO – 25.02.2011 – FLORIANÓPOLIS/SC
IUJEF 2007.71.95.023137-9/RS - 0023137-64.2007.404.7195
ESPECIAL. AGENTE NOCIVO. PERICULOSIDADE. PENOSIDADE. POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DO CARÁTER ESPECIAL DA ATIVIDADE REALIZADA APÓS VIGÊNCIA APÓS DECRETO 2.172/97. Se a prova
técnica demonstrar que a atividade do segurado é exercida "sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física", o reconhecimento da natureza especial da
atividade é devido, mesmo que os agentes nocivos não estejam previstos no atual Anexo IV do Decreto 3.048/1999, mesmo que o risco à integridade física se dê pela via da periculosidade ou da penosidade. A
periculosidade permite o reconhecimento do caráter especial da atividade realizada após a vigência do Decreto nº 2.172/1997 (05.03.1997). No caso concreto, o autor requereu a possibilidade de enquadramento da atividade em especial por exposição à periculosidade, somente, até 05.03.97.
BREVE HISTÓRICO DA APOSENTADORIA ESPECIAL
Conquista dos Industriários – IAPI;
Lei nº 3.807/60 – Lei Orgânica da Previdência Social
-LOPS;
Decretos nº 53.831/64 E 83.080/79;
Consolidação das Leis da Previdência Social – Decreto
nº 89.312/84;
Constituição Federal de 1988;
Lei nº 8.213/91 – manteve o conceito da LOPS; Lei nº 9.032/95;
Lei nº 9528/97;
Lei nº 9.711, DE 11.12.1998; Lei nº 9.732/98;
LOPS: LEI Nº 3.807 DE 26.10.1960
Art. 31. A aposentadoria especial será concedida ao segurado que, contando no mínimo 50 (cinqüenta)
anos de idade e 15 (quinze) anos de contribuições
tenha trabalhado durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos pelo menos, conforme a atividade
profissional, em serviços, que, para êsse efeito, forem
considerados penosos, insalubres ou perigosos, por Decreto do Poder Executivo. (Revogado pela Lei nº
5.890, de 1973)
§ 1º A aposentadoria especial consistirá numa renda
mensal calculada na forma do § 4º do art. 27, aplicando-se-lhe, outrossim o disposto no § 1º do art. 20.
(Revogado pela Lei nº 5.890, de 1973)
§ 2º Reger-se-á pela respectiva legislação especial a aposentadoria dos aeronautas e a dos jornalistas
DECRETO Nº 53.831/64
Art 2º Para os efeitos da concessão da Aposentadoria Especial,
serão considerados serviços insalubres, perigosos ou penosos, os constantes do Quadro Anexo em que se
estabelece também a correspondência com os prazos referido no art. 31 da citada Lei.
Art 3º A concessão do benefício de que trata êste decreto
dependerá de comprovação pelo segurado efetuado na
forma prescrita pelo art. 60, do Regulamento Geral da
Previdência Social, perante o Instituto de Aposentadoria e Pensões a que estiver filiado do tempo de trabalho
permanente e habitualmente prestado no serviço ou serviços, considerados insalubres, perigosos ou penosos, durante o
prazo mínimo fixado.
Presunção: pela categoria profissional do
segurado;
Regime probatório que vigora até a
DECRETO Nº 83.080/79
Art. 60. A aposentadoria especial é devida ao segurado que, contando no
mínimo 60 (sessenta) contribuições mensais, tenha trabalhado em atividade
profissionais perigosas, insalubres ou penosas, desde que:
I - a atividade conste dos quadros que acompanham este
Regulamento, como Anexos I e II;
II - o tempo de trabalho, conforme os mencionados quadros, seja no mínimo de 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos.
§ 1º Considera-se tempo de trabalho, para os efeitos deste artigo: a) o período ou períodos correspondentes a trabalho permanente e
habitualmente prestado em atividades constantes dos Quadros a que se refere este artigo, contados também os períodos em que o segurado tenha estado em gozo de benefício por incapacidade decorrente do exercício atividades
b) o período ou períodos em que o trabalhador integrante de
categoria profissional incluída nos Quadros a que se refere este artigo se licenciar do emprego ou atividade, para exercer
cargos de administração ou representação sindical.
LEI Nº 8.213/91
Art. 57: duas formas de se considerar tempo de serviço como especial:
a) enquadramento por categoria profissional:
conforme atividade desempenhada pelo segurado, presumia a lei a sujeição a condições insalubres;
b) enquadramento por agente nocivo:
independentemente da atividade ou profissão, o caráter especial do trabalho decorre da exposição a agentes insalubres arrolados na legislação de
LEI Nº 9.032/95
Alteração do caput do Art. 57 da Lei nº 8.213/91:
retirada a expressão “conforme categoria profissional”;
Coeficiente do salário-de-benefício de 100%;
Impôs a necessidade de comprovação, pelo segurado,
de exposição a agente nocivo;
Exigência de exposição habitual e permanente;
Vedação da volta do aposentado à atividade especial; Fim da conversão do tempo comum em especial;
Eliminação do cômputo do tempo de serviço do
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/96
CONVERTIDA NA LEI Nº 9.528/97
Possibilidade do Poder Executivo relacionar os
agentes nocivos; Súmula nº 194 STF.
Recriou o SB-40, DISES SB 5235, DSS 8030,
DIRBEN 8030 (formulários);
Instituiu o laudo técnico pericial;
Exigiu a referência à tecnologia diminuidora de
nocividade (EPI/EPC);
Fixou multa para empresa sem laudo técnico
atualizado;
DECRETO Nº 3.048/99
Anexo IV: classificação dos agentes nocivos
químicos, físicos, biológicos ou associação de
agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física e o tempo de exposição considerados para fins de atividade especial;
Rol exemplificativo – Súmula 198 do Extinto TFR:
“é devida a aposentadoria especial se perícia
judicial constatar que a atividade exercida pelo segurado é perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento”.
DECRETO Nº 3.048/99- ANEXO IV
15 anos: trabalho com mineração subterrânea,
frentes de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos e biológicos;
20 anos: a) trabalho com exposição ao agente
químico asbestos (amianto); b) trabalhos em mineração subterrânea, afastados da frente de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos e biológicos;
25 anos: demais casos (Ex: trabalhadores na
APOSENTADORIA ESPECIAL -REQUISITOS Art. 57, LBPS
15, 20 ou 25 anos de TODO PERÍODO em atividade
especial (art. 57, §4º - redação da Lei nº 9.032/95);
Carência de 180 contribuições mensais (regra do art.
142, LBPS – carência progressiva);
Não exige idade mínima;
Renda mensal inicial de 100% do
salário-de-benefício;
Não incide fator previdenciário.
Após Lei nº 10.666/2003 – art. 3º: a perda da
qualidade de segurado não será considerada para concessão da aposentadoria especial;
APOSENTADORIA ESPECIAL -REQUISITOS Art. 57, LBPS
Comprovação das atividades especiais pelo
segurado: Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP e Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT;
Demonstração indireta dos riscos: diversos
meios de prova;
Tempus regit actum = tempo rege o ato: o
tempo de serviço é disciplinado pela lei vigente à época da prestação do serviço. Patrimônio
CONCESSÃO E CANCELAMENTO
Data de início do benefício:
Segurado empregado: Do desligamento do emprego até 90 dias – retroage - ou do
requerimento, quando após 90 dias ou em caso de não haver desligamento.
Demais segurados: data do requerimento;
Cancelamento do benefício:
Caso de retorno ao exercício de atividades
especiais. O que faz parte da doutrina entender que ele não é um benefício definitivo.
QUEM FAZ JUS?
Art. 64, Dec. nº 3.048/99: Segurado empregado, trabalhador avulso, e contribuinte individual,
somente como cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção;
Há o entendimento de que esta “restrição” do
Decreto é inconstitucional, uma vez que a
especialidade decorre da exposição ao agente
nocivo e não da relação de emprego. A CF e a Lei também não diferencia direito à aposentadoria à trabalhadores subordinados ou não.
Quem define os destinatários: Até 28/04/1995 –
Poder Legislativo. A partir de 10/12/1997 – Poder Executivo, por disposição da Lei nº 9.528/97.
JURISPRUDÊNCIA
PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE ESPECIAL. CIRURGIÃO-DENTISTA. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. HABITUALIDADE E PERMANÊNCIA. INTERMITÊNCIA. RECONHECIMENTO DE
TEMPO ESPECIAL. CONVERSÃO EM APOSENTADORIA ESPECIAL.
1. Uma vez exercida atividade enquadrável como especial, sob a égide da legislação que a ampara, o segurado adquire o direito ao reconhecimento como tal. 2. Constando dos autos a prova
necessária a demonstrar o exercício de atividade sujeita a condições especiais, conforme a legislação vigente na data da prestação do trabalho, deve ser reconhecido o respectivo tempo de serviço. 3. Não há falar em eventualidade e intermitência, se a exposição ao agente nocivo é
não eventual, diurna e contínua; mesmo que durante parte de sua jornada de trabalho não haja contato ou presença de agentes insalutíferos, o trabalhador tem direito ao cômputo do tempo de serviço especial,
entendimento prevalente na egrégia 3ª Seção. 6. Demonstrado o tempo de serviço sob condições nocivas à saúde ou à integridade física especial por mais de 25 anos e a carência, é devida à parte autora a revisão do ato de concessão do seu benefício de Aposentadoria por Tempo de Serviço proporcional, para convertê-lo em Aposentadoria Especial, sem a incidência do fator previdenciário, nos termos da Lei nº 8.213/91. Apelação Cível Nº 5010542-43.2010.404.7000/PR RELALATOR : JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA
APELANTE : TANIA ELY FLORIANO MONTEAVARO BARRETO ADVOGADO: ROBSON LUIZ SANTIAGO ADRIANO ALVES KLEIN APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS
TEMPO X REGULAMENTOS
Período Laborado Regulamento aplicado Meios de Prova De 05/09/1960 (LOPS) até 28/04/1995 Dec. nº 53.831/64 (Quadro Anexo) e Dec. nº 83.080/79 (Anexos I e II) – aplicação simultânea – norma mais benéfica.Informação idônea do empregador através de formulários – enquadramento ficto – Exceção: ruído.
A partir de
29/04/1995(Lei 9.032)
Comprovação efetiva exposição ao agente nocivo – fim do enquadramento por
categoria profissional – Formulários SB40, DSS8030, DIRBEN8030. Exceção: ruído.
A partir de 06/03/1997
Dec. nº 2.172/97
(Anexo IV) Laudo Técnico Pericial para preenchimento de formulário para qualquer agente nocivo. A partir de 07/05/1999 Dec. nº 3.048/99 (Anexo IV) A partir de 01/01/2004
Comprovação através de PPP baseado em Laudo Técnico.
DATAS LIMITES PARA
ENQUADRAMENTO
Até 28/04/1995 De 28/04/1995 a 05/03/1997 De 06/03/1997 a 06/05/1999 De 07/05/99 até hoje •Físicos •Químicos •Biológicos •Categoria Profissional •Físicos •Químicos •Biológicos dos Decretos nº 53.831/64 e 83.080/79 •Físicos •Químicos •Biológicos •Decreto nº 2.172/97 •Físicos •Químicos •Biológicos •Decreto nº 3.048/99CONVERSÃO DO TEMPO
Entende-se por conversão de tempo de serviço
o meio pelo qual o trabalhador, com dois ou
mais períodos de atividade expostos a agentes
agressivos, se equipara ao trabalhador comum
e vice-versa, para fins de aposentadoria.
A Lei nº 6.887/80 permitia, em status legal,
conversão de tempo especial em comum; de
tempo comum em especial e de tempo
TIPOS DE CONVERSÃO
TIPOS DE CONVERSÃO
TEMPO
ESPECIAL
PARA
TEMPO
COMUM
(1,40)
TEMPO
COMUM
PARA
TEMPO
ESPECIAL
(0,71)
LEI nº 9.032/95 ALTERA TIPOS DE CONVERSÃO
“O tempo de trabalho exercido sob
condições especiais que sejam ou venham
a ser consideradas prejudiciais à saúde ou
à integridade física será somado, após a
respectiva conversão ao tempo de
trabalho exercido em atividade comum”.
FIM DA CONVERSÃO DE COMUM EM ESPECIAL.
TABELA DE CONVERSÃO APÓS LEI nº 9.032/95 ATIVIDADES A CONVERTE R
MULTIPLICADORE
S
PARA 15 PARA 20 PARA 25 PARA 30 (MULHER) PARA 35 (HOMEM) 15 ANOS 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33 20 ANOS 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 25 ANOS 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40
MEDIDA PROVISÓRIA nº 1.663/98
Revoga expressamente o § 5º do artigo 57
da Lei nº 8.213/91, vedando a
conversão também do tempo
especial em comum;
Em todas as reedições da MP (1663-11;
1663-12; 1663-13; 1663-14 e 1663-15)
constou expressamente a revogação da
respectiva conversão;
CONVERSÃO DO TEMPO ESPECIAL PARA COMUM
A Lei nº 9.711/98 não trouxe a revogação
expressa do § 5º do art. 57 e deixou a cargo
do regulamento os critérios para a
conversão de tempo especial em comum;
O Decreto nº 4.827/2003, ao alterar
redação do artigo 70 do Decreto nº
3.048/99, permite não apenas a conversão,
mas estabelece regras de conversão para
qualquer que tenha sido o período
trabalhado, superando a questão da
CONVERSÃO DO TEMPO COMUM PARA ESPECIAL
ATIVIDADES HOSPITALARES E ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
Trabalhos e operações em contato permanente
com pacientes em hospitais e outros
estabelecimentos destinados a saúde humana são atividades insalubres;
Trabalhadores expostos aos agentes biológicos,
como vírus, bactérias, contato com pacientes
portadores de doenças infecto-contagiosas, pode a atividade exercida ser enquadrada como especial;
ATIVIDADES HOSPITALARES E ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
Decreto nº 53.831/64 – Código 1.3.2
– “Trabalhos permanentes expostos
ao contato com doentes ou materiais
infecto- contagiantes”;
Decreto nº 83.080/79, Anexo I,
Código 1.3.4 – “Trabalhos em que
haja contato permanente com
doentes ou materiais
infecto-contagiantes”;
ATIVIDADES HOSPITALARES E
ESTABLECIMENTOS DE SAÚDE
Decreto nº 2.172/97, Anexo IV, Código 3.0.1,
alínea “a” – “Trabalhos em estabelecimentos de
saúde em contato com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas ou com manuseio de materiais contaminados”;
Decreto nº 3.048/99, Anexo IV, Código 3.0.1,
alínea “a” – “Trabalhos em estabelecimentos de
saúde em contato com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas ou com manuseio de materiais contaminados”;
ATIVIDADES HOSPITALARES E
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
TRF 4ª Região decidiu que operadores de Raios-X
e Atendente de enfermagem poder ser
enquadradas como especiais, inclusive no período posterior a Lei nº 9.032/95 (ausência na
Legislação) – AC 2000.04.01.144928-7/RS
A legislação não definiu o que se compreende
como estabelecimento de saúde, pelo que estão incluídos hospitais, clínicas, casas de saúde,
laboratórios de exames e outros que objetivem a saúde humana (atendimento ao público);
ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X
Decreto nº 53.831/64 – Código 1.3.2 – “Trabalhos
permanentes expostos ao contato com doentes ou materiais infecto contagiantes – Assistência
médica, odontológica, hospitalar e outras
atividades”;
Decreto nº 83.080/79, Anexo I, Código 1.3.4 –
“Trabalhos em que haja contato permanente com doentes ou materiais infecto-contagiantes” –
Atividades descriminadas entre as do Código 2.1.3 do Anexo II: médicos, médicos-laboratoristas
(patologistas), técnicos de laboratórios, dentistas e
ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X
Decretos nº 53.831/64 e 83.080/79 só
foram revogados pelo Decreto 2.172/97;
Presunção absoluta de insalubridade do
enfermeiro até 9.032/95;
Após, necessidade de prova através de
formulários de informações sobre
atividades com exposição a agentes
nocivos ou por outro meio de provas, até a
data da publicação do Decreto 2.172/97.
ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X
A partir do Decreto nº 2.172/9, o enquadramento do
tempo de serviço do enfermeiro depende de
comprovação da exposição a agentes biológicos
conforme Código 3.0.1 do Anexo IV do referido Decreto;
O Decreto nº 3.048/99, confirma entendimento do
Decreto 2.172/97, no seu Anexo IV, Código 3.0.1, alínea “a”;
O operador de Raios-X também pode estar exposto a
agentes biológicos, em razão do contato com pacientes, nas mesmas condições que o profissional da área da saúde, o que inclui a atividade como especial;
ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X