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APOSENTADORIA ESPECIAL DO PROFISSIONAL DA SAÚDE

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(1)

APOSENTADORIA ESPECIAL DO

PROFISSIONAL DA SAÚDE

(2)

FUNDAMENTO LEGAL

REGIME GERAL DE PREVIDENCIA SOCIAL

Art. 201, §1º, CF;

Art. 57 e 58 da Lei 8.213/91; Art. 22, II, da Lei 8.212/91;

Art. 64 a 70 do Decreto 3.048/99;

(3)

CONCEITO DE APOSENTADORIA ESPECIAL

“Espécie de aposentadoria por tempo de contribuição com redução do tempo

necessário à inativação, concedida em razão do exercício de atividades

consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ou seja, é um benefício de natureza previdenciária que se presta a reparar financeiramente o trabalhador sujeito a

condições de trabalho inadequadas.”

CASTRO, Carlos A. Pereira de. e LAZZARI, João Batista.

(4)

CONCEITO DE APOSENTADORIA ESPECIAL

“É espécie de aposentadoria por tempo de contribuição devida aos segurados que, durante 15, 20 ou 25 anos

de serviços consecutivos ou não, em uma ou mais

empresas, em caráter habitual e permanente,

expuseram-se a agentes nocivos físicos, químicos,

biológicos, ergométricos ou psicológicos em níveis além da tolerância legal, sem a utilização eficaz de EPI

ou em face de EPC insuficiente, fatos exaustivamente

comprovados mediante laudos técnicos periciais

emitidos por profissional formalmente habilitado, em

consonância com dados cadastrais fornecidos pelo

empregador ou outra pessoa autorizada para isso (PPP)”. MARTINEZ, Wladimir Novaes.

(5)

CONCEITO DE APOSENTADORIA

ESPECIAL

Aquela exercida em condições

que podem causar prejuízos à

saúde ou à integridade física

do trabalhador, por ser

(6)

ATIVIDADES ESPECIAIS

O Art. 7º , XXIII, CF, confere o direito à adicional de de remuneração pelo exercício de atividades

consideradas penosas, insalubres e perigosas.

Contudo, a legislação infraconstitucional em vigor (Lei 8.213/91 com as alterações da Lei 9.528/97 e Decreto 2.172/97 e 3.048/99) reconhece apenas

as atividades insalubres como geradoras do direito à Aposentadoria Especial.

Desproteção da penosidade e periculosidade (A partir do Decreto 2.172/97).

(7)

OBJETO DA PROTEÇÃO

 Saúde – “entende-se como o perfeito equilíbrio

biológico do ser humano; Estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doença ou enfermidade.”

 Integridade física do trabalhador – “entende-se como

a preservação integral do organismo, sem sofrer

afetação prejudicial traumática por ação exterior ou interior”;

 Segurança no trabalho – conceito em evolução –

técnica que objetiva a realização do labor sem

ocorrência de infortúnios do trabalho, com o mínimo de medidas protetivas e preventivas;

(8)

CONCEITO DE TRABALHO PERMANTE

Decreto 3.048/99 - Art. 65. Considera-se trabalho

permanente, para efeito desta Subseção, aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador

avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja

indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento

decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem

como aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse

(9)

NATUREZA JURÍDICA

Modalidade de Aposentadoria por

Tempo de Contribuição com tempo

reduzido;

Direito subjetivo excepcional de quem

preenche os requisitos legais;

Aspecto especial: além do tempo de

serviço, exige a exposição ao risco;

Benefício de pagamento continuado;

Modalidade securitária de indenização

diferida pela assunção dos riscos de

aquisição de doenças ou acidentes;

(10)

CONCEITO DE ATIVIDADE

PERIGOSA

Aquelas que, por sua natureza ou métodos

de trabalho, impliquem o contato

permanente com inflamáveis ou

explosivos e eletricidade,

em condições de riscos acentuado.

(Art. 193, CLT).

(11)

CONCEITO DE ATIVIDADE PENOSA

“Pode ser considerada penosa a atividade produtora de desgaste no organismo, de ordem física ou psicológica, em razão de repetição dos movimentos, condições

agravantes, pressões e tensões próximas do indivíduo. Dirigir veículo coletivo ou de transporte pesado,

habitual e permanente,

em logradouros com tráfego intenso, é exemplo de desconforto

causador de penosidade”.

(12)

CONCEITO DE ATIVIDADE

INSALUBRE

Aquelas que, por sua natureza,

condições ou métodos de trabalho,

exponham os empregados a agentes

nocivos à saúde, acima dos limites de

tolerância fixados em razão da

natureza e da atividade do agente e do

tempo de exposição aos seus efeitos

(13)

INSALUBRIDADE - AGENTES

FÍSICOS

Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em função da sua

intensidade ou exposição:  os ruídos;  Vibrações;  Calor;  pressões anormais;  radiações ionizantes;  Etc.

(14)

INSALUBRIDADE – AGENTES

QUÍMICOS

Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à

integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em razão de sua concentração, manifestados por névoas, neblinas, poeiras, fumos, gazes, vapores de substâncias nocivas presentes no ambiente de trabalho, absorvidos pela via respiratória ou outras vias:  Arbestos;  Arsênio;  Benzeno;  Chumbo;  Cloro;  Hidrocarbonetos;  Etc.

(15)

INSALUBRIDADE – AGENTES BIOLÓGICOS

Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho, em razão da sua natureza:

 Bactérias;  Fungos;  Parasitas;  Vírus;

 Contato com pacientes portadores de doenças

infecto-contagiosas;

(16)

INSALUBRIDADE – AGENTES AGRESSIVOS PSICOLÓGICOS

“Circunstâncias inerentes ao trabalho, principalmente nas hipóteses de funções perigosas, mas igualmente presentes nas penosas, devem-se à pressão (dos circundantes), à tensão (do tráfego), ao medo do

ambiente, ao risco de acidente (perigo), à repetitividade de gestos (tenosinovite)”.

(17)

ATIVIDADES ESPECIAIS –

PERICULOSIDADE/PENOSIDADE

TURMA REGIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO DA 4ª REGIÃO – 25.02.2011 – FLORIANÓPOLIS/SC

IUJEF 2007.71.95.023137-9/RS - 0023137-64.2007.404.7195

ESPECIAL. AGENTE NOCIVO. PERICULOSIDADE. PENOSIDADE. POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DO CARÁTER ESPECIAL DA ATIVIDADE REALIZADA APÓS VIGÊNCIA APÓS DECRETO 2.172/97. Se a prova

técnica demonstrar que a atividade do segurado é exercida "sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física", o reconhecimento da natureza especial da

atividade é devido, mesmo que os agentes nocivos não estejam previstos no atual Anexo IV do Decreto 3.048/1999, mesmo que o risco à integridade física se dê pela via da periculosidade ou da penosidade. A

periculosidade permite o reconhecimento do caráter especial da atividade realizada após a vigência do Decreto nº 2.172/1997 (05.03.1997). No caso concreto, o autor requereu a possibilidade de enquadramento da atividade em especial por exposição à periculosidade, somente, até 05.03.97.

(18)

BREVE HISTÓRICO DA APOSENTADORIA ESPECIAL

Conquista dos Industriários – IAPI;

Lei nº 3.807/60 – Lei Orgânica da Previdência Social

-LOPS;

Decretos nº 53.831/64 E 83.080/79;

Consolidação das Leis da Previdência Social – Decreto

nº 89.312/84;

Constituição Federal de 1988;

Lei nº 8.213/91 – manteve o conceito da LOPS; Lei nº 9.032/95;

Lei nº 9528/97;

Lei nº 9.711, DE 11.12.1998; Lei nº 9.732/98;

(19)

LOPS: LEI Nº 3.807 DE 26.10.1960

Art. 31. A aposentadoria especial será concedida ao segurado que, contando no mínimo 50 (cinqüenta)

anos de idade e 15 (quinze) anos de contribuições

tenha trabalhado durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos pelo menos, conforme a atividade

profissional, em serviços, que, para êsse efeito, forem

considerados penosos, insalubres ou perigosos, por Decreto do Poder Executivo. (Revogado pela Lei nº

5.890, de 1973)

§ 1º A aposentadoria especial consistirá numa renda

mensal calculada na forma do § 4º do art. 27, aplicando-se-lhe, outrossim o disposto no § 1º do art. 20.

(Revogado pela Lei nº 5.890, de 1973)

§ 2º Reger-se-á pela respectiva legislação especial a aposentadoria dos aeronautas e a dos jornalistas

(20)

DECRETO Nº 53.831/64

Art 2º Para os efeitos da concessão da Aposentadoria Especial,

serão considerados serviços insalubres, perigosos ou penosos, os constantes do Quadro Anexo em que se

estabelece também a correspondência com os prazos referido no art. 31 da citada Lei.

Art 3º A concessão do benefício de que trata êste decreto

dependerá de comprovação pelo segurado efetuado na

forma prescrita pelo art. 60, do Regulamento Geral da

Previdência Social, perante o Instituto de Aposentadoria e Pensões a que estiver filiado do tempo de trabalho

permanente e habitualmente prestado no serviço ou serviços, considerados insalubres, perigosos ou penosos, durante o

prazo mínimo fixado.

Presunção: pela categoria profissional do

segurado;

Regime probatório que vigora até a

(21)

DECRETO Nº 83.080/79

Art. 60. A aposentadoria especial é devida ao segurado que, contando no

mínimo 60 (sessenta) contribuições mensais, tenha trabalhado em atividade

profissionais perigosas, insalubres ou penosas, desde que:

I - a atividade conste dos quadros que acompanham este

Regulamento, como Anexos I e II;

II - o tempo de trabalho, conforme os mencionados quadros, seja no mínimo de 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos.

§ 1º Considera-se tempo de trabalho, para os efeitos deste artigo: a) o período ou períodos correspondentes a trabalho permanente e

habitualmente prestado em atividades constantes dos Quadros a que se refere este artigo, contados também os períodos em que o segurado tenha estado em gozo de benefício por incapacidade decorrente do exercício atividades

b) o período ou períodos em que o trabalhador integrante de

categoria profissional incluída nos Quadros a que se refere este artigo se licenciar do emprego ou atividade, para exercer

cargos de administração ou representação sindical.

(22)

LEI Nº 8.213/91

Art. 57: duas formas de se considerar tempo de serviço como especial:

a) enquadramento por categoria profissional:

conforme atividade desempenhada pelo segurado, presumia a lei a sujeição a condições insalubres;

b) enquadramento por agente nocivo:

independentemente da atividade ou profissão, o caráter especial do trabalho decorre da exposição a agentes insalubres arrolados na legislação de

(23)

LEI Nº 9.032/95

 Alteração do caput do Art. 57 da Lei nº 8.213/91:

retirada a expressão “conforme categoria profissional”;

 Coeficiente do salário-de-benefício de 100%;

 Impôs a necessidade de comprovação, pelo segurado,

de exposição a agente nocivo;

 Exigência de exposição habitual e permanente;

 Vedação da volta do aposentado à atividade especial;  Fim da conversão do tempo comum em especial;

 Eliminação do cômputo do tempo de serviço do

(24)

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/96

CONVERTIDA NA LEI Nº 9.528/97

Possibilidade do Poder Executivo relacionar os

agentes nocivos; Súmula nº 194 STF.

Recriou o SB-40, DISES SB 5235, DSS 8030,

DIRBEN 8030 (formulários);

Instituiu o laudo técnico pericial;

Exigiu a referência à tecnologia diminuidora de

nocividade (EPI/EPC);

Fixou multa para empresa sem laudo técnico

atualizado;

(25)

DECRETO Nº 3.048/99

 Anexo IV: classificação dos agentes nocivos

químicos, físicos, biológicos ou associação de

agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física e o tempo de exposição considerados para fins de atividade especial;

 Rol exemplificativo – Súmula 198 do Extinto TFR:

“é devida a aposentadoria especial se perícia

judicial constatar que a atividade exercida pelo segurado é perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento”.

(26)

DECRETO Nº 3.048/99- ANEXO IV

 15 anos: trabalho com mineração subterrânea,

frentes de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos e biológicos;

 20 anos: a) trabalho com exposição ao agente

químico asbestos (amianto); b) trabalhos em mineração subterrânea, afastados da frente de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos e biológicos;

 25 anos: demais casos (Ex: trabalhadores na

(27)

APOSENTADORIA ESPECIAL -REQUISITOS Art. 57, LBPS

 15, 20 ou 25 anos de TODO PERÍODO em atividade

especial (art. 57, §4º - redação da Lei nº 9.032/95);

 Carência de 180 contribuições mensais (regra do art.

142, LBPS – carência progressiva);

 Não exige idade mínima;

 Renda mensal inicial de 100% do

salário-de-benefício;

 Não incide fator previdenciário.

 Após Lei nº 10.666/2003 – art. 3º: a perda da

qualidade de segurado não será considerada para concessão da aposentadoria especial;

(28)

APOSENTADORIA ESPECIAL -REQUISITOS Art. 57, LBPS

Comprovação das atividades especiais pelo

segurado: Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP e Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT;

Demonstração indireta dos riscos: diversos

meios de prova;

Tempus regit actum = tempo rege o ato: o

tempo de serviço é disciplinado pela lei vigente à época da prestação do serviço. Patrimônio

(29)

CONCESSÃO E CANCELAMENTO

 Data de início do benefício:

Segurado empregado: Do desligamento do emprego até 90 dias – retroage - ou do

requerimento, quando após 90 dias ou em caso de não haver desligamento.

Demais segurados: data do requerimento;

 Cancelamento do benefício:

Caso de retorno ao exercício de atividades

especiais. O que faz parte da doutrina entender que ele não é um benefício definitivo.

(30)

QUEM FAZ JUS?

Art. 64, Dec. nº 3.048/99: Segurado empregado, trabalhador avulso, e contribuinte individual,

somente como cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção;

 Há o entendimento de que esta “restrição” do

Decreto é inconstitucional, uma vez que a

especialidade decorre da exposição ao agente

nocivo e não da relação de emprego. A CF e a Lei também não diferencia direito à aposentadoria à trabalhadores subordinados ou não.

 Quem define os destinatários: Até 28/04/1995 –

Poder Legislativo. A partir de 10/12/1997 – Poder Executivo, por disposição da Lei nº 9.528/97.

(31)

JURISPRUDÊNCIA

PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE ESPECIAL. CIRURGIÃO-DENTISTA. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. HABITUALIDADE E PERMANÊNCIA. INTERMITÊNCIA. RECONHECIMENTO DE

TEMPO ESPECIAL. CONVERSÃO EM APOSENTADORIA ESPECIAL.

1. Uma vez exercida atividade enquadrável como especial, sob a égide da legislação que a ampara, o segurado adquire o direito ao reconhecimento como tal. 2. Constando dos autos a prova

necessária a demonstrar o exercício de atividade sujeita a condições especiais, conforme a legislação vigente na data da prestação do trabalho, deve ser reconhecido o respectivo tempo de serviço. 3. Não há falar em eventualidade e intermitência, se a exposição ao agente nocivo é

não eventual, diurna e contínua; mesmo que durante parte de sua jornada de trabalho não haja contato ou presença de agentes insalutíferos, o trabalhador tem direito ao cômputo do tempo de serviço especial,

entendimento prevalente na egrégia 3ª Seção. 6. Demonstrado o tempo de serviço sob condições nocivas à saúde ou à integridade física especial por mais de 25 anos e a carência, é devida à parte autora a revisão do ato de concessão do seu benefício de Aposentadoria por Tempo de Serviço proporcional, para convertê-lo em Aposentadoria Especial, sem a incidência do fator previdenciário, nos termos da Lei nº 8.213/91. Apelação Cível Nº 5010542-43.2010.404.7000/PR RELALATOR : JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA

APELANTE : TANIA ELY FLORIANO MONTEAVARO BARRETO ADVOGADO: ROBSON LUIZ SANTIAGO ADRIANO ALVES KLEIN APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS

(32)

TEMPO X REGULAMENTOS

Período Laborado Regulamento aplicado Meios de Prova De 05/09/1960 (LOPS) até 28/04/1995 Dec. nº 53.831/64 (Quadro Anexo) e Dec. nº 83.080/79 (Anexos I e II) – aplicação simultânea – norma mais benéfica.

Informação idônea do empregador através de formulários – enquadramento ficto – Exceção: ruído.

A partir de

29/04/1995(Lei 9.032)

Comprovação efetiva exposição ao agente nocivo – fim do enquadramento por

categoria profissional – Formulários SB40, DSS8030, DIRBEN8030. Exceção: ruído.

A partir de 06/03/1997

Dec. nº 2.172/97

(Anexo IV) Laudo Técnico Pericial para preenchimento de formulário para qualquer agente nocivo. A partir de 07/05/1999 Dec. nº 3.048/99 (Anexo IV) A partir de 01/01/2004

Comprovação através de PPP baseado em Laudo Técnico.

(33)

DATAS LIMITES PARA

ENQUADRAMENTO

Até 28/04/1995 De 28/04/1995 a 05/03/1997 De 06/03/1997 a 06/05/1999 De 07/05/99 até hoje •Físicos •Químicos •Biológicos •Categoria Profissional •Físicos •Químicos •Biológicos dos Decretos nº 53.831/64 e 83.080/79 •Físicos •Químicos •Biológicos •Decreto nº 2.172/97 •Físicos •Químicos •Biológicos •Decreto nº 3.048/99

(34)

CONVERSÃO DO TEMPO

Entende-se por conversão de tempo de serviço

o meio pelo qual o trabalhador, com dois ou

mais períodos de atividade expostos a agentes

agressivos, se equipara ao trabalhador comum

e vice-versa, para fins de aposentadoria.

A Lei nº 6.887/80 permitia, em status legal,

conversão de tempo especial em comum; de

tempo comum em especial e de tempo

(35)

TIPOS DE CONVERSÃO

TIPOS DE CONVERSÃO

TEMPO

ESPECIAL

PARA

TEMPO

COMUM

(1,40)

TEMPO

COMUM

PARA

TEMPO

ESPECIAL

(0,71)

(36)

LEI nº 9.032/95 ALTERA TIPOS DE CONVERSÃO

“O tempo de trabalho exercido sob

condições especiais que sejam ou venham

a ser consideradas prejudiciais à saúde ou

à integridade física será somado, após a

respectiva conversão ao tempo de

trabalho exercido em atividade comum”.

FIM DA CONVERSÃO DE COMUM EM ESPECIAL.

(37)

TABELA DE CONVERSÃO APÓS LEI nº 9.032/95 ATIVIDADES A CONVERTE R

MULTIPLICADORE

S

PARA 15 PARA 20 PARA 25 PARA 30 (MULHER) PARA 35 (HOMEM) 15 ANOS 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33 20 ANOS 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 25 ANOS 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40

(38)

MEDIDA PROVISÓRIA nº 1.663/98

Revoga expressamente o § 5º do artigo 57

da Lei nº 8.213/91, vedando a

conversão também do tempo

especial em comum;

Em todas as reedições da MP (1663-11;

1663-12; 1663-13; 1663-14 e 1663-15)

constou expressamente a revogação da

respectiva conversão;

(39)

CONVERSÃO DO TEMPO ESPECIAL PARA COMUM

A Lei nº 9.711/98 não trouxe a revogação

expressa do § 5º do art. 57 e deixou a cargo

do regulamento os critérios para a

conversão de tempo especial em comum;

O Decreto nº 4.827/2003, ao alterar

redação do artigo 70 do Decreto nº

3.048/99, permite não apenas a conversão,

mas estabelece regras de conversão para

qualquer que tenha sido o período

trabalhado, superando a questão da

(40)

CONVERSÃO DO TEMPO COMUM PARA ESPECIAL

(41)

ATIVIDADES HOSPITALARES E ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE

 Trabalhos e operações em contato permanente

com pacientes em hospitais e outros

estabelecimentos destinados a saúde humana são atividades insalubres;

 Trabalhadores expostos aos agentes biológicos,

como vírus, bactérias, contato com pacientes

portadores de doenças infecto-contagiosas, pode a atividade exercida ser enquadrada como especial;

(42)

ATIVIDADES HOSPITALARES E ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE

Decreto nº 53.831/64 – Código 1.3.2

– “Trabalhos permanentes expostos

ao contato com doentes ou materiais

infecto- contagiantes”;

Decreto nº 83.080/79, Anexo I,

Código 1.3.4 – “Trabalhos em que

haja contato permanente com

doentes ou materiais

infecto-contagiantes”;

(43)

ATIVIDADES HOSPITALARES E

ESTABLECIMENTOS DE SAÚDE

 Decreto nº 2.172/97, Anexo IV, Código 3.0.1,

alínea “a” – “Trabalhos em estabelecimentos de

saúde em contato com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas ou com manuseio de materiais contaminados”;

 Decreto nº 3.048/99, Anexo IV, Código 3.0.1,

alínea “a” – “Trabalhos em estabelecimentos de

saúde em contato com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas ou com manuseio de materiais contaminados”;

(44)

ATIVIDADES HOSPITALARES E

ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE

 TRF 4ª Região decidiu que operadores de Raios-X

e Atendente de enfermagem poder ser

enquadradas como especiais, inclusive no período posterior a Lei nº 9.032/95 (ausência na

Legislação) – AC 2000.04.01.144928-7/RS

 A legislação não definiu o que se compreende

como estabelecimento de saúde, pelo que estão incluídos hospitais, clínicas, casas de saúde,

laboratórios de exames e outros que objetivem a saúde humana (atendimento ao público);

(45)

ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X

Decreto nº 53.831/64 – Código 1.3.2 – “Trabalhos

permanentes expostos ao contato com doentes ou materiais infecto contagiantes – Assistência

médica, odontológica, hospitalar e outras

atividades”;

 Decreto nº 83.080/79, Anexo I, Código 1.3.4 –

“Trabalhos em que haja contato permanente com doentes ou materiais infecto-contagiantes” –

Atividades descriminadas entre as do Código 2.1.3 do Anexo II: médicos, médicos-laboratoristas

(patologistas), técnicos de laboratórios, dentistas e

(46)

ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X

Decretos nº 53.831/64 e 83.080/79 só

foram revogados pelo Decreto 2.172/97;

Presunção absoluta de insalubridade do

enfermeiro até 9.032/95;

Após, necessidade de prova através de

formulários de informações sobre

atividades com exposição a agentes

nocivos ou por outro meio de provas, até a

data da publicação do Decreto 2.172/97.

(47)

ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X

 A partir do Decreto nº 2.172/9, o enquadramento do

tempo de serviço do enfermeiro depende de

comprovação da exposição a agentes biológicos

conforme Código 3.0.1 do Anexo IV do referido Decreto;

 O Decreto nº 3.048/99, confirma entendimento do

Decreto 2.172/97, no seu Anexo IV, Código 3.0.1, alínea “a”;

 O operador de Raios-X também pode estar exposto a

agentes biológicos, em razão do contato com pacientes, nas mesmas condições que o profissional da área da saúde, o que inclui a atividade como especial;

(48)

ENFERMEIROS E OPERADORES DE RAIOS-X

As atividades relacionadas nos anexos dos

Decretos descritos asseguram ao enfermeiro(a)

e ao operador de Raios-X, este quando exposto

a agentes insalubres biológicos, o direito à

Aposentadoria Especial quando

desempenhadas durante o prazo mínimo

fixado na legislação (25 anos) bem como

asseguram o cômputo como tempo especial

quando o trabalho tenha sido exercido

(49)

OBRIGADO!!!

Roberto Dias

Referências

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