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Relatório e Contas MGE

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Academic year: 2021

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ESAF – Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. Página 1/3

Relatório e Contas

MGE

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO FECHADO

(2)

ESAF – Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. Página 2/3

1 Descrição do Fundo

O MGE – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado é um fundo de investimento imobiliário de subscrição particular gerido pela ESAF – Fundos de Investimento Imobiliário, S.A.

Foi constituído no dia 07 de Setembro de 2006, através de deliberação do Conselho Directivo da C.M.V.M., de acordo com o Decreto-Lei nº 60/2002, de 20 de Março, alterado pelo Decreto-Lei nº 13/2005, de 7 de Janeiro, que estabelece o Regime Jurídico dos Fundos de Investimento Imobiliário. O depositário dos valores que constituem o Fundo é o Banco Espírito Santo, S.A.. O Fundo foi constituído por um prazo de 10 anos, a contar da data da sua constituição, com um capital inicial de 5 200 000 € (com um crédito de 12 000 000 €) correspondente a 5 200 unidades de participação (UP’s) com um valor unitário de subscrição inicial de 1 000 €. O Fundo tem 2 participantes.

O Fundo caracteriza-se por ser um Fundo de Distribuição, ou seja, privilegia a distribuição dos resultados distribuíveis1. Assim sendo, e caso a Sociedade Gestora entenda que deve haver

lugar à referida distribuição, esta terá uma periodicidade trimestral.

 O Fundo tem em vista a valorização das participações e dos rendimentos a distribuir, bem como o desempenho das suas finalidades económicas e financeiras. Poderão integrar os activos do Fundo, valores imobiliários ou outros activos equiparáveis, participações em sociedades imobiliárias, unidades de participação de outros fundos imobiliários e/ou liquidez. Assim sendo, e como forma de atingir o objectivo definido, o Fundo privilegia a aquisição de imóveis destinados ao arrendamento, venda ou valorização, conforme as condições de mercado.

Sem prejuízo de poder investir em todo o país, o Fundo concentrará o seu investimento no Distrito de Faro.

1 Consideram-se como resultados distribuíveis os montantes correspondentes aos resultados do Fundo que

excedam as necessidades previsíveis de reinvestimento, salvaguardadas que estejam a solvabilidade e solidez do Fundo, bem como a sua tesouraria e a normal evolução dos negócios.

(3)

ESAF – Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. Página 3/3

Para a prossecução dos seus objectivos, o Fundo pode endividar-se sem qualquer limite.

2 Actividades do Fundo

Em 31 de Dezembro de 2009, o Valor Líquido Global do Fundo era de 5.803.498 €, o que representa uma variação de -6,83% face a 31 de Dezembro de 2008.

Durante o ano de 2009, registou-se a venda dos seguintes imóveis:

Imóvel Data de Venda Valor de Venda

Edifício Balaia Atlântico, Fr. "EL" - Apartamento Nº 426 - Piso 2 6 de Fevereiro 210.000,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "E" - Apartamento Nº 105 - Piso -1” 14 de Agosto 125.000,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "IT" - Parqueamento Nº 69 - Piso -2 14 de Agosto 11.750,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "BS" - Apartamento Nº 302 - Piso 1 21 de Setembro 193.750,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "HT" - Parqueamento Nº 47 - Piso -3 21 de Setembro 14.250,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "BT" - Apartamento Nº 303 - Piso 1 21 de Setembro 194.000,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "HV" - Parqueamento Nº 49 - Piso -3 21 de Setembro 14.000,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "DU" - Apartamento Nº 412 - Piso 2 21 de Setembro 210.000,00 € Edifício Balaia Atlântico, Fr. "GE" - Parqueamento Nº 8 - Piso -3 21 de Setembro 10.000,00 €

TOTAL 982.750,00 €

Não se registaram quaisquer compras de imóveis nem houve lugar a distribuição de resultados. O Regulamento de Gestão foi alterado em 16 de Julho de 2009.

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Balanço

Fundo: MGE - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado

Data: 31 de Dezembro de 2009

ACTIVO

(valores em Euros)

PERÍODO N PERIODO N-1

Código Designação Bruto Mais valias Menos valias Líquido Líquido

ACTIVOS IMOBILIÁRIOS

31 Terrenos 3 176 559 3 176 559 3 176 559

32 Construções

3211+3212 Construções acabadas 11 600 063 794 719 10 805 344 11 470 644

TOTAL DE ACTIVOS IMOBILIÁRIOS 14 776 622 - 794 719 13 981 903 14 647 203

CONTAS DE TERCEIROS

412 Devedores por rendas vencidas -

-413+...+419+424 Outras contas de devedores 6 240 6 240 6 240

TOTAL DOS VALORES A RECEBER 6 240 - - 6 240 6 240

DISPONIBILIDADES

12 Depósitos à ordem 120 805 120 805

TOTAL DAS DISPONIBILIDADES 120 805 120 805

-ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

52 Despesas com custo diferido - -

-TOTAL ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACTIVOS - -

-TOTAL DO ACTIVO 14 903 667 - 794 719 14 108 948 14 653 443

(5)

Balanço

Fundo: MGE - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Data: 31 de Dezembro de 2009

PASSIVO E CAPITAL

(valores em Euros)

Código Designação PERÍODO N PERÍODO N-1

CAPITAL DO FUNDO

61 Unidades de participação 5 200 000 5 200 000

64 Resultados transitados 1 028 936 1 095 808

65 Resultados distribuídos - ( 100 000)

66 Resultados líquidos do período ( 425 438) 33 128

TOTAL CAPITAL DO FUNDO 5 803 498 6 228 936

CONTAS DE TERCEIROS

423 Comissões e outros encargos a pagar 21 744 9 509

424+...+429 Outras contas de credores 69 589 229 608

432 Empréstimos não titulados 8 159 640 8 113 289

TOTAL DOS VALORES A PAGAR 8 250 973 8 352 406

ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

53 Acréscimos de custos 54 477 72 101

TOTAL DOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS PASSIVOS 54 477 72 101

TOTAL DO PASSIVO E CAPITAL 14 108 948 14 653 443

Número de unidades de participação 5 200 5 200

Valor unitário das unidades de participação 1116, 06 1197, 87

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Demonstração dos Resultados

Fundo : MGE - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Data: 31 de Dezembro de 2009

CUSTOS E PERDAS

(valores em Euros)

Período N Período N-1

CUSTOS E PERDAS CORRENTES Juros e custos equiparados

711+…+718 De Operações correntes 492 645 526 255

Comissões

724+...+728 Outras, de operações correntes 88 841 87 178

733 Em Activos imobiliários 249 693 572 129

Impostos

7411+7421 Impostos sobre o rendimento 70 438 229 474

7412+7422 Impostos indirectos 40 425 35 620

76 Fornecimentos e serviços externos 36 761 390 782

77 Outros custos e perdas correntes 14 062 8 758

TOTAL CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 992 865 1 850 196

CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS

RL Resultado líquido do período (se > 0) - 33 128

TOTAL 992 865 1 883 324

O Técnico Oficial de Contas A Administração

Designação Código

(7)

Demonstração dos Resultados

Fundo : MGE - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado

Data: 31 de Dezembro de 2009

PROVEITOS E GANHOS

(valores em Euros)

Designação Período N Período N-1

PROVEITOS E GANHOS CORRENTES Juros e proveitos equiparados

811+818 Outros, de operações correntes - 171

Ganhos em operações financeiras e act. imobiliários

Em Activos imobiliários 567 143 1 882 024

Outros proveitos e ganhos correntes 284 1 129

TOTAL PROVEITOS E GANHOS CORRENTES (B) 567 427 1 883 324

RL Resultado líquido do período (se < 0) 425 438

-TOTAL 992 865 1 883 324

RESUMO

Resultado da carteira de títulos - 572 129

Resultados de activos imobiliários 280 689 919 113

Resultados correntes = (B)-(A)+7411+7421 ( 355 000) 262 602

Resultados antes de impostos sobre o rendimento ( 314 575) 298 222

Resultados líquidos do período ( 425 438) 33 128

O Técnico Oficial de Contas A Administração

Código

87 833

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Demonstração dos Fluxos Monetários

Fundo: MGE - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado

Data: 31 de Dezembro de 2009

(valores em Euros)

Discriminação dos Fluxos

OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO FUNDO Pagamentos

Rendimentos pagos aos Participantes

Fluxo das Operações sobre as Unidades do Fundo

OPERAÇÕES GESTÃO CORRENTE

Recebimentos Empréstimos Out.Receb.Oper.Corr.

Pagamentos

Amortização de Empréstimos Juros de Depósitos Bancários Comissão de Gestão Comissão de Depósito Pag.Juros Empréstimos Impostos e Taxas Taxa de Supervisão Out.Pag.Oper.Correntes

Fluxo das Operações Gestão Corrente

OPERAÇÕES COM VALORES IMOBILIÁRIOS

Recebimentos

Alienação de Imóveis

Outros recebimentos de valores imobiliários

Pagamentos

Aquisição Imóveis

Fornecimentos e serv.externos com imóveis Outros pagamentos Val.Imobiliários

Fluxo das Operações com Valores Imobiliários

Saldo dos Fluxos Monetários do Período…..(A) Disponibilidades no Início do Período...….…(B) Disponibilidades no Fim do Período…..……(C)

O Técnico Oficial de Contas A Administração

De 01.01.09 a 31.12.09 De 01.01.08 a 31.12.08 100 000 ( 100 000) 625 000 3 000 000 330 2 251 625 330 3 002 251 502 150 1 305 500 46 662 1 156 62 868 73 093 11 337 11 069 463 608 508 259 270 085 1 082 033 2 400 2 400 14 062 8 758 1 373 172 2 992 268 ( 747 842) 9 983 982 750 3 297 500 43 989 982 750 3 341 489 - 3 176 559 32 035 364 663 5 569 37 604 3 541 222 945 146 ( 199 733) 120 805 ( 76 499) 197 304 ( 289 750) ( 76 499) 213 251

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31.12.2009 (valores em Euros) Área (m2) Data da Valor da Data da Valor da Valor

Avaliação 1 Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 2 do Imóvel

1 - IMÓVEIS SITUADOS EM ESTADOS DA UNIÃO EUROPEIA 13 981 903

1.1. Terrenos 3 176 559

1.1.1. Urbanizados 3 176 559

Não arrendados 3 176 559

11 Lotes Terreno Vale Serves, Albufeira 12 193 11-12-2009 4 867 000 11-12-2009 4 806 550 3 176 559

1.4. Construções Acabadas 10 805 344

1.4.2 Não Arrendadas 10 805 344

Habitação 10 805 344

Edif. Balaia Atlântico, Albufeira 19 478 14-09-2009 10 511 000 14-09-2009 10 271 450 10 391 225 Pr. Urbano Lote 14, Montechoro 276 03-07-2009 455 000 03-07-2009 476 500 414 119

Total 13 981 903

(10)

MGE

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO FECHADO

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 (Valores expressos em Euros)

INTRODUÇÃO

O presente Anexo obedece, em estrutura, ao disposto no Regulamento nº 2/2005, de 14 de Abril, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que estabeleceu o Plano Contabilístico dos Fundos de Investimento Imobiliário (PCFII).

As notas omissas não têm aplicação por inexistência ou irrelevância de valores ou situações a reportar. As notas adicionais pretendem complementar a informação mínima prevista no PCFII, com o objectivo do conteúdo do Anexo permitir uma melhor compreensão do conjunto das demonstrações financeiras.

CONSTITUIÇÃO E ACTIVIDADE DO FUNDO

O Fundo MGE – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado (doravante denominado o Fundo) é um fundo de investimento imobiliário fechado, gerido pela ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário, S.A., (com sede na Avenida Álvares Cabral n.º 41, em Lisboa) e foi constituído em 07 de Setembro de 2006 por um prazo inicial de 10 anos, podendo a duração do Fundo ser prorrogada por um ou mais períodos não superiores a 10 anos. A actividade encontra-se regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 60/2002, de 20 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 252/2003, de 17 de Outubro, pelo Decreto-Lei n.º 13/2005, de 7 de Janeiro, pelo Decreto-Lei nº 357-A/2007, de 31 de Outubro e pelo Decreto-Lei nº 211-A/2008, de 3 de Novembro, que estabelece o regime jurídico dos fundos de investimento imobiliário. O objectivo do Fundo é alcançar, numa perspectiva de longo prazo, uma valorização do capital, através da constituição e gestão de uma carteira de valores predominantemente imobiliários.

O Banco Espírito Santo, S.A. assume as funções de Banco Depositário do Fundo e nessa qualidade tem a custódia de todos os activos mobiliários que compõem o MGE.

As unidades de participação foram colocadas junto dos investidores pelo Banco Espírito Santo, S.A. e pela Sociedade Gestora, ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário, S.A..

(11)

APRESENTAÇÃO DAS CONTAS E RESUMO DOS PRINCIPAIS PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS E CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

(a) Apresentação das contas

As demonstrações financeiras foram preparadas e estão apresentadas de acordo com o Plano Contabilístico em vigor para os Fundos de Investimento Imobiliário, que entrou em vigor em 15 de Abril de 2005.

(b) Especialização dos exercícios

Na preparação das contas do Fundo MGE foi respeitado o princípio da especialização dos exercícios. Assim, a generalidade dos custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu recebimento ou pagamento.

(c) Imóveis

Os imóveis são apresentados em Balanço por um valor compreendido entre o custo de aquisição e o seu valor de mercado, determinado de acordo com o melhor preço que poderia ser obtido se fosse colocado para venda, em condições normais de mercado, no momento das avaliações.

Este valor corresponde à média aritmética simples das avaliações efectuadas por dois peritos independentes, com uma periodicidade mínima de dois anos, e sempre que ocorram aquisições ou alienações ou ainda alterações significativas do valor do imóvel.

O custo de aquisição do imóvel corresponde ao valor de compra, incluindo os custos de construção, conforme aplicável, acrescido das despesas incorridas subsequentemente com obras de remodelação e beneficiação de vulto, que alterem substancialmente as condições em que o imóvel é colocado para arrendamento no mercado.

Os ajustamentos que resultam das avaliações, correspondentes a mais e menos-valias não realizadas, são registados no activo, respectivamente, a acrescer ou deduzir ao valor do imóvel, por contrapartida das rubricas de Ganhos ou Perdas em activos imobiliários da Demonstração dos Resultados.

(d) Unidades de participação

O valor da unidade de participação é calculado mensalmente, tendo por base o valor líquido global do Fundo apurado no encerramento das contas no último dia do mês e o número de unidades de participação em circulação.

(12)

(e) Comissões de gestão e depositário

O Fundo suporta encargos com comissões de gestão e de depositário, de acordo com a legislação em vigor, a título de remuneração dos serviços prestados pela Sociedade Gestora e pelo Banco Depositário. A comissão de gestão é calculada segundo o valor do activo total do Fundo sob gestão, isto é, se o activo total do Fundo for inferior ou igual a 22 milhões de Euros a comissão de gestão será de 0,50% ano, se for superior a 22 milhões de Euros a comissão é 0,38% ano.

A comissão de depositário é calculada sobre o activo total do Fundo sendo de 0,075%. As bases e método de cálculo encontram-se descritos no regulamento de gestão do Fundo. As comissões de gestão e depositário são liquidadas mensal e trimestralmente, respectivamente, e encontram-se registadas na rubrica de Comissões de operações correntes da Demonstração dos Resultados.

(f) Imposto sobre o rendimento

Os Fundos de Investimento Imobiliário estão sujeitos de acordo com o Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), a imposto sobre o rendimento de forma autónoma, considerando a natureza dos rendimentos. Desta forma, o valor das unidades de participação é, em cada momento, líquido de imposto.

Os rendimentos prediais líquidos obtidos no território português, que não sejam valias prediais, estão sujeitos a tributação autónoma à taxa de 20%. Relativamente às mais-valias prediais, estão sujeitas a imposto autonomamente a uma taxa de 25%, que incide sobre 50% da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias realizadas no exercício.

Outros rendimentos que não prediais, são tributados da seguinte forma:

os rendimentos obtidos no território português, que não sejam mais-valias, estão sujeitos a retenção na fonte, como se de pessoas singulares se tratasse, sendo recebidos líquidos de imposto ou, caso a retenção não ocorra, são tributados à taxa de 25% sobre o valor líquido obtido no exercício, a exemplo do que acontece com os rendimentos, que não sejam mais-valias obtidos no estrangeiro;

relativamente às mais-valias, obtidas em território português ou fora dele, estão sujeitas a imposto autonomamente a uma taxa de 10%, que incide sobre a diferença entre as mais-valias e as menos-valias apuradas no exercício.

Ao imposto assim apurado é ainda deduzido o imposto restituído aos participantes que sejam sujeitos passivos isentos de imposto sobre o rendimento.

De acordo com o artigo 22º do EBF, o imposto estimado no exercício sobre os rendimentos gerados, incluindo as mais valias, é registado na rubrica Impostos e taxas da Demonstração dos Resultados. Os rendimentos obtidos, quando não isentos, são assim considerados pelo respectivo valor bruto na respectiva rubrica da Demonstração dos Resultados.

(13)

A liquidação do imposto apurado deverá ser efectuada até ao final do mês de Abril do exercício seguinte, ficando sujeita a inspecção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais durante um período de quatro anos contado a partir do ano a que respeitam.

NOTA 1 - VALIAS POTENCIAIS EM IMÓVEIS

De acordo com a política contabilística descrita na alínea c), os imóveis em carteira encontram-se registados por um valor compreendido entre o seu custo de aquisição e o respectivo valor de mercado, determinado como a média aritmética simples de duas avaliações efectuados por peritos independentes.

O quadro abaixo apresenta a diferença entre o valor contabilístico do imóvel assim determinado, com os respectivos valores de avaliação.

(valores em Euros) Imóveis Valor Contabilístico Média dos Valores das Avaliações Diferença

Terreno Vale Serves, Albufeira 3 176 559 4 836 775 1 660 216

Edifício Balaia Atlântico, Albufeira 10 391 225 10 391 225

-Prédio Urbano Lote 14, Montechoro 414 119 465 750 51 631

Total 13 981 903 1 711 847

NOTA 2 - UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO E CAPITAL DO FUNDO

(valores e m Euros)

Desc rição Saldo inicial Subscrições Resgates Dist ribuição de Resultados Out ros R esultados Pe ríodo Saldo F inal

Valor base 5 200 000 - - - 5 200 000

Resultados distribuídos ( 100 000) - - - 100 000

-Resultados acumulados 1 095 808 - - - ( 66 872) 1 028 936

Resultados do pe ríodo 33 128 - - - ( 33 128) ( 425 438) ( 425 438)

Total 6 228 936 - - - - ( 425 438) 5 803 498

N.º de unidades participaç ão 5 200 5 200

(14)

NOTA 3 - IMÓVEIS

As aplicações em imóveis apresentam-se em Anexo.

O fundo MGE, no desenvolvimento da sua actividade de investimento imobiliário, procedeu durante o ano 2009, à alienação de nove imóveis como se encontra discriminado abaixo:

(valores em Euros)

Imóveis Valor de

Venda

9 Fracções Edifício Balaia Atlântico, Albufeira 982 750

Total 982 750

NOTA 7 – DISCRIMINAÇÃO DA LIQUIDEZ DO FUNDO

(Valores em Euros)

Descrição Saldo Inicia l Aumentos Reduções Saldo Final

Depósitos à ordem - 120.805

Total - - 120 805

NOTA 9 – VALORES COMPARATIVOS

Durante o presente exercício não se verificaram alterações de políticas contabilísticas, e ou critérios contabilísticos com efeitos relevantes nas demonstrações financeiras, pelo que os valores são comparáveis, em todos os aspectos significativos, com os valores do exercício anterior.

(15)

NOTA 10 – DIVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS

(valores em Euros)

Natureza Valor

HIPOTECA 11 676 420

Total 8 159 640 11 676 420

Rubricas do Balanço Valo res Garantias Prestadas

Conta 43 - Empréstimos Obtidos 8 159 640

NOTA 12 – RETENÇÃO DE IMPOSTOS

Durante o exercício de 2009, não foram efectuadas retenções na fonte sobre rendimentos prediais obtidos pelo Fundo devido à dispensa de retenção na fonte de imposto sobre esses rendimentos, quando obtidos por fundos de investimento imobiliário, de acordo com a alteração introduzida pelo Orçamento de Estado para 2002

NOTA 14 – OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA A APRECIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

14.1 Contas de Terceiros do activo

Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Outros contas de devedores, apresentava um saldo de 6.240 Euros, relativos a IVA a recuperar.

14.2 Contas de terceiros do passivo

Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Comissões e outros encargos a pagar é detalhada da seguinte forma:

(valores em Euros)

Descrição 31.12.2009 31.12.2008

Comissões e outros encargos a pagar

Sociedade Gestora 18 734 6 437

Banco Depositário 2 810 2 872

Autoridades de Supervisão 200 200

(16)

A rubrica Outras contas de Credores apresenta a seguinte composição a 31 de Dezembro de 2009:

(valores em Euros)

Descrição 31.12.2009 31.12.2008

Outras contas de Credores

IRS Retido a Terceiros 2 125 470

Mais Valias Prediais 67 464 229 138

Total 69 589 229 608

Relativamente à rubrica de Empréstimos não Titulados, em 31 de Dezembro de 2009 apresenta-se como segue:

(valores em Euros)

Descrição 31.12.2009 31.12.2008

Empréstimos não titulados

Descoberto bancário - 76 499

Empréstimos obtidos 8 159 640 8 036 790

Total 8 159 640 8 113 289

14.3 Acréscimos e diferimentos passivos

A rubrica Outros custos a pagar, a 31 de Dezembro de 2009, inclui um montante de 48 907 Euros relativos a juros a liquidar, o que compara com 66 532 Euros no final do exercício anterior.

14.4 Juros e custos equiparados

Relativamente à rubrica Juros e custos equiparados de operações correntes, em 31 de Dezembro de 2009 apresenta-se como segue:

(17)

(valores em Euros)

Descrição 31.12.2009 31.12.2008

Juros e Proveitos Equiparados

De Depósitos à Ordem 46 662 1 117

Juros Empréstimo Bancário 445 983 525 138

Total 492 645 526 255

14.5 Comissões

No decurso do exercício de 2009, o Fundo suportou os seguintes valores de comissões:

(valores em Euros) Descrição 31.12.2009 31.12.2008 Comissão de gestão 75 166 73 720 Comissão de depósito 11 275 11 058 Taxa de supervisão 2 400 2 400 Total 88 841 87 178 14.6 Impostos

Em 31 de Dezembro de 2009 a rubrica Impostos é composta como segue:

(valores em Euros)

Descrição 31.12.2009 31.12.2008

Imposto do selo 40 425 35 620

Sobre mais valias prediais 67 464 229 137

Outros rendimentos 2 974 337

Total 110 863 265 094

14.7 Ganhos e Perdas em operações financeiras

No exercício de 2009, o saldo das rubricas de Ganhos e Perdas em activos imobiliários, inclui menos-valias não realizadas resultantes das avaliações de imóveis no montante de 243 189 Euros (2008: 551 530 Euros).

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O Fundo registou ganhos na alienação de imóveis, ocorridas no exercício de 2009, no valor de 560 639 Euros (2008: 1 861 426 Euros).

NOTA 15 - ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES

Não existem factos relevantes ocorridos após 31 de Dezembro de 2009.

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Referências

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