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Condições de evacuação em museus

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Academic year: 2021

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C

ONDIÇÕES DE

E

VACUAÇÃO EM

M

USEUS

P

AULO

M

OREIRA

G

OMES DA

C

OSTA

Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL —ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES

(2)

Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-508 1446

[email protected]

Editado por

FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440 [email protected] http://www.fe.up.pt

Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2010/2011 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2011.

As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respectivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir. Este documento foi produzido a partir de versão electrónica fornecida pelo respectivo Autor.

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AGRADECIMENTOS

Para a realização deste trabalho, foi sem dúvida, necessário o apoio de pessoas e entidades, pelo qual o meu agradecimento é inequívoco, e fundamental.

Começo por agradecer ao Sr. Professor João Lopes Porto, pela orientação deste trabalho, e como consequência a disponibilidade na partilha do seu conhecimento, em meu benefício, permitindo desta forma a conclusão do trabalho.

À Câmara Municipal de Barcelos, pela ajuda, compreensão e cedência de material relacionada com Museus, especificamente com o Museu de Olaria.

À minha esposa, filha, pais e irmão pelo enorme incentivo, apoio, compreensão e carinho em todos os momentos.

(6)
(7)

RESUMO

Esta dissertação tem como objectivo analisar e caracterizar as condições de evacuação em edifício da utilização tipo Museus, evidenciando a sua problemática, dada a capacidade de concentração de visitantes neste tipo de edifícios.

Desta forma, inicialmente procurou-se retratar a sua história e evolução, desde o aparecimento dos primeiros museus até à actualidade.

Seguidamente, considerou-se a problemática das condições de evacuação, dado o tipo de edifício, onde estão implementados os Museus.

Posteriormente enumerou-se um conjunto de regras, descritas na regulamentação, de forma a criar e melhorar as condições de evacuação neste tipo de equipamento cultural.

Apresentaram-se de seguida, as condições de evacuação em Museus.

No sentido de evidenciar situações reais, foi analisada a evacuação no Museu de Olaria de Barcelos, enquadrando-a na sua história e analisando as suas condições de evacuação.

Por último, apresentaram-se as conclusões finais.

O verso da página de Resumo fica em branco.

(8)
(9)

ABSTRACT

Through my dissertation I intend to analyze and characterize the means of egress as part of the safety design in big scale buildings, i.e. museums, aiming at pinpointing its deficiencies, in light of their high occupancy loads. To that extent, I started by briefly explaining the history of museums, their origins and evolution since its inception to modern days. I then assessed the egress strategy weaknesses in big scale buildings, using museums as a case study typology. Subsequently, I listed a set of rules outlined in the regulation standards, towards improving the conditions for its adequate means of egress. In the end, I presented the constraints that can affect the egress strategy in museums. I used for that the Barcelos Ceramics Museum as a case study, by looking at its history and testing the building’s egress systems. Finally, I unveiled the final conclusions.

The back of the Abstract page is left blank.

(10)
(11)

ÍNDICE GERAL

AGRADECIMENTOS...i

RESUMO...iii

ABSTRACT...v

1. INTRODUÇÃO

...1

2. HISTÓRIA E ENQUADRAMENTO DOS MUSEUS

...3

2.1.INTRODUÇÃO...3

2.2.ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS MUSEUS...4

2.3.CARACTERIZAÇÃO DOS MUSEUS...7

2.3.1.MUSEUS DE ANTROPOLOGIA...8 2.3.2.MUSEUS DE ARQUEOLÓGICOS...8 2.3.3.MUSEUS DE ARTE...9 2.3.4.MUSEUS DE BIOGRÁFICOS...12 2.3.5.MUSEUS DE CIÊNCIAS...12 2.3.6.MUSEUS DE DESIGN...13 2.3.7.MUSEUS ESCOLARES...14 2.3.8.MUSEUS ETNOLÓGICOS...15 2.3.9.MUSEUS DE GEOLOGIA...15 2.3.10.MUSEUS DE HISTÓRIA...16

2.3.11.MUSEUS DE HISTÓRIA NATURAL...16

2.3.12.MUSEUS MILITARES...17

2.3.13.MUSEUS DOS TRANSPORTES...18

3. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NOS MUSEUS

...19

3.1.INTRODUÇÃO...19

3.2PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS...19

3.2.1.PROTECÇÃO PASSIVA...19

3.2.2.PROTECÇÃO ACTIVA...20

(12)

3.2.2.3. Sistemas de controlo de fumo... 24

3.2.2.4. Sinalização de segurança e sistemas de iluminação de emergência... 25

3.3.MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO... 31

4. EVACUAÇÃO NOS MUSEUS

... 33

4.1.INTRODUÇÃO... 33

4.1.1.OBJECTIVOS... 33

4.1.2.IMPORTÂNCIA E COMPREENSÃO DA EVACUAÇÃO EM CASO DE INCÊNDIO S... 33

4.2.CONDIÇÕES GERAIS DE EVACUAÇÃO... 35

4.2.1.CRITÉRIOS DE SEGURANÇA... 35

4.2.2.UTILIZAÇÕES TIPO... 35

4.2.3.LOCAIS DE RISCO... 36

4.2.4.CATEGORIAS DE RISCO... 37

4.2.5.CALCULO DO EFETIVO... 39

4.3.DIMENSIONAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DAS SAÍDAS DE EVACUAÇÃO... 40

4.3.1.OBJECTIVO... 40

4.3.2.NÚMERO DE SAIDAS... 41

4.4.DISTRIBUIÇÃO, LARGURA DAS SAIDAS E DOS CAMINHOS DE EVACUAÇÃO... 41

4.5.VIAS HORIZONTAIS DE EVACUAÇÃO... 43

4.6.VIAS VERTICAIS DE EVACUAÇÃO... 44

4.7.CARACTERÍSTICAS DAS PORTAS... 49

4.7.1.CARACTERÍSTICAS DAS PORTAS DOTADAS DE DISPOSITIVO SELECTOR DE FECHO... 52

4.7.1.1.Exemplo de classificação de um selector de fecho... 53

4.7.1.2.Exemplos de etiquetas de informação de um selector de fecho ... 53

4.8.CÂMARA CORTA-FOGO... 55

4.9.ZONAS DE REFÚGIO... 56

5. CARACTERIZAÇÃO, HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO

MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS

... 59

5.1.HISTÓRIA DO MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS... 59

5.2.COLECÇÃO... 60

5.3.IMPORTÂNCIA DO MUSEU PARA A CIDADE... 61

(13)

5.5.DIRECTRIZES DO MUSEU... 61

5.6.EVOLUÇÃO,RECUPERAÇÃO, AMPLIAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO MUSEU DE OLARIA...62

5.7.CARACTERIZAÇÃO ESPACIAL DO MUSEU...65

5.8.DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES POR ESPAÇO...69

5.8.1.SALA DA LOJA AO PÚBLICO...69

5.8.2.SALA DA RESERVA...69

5.8.3.SALA DE DOCUMENTAÇÃO...70

5.8.4.SALA DE TRABALHO (RESTAURO E DESENHO) ...70

5.8.5.ESPAÇOS PEDAGÓGICOS...70

5.8.6.AUDITÓRIO...71

5.9.ACTIVIDADE DO MUSEU DE OLARIA...71

5.9.1.PROGRAMA PARA INSTITUIÇÕES ESCOLARES...72

5.9.2.PROGRAMA PARA SENIORES...73

5.9.3.PROGRAMA PARA “AMIGUINHOS DO MUSEU” ...73

5.9.4.PROGRAMA PARA FINS-DE-SEMANA...73

5.9.5.PROGRAMA PARA FÉRIAS NO MUSEU...74

5.10.ORGANIZAÇÃO DAS EQUIPAS DE SEGURANÇA...74

5.10.1.DIRECTOR DE EMERGÊNCIA...74 5.10.2.RESPONSÁVEL DE SEGURANÇA...74 5.10.3.RESPONSÁVEL DE INTERVENÇÃO...75 5.10.4.RESPONSÁVEL DA EVACUAÇÃO...75 5.10.5.EQUIPAS DE INTERVENÇÃO...75 5.10.6EQUIPAS DE EVACUAÇÃO...75

6. ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE EVACUAÇÃO – MUSEU

DE OLARIA

...77

6.1.INTRODUÇÃO... 77

6.2.LOCALIZAÇÃO... 77

6.3.CARACTERIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DO EDIFICIO/FRACÇÃO... 77

6.3.1.CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO...77

6.3.1.1. Projecto Inicial ...78

6.3.1.2. Projecto da Ampliação e Reestruturação...80

(14)

6.4.CLASSIFICAÇÃO DO EDIFICIO E IDENTIFICAÇÃO DOS LOCAIS DE RISCO... 85

6.4.1.CLASSIFICAÇÃO DO EDIFICIO... 85

6.4.2.IDENTIFICAÇÃO DOS LOCAIS DE RISCO E EFECTIVO... 85

6.4.3.ISOLAMENTO E PROTECÇÃO DE LOCAIS DE RISCO... 87

6.5.CÁLCULO DO EFECTIVO... 87

6.6.CATEGORIA DO RISCO... 88

6.7.CONDIÇÕES GERAIS DE EVACUAÇÃO - ANÁLISE... 88

6.7.1.ANÁLISE DA COMPARTIMENTAÇÃO... 88

6.7.2.ISOLAMENTO E PROTECÇÃO DA COMPARTIMENTAÇÃO... 90

6.7.3.VERIFICAÇÃO DA COMPARTIMENTAÇÃO CORTA-FOGO... 90

6.7.4.ANÁLISE DO N.º DE SAÍDAS E LARGURAS NO 2º,3º E 4º PISO ... 90

6.7.5.ANÁLISE DO N.º DE SAÍDAS E LARGURAS NO 1º E 2º PISO... 91

6.7.6.VERIFICAÇÃO DO NÚMERO DE SAÍDAS E LARGURAS EXISTENTES NO 2º,3º E 4º PISO... 92

6.7.7.VERIFICAÇÃO DO NÚMERO DE SAÍDAS E LARGURAS EXISTENTES NO 1º E 2º PISO... 96

6.7.8.ANÁLISE DAS DISTÂNCIAS PARA O EXTERIOR... 100

6.8.PROPOSTA DE MELHORIAS DAS CONDIÇÕES DE EVACUAÇÃO... 101

6.8.1.IMPLEMENTAÇÃO DA 1ª PROPOSTA DE MELHORIA... 101

7. CONCLUSÃO

... 107

7.1.SÍNTESE DO ESTUDO EFECTUADO... 107

7.2.NOTAS FINAIS... 108

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 109

ANEXOS

ANEXOS 1–PLANTAS DE ARQUITECTURA

(15)

ÍNDICE DE FIGURAS

Fig. 2.1. Museu de Arte Natural, EUA ...3

Fig. 2.2. Zeus...4

Fig. 2.3. Mnemosine...4

Fig. 2.4. Antigo Teatro Romano em Alexandria, Grécia 2 ...4

Fig. 2.5. Museu do Britânico, Inglaterra ...5

Fig. 2.6. Museu do Louvre, França ...5

Fig. 2.7. Museu do Prado, Espanha...6

Fig. 2.8. Museu Mauritshuis, Holanda...6

Fig. 2.9. Museu Metropolitano de Arte, Nova York ...6

Fig. 2.10. Museu Soares dos Reis ...7

Fig. 2.11. Museu de Antropologia de Vancouver, Canadá ...8

Fig. 2.12. Totems e Casas Haida das primeiras nações, expostos no Museu...8

Fig. 2.13. Museu Arqueológico Nacional de Atenas ...9

Fig. 2.14. Kurós, do período arcaico, procedente de Tebas...9

Fig. 2.15. Diadumenos, atleta grego, seclo V a.C...9

Fig. 2.16. MoMa em Nova Iorque, EUA ...10

Fig. 2.17. Museu do Prado, Madrid, Espanha...10

Fig. 2.18. Museu do Louvre, Paris, França ...11

Fig. 2.19. Guggenheim Museum...11

Fig. 2.20. Casa-Museu Guerra Junqueiro, Porto, Portugal...12

Fig. 2.21. Museu de Ciências de Londres, UK...13

Fig. 2.22. Reconstrução da molécula o DNA ...13

Fig. 2.23. Museu Victoria e Albert, South Kensington, Londres, UK ...14

Fig. 2.24. Sala do Museu escolar de Marrazes, Leiria, Portugal ...14

Fig. 2.25. Museu Etnológico de Berlim, Alemanha ...15

Fig. 2.26. Mascara Tatanua ...15

Fig. 2.27. Máscara mortuária colombiana...15

Fig. 2.28. Museu Geológico de Lisboa, Lisboa, Portugal ...16

Fig. 2.29. Museu Britânico, Londres, UK ...16

Fig. 2.30. Museu Americano de História Natural, EUA...17

(16)

Fig. 2.32. Museu de Transportes e Comunicações do Porto, Porto, Portugal... 18

Fig. 3.1. Sistemas de detecção automáticos de incêndio (SADI) ... 21

Fig. 3.2. Classificação dos extintores ... 21

Fig. 3.3. Localização/distância dos extintores ... 22

Fig. 3.4. Posição correcta do extintor ... 23

Fig. 3.5. Bocas de incêndios tipo carretel... 24

Fig. 3.6. Tipo de sinalização existente em caminhos de evacuação ... 25

Fig. 3.7. Informação numa só face ... 26

Fig. 3.8. Informação dupla face ... 26

Fig. 3.9. Informação 45º... 26

Fig. 3.10 Sinalização de caminhos... 27

Fig. 3.11 Diferentes tipos de sinalização de caminhos ... 27

Fig. 3.12 Diferentes tipos de sinalização de portas corta-fogo ... 29

Fig. 3.13 Diferentes tipos de sinalização panorâmicos ... 29

Fig. 3.14 Diferentes tipos de sinalização para zonas de refúgio... 29

Fig. 3.15 Diferentes tipos de sinalização com identificação de extintores ... 30

Fig. 3.16 Diferentes tipos de sinalização com identificação de bocas-de-incêndio, e uso de diferentes tipos de equipamentos ... 30

Fig. 4.1. Fases do TNE... 34

Fig. 4.2. Saídas de um estabelecimento comercial. A – No ponto X, as saídas A e B não são independentes; B – No ponto Y, as saídas A, B e C não são independentes ... 42

Fig. 4.3. Distância a percorrer numa via até atingir uma saída. A – Sem impasse; B – Com impasse ... 43

Fig. 4.4. Descontinuidade das escadas no nível da saída para o exterior. A – Uma única caixa de escadas; B – Duas caixas de escadas... 45

Fig. 4.5. Características de uma escadas que faz parte dos caminhos de evacuação com 1 UP ... 46

Fig. 4.6. Requisitos de isolamento de uma escada enclausurada... 48

Fig. 4.7. Exemplo de protecção das Caixas de elevador em função da altura do edifício ... 49

Fig. 4.8. Efeitos da abertura de porta em caminhos de evacuação. A – Em circulações horizontais. B – No acesso as escadas... 50

Fig. 4.9 Porta de «vai e vem» de um caminhos de evacuação... 50

Fig. 4.10. Porta com barra antipânico ... 51

Fig. 4.11. Diferentes tipos de dispositivo selector de fecho ... 51

Fig. 4.12. Exemplo de classificação de um selector de fecho, segundo a EN1158 ... 53

(17)

Fig. 4.14. Filme de marcação CE de um selector de fecho incorporado num sistema com mola

recuperadora ...54

Fig. 4.15. Filme de marcação CE de um selector de fecho incorporado num sistema de mola recuperadora com retentor electromagnético ...54

Fig. 4.16. Câmara corta-fogo entre locais distintos...55

Fig. 4.17. Câmara corta-fogo entre vias de comunicação horizontal vertical ...56

Fig. 5.1. Fachada principal do Museu de Olaria ...59

Fig. 5.2. Museu de Olaria ...60

Fig. 5.3. Museu de Olaria ...60

Fig. 5.4. Peças existentes no Museu de Olaria...60

Fig. 5.5. Exemplo da colecção do Museu ...61

Fig. 5.6. Programas festivos...62

Fig. 5.7. Alçado principal do Museu de Olaria ...64

Fig. 5.8. Alçado lateral esquerdo do Museu de Olaria...65

Fig. 5.9. Alçado lateral direito do Museu de Olaria ...65

Fig. 5.10. Planta do 1º piso ...66

Fig. 5.11. Planta do 2º piso ...67

Fig. 5.12. Planta do 3º piso ...67

Fig. 5.13 Planta do 4º piso ...68

Fig. 5.14 Planta da cobertura...68

Fig. 5.15. Loja ao público ...69

Fig. 5.16. Peças do Espólio da Reserva ...69

Fig. 5.17. Sala de trabalho e desenho ...70

Fig. 5.18. Sala de actividades ...70

Fig. 5.19. Auditório ...71

Fig. 5.20. Diferentes actividades/programas...71

Fig. 5.21. Localização dos Programas...73

Fig. 6.1. Planta do 1º piso (projecto inicial) ...78

Fig. 6.2. Planta do 2º piso (projecto inicial) ...79

Fig. 6.3. Planta do 3º piso (projecto inicial) ...79

Fig. 6.4. Planta do 1º piso ...80

Fig. 6.5. Planta do 2º piso ...81

Fig. 6.6. Planta do 3º piso ...82

(18)

Fig. 6.8. Corte cc’ do edifício ... 83

Fig. 6.9. Corte dd’ do edifício... 83

Fig. 6.10. Diferença de cota entre o piso de acesso mais elevado e ultimo piso ... 88

Fig. 6.11. Delimitação da transição entre o 1º e o 2º compartimento corta-fogo no 2º piso... 89

Fig. 6.12. Planta de evacuação do 4º piso ... 93

Fig. 6.13. Planta de evacuação do 3º piso ... 94

Fig. 6.14. Planta de evacuação do 2º piso ... 95

Fig. 6.15. Planta de evacuação do 1º piso ... 98

Fig. 6.16. Planta de evacuação do 2º piso ... 99

Fig. 6.17. Planta do 4º Piso - Proposta de inclusão de via vertical de evacuação ... 102

Fig. 6.18. Planta do 3º Piso - Proposta de inclusão de via vertical de evacuação ... 103

Fig. 6.19. Planta do 2º Piso - Proposta de inclusão de via vertical de evacuação ... 104

(19)

ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 3.1. Configuração das instalações de alarme...20

Quadro 3.2. Procedimentos de manutenção ...23

Quadro 3.3. Medidas de autoprotecção...32

Quadro 4.1. Utilizações-tipo (RJ-SCIE) ...35

Quadro 4.2. Classificação dos locais de risco (RJ-SCIE)...36

Quadro 4.3. Classificação da categoria de risco...37

Quadro 4.4. Relação dos parâmetros na classificação da Categoria de Risco...38

Quadro 4.5. Índice de ocupação ...39

Quadro 4.6. Índice de ocupação por unidade de comprimento ...40

Quadro 4.7. Número mínimo de saídas por efectivo ...41

Quadro 4.8. Largura das UP ...41

Quadro 4.9. Largura mínima das saídas em função d n.º de pessoas...42

Quadro 4.10. Distancias máximas a percorrer...43

Quadro 4.11. Resistência ao fogo padrão mínima dos elementos da envolvente de vias horizontais de evacuação interiores protegidas ...44

Quadro 4.12. Protecção dos Acessos a Vias de Evacuação Vertical Protegidas, Localizadas no Piso de Saída para o Exterior ...47

Quadro 4.13. Protecção dos Acessos a Vias de Evacuação Vertical Protegidas, Não Localizadas no Piso de Saída para o Exterior ...48

Quadro 4.14. Tabela descritiva em função da Força do Selector de Fecho ...52

Quadro 4.15. Características da câmara corta-fogo...55

Quadro 4.16. Características das zonas de refúgios ...56

Quadro 5.1. Descrição dos espaços do 1º Piso...66

Quadro 5.2. Descrição dos espaços do 2º piso ...66

Quadro 5.3. Descrição dos espaços do 3º piso ...67

Quadro 5.4. Descrição dos espaços do 4º piso ...68

Quadro 6.1. Caracterização dos espaços do edifício ...84

Quadro 6.2. Classificação dos locais de risco e efectivos em função da área e coeficiente de ocupação atribuído...86

Quadro 6.3. N.º de saídas e larguras em função do efectivo e do RJ-SCIE ao nível do 2º, 3º e 4º piso ...90

Quadro 6.4. N.º de saídas e larguras em função do efectivo e do RJ-SCIE ao nível do 1º e 2º piso ...91

(20)

Quadro 6.6. N.º de saídas e larguras existentes no edifício, ao nível do 1º e 2º piso ... 96 Quadro 6.7. Verificação das distâncias desde os locais de risco e as saídas de emergência... 100

(21)

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus

CF – Corta-fogo

RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas RIA – Rede de Incêndios Armada

RJ-SCIE – Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edificios RS – Responsável de Segurança

RS-CIEH – Regulamento de Segurança Contra Incêndio em Edificios de Habitação RT-SCIE – Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios SCIE – Segurança Contra Incêndio em Edifícios

TDE – Tempo Disponível para Ecvacuar TNE – Tempo Necessário para Evacuar TS – Tempo de Segurança

UP – Unidade de Passagem UT – Utilização-tipo

(22)
(23)

1

INTRODUÇÃO

O domínio do fogo foi a maior conquista do ser humano na pré-história. A partir desta conquista, o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício. De igual forma, quando não controlado, o fogo poderá proporcionar as maiores catástrofes na nossa sociedade.

É portanto, necessário conhecer e avaliar os riscos da eclosão de um incêndio para combater e controlar a eclosão do fogo, assim como a propagação das suas chamas.

O risco de incêndio torna-se mais ou menos grave, mediante as dimensões do edifício, os materiais utilizados, a carga armazenada, o número de pisos e as utilizações-tipo do edifício. Por isso, é proposta neste trabalho, e dada a abrangência do tema “segurança contra risco de incêndio”, a avaliação das condições de evacuação num tipo de edifícios específico: os museus.

Neste contexto, será introduzido a seguir um capítulo com a história, a evolução e os diferentes tipos de museus, de forma a melhor compreender a Museologia, a importância deste tipo de edifícios que, dadas as suas características com capacidade de albergar um enorme número de visitantes, confere um papel de extrema importância ao respectivo estudo da segurança contra incêndio. Posteriormente, no capítulo 3, será analisada a actual regulamentação do SCIE.

No capítulo seguinte, faz-se um estudo mais específico da evacuação em edifícios tipo museu, com a introdução das principais características que condicionam o movimento das pessoas na evacuação de edifícios, permitindo melhor conhecer a problemática. Esse conhecimento ajuda-nos a implementar medidas de segurança e a melhorar os nossos edifícios, permitindo não pôr em causa a vida das pessoas que utilizam os edifícios, assim como minimizar os riscos de destruição, face à eclosão de incêndio, quer seja em edifícios construídos de raiz, quer seja na reestruturação de existentes.

No capítulo 5, que antecede o estudo de um caso em particular, faz-se a apresentação de um edifício-museu específico, como ponte para o estudo do caso, onde se faz referência à história e evolução do Museu de Olaria, as suas características e actividades, de forma a melhor conhecer o edifício, para análise das condições de evacuação no caso de estudo.

(24)
(25)

2

HISTÓRIA E

ENQUADRAMENTO DOS MUSEUS

2.1INTRODUÇÃO

Sempre que se fala em Museus associa-se ao histórico, miticíssimo, antiguidade, isto é, casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas.

Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes.

O Museu é definido como uma instituição de carácter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de recolher, conservar, pesquisar e valorizar de diversas maneiras um conjunto de elementos de valor cultural e ambiental, tais como, colecções de objectos artísticos, históricos, científicos e técnicos. Em uma perspectiva alargada, o conceito abrange ainda jardins botânicos, zoológicos, aquários, planetários, parques nacionais, sítios arqueológicos e outros. [1]

Actualmente e de acordo com a definição aprovada pela 20ª Assembleia Geral do Comité Internacional de Museus, em Barcelona, Espanha, a 6 de Julho de 2001, um museu (figura 2.1.) é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade. (Fonte: IBRAM) [2]

(26)

2.2ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS MUSEUS

A origem da palavra museu está associada à Grécia antiga "mouseion". O termo tem origem nas Musas, filhas de Zeus (figura 2.2.) e Mnemosine (figura 2.3.), a divindade da memória, filha de Gaia (o Céu) com Úrano (a Terra).

Fig. 2.2. Zeus [4] Fig. 2.3. Mnemosine [5]

O Mouseion denominava o templo das nove musas, ligadas a diferentes ramos das artes e das ciências. Esses templos não se destinavam a reunir colecções para fruição dos homens; eram locais reservados à contemplação e aos estudos científicos, literários e artísticos. [6]

Um dos primeiros museus foi construído na Alexandria (figura 2.4.), Egipto, no século III a.C por Tolomeo II Filadelfo, o mais apto dos reis da dinastia tolemaica depois de Alexandre Magno. Alexandria transformou-se desta forma na cidade mais preeminente do conhecimento na área mediterrânea; e o museu tolemaico desempenhou funções de biblioteca académica, centro de investigação e retiro contemplativo. [7]

Além de obras de arte, os egípcios coleccionavam diversos tipos de objectos, de instrumentos cirúrgicos e astronómicos a peles de animais raros. [8]

Fig. 2.4. Antigo Teatro Romano em Alexandria, Egipto [9]

A diversidade era uma maneira de alargar as finalidades do museu, ampliando a discussão e o ensino. O museu dispunha ainda de vários espaços de usos ligados ao saber, como biblioteca, anfiteatro, observatório, salas de aula e zoológico. [8]

Através da conquista de territórios e da expansão dos domínios imperiais, os romanos foram os grandes coleccionadores da antiguidade, que trouxeram a Roma vasta diversidade de objectos vindos de vários

(27)

As colecções tinham a função da demonstração de “fineza, educação e bom gosto”[8], especialmente em relação à cultura grega.

O coleccionismo romano, muito além da demonstração de cultura e gosto, tinha a intenção de exibir a grandeza do poder romano perante os inimigos conquistados.

Durante a Idade Média o termo Museu foi pouco usado, reaparecendo por volta do século XV, quando o coleccionismo se tornou moda por toda a Europa.

Hoje, o International Council of Museums (ICOM), uma organização não-governamental criada em 1946, é uma organização internacional de museus e seus profissionais que se compromete com a conservação, continuação e comunicação com a sociedade da herança natural e cultural, presente e futura, tangível e intangível. [10]

Posteriormente, os museus modernos foram criados no século XVII, a partir de doações de colecções particulares, como a de Grimani a Veneza. Mas, o primeiro museu, como os conhecemos hoje, surgiu a partir da doação da colecção de John Tradescant, feita por Elias Ashmole à Universidade de Oxford, conhecido como Ashmolean Museum.

O segundo museu público foi criado em 1759, por obra do parlamento inglês, na aquisição da colecção de Hans Sloane (1660-1753), que deu origem ao Museu Britânico (figura 2.5.).

Fig. 2.5. Museu Britânico, Inglaterra [11]

O primeiro museu público só foi criado, na França, pelo Governo Revolucionário, em 1793: o Museu do Louvre, com colecções acessíveis a todos, com finalidade recreativa e cultural (figura 2.6.).

(28)

No Séc. XIX surgem muitos dos mais importantes museus em todo o mundo, a partir de colecções particulares que se tornam públicas: Museu do Prado-Espanha (figura 2.7.) e Museu Mauritshuis-Holanda (figura 2.8.).

Fig. 2.7. Museu do Prado, Espanha [13]

Fig. 2.8. Museu Mauritshuis. Holanda [14]

Somente em 1870, nos Estados Unidos, é fundado o Museu Metropolitano de Arte, em Nova York (figura 2.9.).

(29)

Um dos primeiros museus do país, o Museu de Soares dos Reis foi fundado em 1833 pelo rei D. Pedro IV. Em 1940 passa a ocupar o Palácio dos Carrancas, moradia particular dos finais do século XVIII, mais tarde adquirida pela família real para sua residência quando de visita ao norte do país.

A exposição permanente do Museu mostra a significativa colecção de pintura e escultura portuguesa dos séculos XIX e XX e no 2º piso, em salas reminiscentes da primitiva função do palácio, expõem-se artes decorativas, nomeadamente faiança, porcelana, vidros, ourivesaria, joalharia, têxteis e mobiliário. Nos jardins pode visitar-se a exposição de lapidária com exemplares do século XVI ao XIX (figura 2.10.).

Fig. 2.10. Museu Soares dos Reis [16]

2.3CARACTERIZAÇÃO DOS MUSEUS

A diversidade de Museus existentes pelo mundo, resulta das diferentes formas de arte, à medida que os museus se especializaram por áreas de conhecimento, e por períodos históricos, tais como: [17]

Museus de Antropologia; Museus de Arqueologia; Museus de Arte; Museus Biográficos; Museus de Ciências; Museus de Design; Museus Escolares; Museus de Etnologia; Museus de Geologia; Museus de História;

Museus de História Natural; Museus Militares;

(30)

2.3.1MUSEUS DE ANTROPOLOGIA

Antropologia (do grego , transl. anthropos, "homem", e , logos, "razão"/"pensamento") é a ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as suas dimensões. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Cultural da Antropologia Biológica. Cada uma destas, em sua construção, abrigou diversas correntes de pensamento.

Um dos mais famosos Museus desta especialidade é o Museu de Antropologia na Universidade da Colúmbia Britânica, perto de Vancouver; é um museu canadiano. Para além de ser uma famosa atracção turística, é também um museu de aprendizagem e de pesquisa (figura 2.11.).

Fig. 2.11. Museu de Antropologia de Vancouver, Canadá [18]

Totems e as Casas Haida das primeiras nações, são duas das peças que vivenciam a antropologia e que estão expostas no Museu (figura 2.12.).

Fig. 2.12. Totems e Casas Haida das primeiras nações, expostos no museu [18]

2.3.2MUSEUS ARQUEOLÓGICOS

A palavra arqueologia vem do grego: archaios, velho ou antigo e logos, ciência.

Arqueologia é a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vida do passado, a partir da análise de vestígios materiais. É uma ciência social, isto é, que estuda as sociedades, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as já extintas, através de seus restos materiais, sejam estes móveis (como por exemplo um objecto de arte), ou objectos imóveis (como é o caso das estruturas arquitectónicas). Incluem-se também no seu campo de estudos as intervenções feitas pelo homem no meio ambiente.

(31)

Como exemplo, apresenta-se o Museu Arqueológico Nacional de Atenas (em Grego,

), que alberga muitos dos objectos arqueológicos mais importantes encontrados na Grécia desde a pré-historia até à antiguidade. Considera-se um dos grandes museus do mundo, e contém a colecção mais rica de objectos da antiga Grécia que se pode encontrar em todo mundo. Está situado no centro de Atenas, no bairro de Eksarhia, concretamente entre as ruas Épiro, Bouboulinas e Tositsas, conquanto sua entrada se encontra localizada na Avenida Patission, adjacente ao também edifício histórico que alberga a Universidade Politécnica Nacional de Atenas (figura 2.13.). [19]

Fig. 2.13. Museu Arqueológico Nacional de Atenas, Grécia [19]

Apresentam-se de seguida peças existentes no Museu Arqueológico Nacional de Atenas, como exemplo de objectos de arqueologia (figuras 2.14. e 2.15.).

Fig. 2.14. Kurós, do período arcaico, procedente de Tebas. [19]

Fig. 2.15. Diadumenos, atleta grego, século V a.C.. [19]

2.3.3MUSEUS DE ARTE

A palavra Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores, dando um significado único e diferente para cada arte. [20]

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O Museu de Arte Moderna (Museum of Modern Art), mais conhecido como MoMA, é um museu da cidade de Nova Iorque, fundado no ano de 1929 como uma instituição educacional. Actualmente é um dos mais famosos e importantes museus de arte moderna do Mundo

A rica e variada colecção do MoMa constitui uma das maiores vistas panorâmicas sobre a arte moderna. Inicialmente, o museu mantinha 8 pinturas e um desenho. Hoje conserva no edifício mais de 150.000 pinturas, esculturas, desenhos, modelos arquitecturais, imagens, fotografias e peças de design. Para além disso, contém uma livraria e arquivo com cerca de 305.000 livros e ficheiros de mais de 70.000 artistas (figura 2.16.).

Fig. 2.16. MoMa em Nova Iorque, EUA [21]

O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha e um dos mais importantes do Mundo. Apresentando belas e preciosas obras de arte. O museu localiza-se em Madrid e foi mandado construir por Carlos III. As obras de construção prolongaram-se por muitos anos, tendo sido inaugurado somente no reinado de Fernando VII (figura 2.17.).

Fig. 2.17. Museu do Prado, Madrid, Espanha [13]

O Louvre, em França, é um dos mais antigos, famosos e mais visitados museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide

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A sua história remonta ao século XII: na altura foi construído um castelo para Filipe Augusto (Filipe II). Em 1546, Francisco I, grande coleccionador de arte, demoliu o velho castelo e construiu uma residência real. O Louvre deixou de ser residência dos monarcas quando Luís XIV se mudou para o Palácio de Versalhes, em 1682. A ideia de transformar o Louvre em museu nacional surgiu no século XVIII. Em 1793 o governo revolucionário abriu ao público o Museu Central de Artes neste espaço. [22]

É onde actualmente se encontra a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, enormes colecções de artefactos do Egipto antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e numerosas obras-primas dos grandes artistas da Europa como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas. Encontram-se nela representados todos os períodos da arte europeia até ao Impressionismo (figura 2.18). [23]

Fig. 2.18. Museu do Louvre, Paris, França [23]

O Museu Solomon R. Guggenheim é outro dos que abriga uma rica colecção de arte moderna e contemporânea e é, ele mesmo, uma obra-prima, criada por Frank Lloyd Wright e finalizada em 1959 (figura 2.19.).

(34)

2.3.4MUSEUS BIOGRÁFICOS

Nesta categoria incluem-se museus, fundações e memoriais:

Dedicados à preservação da memória pessoal de um ou mais indivíduos, com acervos de objectos pessoais ou de outros itens que tenham relação directa com a trajectória pessoal de determinado indivíduo ou família, ainda que possam ter sido ampliados para incluir secções de obras de arte, itens de ciência ou outras especialidades, desde que preservem um núcleo de referência memorial. Nestes casos mistos convém inserir categorias adicionais no artigo, indicando as outras especialidades do museu;

De acervo fechado (sem expansão posterior) que se tenham formado, não com objectos pessoais, mas com a colecção privada (de arte, ciência, arqueologia, história, eclética, etc) de alguma pessoa ou família e preservem e divulguem privilegiadamente a sua associação com a memória de tais indivíduos;

Que preservem a produção cultural individual de algum artista plástico, escritor, músico ou outro criador.

Instituições que levem o nome de seu fundador ou de outra pessoa apenas como homenagem não devem ser incluídas nesta categoria.

A Casa-Museu Guerra Junqueiro, também conhecida por casa Dr. Domingos Barbosa, mandada construir pelo Cónego Magistral da Sé Dr. Domingos Barbosa, é um centro cultural construído em memória do famoso poeta e escritor Guerra Junqueiro, localizado no Porto, em Portugal (figura 2.20.).[25]

Fig. 2.20. Casa-Museu Guerra Junqueiro, Porto, Portugal [25]

2.3.5MUSEUS DE CIÊNCIAS

A etimologia da palavra ciência vem do latim scientia ("conhecimento"), o mesmo do verbo scire ("saber") que designa a origem da faculdade mental do conhecimento. [26]

Os Museus de Ciências tem como objectivo contribuir para a generalização da cultura científica e a sensibilização para a importância da Ciência, bem como fomentar a utilização quotidiana do método científico.

(35)

O Museu de Ciências de Londres é um dos museus mais conceituados no mundo (figura 2.21).

Fig. 2.21. Museu de Ciências de Londres, UK [27]

Actualmente, o Museu de Ciências de Londres contém cerca de 300.000 objectos, entre os que destacam: a mais antiga locomotora que existe ou o foguetão de Stephenson; a reconstrução da molécula do DNA feita por Francis Crick e James Watson (figura 2.22); e alguns dos motores a vapor mais recentes. [27]

Fig. 2.22. Reconstrução da molécula o DNA [27]

2.3.6MUSEUS DE DESIGN

Um dos museus que melhor evidência o design é o Victoria and Albert Museum (frequentemente abreviado para V&A; em português, Museu Vitória e Alberto); é um museu de Londres, talvez o maior museu de artes decorativas e design, dispondo de uma colecção permanente superior a 4,5 milhões de objectos (figura 2.23).

Foi fundado em 1852 como museu do Sul de Kensington; e desde essa data o V&A tem crescido e prevê aumentar ainda o espaço actual. As suas colecções mostram 5.000 anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente. [28]

(36)

Fig. 2.23. Museu Victoria e Albert, South Kensington, Londres, UK [28]

2.3.7MUSEUS ESCOLARES

O Museu Escolar Marrazes, é um bom exemplo dos Museus Escolares localizados em Portugal.

É o resultado de um trabalho pedagógico produzido por professores do primeiro ciclo do ensino básico de Marrazes durante o ano lectivo de 1992/1993, com o título "A Escola através dos tempos", que consistiu na recolha de materiais relativos ao universo escolar. O projecto foi liderado pelas professoras Fátima Salgueiros e Maria dos Santos. Os materiais reunidos foram expostos numa sala da escola de Marrazes em 1994.

Devido às dificuldades inerentes à obtenção de um espaço próprio para expor os materiais, a junta de freguesia local decidiu abraçar o projecto e, a 16 de Maio de 1997, o museu abriu as suas portas num edifício social local.

Possui mobiliário, brinquedos, utensílios escolares e livros dos séculos XIX e XX. As décadas de trinta e quarenta do século XX são as melhores representadas na colecção.

O museu possui oito salas temáticas, que são as seguintes: geologia, artesanato e carpintaria, aula, mocidade portuguesa, brinquedo tradicional, livros anteriores a Castilho, final da monarquia, 1ª república e ditadura, e sala de exposições temporárias (figura 2.24).

(37)

2.3.8MUSEUS ETNOLÓGICOS

A Etnologia é a ciência que estuda os fatos e documentos levantados pela etnografia no âmbito da antropologia cultural e social, buscando uma apreciação analítica e comparativa das culturas.

O Museu Etnológico (Ethnologisches Museum) é um museu contém as Colecções Estatais de Berlim, na Alemanha. A colecção de fonogramas do Museu Etnológico foi declarada Património Mundial pela UNESCO. Possui um enorme acervo de cerca de 500 mil itens, entre objectos, fotografias e documentos de carácter etnológico e etnográfico de várias regiões, com ênfase nas culturas pré-industriais extra-europeias, sendo o maior em seu género em todo o mundo (figura 2.25).

Fig. 2.25. Museu Etnológico de Berlim, Alemanha [30]

Apresentam-se a seguir, algumas das peças existentes no Museu, tais como a mascara Tatanua (figura 2.26) e a máscara mortuária colombiana (figura 2.27):

Fig. 2.26. Mascara Tatanua [30] Fig. 2.27. Máscara mortuária colombiana [30]

2.3.9MUSEUS DE GEOLOGIA

Um dos Museus temáticos da Geologia é o Museu Geológico de Lisboa, que foi constituído em 1857, quando foi criada a Comissão Geológica, a partir de exemplares colhidos pelos pioneiros da Geologia portuguesa como: Carlos Ribeiro, Nery Delgado, Pereira da Costa, Paul Choffat, entre outros. A Comissão ficou instalada no edifício do antigo convento de Jesus, na Rua da Academia das Ciências, 19 - 2º, em Lisboa.

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Além do seu significativo valor científico, o Museu Geológico de Lisboa tem grande interesse histórico e museológico, uma vez que foram nas suas instalações que nasceram a Geologia e a Arqueologia portuguesa. Nas suas grandes salas, o mobiliário a elas adaptado e o modelo expositivo do século XIX, conferem-lhe um carácter único e raro na Europa, de importância patrimonial reconhecida (figura 2.28). As colecções de Paleontologia, Estratigrafia, Arqueologia e Mineralogia são porventura as mais representativas de Portugal e de grande interesse científico, estando disponíveis a investigadores, nacionais e estrangeiros. [31]

Fig. 2.28. Museu Geológico de Lisboa, Lisboa, Portugal [31]

2.3.10MUSEUS DE HISTÓRIA

É um tipo de Museu, muito procurado, tal como os museus de história natural.

O Museu Britânico (British Museum) é um exemplo disso, localizando-se em Londres; foi fundado em 7 de Junho de 1753. A sua colecção permanente inclui peças como a Pedra de Roseta e os frisos do Partenon de Atenas, conhecidos como a colecção de mármores de Elgin, trazidos ao museu por Lord Elgin (figura 2.29). [32]

Fig. 2.29. Museu Britânico, Londres, UK [32]

2.3.11MUSEUS DE HISTÓRIA NATURAL

Uma dos museus mais emblemáticos de História Natural é o Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History, em inglês), localizado em Nova Iorque e fundado em 1869. É especialmente reconhecido pela sua vasta colecção de fósseis, incluindo de espécies de Dinossauros. Uma das grandes atracções do museu é uma colecção de esqueletos de dinossauro, tendo mais de 30

(39)

milhões de fósseis e artefactos espalhados por 42 salas de exibição. Um barossauro de aproximadamente 15 m dá as boas vindas aos visitantes na entrada (figura 2.30). [33]

Fig. 2.30. Museu Americano de História Natural, EUA [33]

2.3.12MUSEU MILITAR

Um dos exemplos de museus militares é o Imperial War Museum; é um museu britânico, localizado em Londres e fundado em 1917 em memória das guerras em que esteve envolvido o Império Britânico, das quais guarda milhares de artefactos como veículos militares, armas de todos os tipos, aviões de combate, livros, fotografias, documentos, vestuário e uma colecção de arte do século XX e anteriores, dedicadas à guerra.

O museu é parcialmente subvencionado pelo governo, mas também recebe financiamentos da iniciativa privada. Fundado durante a I Guerra Mundial, em homenagem àqueles que haviam morrido nela, e aos que ainda lutavam. Ocupa hoje a sua segunda sede no bairro de Lambeth, em Londres, onde antes funcionava o Hospital Real de Bethlem, construído em estilo clássico, depois que um incêndio destruiu sua sede original em 1936 (figura 2.31). [34]

(40)

2.3.13MUSEU DOS TRANSPORTES

Não menos interessantes são os museus de transportes, tais como o Museu de Transportes e Comunicações do Porto, inserido no edifício da Alfândega Nova (figura 2.32), que tem como objectivo mostrar a história dos transportes e meios de comunicação.

Como exposição permanente podemos ver "O Automóvel no Espaço e no Tempo", além de outras. Realizam-se também mostras temporárias, assim como feiras de carácter promocional e comercial. [35]

(41)

3

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

3.1INTRODUÇÃO

Todos os edifícios e recintos, face à legislação em vigor, deverão cumprir as condições técnicas gerais e específicas da segurança contra incêndio em edifícios, referidas no RJ-SCIE e no RT-SCIE, no que se refere às condições exteriores comuns, às condições de comportamento ao fogo, isolamento e protecção, às condições de evacuação, às condições das instalações técnicas, às condições dos equipamentos e sistemas de segurança e às condições de autoprotecção [36].

Assim sendo, propõem-se neste capítulo, referir os diferentes tipos de protecção contra incêndio que devem ser tomados em consideração nos edifícios tipo Museu.

3.2PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO 3.2.1PROTECÇÃO PASSIVA

No que se refere à protecção passiva de um edifício, ela está directamente relacionada com o modo como o edifício foi estudado, organizado, como se comporta face a um possível de risco de incêndio, reduzindo a propagação do fogo, de forma a melhor permitir uma evacuação rápida e segura.

Assim sendo, sempre que se pretende construir de raiz um edifício, ou adaptar um edifício existente numa dada utilização-tipo, sendo no presente caso, em Museus, é importante estudar, de forma pormenorizada, todas as condições de segurança, tais como:

As saídas de evacuação; As vias verticais de evacuação; As vias horizontais de evacuação; A resistência ao fogo dos elementos; A reacção ao fogo dos materiais;

O estudo da colocação de aberturas nas fachadas e coberturas, para ventilação natural, assim como cantões para confinar o fumos e conduzi-los para o exterior.

Para uma evacuação ordeira, livre de pânicos e de desordens, um edifício deverá possuir condições de evacuação bem dimensionadas, visíveis, de forma a transmitir um estado de segurança e calma

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3.2.2PROTECÇÃO ACTIVA

Para proteger contra eventuais incêndios é necessário adoptar medidas que impeçam a propagação e avanço dos incêndios, minimizando as suas consequências, quer a nível humano, quer matérial e patrimonial.

O tempo é crucial, no combate a incêndios; no entanto, agir rapidamente implica possuir uma organização eficaz, e possuir meios de detecção, defesa e combate adequados.

No universo de medidas de segurança, temos: Sistemas de detecção, alarme, e alerta; Meios de intervenção;

Sistemas de controlo de fumo;

Sinalização de segurança e sistemas de iluminação de emergência. 3.2.2.1. Sistemas de detecção, alarme e alerta

Todos os edifícios devem ser dotados de instalações que permitam detectar o foco de eclosão precocemente, para que o tempo necessário para a evacuação seja o menor possível, face ao tempo disponível de evacuação.

Desta forma e de acordo com o quadro n.º 3.1 (Quadro XXXVI do RT-SCIE), os edifícios devem ser configurados consoante a Utilização Tipo e o Categoria de Risco.

Quadro n.º 3.1. Configuração das instalações de alarme [36]

Os Museus devem ser configurados segundo o RT-SCIE, art.º128º, em função da categoria de risco, isto é: caso seja da 1ª categoria de risco, deve ser da 1ª configuração; e caso seja da 2ª, 3ª ou 4ª categoria de risco, deve ser da 3ª configuração.

Os equipamentos de segurança mais úteis na detecção de focos de incêndio são os sistemas de detecção automáticos de incêndio (SADI), (figura 3.1), compostas: por Centrais de detecção de incêndio

(43)

analógicas ou endereçáveis; detectores fumos, detectores temperatura, detectores combinados (temperatura/fumos), botoneiras de quebrar ou de pressão, etc.

Fig. 3.1. Sistemas de detecção automáticos de incêndio (SADI) [37]

3.2.2.2. Meios de Intervenção

De acordo com o RT-SCIE, os edifícios devem dispor no seu interior de meios próprios de intervenção que permitam a actuação imediata sobre focos de incêndio pelos seus ocupantes e que facilitem aos bombeiros o lançamento rápido das operações de socorro. [36]

Os principais meios existentes de extinção a aplicar no interior dos edifícios são:

Extintores portáteis e móveis (figura 3.2), redes de incêndios armadas, para primeira intervenção;

Redes secas ou húmidas, para a segunda intervenção.

Fig. 3.2. Classificação dos extintores [38]

A utilização de extintores portáteis e móveis é obrigatória em todas as utilizações tipo, com excepção da utilização tipo I, da 1ª e 2ª categoria de risco, sendo que a distância máxima a percorrer entre a saída

(44)

de um local de risco para os caminhos de evacuação até ao extintor mais próximo não deve ser superior a 15m (figura 3.3).

Fig. 3.3. Localização/distância dos extintores [38]

Os extintores devem ser dimensionados, face à legislação em vigor, na razão de: [36]

18 lts. de agente extintor padrão (água) por 500 m2 ou fracção, de área de pavimento do piso

em que se situem;

Um por cada 200m2 de pavimento do piso ou fracção, com um mínimo de dois por piso.

O agente extintor pode ser, consoante a sua utilização: [39] Pó químico

Dióxido de carbono CO2 Espumas

Água

Todos os extintores devem ser devidamente distribuídos e fixados a uma altura não superior a 1,20m do pavimento (figura 3.4), que permita visualizar e identificar de imediato, localizando-se nos seguintes espaços:

Comunicações horizontais ou, em alternativa, no interior das câmaras corta-fogo se existirem; No interior dos grandes espaços e junto às suas saídas.

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Fig. 3.4. Posição correcta do extintor [38]

Os extintores devem ser instalados em todos os locais de risco C e F, sendo que as cozinhas e os laboratórios considerados com risco C devem ser dotados de mantas ignífugas, em complemento dos extintores.

Todas as exigências estabelecidas em regulamento deverão ser verificadas em local e inspeccionadas com regularidade.

De acordo com o quadro n.º 3.2, face o tipo de extintor, podemos verificar, o tempo de vida necessário para a sua manutenção, a manutenção adicional, ou revisão na empresa e recarga se for necessária, ensaio de pressão, e a própria vida útil do extintor (quadro 3.2).

Quadro 3.2. Procedimentos de manutenção [38]

Tipo de Extintor Manutenção (1)

Manutenção Adicional (2) ou

Revisão na Empresa e recarga se for Necessária (3) Ensaio de Pressão Vida Útil (4) do Extintor Água, à base de

água e espuma 1 Ano Aos 5, aos 10 e aos 15 anos - 20 Anos

Pó 1 Ano Aos 5, aos 10 e aos 15 anos - 20 Anos

CO2 1 Ano Todos aos 10 Anos 10 Anos 30 Anos

Nota1: A manutenção deve ser efectuada em intervalos de 12 meses. É admissível uma tolerância de quatro semanas, antes ou depois desse intervalo.

Nota 2:A substituição das peças não respeita estes intervalos, sendo substituídas sempre que necessários. Nota 3: Caso o tempo de vida útil do agente extintor tenha sido excedido, ou o seu estado assim o aconselhe.

Nota 4: Em nenhum caso, a vida útil de um extintor pode exceder os 20 anos, excepto os extintores de CO2 e cartuchos de gás propulsor, que devem ser submetidos até três provas hidráulicas, mas não

excedendo os 30 anos.

Além dos extintores moveis e portáteis, temos ainda, com meios de primeira intervenção e de acordo com o artigo 164º, a utilização de redes de incêndios armadas, equipadas de bocas-de-incêndio do tipo carretel (figura 3.5), devidamente distribuídas e sinalizadas.

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As redes de incêndios armadas com bocas-de-incêndio tipo carretel, na utilização-tipo X (Museus), são obrigatórias a partir da 3ª categoria de risco, ou em locais que possam receber mais de 200 pessoas.

Fig. 3.5. Bocas de incêndios tipo carretel [40]

As bocas-de-incêndio devem estar dispostas da seguinte forma: [36]

O comprimento das mangueiras utilizadas permita atingir, no mínimo, por uma agulheta, uma distância não superior a 5m de todos os pontos do espaço a proteger;

As distâncias entre as bocas não sejam superiores ao dobro do comprimento das mangueiras utilizadas;

Exista uma boca-de-incêndio nos caminhos horizontais, a uma distância inferior a 3 m do respectivo vão de transição;

Exista uma boca-de-incêndio junto à saída de locais que possam receber mais de 200 pessoas.

Deverá ser garantida uma pressão dinâmica mínima de 250 kPa e um caudal mínimo de 1,5l/s em cada boca-de-incêndio em funcionamento, considerando metade das bocas abertas até um máximo exigível de 4 bocas.

As bocas de incêndios da rede húmida, com mangueira tipo teatro, não são utilizadas nas utilizações tipo X (Museus).

No caso de edifícios da 3ª ou 4ª categoria de risco, as condições de pressão e de caudal deverão ser asseguradas por um depósito privativo, associado a grupos sobrepressores.

3.2.2.3. Sistemas de controlo de fumo

Os edifícios devem ser dotados de condições que permitam libertar para o exterior os fumos e gases provenientes de um incêndio, permitindo manter as condições de visibilidade dos ocupantes, principalmente nas vias de evacuação.

A desenfumagem pode ser passiva, quando se trata de tiragem térmica natural; e activa, quando é feita através de meios mecânicos.

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De acordo com o RT-SCIE, apresentam-se alguns espaços que devem ser dotados de instalações de controlo de fumo: [36]

Vias verticais e horizontais de acordo com RJ-SCIE; Câmaras corta-fogo;

Locais de risco B com efectivo superior a 500 pessoas;

Locais de risco C com volume superior a 600 m3, ou carga de incêndios modificada superior a 20000MJ, ou potência instalada dos seus equipamentos eléctricos e electromecânicos superiores a 250KW, ou alimentados a gás superior a 70 KW.

3.2.2.4. Sinalização de segurança e sistemas de iluminação de emergência

Todos os edifícios deverão estar dotados de sinalização de emergência, com blocos autónomos de iluminação que garantam um nível luminoso adequado, bem como a informação necessária para o apoio à evacuação.

As placas de sinalização (figura 3.6) indicam informação de proibição, perigo, emergência e meios de intervenção, de acordo com o seu formato e cor, devendo o material ser rígido e fotoluminescente.

(48)

Do ponto de vista da visibilidade, as placas podem ser:

Paralelas às paredes com informação numa só face, conforme a figura 3.7.

Fig. 3.7. Informação numa só face [40]

Perpendiculares às mesmas paredes ou suspensas do tecto, com informação em dupla face, conforme a figura 3.8.

Fig. 3.8. Informação dupla face [40]

Fazer um ângulo de 45º com a parede, com informação nas duas faces exteriores, conforme a figura 3.9.

Fig. 3.9. Informação 45º [40]

Nos museus, deverá garantir-se a existência dessa sinalização, com as seguintes características: [36] Em locais de permanência, devem ser claramente distinguível de qualquer ponto desse local, cuja linha de observação relativamente à placa faça um ângulo superior a 45º com a parede onde se localiza o objecto, elemento ou equipamento;

(49)

Toda a sinalização referente às indicações de evacuação, e localização de meios de intervenção, alarme e alerta, quando colocada nas vias de evacuação, deve estar na perpendicular ao sentido das fugas possíveis nessas vias;

Deve ser visível uma placa indicadora da saída ou de sentido da evacuação, pelo menos, a partir de qualquer ponto susceptível de ocupação;

Nas vias verticais de evacuação, deverão ser montadas placas, pelo menos, no patamar de acesso, indicando o número do andar ou a saída, se for caso, e no patamar intermédio, indicando o sentido da evacuação.

Desta forma, considera-se que um percurso de evacuação está devidamente sinalizado (figura 3.10) quando se consegue identificar, desde qualquer ponto, o percurso necessário até chegar à saída mais próxima em segurança.

Fig. 3.10 Sinalização de caminhos [40]

Apresenta-se de seguida a sinalética mais utilizada em caminhos de evacuação (figura 3.11).

(50)
(51)

De igual modo, deverá ser sinalizado o modo de abertura das portas com barras antipânico (figura 3.12).

Fig. 3.12 Diferentes tipos de sinalização de portas corta-fogo [40]

Na sinalização, as placas panorâmicas permitem a visibilidade da informação em todos os sentidos (figura 3.13).

Fig. 3.13 Diferentes tipos de sinalização panorâmicos [40]

No que se refere a sinalização para zonas de refúgio, apresentam-se também alguns dos mais usados (figura 3.14):

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Sobre os extintores deverá ser colocado placa sinalética, referindo o tipo de extintor existente e o seu correcto modo de uso (figura 3.15)

Fig. 3.15 Diferentes tipos de sinalização com identificação de extintores [40]

A sinalética serve também para identificar diferentes tipos de equipamento como bocas-de-incêndio, mangueiras de combate ao fogo, botões de alarme, assim como informação sobre a utilização em caso de incêndio dos equipamentos existentes no edifício (figura 3.16).

Fig. 3.16 Diferentes tipos de sinalização com identificação de bocas-de-incêndio, e uso de diferentes tipos de equipamentos. [40]

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Fig. 3.16 Diferentes tipos de sinalização com identificação de bocas-de-incêndio, e uso de diferentes tipos de equipamentos (CONT.) [40]

3.3 MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO

As medidas de organização e gestão de segurança, designadas por medidas de autoprotecção, são obrigatórias, de acordo com o RT-SCIE, em todos os edifícios, estabelecimentos e recintos, no decurso da exploração da sua actividade, em função da utilização-tipo e da sua categoria de risco, e baseiam-se nas seguintes medidas [36]:

Medidas preventivas, que tomam a forma de procedimentos de prevenção ou planos de prevenção, conforme a categoria de risco;

Medidas de intervenção em caso de incêndio, que tomam a forma de procedimentos de emergência ou de planos de emergência interno, conforme a categoria de risco;

Registo de segurança, onde devem constar os relatórios de vistoria ou inspecção, e relação de todas as acções de manutenção e ocorrências directa ou indirecta relacionadas com SCIE; Formação em SCIE, sob a forma de acções destinadas a todos os funcionários e colaboradores das entidades exploradas, ou de formação especifica, destinada aos delegados de segurança e outros elementos que lidam com situações de maior risco de incêndios;

Simulacros, para teste do plano de emergência interno e treino dos ocupantes, com vista a criação de rotinas de comportamento e aperfeiçoamento de procedimentos.

O plano de segurança interno do edifício, de acordo com o RT-SCIE, é constituído por: [36] Plano de prevenção;

Plano de emergência; Registos de segurança.

(54)

Desta forma e de acordo com o RT-SCIE, para edifícios com utilização-tipo X, consoante a Categoria de Risco são exigidas as seguintes medidas de autoprotecção (quadro 3.3):

Quadro 3.3. Medidas de autoprotecção [36]

1ª Categoria de Risco 2ª Categoria de Risco 3ª e 4ª Categoria de Risco

Registos de segurança; Procedimentos de prevenção. Registos de segurança; Plano de prevenção; Procedimentos em caso de Emergência;

Acções de sensibilização e formação em SCIE;

Simulacros.

Registos de segurança; Plano de prevenção;

Planos de emergência internos; Acções de sensibilização e formação em SCIE;

Simulacros.

É de referir que todos os edifícios da utilização tipo X, que contenham obras ou peças de manifesto interesse para o património histórico ou cultural, devem tomar as seguintes medidas adicionais: [36]

As medidas de prevenção e de actuação devem incluir os procedimentos específicos de prevenção e de protecção para garantir a segurança dessas obras ou peças;

As equipas de segurança devem ter a configuração da regulamentar (art.º 200 do RJ-SCIE); É proibido fumar ou produzir chama nua em locais onde estejam armazenadas peças de património histórico ou obras de restauro, assim como não é permitida utilização de equipamentos com elementos incandescentes não protegidos e aparelhos produtores de faíscas, salvo se forem imprescindíveis para a conservação de obras de restauros, adoptando medidas acrescidas.

Pelo exposto na legislação em vigor, RT-SCIE, para a concretização das medidas de autoprotecção, o responsável pela segurança estabelece a organização necessária, recorrendo a funcionários, trabalhadores das entidades exploradoras ou a terceiros.

Os elementos nomeados para as equipas de segurança da utilização-tipo são responsabilizados pelo responsável de segurança, relativamente ao cumprimento das atribuições que lhes forem cometidas na organização de segurança de estabelecimento.

(55)

4

Evacuação nos Museus

4.1INTRODUÇÃO 4.1.1OBJECTIVO

Desde sempre, os museus, dada à sua capacidade em concentrar um elevado número de pessoas/visitantes, emprestam especial importância, ao estudo da segurança contra incêndio, com relevância para as suas condições de evacuação.

A utilização de edifícios históricos, para a vivência de museus, é também um problema para a implementação da segurança contra incêndio, dados os condicionalismos arquitectónicos (restrições na sua reformulação), criando dificuldades na sua utilização.

Assim sendo, é de todo necessário um estudo exaustivo do edifício face à sua arquitectura, a sua capacidade efectiva e sua utilização, criando restrições, bem como, condicionalismos nos movimentos das pessoas no interior, de forma a não pôr em causa a segurança dos seus utilizadores, o seu espólio e o próprio edifício.

4.1.2.IMPORTÂNCIA E COMPREENSÃO DA EVACUAÇÃO EM CASO DE INCÊNDIO

Sempre que seja necessária a evacuação real das pessoas devido a um condicionalismo num edifício, significa que o sistema de segurança falhou, isto é, em termos de segurança contra incêndios deu-se a eclosão. Desta forma, a partir desse momento, há uma condição fundamental, que é a preservação da vida humana e, se possível, posteriormente a defesa do espólio existente no edifício.

Após deflagrar um incêndio, a evacuação é das medidas mais eficazes e necessárias para garantir a segurança dos ocupantes do edifício ou recinto. Assim sendo, torna-se necessário perceber o comportamento da evacuação, isto é, a evacuação poderá estar relacionada com dois tempos bastante distintos: [41]

• O Tempo Disponível para Evacuar o edifício sem que os ocupantes sofram consequências do incêndio (TDE);

• O Tempo Necessário Para Evacuar o edifício (TNE).

Para poder avaliar a segurança da evacuação num edifício, poderemos definir o Tempo de segurança (TS), como a diferença entre o TDE e o TNE, assumindo que quanto maior for o TS, mais seguro será o edifício, maior êxito terá a condição de evacuação num dado edifício.

(56)

De acordo com alguns trabalhos na área da evacuação de edifícios [41] [42], em situações de emergência, o TDE pode ser dividido nas seguintes fases (Fig. 4.1):

Fig. 4.1. Fases do TNE [42]

Desta forma, podemos verificar que o tempo disponível para evacuar inicia-se no momento da eclosão e prolonga-se até ao limite do tempo disponível para evacuar o edifício. Logo, é de todo importante que o edifício possua meios e equipamento adequados para detectar a eclosão o mais cedo possível, libertando “tempo” para o tempo necessário para evacuar (TNE).

Para que a evacuação de um edifício possua êxito, não é por si só, suficiente a existência de adequados equipamentos (ex. detectores ópticos de fumo, e/ou termovelocimétricos), isto é, para que o tempo necessário para a evacuação (TNE) se reduza, existem outros factores a ter em consideração, tais como:

As condições do edifício (edifício criado de raiz ou adaptado, distribuição dos espaços);

O tipo de ocupação previsto para o edifício, o número de pessoas existentes no edifício e condições físicas;

A familiarização dos ocupantes com o edifício;

A existência de planos e procedimentos de evacuação devidamente visíveis e testados (simulacros);

O comportamento do edifício ao fogo (no que se refere à resistência ao fogo dos elementos de construção e à reacção ao fogo dos materiais);

Dimensionamento e visibilidade dos caminhos de evacuação horizontal, vertical e das saídas de evacuação em número adequado.

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4.2CONDIÇÕES GERAIS DE EVACUAÇÃO 4.2.1CRITÉRIOS DE SEGURANÇA

A utilização dos espaços exteriores e interiores de um edifício deve ser estudado e organizado de forma a permitir, em caso de incêndio, que todos os seus utilizadores possam, de modo fácil e rápido, alcançar um local seguro no seu exterior.

Desta forma, todos os edifícios devem dispor de saídas, em número e largura suficientes, devidamente distribuídas e sinalizadas.

Todas as vias de evacuação devem ter largura adequada e serem protegidas contra o fumo, fogo e gases de combustão, quando necessário, assim como a as distâncias a percorrem entre elas ou saídas para o exterior devem ser limitadas.

4.2.2UTILIZAÇÕES TIPO

Para a análise das condições de evacuação, deverá ser inicialmente enquadrado o tipo, ou os tipos de utilização, a que um edifício vai estar sujeito. De acordo com o RJSCIE, a definição de utilização-tipo compreende a classificação do uso dominante de qualquer edifício ou recinto, incluindo os estacionamentos, os diversos tipos de estabelecimentos que recebem público, os industriais, oficinas e armazéns, em conformidade com o artigo 8º do RJ-SCIE. [43]

Quadro 4.1. Utilizações-tipo (RJSCIE) [43]

UT Edifícios e Recintos

I Habitacionais

II Estacionamentos

III Administrativos (inclui serviços)

IV Escolares (incluído Creches e Jardins de Infância)

V Hospitalares e lares de idoso

VI Espectáculos e reuniões públicas

VII Hoteleiros e restauração

VIII Comerciais e gares de transportes

IX Desportivos e de lazer

X Museus e galerias de Arte

XI Bibliotecas e arquivos

XII Industrias, oficinas e armazéns

Todos os edifícios ou recintos com apenas uma utilização-tipo são denominados de utilização exclusiva; e quando integrem diversas utilizações-tipo, denominados de utilização mista, devendo para tal cumprir as condições técnicas gerais e específicas definidas para cada utilização-tipo.

(58)

4.2.3LOCAIS DE RISCO

Após a classificação da utilização-tipo, é necessário proceder à classificação dos locais de risco existentes no edifício ou recinto, com a excepção dos espaços interiores de cada fogo (utilização-tipo I), e das vias horizontais e verticais de evacuação.

Desta forma, em função da natureza e risco de incêndio que apresentam, os espaços serão classificados de A a F, correspondendo a disposições de segurança diferentes.

Apresenta-se um quadro (Quadro 4.2), que resume as condições para classificação dos diferentes espaços, regulados pelo artigo 10º do RJ-SCIE.

Quadro 4.2. Classificação dos locais de risco (RJ-SCIE). Local de

Risco Descrição Geral Condições

A

Local que não apresenta riscos especiais, no qual se verifiquem simultaneamente as seguintes condições:

O efectivo menor que 100 pessoas;

O efectivo de público menor que 50 pessoas, Mais de 90 % dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção reacção a um alarme;

As actividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamento que contém não envolvam riscos agravados de incêndio;

B

Efectivo superior a 100 pessoas, e/ou Efectivo de público superior a 50 pessoas, no qual se

verifiquem simultaneamente as seguintes condições:

Mais de 90 % dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reacção a um alarme;

As actividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamento que contém não envolvam riscos agravados de incêndio;

C

Local que apresenta riscos agravados de eclosão e de desenvolvimento de incêndio devido, quer às actividades nele desenvolvidas, quer às características dos produtos, materiais ou equipamentos nele existentes, designadamente à carga de incêndio;

D Local de um estabelecimento com permanência destinado a receber:

Pessoas acamadas;

Crianças com idade não superior a seis anos; Pessoas limitadas na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reacção a um alarme;

E Local de um estabelecimento destinado a dormida, em que as pessoas não apresentem as limitações indicadas nos locais de risco D;

Imagem

Fig. 2.18. Museu do Louvre, Paris, França [23]
Fig. 2.20. Casa-Museu Guerra Junqueiro, Porto, Portugal [25]
Fig. 2.32. Museu de Transportes e Comunicações do Porto, Porto, Portugal [35]
Fig. 3.3. Localização/distância dos extintores [38]
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