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ÊÊEEEEII
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z«___v 4212596 ›-\ su Í. l l f l l l  1 i' .l ._ _,_:__M._Universidade Federal
de
Santa
Programa de
Engenha
_ "biental
como
Pr
Catarina
Pós-Graduação
em
riade Produção
OCESSO
Educaçao
Am
' I rTransversal
do
Cur
Dissertação
Luiz
BatistaF
Florianópolis,o
riculo
Esco
a
de
Mestrado
ontanela
utubro
de
2001
Educação
Ambiental
como
Processo
Universidade
Federal
de
Santa
Catarina
-
UFSC
Programa de
Pós
Graduação
em
Engenharia
de Produção
Educação
Ambiental
como
Processo
Transversal
do
Currículo
Escolar
Luiz
Batista
Fontanela
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação
em
Engenharia de Produção daUniversidade Federal de Santa Catarina
como
requisito parcial para obtenção do título de Mestre
em
Engenharia de Produção.ll
Luiz Batista
Fontanela
Educaçao
Ambiental
como
Processo
Transversal
do
Currículo
Escolar
Esta dissertação foi julgada
e aprovada para
aobtenção
do
títulode
Mestre
em
Engenharia
de
Produção
no Programa
de Pós Graduação
em
Engenharia
de
Produção da
Universidade Federalde Santa
Catarina.Florianópolis, outubro
de
2001
`
É
1
... ..
Prof. Ri z
H
Miranda
= _ cia, Ph.D.Coord ador
do
Curs
Banca Examinadora
x › ¡=5F¿›`f`.'Ãíéiáfiášë
Ilê' ' ' ` ` `â|`à` `L¿`E¡`§â$`,` 15E Orienta Prof. Al -' =Mrt
s, Dr. ...P
*_
~
rof.
Jão
de eus
Medros,
Dr.rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Prof.
Regina
F. F. e ^nrade
olzan, Mso.111
Dedico este trabalho
aos ambientalistas por
um
planeta melhorAgradeço
a Deus pelo
dom
da vida,a Mariléa pelo incentivo,
V
Ser ecologicamente alfabetizado,
ou ecoalfabetizado, significa entender os
princípios de organização das comunidades
ecológicas (ecossistemas) e usar esses
princípios para criar comunidades humanas
sustentáveis.
Lista
das
ilustrações ... _. vuviii
Sumário
Lista
das reduções
... _.Resumo
... _.Apstact ... _.
..›...›._\..;__\..›_\__;_\ 0301->(úNNNJ'5
2 Caracterização
da
Educação
Ambiental ... _. 122,1 2.2 Apresentação do Problema Objetivos ... _. Objetivo Geral ... ._ .2 Objetivos Específicos ... _. Relevância e Justificativas ... _. Pressupostos Iniciais ... ... _. Procedimentos metodológicos ... _. Estrutura da Dissertação trodução ... ._ . - . . . . › . . . . . - . . . - . . . z . . . - z . . . . - - . . . - . . . .- . . . - . . . . . . . . . . . . - . . . . . . . . . . . . . . . . - . . . - . . . . . . - - - . . . .U vi ix
X
(O'\IO7U'I-À-h-À-\-\ Evolução Histórica ... ._ 12 Evolução Conceitual ... _. 162.3 Sistematização no Currículo Escolar ... ... __; ... _. 21 2.4 Legislação
que
Rege
aEducação
Ambiental ... _. 322.5
A
Educação
Ambientalcomo
Tema
Transversal nosPCN's
2.6
A
transversalidade ... _.... ._ 35
... ..36
34
Pesquisa de
Campo
... __. ... _.50
3.1 Caracterização
da
Pesquisade
Campo
... ._50
3.2 Definiçãodo
Questionário ... _. 54 3.3 Definição da Entrevista ... ._3.4
Demarcação
do Universo daAmostragem
... _.... ._ 57
... ._ 57
4
Análisedos
resultados ... ..60
5
Conclusão
eRecomendações
... ._ 73 5.1 Conclusão ... ._ ... ..73 5.2Recomendações
... ..80 5,3 Considerações Finais ... .. 82 Bibliografia Referenciada ... _.84
Apêndice
... _.87Lista
das
ilustrações
Figuras
Figura 01 As competências de
um
professor ... ... _.Figura 02 Integração dos
TT com
as disciplinas curriculares ... ._Figura O3 Integração do conhecimento dos alunos ao conhecimento curricular ... _.
Figura 04 Comparativo entre o currículo estruturado por Ti'
em
vez dosconteúdos curriculares ... _; ... _.
Figura 05 Caracterização da população amostrada ... ..
Figura«06 Forma de
como
os professores locam a disciplina Ciênciasdentro do curriculo ... ._
Figura 07' Estratégias de ação para lecionar ... ._
Figura 08 Utilização do livro didático ... ._
Figura 09 Meio onde os professores buscam informações no seu dia-a-dia ... _.
Figura 10
Os
maiores problemas da escola e seu entomo ... _.Quadros
Quadro 01 Passos metodológicos e atividades a seres desenvolvidas ... ._
Quadro 02 Principais efemérides da
EA
no Brasil ... ._Quadro 03 Distinção entre a velha e a nova forma de lecionar ... ._
Quadro 04 Comparação das mudanças no processo escolar ... ._
Quadro 05
Os
'IT dentro dos PCN's ... ... ..` ... ._Quadro 06
Modo
transversal de atuação dentro deuma
unidade estudadado corpo humano ... _.
Quadro 07 Tratamento transversal de conteúdos disciplinares .... ... ._
Quadro 08 Paralelo das divergências entre PCN's e a
PCSC
... _.Quadro 09 Comparativo entre a investigação qualitativa e quantitativa ... _.
Quadro 10 Vantagens e desvantagens entre questionário e entrevista ... ._ 53
Quadro 11 Conjunto de indagações.que nortearam os trabalhos de
campo
... _. 54Quadro 12 Indicativo das atividades fragmentárias e integradoras
em EA
... ._ 55Quadro 13 Eixos que nortearam a montagem do questionário ... _. 56
Quadro 14 Respostas obtidas dos pesquisados a partir das questoes abertas ... _.
Quadro 15-
Resumo
dos objetivos e seus resultados ... _.Tabelas
Tabela O1 Infra-estrutura escolare sua utilização ... ._ Tabela 02 Classificação dos principais trabalhos
em EA
e sua freqüência ... _.Tabela 03-
Modo
com
que os professores preferem trabalhar as questões ambientaisem
sala de aula ... .. 67 Tabela 04 Peso dado a cada item das questoes fechadas ... _.Lista
das reduções
CESP
-
Centrais Energéticasde
São
PauloCETESB
-
Companhia de
Tecnologia deSaneamento
AmbientalCF
- Constituição Federal ._
CNUMAD
~
Conferência dasNações
Unidas sobre meio ambienteCOMCAP
-
Companhia
Melhoramentos da CapitalCONAMA
-
Conselho Nacionaldo
Meio Ambiente 'CONDEMA
-
Conselho de Desenvolvimentodo
Meio Ambientede
FlorianópolisEA -
Educação
AmbientalELETROSUL
-
Empresa
de Transmissãode
Energia Elétrica do Sul do BrasilSA
ETE -
Estação de Tratamentode
EsgotosFGV
'-'Fundação
Getúlio Vargas ` 'FLORAM
-
Fundação
Municipaldo
Meio Ambientede
FlorianópolisFNMA
-
Fundo
Nacional de Meio AmbienteIUCN
-
União lntemacional para Conservaçãoda
NaturezaMEC
-
Ministério daEducação
edo
DesportoMMA
A- Ministériodo
Meio AmbienteNEA
-
Núcleode
Estudos deEducaçäo
AmbientalONG's
-
Organizações nãoGovemamentais
ONU
-
Organização dasNações
UnidasPCN”s
-
Parâmetros Curriculares Nacionais _PCSC
-
Proposta Curricular de Santa CatarinaPNUMA
-
Programa dasNações
Unidas para o Meio AmbientePPP
-
Projeto Político PedagógicoPROCEL
-
Programa deCombate
ao Desperdíciode
Energia ElétricaPRONEA
-
Programa Nacionalde Educação
AmbientalSC
-
Santa CatarinaSEF
-
Secretariade Educação
FundamentalSEMA
-
Secretaria de Meio AmbienteTT
-
Temas
TransversaisUDESC
-
Universidadedo
Estado de Santa CatarinaUnB
-
Universidade de BrasíliaUNESCO
-
Organização dasNações
Unidas para a Ciência e CulturaWWF
-
World WildlifeFund
ix
Resumo
FONTANELA,
Luiz Batista.Educação
Ambiental
como
Processo
Transversaldo
Currículo Escolar. Florianópolis, outubro
de
2001. 96.f. Dissertação(Mestrado
em
Engenharia
de
Produção)
-
Programa
de Pós-Graduação
em
Engenharia
de
Produção,
UFSC,
2001.O
presente trabalho apresentaa forma
como
os
professoresde
Ciências,de
5aa
8”séries
do
Ensino Fundamental,
de algumas
escolas públicas, estaduaise
municipaisda
ilhade
Santa
Catarinadesenvolvem
o
tema Educação
Ambientalno
currículoescolar. Traz
uma
caracterização históricae
conceitualdo tema
no
âmbitomundial
e
nacional; a
forma
como
é
sistematizadano
currículo escolar tradicionale
a
legislação
que
a
regulamenta; Discute a introduçãoda
terminologianos
Parâmetros
Curriculares Nacionais
como
Tema
Transversale a forma
como
aEducação
Ambiental,
ao
perpassar
as
disciplinasdo
currículo tradicional renova-o,a
partirde
um
novo
enfoque. Partedo
pressupostode que
as
diversas ConferênciasMundiais
sobre
Meio
Ambiente
recomendaram
a
inclusãoda
EA
no
currículo escolar,o
que na
prática ainda
não
atingiu seu* verdadeiro objetivo, por sero planejamento
fragmentado
e
compartimentalizado, indoalém
da
simplesvontade
de cada
profissional
da educação
envolvidocom
o
processo
de
Educar
paraum
futurosustentável. `
Palavras chave: Educação; Meio
Ambiente;Educação
Ambiental;Parâmetros
X
Abstract
FONTANELA,
Luiz Batista.Educação
Ambiental
como
Processo
Transversaldo
Currículo Escolar. Florianópolis, outubro
de
2001. 96.f. Dissertação(Mestrado
em
Engenharia
de
Produção)
-
Programa de Pós-Graduação
em
Engenharia
de
Produção,
UFSC,
2001. VT
The
presentwork
presents the form,which
Science-teachers of 5"* to the 8"'grade
of theFundamental Teaching
in public, stateand
municipal schoolson
the Island ofSanta
Catarinadevelop
the topic of Environmental Education into the schools'curricula. It deals with
a
historicaland
conceptual characterisation of the topic in theworld
and
a
National dimension, with the form, inwhich
it is systematised ina
traditional school's curriculum,
and
with its regulating Iegislation.The
work
discussesthe introduction of the terminology into
Parameters
of the National Curriculumas a
Transversal
Theme,
themanner,
inwhich
the Environmental Educationrenews
it,proposing
news
disciplines of the traditional curriculum,and
how
it departs froma
new
focus. lt ison
the assumption;recommended
by variousWorld
Conferences,that the topic
Environment
Education shouldbe
included into the schools' curricula,which
seen
from the practical point of view,has
not yetbeen
realised,due
to beinga
fragmented/compartment, planning,
which
goes beyond
the willingness of theindividual professional involved in education,
and
which
deals with theprocess
ofeducate
fora
sustainable future.Key
worlds: Education, Environment,Environment
Education,Parameters
of the1
Introdução
1.1 _
Apresentação
do
Problema
A
Educação_Ambiental
tem
sidoamplamente
discutidaem
váriose
diferentes contextos, primeiramente pelosmovimentos
ambientalistas,no
finaldos
anos 1960
e
iniciodos anos
1970,nas
duas
Américas.Na
década de 1980
o termo se
populari-zou
mundialmente,passando
_a fazer partedo
dia a diados mais
diversosmovimen-
tos” sociais
-
mais
do que
realidadepassou
a seruma
necessidade.Em
alguns
ca-sos
a
temáticaé
abordada
de
forma
equivocada,embora quase sempre
vinculadaà
formação
da
cidadania, -à reformulaçãode
valores éticos frenteà
exploraçãoda Na-
tureza,
como
forma
de
continuidadeda
vidano
planetaou
como
nova
forma
de
en-carar
a
relaçãoHomem/Natureza
eHomem/Homem.
Implementar
mudanças
nas
práticase costumes dos
povos,conforme
preconi-zado
nas
diversas conferências internacionais sobremeio ambiente não
é
tarefa fá-cil.
Há
que
se
educar as
gerações, vistoque a Educação
como
prática social,tam-
bém,
pode
estar inseridano
contexto ambiental,mesmo
que
por si sónão possa
ó
responder aos
desafios
contemporâneos como,
por exemplo,o
de
mudança
de
cul-tura para
uma
ação
mais
ética.Muito
se
tem pesquisado a
respeitoda
questão
ambientalonde avanços
con-
ceituais
foram
~a'lcan_çados', instrumentos operacionais surgiram,bons
resultados fo-'
2
ram
obtidos,mas
aindahá
quase
tudo por fazer paraimplementar
estetema no
cur-rículo escolar.
Esta pesquisa, portanto, pretende contribuir para
o aprofundamento
da
temáti-ca
relativaà
Educação
Ambientalno
âmbito escolar,como
modo
de
aplicaçãodas
ciências ambientais
-
uma
das
abordagens
da
Engenharia
de
Produção,na
melhoriade sua
qualidadepedagógica
que
ao
oferecer alguns subsídiosà
docência,espera
contribuir, significativamente, para
que
se
amplieo
olhar sobrea
Vida,mantendo
a
salvo
o
Planeta “Gaia”.Com
essa
intenção,foram
utilizados dois tiposde
procedimentos:1) Revisão bibliográfica que pudesse embasar teórica e metodologicamente a
._ pesquisa. de campo.
2) Coleta de dados
em
campo
para organização da análise quantitativa e qualita-tiva, a partir de infomtações documentais, de entrevistas e de questionários a-
plicados aos professores de Ciências, de 5” a 8” séries do Ensino Fundamen-
tal, na área delimitada neste estudo e, ainda, observações no âmbito escolar
das práticas de ensino. V
Como
egresso
do movimento
ambientalista, professorde
Ciênciase
Biologia,com
especializaçãoem
Educação
e
Meio
Ambiente,esse
autorvem
acompanhando
a
trajetóriada
EA
e o
modo como
estavem
sendo
ministradano
âmbito formal2,nos.
diversos graus
de
ensinoe
não
formal,nos
diversosmovimentos
sociais.Alguns
avanços foram alcançados
atravésde
práticas escolares pontuaise
as
pesquisas na busca
de
aprofundamento
do tema têm
demonstrado
com
muita pro-priedade
algumas
das
conquistasdas
últimas décadas,não
obstante,há
aindaqua-
se
tudo por fazer.Num
primeiromomento
se observa
que
a
EA,em
nivel formal, ainda paira mui-to
no
interesse pessoal,vontade e
abnegação do
professor,especialmente aquele
2
3
profissional voltado
às
disciplinas ligadasàs
Ciências Naturaisque
atuade
forma
i-solada
desenvolvendo
projetos pontuaisou
aindana
atuação dos
eventos referentesàs
datas comemorativas,implementando ações
voltadasàs
ações
também
pontuais.Aliás,
essa
é
uma
tradição culturalque
vem
dos
primórdiosda
escolae
que
mesmo
com
a maior
intensidadenas
últimas décadas, paracom
a
tomada de
consciência paraa
problemática ambiental, ainda ocorrede
forma
superficial.Num
segundo momento,
se
observam
resistências significativasda
partede
muitos outros professores,
aqueles
que não
tem formação nas Áreas das
CiênciasNaturais. Estaria
o problema
situadono
despreparo
destes?Na
faltade
formação?
Na
limitaçãodo tempo
para
pesquisa?
Na
faltade
planejamentodas
aulas?Na
faltade
sincronia entreo conhecimento e
o
planejamento
curricularda
escola? Muitassão as
perguntas que, longede
evidenciarem soluções rápidas,apresentam
algu-mas
pistas para ofprocesso
de
investigação._
Um
terceiromomento
emerge no
cenário e reconhece-se,mais
recentemente,o
esforçode
muitos professoresque
buscam
vinculara
temática àsua
área discipli-nar,
com
o
intuitode
conjugaro saber
de
sua
disciplinacom
a EA,como
o
preconi-zado
nos
PCN's. “_
Na
atualidade,a
EA
vem
ao
encontrodos cuidados
que o
homem
deve
tomar
com
relaçãoao
uso
conservativodos
recursos naturaisa
seu
dispor.Neste
sentido,a
escolatem
um
papel fundamental, qual seja,o
de
sensibilizaro
alunode
hojepara
que
no
futuroesse
mesmo
aluno,possa
ser ético peranteos
recursos naturaisa
seu
dispor.
É
necessário então,que
o
professor recupere a autoconfiança deste
aluno,exerça
seu
papel
no
processo
de
construçãode
conhecimentos sobre a
realidadee
busque
renovarsua
ação
pedagógica, potencializando-ade
forma
aassumir seu
4
Frente
ao
exposto, apresenta-seo
seguinteproblema
de
pesquisa:Os
professores
que atuam no
Ensino
Fundamental
-
5°a
8* séries-
transversalizam
o
conhecimento
da
EA
na
disciplinade
Ciências
por
ter for-mação
específica.
Com
a
intençãode
responder
ao
problema
de
pesquisa,algumas
questões
fo-ram
formuladas:'
a)
O
lugar ocupado pelaEA
na disciplina de Ciências contribui para a construçãode conhecimentos ambientais?
b) Esses conhecimentos construídos promovem mudanças de atitudes nos ado-
lesoentes
com
relação a conservação e a preservação ambiental?c) Qual conotação curricular os professores do Ensino Fundamental que minis-
tram a disciplina Ciências, atribuem à
EA?
':
d) Por que o ensino de
EA
ainda se restringe apenas aos professores de Ciênciase aos das áreas ligadas às Ciências Naturais do Ensino Fundamental?
e)
Como
é organizado o planejamento para promover a inclusão daEA
no curri-culo escolar?
Essas
questões
remeteram a
formulaçãodos
objetivosda
pesquisa.1.2
Objetivos
1.2.1 Objetivo Geral _
A
presente investigaçãotem
por objetivo principalpesquisar
o
desenvolvi-
mento da Educação
Ambiental
no
ensino
de
Ciências
- 5°a
8° séries,do
Ensi-no
Fundamental
-em
algumas
Escolas
das
Redes
Municipal
eEstadual
da
ilhade Santa
Catarina.1.2.2
Objetivos
Específicos
5
-Analisar as práticas utilizadas pelos professores de Ciências como subsídio a
busca de novos padrões de currículos escolares voltados para a preservação,
conservação e o uso racional dos recursos naturais através da EA.
o Discutir a necessidade de formação
humana
e capacitação de professores naárea de EA.
o Fortalecer os conceitos relativos a EA, correlacionando-os
com
os aspectos físi-cos, econômicos, sociais e culturais advindos da questão ambiental.
o Propor modelo de transversalização da
EA
no Ensino Fundamental.1.3
Relevância
e JustificativaSão
diversasas
facesque
caracterizamo
momento
histórico:o
esgotamento
rápido
dos
recursos naturais,o
desenvolvimento mediante uso
de
tecnologias alta-mente
poluentes,a negação
em
pesquisar tecnologiasmais
limpas,a
crisede
valo-res éticos
e
morais, tornando insustentávelo
modelo
de
produção
e
consumo, espe-
cialmente
da
partemais
ricada
humanidade, o
que
colocaem
riscoas formas
de
vi-da no
planeta,em
especial,a
Humana.
Na
década de 60 o
Clube
de
Roma
trouxe à tona diversos problemas, especi-almente os
voltados àquestão
ambientale
populacional,os
quais tinhamque
serabordados de forma a
estabelecer relações entreo
conteúdo
globale
o local. Identi-ficaram
naquele
momento
cinco fatores limitantesda expansão
humana
no
planeta:demografia, produção
agrícola, recursos naturais,produção
industriale
poluição. Es-tes fatores,
submetidos
à
simulaçãomatemática
por cientistasdo Massachuset
Insti-tute of Technology, concluíram
que
se mantidos os
padrões
de
desenvolvimento, es-ses
limites estariamem
processo
de
desaparecimento
em
mais
ou
menos
100
a-nos3.
3 Dados contidos no
relatório Meadows Os limites do Crescimento, em'l972. É desta época o relatório Nosso
F
uzuro Co-6
Após
estes eventos, muitas outras conferênciassobre Meio
Ambiente
reco-mendaram
a
inclusãoda EA4
nos
diversos níveisde
ensino, .tanto formalcomo
in-formal,
sendo que
no
Brasil repercutiramcom
diversas leis, decretose
normas,
co-mo
a
Constituição Federal e, posteriormente,a
inclusão,de
forma
Transversal,nos
PCN's/MEC,
de forma
explicitae
incorporadaao
conteúdo
escolar próprioda ação
educativa,
segundo Medina
(2000). Entretantoos
PCN's
-
53a
8* séries, foram, du-rante muito tempo,
uma
recomendação,
portanto,uma
orientação,não
caracterizadacomo
forma
de
lei,o
que somente
ocorreuem
1999.1.4
Pressupostos
IniciaisOs
pressupostos destapesquisa são
fazercom
que
os conhecimentos
intuiti-vos
eas
afirmações genéricassejam
substituídos,no
finaldo
trabalho, por conheci-mentos
articuladose
experimentados,submetidos
a
verificaçõese
comprovados
pe-los
dados
coletadosno
campo.
~Os
fatos eos
dados
coletados pormeio
da
observação,da
experimentação
e
da
constatação serão transformadose
reproduzidosem
condições
de
controle,como
forma
de
legitimá-los.Assim,
apresentaram-se
os seguintes pressupostos iniciais:a) Diante das recomendações provenientes das conferências intemacionais sobre
EA, especialmente as emanadas a partir da Conferência de Tbilisi, sacramen-
tadas pela Conferência de Tessalonik, que repercutiram favoravelmente no
âmbito brasileiro
com
sua regulamentação por leis, decretos e nonnas emitidosno âmbito nacional, estadual e municipal, considera-se que os professores
-
profissionais que carregam a responsabilidade de lidar
com
a temática - encon-tram dificuldades para articularem o tema
em
seu planejamento escolar.b)
A
prática, no dia a dia escolar, parece não assegurar a necessária interação a-luno/professor para a construção do processo de conhecimento na área da EA.
4
Termo surgido, segundo Dias (1993), na Inglaterra em 1965 (environmental education), estando ligado a ecologia, aplicada
7
c)
O
planejamento escolar ainda é fragmentadolcompartimentado, o que fazcom
que cada professor permaneça voltado para a sua área de conhecimento, não
efetivando a interação necessária para que a
EA
transversalize o currículo es- colarcomo
um
todo.d)
As
atuais condições de trabalho dos docentes das Redes Públicas - Estadual eMunicipal, não propiciam o tempo necessário a sua formação
humana
ecapacitação, relacionando-os ao planejamento para inserir,
com
conhecimentode causa, a temática da
EA
no currículo escolar.Como
aponta
Medina
(2000:13):“
A
introdução da dimensão ambiental no sistema educacional exigeum
novo mode-lo de professor: a formação é a chave da mudança que se propõe, tanto pelos no- .vos papéis que os professores terão que desempenhar no seu trabalho,
como
pelanecessidade de que sejam os agentes transformadores de sua própria pratica.
1.5
Procedimentos Metodológicos
O
delineamentos.adotado
parao
desenvolvimento
da
presente pesquisa,con-
siderou três
momentos: pesquisa
bibliográfica, caracterizadacomo
um
estudo
teó-rico;
pesquisa
de
campo,
caracterizada porlevantamento
de dados
primários “co-lhidos diretamente pelo investigador,
em
primeiramão”
(Hirano, 1979:37),para
a-mostragem
intencional, isto é,com
dados
coletados intencionalmente pelo pesqui-sador
e, análisedos dados
coletados,buscando
solução parao problema
levanta-do
nas etapas
anteriores,acima
citadas.Embora
um
momento
tenha
alimentadoo
outro,a
pesquisa bibliográfica foirealizada através
de
um
levantamentoda
literatura já publicada sobreo
assunto,na
a
forma
de
livros, periódicos, dissertações, teses-
considerados porCen/o
(1978:40),“um meio
de formação
por excelência (...), [pois] constituemo
primeirobpassopara
apesquisa
científica”,e no uso
do
meio
eletrônico (Internet)- como
banco
de dados
mais
atuais para pesquisas. Este autorrecomenda que
seja feitauma
leiturade
re-Is-8
so
“permiteao
investigadora
coberturade
uma gama
de fenômenos
muitomais
am-
pla
do que
aquela
que
poderia pesquisar diretamente",como
destaca
Gil (1991 :71).No
processo
de
seleçãoda
literatura especializada, leiturase
pesquisa
de
campo
(entrevistas, questionáriose
análisesdocumentais)
tiveram»a
finalidadede
identificar
os aspectos
de
como
aEA vem
sendo
trabalhadana
prática pedagógica,como
forma
de
corroborarcom
a pesquisa
bibliográficae poder
sustentaro
objetode
pesquisa,
além
de
dialogarcom
os pressupostospara
Cen/o
1979:41esses
proce-dimentos
“tem por finalidade recolhere
registrarordenadamente
os
dados
relativosao
assunto
escolhidocomo
objetode
estudo, equivalendo, ainda,como
instrumentode
observação
controlada”.Y
Assim,
nessa
continuidade,as etapas
da
presente dissertaçãoencaminharam
procedimentos
seqüentes, taiscomo:
l
o Investigação bibliográfica, na literatura nacional, para elaboração de quadro refe-
rencial, objetivandoesclarecer conceitos relativos ao tema. -
ø Desenvolvimento e elaboração de
um
instrumento de coleta de dados, apresen-tado
em
apêndice, na .forma de questionário respondido por professores de Ci-ências de 5= a 8° séries e a pesquisa de
campo
mediante a aplicação do questi-onário e -entrevista.
o Análise, tabulação e interpretação dos dados coletados tomando por base o refe- rencial teórico, através de confronto
como
conjunto de ocorrências, buscando so- Iuções para o problema -pesquisado.o Considerações finais, conclusões e proposições.
e
A
seguir,o
Quadro
01 apresenta descriçãoresumida
dos passos
metodológi-cos a
serem
adotados e
atividades aserem
realizadas paraa
pesquisa.5
Segundo Gil (1 99l:70) o delineamento se refere ao planejamento da pesquisa em sua dimensão mais ampla, envolvendo di- agramação quanto a previsão de análise e interpretação dos dados.
Classificação Z Periodo Etapa Atividades Produto Investigação bibli-
ográfica Seis meses
Revisão
bibliográfica. .
Pesquisa sobre EA.
Pesquisa sobre metodo-
logia científica. Caracterização da
EA
e fundamentação metodoló- gica da dissertação. Estratégia » da pesquisa Construção da estrutura da-dissertação a partirdo problema ea dos pres- .
St
Problema identificadoe
-pressupostos hipotéticos construídos.
'
Pesquisa de campo -Três. meses .
Instrumento -de coleta de da-
dos.
o çao e mon gem
do uesnonano e entre- . dos de camy, , - supo os. Cnstru“ ta Q
vista para coleta de da
Aplicação do questioná-
rio e entrevista para co- leta de dados- primários
de campo.
Aplicação de questioná-
rios e entrevistadas com -obtenção de banco- de da-
dos primários.
Conclusões ~ Quatro meses
-Tratamento es-
-
tatistico e- reda-
ção.
A
Construção das conclu-
Processamento das in-
formações de campo.
sões.
Redação final.
Análise sistemática, tra-
tamento dos dados primá-
rios e conclusão. ' Considerações ñ-
.nais Cinco meses
Ajustes . para apresentação. .
Apresentação perante a
banca ,
Apresentação da disserta-
ção para obtenção do titu-
lo. "
Quadro 01
-
Passos metodológicos e atividades a serem desenvolvidas.1.6 Estrutura
da
Dissertação
Este trabalho será desenvolvido
na
áreade
Mídiae Conhecimento,
do
Progra-ma
de Pós-Graduação
em
Engenharia
de
Produção,da
Universidade Federalde
Santa
Catarinae o
documento
estáorganizado
em
cinco partes.O
Primeiro Capítulo
apresentauma
introduçãoao
trabalho,com
explicaçõespreliminares
que antecedem
à
de
pesquisa
em
si.Traz o°probIema
esuas
limita-ções,
suas
inclusõesnos Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN's),os
objetivos,os
pressupostos iniciais,a
relevânciada Educação
Ambiental (EA)no
currículo es-colar
e os
pressupostos metodológicos,bem como
a estruturada
Dissertação.O
Segundo
Capítuloaborda a evolução
históricae
conceitualda
EA, frutoda
10
legislação nacional -
suas
recentesmudanças
mediante
inclusãoda
temáticaMeio
Ambiente
como
Tema
Transversal (TT)nos
PCN's.O
terceiroCapítulo
discute a caracterizaçãoda
pesquisa
de
campo, os
proce-dimentos
metodológicosda
pesquisa
eos
instrumentos aplicados para coletade
da-dos
-
o. questionárioe
as
entrevistas,bem
como
a
demarcação do
universoda
a-mostragem.
-
O
Quarto
Capitulo
trazas conclusões
das
investigaçõesde
campo, mediante
a
apresentação e
análisedos
resultados obtidos.Por
fimo Capítulo cinco
traza
conclusão, frutodas
investigações,com
a
dis-cussão dos
resultados obtidosassim
como também
algumas
proposiçõescomo
con-tribuições oriundas
desse
trabalho.Com
a
presente Dissertaçãode
Mestrado
que
procura discutir aEA
e conside-rando a
estruturado
programa
de
pós-graduação
ao
qual esteproponente
está vin-culado, este trabalho investigatório
não
pretendese
apresentarcomo
um
conjuntode
verdades
absolutas,não
esgotaro
tema,nem
tampouco
como
propostapedagó-
gica
capaz
de
solucionaros
dilemas educacionaise
o
distanciamentoque
se
evi-dencia entre
a
escolae
a temática Ambientalenquanto conhecimento
produzido,mas
contribuirde
forma
significativa paraa
discussãoda
melhoriado
currículoe
do
processo
educacional.Com
estes limites, esteestudo
discutea
temáticano
contextodo
currículo es-colar,
buscando
apresentaruma
contribuiçãoaos educadores
no
sentidode que
possam
experimentá-Iaem
suas
práticas pedagógicas,ou
seja,no
cotidianodo
con-Ho-11
mem
e a
Natureza,na
quai este está inserido, representandoassim a
Educação
2 Caracterização
da
EA
2.1
Evolução
histórica
Os
movimentos
ecológicos,assim
denominados
por ocasiãoda
difusãoda
Ecologia
enquanto
ciência -egressos
dos
movimentos
sociaisse traduzem
na
atua-lidade
nos
Novos Movimentos
Sociaisdenominados de
ambientalistas. Estesforam
deixando
de
ladocada
vez mais o romantismo
e
o
pacifismodos
hippies (naAmérica
do
Norte) 'eo
radicalismodos
revolucionáriosque
lutavam contraas
ditaduras (naAmérica
do
Sul) e,que_no
âmbito educativoprocessaram
a
crítica àeducação
tradi-cional
e as
teorias tecnicistasque
visavam a formação
de
indivíduos eficientesape-
nas
parao
trabalho.Segundo
Grün
(1996)osçgrandes marcos
paraa
contribuiçãodo
despertarda
consciência ecológica surgiram
com
a
publicaçãodo
livroPrimavera
Sílenciosa,em
1962, por Rachel'Carson, levando
o
leitora
despertar paraos problemas
dos
pesti-cidas
na
agricultura,mostrando o desaparecimento
de
diferentes espéciescomo
conseqüência
imediata,tomando-se
um
clássicono
ambientalismocontemporâneo,
ou
antes,nas
décadas
de
1950
e
1960, diantede
episódiosagudos
de contamina-
~ r
ção
do
arem
Londres
e
Nova
York,e
nos casos
de
intoxicaçao por mercurioem
Mi namata, entre1953
e
1965,ou
ainda,nas mortes provocadas
pelouso
de
DDT
na
vida aquática
dos
Grandes
Lagos`(EUA) (Medina
1994).Estes fatos
e
apelos, entre outros, levaramà
criaçãodo
Clube de
Roma,
em
13
foram os
recursos naturaisnão
renováveis,como
os
combustíveis fósseise
os
re-cursos minerais.
Todos
esteseventos
foram
marcos
históricos importantes.Durante
a Conferênciade
Estocolmo foram
lançadasas
bases
paraa Confe-
rência Intergovernamental
de
EA
promovida
pelaONU,
no ano
de
1977
em
Tbilisi,da
qualemanaram
diversas indicações,oportunamente
tratadasno
decorrer destetrabalho.
Segundo
Leonardi (1997:391),preocupações
paracom
as questões
da
degra-dação da
naturezaapareciam juntamente
com
outras críticasque
a
juventude faziaquanto
ao
estilode
vida, valores,comportamentos
da
sociedade consumista e
de-predadora. Foi
uma
época
em
que
os
movimentos
alternativos - hippies,em
especial-
com
seus usos e
costumes, lutando porpaz
e
amor,num
repúdio à guerrado
Viet-nã,
à submissão dos
povos,à
depredaçao
da
Natureza, trouxeramao
mundo
o
des-pertar para esta consciência. Muitos destes
usos
ecostumes foram cooptados
e
in-corporados
pela sociedade,estando
presentesno
dia-a-diada sociedade consumis-
tas.
Na
década de
70 a preocupação
com
o
ambiente? culminoucom
aConferência
das
Nações
Unidas
sobreo
Ambiente
Humano,
ocorridaem
Estocolmo
(1972), cujosdebates
ganharam
forma
política.Desta
Conferência saíramas
indicaçõespara
a
criação
do Programa
das
Nações
Unidas
parao
Meio Ambiente
-PNUMA,
em
1973.Em
1977,a
Conferência Intergovernamentalsobre
Educação
Ambiental,se
constituiu,
como
ponto culminantedas
diretrizese
objetivosda
EA
no
âmbitomundi-
al.
Nesta
Conferência,emanaram
alguns objetivos e estratégias importantes. Postu-lou-se
que
aEA
é
um
elemento
essencial para aEducação
como
um
todo, conside-6 Os movimentos-
hippies surgiram no contexto de valores pós-mateláalistas - como qualidade de vida,-por exemplo. 7
14
rando
que
a
mesma
deveria ser orientada para a resoluçãodos problemas
pormeio
da
participaçao ativados educadores/educandos
tantono que
se
refere aEducação
Formal
como
na
Educação
Não-Formal. Deve, portanto, “levarem
conta o papelque
a
Educação pode
e
deve
desempenhar
para acompreensão que
os
problemas
am-
bientais
impõem
asociedade
contemporânea”, Dias, (1993),se
referindo a estaquestão
recomenda
o
seguinte: ' 'z Considerá-la
como
um
processo permanente no qual os individuos e a comuni-dade
tomam
consciência do seu meio ambiente e adquirem o conhecimento, osvalores, as habilidades, as experiências e a determinação que os
tomam
aptos aagir e resolver problemas ambientais.
ó Ter por objetivos levar
em
conta as realidades econômica, social e ecológica decada sociedade, ou seu desenvolvimento.
z Deve prover os meios de percepção e compreensão dos vários fatores que inte-
ragem no tempo e no espaço para modelar o Meio Ambiente.
Assim, considera este autor,
que
a
EA, pelosseus
objetivose
funções,deva
ser
uma
nova
forma
de
prática educacional sintonizadacom
a
vidada
sociedade.Ver
Quadro 02
com
as
principais efeméridesda
EA
no
Brasil.Principais Efemérides da
EA
No
Brasil . Ano A Descrição 1971 1972 1977 1984 1986 1987 1988 1988 1988 1989 1989 1990 1991 1992 1992 1994 1996 1996 1997 1999Criação da
AGAPAN
- Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.Criação da
SEMA
- Secretaria Especial de Meio Ambiente, noâmbito de Ministério do Interior.A SEMA
constitui grupo de trabalho para elaborar documento sobre EA, definindo seu papel.O
CONAMA
Apresenta resolução estabelecendo diretrizes para a EA.A SEMA
e a Universidade de Brasília organizam o primeiro curso de especialização em EA.O
MEC
aprova parecer paras inclusão daEA
nos curriculos de 1° e 2° grau.A
Constituição Federal,em
seu artigo 225, desataca a necessidade de promoverEA
em todos os níveisde ensino e a conscientização pública para a conservação do Meio Ambiente.
A
Fundação Getúlio Vargas traduz e publica o Relatório Bnindtland - Nosso Futuro Comum.A
CETESB
- Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São publicaoEA - Guia para professores de I°e 2° graus.
Criação do IBAMA, com a criação de uma divisão de EA.
Criação do
FNMA
apoiando projetos que incluem EA.Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente (IV) na UFSC. . Portaria
MEC
instituindoEA
em
todos os niveis de ensino.Criação dos Núcleos de Educação Ambiental pelo IBAMA.
Conferência Rio-92.
Aprovação do Programa Racional de Educação Ambiental.
Criação da Câmara de
EA
noCONAMA.
Instituição dos PCN°s pelo
MEC.
Fórum de
EA
(IV)em
Vitória.livro
Aprovação da Lei 9795. .
15
O
terceiromomento
da
evolução da
EA
foi durantea
Conferência Rio 92,ou
mais
precisamente oFórum
Globaldo
Tratadode Educação
Ambientalpara
Socie-dades
Sustentáveise
Responsabilidade
Global,coordenado
pelasONG's,
ocorren-do
em
paraleloao
evento oficial.Nesse
momento
importante paraa
EA, foram-sa-cnamentados 15
princípios retiradosdas
numerosas
conferências preparatórias (Di- as, 1993)das
quaisse
destacam
que
a
EA
deve:o Ser crítica e inovadora, tanto na modalidade formal
como
na informal; coletiva ou individual. Não é neutra; éum
ato politico, voltado para a transformação da soci-edade. `
o Buscar
uma
perspectiva holística, relacionandoHomem,
Natureza e Universo,bem como
o de ser interdisciplinar. Além disso, deve buscar solidariedade, igual-dade e respeito através de formas democráticas de atuação,
bem como
promo-ver o diálogo.
o Valorizar as diversas culturas, etnias-e sociedades, principalmente aquelas dos povos tradicionais. _
o Criar novos estilos de vida desenvolvendo
uma
consciência ética; trabalhar pelademocratização dos meios de comunicação de massa, objetivando formar cida-
dãos. _
Neste
interim, muitos autoresprocuraram
rebuscar historicamenteas
bases
an-tigas
da
EA,como
Leonardi (1997:391): `Sua história inicia-se no século XVIII, quando o filósofo Rousseau (1712-1778) e,
mais tarde, o educador Freinet (1896-1996), no século XX,_ insistiram na eficácia
do meio
como
estratégia da aprendizagem. Educar para o meio foi 0 passo dessanova abordagem educacional, que via a natureza
com
um
olhar novo, não maiscomo
algo a ser conquistado e dominado; próprio da maneira de ver do iluminis-mo, da revolução industrial e do capitalismo.
o
Já para
Grün
(1996:15), citandoWester
(1992), os primórdiosda
EA
estãona
catástrofe militar
que
foram as
bombas
atômicas lançadasem
1945, assim:O
marco do inicio da ecologização das sociedades ocidentais foi o ano de 1945tendo o
mês
de julho no Deserto de Los Alamos, Novo México quando o céu azulse transfonnou
num
clarãocom
a explosão da primeirabomba
atômica e agostodo
mesmo
ano quando foram jogadas bombas idênticas sobre as cidades de Na-gazaki e Hiroshima.
No
Brasil, a Constituição Federalde
1988, representouum
avanço
em
termos
16
seu
artigo 125,§
1° inciso Vl, algoque
nem
sempre é
respeitado,como
outras leisem
vigorno
País:promover
aEA em
todosos
níveisde
ensinoe a
conscientizaçãopública para a preservação8
do
Meio
Ambiente.E
o
últimogrande
encontroque
tratado
assunto foia
Conferência Internacionalsobre
Meio
Ambiente e
Sociedade:Educação
e
Conscientização Pública paraa
Sus-
tentabilidade, realizada pela
UNESCO
na
cidadede
Tessalonik, Grécia, entre8 a
12
de dezembro de 1997 onde
se
discutiuo
tema:Educação Permanente
como
Pre-missa para a
Sustentabilidadedo
Planeta - Conferênciade
Tessalonik,como
é
co-nhecida.
2.2
Evolução
conceitual
A
.EA aindanão
apresentauma
conceituação perfeitamente delimitadae
con-
sensual
que
a consagre.Em
sua
história modernag, apresentauma
grande
varieda-de
de
conceituações decorrentesdas
correntes filosóficas, ambientalistase
pedagó-
gicas
que
a
embasam,
apesar das
muitas conferências, seminários eencontros
a
respeito.
n
_
Em
sua
evolução, elatem
perpassado
pelas diversas disciplinas,da
Biologiaà
Geografia -
chamadas
afins, hojecaminha
paraa
Sociologia, muitoprovavelmente
pela
necessidade
do
serhumano
urbano
necessitar muitomais
ser conscientizado'° para estar sensívelàs
mudanças
que
as populações
rurais,que de alguma
forma,8
Alguns temos de cimho ambientalista seguiramrpela-mão-politica na contramão da história do -Brasil”. É o caso do termo Flo-
resta, que foi cunhado politicamente por Mata-na legislação brasileira e o teuno desta nota: preservação como ação de prote-
ger contra a destruição e qualquer-.forma de dano ou degradação; enquanto conservação significa-fazer um uso racional-
que é mais coerente, segundo a Estratégia Mundial para a Conservação, uma publicação da IUCN/CESP, 1984.
Se a dividirmos em períodos como: pós .Estocolmo 1972, pós Tbilisi-1977 ea pós Rio 92, que é 0 período modemo da EA.
1° Segtmdo Coimbra
(1985), consciência , pela sua etiologia, não é somente o sentimento do bem e do mal, é também a no-
ção, o conhecimento e a cumplicidade. Consciência ecológica, então, é a expressão do conhecimento, do sentimento daquilo
'17
vivem
em
seu
dia-a-diamais
sensíveisàs
interações ambientaisde
seu
entorno. Ali-ás,
“uma
ciêncianasce de
outra, jamais,pode
nascer
da ausência
de
outra,nem
do
fracasso
ou
obstáculoencontrado
por outra” (Foucault, 1992:142).Não
tem
epistemologia própria,buscando
conhecimento
e
interaçãoem
todasas
ciênciase
disciplinas. t_
Leonardi (1997)
vê
algumas
dificuldadesna
conceituaçãode
EA.Conforme
o
autor,
dependendo
a
ocasião eo evento
que
reúna educadores
e
interessadosno
assunto
quase sempre
é
colocadaa
pergunta:O
que é Educação
Ambiental?
Elaé
mais
educação ou
mais
ambiental? Elaé
substantivoou
adjetivoda educação
como
o
são as
outras(educação
sexual,educação
artística,educação
física,educação
pa-ra
o
trânsito, entre outras). `Outra dificuldade,
segundo
esta autora, estáemdefinir
o
objeto,ou
seja, qualsua
realidade? Eleé
mais
físico,mais
biológico?Onde
ficam
as
realidades culturais,as
diversidades sociaisque
foram
se formando
ou
sendo
destruídasao
longo
da
his-tória. Elas
também
comporiam
.onosso
Meio
Ambiente?
Ai residemais
uma
prova
de que
a
EA
vem."perpassando as
diversas disciplinas e ciências evem
se
colocan-do
no
seioda
Sociologia.'
Então, desta sorte,
o
conceitose
compõe
segundo
a formação
humana
e
a
ex- periênciade cada
profissionalque
com
ela atue,ou
da
ocasiãoem
que é
utilizada.Para o
Biólogoa
EA
deve
enfatizarmais o ambiente
biológico; parao
Geógrafo, en-fatizar
mais
o ambiente
fisico; parao
Sociólogo, enfatizarmais
o
ambiente
humano.
A
mesma
autora dizque
Sorrentinobusca
classificaras
diversas correntesde
EA
colocando-asem
quatrograndes
categorias, levandoem
conta teoriae
prática:E diz mais o autor: apesar de ter a mesma raiz etiológica, não significa que o homem de ciência seja necessariamente um ci- dadão com consciência.
18
a) conservacionista
-
das organizações que defendem a conservação da fauna eda flora.
b)
Ao
ar livre-
presente nos naturalistas, escoteiros, espeleólogos, alpinistas, quedefendem as caminhadas ecológicas, o turismo ecológico e o contato
com
a,natureza através do autoconhecimento.
c)
Da
gestão ambiental - presente nos gruposcom
implicação política que estápresente nos movimentos sociais.
Como
exemplo está a defesa contra a polui-ção das águas e do ar, as criticas ao sistema capitalista de intervenção na na- tureza e na defesa da participação democrática das populações nas decisões
que lhes afetam. g
d_) Economia ecológica - inspirada no ecodesenvolvimento formulado por lgnacy
Sachs
em
1986, usadacomo
referência nos diversos documentos daONU.
Nesta
linhapode-se
acrescentar a correntedo
Gerenciamento
Ambientalnas
Empresas,
que
se
utilizamda
EA
como
instrumentode aprimoramento de seus
cola-boradores,
de
relacionamento entre a atividade produtivae o
Meio
Ambiente,para
ficarem
conformidade
com
a
legislação ambiental,usando
este artifíciocomo
mar-
ketíng empresarial
e
atuando
na
chamada
eco/ogia.de
resultados. 'Aliás, a
EA
do
ambientalista sofre influências culturaisonde
se
destacaduas
correntes principais (Lunardi, 1997):
a)
A
do ambientalismo pragmático ou de resultados, que tende a privilegiar o ins-trumental behaviorista, estabelecendo
uma
relação entre a infomwação e a mu-dança de comportamento. Na
EA
incorporada a esta corrente, quechamou
deEA
de resultados êpraticada, por agências govemamentais e escolas tecnicis-tas onde prevalece a preocupação de mudança de comportamento de curto prazo, tais como, diminuir a._quantidade de lixo jogado nas ruas após
uma
cam-panha
com
este objetivo, diminuir o assoreamento deum
córrego; induzir osindividuos a economizar energia, a adquirir os produtos
menos
poluentes, entreoutras.
b)
A
do ambientalismo ideológico, ecologismo profundo ou ético, que congrega osfundamentalistas do ambientalismo, onde a desejada conscientização é
um
processo que passa a construção de
uma
nova sensibilidade. Neste processo_ são valorizados a razão intuitiva, o imaginário, a poesia e as necessidades es-
pirituais.
O
discurso ético-fllosófico tem tanta autoridade quanto o científico.Já
paraAlphandré
(1992),a
EA
éuma
discussão temáticade
reapropriaçãode
certos valores
que
muitasvezes
não
estãono
nível imediatoda
consciência,que
se
encontram
reprimidosou
recalcados atravésde
um
longoprocesso
histórico. Ele en-ex-_
19
ponencial
humano
e,conseqüente, na depleção dos
recursos naturais,na
reprodu-ção de
tecnologias poluentese
de
baixa eficiência energéticae
aindanos sistemas
de
valoresque
propiciama
expansão
ilimitadado
consumo.
Por
outro lado,Medina na
PCSC
(1998) salientaque
parafundamentar a
EA
é
necessário adotar
um
conceitode
caráter relacional(onde
o
que
importaé a com-
preensão das
relações histórico-culturais entresociedade
e natureza,concebendo
três tendências
da concepção de
Meio
Ambiente):ø
A
ecológico-preservacionista, ondeo
homem
se portacomo
um
observador.-A
sócio-cultural que enfatiza- os problemas da degradação ambiental, tendo ohomem
como
vilão,sem
contextualização historieo~espacial-social.o
A
sócio-ambiental que contextualiza historicamente os_ problemas, na qual o serhumano é considerado
um
ser social, que interagecom
a natureza, analisa ascausas e os efeitos de sua ação, determinando as questões ambientais, enten-
dendo as diferentes formas de acesso aos recursos naturais.
Na
PCSC
imperam
os
valores materialistas, taiscomo
os
oriundosdas
neces-
sidades
básicas,como:
alimentação, vestuárioe
energia. Aponta,como
experiêncianorteadora, para
o
desenvolvimento
da
EA
um
trabalhocom
discussão problemati-zadora
do
ambiente
físicoe
socialem
que
a unidade
escolarse
insere.Reconhecer
os
problemas, estudarsuas causas
e.conseqüências e o
tipode
sociedade
que o
engendrou,
levaa
interrogaçãode
suas
causas e o
papelda
escola diantedos
fatose o
modo
de
agir peranteos
mesmos.
Na
literatura consultada, encontra-segrande
variedadede
conceitossobre
EA,com
influências claras,de
diversos fatores,como
os
ramos do
conhecimento,a
fasehistórica
em
que
foramconcebidos
e
os
eventosem
que
foram
discutidos.Segundo
Sariego (1997):É o resultado de
uma
reorientação e articulação das diversas disciplinas eexperiências educativas que facilitam .a percepção integrada do meio ambiente,
fazendo possível
uma
ação mais racional e capaz de responder as necessidadessociais. (Da Conferência de Tbilisi).
20
É o processo que consiste
em
reconhecer valores e aclarar conceitoscom
ofim
defomentar as aptidões e atitudes necessárias e apreciar as inter-relações entre o
homem, sua cultura e seu meio biofísico. (Da UICN).
Já os
objetivosda
EA
estãobem
definidos
e
isto caracterizamelhor
sua
natu-reza,
bem
como
o
de
melhor
vislumbrara
metodologiaque
a
torne efetiva.A
Cartade
Belgrado,segundo
Sariego (1997) estabelece seis objetivos,ou
se-ja: (QM-\ .
A
consciência. .O
saber, .O
comportamento. 4.A
competência. 5.A
capacidade de avaliação. 6.A
participação.A
Conferênciade
Tbilisi,segundo
Dias (1993), estabeleceuque
os
objetivosfundamentais
da
EA
consistem em:
o Conseguir
com
que as pessoas e as comunidades compreendam o caráter com-plexo do Meio Ambiente natural e artificial, resultante da inter-relação de seus
aspectos biológicosfiísicos, sociais e econômicos.
o Manifestar a interdependência econômica, política e ecológica do
mundo
moder-no.
o«Compreender as complicadas relações existentes entre o desenvolvimento só-
cio-econômico e o melhoramento do Meio Ambiente.
Assim
conhecidos os
princípios,os
objetivose
suas
características,há
que
se
respeitar
a
legislaçãoque
regeo
assunto,como
definida: ESão processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores
sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a con-
servação do Meio Ambiente,
bem como
de usocomum
do povo, essencial à sadiaqualidade de vida e sua sustentabilidade. (Lei n° 9795/99).
Medina
(2000), analisandoa formação
de
professores parao
processo
de
construção