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6 Mapas de Produtividade

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Academic year: 2021

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(1)

IFMG – Campus Bambuí

MAPAS DE PRODUTIVIDADE

Diogo Santos Campos

ENGENHEIRO AGRÍCOLA, D.Sc.

(2)

• AP => gestão do processo agrícola em

decorrência da VARIABILIDADE.

• Começo da AP:

Como identificar a VARIABILIDADE? Os MAPAS DE PRODUTIVIDADE são tidos

como a informação mais completa para a

verificação da VARIABILIDADE.

(Mapas de Colheita; Mapas de Rendimento; Mapas de Produtividade)

(3)

• Materializam os efeitos de gestão de uma

cultura (buscam os causadores da variabilidade de uma área considerada homogênea).

• A determinação da produtividade é feita pela

mensuração do produto que está sendo colhido.

• TECNOLOGIA ESTÁTICA já está consolidada

(armazéns ou indústrias).

(4)

DESAFIO:

• Medir a PRODUTIVIDADE em CONDIÇÕES

DINÂMICAS (COLHEDORAS).

• Exige controle das variáveis

Umidade; Impurezas; Outros.

MAPAS DE PRODUTIVIDADE

(5)

• A PRODUTIVIDADE tende a apresentar

variabilidade temporal (distintas entre safras)

MAPAS DE PRODUTIVIDADE

Importância da

COLEÇÃO DE MAPAS DE PRODUTIVIDADE

(6)

• A mensuração da PRODUTIVIDADE durante

a colheita é DESTRUTIVA.

• Muitas vezes TARDIA para algumas aplicações.

Não serve para diagnosticar problemas durante o ciclo.

(7)

OUTRAS ALTERNATIVAS PARA O

MONITORAMENTO DURANTE A SAFRA:

• Fotos AÉREAS (aviões, VANTS, etc); • Imagens de satélites;

• Outros.

Cada alternativa com suas respectivas VANTAGENS E LIMITAÇÕES

(8)

OBJETIVOS DOS PRODUTORES:

Obter alta produtividade com menor custo.

A estimativa da PRODUÇÃO MÉDIA já não é suficiente quando pensamos em AP.

LOGO:

Os MAPAS DE PRODUTIVIDADE são

ferramentas essenciais no gerenciamento das lavouras.

FUNÇÕES dos

(9)

FUNÇÕES dos

(10)

FUNÇÕES dos

(11)

Ainda há pouca adoção dos MAPAS DE PRODUTIVIDADE (Brasil e Exterior).

MOTIVOS:

Muitos possuem equipamentos e até coletam os dados, mas a maioria não usa as informações geradas.

• Falta de conhecimento técnico; • Falta de critérios para análises;

• Falta de qualidade e tratamento dos dados

gerados.

FUNÇÕES dos

(12)

Os MAPAS DE PRODUTIVIDADE mostram a RESPOSTA REAL ao manejo adotado.

Os MAPAS DE PRODUTIVIDADE mostram a INFORMAÇÃO mais adequada para

identificação da VARIABILIDADE ESPACIAL.

FUNÇÕES dos

(13)

1. COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO:

• Buscar entender como a produtividade está

sendo PREJUDICADA ou FAVORICIDA em determinada região.

2. REPOSIÇÃO DE NUTRIENTES BASEADA NA EXPORTAÇÃO PELA COLHEITA

• Refinamento das equações de recomendação de

fertilizantes em taxas variáveis.

PRINCIPAIS USOS dos

(14)

3. DELIMITAÇÕES DE REGIÕES COM PRODUTIVIDADES CONTRASTANTES:

• Essas regiões podem passar a ser conduzidas

de forma diferenciada;

• Necessidade de mapeamento de várias safras

(diferentes condições climáticas e diferentes culturas).

Essa necessidade de grande volume de dados com investimento a médio prazo é uma das principais

razões da NÃO adoção da AP pelos produtores.

PRINCIPAIS USOS dos

(15)

• É importante identificar as regiões de baixa

produtividade e diagnosticar a real causa disso;

• Deve-se trabalhar para elevar a produção

nessas regiões.

COMO?

• Verificar FERTILIDADE (corrigir);

• Ataque localizado de pragas e doenças; • Infestação de DANINHAS (reboleiras); • Má drenagem do solo;

• Compactação localizada do solo.

CONSIDERAÇÕES SOBRE

(16)

• Muitas vezes a BAIXA PRODUTIVIDADE é devida a fatores IMUTÁVEIS.

EXEMPLOS: • Tipo de solo Arenoso Siltoso Argiloso • Topografia

CONSIDERAÇÕES SOBRE

(17)

• Reposição de nutrientes exportados na colheita

anterior.

• MAPAS DE PRODUTIVIDADE são úteis para

refinar a recomendação de fertilizantes.

Os métodos de recomendação usam a

PRODUTIVIDADE ESPERADA e

disponibilidade de nutrientes no solo (fertilidade).

• A PRODUTIVIDADE ESPERADA pode ser

estabelecida com base na produtividade anterior.

Uso da Informação Espacializada

para Recomendação de Fertilizantes

(18)

Vertente que considera não só a produtividade, mas também a qualidade do produto.

Exemplo:

• TRIGO na EUROPA => É pago de acordo com

o teor de proteína (práticas localizadas para elevar o teor de proteína).

• Desenvolvimento de equipamentos para

mensurar essa variável.

• Trabalham para aumentar a produtividade e

qualidade (maior valor pago).

OUTRA VERTENTE

(19)

OUTROS ESTUDOS USANDO PRODUTIVIDADE E QUALIDADE: Cana de açúcar; Milho; Citros; Café; Etc....

OUTRA VERTENTE

PRODUTIVIDADE E QUALIDADE

(20)

• Os equipamentos para mensuração de

produtividade já estão disponíveis desde 1990.

• Antes eram dedicados (instalados pelas

próprias montadoras).

• Atualmente existem monitores genéricos que

podem ser instalados em qualquer colhedora.

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

E SEUS COMPONENTES

(21)
(22)

MÉTODOS SIMPLIFICADOS PARA MEDIR A PRODUTIVIDADE

• Pesagem e totalização da produção por talhão; • Pesagem e totalização da produção por

demarcações físicas;

• Pesagem por tanque graneleiro da colhedora

nas faixas colhidas.

Essas informações são úteis quando se pretende ter algum tipo de gerenciamento da variabilidade.

Insuficientes para a prática de AP.

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

E SEUS COMPONENTES

(23)

Um mapa de produtividade obtido por um monitor de produtividade, em sua forma bruta, é um

MAPA de PONTOS.

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

E SEUS COMPONENTES

(24)

Componentes básicos de um monitor de produtividade

Sensor de umidade dos

grãos Sensor de fluxo dos grãos GNSS CP de bordo Sensor de levante da plataforma Sensor de velocidade

(25)

• Sensor que mensure ou estime a quantidade

colhida (produção).

• Sensor de umidade dos grãos (correção da

produção).

• Posição obtida por um GNSS (lat/long). • Área colhida é obtida em função:

• Velocidade de deslocamento da colhedora

(sensor de velocidade ou GNSS);

• Tempo de coleta (1 a 3s);

• Largura da plataforma de corte.

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

E SEUS COMPONENTES

(26)

Velocidade = 5 km/h (1,4 m/s) Largura plataforma = 10 m Tempo de coleta = 2 s

EXEMPLO

1,4 m/s * 2 s = 2,8 m Área por ponto A = 2,8 m * 10 m A = 28 m²

(27)

• Qu = Quebra de umidade (%)

• Ui = Umidade inicial do grão (%) • Uf = Umidade final do grão (%)

EXEMPLO DE CORREÇÃO DA UMIDADE

NA FORMA DE GRÃOS SECOS

𝑄

𝑢

=

𝑈

𝑖

− 𝑈

𝑓

× 100

100 − 𝑈

𝑓 Exemplo: Ui = 16%; Uf = 12%. 𝑄𝑢 = 16 − 12 × 100 100 − 12 = 4,54%

(28)

EXEMPLO DE DADOS OBTIDOS POR

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

(29)

• Não é um processo trivial a obtenção de dados

confiáveis para a geração dos MP. IMPORTANTE:

• Treinamento dos operadores;

• Limpeza e manutenção dos equipamentos.

CALIBRAÇÃO E OPERAÇÃO DOS

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

(30)

PREPARAÇÃO DA COLHEDORA

• Configuração do início da coleta dos dados

(TARA).

• CALIBRAÇÃO (comparação do valor estimado

pelo monitor e o valor real).

• Pesagem do graneleiro ou parte dele

(dificuldade de balança apropriada para o procedimento);

• Usa-se a colheita de um caminhão inteiro

e pesá-lo em uma balança de plataforma.

CALIBRAÇÃO E OPERAÇÃO DOS

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

(31)

PREPARAÇÃO DA COLHEDORA

CALIBRAÇÃO

CALIBRAÇÃO E OPERAÇÃO DOS

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

(32)

PREPARAÇÃO DA COLHEDORA

• Informa-se ao monitor de produtividade o

valor real colhido em determinada área.

• O monitor de produtividade, por meios de

cálculos matemáticos (algorítmos), gera o fator de calibração entre o produto colhido e o sinal do sensor de produção.

CALIBRAÇÃO E OPERAÇÃO DOS

MONITORES DE PRODUTIVIDADE

(33)

• MAPAS DE PONTOS podem ser convertidos

em mapas de ISOLINHAS ou de LINHAS DE PRODUTIVIDADE (uso de softwares – SIGs).

• Uso de diferentes métodos de interpolação • Krigagem;

• Vizinho mais próximo;

• Inverso da distância ao quadrado;

• Etc....

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(34)

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(35)

• BONS MAPAS DE PRODUTIVIDADE são

obtidos a partir de dados confiáveis.

(ZELO PELOS EQUIPAMENTOS)

• ERROS SISTEMÁTICOS EXISTEM.

Análise dos DADOS BRUTOS;

Eliminação dos dados que não

representam a realidade para não prejudicar a qualidade final dos mapas.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(36)

RECOMENDAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE BONS MAPAS DE PRODUTIVIDADE

• Cuidado ao escolher as classes de

produtividade para não “esconder”

informações importantes de manchas de produtividade na lavoura;

• Número de intervalos (quantidade alta pode

comprometer a caracterização de manchas – entre 3 e 5 intervalos);

• Usar cores contrastantes.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(37)

ERROS POSSÍVEIS:

POSICIONAMENTO INCORRETO

• Erros mínimos; • Erros grosseiros;

• Erro posicionamento da antena.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(38)

ERROS POSSÍVEIS:

FALHAS DOS SENSORES

• Produtividade muito alta ou muito baixa

(deve-se retirar);

• Erros no sensor da plataforma de corte.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(39)

ERROS POSSÍVEIS:

LARGURA INCORRETA DA PLATAFORMA DE CORTE

• Limitação dos operadores;

• Largura menor da plataforma nos

recortes;

• Caracteriza-se por faixas contínuas de

baixa produtividade.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(40)

ERROS POSSÍVEIS:

TEMPO DE ENCHIMENTO DA COLHEDORA

• Cabeceiras (descarga e limpeza dos

mecanismos de trilha, separação e limpeza);

• 15 a 20 s para atingir o regime normal de

trabalho.

Erros difíceis de ser eliminado (avaliar)

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(41)

ERROS POSSÍVEIS:

TEMPO DE RETARDO

• Tempo gasto da barra de corte da

colhedora até o sensor de fluxo de grãos;

• Esse tempo é facilmente medido e deve ser

informado ao monitor de produtividade;

• Provoca registros de produção fora da

lavoura.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(42)

ERROS POSSÍVEIS:

OUTROS ERROS

• Retrilha (aumenta a produção em locais

não colhidos);

• Impurezas.

Considera-se que esses erros são

proporcionais em todo processo e por isso são desconsiderados.

PROCESSAMENTO E FILTRAGEM

DOS DADOS

(43)

OBRIGADO !!!

PERGUNTAS ?

Diogo Santos Campos

Referências

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