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PRÁTICA DE EDUCAÇÃO AMBIETAL A UIDADE DE COSERVAÇÃO FEEA – RIO CLARO

Cibele Marto de Oliveira -UNESP – Rio Claro [email protected]

Maria Bernadete Sarti da Silva Carvalho - UNESP Rio Claro [email protected]

Resumo

O presente trabalho relata a prática de Educação Ambiental (EA) que foi desenvolvida pelo “Grupo da Floresta” e que consistiu de visitas monitoradas na Unidade de Conservação FEENA, município de Rio Claro, com alunos de 6ª série/7º ano do ensino fundamental. O objetivo foi associar os estudos sobre a temática ambiental, numa perspectiva crítica, a uma prática de trabalho de campo, desenvolvido a partir de um roteiro, o qual foi construído no decorrer das reuniões do “Grupo da Floresta” durante o ano de 2010. Os temas Interdisciplinaridade e Trabalho de Campo foram focos de estudo e permearam toda a composição das atividades, com o objetivo de envolver os alunos da escola e os participantes do Grupo em uma prática de ensino diferenciada que envolveu atividades lúdicas e de sensibilização. As atividades planejadas visaram explorar o ambiente em seus múltiplos aspectos – ambientais, históricos e paisagísticos, promovendo uma melhor compreensão das questões tratadas no decorrer do trabalho de campo.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Trabalho de Campo, Unidade de Conservação.

Introdução

Este trabalho se refere a uma prática desenvolvida pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental denominado Grupo da Floresta, vinculado ao Departamento de Educação da UNESP de Rio Claro, em parceria com a “Escola Municipal Agrícola Engº. Rubens Foot Guimarães”, localizada na área rural do município de Rio Claro.

No decorrer das reuniões realizadas no ano de 2010 o Grupo da Floresta, que realiza estudos e pesquisas voltadas à Educação Ambiental (EA), além das habituais discussões e reflexões sobre a EA numa perspectiva crítica, dedicou-se a organizar um roteiro de campo e a planejar as visitas à FEENA - Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, Unidade de Conservação de uso sustentável, as quais foram realizadas no segundo semestre de 2010 e no primeiro de 2011.

Para implementação do roteiro, além dos estudos e da elaboração, foram programadas duas etapas: a primeira foi a de apresentação da proposta aos professores da Escola Agrícola, para análise, apreciação e aprovação. Na segunda etapa, o roteiro

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foi testado pelo próprio Grupo, com a finalidade de adequar o tempo de cada atividade, prevendo também os tempos necessários para os deslocamentos e para o lanche dos alunos.

A articulação entre os conteúdos do currículo formal trabalhados em sala de aula e a observação da realidade, ao serem vivenciados pelos discentes por meio do trabalho de campo, são entendidos pelo Grupo da Floresta como facilitadores na formação de cidadãos críticos e participativos, na medida em que o contato com o que é próximo e vivido estimula e possibilita a discussão e a reflexão sobre questões ambientais concretas, dando maior significado às aprendizagens. A Educação Ambiental está, sem dúvida, vinculada à educação para a cidadania, configurando-se como elemento facilitador para a formação de cidadãos, pela conscientização de que são portadores de direitos e deveres e co-responsáveis na defesa da qualidade de vida. (JACOBI, 2003)

De acordo com Damiani (2010, p. 50), “a noção de cidadania envolve o sentido que se tem do lugar e do espaço, já que se trata da materialização das relações de todas as ordens, próximas ou distantes.” Conhecer e se interar do espaço e de suas relações contribui para a formação e atuação de cidadãos mais conscientes.

Reigota (2001, p. 25) coloca que, em relação à Educação Ambiental, “sua prática se justifica se ela colabora na busca e construção de alternativas sociais, baseadas em princípios ecológicos, éticos e de justiça, para com as gerações atuais e futuras”. Loureiro reforça a importância da educação ao afirmar:

A educação não é o único, mas certamente é um dos meios de atuação pelos quais nos realizamos como seres em sociedade – ao propiciarmos vivências de percepção sensível e tomarmos ciência das condições materiais de existência; ao exercitarmos nossa capacidade de definirmos conjuntamente os melhores caminhos para a sustentabilidade da vida; e ao favorecermos a produção de novos conhecimentos que nos permitam refletir criticamente sobre o que fazemos no cotidiano. (2004, p. 16)

A estrutura do projeto para o trabalho de campo foi pautada considerando três dimensões relacionadas diretamente com a atividade de Educação Ambiental, de acordo com Carvalho (1999) são: dimensão relacionada com a natureza dos conhecimentos; os valores éticos e estéticos presentes na natureza e na temática ambiental e o conjunto de objetivos relacionados com a dimensão política. Essas dimensões devem ser embasadas e trabalhadas de maneira a articular e relacionar as questões pertinentes à natureza de uma maneira não somente descritiva, mas associada ao meio ambiente como um todo, criando assim condições de se construírem valores, referidos às questões éticas e

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estéticas, com a finalidade de contribuir para a formação cidadã, entendida como a formação de sujeitos críticos e participantes da sociedade no sentido de preparar o indivíduo para ações concretas na busca por soluções para os problemas ambientais.

O Grupo se dedicou à elaboração de trabalho de campo na Unidade de Conservação FEENA fundamentado na Educação Ambiental Crítica; sendo que essa reflexão crítica “deve conduzir às mudanças da realidade necessárias, objetivando a melhoria da qualidade de vida para todos os seres vivos”. (PHILIPPI JR.; PELICIONE, 2005, p. 09).

A escola tem grande importância no desenvolvimento da Educação Ambiental perante a sociedade, pois muito diferente de ser mais uma disciplina, a mesma deve representar uma prática que a consolide como filosofia de educação, contemplando todas as disciplinas do currículo formal, possibilitando dessa forma uma concepção mais ampla de seu papel no contexto estudantil, podendo ser a escola um centro de questionamentos e produção de alternativas sociais, políticas e culturais. (REIGOTA, 2002)

A relação entre Educação Ambiental e a instituição escolar é tão pertinente e importante que a mesma é reconhecida pelo Ministério da Educação e Cultura e foi inserida como um dos Temas Transversais constantes nos PCNs, defendendo que:

A questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e modelos de produção de bens, para suprir necessidades humanas, e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e exclusão social, e, ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica. Isso implica um novo universo de valores no qual a educação tem um importante papel a desempenhar (BRASIL, 1998, p. 180).

Reigota (1994, p. 24) assinala que “a escola é um dos locais privilegiados para a realização da Educação Ambiental, desde que dê oportunidade à criatividade”. Neste aspecto, o Grupo da Floresta, ao se aproximar da escola, considerou a importância de se elaborar um roteiro em parceria com os professores interessados em desenvolver a prática proposta e de que os mesmos pudessem colaborar na escolha dos conteúdos curriculares presentes no roteiro, assim como na criação de estratégias e na elaboração das atividades.

A participação ativa dos professores envolvidos, contribuindo com sua experiência didática e seu conhecimento sobre as características e necessidades do alunado atendido, tem como um segundo objetivo exercitar o planejamento coletivo,

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quando cada área curricular contribui, com suas especificidades, para a compreensão do ambiente como totalidade e do ser humano como parte integrante dele.

De acordo com Fazenda (1994), o trabalho interdisciplinar deve ir muito além de misturar intuitivamente as diferentes disciplinas; trata-se de uma atitude, um novo olhar que permite compreender e transformar o mundo introduzindo a cooperação e o diálogo entre as disciplinas por meio de ações coordenadas.

O trabalho de campo é considerado também uma excelente oportunidade para integração das áreas, na perspectiva interdisciplinar já apontada, proporcionando o engajamento dos professores para um trabalho coletivo de planejamento e efetivação de ações e de construção de novos conhecimentos para os alunos. Assim também considera Callai (2002):

O processo de construção do conhecimento que acontece na interação dos sujeitos com o meio social, mediado pelos conceitos (sistema simbólico), é uma processo de mudança de qualidade na compreensão das coisas, do mundo. Não é um processo linear, nem de treinos, mas da construção pelos alunos de conhecimentos novos, na busca do entendimento das suas próprias vivências, considerando os saberes que trazem consigo e desvendando as explicações sobre o lugar. (p. 104)

Ao sair do espaço escolar o aluno cria expectativas de prazer e de interação sobre o objeto de estudo, sendo uma oportunidade de transpor a postura de mero observador, passando a questionar e ser um agente ativo; a vivência propicia uma aproximação com sua realidade e com os significados construídos em relação a seu espaço. (MATHEUS, 2007).

O uso de atividades de sensibilização, que também foi um recurso utilizado em nossa prática, representa seguir uma proposta de busca da dimensão emotiva superando o enfoque racional, atingindo o patamar espiritual da pessoa humana na sua interação com a natureza, para gerar a sensação de interação com o meio, é preciso a criação de uma situação em que o campo visual seja ampliado, concentrando nos sentidos sinestésicos. (MARIN; OLIVEIRA; COMAR, 2003).

Trabalho de Campo na Floresta

A FEENA a partir de 2002 passou a ser propriedade do Estado e transformou-se em uma Unidade de Conservação (UC). Atualmente essa UC é de responsabilidade do Instituto Florestal (IF), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A mesma é enquadrada na categoria de Floresta Estadual por meio

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do decreto 46.819 de 11 de junho de 2002, tendo como meta proteger, conservar e manejar de maneira sustentável a Unidade de Conservação. A FEENA foi o local escolhido para o desenvolvimento da atividade, pois, além de ter inspirado o nome do grupo de pesquisa, é uma Unidade de Conservação que tem grande potencial, com variados aspectos naturais e culturais que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar.

Reigota (1994) avalia que a Educação Ambiental realizada em locais ricos em aspectos naturais deve enfatizar os motivos que levaram à conservação desse local, ressaltando também a importância estética, histórica e ecológica, tanto em relação ao passado quanto no presente, e devem ainda abordar aspectos políticos, econômicos, culturais e sociais para ser considerada como Educação Ambiental.

A disciplina de Geografia, mesmo sendo uma das interfaces da prática de Educação Ambiental proposta pelo Grupo, contribuiu em inúmeras perspectivas para ampliar o entendimento e consciência ambiental; Pontuschka; Paganelli e Cacete afirmam que “a Geografia possui teorias, métodos e técnicas que podem auxiliar na compreensão de questões ambientais e no aumento da consciência ambiental das crianças, jovens e professores” (2007, p. 134).

Para parceria no desenvolvimento do trabalho, realizado pela primeira vez pelo Grupo da Floresta em 2010, e repetido no ano de 2011, a escolha e permanência recaiu na Escola Municipal Agrícola pelo fato da Secretaria Municipal da Educação, por intermédio de sua coordenadoria de Educação Ambiental, ter manifestado interesse em participar e, assim, disponibilizar prontamente o transporte para os alunos. Outro ponto favorável foi o rápido entendimento com os professores da referida escola que nos dois anos do projeto, manifestaram interesse em fazer parte da experiência.

As práticas de Educação Ambiental foram feitas com alunos da 6ª série/7º ano do ensino fundamental, envolvendo diretamente inúmeros professores, que estiveram presentes no trabalho de campo, além de docentes que não puderam ir à FEENA e optaram em trabalhar os dados coletados pelos estudantes posteriormente em sala de aula.

Os assuntos abordados no roteiro final foram sendo definidos e sistematizados no decorrer dos encontros quinzenais e também por meio de visitas prévias à FEENA pelos membros do Grupo da Floresta. Além da elaboração do roteiro para os alunos, definiu-se por organizar e disponibilizar um material a ser utilizado pelos professores diretamente envolvidos, visando à preparação dos estudantes para a saída de campo.

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Essa iniciativa foi fundamentada na idéia de não preencher muito tempo da visita com informações sobre o histórico do lugar, tópico que foi tratado previamente em sala de aula, otimizando assim, o tempo das atividades na FEENA.

O conteúdo preparado e direcionado aos professores serviu como subsídio à visita e continha informações sobre a Unidade de Conservação, principalmente os aspectos históricos, além de outros conceitos que, no decorrer do trabalho, poderiam suscitar dúvidas nos estudantes, tais como: talhão; espécie; conservação e estilo das edificações; taxidermização, entre outros.

Como parte da metodologia do trabalho de campo na FEENA, todos os alunos receberam um roteiro impresso, que foi preenchido na medida em que desenvolviam as atividades previstas. Foi incluído também mapas da área de estudo, a fim de que lessem os mesmos conforme o roteiro ia sendo executado. A finalidade deste material era a recuperação das informações e das memórias dos alunos para que os professores pudessem retomar o trabalho em sala de aula após a visita, consolidando os conhecimentos construídos em campo.

No pós-campo é que acontece a sistematização do trabalho, cabendo ao professor explorar tudo o que foi visto e, principalmente, o que foi registrado (o registro das atividades é fundamental à sistematização) procurando conduzir (unir) tudo na direção de atingir os objetivos propostos inicialmente.” (SILVONE; TSUKAMOTO, 2006, p. 98)

Para se chegar ao roteiro final foi imprescindível realizar inúmeras fases, que incluíram leitura de outros trabalhos de campos envolvendo Educação Ambiental e testes a fim de avaliar o roteiro idealizado pelos integrantes do Grupo da Floresta na FEENA. Com a consolidação do trabalho de campo em 2010, para 2011 foram feitos novos ajustes a fim de tornar a prática ainda mais adequada aos objetivos almejados.

Os aspectos principais tratados no roteiro foram organizados da seguinte forma, seguindo um trajeto previamente definido para a visita na FEENA:

- 1ª parada- Observação de um talhão de eucalipto sob manejo - (variedade de espécies, espaçamento entre as árvores); localização no mapa; anotação da hora/temperatura; coleta de material (folhas das espécies encontradas); atividade de sensibilização (fechar os olhos e atentar para as sensações).

- 2ª parada – Observação de um talhão de mata nativa em regeneração, comparando com o primeiro talhão (quantidade de espécies, espaçamento); atividade de

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sensibilização (andar em silêncio e observar sons, cheiros, vestígios de animais e anotar sensações provocadas); coleta de material (folhas das espécies encontradas); anotação da hora/temperatura.

- 3ª parada – Casarão da antiga fazenda de café e casa do pesquisador Edmundo Navarro de Andrade: observação do estado de conservação das edificações e de seu estilo arquitetônico; localização da parada no mapa.

- 4ª parada – Museu do Eucalipto – observação do acervo, preenchimento das questões colocadas no roteiro de campo.

- 5ª parada – Açude: observação da situação atual (existência ou não de mata ciliar, presença de animais, avaliação da água em relação à cor, odor, profundidade); discussão sobre impactos ambientais e interpretação pessoal); atividade de observação e registro de impressões “brincando de máquina fotográfica.

Devido à quantidade de temas abordados na FEENA, tanto relacionados ao seu patrimônio natural quanto cultural, esses conteúdos foram explorados e pautados totalmente na metodologia interdisciplinar e na prática de Educação Ambiental. Reigota (1994, p. 25) destaca:

A educação ambiental, como perspectiva educativa, pode estar presente em todas as disciplinas, quando analisa temas que permitem enfocar as relações entre a humanidade e o meio natural, e as relações sociais, sem deixar de lado as suas especificidades.

O trabalho realizado de maneira interdisciplinar objetivou articular as disciplinas que fazem parte do currículo formal, em conformidade com o que é apontado por Pontuschka, Paganelli e Cacete (2007), que é minimizar o isolamento nas especializações, contribuindo para inovação no conceito da aula, que não necessita ocorrer entre quatro paredes, podendo ser desenvolvida em outros espaços físicos e podendo ainda criar novos saberes e favorecer uma maior aproximação com a realidade social.

A inclusão de atividades lúdicas e de sensibilização na prática proposta visou tornar o trabalho de campo mais prazeroso, diferenciando-o da forma como frequentemente ocorre o ensino-aprendizagem em sala de aula, ainda muito pautado nos discursos orais, com aulas expositivas e leitura de textos didáticos; Tomita (2006, p. 45) reforça a ideia colocando que “é de salutar importância sair da rotina, usando a

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imaginação, a criatividade a inventividade”; componentes que se utilizados de maneira articulada, contribuem ainda mais para a prática de trabalho de campo.

A atividade de campo passa a ser um momento de construir e de compartilhar o novo com o aluno e de aproximar o conhecimento teórico, lógico, ao experenciado, ao empírico. Ela também dá sentido e prazer ao fazer pedagógico, a que se propõe o educador [...], sair do espaço escolar, mais formal, com papéis definidos e cadeiras ordenadas, para um local que nos permita desfrutar emoções, compartilhar, cantar, rir, quem sabe proporcionar um novo olhar ao que já está dado. (MATHEUS, 2007, p. 143)

Concordando com Constante e Vasconcelos (2010), as atividades lúdicas foram empregadas visando estimular a aprendizagem, tendo papel essencial em muitos aspectos do domínio cognitivo, social e afetivo do desenvolvimento, não se resumindo apenas em facilitar que o aluno memorize o assunto abordado, mas sim a induzi-lo ao raciocínio, à reflexão, ao pensamento e, consequentemente, à construção do seu conhecimento.

Considerações finais

Com a concretização dos trabalhos de campo interdisciplinar realizados, foi possível constatar, em diferentes momentos, o potencial que este tipo de atividade tem para promover a sensibilização e o entendimento por parte dos alunos em relação aos aspectos que foram abordados. A proposta objetivou não ser uma mera coleta de dados seguindo um roteiro idealizado, mas sim construir valores inserindo o trabalho com atividades lúdicas e de sensibilização, além de considerar todo o tempo a participação dos alunos a partir dos seus conhecimentos prévios.

A organização do conhecimento a partir da temática ambiental, que foi realizada de maneira a não se tornar um conhecimento fragmentado, é uma maneira de contribuir para a efetividade do processo de ensino-aprendizagem, já que os alunos estarão em contato direto com o objeto de estudo, podendo ter suas próprias percepções e construir reflexões apoiados no caráter pedagógico da prática executada.

Desde o início, o trabalho foi elaborado pelos participantes do Grupo da Floresta para não ter um caráter excursionista, e sim ser uma oportunidade de aliar o ensino-aprendizagem de temas tratados em sala de aula, destacando questões ambientais presentes no espaço da FEENA. A prática do trabalho de campo criou a oportunidade

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dos alunos serem bastante atuantes, expondo seus conhecimentos e participando de uma experiência que buscou o reposicionamento de conhecimentos, idéias e valores a respeito da Unidade de Conservação e sua importância local.

O fato de o Grupo da Floresta ter como membros participantes alunos de diferentes cursos de graduação acabou por enriquecer ainda mais a discussão da prática realizada e a aplicação da mesma, o mesmo ocorreu com o grupo de professores envolvidos, que puderam trabalhar de maneira conexa e construir novos conhecimentos sobre os conteúdos que fazem parte do currículo escolar.

Referências

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