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SUMÁRIO
PG
/\qradodmentos , .
Critérios dn Pmsenle Edição
Telefonema OOí
No las
Índíce flAmlsslvo 5.50
AGRI\OECIMENTOS
Agradeço <D proL 1\nlonio Cândido pelfi valiosa ajude:L Meus agradecimentos HO CEDAE,IEL UNiCi\MP,
à
BlbHoteca Nacional,à
Biblioteca Municipal Mádo de1\ndrac!P. à Casn dB Rui RmbosR., Hn Banco d8 Dados. Módulo elo Pinlura Brasileira e de Poesia do
Instituto CuHur:al liaú, Ao Arq11ivo do .E:$\E!.dSJ_.çJ~ __ §_ª-q ___
.PK!l!IQ,
que lornaram víiível es!e livro. Bemcomo, sou lCConhecída aos coleqas do Deparlarnento que iT10 proporcionaram Bs condiçoes
necessáriBs paxa 1rabaJhar no Te!efone-nut Muito obrig.:1da <~ Betty Heidmann o <:1 tv1ônlca A!-:t.tmL
A
fctmília e nos amigos sou grata po!o incentivo G pela paciência com que soubermn sur)ortar minha
obcess-ão.
CFHTÊRIOS 0/\ PRESENTE t:.mÇJ\0
Fo1 fnit;t r1 ntunii;:;ec1çi\o ortoqráfk:::r\ dns p;:d<wrnt1 o dos nomes
próprios. As pnlmtr8S ns\u_onneirns fnrnm mRnlidw; r:'rn sun grnfin oriçyínMI, em H:<'!.iir:o, de ncordo com o uso de ópoca no jornaL O texto de lmpmnsa aprestml8 impmfeiçôr,s e ífllhas, as quais !oram mcons\Hufdns, s.on1pre qm? pcts::;ivel As not;;m d9 roclapé da c:·rntniogí8. do T€'!€>fonema, Obras Con1pletas 10, (MEC Clvi1i7nç?lo B1<:nHeiH'l, 8io de JBnelro, HF!!), for<'ml mantidas na ntua! pub!icnç8o, smn ind\c~A.Ç8o blhHoqrálica, ;;dém das demn.is notFJs d8 presente- edição, O leHm encon1rar8 nas notAs em Rnvxo as referênd8s nscoss8.ri8S p8r8 :::> cornprth1ns8o do cont0xto drts.
crônicas. O cr!lúrio ele elaboração destas notas não fo! exaustivo_ Ns criação das rTI&smm,
disrensou-se R !ndir::nçáo bibliofJ!ÚficR das fonte~.~.
Ok:lon6rin de Autorl2!-B P<;ul!slas, OfQ. Luis Co1 rei a de Moio, Ed
Oidon&río Bio--Bih!\c.ç)l'âfico nu--\·sHenTi, di1 .JY Velho Sobíinhc_
PonqeW- iv1EC Hin d0 , \<melro, 1917
D!donbr!o f~lbHogrMko IJrm,:1leíro,(iOU3 190?), dil', 1\uquskJ Vik)jinu !\bes S~lCHltnento ntni<0, Tipoqr~tfh Nacionnl, fiío (IC; ,Jnnoíw
Ulf:k;nfir!o 8rnsHBim, vrg HFlÍ<YIUndo de Mm1ezos, 2Et ed Pr
dr; /\ntonh"'~ Csndldo, José /\d0rn.!dn C11~.te!\o. l TC,Uvros Tôcnk:os e CioniifJcos b:í'ilora SA Hio do
,J;Jneiro,
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. JCIOJ\-81!0 1 JS OllCO'c Wqra !CO uf3~! ~~r o\- .. , · cto,. , .• oor _ . ,,,w"''
l1oloch e /\l;:irn. J\\'/f's de 1\brou, Fo:ensP UnlverslL''tda. Fund:v,:8o C>otuiio VarqA.~ Cpcloc-FinGrDh::ionflrl\) ctnfl Uter0turas Poriuour>~~a, Brasileira e Ga.!-ega, diL
.J;<;lnlo do Pr~-nlo Cn81ho, Uvr Fi~.llinirín~1ns, Porto, .s\d
Olctitm!HI!re des Ph!!osophes, dir. ele !a publfcnlion Denis Hu!srmm,
Pruis. 19134
Dicionário de Pintores Brasilelros, coord.L.eiia Alves
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Paulo Lyra, Spa!a ed., FUo de Janeiro, 1986O!donár!o de Polítlca,Ed. Universidade dü Brasília, Gráfica Ed. 1--'·lam!ing Ltda
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Tnncredo Mor~üs, Frl Ponqettí, R\o de ,Janeiro, ·1954
PANOf1AM1\ DE TFLEFONEt'<lA
i\ conesponcWncla cln Osw:.:;ld ele !\ndrado pmB o
Qorrçif' ...
G0M'rnJr(i
começa com o Tt>!nl'onnm>1, "C~n8 nu Ccro0", dotBdo i de fevereiro d<i' 1944, no qual cornenta a nova polí!\ca d0 planejamento econômico do ç;ovomo. com a cri<)çáo do PaLácio daFBzenda, contr8ria!ldO o libernllsrno econômico preconizado por Eugénío Gudin. t'\ série comeqa
Hinda c:lurante a g1.J01Ta.. no momento ele doSéigreç;ação do Est:,~ôo Novo. A ditadura
é
obd9ada a cbr G-S08ÇOp.ctra
;::~ aberturry democrc'ltica, exigida pelos rnovlrnentos popukves nas ruas, emboraainda use d0 IDI'Ç8. pBm proctnar deter os a',;anços das oposições conservadoras, liberais e das esqtmrdas_ O movimento pela democrnHzação e a rea1izaçéo de eleições 1ivre-s conta com a sirnpntis BJrlNicnna. A Sociedade dos Arnigos da América e a Uga de DefGsa Naclonat aco!hen1 membros ct-0s oposições, o!içF1rquicas, libera.is e de esquerda, com o objetivo de mobHizar as
mBssns parJ o esforço d8 guerm_ O leehanwnlo da SociGdnde dos Amigos da América pefo cheíP de roFcla Coriolano Goes, a rnando de Vc<rç;as, provoc0 urna crise !nstilucional corn a demíss.§o,
o-n-1 Bgnsto, de O.sw2ldo Awnhct do Ministério das Fielaçóes Extf)riores, seguido por Goes Monteiro,
Chele do Es!ndo Maior do Exército, qun se afasta do Comi tA de Ernmq0nci~\ e Del(?SH PolíUçn dH América, O incid0nte marca R cisão dos rni!Harf?s com Vargas e Dutra. OB contatos t:<nlro a oposiçfio
civil conservadora 0liberal se estn~itm-n, par8. compor ao fina! dos &ntondimenlos, a uuidkL.,;tum do [:lrlpadeiro Edumdo Gomes. con!innadn <C;rn ou!ubro sob a éqlciü das t-:!i!e~~ '
do junho de IO,H, o Telero-nef'n&, "/\ metástase do chncor", no qual o cronista níirmn quo ,-j
conj\Jntura mundial m;semolli<1"S0 à metóstase do cáncor, corn n !1;lna:::>clrnenlo de focos elo fsscismo: no Dwsil, o inteq1slisrno rcs>~urs_J0 sob H bHndoira do n.o'!c1ona!isrnG. A cli!lc<'\ ao :'eSIIllü Sl!Spend9 a (:Orrespondêndn do Oswa!d d9/\ndJHdc~. iv1As os :Al~1q,;n.'>
insUtuiçôes autoritárias vêm de quase todo:;; os :ados, na conil;nturn ospes1ul ds• lins do 194<1
e
começos de 15. O "Ecli!ori~ll" de Cosia F\ego 'Tellcitemos o Govt:H!h)\", de ievem1m, condenan
censum à imprenso. Pouco c1Gpo!s, a entmvisia de José 1\mér\co dv/\Jrneld8 doíendf-\ 2w 1ibordGc1e~~ domocrúiicns. A
R[Jilru;ão
diis n<ass8s r-0pmcuto nos jom8Js ü o Cor_rei_p, __ ..d_ç>_Jy1_<1Utl.k1
lidern R cmnpnnhn cli:-1 imprensn ;;1 favor c!a dernocmüzaçf\o, seguido do Di2\r!o _(,_:;:~\)oca ds .J. /t de Mw:ednSoares, d8 Q_Çl_IO__L?g, G Pnl Silo
Pmr1o.
da [q_l_f'19. __ ÇJ.q .!\.tan_tlã, do Di{Hl(l?SJoY@ul_q
e dos:u=:str.Jclo
c_!_g~~~_Qgj_=_t __ ayjq, Q_Çg!)_li!L9:i.~:, e ~11é rio 8lpu1nas rnatérias do jorn-0! situaf:íonisla,(\__Nçjle.
cliri9klopot
Menotti dr:l í'lc:chia, que lolmav;ól a colaboraçi.Ío do jorni;~lisla con1unista E!1as Chnves Neto_ Ma~~ o (;orJ.oÍ'J s6 voltará R eciitm R coluna Telefonemn urn pouco an1us da 1\nislirt O ''TiJ1efr.lncHnn", de :3d0 ::"'lbr11 elo 1945, aeusa o ro!8xRmDnlo dn censur:;1 do DIP que proihía a coloborsç8o de Oswa1d
Aind<:> em \ 9'1--t o movirnento cullurnl animA se com os
movirnAnlos lrenlístrJs contra a dít;:~c!um. o Te!efmwma "t'\ Ec!Hora BrasWense", datado de 23 do nbliL
com0mora a irt8ugur;;·\\(é'io da edito; a dn Caio Prado Júnior, H eu nos Urna, sr;·1 M;:ui-:4. ,)os0 Ou pró (\
do Artur Neves, çuja cas;;J serv11·8 do ponto do iOlmi?ío pma a íntdectua!idade pau!is!ana dB
opos!çflo O Telefonema "O Prefeito !'Zubitschek", de ?:'i clü juntm. dR notícia:; ela viagem; clG Bscritoms, arlisias
e
de int,;!ecti!Bis paulistas a Belo Hori;wnte 8 cnnvllü do jovom prefeito ,Juscelino 1\ubHschek Dumnte o encnnlro, re>!a\mlo om, "/\final corno foi'', do G ele junho, Oswald laz uma conferênci8 nR Bib!io\0c8 Mun!cipaL A confGrênda atacnvn Tdstão de 1\tRÍde, por motívos pessoais, embora alirrnf!sse quo suas ra70os n8o lrnpediam a alinnça po!!Hca na luta pe!a Anistia. O conferencista ncusava Trisláo do /\tside de desejar o üsmagnme-nto dA ílussi8 pnlns tropas n8zisl8s Ern outro Telefonema, Oswa.ld nconselhn aos jovens, que se haviam colocado contra ele-, durante a conferência, a n8o confundirem a ala c<::mhota com a esquerda. conforme explica em ''Cartn", da.\adB do 8 di? junho. O íncldento cria polêmlca_ Em"A
margem de uma conferência", de 15 de junho, Osweld not!df\ o recebimento de um8 cGrtfl de Trls1ilo de /\tflide em resposta ao Telefonema r.::itado, na qual Tr!st8o defende .. se das acusaqóes ck: Oswa1d. exp!ic:ando não ter sido ele quern publicou 11: carta de Antonio de Alcúnl;:~.ra Mach8do, com a palavra de ordern de silêncio contra B pessos e a obrR d0 Osvmld, havíR quase vinte anos. Osw<.'lld retn.lce.pergunlf:mdo como foi que a refmlda cnrts foi Cflír nBs rn5.os ele C8ssiano f1icmdo e portanto do D!P, Além do esc8ndalo vovocctdo pPios ntaque-s contm Tristáo d!:'l Atnído, denuncir:mdo -o corno urn estmteglsta de grandc;sn;Hrachs, urna espécie de Von Flornmel do Centro Don VilBf, o cronistn con1ontn urn ou!.ro episódio do enconiro do Bt.)\0 l-1od?OntB, em ''O ale~n!ado r.k Hori?onte", de 15 de junho, no qual clonunda a aç;mssB.o fascisla contra as obras dos nr\islas rnoclemos, rel.R!hadas a ç;He\e.
t\!ém da co\abí!mçüo nos jornsis, entrevistas
e
dodm·a(,:óespúb!ic.as, os escritores, jornalistas
e
intclcctuals atuavam r1a preparaç§o do PrirneíroCongresso
Escritores 1\ -SociHL:1de BmsHnira dü F:.scti!ore~' foi criada ern março de '!942 pma dü!endu osdlroit(y,~ autorais, como 8ssodnç8.o de ci~::ts~.o l;1qn!nwnto cot,sli\u\dr; M8s, 8 pmlir do rnea<ios do
i944
e
/\80E despontA'corno entidade frontiste.O Congrosso dos Escriloros suf'gia como o ponto 81to do movimento frnníisla, de escrítmos. jorna!isl<:Jf;e
1nteloctuals contra a cHíaclura, quo crnergo a p0rtir elo ·1943n
í 944 nm: mm i!fes!:·1Çóss estudanlís, d::: clandnB\!na FnJnte de Hesislência. forrnarln pm jove-ns liberais e sk:i:::;ll~:tn..s índepondentN;, 21: pmtir da Faculd8d0 ch::-~ Direito de Poulo, O movim0nto repercute nn impron;:;a militante dr~ndesHnB dn esque-rda, nas g1evGs, e na mobilizRçBo dR gmncl.s Imprensa contrr~ <'1 c1mstna. e por fint nas cloclaraçôe-s do "tvl<'!nifesto elosMlnglros", om 43, 8 f8vor da mdümocrati7aç8o. O Conqresso dos Esct'ltores aconüJCHi !?nl S8.o
Pnuh de n ~~7 d0 jAneiro de l9!JS. A "D0daraç~lo de Prindp!os", redigida sob a responsabilidade do Pn:Klo Ke11y e Caio F'r<'~do .Júnior, e RindB Hermes Um<~, co1nO !embra Antonio Cr:mdídd', foi lida na sess8o ele encernmv:mto no Te::otro Municipal. por Dionélio Mnci1f1dn o ouvida pnlo púbilco de sob forte tens%10 omocionAI. Os esnilon"s bmsi!eiros nxiÇJi8111 R Jegalidadn democr.c1\lca:o sufrf.lqio uniVBISS! rllr·eto e secrt:Jto;o plr:no r~xe-rcido da sober0nln popubr p<Hn a p87 e 8 coopornçt\n inteiTlé\Cionel!, 0sslrn como 0 ín,Jc•psnzlôncia econômic:a dos povos. /\ repercussán d0
"Dcc1ar~v{81J c18 Princípios", di"li'ÍhukJ;_-:t nm voh'liltPs, :~ó ntinqiu os lonvüs. depois da en\Jevisls de< Jos& 1\múrico d0 J\!rneida, com
a
quebr8 dn consc:ra F8ziarn rarl.e dn sGcçáo rnulisln Sociodade, entre outros, M81io de /\ndrad0, 80-rgio tvli!!iet, f,l8rio NrmP, /\bqum Bastos, cilndos por Antonio CancJido, fjue refere-:.;e 8ind8 s Paulo Emiíio Salles Gomes, entre outros. Na sess<."1o clüencermmonto, Or,~wald foz um discur~;o acalorado, no qu<'d !8nçava por contra própria a candidatum do 8rig2deiro Edu0rdo Gonv;s, contrariando pela ousacl!a as Hderanças po!iticas libemis e de esquerda do plenário, pois ainda vigorava a censum. /\pesm do considerada inoportuna, a inlervençf10 de OswR!d folRplctudld;:l pelo púbHco, conforme re!Rta Antonio Candldo. Na sua dlatrlbe, Oswald desfechou tarnb8m um <:d8CJUB a flonB Thlollier, vivamente criticado por MR!!o de Andtade, PrTl cles_;:th8!o pnr"lir;u!Rr·, ô s.Ríd;1 do Con9resso. Apesar da 1 miâo nntifnsclsta_ o cronista nflo poup8.vtl snus A.dvrm:::tirios.
A ptes.sáo popu!ar a lavor de ek:lçôm> llvres e a conjun1ura in\ernncimml contribuem pma abctlm n.lndn rn0is os lundamenlos autoritários do regl!rH::. Assim, t::nl fevereiro de .-1() B cHplomacin 81TF?ricmJ8 icnpõe ao governo hras!!eiro a democr8Hzt.<.ção
e
orsconhecimnnto clip\ornólico dl;'l Uníáo Snvif;ticn, como condições flrm01da~J pelo Acordo de Yalhi
p8ra a partlclpaçán do Brnsllnn futura Confrrêncía de Paz. O governo
é
obrigado 8. cede-r e d;::;crela o A1o !ns!Hucionr.J n.9, o qunl flx_B n dnt0 psra ns eiBiÇ6üõ'; gemis no p<'!is. na forrn::t do A!ligo i 80dfl Consli!uiç0o do t 93'7. A oposição •.~onservadon1 !lbora! rnobinxa-so contra o Ato J\dicionai o é\ rs;_l1l78Ç#to dns elsiçl"les n2 vlqGnclH r:ln Cattil dn 37. r:m meío ú Af.Jil8ç8o dos comícios o jornal () _Q_)q_b __ Q no1lcla 2 r:Gnrl!dn1ur;c; do Fdu::,rdo C=ioiYH)il. O i'E:~Jime !P1nça o conclk.Jato Eurico Gas.r&r Dulm
O rnov1r-nento popu!0r poia J\nistin cmsco o formn--so o Comitê F'ró,Anistia de jornalistas 0
profissionais elo réclio.
r,
AnistíBé
(JGcrvtnclA em abili, muHos ex!lt:>dos voltam no Draslí ü, num cHma de euforiA, a oposlr;Ro !i!H:;rB! pec1\.:> a mn(mciz~ cin Vmg-Rs, proc!ama.ndo nas ru?ls a pal<wra--c.íG ordern "torlo roder 80 judiciGrio"A DEPOSfÇÃO DE VA!lGf\S
O r;pü~ódio de. deposição de VargE':~ pçdo exército sob o comando do G::1L Goús Montel10. a 29 de nove;nbro (Je i945, abttH>e com as manlrestscóes populares pela /\n1stís e a vol!;t dos combcttent('S d<1 FHJ A Ggitaç8o poru!sr vai sur cRna!izRda, ou pek> si1unç8o qr:lulisin. ou pole oposiç8o !ider;vJn pr::lo í1riqnd0iro Edur:udo GomAs. Na suB primeira entwvlsts
corno cand1dalo. Fclt.mrdo Gomes depôe contrn a ''leqa!!dade" das e!eíções presididas por Getúlio, Em tPsrclsta, (.;t'!\1-i!io rpc1nrnn da ''tr;~\ç?\o" dos conspiradores qolrislAS contra seu governo
(Qi.<'í.rJq_
_S_ãg __ pau!o, 13 mnr, .<!5) Nn ·1 o de nmio, Gelllliodedm2
seu compromisso com o processo 0kdtorzd B 8 confiança 110 voto popul8r r:onlr.;> o rol'lidmlsrno prov!ncln.no, llquid-Hdo pe!a Revo!uçáo t3n ;JO (Conolq ela Manh{\, 3rns\ .. 1~S)'. h situaçilo 0qe com u-1pide7 para gBnhar \erreno na aberturA dBmocrática, o inqo polí!h) !ornn S8 complexo_ 1\ tV<f'!ir d;;1s deciamçôes de Prestes depois da Anistia. o fJ;_if'lido CornuniPté'! ron-1pr~cnm
frPnin !ibürn! t; dns esqnordcls. propondo B "Uni.SoNFJcionni"sob 2< hogemonla do partido. f\. L oi Mnlnin, ant!lrusto,
é
promulgada em rne!o à agfl:,•ção dos n\entBdor. contrt1 os jornnis de oposiç8o,Jllf!Uo. __
Ç_ª_rigQ{le
oÇg_ff_t;:lg _ _E'_qyjiª_!SmQ-
Em meio no~.; bontüs dn go-lpns, que r:\rcul~lvam 0m setPmbro, o omh;:\ixaclor mTmricnno cJiscursavn nurn bnnquntc 0n1 P,poio às te<ws rlM: oroslç8o consorv.scJnr& t? tiber.Jl{Çqr_rejQ __ cl_?J<'!.ZI1l.ÍJ?í, 30 seL, 45), contra o suposlo naclom:dismo de Varpns, (J1!0 buscsvn Jpoio na m<:\SS8 dos trRbalhi'ldore.s urbanos. Vargns busca mobilizar as massas nos r::ornícios contrR a C8roslla, rnasé
no Comido do Largo da Carioca qu0 o Apelo do ,'quorerno~ (~P!tJHo", lanç::1do por Hugo 8orgh1, entusiRSmA as multldóos, avançando .dPpc)s a defes8 da "qtms18o sod;d"e
da siderurgia nasionct1, com o apoio dos comunistas. C comk:io de 3 de outubro, o "Oia V"da!a de comemorHçBo da novoluçflo de Outubro. poucos d18sdepois do discurso do emb8ixador americAno, conflnmt ;'1 disposiçAo de Vmgas d::c convocar 8
Constí!uinie, n lança 8 p8favra de ordetT\ "Cons-tituinls com Gt~\úlio", npo!ad8 por m!lHantGs e simpGtinmíes cormrnis!as. A "1\:>sembléí.s Ger8! do Povo Rr;::;sileiro", reunída ern prnça púbiica rPso1ve npoinr as eleições gnrni,; e 8 convocnçflo dn J\ssemhl6ia Nacional Constituinte. de ncordo
com n
CArtry
do 87. Os inddenteH fín::1is ciFt dcrrubDd<'\ do reqlme aconll':;cem em 1T1eio a boato-s golpes,à
campanha d-rJ hnprens.s dtnnocr8Uca con!rB os 0tont~1(los aos jorn<Jis, que culmina no "l'-Aanifesto dOS !nlelnctuAís", (_m{u!,o,._ç,l_e_ .. §ú_Q _fa_i,.-jj_Q, 9 sel., /i5)0 das deC1AJBCÕ&S do "Manlf~;slo (i;;sOposl9ó!?S Coli98das", lidN<'~cbs pol<'! llDN e o r)ar!ido Uhedador'\ no Flio, a Esquerda Omnocdí\ica
tnrnbém lança um "Manifeslo" contra as eleições tuteladas pt:;lo regime, de acordo com as fon!ss pesqulswlas por Fdç_1nr Cnrono, nos jorn;;ü~• o nn obra dP Virqllio de MeHo
e
Fmnco_A
R-glL-lçE1on:1assas queremí~!As a oposiqão respo1Hln com o aps-!o As Forças Annadas para resolvrH n
r;-rlse pollllra, ro1npid:'t n fr·ün!<? mi\1!;-,1; qetulbtR, com n demíssil.o d0 Gohs fvkmle\ro do M\nlstér\o dzt
Guerra O inck:knte da nomeaçfín de Benjamim Vargns pmn o cargo de Chefe de Po!ícin
é
G testor:im pmR o d0sfecho da crlsn pnlilico-mllltar. O exército Pntrn em prontidão e preso no Palácio,VmqBs ronuncia orn 29 de outubro de 1945. O r'resk:lnnlo do Supr;,v-no Trlbun8! FedoJsL José Unhares, es~;urno o Governo Provl~:ório. \hrqas lnnça o ''Mnnif~~sio ao Povo 8rasl:eilo", no re;:olllnm> seu compromisso com a "questf~o socinl", no retirar·s~' pnra SÃo Borja_ A derrota do regime
cíitaloria! n8.o siqn!fíc8 f} iim do OPt: Jl1s!Tl(\ BPPSm rí;; Rp8!ia dRs massas querornistGs e comunlsí8f' perante a rnnúncLs do Vmgas !\f::1.stndo do poc-k:r, olo não Flf.landona do falo a polí1íca, promovendo sfine! B: cB:ndidnluta Dutra. A~! m11cul<>ções d0 V;cHqas dopos!o e 21 tose de ''Unifw Nacional" do F'CB
constituem alinnl as qrandes referflnr::hs p:;na o lrabôlho políUc:o das oposlçDes, conservndorss l!bnrnis R d~lS osquPrdas, rJur(ln!e ti viqP11ciG d<> domocrAC'in nMs décadas seguintes_ O Telefone-ma H~ílote 8 mu1t\plicidctrl0 rle V07i?S e o in!rlr.Bdo jogo polilico dn dBmOCii--lti;:ação, Apesar dl? rompido com Pms!es e o PCR e inimlqo polÍ\ir;o dr,; \lwrç;as, Osw81d do t\ndrnclf:; dialoga com Prestes e Varç;as, como seus intedor::utores pr1víleqínc1os_ O Telefonemo, "Como 6 isso, Gone-ra!?", de 30, nov_,
corneniPJ 8 vi\Óri8 f.lP Outn·:~ ~'obro o BriqrH'JAiro. De; acordo com o cronl:::!a, Dutra foi um candid('>\o
oon!rárlo 20 momnn!o po!iilr:o dn .1\nlst!R, por B0l lS zmtec:cdon1t?s do Mi11is!ro do Guerra do Estado
Novo. A sun cc.mdid4ti.Jn_-l, !w1çndn pnr l-1onedito \/alncJares, de Minns, pareceu rnano!Jrç1 cJf,
crmtlnuismo qç,tulisU-'L Mvs tirnrO!I ~~C!, P com n vitória vioran os protestos democr8licos do cctndk1Blo ol01to_ No ontctnio, cnnr:lul, ronlrrH·i;:,ntln p;;!O?- proino:dof::_ D111Js r2c0lY' de bom grndo o ::<poio do Psrtido do fl(Jpresent<Jc0o Populm.
O GOVEíiNO OUTHA
0 !GSUltacJo das B-fHiÇÜi?S Ó SU!pr88fl(.l8nle [18m 8 opoSiÇfiCI
dmnocr811c;:.1, Or,wlclo ~1o Gxito ela conspiracfío civil e militar lidoradn pela UDr\j, o breve governo
udonisla de Unhares. a roPdir;§n dn "c8mp8nfw do lrmço brm·•co", enfim, o alvoroço dos comicíos bdg:::1cloif'istns, 8 vit6ri0 do Edur1rd0 (::\omes par~?dn certa, perante a lrioza dB cmnpanha de Dutra''
Porém, a máquina e1eltorttl ge1u1ístr, nas 1nãos do PDS, mais o apoio de Vargas ao PTn dns massBs quewrnistcts, cujos votos mándou descarregar no PDS, decklirmn a favor ele Du!m, sem o Bpo!o dos comunistAS.
o rcn
ln_mbérn RUrproende pet8 '!0Í<'H;8o do c;andkb!o próprío, Yedo Fiún>, C!lja vo!nção só se explicA, cJB acordo com F!asb;~wn, pelo enorme prestfÇJío da Uniúo SovléHcfl nopós-guerra 0 p0Jo c0tlsma de Prnste;::; ApoiAdo rola coiigação pBrtídáríB qtH~ sustBrlta o poder, soh n
hoqernonl8 do PDS, DutrA vrü govnnar sGrn o Rpdo às mBssas, que o olegGram,
1\ convocBç8o da Constituinte
e
a legAlidade do PCB ahrsm o governo de Dutra. Na log<Jlid;:ulo crnscn H n1ili\A1K:ia do PCBe
8tHnBnla o número dR s!mpAti?anl9s. O movirnen\o oporório se organiz;q e k:nna forçA nns greves. Os depulndos com11nistas pmpõr:m a nAciona!izaç[oo dos "trusls"e
dos monopó!los_ O PCB pmgB a "Uni8o Nacional" e a "lutn pr:!a pm",em düf0S8 da dernocwcLs no P8ÍS o no p1Rno interrwdonaL Mas a conjuntura externn de ;'lens8o
de
ÇJW.ma"
cria as condiçôes para B l'f"!press8o do movimento popular no país, eni nom0 da "paz soc!al" /\s intervenções nos sindicBtos d,.; H1,16 R 4'1 s.ão lelt8s em norne da consolldnç?to da rlemocmcla_ Os d0crotos contr-M a Coní0doraç8o Geral dos Tmb8!hndore-.s_ contra o 11.1ovimcn!_o Unitário dos Trn!.l;;!hndores, a Uni8o dR Juven\udo Comunista n, sobr<?tudo, o cass<'!çâo do regis!w n!nitoml do Partido Cornunist8, findos os tratJi11hos da Constituinte, a 7 de maio d8 47, rnal'cBm a ntu0ção repressiva elo novernoe
ovldr:ndarn o~ 1lmlles fornv:ds da democrncic) prescrlla p8i2Cons!Huln!e. O BmslJ rornpo roi8ÇÔ0S rli!)IO!TiáHcas r:om 8: UniÃo Sc>vióHc:t{ em <17 é criP~ a F~co!A
1pmior de Guerra, em •19, n:?$ponsAv0l rsiR (:i8hnrAçflo d8 dou1rina de ''Segun'lnça Nndon0l""
O epLsódio d~l cassaç8o elos rnand~\tos dos deputaflos
comunfstns <'~vidonci-n. o !0q11.1isrno udcnisLct, de in~-;pimção douhin8r18 liboraí, na defesa dss insutuici'ies dnmocrf1.t1cas, Apesar dQ pa;tido apresentnr--se flividido entre o antic;omunismo rnilitanto
e o qovemLsmo dos c!J8JnBrlos «chapas br<'lnc.::1S" /\n fim dos trahnlllos da Consiituinte, a UDN
pas:~8 B dLscuUr a cniahorFJçRn com o gnvemn Dutr~l, ntrnvós do acordo lntmparlid8rlo
PSD/UDN/F'fl com 'J!stns 8 "pnçilicctçáo naciorv:l!" e 9!abor<1ç8o elo um plano econômico 0
finar><:oiro, o p18nn Ssite. A Corniss5o do Uder0s buscou a cond1i:-Jqüo e como consequênciR não
houve oposiçÃo pnrlamentar a Dutra7
_ Grnças à po!ilic8 de neutralização da "rnáquina getu!iste:-. Ol?JVio M-Anpt:~hoir8 es!r-Na (;01 to dn sus lndicctçflo como candidato mllurol ds UDN nas elülçóos
f\0t·H:'VInf.'õ;,M,rin Vk+'><in dG fvkoquih A_tJQN_} C~ Uc;ccúcccccJccc<ccc,J'!chdn cio Uh0rnlb•n Rrasilei•o(1 ~145-1 OJ!J5),n:n de ,!tvwiroJ'e~
pn::sidandRls ds 50, apoisdü por Dutra. Mas B po!&mica corr1 Virgílio do Me!lo Franco sobre o ideérío udnnlsl:t revelo a porclr:t cln coesão elo partido na "iren({;" comnndada pelo PSD Mais urna voz, a dqrrols nqs urnas v si dorn thar 8S iiusõüs ele porlnr UON sobre a hPr0nÇ8. petulísia, no
do 50.
!\ POL!TlGJ\. 00 PC!J NO GOVERNO OUTHA
O rmtido Cnn1unís!a do Brasil dur-~1111e a lenalidade {de <lS a <lfJ ) buscou a "uniBo naelonRI" cnmo forma de 1u!s pe!a pa;: a nivo! nacionaL de acordo com a
estr0t6uia de fren\8 nRdonrd pMa cnmb0!nr o nazlsrno, promulgn.da peJa lntemacion<'JJ Comunista, anles da sua dissolução. Aind8 durGn!r; a qtmrr8, ern l9!J:i, com a dissolução do Comintern os cornunLstas puch:narn trw;nr sua os!ratéq!a par-a combater o fnscismo. de 8Cordo
com
as condíçóesGspecificas de cada pais. Mas. nmn todos QS: Partidos C01nunlstas puderam compreender ~'~nova situaç§o mundial r;:~vncíeri?0dn r<éd8 alinnça entro 8S grandes pot&ncí8S. Para estes Partidos, B diss,)!uçúo do Cornintmn dur8nlp <1 guerra p8mdn <W<llisru o fim do socíshsmo e da luta de classe~.:
corno nslt81Pq!a dP uniáo dAs força;:; dornocr8licRs contm o nmlsrno_ No final ela guer:a, o Acordo
de dn novembro do ·1 9<!~), procurou con~_~olidar R 81iança no snntido do quo o la persis1
no pós-qucrra, como instrunwnto dü conssrv8ç5o da
pazH_
DnP'lrtn 0s c:ornídos fH:ri<) Anlst.i8, 0 f-'CB !Rnç:a R campanha ppin ''Uní8o N.sciorv=ll"< r .:>s \""stádios do Vascr; e do PRcc;P;;mbú, ern defesa das conquisiB~> democráHcas contra o rogime de Vnrgn.s. A política de mnssBs: do Partido proc:umv;;,, enlretnn\'.), conlm ns relnvindlcAçõe-s dos trabnlhadores nos sindicatos G nas groves, p~r·c, nfv.J comprome1Pr o Bslorqo
d0 guem.'l
e
manter 8. "ordeme
trnnquilkl<'i.de", a fírn de ao:;segurar n "União Nacional"_ Deste modo_ nn prB\icA frentis1n dos comunisi8s tmtsilf~iros os \nümltlnJiot-e:J dev;:-nlam "nportar o cin[('"· rrpssr1r ct0 infl8çAo 0 dA cmPstio f\ "Unl8o f\lqciona!" ovHnu rnctnHo~·:t.:::Jr~se pelo soclctlismoe
silnnclou sní)rf:'! B lul:n do , Masé
inoqável o b:lto dos comUI!it:;!;::ts m\ conshuç§o dn um "gmnde partido domassas", a pmtlr do trnbnlho de bf\Sü corno o dos "CornitAs Oornocdüicos" e de outras fo:m8S-nmplns luta frentlst;:~ A vilóriR de SL.ilingrRdo e o pr~?sligio dn Unl8o -Soviética atraíram a simpa\\R ropu!m poio comunismo, ele cerlo modo usurp8(1a por Prn~\Go:';_ /\sr;irn, durante a !0ÇJ8.!idad0. s
"Uníflo Nndoneü" rnohl!i?ou a mnssa dG .sirnp~1\i7mltPs 0 de novos rníli!anles, n8 lu!8 pels
dPITIOCf'HciR, ~~~wsnr da"> vacil8ÇÔ0S dR !inhn. no que dizia r0sp0llo às reinvindicacôes
e
à dofr_~sn do.c:: !nt0rosses da çfgs:s9 opertwía.A t8f~G dR lntern8:don0~ (';omunista sobre a
sobrepunha -se na pr#!Hc8 dns cmnunistas brasllc1ros
à
anéllse da con!unlum noc1ona!,adiantando--se conw ''q1mstFw tGntral
e
tj~?cisiv?~'' da 8Hvícüide dos comunistas. A "Un1ão Nacional" deixou·S8empo1gnr pdn 1u1a. pnrl1dflri8, 118 Com~til11Íi1Í8 q p8l8 pBrspectíV8 de rrullcipaç8o no poder. Ap08-8r des declmBcôus de f6 os!alinisl8 F dos pronundnrnenlos doutrinúrio:·> nfl Constituinte. a lldnrança
prsstista nflo carsctmb;_ava o Partido co-mo uma orgarúzação do ciGsse. Mas o crescimento do 30 de novembro de 46,
!r1stimnva a "epidemia comunist;;1" no pAfsq. i\ Lei ele Segurança NPcionfll entra mn vigor parB
sustentar a 'Intervenção nos slndicatos e pi'Oib-k os cornícfo!'l.. Frn meio
-à
carnpanha anticomunh5ta e boatos sot:H-8 o fechnrnento do Pm!klo, º~""!;;_$.lª9:g__
~_:bL;;]1Q __ f::P-J:-!lQ pubfica "Manifesto" contra a · GBssaçSo dos rm'lnd<J:tos dos d0pulRdO!' comunistas, !ombri:l Elias Chave-s Ne(01(). Mas a
dH:!B.rt:u;<'ío do Prnstes no SE'nmh r2tT1 apoio À Unif10 Sov\6\ka em caso de ataque trnpo-rla!'!sl.H já no contexto da guerra fría. rnMLs o esr:ândB.!o na Câmara a propósito do chf'lmado caso do "ouro de
MoscoH" em 47, ronm1 pretcrxlos suficientes para !egitirnar um clima de ilegalidade para o Partido_
O os!opím foi o resultado dn devassa realizada peh'l Comlss:ão da Câmara para lnvestlgar R con{abHld:Rde e R vida interna do P-nrt\do, com a cles:cobortf'\ pera
ro!fda
dos Estatutos do PCB, os quBiS díf0riam rios 0stn1utos públicos reg1strarlos no Tribuna! El8iton'Ü Com bRse na existência d0 dois est<Jt11tos o a t~cusaçôo do que o Pr:n\ido Comunista do Brnsll era um PArtido e;;trange·lro, o Suprerno Tribunal Federal ordeni:l o lt~clmmento do PG8.Fm C8rln abertB ao Sen2dor Prestes, no Telefonema, T-a\avras a Prnstes", de 16 de mh1io de 45, Oswald adeverte o !fder comun!sta que, se o PCB não mudar dE' !\nha po!íllca, vai ncabsr comprom0tendo a t~ção dipfornáHcB soviética em nosso país, sendo as dnclnraçõr:rs rle Prestes aos jomctis a popósíto da Hgação umbe!ical entre o PCB e Moscou tem
servido
à
reayé0 pma acusHr o Pari! do do tra!ç:8o ç\ Pátr!a. Oswnld aconse!ha Prestes a se desfazer de Pedro Mt)ta Urna e de Jorge 1\mõdo. R joÇJar fora o líder agrftrio Trliino e o Barata do !11Rephnento. Em ve? d0
cercahSG
ele uma súcia de opo!iunis!.as, Prestes devia cercar--so de ídeó!ogos que pudnsserq sustentc:w o jogo poHUco com os MBngRbeira. Valadares e os f\vollno, do momento po!Jtíco. A dialribo ql!ica a rlet)diclacle cln ação po!ilica elo PCB na !ega!íciade e suasilusões sobre os HmH0s d8 democmcic:J formal Ha c~ftnic8, "Da Lut8", d;;ünda de ·1 3 de dezembro
c!e 1947, OswBkJ dec1mn qu0 Pr0~tns r::omo t>strAtoolsla guerrilheiro d8 Cohma de 26
é
supedor socDm}utor de fYI8SSAfL Ele 4 rmm cst!'BleqLols político; ;). sua fp.nt;Jsía
é
pensar que a mass8é
çapazde acornpanhrn o comploxo joqo polítlco elo
rcs_
i\s massqs ui rasAdAs o clermtarF~m nas BlelçóRf~de 1947, conclui o cronísto_
A cassa~~ão do reqisiro eleitora! do Partido Comunista do Br~lsil acontece c!uran1e os preparativos do !V Conqresso, convocado para maio de 47. De ocordo corn
Mf)Jsés Vinll8S, R !rnprensB pmticJ{nl~l qindq cJívulnAva ss lr:::;ns 8 vtwim; confer{hJcir~s üs!sv8m se,-1do encarninh8d8S 1
'. Confirmto ncts instituições domocrúlk::-as, contr<:~ todas as evidências do
·r1ulori!ndsrno do governo Dutw, o Psr\1do pmss0guia em suas at'1vlcJsdes sem pnê!cavor·se contr-a
o
repressão_,)8:
na clcmcJos!\nicJnciB, o Comitô Nw:lonal resolve exiqk aronllllc!a
de Dutra! Abl-tncncl;;\
comunist0 no Congresso sprrsGnt<::J pmje~o do lei 8Xig1ndo a "(enúnda do GenersJ Dutra", lernbra8asbau1n11. Os comunistas sRo ;:;panhados de surpresa na convicção da 1nfJPliída:de e do apoio
da massA, em íaneiro de I 9<18, os rrl81ldiitos dos padamr-mtmes são cessados Atirados nn cl8ndest!n1rl.sde, os comtmistas. bmm autof:r1ticn e 18\lisel\11 ~1s t0ses da "Unit.ío Nacional". Mas de ctcordo com El00td;; /\na Lonpr':<, já no Manlfeslo de Jnnei1o'', CidOnL:mdo-se pofo''infonne"cle Zhdanov, a análise de conjunt~xa propunhA n derrubada do qovemo e a !onnação de um governo
n-8c1on~'l1-popu18r, contrr~ o avBnço do imperialismo americ2mo. As efeiçôr)s presidenciais de 50 s8c:
c!espre1adas pelo rCB, o (jURI nf\o m;::;\s Rr:rodi\8 na via pndanwn!B; par;; a soluçAo dos problemas nscíonnis no cont0xto inlHn8cionni d,~ qumrn inevitúveL Por nste rnoUvo, o Ptutido manda votar um bmnco.
O ''M!\N!F ESTO DE /\G0$1'"0''
Nn cl8ndesti;lid<"Kle, de -'iü a 5<1, n !inha do P<:lttldo inf!ete
pa1a
o socl8.risn•o do f'SCJUDrl.l8-. O chsmndo "Mnnifesto de Agoslo" de ! 950 rompe com a poH\ícn do "Uniâo N;Kional" pra!icm:la 21é o íim cln lpqn1iclGcln. f< «Manutenção d& Paz" delinida pelo !<orninform lrHdU7, se, nn inlerpn;:;taçBo do PCB, na ostr8\r?gi;::t do trRnsformar a guorrA irnperia!ista om guerra civil, com v!st0s a tornar o poder, de acordo c:orn Lon0r. A novt~ !es-e da "frente única pela baso" a(/ fazor a críticA da "Unlfw Nr:H-:ionni'' náo condena a colnboraçf:ío corn o governo e com a bmguesia, p10íicada nos nnos quarenta, me1s s;tlienta agora o carMc--H agressivrl do lmper!allsmo 8Jneriomo. A autocrí\ica do Comitê Executivo do I='CEl ovidencln a dopendêndfl d<l !ínha do Partido ôs diretrizes soviéticas, as ilusões sobre a clernocrada, R atuação pndnrnentar, o desestímulo às ações de massa, f) esqt1ecimento do carfltPr agressivo elo lmperinHsrno mnel!cano, etc. Mas, f!S grandes!inhns da intorr;ret.qçfio cl8 conjunt<na 8\Uct! sf'<o r!a;las pü1o Cominform, atr-avés cio "!nforme" cJ(~ 47,
14, o qual divide o mundo ern dois campos nntogônicos:o campo impelialista e ontidemocrállco,
!idl}t'<Jclo pelos EU!\;
e
o cnmpo antihnperk-iiis!ne
democrRHco, Hderaílü pela Uni~io Soviét!cct i\ íut;:\pelr1 paz mundial contra 8 21qrr-~ss0o impnriniistF\ sobrPpôe:~~se
á
análise da conjuntura nacional, no conlexto d& l9nsi\o cJe guerr8_O torn panlletário do "MEJ.nif<~sto" dr~nunda <:1 supressfto libord8do de irnpron:~a. dos díreilos pcliíticoP, cl8 clnsso opo1ádH e dns gamntias dornocrálícas. l\s
cloiqóes só
servír8o p<'HA. "substi!uir D111r'A por outro Dutr;:;" V~:ug8sé
o "pai dos !ubarõos" e "traidor e aqente do inlpedalisfno i0nque". Corno formR dn •Jrganl:nçào de lula o "ManHeslo" propôe a crlnr,:;:::ío cln Frrmte Dsrnocn'ltica de ! .lbertl~ção NncionaL com o povo 0.1 rnaclo e a democmtizayão elo D>:Órcito pnr.s. realizm 8 revoluçiio bra~·;il(~i!<'t "8qróiiR o 8ntlirnpsr1!"1Hst~1", om S1.ii:> BlBpa dernocráUr::o,h• ngm:s-r:L No cnntoxlo das ülüiçôes presidGncinís, o "l\r18nilns1o" c:onfi0nte na revoltA popu!ar, c:harnB
LONE:11,8r>utrlz f"11'-Q ___ P_CI? __ 0 ___ 11 Unlw do_ Mt~Hifento __ ,jo An_o~I:J.:.um_ e;:;\ud<).['\h~Pitrv;i\o rlp MpqDd<\D"P dP i li_qf,lh rh
Uf)ICA!'v1P ,Cnrnpirl'"'· \ BWi,:ninl<'o.pJW
as massas à Ar;f1o pma denubru o qoverno DutrB, O progr;:;mR da «mvo!w,;?w agráds C!
BntiimperiRIIslM" do PCB noA a.nos cir'lfjl.Wnla h?va R uma prática obreirisla de recru!amen!o de qunrlrns
e
8 orgF.~nl?açi'l.o centra!inidora do "pmtldo únk:d dos !rnbnlh0dores, de acordo coro Vinhas. A "viradnà
esquet'da'' Bfn:s\ou 8 milllància e os sln1patizt1n!es do f\vtlclo, notadanmn!e osinte!ectual::L Só a Campanha pe!a Pa7 e a defesa da Potrobrfls mantém alnda a !orça po!itíca de
fmn!e t:~mpl8 pelB p87: e pela. liberlação nndon;:d enl!o as massas, apüS8J' do snctarisnw da anáHse
conjuntural da vida política do
r0ís,
a qual oecb
manter8 até a morte de Var\}8S, Depois do drarna provoc8do pelo s,uidrlio d'J Prrc.side.nle, o Par!ido faz a críUca da sua orientação estratégíc8 & rPclnm0 sua fi?rte no (-:spó!io político das massas gelulis1as, de acordo corn Lorner"i.f\ VOLTJ\ DE GETÜUO
O Telefoner-na reÇJís!ra os episódlos da sucessão presidenci;il mr;
"1\ Ressurrelç~Jo dos Mortos", do 6 de novembro dü !847, do f10"Hdo com o cronista, o comício
VrHg8s repros0nl8 B unl3o dos inirniqos d~c' 8ntoontom n8 oposiçóo ao G;:l!, Du\ra:Partido Cornunista do Brasil, Psrtido de nepresentn.(;fio Popul0r, PfHlkJo lntenr a!isla, contra os ailados de on!E)rn: f\Jrtido c:ornunistn do 8r8sil, Par!ido Trabafílls\n. Br0siloiro, Partido Socl<il Popular, numa oxernp!ilicaç!'ío de
)U\8 orortunfsUc;:1 f)D(O podOL Psrn ÜSVYêlld, \rahHHJ da íGSSl!HüiCÃO fiOS Vü)hos pc,tí!icos invertidas as nlinnr;as, No "f1o!o rapo" dG i G de íunho dn 1919, o 01utor r-efem se aos boatos de go!ps militar
como sol! iÇâo pma a crise polítlcFL ,Ao tórmino do rnandZ~to Dutm já se pronundB a cds0 poiílíca cJn suce.ssBo_ O rrPsidente pockná mr<nobrm para ficar no poder, ernbor;;; tonha dr?cLnrado que náo
d8 legalidade. A Con~-;titui<,:Rn, no en1anto, poderfl se-r mod!llcadB, ou então poderá havsr nk.:!yão incHrctrt H este caso, o PCB vondo·su n!ijado do poder poderá: r:onc!ul1 um novo pacto tftUco com o Pl, p;:u·a fortslec8r a oposição. jó que fom das suas filer8s, os dois condutores de massas que restam, o PTB e o PSP estf'lo sr~do nv-JSs8.crados po!o conluio político e poha deft:sc:> dos (!T1J!.':!OS 1\kv::n'~is do PSD o d<:1 UDN, f'~pina Oswa1d ele Andrade corn sarcasmo, Em ''Notícias da Pmvincia E!oltornl", d-e
1
de ~;eternbm do ·1950, comenta, que o sucesso das alinnças políticas pam ns eleições presidenciais der:mnde do resultado fina! das coligações parHdát'ias, formadas em !orno okdçóes para f.JOVmnacJor do Estado_ /\o finaL conciui quo Getúllo podo ter comprometido suevHói!a, graças a WT1 erro de ostratéqin política, sob inspiração do PCB:e!e atacou o lmperlalismo americano t? :;em qur~n:~r ntinotu as Forç8s f\rTnadas. Mns Tel€fonema não dá notícias do governo
dG V.;:1,rgqs
e
!mnrouco
r:IM tram8do
"mAr rio !r.mm", ou do clGSfecho !rftglco do suicídio. Telefonemasíkmdn em 5i o só voltn a cornenlnr a vid8 políllca do pc:·lÍS, com 'Tiocomeçar", de 22 de faneiro de ·t952, no qua! aHmm, não poder recome;;ar sua colaboraqf1o sem engajar .. se nos debates do momento, poís o jorrml deixou de c;er um rvwtro depo;:;i!flJio dG notlcitlS e comentários pwa tomar um;:, poslç8r.1 0liw1 P viqiiB.nle. Em Hns ds 5'.1 o cronista prossRgue 0m sua crHlca donunci<lndo a corrupt;8o do gov01110 cto Est0rlo nA iY'-E;t?lo de ;\dmnar óe BfliTOS, Em "rres1Bçflo de contas", de 29 \L'.\ IVJ'.,r(\JTlhro ds -!9S<3, o r:cc_;,::;.dtor c;Qnw-rll8 qm~, 1\dernar pretende candlda!ar-se ~) PrestclÊmciB, com o cínico s!oqnn «roubou 1118S fez"
i\s noqoci<tçóes 0m torno des eleíçóet~ presidondais como;yarn
jfJ no qovn1no Du!ri1, sob a heqemoni0 dorso_ J\ "coalis-áo nacional" Unhe corno objetivo neuhali1m n "mf.íquins go!ulist~J", ~~ind;:; rJlURrde nns os!;:ldo~::.
e
no Congresso, e fort81Gcer o PrPskhmle Re-púb!ica mn norne de um progra.mn rJn. "s~:>.lvBçf::io naclom~l«,rma
irnpgdfr a volta do Getúlio. O acordo da UDN com o PSD vistW8 obstruir B. E~ií<lnça com o PTB. MRs n8o foi possível encontrar un1 cnnd!clato comum, de "coa.lisão nnciona!" rnrü as eleições de 1950, os vários cancHda!os naturais, )\h:1ngabeir·<) d8 UDN. NGreu Rcnnos dn PSD, ou alé Artur Bornar<l~Js, não contavam com o apolo dasc;';pu!as de seus pArtidos. ;\'chf-li'l1Rdn fórrnuin rninoir!'l" tnmpouco consofjuiu impor sous cand1dalos, Mllton Crunpos ou i\íonso Pona Júnior. O candidato de
rrm_lo
!\elly ern ainda o Brignclo\ro. Em SãoPRI 1!0, a vitórf;q do crmdidato do PSP, /\dr:rn8J do Barros. paJa o govorno do Estado, 0meaçava o
lorts1edmento da coal1silo. f\ chfJJnodn "fónml\a ,Jot~irn" 1·e!orçüu a rqxoximaçRo entre o PSD e o
PTH corn ~)R!gadc; Fi!ho, soi) a her,:ten1onin do rSD, e ccwn o Rpoio de /\domar do Barros e de C~0tülio, significou n firn do
.
.
8cmdo int9rpRrtirliírio. Rornplclo o <:\cardo em S-flo Paulo, Adernar deBNros 8finl18 sRr- candidato polo F'SP O PSU IH1Ç8 o norne de Cdsli8nc1 Mach8do. enquanlo o PTB busca ?i 11clerançB Varqas, Plínio Sn1qadn
6
candldJ~o pe!o PfiPnli:.mça dAs "forças popu1is1ns", st:>m o
r1p010 do PC8, o qnnl ilegctl
e
contn'lrlo !>. lutR pG.r\icl8ti8, dn acordo com as tnses do "MGniles!o dn , Aqosto", m;~ndn votarem
hu1rv:o. Gell'Jiio lnnça U!na plntalormn "nacíonalista", a í<Wor da industri8l178Ç8o. contrq o r.:npital e~~trnnqqíro o ;:1 int0rft:m?nda nnler!r.:mla. O mito do pai dos pobres r; dn !egís!<JÇ{\O soei o! aínde atuava entro 88 massns, nn "Frento PopuL:n". A irnprensM anUgo\ulísln Rl8C8 a c8ndiciRlura \u:·lballiisln, o ímnal O Estndo de Sf.1o Pau!o denundFl n conspkayão contraFduBrdO
Gorm:,s AIri!:J.5Jfl§;.\_S:lf\JJJYR!'Qn_:'3a
ElCUs::1 do \raiçáo o ex-r'!Hador, a!iado do;;; comunistas e dos quorernlsh>s_ Cnnludo, Gett)lioé
olrdto Pm 8 de outubro sem Rk::ançm 8 rr18íoriR abso!u!a Por eslernoUvo, a UDN mobili?.a um& CB!np<H'Ihfl atrnvés da hnprensH pnn".J anu!8r tiS olek,:ões, !klr:m'i(ia ror
Prudente dH Mor;;:\is, neto c!H O_ Est?dü de S5.q Paul() e po1 Pompeu r!e 8ou?n do Q.í§_!_ig ___ Çt~riqca
Goh'illo
e-
CaL!) Filho sRo 81innl Pmpossados pi.êlo Snpremo Ttíburml Fedewl 0m -rs de janeiro dr::1951
DtH ante seu gnver·no, GetlJiio põe em píflllca a polí\\r::El de apmxhrmyi"to com ss nl8%RS. sem o npnio d:::~. c\Jpul<• do F'CB, 0fT!bor3 a m11i18nc1a liwlsse hurl~\(!n
o voto em branco, de flcordo corn FlPisbnurn O Minht.6dn do Tmbalho liderado por JoAo Goul;;ut. nome8do sm f\3, spmximR o governo das lidemnças síndlo:lls 8 do meio tr aba!hista, A Hxação do s818r!o rnínhno P 8 R)Xova,:;ão no Conpresso da lei que criava a Pelrobrús aHqavam a oposiç§o udeníst<J, n
que)!
conv,'çava 8 cnnsph1r conlr~l n QOV0!'flO~ No começo os anos cinquenta., a pRrlirdG a UDN f::u. opos\qflo no Conqresso, c:;Mnr;,nhn na hnprensa ü nos H-8\or&i:i militaras ligHdos
A UJ.Rda [k;rnor:rálic-R", em tmnn dc>s i'F,gi.i\n!es lernas;menvJria dos anos da ditadura, denúncía d9 corrnpç?ío :1drninis\rr.J!ilf<:4, fntnrv0nç:Pín miiii9r cnnlra "subverst'io"
e
8 "ckesordern soda!", conforme udGn\s\as no Congresso, s ch:;nnRdn "Bnndv ds M1'1~;;iç8'', 'l q1utl iJllr:,rv6m nlldno~snwnle nos incld&ntes do "casoVf1lm.<:UjQJ.:r
e
o inquérito sobre o DHI!U) dn P.m;~-;i! O.s "d1:1p1s binnctls" udenis1ns buscmn sproxim8Ç8o com o QfM?tnO, ,Jo8n C!eof8.s nc01!::1 o L!iini:~ii;;k"l d<'l !,qrir;u!lmr1 Os milil010S antigelu!istas da "C1uzadaOomocr8tica" !ldot8m a campanha anticon1un!sta, donuncl;;mclo as intençôes síndicaHst.as
e
a "subv0rsflo sociAI1' do govr::-rno, 'aliados aos civis, O "Clube da Lan!ornn" no llio reunín a mi!itância udenistA golpist~~. an!lqRtulista R antk:ornunista 'R,
A intcrvençi'\o mílltAr na políHca, o "Memorial dos Coronéis'\ o epísódio elo A!ent8do contra C::nlos Lacerda, a oposiç5.o pmJarnent:'lr nas denúncias con!ra o "mm de lama" por A!iomar Ba!ee!ro,
e
As clifewntes tentativas de golpes brancos, liderados por civis e militares, s§o os motivos do clGsfecho drarnMico da crise em 54, ern 31 de agosto, com o suicídio do V:;.ugas. Aflna!, a ''Cada Test:unen!o" ele Getúlioó
o !e-gado popu!isia, que esmorece a vnórir:>udonislR !\ UON não consegue mobilizar as m?ssas a seu favm. A de-sorienlaç8o do pmtido após o suldclio de Vargas. náo consPgue coordenar uma aç?!.o política oficie-nto no poder, durante o qoverno Caí& FBho. Oswaid de J\ndrado simpúlico às teses anticomunistas !lbE~rais udenislas, no \(!!efonfimn, "O Eterno Clichê", de i de outubro dB- 1954, vaticinava: os cornunlsh\s
já
!achnrarn o governo Csfé Filho de escravo do caplta! Hrnerícano;Vmqas que sempre foi atac:ado por rodes, conseque agora as honras da ben!if\Gação, c-oncluía_ A roarticu!ação das forças ge!uiistas para as e!eiçôes de 1955, com a aliança PSO -PTB, mostram bem a debflfdadc do go!pisrno udenlsta_ Em mBio a boatos de golpe, a "Novembmda LegAlista" do Ga!. Lott, o chatllSido "contragolpn prevenHvo;'i ·1 de novornbrn do 1955 dop6ü Filho
e
assegur8 a posso de JuscellrH:) Kubitschek e de João Goutmt, candidatos d8: alinnça PSD PTB, com <l dorrota elo udenista ~Jumez Távora, em 3! de ínnciro de i 956.PERFIL POLÍTICO E CULTUfl/\L DE OSWALO DE ANDRADE NO"CORfiEIO"
O Te-!otonemt. de '3 de abri! de ·1 91l5 assinala a vo!!a de Oswzüd
do 1\ndrado às páginas do [;_ç_r_r_çj_QJ:l.ê.JYlt'\Ob!!, como coi;:Jborador, depois da suspensão da censura aos seus escritos. O cronisla retoma seu !n9ar de cJlarlsta nn cAbina telefônica de São PBu!o, para ditar ao telBfone suas crônicas pam a redação do íornal, no Rio_ O Diretor cto Q.~IEª.lº qum saber o qw;1 se pctss::t em São Paulo, "rrovíncin !usct do Juí70 Finnl", sentencin o e-scritor Aqui, afirma coexistlrom os "cemitérios eloitora\s d0 gente corn a ideologia e a língua da Velha República, ao lado dos representantes das novas necrópoles trabalhistAs, gente que se cHverle em s1sterm'lti7.ar a "linguct errAda'' de José de AlenCPH e Mário de Andrsdo, que usa short ou a parra dos !nocentes do Leh!on. E há (ambém tmlR turma que não snl de casa de medo do comunismo. Dessas vár!as vozes ni'ío há corno se d0duzir um rumo ou urna tendência. conclui, afínal, "6 o panorama que destrlnç::uei
pan1
o ÇçnJ:_íQ __ Q_ê __MS!OJ}fl_".
t8n~fB n qun sepropôe
c-omo correspondente pau!ístano do jornal CM!ocR O pa1ne! traçado por Oswz1klé
bcntBntP amp!n e complexo e pretende dar conta da vida cPHuw! e po!iíic8 orn suas mú!típli:\R rnnnifeslaçôes, pan:1 um p1'1blk:o de leitores estranhosà
intimklado corn as cois-1,;_s d8 ckk..;de.
Por outro ~ado, 8 conivênciB e a !srníliNiedede do r;•nnis\a corn os sogmdos cln "necrópolr::'' paulisL:mn d;o:;t;;va d~? muito tempo atràs, desde os tempos do foca cit! "Toa!ws e S0l6es". do Çqrn::i() __ P.E~u!ít?_la_pq, quando vivia na inHmídade elas "troupes" teatrais estrangeiras (jiJO nos visítavAn\ dos espe!Scu\m;, nnciorwis de v:uiodades, dos corneços dos dnomas e da reslsi&nda dos vo1hos drcos. L.r:ÇJo depois, O Pirra!ho va\ aprofundar 11 vlvênch:l
jorna!istlca e humorís!ícH d;; in\lmklnde da cidade pollglolt} e multin:~clal, ''qua:roo'<ntonn" e arrlvista, 81inhando-se 8 carnp~mhn clvíHsta dR edite paulistan;'\ contra o goven>o Hermes da Fonseca Mais tnrdn, P0p~! f! Tinta vai iluslror 8 rmdu·~Bo li!erárk• dos modernistas metropo!itanos. embora ainda guarde G nmrca de um certo acaclomismo afrnnce-sado ~c? provinciano Por fim, O Homem do Povo, panneto po!itico-lilerário dos anos 30, !embrEWR o humor da caricatura polilica da reviSl8 o P!na!ho, nB !inhn de ftfmto da luta 8nli!~lsdst;:L O Telefonl;'ma fechB a kmgfl cancdr0. jornallstica cio Oswaid, como coiPborador na qrande i!npn~nsa_ J\ coluna do Çprrtit9 __ ç'l_a,_ _ _M_qr_:I.LH'?!, mostra a experiência do l'i$Grl\or_ como cmnbn!nnle '"; hornollsl8. Oswald É' um imimb<:Jdo )ornfll"ista-escrltor, como n8 melhor trBdiçf.ío Rnq!o-.sn·loric<'!n8 modorno, notadamonle dos "exilrtdos" .:1modcanos da "go-ração perdido" de HerningwBy, nos quBis, ofc; Bdrnirava o espírito de aventura pessoal, intelechJH! o viajante, como em Wçldo Frank ou Dos Pn'ssos, corn tjuem conviveu em Montparnasse depois de 20 '' Oe certo modo,o cronista de Telefonenm faz a mportsgem parA os leitores cariocas., como quem escreve um diclrio do bordo. /\s
8notaçóes
dão, ao mesmoten1po,
a visada em tti'\nsito do forasto!ro e o olharcçse!ro
o
até
tJ<-:lini;;ta do morador. O ponto do vista simultâneoror
fora e pm dentro da cidader>mpicla o d(~sioc<~rnenlo do humor, a anedota encon11·a RCJul o seu !uqar, no contar pmR o cariocH como ó a víd8 ern São PBuh
A cor loca! wnericana da crônica p~'lulistana ele Oswald r!e i\ndrade
é
adequada ao p21!il !íhercl.l do Çgr_re:iq __ Qa _____ _M_anf_iá, no período no quar E! série do Tf'lefonemaé
edltadct. J\ colunD breve G cl0sr~ontfnua do ~~OJJ?.iQé
conternpor-8neaà
escrita cinéticatrilog\8 do Mar__co_?_\nO, sobn~ o qua! Oswakl ml~-;inali-wa, jft em 39. ~>la afinidade com a técnicB · tmgmenlár1a do romance socin! de Dos Pas:::os O romanc:e Chã.o procursva dosenhar o panommfl da vidrt sociAl mn Si'io P8ufo, por n:0lo do arrnPjt; dos frngmonlos ch'; dHscdções ren!isl<Js. articulad<Js na non;-1t!va pelo irilÇBrlo do um grando mural em rnos8k:o_ A noção de n01a1ismo social do romance do OswakJ de J\ndrnde rln dé(;AdR de 40 ;.;lilnhRv;+se ao que e!o cflamavG de "!Hemlura nHrmalivá',socln!isW. como ern Gladkov, ou a da HlBrHlura odclentai progmssts!8, corno em Dos Passos, 8 qua! s0 @;:;va, dG r;r::rto modo, R nmT::otiva rmrísl de Tel10fO!HWlt!. Muito Hmbora, o "mHo" da só dA se inscrmm no fluxo do tempo e )nnH·1ís lolnn7e a fm rna rio "ronmnce-'', rmts so apH?S811lR 8.final c::omo urn conjunto orgRnlnldo, ao qual desiqnamos como ''crônica" O sentínH.:nto a.rr1erlcano quo Rnhna a crônicB encontm<H1 nct vida soc\81 brasileira. sob s forma dB simpn!la nrnmicana pelo processo de DomocraH?açB.o do pais, El pm!ir do í9r1-d, e nA prfltlca políUea da frente nacion:'\!
antifnscisln, no 8rõsiL no fim dA. quern-1. A n<:t c!lHRÇ1ÍO da paz:,no pósquerra, ch:; aliança com a
demor::rncir~. AmRric;nnc1,
Osvvnld dP fmdmde na o
é
\1m <-:1n<:tlis!t'1 políllco n0n1 um crítico da cultur;:~, o r;ronis\;;; n8oó
urn Bsped:ühl8,a sua 1ncüórla exprime a opíniüo possml! do oscdtor sobre or: ess11ntos do rnonwnlo. ;\conlPce q110, fiO k-rnpo do Te!efonmna. a poH!icR ocupaun1 luqar privilegiado no discurso elos aqentes, isto é, dos pro1aÇJonis\as dn AÇáo elos rnovimentos sociais, os po!ílicos. os sinc!lcallstas. os li'I:Ü.lalimclores, e ou oulros, isto
é,
os inielectut1is. os Bs.cr!toms, os .1orM11is1as, os BrlistRs, os estudantes, n!c_ Ao fínal gue;Tn, depois da vllóría doStalingrado, o prostfgio d8 Uni8r; Sc\vlética em todo mundo, a
fé
no ;,.-:oda!ismo, a a!lança com a democracia ocidental no pósquenn, tudo isso, nbria urna perspectiva do liberdade jmmüs sonhada. depois da cmnifícina da guerra munr:liBI contra o naú;mo Hav18, até mt?SH10, uma expoctatíva dot!po mess!?!nico de salvaç8o unfverr,.al, a qual se lnfi!trava como uma
espéde
de utopia nas frentesde 11b-ertaç:3o nBcionnis no cmaç:ão do cornunísrno (~uropetL "'A viabilídade da pnz e a vlrtuct!idade
d8 convlvênds d8 Revo!uç8o Soviética, som o socialismo sob dlferontüs fmmas, entre 1945-46, do acordo corn as condir~óes especifk:ns d(~ cn.da p<ó, penelreva 101 fundo na
consdênda
das massas_r0cém saklAs da guGna ern escala mundiBI. n#ío só nn corr:unismo europeu, mas também no
Odente,nA 1\frir::R. e em 8lguns pAíses l~ttinNl!'llí:HiCRnos, c-omo em Cubfl., ?'), 80 contrário do f-"CFL o qunl 8 psrtír de swl reorg0nlv1'{80 pc:la CNOP SDQ1llU smnpre dü perto a orien\Açi'\o sovlétlca. O jornR!!s.mo ele Te!r:-fonema exprirne bern o ciirna da espera nwssiânica do comunismo utóplco dos. pmlidos nadon<1ls e-strangeiros·. vivido após 8 dissoluqflo do Cmnln!orn, aincb em ! ~l43, mas log0
con!r&riado pelo ressurgimento do Cominforrn. em i 9<1íl sob a hGgernonia do Partido Con1unisi0 Soviético. A crínç:fí() milopoé\ica do Tdr;fonema brota do solo ul.6r1co do rnovimento comunisld sc1ído do nl-8SS<·lCrB dA querre " <'\bm!o nos c:}rn\nhos nadon;;ús pa.r a o socislisrno_ Ou rnr!lllor, ct
'·contr&utoplti" 08 Telefonema
é
fruto cln p0rspicflci8 fia ironia, fut"!delclB na dosiius§o de Oswald, corn a eslra!0giR sequicla por Pwstrn;. de meus<~ da viR nnclonni para o socialismo, sob a orientaçáoda politícH extet na sov\éHc:1:1.
A FilJPTUrM COM O PCB
O rompirnento com o PCB
é
o mo!Tl0nto dramático do Telefonema. Os episódios d8 rupturn rolntndos no Çqr_(~~()SB 0S.{)ctlh8m como urna ospécio de escândalo, através ele entrev\stRs e rlepoirnen!os do escritor a outros periódicos. A dsi'lo acontece logo depois da !\n!s!ia, qunndo o Se-cretário G0ral, C0nins r-reslos, escolhido na c!~mdestinidado,ó
integrado ao Cop·lité Central, na leml!idade...
' !\ cisilo ch~ Osvvnld de l\ndmrl8 em me1o 8 euforia da Anistia f~ da 1ogaiklade do PC8 exprime 8 div0rç;ênd8 do "grupo pR.ullsta" com respeitoà
formação do novo Comiló Centn1! eà
!klerany:a prnstista, grticu!nd'* pela CNOP, no Rio rle Jarwiro>21A dissldênc!a do
cn
Pnu!isia com rrmpeito ao CC reHe!ía o clima político-cultural de esquerda da cldr:vle, n& pu:íilca fwntistape-!8s
conquistas democr8tícas, a partir ch ·t 942, nn rosist§ncia inforrnnL a íjUal reunín, n!óm do rnovimento operório, fl8(; greves de I 944-45, .es1udnntes , lnteletlwis e pmfísskmais de diversas tendênciAs. Em depoinmnto,"1 Paulo ErnílloSanes Gome-s mfsre-se
à
alionça entre liberais e as esquerdns na Frente de Heslstêncía,antes da íonnaçAo dos diversos parlidos poiílicos om 45. Oe acordo com Prwlo Fmi!ío, na "fmnte",os liberais "achavam sinceramente ~ o eu acredito que eram since-ros, que erarn também de "esquerda" f,contece que a nosse esquord0 \Brnb6:r1 ctparecia com ares multo !iben'lls, não se iden!IHcava, naquela 0poca, como um movimento de ldeo!oql;:-1 definida. Isso Judo resul!ava numa nrnb!guidade muito qrande:os hber8is se consideHWt\!n do esquerda o os esquerdistas se consideravam 1ihom.!s_ ~e'. L.ogo depois, os liberais rurmunpF1m
a UDN P os es:querd!s!as para o PCB ou para os grupos sociBHst;:,s. O Único elo que os unifv~egundo ele< era a luta coníra a ditadura, porque, 80 reinv!nd1cM as libordctdes democr{üicas os contm:1dos rlilürkHll Pois,par-a as esqur,rdas 0 democraciR siqníficava anistia comp\ot<>, nv<s tnmhém liborriacle síndica!, direíto de grevr;;, etc. Ad1fmençA entre esquerdistas
e
liborais consistia Hm que os üllirnos (~f'am contrn a dH-Rdura, mas nRocontra o capit81isnlo, ao contrário dos primeiiOS.de acordo com o depoimento ci!ndo. A uniRa das Dsqoerdas cmn as oroslçóes cons>:tvadoras liberais dura o breve monwnlo, vai dos entend!mün1os psra a íorrnaçáo da UDN, até n sua ahJAçáo
já
como partido constltuído,na cassação do registro do PCB e dos n1andatos elos deputados comunis!as, já no governo Outra.Por outro 1::tcfo. a reconstll:uição da dissidência comunist8 err1 Sfto Ps1 !lo
e
de su8s poni(;ões divergentes ainda n8o foi exaup;tivsmento levantada o osludad8, multo un1bora, se encontmm relorên~:ias aos ç_1rupos dis<.~tdentes. nas mernóri8s do mílHantes e nos estudos sobre o assunto_ Além da Rluêtq?\o dos indívíduos isolados e de alguns grupos destacados, e:ssina!ad\.n:; por Moisés Vinhaso
por Leoncio Bosbaum nas suas memór\as,para os nns deste nosso estudo interessa sobre1udo o ÇJrupo constituído pm !ntelocturüs de renome,entre os quals destacsvRm~se C<:l!o Prado Júnlor, Márlo Sdmmbmg,Tí\o Ba1lni.Gormina! Feijó,e outros, do assim chAmado "gruro paullstn"_ /\Editora Brasílíense,dlrígkla por Cn!o Prado Júnior e Artur Neves,à
qual Osws~d se refere em "De noss<'! litert:ltur:B",d0 3de
maio de HM4,e dR qual também fazlarn pmte Hermes lima e a srf( MariB JoséDupJé,
rnencionados em "Editora 8rasil1ense", de 23 de abrí1 dei 94!l, reunfa os intelec!u;;c;is comunistas P dP esquerda. Na rodaçfio do
H.9ift,
dirigida por Caio Prado-Junior e por N8íYX C.:-8hes de Eldto, qtY< func'íonavn nos fundos da Brasíliense, Elias Ch8ves Noto registra em sua.s memórias,;; prüsonça nAs reuniõ8G dt:~ editor;;, MIPrn de m11stqs, escritores,
e
intc-IGctu;:t!s, do slc~tlll-3 velhos cornbn!entnB d8 A1i8X1Q8 Nctdon.sl UbortRdora de 35, ao lado d0 membros docn
como Milton Ci.'Jiros do Brito, diri9on1o do Comitê EstHdua!, -a!óm dos inte1edun1sdo partido. como Mário Schernberg e Jorge AmRdd'",
Fm 1944, o já mencionado "grupo paullsta" de dissldentes do PC!3 procurou ost<1belecer cóntatos polílícos com os socíalistgs independentes corn víslas
à
fonnação do uma frente nrwiGnA!. Refiro"mG a Calo Prado Júnhx, Mário Schernberg,Artur Neves, etc, que se Bprmdrnmam de An1onlo Csnd!do de Melloe
Sow:a, Antonio Cos1a Correia, Prw!o Emílio Salles Gomes, r~Rulo Zingq, Wilson flnll:1t. Gernlinai Feijó,elc. Osw8ld dn J\nrhade rompido com 8 Cornlss8o de C.lrp0.nin-tç8o Prnv~<:u>r a CNOP, pctrece rno.stuH" afiníd0des com 0ste grupo, em suas · ct po!itk':ns. A porpisXid8de do coh mlsí~'l de T0!efonema nxprinv0 as ínquietações de muitos cornunLstas, dinn!0 da política de "Uní8n N8r:1onal" com V;:uqns, no npooeu do movimento porular a favor cln!!. llherdndns dornorr ;!\!irn.s n no docli!'lio do pod0r do cH!sdor isolado dos mcmsas MnUfasdstas, no qu0 pesç, \) "nceno prua as massns" do Hnni do regírne. Ma1 informado,Oswakl dedara sua oposiqâo a Prestes e sua fldeiidacif:> a Btn!in Pois acredi\;;.wa sinceramente que o PCR não haviA compreendido bArn as din?livas dB poliiica extorna do PCUS, depois da dissolução do Com!n\errL De modo qo0 o P::trtido, no P<poir:n o o:;íorço de gu0rr8 do qovBlT10 e a "UNlão Nacional'' com Vergas, sob 8 h0qernonia dof'C'.:tl
oxduía df-l "frente nacional" a oposição liberale
;:::;sBsquerclas. Na crônica,"O primeiro fuziLado''. do 29 do feveJ eíro de 1945, Oswa!cl denuncia o oportunlsrno dn CNOP ao !<UlÇ8r YmJclo Flu7a como candld8to do PCB e!elçõt:::s presidenciais, H pós 0 doposií;ào do Vcngas. A seguir ,pnrodinndo o chaváo anticomunlstR das execuções sumárias revolucíonBrias,cornen!a que:se a revolução bo!chesique brBs\\elra desse certo,Yeddo Fluza seria o primeiro fuzilAdo a figumr 1111. lista elo expurgo obrelr!sta do Partido Em, ''Câmara AuJente", de 10 de dezembro do 19116, comenta o luto pnla votewão pefa Conslitulnie da nova Carta. A Carta
é
a rnorh; da 'l! acHç8o democrática brasí1elraJ1finYl8 o c;onis!a. A sustrmiaç8o of~~recida pelos cornunis!?S brasileiros As insHtuiçôes de um rngimo dHntmia! orn des:5gregaçflü n8o arreson!ava com dareza uma ;;:múHso da conjuntura n,gciorw1. O movimento do massas antifr:l;;ds!FI pMBcia disponíve! para 0ssegurm a dfmocada do apan;Hw poHlico burocrÁtico do Estado Nüvo,com o respaldo ela conjuntura interTladona! do pósgw,nT<l O apoioà
clílRc!um parecia um desntlno, no rnornentoem
f1U0, os brAsileiros \ulavmn por e!r:dçóGH livrqse
po~" uma ConsWuin!o llb&r.fl!.O conílíto de Oswnid de Anchade com a direção presUsta do PCB reflete a comprrcensAn ele írentP mnpla dn "Uníáo Nscional". pratlcada nas condições e~pecifícas da JutH pelas liberdades dernocr:ílicm; ern Paulo, ;-~ quç;! incluía íBmbénr se!ores ilgados
à
velhB o!!gnrqula a1íjada do poder,com a revolução de ~30_ Para Oswald slnton\zaclo com a esquerdA pou!istH a "unifh"é
umn forma ~-Hn[)IH dp orçFmimçflo, na qurd 8 dornocracía nüo col!de com o sociHiisrno_ Em "Pfliavms a Prosies",dc 16 cJ0 mclh de HI:!G,o colunista comen1a, quo Prestes conseÇJuiu bA1xN o tom da enísti8. por c:ctuso do trotskisrno, que se lnii!lrou nas fllelras do Par!!do. E prosseque, o Acorde< lnte1nadona! de Tenrã anunciava urnn possibind<:Kle de síntese entre <lS clemocrac!as iibmtds do oc{(Jente e os países socinlis!AS_ A e:<l acJeriu dasde !ogo uma pm\e do clero, os dominicanos, quo. acornpnPhmidoB vLs8o dn Jacquos Maril:ain, aceHavarn um armlsHdocom o corn11n!smo. No en10nlo, n bomba al.ornic8 amcrican~1 levantou a cabeça bonaparilsta da nuss\a, Hoje dol.xüGm·SO nA. un-GE\ 8 !lnl"kl pncillsla B o trotskismo, o trotsl<:ismo ou o sectarismo d9 esquerda
é
pnrPt OswB.!d dn ,1\ndrRdo o res.ponstí.ve1 ps!o cfo~wío ela HnhR do PCB, sob a direçãoíle Prestüs, clP apoio a Vsrçi<'ls, cnntr:.1 ~\ interpretação os!a!inisü-1 d;:' estr.ai:Ggls da "lu!:a pela p.az"
c! <i nolíticn &xterna do PC1 JS
.A expecl8.tiV8 da convivência pacífica no pósguerra imediato, nc b! ovn pnriodo dt-' 1 Dd5 8 1\7, nf;o di7 n::spei!o somímle A domocrBUraçt'!o da soddnde bri'ls11eir8. com
suas contra.diçóes, mas
à
esp(·NftnÇ8 de uma abedura ?\ e,xpressflo d;; diversidnde democrátic-M, den!ro do cnmpo comunista. O sociAlismo exprime o futuro dos povos na siluRç-Ao ab0rt;< pelas rnr~:e.sas que 1utarBm nAs fn':ln\Gs n8cion8i~ populme~ e n::.s guorrns de Hbortaç<1o.A
sodafi?ação dnproduq.Ao 0 um \Prn8 quE! in!l:::r·Bss<; ~1 sodalbtas o !ibnrais. MPs ioqo clepoi~·,,a forma d0 unldsde fB,~'J:!izada nos comitês de lihoil:~ç?lo, bem como as \Gt·H?S dns vins rmcionais para o socintlsmo. rna!ogmm ninda em1 q16, nA mcnnstn 1ç?;o (los pc1lses E!!H'Opeus clevas18.dos po18 guerm Nn FrBnçR como na Hali0, 8 contenção cf_,{ gu9rrA dvif no ârnhito do Fstado burguôs parA evltar o conironto com as potênci-8s aliadas, detérn o .wanço da esqul.'Nda
e-
so!Dpn 8 "revolução européia'', em obodlôncin 8s cliretlvas da dir!nmacia soviólicn~'i.1:111JBr dentro dos marcos do
Esl.sdo orienta a a!uaçf'ío p;.~rlRmenlnr do PC/1 na legGiidwie-. /l. pArspc~c!iva do socía!isrno
e
dBlutn de ci.Rs.ses desararece n8 pr8tica d.<i poHticH dR "União Nt1dona!" r:; do projeto de formação de urn grerKk::; parlido de rnassas. Por outro lado, a posiç8o 8nUsovléUcaé
multo forte enlre os sodglísissbrasileiros, quo n8o tem penelrnção no campo operário,ao con!rflrio soc1a1-·dernocraciB europélrt, D0ste modo, a uniôo enlf'e 88 esquerd0s duín nponas o breve !ntervn!o dn AnlsUa_ A vlriualidade dP uma prát\08 da unlfto org8nic2 dos comunistas com os socizdlstas em São Paulo
também
falha PRIR falta de coesáo ideológica entre os vA.rios grupos socialistas. O "Díá!ooo da con!us?!o con!nmror8nPn", do 16 de abril do '19,i1i corne:ntn as cJilír::uklades de organizaçáo dos sociBiístBs. O cronlsto. afirmn quo n tentativa de ín:~nsformnr a Esquerda Dernocn311caem
Partido Soda!lsía !oi frustrada po!G oposlçBo catónca à !dóis de socin!ismo. No entanto, o programa do socinnsmo atrairia o eleitora<lo de esquerd2 r.v\o comprornetk.lo com o Partido l rabalhisla BrasHeiro o-u o Par!i(jo Comunista do Brssil parA o P;-trlido Socia\is\8 P<?~rs lenninar, npína qun, no Brasil, ir contra o s!atusqoo jB 6 sodRiismo. Desta fonrw, o d\'cwlo de Dutm contf'B os lucros excessiv('JS
é
socía!ismo,essim como s5o sodn.!is\8s o P<Mlido Sod<:li DcrwY.~rata,n a!n avançada da Un!ão Democrática Nacional,
a
Esqi!Nd8e
o P0rtidn Comunista do l:1id;:i1. No "Goslosao da Dilaclura", de 213 do ctbri! d0 19:Jü, dochra quo só a osquercls .c:oclniis\~'l poderá sr:üvar (l 8rwüi da nuerra dví!, resultado dak1if1. do ci<Jsses,
O Pi\G!FJSMO DE OSWALD DE ANDflAOE
O pcv;ilis:mo de Dswf\ld dn/-\ndrade \em origem nns teses do líder
do Partido Comunista NortFN'lfTieric::mo Enri R-rowdcr. No registro do Telefonema,Oswa!d tomn c:onhscírnonlo dns {(>sos ;:unerlct~nist8s dt- Bro'lvder n!wvés d& )eltur8 do seu Hvio T~_e_rt'§., o qual se propõe B trndu:r:h e prefndnr·,confonw? pnunc!8. em "Do Cear{!'<, de 4 de março rJe ! 946. L.oç;o drmois. noticiA a expulsAo dn 8H.;wdor cJn Dheç?!o do Par!ido Cornunlsict/\mf~ricano, em "fuwpu!s8o
do Rrovvdm", do ~?do m0io d0 l \YW, no quR.i exprírrw a 8:"'.p.:m:mr;~1 dr:r i"üconciliaç5n enlre Slf:-tiin ü Rrov?dr:r, por ocr;sifm dB visita doslo (litimo a Moscou. Mals adianle,na séde do Telef<nwnHI, ao rümemorm as condíçfles da mor9anlzação legal do PCB em 1945, lnmenla o obreids.mo da CNOP, o qua! nfastou os inl8l8c!\18ís dl:.;sirítm\I~S do PfHtido,do ncordo com "Porque doLxei o Partido Comunis!a", de í de teveréiro do 1
q.u.
1'-lesle retrospecto,Oswa!d z~fil"ma, que a cisão enire os comunistas que n.c0Havam a aciesf:1o oportunista a Vargas n os que apoiavam o Brigadeiro era üvidonte. Mas oxp1íca, a ínlenq?lo nf!o oracomror
corno BrlgadPiro, porém aceHar a disso!uq8o dR1!1 lntornctclona! e 8 política d(~ Stalín e do 81 owder. No entanto, a diroçfw do PCB resolveu vol!m
posições [!O!êrnlcRS de 191'7 8 8:0 BPC:[8.rismo bolch0vlSL:t
1\o apoictr ex!mnporanoamento as lesos de Earl BrowdtH,Oswa!d nflo es\BV<l aderindo com muilo atraso no qrupo dos "liqu!dadonlstas", liderados por Fernando d~: Lnr.:erda. o qua! leve certa expross8o ao tGrnpo dn luin interna pela temganlza(;áo do PC8_ Por outro \B.do, n8o h8 em todo T~l~->fonemn quelquN menç?!o 8 entrevista de Fernando de Lr.J.cerda a Dlretrlzps, de 27 do mBio d0 19,13, na qua! estR declarava seu Hpoio e expunha as idéias do líder · Bmm·Jcano sobre o fechnnwn!o rios partidos cornunistas nacionais Os liq\ liclacionistas !oram z:.xpu!sos ou !n!egrar;o~m -se à nov<:~ direção elo Partido. O ntotivo pelo quR! Oswald deixou o Partido n8o foi o apoío a rernando de L0.cerdct, mas, conforme explica, em "Porque deixei o Partido Comunísin", já citado, por mzóGs rl0 ordem pessoa! H ldeo!óglca A ruptura dizia respeito à
"viqilància dn classR'',quR o sr, RPnüdiln Cnstn Neto exnrdH sobre ele-, ()swalcJ, de asordo com PBdro Pornm, :10 tempo em que o cronista n1antinha contato para o Partido
com
o o>cinterven!or Fmnando Costa, por ocasif-io dR Anistia, em HH5_ Além disso,denunc\a o sectarismo do ParHdo, o qual maneJava que 0s seus membros rompessem relações c01n os trotskistas, mesmo que iossem paren!0s ou arnigos. Mas exis\irGm tnmbérn 8S r;:tzóes ideológicas, que diziam respt•ítoà
adesÁo do Prestes ao ditr~clor VarfJAC1 Oswnid diz, por f1m, quo, jf.l eram conhecidas as car\88 do PrFcsles a Fourier, nas qua!~-; dec\-mava sua adssãock!
prir;cipioà
lese elo "dHador renllzndo".Mai~) do que um Pventunl contato com rem.nn~sctm!es do grupw
de Fernando de LHcerdA, foi H !oihna d;, lívro T~~er? que oonsHluiu a base do pensamento polí\lco \dológico d0 Oswct!<j de AndrBc!e,Pntre '!911f'l·47. De ncordo com Antonio Cr.J.ndlclo,em conversa com
a autom deslas not<:~s. <-' !ívro de Ee.rl Browder tov9 pouca circulB.ção em São P8ulo enlre as esquerdas
c
interessou 0 pouca gon!e. Osw<:1!d estava muito só nn suA "Fn:mto". No comído do Pacaernbú, t'lpenas Oswa!d e seu fi!ho Non8 fal-nram em nome da "Frenle". As iclélas ameficanistas de Browder· delondirlas por Oswald de AnclradP tiveram bern pouca repercussflo fora das Unhas do Te!efoMmfL A p8.rtir de 1948, fi divisão ern dois campos opos1os,na Guern:-1 F riR derruba as tesesde conforrne "A Mr. Trumnn", d(-' 6 do sPlembro dn 1f:M8, no qual1arnenta que o c;;~minho
npont2do pm Growdu ftH1ha sido n::jell0rlo. e prossegue Rfinnando que o mundo se organiza para
urna nova puona e 111 .sr; delinoinm os çvupnf" que vRo se clefrontm De um lado, a FVtssla,"graníticn
0 sibilinn" e ternero~0 : dn outro, ns clernocrodrm ocíd,mt8is:_ As fBIBvros de Trurn:an, na Conk!fêncía ds Otll1andinh8, a respoi\o do plsno de aiudn econórnlca aos pr.úse~ n0cessltados dA Europ<> e da !\môr!ca, segulcbs de atos, consoquirf\o ,tr:~lvez, a!astar a ;;:uneaça de nnis unw guerra.