Aula 2 – Aptidão edafoclimática
Thomas Newton Martin
E-mail: [email protected] Msn: [email protected]
Temperatura
Crescimento Mínimo > 10 oC Crescimento Médio > 19,5 oC Crescimento Max. = 26,5 oCCada Grau Acima 26 oC …. Relação Fotos. / Resp. Temp. sup. = 30 oC Inibição Processos > 40 – 42 oC
Temperatura
Data
T solo
Semeadura Emergência
o
C
(dias)
16/09
15
13
14/09
18
10
17/11
22
8
14/11
25
6
Sangoi (1993) http://webnotes.sct.embrapa.br/pab/pab.nsf/4b9327fca7faccde032564ce004f7a6a/b4bcf0d90a8c0125032567d0007d2cd0/$FILE/pab93_09_jan.pdfTemperatura
Congelamento antes do aparecimento da plântula.
Dano: 24 a 48 horas
Parte aquosa após a enegrecida.
Perda da Proteção (Coleóptilo).
Porta de entrada para Bacteriose.
Temperatura
Fonte: Fernando R. Skonieski
Erechim, Semeadura = 16 de setembro de 2012. Geada = 27 de setembro de 2012. Mínima - 0,4 oC Dados: Inmet 0 5 10 15 20 25 30 35 14/9 16/9 18/9 20/9 22/9 24/9 26/9 28/9 30/9 Te m pe ra tura ( oC )
Temperatura
Fonte: Fernando R. Skonieski
Erechim, Semeadura = 16 / 09 / 2012. Geada = 27 / 09 / 2012.
Temperatura
Temperatura
Foto: Roger Bohn, 2013 – Campo Novo, próximo a Santo Augusto / RS – 18/09/2013 – Temp. 8horas 3 oC
Temperatura
Vento
Divulgação Emater/RS.
Temperatura / CO2 / Fotossíntese
Resposta da fotossíntese líquida à temperatura para gramíneas de climas diferentes. a) Chinochloa spp. (alpina, C3); b) trigo (temperada, C3); c) milho (subtropical, C4) Fonte: Brandão, 2006.
Resposta típica da fotossíntese das plantas ao CO2 em função do tipo de metabolismo C3 (trigo) ou C4 (milho) Fonte: Brandão, 2006.
Radiação Solar
www.scielo.br/pdf/pab/v37n7/10796.pdf Di do ne t et al . (20 02 )Necessidades hídricas
http://elkhorn.unl.edu/epublic/pages/publicationD.jsp?publicationId=1237
Estresse Hídrico
Estádio de
Redução da
Desenvolvimento
Produtividade
Vegetativo
25%
Espigamento
51%
Formação de Grãos
21%
Denmead & Shaw (1982)
Redução no rendimento de grãos de milho, em função da falta de
água em diferentes estádios de desenvolvimento durante um
Estresse Hídrico
Deficiência, Excedente, Retirada e Reposição Hídrica ao longo do ano
-60 -40 -20 0 20 40 60 80 100 O1 O2 O3 N1 N2 N3 D1 D2 D3 J1 mm
Deficiência Excedente Retirada Reposição
Emergência
5 – 7 folhas
Florescimento
Semeadura Enchimento Grãos
Colheita Adubação Nitrogenada
Sistema radicular
extração de água
Polinização x Necessidade hídrica
Desenvolvimento Tecnológico Denis Piazzoli, Paraná, Monsanto Dia – Milho Florescimento - Polinização
Excesso Hídrico
• Respiração anairóbica = produção de metabólicos tóxicos (etanol e lactato)
• Clorose
Excesso Hídrico
Ed ua rdo A. Mül le r, 20 13 – Ag ud o, áre a de várze aÉpoca de semenadura
Figura 1 – Período indicado para cultivo do milho na região dos Campos Gerais do Paraná, baseado na frequência de geadas e no déficit hídrico.
w w .c bm et .c om /c bm -f iles /1 2 -c d 59 f4 63 137 b0 35c 0 e01 0e 2c 5b b17 30 5. pd f Caramori et al. (20??)
Época de semenadura
www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/livro/Indicacoes_tecnicas_Milho_Sorgo_%20RS_2010.pdfTipo de Solo
1
2
3
Época
1
23 a 24 +
27 a 2
23 a 25 + 27 +
30 a 2
Risco Climático
Profundidade de Semeadura
Tipo de solo Umidade Temperatura Sistema de semeadura Implementos utilizados Cobertura do solo Genótipo Época de Semeadura CicloProfundidade de Semeadura
Elongação do mesocótilo em plântulas de milho provenientes de sementes de peneira 18M (pequena) e 24M (grande), semeadas em 29/01/2003, nas profundidades de 2,5 (esquerda na figura), 5,0, 7,5 e 10,0 (direita na figura) cm respectivamente.
h tt p :/ /rbm s.cn p m s.e m b ra p a .b r/ind e x .p h p /o js/a rticl e /v iew /1 1 5 /1 1 5 Sangoi et al. (2004)
Profundidade de Semeadura
http:// w w w .grp p.caNummer, 2011 0% CV 24,69% CV 20 cm 15 cm 20 cm 25 cm 14 cm
A cada 10% de CV reduz-se 1,5 sacos / ha
26 cm
20 cm
Variabilidade da Semeadura
Si lv a et al ., 20 1 5 D O I: ht tp :/ /d x .d o i.o rg /1 0 .159 0 /1 8 0 7 -1 9 2 9 /ag ri am b i.v 1 9 n 1 2 p 1 1 7 2 -1 1 7 7Variabilidade da Semeadura
Silva et al., 2015
Profundidade de Semeadura
http://
farmpro
gre
Semeadura de precisão
Distribuição de Plantas
198
pl/ha
1
População e rendimento
g/planta
kg/ha
Ponto
crítico
0,198
0,396
1.980
?
9.450
2
10.000
?
70.000
135
A
B
C
50.000
6.140
Ponto
crítico
58.000
Ponto
crítico
Densidade de Semeadura
http:/ /m ex ic o.pioneer .c om / http:/ /agc rops .os u.edu/spec ial is ts /c or n/s pec ial is t-an no un c em en ts /A bn orm al Cor nE ars P os ter_00 0.p df
Textura do solo Média / argila 30-35%
- Retenção de água e disponibilização de nutrientes
Solos arenosos* devem ser evitados (teor de argila < 15%)
- Menor retenção de água
- Menor disponibilização de nutrientes (lixiviação)
- Maior evaporação (solos mais secos)
Solos Profundos
- Sistema radicular pode chegar a 1m
- Declividade do terreno até 12%
20,0
Zn (mg kg
-1
)
-
Mn (mg kg
-1
)
-
Fe (mg kg
-1
)
9,0
Cu (mg kg
-1
)
20,0
B (mg kg
-1
)
2,0
S (g kg
-1
)
2,5
Mg (g kg
-1
)
4,0
Ca (g kg
-1
)
20,0
K (g kg
-1
)
2,2
P (g kg
-1
)
30,0
N (g kg
-1
)
Fonte: Dechen, 2005Nutriente
Níveis Críticos
Constituinte Biomoléculas e enzimas Amidos Ácidos nucléicos Nucleotídeos
ATP / NADH / NADPH
Clorofila e proteínas
Atuante
Formação de raízes / Fotossíntese
Iniciação e Expansão Foliar
Prod. e transl. de fotoas.
Taxa de crescimento foliar
Senescência Foliar
Produção de MS
4º elemento de maior absorção Nitrato e Amônio Fotossíntese e acúmulo de MS Disponibilidade de N Condições ambientais Condições da Planta Lixiviação Lixiviação N2 atmosférico
MATÉRIA ORG, BRUTA
Absorção NO3- NO2- NH4+ Adsorção Amonificação Desnitrificação Nitrificação Fixação biológica Processos ionizantes Indústria Volatilização NH3 N2 N2O Lixiviação Lixiviação N2 atmosférico
MATÉRIA ORG, BRUTA
Absorção NO3- NO2- NH4+ Adsorção Amonificação Desnitrificação Nitrificação Fixação biológica Processos ionizantes Indústria Volatilização NH3 N2 N2O Lixiviação Lixiviação Lixiviação Lixiviação N2 atmosférico
MATÉRIA ORG, BRUTA
Absorção NO3- NO2- NH4+ Adsorção Amonificação Desnitrificação Nitrificação Fixação biológica Processos ionizantes Indústria Volatilização NH3 N2 N2O N2 atmosférico
MATÉRIA ORG, BRUTA
Absorção NO3- NO2- NH4+ Adsorção Amonificação Desnitrificação Nitrificação Fixação biológica Processos ionizantes Indústria Volatilização NH3 N2 N2O Fonte: Zonta, 2006
Nitrogênio
Concentração N
Grão = 1,18%
Palhada = 1,06%
N aplicado = 1 a 1,2%
Produção de 16 t MS
Extração de 200 kg de N
N fornecido pelo solo
Solos tropicais
60 a 80 kg de N ha
-16 a 8 t MS
Acúmulo N 401 e 327 kg/ha
Produção:
13,5-14,6 t/ha (grãos);
32,9-29,6 t/ha (MS)
Necessidade
27,7 kg de N (ton de grão)
11,4 kg de N (ton de MS)
Von Pinho et al. (2009)
Eficiência de aproveitamento
Uréia = 50 a 60%
Nitrogênio
Fósforo
Componentes estruturais das células Ácidos nucléicos
Fosfolipídios das membranas celulares ATP
Alta energia de ligação alta estabilidade
Solos com alta concentração de P (700-800 mg dm-3)
Energia de ligação
Fração disponível ( 5-20 mg dm-3).
Uso de plantas cicladoras
Figura 2. Plantas de cobertura no inverno como potenciais solubilizadoras
de fosfato para a cultura de verão (aveia preta, azevém, ervilhaca, nabo
forrageiro, tremoço e trevo) (a) e resíduos das plantas de cobertura no
momento da semeadura do milho (b).
Exportação de fósforo
1 toneladas de grãos
extração 9,8 kg de P2O5
Exportação = 8,7 kg de P2O5
Grãos = 13,5-14,6 t/ha
MS = 32,9-29,6 t/ha
Total acumulado = 92 kg/ha
Total exportado = 76 kg/ha
( Von Pinho, 2009)
Potássio
Alta exigência – similar ao N
Não faz parte da estrutura química
Funções de regulação celular
Atuação na Fotossíntese
Síntese do ATP
Aumenta a taxa de assimilação de CO2
Regula o uso eficiente da água
Abertura e o fechamento estomático
Transpiração e a difusão do CO2
Ativação enzimática
Formação de amido
Síntese de proteínas
Transporte de sacarose e
fotoassimilados para os grãos
Maior resistência ao colmo
Alta mobilidade
Produção de grãos
Extração = 83 a 157 kg/ha
(produtividade 3,65 a 10,15 t/ha)
Produção de silagem
Extração = de até 259 kg/ha
Maior acúmulo do potássio nos colmos
Salinização
Contato Adubo sementes
Tipo de exportação Produtividade Nutrientes extraídos1 N P K Ca Mg t ha-1 kg ha-1 Grãos 3,65 77 9 83 10 10 5,80 100 19 95 17 17 7,87 167 33 113 27 25 9,17 187 34 143 30 28 10,15 217 42 157 32 33 Silagem 11,60 115 15 69 35 26 (matéria seca) 15,31 181 21 213 41 28 17,13 230 23 271 52 31 18,65 231 26 259 58 32
Para converter P em P2O5; K em K2O; Ca em CaO e Mg em MgO, multiplicar por 2,29; 1,2; 1,39 e 1,66; respectivamente. Coelho e França (1995) citado por Coelho (2006).
Problemão!
23/11/2012 – Final da tarde Município de São Pedro Era Campo Nativo
Lavrado e semeado pastagem de inverno Alta lotação de Animais
Problemão!
Foto: Paul o Sc haeferRecomendação Adubação
Recomendação Adubação
Parâmetros utilizados para estimação da quantidade necessária de nitrogênio para a produção de grãos e produção de silagem.
Parâmetros Grão Silagem Fonte
Índice de Colheita 0,50 0,90 Doorenbos & Kassam (1994), Lima (1995), Gadioli (1999), Barros (1998), Sá (2001).
Teor de Proteína 0,12 0,12 Oliveira et al., 2007
Teor de Nitrogênio na Proteína 0,17 0,17 Dourado Neto & Detomini (2005) Teor de Nitrogênio em Outras Partes 0,01 0,01 Dourado Neto & Detomini (2005)
Nitrogênio do Solo 0,60 0,60 Figueiredo et al., 2008; Duete et al., 2008; Urquiaga, 2000), Fernandes et al. (2008)
Eficiência da Utilização do Nitrogênio 0,42 0,57 Figueiredo et al., 2008; Duete et al., 2008; Urquiaga, 2000), Fernandes et al. (2008)
Dourado Neto (2005) e Dourado Neto & Detomini (2005)
TPG
TNP
IC
IC
TNOP
NS
EF
IC
PE
QN
.
.
1
.
.
1
.
PE = produtividade esperada (grãos ou silagem), IC = índice de colheita
TPG = teor de proteína no grão
TNP = teor de nitrogênio na proteína
TNOP = teor de nitrogênio em outras partes NS = nitrogênio proveniente de outras partes
EF = eficiência de utilização de nitrogênio pelas plantas.
Fixação Biológica de Nitrogênio
Johanna Döbereiner (1924-2002)
Bactéria Azospirillum brasilense
Autorização MAPA
Vantagens:
-maior desenvolvimento do sistema radicular -tolerância à seca
-maior absorção de água e nutrientes
“Ensaios conduzidos em cinco anos mostraram incrementos médios de:
25% a 30% no rendimento do milho e
de 8% a 11% no rendimento do trigo”,
Fonte: Mariangela Hungria, da Embrapa Soja.
Fixação Biológica de Nitrogênio
Cavallet et al. (2000)
www.scielo.br/pdf/rbeaa/v4n1/v4n1a24.pdf
Fixação Biológica de Nitrogênio
Azospirillum
www.cnpso.embrapa.br/download/doc325.pdf
Recomendação…
Semente Inoculada + N base 24 + N cobertura 30 = 7000 kg/ha
Problemas na lavoura…
Híbrido Agromen 30A77 TS = Standak + Gaucho Semeadura = 15/01/2012
Local = São Pedro do Butiá, RS, População 57500 (4,6 pl/m e 0,8m) Área é de 35 ha
Irrigada com autopropelido V8 = Cipermetrina + Match
Os danos aleatórea em toda área, e abrange por volta de 40% das plantas.