Padronização do TSAQ
Módulo 15 – Iª aula
Drª Edlaine Rodrigues MontalvãoCLSI
CLSI
CLSI – Clinical and Laboratory Standards
É uma organização internacional, interdisciplinar sem fins
lucrativos, de desenvolvimento, padronização e educação,
cuja finalidade é de promover uma uniformização das
normas
e
diretrizes
consensuais
voluntárias
na
comunidade de atenção à saúde.
Apresenta reconhecimento mundial pela aplicação de um
processo singular que promove o desenvolvimento de
normas e diretrizes para testes de patologia clínica e
questões relacionadas de atenção a saúde.
CLSI – Clinical and Laboratory Standards
O CLSI baseia-se no princípio de que o consenso é uma
maneira efetiva e custo eficaz de melhorar os testes
clínicos e serviços de atenção à saúde.
Além de desenvolver e promover o uso voluntário de
normas e diretrizes consensuais, o CLSI constitui um
normas e diretrizes consensuais, o CLSI constitui um
fórum aberto e isento para tratar questões que afetam a
qualidade dos testes de patologia clínica e a atenção
saúde.
O CLSI publica anualmente uma atualização da sua tabela
de cortes com os antimicrobianos a serem usados em
determinados microrganismos e seus halos de inibição
produzidos.
Todos os documentos e atualizações do CLSI possuem
CLSI – Clinical and Laboratory Standards
Todos os documentos e atualizações do CLSI possuem
extrema importância para a rotina dos laboratórios de
microbiologia na realização de testes de sensibilidade aos
antimicrobianos.
CLSI
A missão do Subcomitê para Testes de Sensibilidade
Antimicrobiana é:
Desenvolver métodos de referência padrão para os TSQA,
Fornecer parâmetros de controle de qualidade para os
testes-padrão; testes-padrão;
Estabelecer critérios interpretativos para os resultados dos
CLSI
A missão do Subcomitê para Testes de Sensibilidade
Antimicrobiana é:
Sugerir estratégias de realização de testes e relatórios
clinicamente relevantes e custo eficazes;
Refinar, em base permanente, as normas/padrões e otimizar Refinar, em base permanente, as normas/padrões e otimizar
a detecção de mecanismos de resistência emergentes, mediante o desenvolvimento de métodos novos ou revisados,
Educar os usuários, através da comunicação multimídia,
CLSI
O Subcomitê para Testes de Sensibilidade Antimicrobiana
trabalha os antimicrobianos por classe de micro –
organismos e sítio / via de atuação do quimioterápico,
através da liberação anual de tabelas explicativas.
Para cada grupo de organismos, as tabelas contém:
Agentes sugeridos a serem considerados para testes e
relatórios de rotina pelos laboratórios de microbiologia
clínica, conforme especificados nas Tabelas 1 e 1A
Tabelas CLSI
As tabelas do CLSI contemplam os seguintes grupos de
agentes antimicrobianos com os micro-organismos estudados nos seguintes grupos:
Grupo A Grupo A Grupo B Grupo C Grupo U Grupo O
SENSO ASSIM:
UM BOM ANTIBIOGRAMA DEVERÁ SER:
SÍTIO DEPENDENTE E
SÍTIO DEPENDENTE E
BACTÉRIA DEPENDENTE
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
Agentes no
Grupo A
são considerados apropriados para
inclusão num relatório de testes primários de rotina,
assim como para os relatórios rotineiros dos resultados
de grupos específicos de organismos.
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
O Grupo B inclui agentes clinicamente importantes,
especialmente nas infecções nosocomiais, os quais deverão ser reportados apenas seletivamente, como quando o organismo é resistente a agentes da mesma classe, como do Grupo A.
A liberação dos resultados também é indicada em outros
casos, incluindo fontes selecionadas de espécimes (infecções polimicrobianas; infecções que afetam diversos sítios corpóreos dentre outras)
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
O
Grupo C
inclui agentes antimicrobianos alternativos ou
suplementares que devem ser testados em instituições
afetadas por cepas endêmicas ou epidêmicas resistentes a
várias drogas primárias (especialmente na mesma classe, por
exemplo, ß-lactâmicos ou aminoglicosídeos);
Usado também para tratamento de pacientes alérgicos às
drogas primárias; ou para fornecer informações ao pessoal
de controle de infecção, como ferramenta epidemiológica.
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
O
Grupo U
relaciona certos agentes antimicrobianos
que
são
usadas, somente
ou
principalmente, no
tratamento
de
infecções
do
trato
urinário
(ex.,
nitrofurantoína e algumas quinolonas) ;
Outros agentes com indicações mais amplas podem ser
Outros agentes com indicações mais amplas podem ser
incluídos no
Grupo U
contra patógenos específicos do
trato urinário (ex., Pseudomonas aeruginosa)
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
O
Grupo O
(“outros”) inclui agentes que possuem
indicação clínica para o grupo de organismos, mas, em
geral, não são candidatos para testes e relatórios
rotineiros.
Diretrizes Sugeridas para Testes e Relatórios
Seletivos e Rotineiros
O
Grupo Inv.
(“investigação”) inclui agentes que
estão sendo pesquisados para o grupo de organismos,
mas ainda não foram aprovados pelo FDA.
Diretrizes Sugeridas para Construir os
Relatórios Seletivos e Rotineiros
Cada laboratório deve decidir quais dos agentes
relacionados na Tabela 1 e Tabela 1A devem ser
reportados rotineiramente (Grupo A) e para quais se
deve preparar relatórios seletivos (do Grupo B), em
consulta com os especialistas em doenças assim como
com a comissão de controle de infecção hospitalar da
com a comissão de controle de infecção hospitalar da
instituição.
Recomendações Mínimas para a
Screening na Realização dos TSAQ
Screening na Realização dos TSAQ
Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para Pesquisa de ESBL em isolados de: Klebsiella
pneumoniae, Klebsiella oxytoca, Escherichia coli e
Proteus mirabilis utilizar:
Cepa de Klebsiella pneumoniae ATCC® 700603 como
Controle (+) para: Controle (+) para:
Metodologia de disco – difusão e Metodologia de Microdiluição.
Cepa de Escherichia coli ATCC ® 25922 como
Controle (-) para:
Metodologia de disco – difusão e Metodologia de Microdiluição
Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para Enterobactérias suspeita da produção de
Carbapenemase – Teste de Hodge Modificado:
Cepa de Klebsiella pneumoniae ATCC® BAA-1705
como Controle (+) para:
como Controle (+) para:
Metodologia de disco – difusão.
Cepa de Escherichia coli ATCC ® BAA-1706 como
Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para
Staphylococcus
aureus
Resistente
a
Oxacilina:
Cepa de Staphylococcus aureus ATCC® 29213
como Controle (-) :Teste Sensível
como Controle (-) :Teste Sensível
Ágar diluição.
Cepa de Staphylococcus aureus ATCC ®
43300
como Controle (+) para:
Ágar diluição.Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para
Staphylococcus
aureus
Resistente
a
Oxacilina usando Cefoxitina para detecção do
Mec-A:
Cepa de Staphylococcus aureus ATCC® 29213
Cepa de Staphylococcus aureus ATCC® 29213
como Controle Mec-A NEGATIVO
Metodologia disco – difusão e Microdiluição.
Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para Staphylococcus aureus e Enterococcus spp.,
Apresentando
MIC
>
8
mcg/mL
para
Vancomicina:
Cepa de Enterococcus faecalis ATCC® 29212 como
Cepa de Enterococcus faecalis ATCC® 29212 como
Controle NEGATIVO – Sensível.
Ágar diluição.
Cepa de Enterococcus faecalis ATCC ®
51299
como Controle POSITIVO – Resistente.
Ágar diluição.Recomendações Mínimas para o TSAQ
Teste
para
Alto
Grau
de
Resistência
a
Aminoglicosídeos
para
Enterococcus
spp.,
:
(Gentamicina 120 ug e Estreptomicina 300 ug).
Cepa de Enterococcus faecalis ATCC® 29212 como
Cepa de Enterococcus faecalis ATCC® 29212 como
Controle para:
Metodologia de disco – difusão e Microdiluição.
Recomendações Mínimas para o TSAQ
Para Haemophilus influenzae e Haemophilus
parainfluenzae:
Cepa de Haemophilus influenzae ATCC® 49247 e
49766 como Controle para:
49766 como Controle para:
Atualizações para
Atualizações para
Enterobactérias
Atualizações para Detecção de ResistênciaBGN produtores de Beta Lactamase de
Espectro Ampliado – ESBL.
As ß-lactamases de espectro ampliado (ESBLs) são enzimas
resultantes de mutações nos genes mediadores das ß-lactamases plasmidiais comuns, como TEM-1,TEM-2 e SHV-1.
As ESBLs podem conferir resistência às Penicilinas, às As ESBLs podem conferir resistência às Penicilinas, às
Cefalosporinas e ao Aztreonam em isolados clínicos de Klebsiella pneumoniae, Klebsiella oxytoca, Escherichia coli e alguns outros gêneros da família das Enterobacteriaceae geralmente sensíveis a esses agentes.
BGN produtores de Beta Lactamase de
Espectro Ampliado – ESBL.
Algumas dessas cepas mostram halos de inibição menores
que a população normal sensível, podendo assim, serem
classificadas como sensíveis pelos pontos de corte
padronizados para algumas Cefalosporinas de amplo
espectro ou Aztreonam;
Outras cepas podem produzir resultados intermediários ou
resistentes a um ou mais agentes antimicrobianos, de
acordo com os pontos de corte padronizados
BGN produtores de Beta Lactamase de
Espectro Ampliado – ESBL.
Em todas as cepas com ESBLs, os diâmetros dos halos de
inibição de uma ou mais Cefalosporinas de espectro ampliado ou Aztreonam devem aumentar na presença de ácido clavulânico.
Inicialmente, para todas as cepas produtoras de ESBL, o Inicialmente, para todas as cepas produtoras de ESBL, o
resultado do teste deve ser interpretado e relatado como resistente a todas às Penicilinas, às Cefalosporinas e ao Aztreonam.
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
CLSI padroniza para:
Klebsiella pneumoniae; Klebsiella oxytoca;
Escherichia coli eEscherichia coli e Proteus mirabilis.
Realização de testes de screening e testes confirmatórios
por disco difusão e/ou microdiluição.
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
Critérios Interpretativos para Beta Lactamase de Espectro
Ampliado – ESBL.
Concentração dos Discos Recomendados: (dd – Kb)
1. Para Klebsiella pneumoniae, Klebsiella oxytoca e Escherichia coli.
Cefpodoxima 10 ug <= 17 mm Ceftazidima 30 ug <= 22 mm Aztreonam 30 ug <= 27 mm Cefotaxima 30 ug <= 25 mm
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
Concentração dos Discos Recomendados:
1. Para Proteus mirabilis.
Cefpodoxima 10 ug <= 22 mm Ceftazidima 30 ug <= 22 mm Ceftazidima 30 ug <= 22 mm Cefotaxima 30 ug <= 27 mm
Screening para produção de ESBL em isolados de Proteus mirabilis é recomendado e avaliado clinicamente como relevante em isolados de bacteremia.
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
CLSI modificou para estes micro-organismos os pontos de
corte, bem como as zonas de diâmetro para:
Cefalosporinas: Cefazolina Cefotaxima Cefotaxima Ceftazidima Ceftizoxima e Ceftriaxona Aztreonam.
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
Anteriormente (2009): era realizado a edição dos
resultados para estes patógenos para Cefalosporinas,
Aztreonam e Penicilinas.
À partir de Jan 2010 com os novos critérios – não há
necessidade de realização dos testes fenotípicos, pois os
necessidade de realização dos testes fenotípicos, pois os
resultados apresentam boa correlação clínica e os
médicos, em caso de sensibilidade, poderá considerar a
droga para tratamento.
Enterobatérias e a Pesquisa de ESBL
É importante notar que ao adotar os novos pontos de
corte o LMC deve relatar o resultado obtido no teste
sem NENHUM tipo de edição, independente do
mecanismo de resistência.
Obs: R* - ; para as Penicilinas, Cefalosporinas e Aztreonam
Obs: R* - ; para as Penicilinas, Cefalosporinas e Aztreonam
O LMC que utilizar automação cujos software não foram
atualizados deverão continuar realizando os testes de screening e confirmatórios para ESBL e o resultado das
Antimicrobiano
Dose
Zona de diâmetro (mm) MIC (mcg/mL) Dose
Novos Critérios Interpretativos para:
S I R S I R
Cefazolina 30 mcg -- -- -- ≤ 1 2 ≥ 4 1g/8h
Cefotaxima 30 mcg ≥ 26 23-25 ≤ 22 ≤ 1 2 ≥ 4 1g/8h Ceftazidima 30 mcg ≥ 21 18-20 ≤ 17 ≤ 4 8 ≥ 16 1g/8h
Critérios Interpretativos para Enterobacteriaceae
Ceftizoxima 30 mcg ≥ 25 22-24 ≤ 21 ≤ 1 2 ≥ 4 1g/12h Ceftriaxona 30 mcg ≥ 23 20-22 ≤ 19 ≤ 1 2 ≥ 4 1g/24h Aztreonam 30 mcg ≥ 21 18-20 ≤ 17 ≤ 4 8 ≥ 16 1g/8h
Não Houve Alteração nos Critérios para:
Cefepime 30 mcg ≥ 18 15-17 ≤ 14 ≤ 8 16 ≥ 32 1g/8h ou 2g/12h Cefuroxima 30 mcg ≥ 18 15-17 ≤ 14 ≤ 8 16 ≥ 32 1,5g/8h
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
A KPC é uma enzima plasmídeo-mediada, inicialmente
descritas em cepas de Klebsiella pneumoniae
.
Uma cepa produtora de KPC confere resistência aos
Carbapenêmicos
:
Ertapenem, Imipenem e Meropenem.
Também pode conferir resistência a outros agentes
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Ocasionalmente
podem
apresentar
sensibilidade
ou
sensibilidade intermediária à
CefoxitinaCefotetan e/ou Cefepime
Porém a atividade clínica desses agentes é pouco provável
Porém a atividade clínica desses agentes é pouco provável
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Em relação as drogas não pertencentes ao grupo dos
betalactâmicos, os plasmídios contêm o gene bla
KPCque
podem codificar resistência aos:
Aminoglicosídeos,Fluorquinolonas e
Sulfametoxazol – Trimetropim. Sulfametoxazol – Trimetropim.
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Observa-se que cepas produtoras de KPC podem ser resistentes
a todos os agentes comumente usados no tratamento de infecções causadas por Enterobactérias, inclusive a Colistina.
O gene blaKPC é plasmídio-mediado, o que facilita a transferência
genética. genética.
Portanto há necessidade da rápida sinalização da resistência ao
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Esta betalactamase é uma enzima classificada fenotipicamente no
Grupo 2f de BUSH e em relação à classificação molecular de Ambler, no Grupo A. KPC’s têm sido relatadas e, Klebsiella oxytoca Klebsiella oxytoca Citrobacter freudii Enterobacter spp., Escherichia coli Salmonella spp., Serratia spp., e Pseudomonas aeruginosa.
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Os Carbapenemicos nem sempre expressam resistência no teste
de sensibilidade (in vitro) realizado rotineiramente nos LMC e pode ocorrer também uma dissociação dos resultados de Ertapenem, Imipenem e Meropenem a qual está sendo estudada.
Os Aminoglicosídeos, a Tigeciclina e a Colistina apresentam Os Aminoglicosídeos, a Tigeciclina e a Colistina apresentam
atividade in vitro e devem ser rotineiramente testados. A leitura dos resultados da Tigeciclina pode ser feita de acordo com o estabelecido pelo FDA (disponível no item sobre TGC)
Atualizações do CLSI para os Carbapenemicos –
Jul 2010.
Em Jul – 10 o CLSI propôs novos critérios interpretativos para
os Carbapenêmicos.
Estes novos pontos de corte propõe uma melhor correlação
clínico laboratorial diminuindo os resultados com falsa sensibilidade para os Carbapenêmicos frente as cepas de KPC sensibilidade para os Carbapenêmicos frente as cepas de KPC
Assim sendo:
Resultados Intermediários ou Resistentes aos Carbapenêmicos
pode ser devido a uma produção de carbapenemase assim como por outros mecanismos de resistência.
Critérios Interpretativos para Carbapenêmicos – Pontos Antigos anterior a Julho 2010 Enterobacteriaceae M2 e M7 do M100S20 Disco – Difusão Diâmetro em mm Microdiluição MIC Mcg/mL S I R S I R Ertapenem ≥ 19 16-18 ≤ 15 ≤ 2 4 ≥ 8 Imipenem ≥ 16 14-15 ≤ 13 ≤ 4 8 ≥ 16 Meropenem ≥ 16 14-15 ≤ 13 ≤ 4 8 ≥ 16
Critérios Interpretativos para Carbapenêmicos – Pontos Novos a partir de Julho 2010 Enterobacteriaceae M2 e M7 do M100S20 Disco – Difusão Diâmetro em mm Microdiluição MIC Mcg/mL S I R S I R
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Os laboratórios que NÃO utilizaram os novos pontos de corte
para os Carbapenens deverão realizar o teste de screening e confirmatório para pesquisa de KPC.
O uso dos novos critérios de interpretação para os
carbapenêmicos implica na dispensa da realização de teste de carbapenêmicos implica na dispensa da realização de teste de screening e confirmatório – Teste Modificado de Hodge (TMH).
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC ** O Uso do TMH.
O TMH deve ser usado para detecção da produção de
Carbapenemase em função do controle de infecções e
estudos epidemiológicos para cepas Intermediárias ou
Resistentes aos Carbapenens.
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Na presença de um TMH POSITIVO:
O LMC deverá determinar o MIC para Carbapenens.
Caso a cepa tenha MIC ≥ 2 mcg/mL – LIBERAR OS
CARBAPENENS COMO RESISTÊNTE. CARBAPENENS COMO RESISTÊNTE.
Caso a cepa tenha MIC ≤ 2mcg/mL – LIBERAR O MIC SEM
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Na presença de um TMH NEGATIVO:
O LMC deverá liberar o MIC com a interpretação sugerida
pelo CLSI usando os novos pontos de corte de Jul de 2010.
Em Casos de TMH POSITIVO o CLSI sugere a liberação do Em Casos de TMH POSITIVO o CLSI sugere a liberação do
seguinte rodapé:
“ Bactéria produtora de Carbapenemase”
“ A eficácia clínica dos Carbapenemicos não foi estabelecida para o tratamento de infecções causadas por enterobactérias que
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Técnica do Teste de Hodge:
Preparar uma suspensão equivalente a escala 0,5 de MCF com
uma cepa de Escherichia coli ATCC® 25922
Inocular em uma placa de MH conforme procedimento
padrão e aguardar secar por 10 minutos.
Colocar um disco de ERT ou MER no centro da placa.
Fazer uma suspensão com 3 a 4 colônias da cepa a ser
Fazer uma suspensão com 3 a 4 colônias da cepa a ser
testada e inocular em linha reta da borda do disco para a periferia da placa sem tocar no disco.
De forma similar proceder com o C(-) que poderá ser
usado uma cepa de Klebsiella pneumoniae ATCC® 700603
Incubar por 16 a 20 horas à temperatura de 35 ± 2°C em
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Leitura do Teste de Hodge:
Após a incubação examinar a placa na interseção da faixa do
inoculo e da zona de inibição do Carbapenemico.
Distorções na zona de inibição com favorecimento do
crescimento da Escherichia coli demonstrando uma invasão crescimento da Escherichia coli demonstrando uma invasão para dentro do halo de inibição será considerado como TMH POSITIVO.
Enterobatérias e a Pesquisa de
Carbapenemase – KPC.
Confirmação da KPC depende de Teste Molecular – PCR
(blaKPC):
Quando a KPC não é confirmada pelo teste molecular, significa
que pode haver o envolvimento de outros mecanismos de resistência que simulam resultados semelhantes.
Esses mecanismos de resistência podem ser a presença de Esses mecanismos de resistência podem ser a presença de
outras carbapenemases e outras beta lactamases associadas com alterações de porinas
Bacilo Gram Negativo Não
Bacilo Gram Negativo Não
Atualizações para Pseudomonas aeruginosa
Para leitura dos halos de inibição ou MIC (diluição em caldo),
recomenda-se a incubação acima de 24 horas para laudo final.
Isolados de Pseudomonas aeruginosa podem desenvolver
resistência durante terapia prolongada com agentes antimicrobianos.
antimicrobianos.
Portanto: isolados com sensibilidade inicial podem desenvolver
Atualizações para Pseudomonas aeruginosa
Para isolados urinários, testar:
Fluorquinolonas
Lomefloxacina 10 µg ou Ofloxacina 5 µg ou
Atualizações para Pseudomonas aeruginosa
Para testes primários (GB)
Penicilâmicos:
Ticarcilina 75 µg – S (≥ 15) e R (≤ 14).
Beta Lactâmico com inibidor de beta lactamase:
Piperacilina / Tazobactam 100/10 µg – S (≥ 18) e R (≤ 17). Cefens: Cefens: Cefepime 30 µg – S (≥ 18) e R (≤ 14). Monobactans: Aztreonam 30 µg – S (≥ 22) e R (≤ 15).
Atualizações para Pseudomonas aeruginosa
Para testes primários (GB)
Lipopeptídeo: Polimixina B 300 unidades – S (≥ 12) e R (≤ 11). Aminoglicosídeos: Amicacina 30 µg – S (≥ 17) e R (≤ 14). Fluorquinolonas: Fluorquinolonas: Ciprofloxacina 5 µg – S (≥ 21) e R (≤ 15). Levofloxacina 5 µg – S (≥ 17) e R (≤ 13).
Atualizações para Acinetobacter spp.,
Para testes primários (GA):
Acinetobacter spp.,
Ampicilina / Sulbactam Ceftazidima Ciprofloxacina ou Levofloxacina Imipenem ou Meropem Gentamicina ou TobramicinaAtualizações para
Atualizações para
Staphylococcus spp.,
Atualizações para Detecção de ResistênciaSegundo Documento CLSI M100 – S20 Tabela 1A.
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Penicilina deve ser utilizada para testar a
suscetibilidade de todos os estafilococos para
todas a penicilinases lábeis, tais como:
Ampicilina, Amoxacilina,
Piperacilina e
Piperacilina e Ticarcilina.
Staphylococcus spp., Composição do Teste de Sensibilidade
Grupo A
Teste Primário Sempre reportar
Eritromicina A resistência à Clindamicina induzível pode ser detectada utilizando-se o D-test. Clindamicina
Oxacilina Resultado liberado pelo teste do disco de Cefoxitina Penicilina Sulfametoxazol/Trimetropim Grupo B Teste Primário e Resultado Seletivo
Daptomicina Somente por metodologia que proporcione resultados por MIC
Linezolida
Os halos de inibição da Linezolida devem ser examinados com luz transmitida. A obtenção de resultados resistentes por disco
difusão deve ser confirmada por metodologia que proporcione MIC Vancomicina Somente por metodologia que proporcione Vancomicina Somente por metodologia que proporcione resultados por MIC Tetraciclina Rifampicina Grupo C Suplementar e Resultado Seletivo Cloranfenicol Ciprofloxacina ou Levofloxacina ou Ofloxacina
Drogas separadas por “ou” – significa que possuem resultados cruzados, ou seja; o resultado de uma pode representar o da outra. Moxifloxacina Gentamicina Grupo U Suplementar e Norfloxacina Nitrofurantoína
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Staphylococcus spp., e resistência a Oxacilina:
A resistência a Oxacilina normalmente é mediada pelo gene
MecA que codifica a PBP2A que confere resistência aos beta lactamicos.
Algumas cepas podem apresentar resistência à Oxacilina e
sensibilidade à Cefoxitina decorrente de mecanismos alternativos como a presença de outras PBPs como a MOS-SA e ou hiperprodução de beta lactamase (BORMOS-SA).
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Para diagnóstico de Staphylococcus resistente a Oxacilina o
CLSI recomenda como testes:
I – Teste de sensibilidade por disco difusão com o disco de
Cefoxitina.
II – Teste de sensibilidade para determinação do MIC de
Oxacilina.
III – Teste de screening com Oxacilina 6 mcg/mL (somente
Atualizações para Staphylococcus spp.,
I – Teste de Sensibilidade por Disco Difusão:
Usar o disco de Cefoxitina de 30 mcg – este funciona como
um marcador com alta sensibilidade e especificidade para detecção de resistência à Oxacilina mediada pelo gene MecA.
Para Staphylococcus aureus e Staphylococcus
lugdunensis.
Se: zona de diâmetro da Cefoxitina ≤ 21mm – reportar
Atualizações para Staphylococcus spp.,
I – Teste de Sensibilidade por Disco Difusão:
Para Staphylococcus coagulase negativa.
Se: zona de diâmetro da Cefoxitina ≤ 24mm – reportar
resultado como RESISTENTE à OXA (expressa correlação com a presença do gene MecA).
a presença do gene MecA).
Se: zona de diâmetro de Cefoxitina ≥ 25 mm – reportar
Atualizações para Staphylococcus spp.,
I
–
Teste
de
Sensibilidade
por
Disco
Difusão
-CEFOXITINA:
Sempre liberar o resultado da OXA e não da CEFOXITINA,
pois esta é um marcador in vitro daquela.
Liberar o resultado de outras drogas betalactâmicas de
acordo com o resultado da CEFOXITINA – com exceção das novas cefalosporinas com atividade anti-MRSA { Ceftaroline e Ceftobiprole}; cujos resultados deverão ser
Atualizações para Staphylococcus spp.,
I
–
Teste
de
Sensibilidade
por
Disco
Difusão
-CEFOXITINA:
Fatores críticos para determinação da resistência a OXA:
Temperatura – 33 e 35ºC em ar ambiente. Temperatura – 33 e 35ºC em ar ambiente.
Temperaturas maiores podem levar a resultados com
FALSA SENSIBILIDADE .
Tempo de Incubação – deve ser no mínimo de 24 horas para
Atualizações para Staphylococcus spp.,
II – Teste de Sensibilidade para Determinação do MIC:
A determinação do MIC de OXACILINA pode ser realizada
pela técnica tradicional de microdiluição, automação ou Etest.
Interpretação:
Para Staphylococcus aureus e Staphylococcus lugdunensis. Resistente: MIC ≥ 4 mcg/mL.
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Staphylococcus spp., e Resistência aos Glicopeptídeos:
Grupo de drogas – Vancomicina e Teicoplanina.
Os primeiros isolados que apresentaram resistência intermediária
a Vancomicina foram também resistentes a Teicoplanina. a Vancomicina foram também resistentes a Teicoplanina.
Os isolados que apresentam este perfil receberam a denominação
de GISA – Staphylococcus aureus com resistência intermediária aos glicopeptídeos.
A grande maioria continua sensível à VANCO, porém há relatos
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Staphylococcus spp., e Resistência aos Glicopeptídeos:
De uma maneira geral: um MIC de 0.5 a 2 mcg/mL é uma
concentração necessária para inibição de mais de 90% das cepas.
Os pontos de corte para Staphylococcus aureus e Staphylococcus
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Staphylococcus spp., com sensibilidade diminuída aos
Glicopeptídeos, podem ser classificados como:
1. Sensibilidade Intermediária à Vancomicina:
Staphylococcus aureus: MIC entre 4 e 8mcg/mL – VISA.
Staphylococcus coagulase negativa: MIC entre 8 – 16mcg/mL.
2. Resistentes à Vancomicina:
Staphylococcus aureus: MIC ≥ 16 mcg/mL – VRSA.
Staphylococcus coagulase negativa: MIC ≥ 32 mcg/mL.
3. Heteroresistentes à Vancomicina (HVISA):
Cepas com MIC ≤ 2 mcg/mL, com subpopulações de células
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Staphylococcus spp., com sensibilidade diminuída aos
Glicopeptídeos, podem ser classificados como:
3. Heteroresistentes à Vancomicina (hVISA):
Cepas hVISA não são facilmente detectadas no LMC de
rotina o que pode denotar falha terapêutica frente aos rotina o que pode denotar falha terapêutica frente aos Glicopeptídeos.
Para realização do antibiograma deve-se considerar as
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Qualquer cepa nesta condição deve ter sua identificação
confirmada e o resultado liberado através de MIC.
Como alternativa o disco de Teicoplanina pode compor o
antibiograma e o seu resultado sinalizar a resistência aos antibiograma e o seu resultado sinalizar a resistência aos Glicopeptídeos quando a zona de diâmetro for ≤ 11 ou MIC ≥16 mcg/mL.
Fluxo para Teste de Triagem para Glicopeptídeos
Teste de Sensibilidade por Disco Difusão usando Vancomicina e Teicoplanina bem como BHI – Vancomicina 6mcg/mL
BHI – Vancomicina – Ausência de crescimento com 24 h.
Teicoplanina com zona de diâmetro ≥ 15 mm Vancomicina: desconsiderar qualquer
crescimento
BHI – Vancomicina – Considerar qualquer crescimento com 24 h.
Teicoplanina com zona de diâmetro ≤ 13 mm Vancomicina: sem halo de inibição = 6 mm
Reportar Teicoplanina sensível e determinar o MIC da Vancomicina antes de liberar o
resultado
Possível GISA / GRSA
Checar a pureza da cultura e se está livre de contaminação. Confirmar a identificação do isolado.
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Linezolida: representante da classe das Oxazolidinonas
expressa atividade contra a maioria das bactérias Gram (+) patogênicas, incluindo MRSA e VISA.
As bactérias G(+) podem adquirir resistência à Linezolida
geralmente como o resultado de uma mutação no RNA geralmente como o resultado de uma mutação no RNA ribossomial 23S.
Este é o mecanismo mais comum de resistência ao
Staphylococcus aureus e o único relatado contra o Enterococcus faecium.
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Metodologia para Teste in vitro para Linezolida:
O CLSI padroniza metodologia de disco difusão e
microdiluição; porém alguns estudos relatam problemas com falsos resultados resistentes de Linezolida quando usada a metodologia de Etest e Vitek2
metodologia de Etest e Vitek2
Deve ser considerado que qualquer resultado resistente à
Linezolida deve ser confirmada com metodologia de microdiluição para confirmação do MIC em decorrência de sua
Staphylococcus (M2 e M7 do M100 S20) Disco difusão Zona de diâmetro em mm Microdiluição Concentração Inibitória Mínima em mcg/mL Linezolida (30 mcg/mL) S I R S I R
Critérios Interpretativos para Linezolida em Janeiro de 2010
≥ 21 -- ≤ 20 ≤ 4 -- ≥ 8 Controle de Qualidade Staphylococcus aureus ATCC® 25923 Staphylococcus aureus ATCC® 29213 Linezolida (30 mcg/dL) 25 – 31 mm 1 – 4 mcg/mL
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Macrolídeos – MLS: Eritromicina Lincosamina Clindamicina Estreptogramina B - QuinoprustinaOpção terapêutica para o tratamento de infecções estafilócicas em pele e tecidos moles, além de uma alternativa
para pacientes alérgicos à Penicilina
A resistência aos MLS pode ser Constitutiva ou Induzida
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Expressão Constitutiva – resistência a CLI e ERI é detectada
no antibiograma
Expressão Induzida – pode apresentar na leitura do teste de
sensibilidade, resistência à ERI e falsa sensibilidade à CLI.
A detecção da resistência induzida pode ser realizada pelo
D-Teste (disk test): que consiste na realização do teste de disco A detecção da resistência induzida pode ser realizada pelo D-Teste (disk test): que consiste na realização do teste de disco aproximação usando o disco de ERI e CLI na placa de antibiograma colocados a uma distância de 15 a 26 mm centro a centro
A difusão da ERI pelo ágar induz a resistência a CLI resultando em
um achatamento da zona de diâmetro adjacente ao disco de ERI com a forma da letra “D”
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Resumo das Principais Observações do Antibiograma pas
Staphylococcus spp.,
O teste de sensibilidade com Cefoxitina, Oxacilina e Vancomicina
deve ser incubado por 24h, e a temperatura de incubação não pode exceder 35ºC. Use o resultado de Oxacilina (Cefoxitina) e pode exceder 35ºC. Use o resultado de Oxacilina (Cefoxitina) e Penicilina para deduzir o resultado de outras drogas betalactâmicas.
O ágar screening de OXA 6mcg/mL.
O teste de sensibilidade com Cefoxitina, Oxacilina e Vancomicina
Atualizações para Staphylococcus spp.,
O Ágar screening Oxacilina 6 mcg/mL deve ser usado somente para
Staphylococcus aureus e não para Staphylococcus coagulase negativa. Esse ágar (BHI com 6 mcg/mL de Vancomicina) é uma metodologia para pesquisa de cepas com MIC >= 8 mcg/mL, porém não detecta todas as cepas com resistência intermediária à Vancomicina.
A metodologia do Etest pode superestimar os valores de MIC para
Vancomicina.
Laboratórios que utilizam a metodologia de disco difusão como
Atualizações para Staphylococcus spp.,
Sempre confirme o resultados de uma cepa de Staphylococcus
spp., resistente a Vancomicina, Teicoplanina e/ou Linezolida por metodologia que proporcione o MIC.
Utilizar o D-teste para detecção de resistência a Eritromicina e
Clindamicina. Clindamicina.
Atualizações para
Atualizações para
Enterococcus
spp.,
TSAQ para Organismos Problema
-Enterococcus
Os enterococos podem ser resistentes à Penicilina e à
Ampicilina, devido à produção de proteínas de baixa
afinidade ligadoras de penicilina (PBPs) ou, com menos
freqüência, devido à produção de ß-lactamase.
O teste de disco-difusão pode detectar, com precisão, isolados O teste de disco-difusão pode detectar, com precisão, isolados
com PBPs alteradas, mas não detectará, de maneira confiável, as cepas que produzem ß-lactamase.
TSAQ para Organismos Problema
-Enterococcus
Um teste positivo para ß-lactamase prediz a resistência à
Penicilina, bem como às Amino-, às Carboxi- e às Ureidopenicilinas.
Resistência à Vancomicina:
A detecção acurada dos enterococos resistentes à A detecção acurada dos enterococos resistentes à
vancomicina pelo teste de disco-difusão requer que as placas sejam incubadas por 24 horas completas (ao invés de 16 a 18 horas) e que qualquer halo de inibição ao redor do disco de vancomicina seja examinado cuidadosamente com luz transmitida para checar a existência de pequenas colônias ou de um filme de crescimento dentro do halo de inibição
TSAQ para Organismos Problema
-Enterococcus
Um resultado de categoria intermediária no teste de
disco-difusão deve ser verificado determinando-se a CIM da vancomicina para o isolado.
TSAQ para Organismos Problema
-Enterococcus
Alto Grau de Resistência aos Aminoglicosídeos:
Um Alto Grau de Resistência a Aminoglicosídeos indica
que haverá perda do sinergismo entre a combinação de uma Penicilina ou um Glicopeptídeo com um Aminoglicosídeo para o isolado de enterococos durante a terapia.
Este teste é realizado
usando discos especiais com altasconcentrações de gentamicina (120 µg) e estreptomicina (300 µg) para verificar esse tipo de resistência.
Nenhum halo de inibição indica resistência
Sugestões para verificação dos
Resultados do Antibiograma e
Resultados do Antibiograma e
Confirmação da Identificação dos
O que fazer e quando fazer frente a TSAQ com
perfis de resistência?
Quando resultados incomuns são observados recomendam-se as
seguintes ações:
Confirmar a identificação do isolado.
Repetir o antibiograma para confirmação do resultado e, se
possível, utilizar métodos alternativos.
Confirmar o resultado pela metodologia de microdiluição para
confirmar o MIC.
Verificar a possibilidade de contaminação ou problema com o
meio de cultura utilizado
Organismos Gram negativos
Enterobactérias Carbapenêmicos – I ou R
Citrobacter freudii Enterobacter spp., Serratia marcescens
Ampicilina, Cefazolina ou Cefalotina – S
Klebsiella spp., Proteus vulgaris Providencia spp.,
Ampicilina – S Providencia spp.,
Stenotrophomonas maltophilia Carbapenêmicos – S
Haemophillus influenzae
Aztreonam, Carbapenêmicos, Cefalosporinas de 3ª geração e
Organismos Gram positivos Enterococcus faecalis Ampicilina ou Penicilina - R Linezolida - R Daptomicina - NR Quinupristin – dalfopristin - S Enterococcus faecium Linezolida - R Daptomicina - NS Quinupristin – dalfopristin - R Staphylococcus spp., Linezolida – I ou R Vancomicina – I ou R Daptomicina - NS Streptococcus pneumoniae Fluorquinolonas - R Linezolida - NS Vancomicina - NS Penicilina - R Penicilina - R Streptococcus beta-hemolítico Ampicilina ou Penicilina - NS Cefalosporinas de 3ª G - NS Linezolida – NS Vancomicina – NS Daptomicina - NS Streptococcus do grupo viridans
Linezolida – NS Vancomicina – NS Daptomicina – NS Penicilina – I ou R
Qualquer organismo Tigeciclina com halo menor que 19mm Resistente a todos os agentes testados
Breve Relato para
Breve Relato para
Micro-organismos Fastidiosos
TSAQ para Organismos Fastidiosos
O meio Müeller-Hinton indicado para os patógenos
aeróbicos de crescimento rápido não é adequado
para os organismos fastidiosos.
Quando for necessário realizar testes de
disco-
Quando for necessário realizar testes de
disco-difusão dos organismos fastidiosos, o meio, os
procedimentos de controle de qualidade e os
critérios de interpretação devem ser adequados a
cada organismo
TSAQ para Organismos Fastidiosos
A
precisão
dos
testes
de
disco-difusão
para
Haemophilus
influenzae,
Neisseria
gonorrhoeae,
Streptococcus pneumoniae, estreptococos ß-hemolíticos e
do grupo de viridans tem sido demonstrada para
agentes selecionados, e esses testes são descritos nos
documentos do CLSI para cada micro-organismo em
documentos do CLSI para cada micro-organismo em
questão.
TSAQ para Organismos Fastidiosos
Espécies de Haemophilus
O meio preferencial nos testes de disco-difusão de
Haemophilus spp., é o Meio de Teste de Haemophilus, denominado HTM, em inglês.
Não se recomenda o ágar chocolate Müeller-Hinton para Não se recomenda o ágar chocolate Müeller-Hinton para
testes rotineiros de Haemophilus spp., usar uma suspensão direta da cultura. Incubando em atmosfera de CO2
ágar Müeller-Hinton (MHA) 15 μg/mL de ß-NAD
15 µg/mL de hematina bovina; e 5 g/L de extrato de levedura
TSAQ para Organismos Fastidiosos
Para fazer o HTM, prepara-se primeiramente uma solução
básica fresca de hematina, dissolvendo-se 50 mg de
hematina bovina em pó em 100 mL de NaOH a 0,01 mol/L,
aquecendo e mexendo até que o pó esteja completamente
dissolvido.
Em seguida acrescentar 30 mL da solução básica de
Em seguida acrescentar 30 mL da solução básica de
hematina a 1 L de MHA com 5g de extrato de levedura.
Após autoclavar o meio resfriá-lo a 45-50º C, acrescentar,
assepticamente, 3 mL de uma solução básica de NAD (50
mg de NAD dissolvidos em 10 mL de água destilada e
TSAQ para Organismos Fastidiosos
Espécies de Neisseria
O meio recomendado para testes com N. gonorrhoeae é o
ágar GC (base adicionado de sangue ou hemáceas), ao qual se acrescenta um suplemento de crescimento definido a 1% após autoclavar
Usar o método da suspensão diretas das colônias
provenientes de Agar chocolate overnight.
As placas são incubadas a 35º C, numa atmosfera de CO2 a
5%, durante 20 a 24 horas, antes de medir os halos de inibição
TSAQ para Organismos Fastidiosos
Streptococcus pneumoniae e Outros Streptococcus
spp.,
O meio recomendado para testes com Streptococcus
pneumoniae e outros estreptococos é o ágar
Müeller-Hinton
suplementado
por
sangue
de
carneiro
desfibrinado a 5%.
Através do procedimento de
desfibrinado a 5%.
Através do procedimento de
suspensão direta das colônias.
As placas são incubadas a 35º C, numa atmosfera de CO2
Breve Relato CLSI
Breve Relato CLSI
Documento M100 – S21
Atualizações CLSI 2011
Documento M100 – S21
Surgiu em revisão ao Documento M100-S20 de 2010;
Essa revisão abrange antimicrobianos como Cefazolina,
Ceftriaxona e Cefotaxima, para a família das Enterobactérias, as Pseudomonas aeruginosa, o Vibrio cholerae e Haemophilus spp., para identificação pela técnica de dd.
Essas alterações foram classificadas, principalmente, de 03
tipos:
Exclusão da indicação do uso de antimicrobianos,
Atualizações CLSI 2011
Documento M100 – S21
Revisão
dos
critérios
interpretativos
de
algumas
Cefalosporinas (Cefazolina, Cefotaxima, Ceftazidima e
Ceftriaxona) e do Aztreonam, publicados inicialmente em
Janeiro de 2010.
Os
critérios
interpretativos
para
Cefazolina
foram
Os
critérios
interpretativos
para
Cefazolina
foram
novamente revisados em junho de 2010.
Os antimicrobianos Cefuroxima e Cefepima também foram
novamente avaliados, entretanto, não foram necessárias
alterações em seus critérios interpretativos
Atualizações CLSI 2011
Documento M100 – S21
Exclusão para recomendação de teste:
Em infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa, de
dois antimicrobianos da classe das cefalosporinas de 3ª
geração: Ceftriaxona e Cefotaxima.
Pois possuem limitações nas indicações para o uso,
portanto a Ceftriaxona e a Cefotaxima não são mais
recomendados para teste de sensibilidade em isolados de
Atualizações CLSI 2011
Documento M100 – S21
Os demais grupos de micro-organismos não sofreram
alterações em suas recomendações de teste para esses
antimicrobianos.
O novo documento também não possui mais critérios
interpretativos para o micro-organismo Vibrio cholerae.
interpretativos para o micro-organismo Vibrio cholerae.
Todos os critérios existentes para o Vibrio cholerae foram
transferidos para um outro documento do CLSI, o M45, e
deverão ser tratados em caso de epidemia local.
Atualizações CLSI 2011
Documento M100 – S21
Todos os discos comercializados, a partir de autorização da
ANVISA, passam a ser armazenados em temperaturas que variam entre -20 e 08°C.