• Nenhum resultado encontrado

Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Dysfunctional Shoes - Arrifana (Guarda)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Dysfunctional Shoes - Arrifana (Guarda)"

Copied!
97
0
0

Texto

(1)

IREI

folitécnico

1 dalGuarda

Polytechnic o!’ Guarda

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Licenciatura em Comunicação Multimédia

Ana Rita Cardoso dos Santos

9

(2)

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Instituto Politécnico da Guarda

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O

ANA RITA CARDOSO DOS SANTOS

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADA EM COMUNICAÇÃO MULTIMÉDIA

(3)

ii

Ficha de identificação

Ana Rita Cardoso Dos Santos Nome

5007668 Nº de aluna

Instituto Politécnico da Guarda Instituição

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto Unidade orgânica

Comunicação Multimédia Curso

Prof.ª Maria de Fátima Bartolomeu Cruz Gonçalves Orientadora

Dysfunctional Shoes Organização

Estrada Nacional 221, Quinta da Fidalga, 6300-035, Arrifana, Guarda Morada

+351 924 239 059 Telemóvel

www.dysfunctionalshoes.com website

João Alexandre Ferraz Minhoto Supervisor

Licenciado em Marketing Grau académico

3 de agosto de 2015 Início de estágio

(4)

iii

Agradecimentos

Ao Instituto Politécnico da Guarda, no qual se insere a minha escola: Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto, pois foi onde adquiri todos os meus conhecimentos, formando-me assim no que respeita ao saber, mas também no que respeita ao crescimento como ser humano.

Também aos meus professores, com especial atenção à professora Fátima Gonçalves, por ter aceite ser minha orientadora de estágio, bem como por todo o apoio prestado ao longo destes meses.

À Dysfunctional Shoes, com especial atenção ao Dr. Tiago Ramalho, ao meu supervisor Dr. João Minhoto e à Dr. Carla Sousa, por desde o primeiro dia me fazerem sentir parte integrante da empresa e apoiado em todos os momentos.

À cidade da guarda, por todos os momentos que me proporcionou, fazendo assim sempre parte da minha vida, acolhendo-me ao longo destes três anos de vida académica.

À minha família, com especial atenção aos meus pais, que tantos esforços fizeram para que eu chegasse até aqui neste meu percurso académico, apoiando-me nos momentos difíceis, e comemorando comigo as alegrias, não podendo também deixar de referir os meus irmãos que sempre me apoiaram ao longo desta caminhada;

Às duas pessoas que em momento nenhum me abandonaram; Vítor e Filipa, pela paciência, pelo carinho e por todos os momentos que me proporcionaram ao longo destes três anos.

(5)

iv

Resumo

O presente relatório de estágio tem como objetivo apresentar e descrever todas as atividades e experiências vividas ao longo do estágio curricular, que teve lugar na empresa Dysfunctional Shoes, mais precisamente no setor de comunicação, onde foram executadas tarefas, no que respeita à comunicação e imagem da marca.

O setor em que me inseri na empresa Dysfunctional Shoes, diz respeito a toda a parte de comunicação da empresa e gerenciamento da imagem da mesma.

Posteriormente segue-se uma abordagem à empresa e à marca Dysfunctional Shoes, assim como a estrutura organizacional da mesma, seguindo-se a descrição de algumas das atividades realizadas ao longo do estágio curricular.

Em relação aos meios de divulgação da marca, houve a necessidade de serem melhorados e criadas novas ferramentas.

(6)

v

Índice Geral

Ficha de identificação ... ii

Agradecimentos ... iii

Resumo ... iv

Índice de Figuras ... viii

Índice de Tabelas ... x

Lista de Siglas e Acrónimos ... xi

Introdução ... 1

Capítulo I- Dysfunctional Shoes ... 4

Nota Introdutória ... 5

1. Empresa ... 6

1.1. História da empresa ... 6

2. Localização e o espaço físico ... 9

3. Estrutura organizacional... 10

4. Missão, visão e valores ... 12

5. Identidade visual ... 13

5.1. A marca ... 13

5.2. Nome ... 15

5.3. Símbolo ... 15

(7)

vi 5.5. Slogan ... 16 5.6.Comunicação ... 18 5.6.1. Interna ... 18 5.6.2. Externa ... 19 5.7. Análise SWOT... 22

Capítulo II- Atividades ... 25

Nota Introdutória ... 26 6. O estágio ... 27 6.1. Objetivos ... 28 6.2. Cronograma ... 28 7. Atividades... 31 7.1. Fotografia de produto ... 31 7.1.1. Enquadramento e composição ... 31 7.1.2. Equilíbrio da imagem... 32 7.1.3. Fotografia de produto... 32 7.1.3.1. Importância da iluminação ... 33

7.1.3.2. Opções básicas para a iluminação ... 33

7.2. Fotografia de produto ... 34

7.3. Sessão fotográfica ... 36

(8)

vii

7.5. Aplicação da marca em imagens ... 41

7.6. Reestruturação do website... 42 7.7. Base de dado ... 46 7.8. Vídeo ... 48 Reflexão Final ... 51 Bibliografia ... 53 Anexos

(9)

viii

Índice de Figuras

Figura 1- Loja Fiona Guarda ... 7

Figura 2 - Classificação das linhas ... 8

Figura 3 - Linha Pointed coleção outono/inverno ... 8

Figura 4 - Localização ... 9

Figura 5 - Estrutura organizacional ... 11

Figura 6 - Marca ... 14

Figura 7- Logótipo ... 16

Figura 8 - Slogan "WE ARE ALL" ... 17

Figura 9 - Slogan "Be a parto f it" ... 17

Figura 10 - Moda Lisboa 2012, Andreia Lexim ... 19

Figura 11 - Modelo "Capsula" ... 20

Figura 12 - Loja online ... 21

Figura 13 - Loja online ... 21

Figura 14 - Análise SWOT... 23

Figura 15 - Azrael 1.0 RM Green, original ... 35

Figura 16 - Azrael 1.0 RM Green, editada ... 35

Figura 17 - Loja online ... 36

Figura 18 - Estúdio... 37

(10)

ix

Figura 20 - Edição ... 38

Figura 21 - Loja online ... 39

Figura 22 - Sessão fotográfica ... 40

Figura 23 - Sessão Fotográfica, editada ... 40

Figura 24 - Imagem para revendedores ... 41

Figura 25 - Esboços ... 44

Figura 26 - Página principal ... 45

Figura 27 - Loja online ... 45

Figura 28 - Ficha do cliente ... 47

Figura 29 - Painel principal ... 48

Figura 30 - Imagem de entrada ... 49

(11)

x

Índice de Tabelas

Tabela 1 - Atividades do mês de agosto... 29

Tabela 2 - Atividades do mês de setembro ... 30

(12)

xi

Lista de Siglas e Acrónimos

AMA American Marketing Association

DYSF Dysfunctional Shoes

EIP Eletricidade Industrial Portuguesa S.A

ISO Organização Internacional para Padronização

(13)

1

(14)

2

“O estágio é um locus onde a identidade profissional do aluno é gerada, construída e referida.

Volta-se para o desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva e crítica e, por isso, deve ser planeada gradualmente e sistematicamente”

(Burriolla, 1995:176)

O presente relatório de estágio surge no âmbito da licenciatura em Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, sendo assim o término da licenciatura que teve início em 2012.

O estágio curricular é assim a “rampa” de lançamento para o mercado de trabalho, pois é o primeiro contacto que os alunos têm com o mundo do trabalho. É também a forma de colocar uma parte dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos ao longo deste percurso académico.

Este relatório é o resultado de três meses de estágio na empresa Dysfunctional Shoes. É uma empresa de calçado, que escoa o produto ao nível nacional e internacional.

A empresa procura melhorar o setor de comunicação, de forma a que a marca possa tomar outras proporções no mercado e atingir o público alvo a que se destina. Deparando-se com alguns problemas no que respeita à comunicação e constante atualização da marca, por exemplo Facebook, Instagram e website.

Para melhorar a parte da comunicação da empresa, foram essenciais todos os conhecimentos adquiridos ao longo da licenciatura, sendo grande parte aplicados ao longo destes três meses. Foi a possibilidade de aplicar vários conhecimentos que fez com que se tomasse como escolha a realização do estágio na empresa Dysfunctional Shoes (DYSF) querendo perceber como funcionaria uma empresa de calçado e tudo o que é necessário para que a marca pudesse ter sucesso no mercado.

O presente relatório possibilita uma apreciação dos trabalhos realizados na empresa que me acolheu, sem deixar assim de efetuar uma relação entre a prática e os conceitos adquiridos ao longo do percurso académico.

(15)

3 Este relatório encontra-se estruturado em dois capítulos. O primeiro capítulo contém uma caraterização da Dysfunctional Shoes, referindo aspetos como a história, a missão, a visão e valor, bem como uma análise SWOT, que determina pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças relativas à empresa.

O segundo capítulo descreve as atividades realizadas e respetiva contextualização teórica. As mesmas foram desenvolvidas de acordo com o plano de estágio (Anexo 1), que teve início no dia 3 de agosto de 2015 e sessou no dia 3 de novembro de 2015.

Para finalizar, será realizada uma reflexão final, que contém uma opinião sobre o estágio efetuado, bem como as experiências vividas ao longo destes meses, assim como a importância do estágio curricular.

(16)

4

(17)

5

Nota Introdutória

Neste capítulo é realizada uma contextualização da empresa onde o estágio foi realizado.

Inicialmente é feita uma abordagem à história da empresa Dysfunctional Shoes, referindo elementos relevantes sobre a empresa, como surgiu, por quem foi lançada, em que território atua a empresa, entre outros pontos.

Seguidamente será feita uma abordagem ao espaço físico da empresa e exposta a sua estrutura organizacional.

Serão referidos a missão, a visão e os valores relacionados com a empresa, apoiados em bases teóricas para que posso ser feita uma abordagem relativamente ao assunto. O mesmo será feito em relação à marca.

Posteriormente será elaborada uma análise da empresa, interna e externa, referenciando a participação da empresa em eventos como desfiles de moda, feiras, entre outros projetos em que a marca participa.

(18)

6

1.

Empresa

1.1. História da empresa

A empresa resulta da junção da marca Fiona com a marca Dysfunctional Shoes, criada pelo Dr. Tiago Ramalho que se lançou no mercado com 200 pares de amostras de sapatos, distintos dos das marcas tradicionais. Apresentam solas de borracha, formas irreverentes, proporcionando uma melhor postura e um menor cansaço. As matérias-primas utilizadas no fabrico do calçado, são totalmente concebidos em Portugal, o que transmite conforto e qualidade (Ramalho, 2015).

A Dysfunctional Shoes é uma empresa recente, com seis anos de existência, foi fundada em 2009, não dispondo de linha de produção própria, contrata os serviços de empresas situadas no norte do país. Ramalho (2015) refere que marca Dysfunctional Shoes já se encontra presente em todo o território nacional e internacional, contando assim com a parceria de mais de 40 lojas, uma delas situada na cidade da Guarda na Avenida Waterbury (Figura 1). Atingindo o mercado internacional, como por exemplo Espanha, França e Suíça. A marca conta com uma loja online, findando as distâncias físicas que tanto separam os consumidores dos produtos, bastando apenas um clique no website

www.dysfunctionalshoes.com, para efetuar a compra, com um prazo máximo de espera

(19)

7 A empresa tem atualmente mais de 9.000 pares de sapatos vendidos no mercado nacional e internacional, vindo a tornar-se uma marca de sucesso no mercado (Ramalho, 2015). O principal mercado é o nacional, com uma percentagem já significativa, sendo uma empresa recente pensa cada vez mais em apostar e expandir-se no mercado internacional trabalhando nesse sentido.

Neste momento dispõe de dois trabalhadores a tempo inteiro, Dr. Tiago Ramalho, que desempenha as mais variadas funções, desde criação dos sapatos, à escolha dos materiais, do processo de vendas, o processamento da encomenda, à faturação, vendas, pagamentos e recrutamento. Sendo também responsável pela criação e seleção de materiais a aplicar nos sapatos.

Cada sapato tem sua própria história. É feito para ser usado de uma maneira muito particular. Seu modo de ser disfuncional. No lançamento da marca, para a coleção Outono/Inverno no ano de 2009, a marca a penas lançou no mercado duas linhas diferentes de sapatos, mas na presente época, a coleção de Outono/Inverno 2015 já contou

Figura 1- Loja Fiona Guarda

Fonte: Google Maps

Loja Fiona Guarda

(20)

8 com cinco linhas diferentes: Dysf One, Dysf Three, Duplex, Pointed e Walkers, permitindo atingir vários segmentos de mercado (Figura 2).

Figura 2 - Classificação das linhas

Fonte: Captação e Edição Própria

Na Figura 3 apresentam-se algumas imagens relativas à coleção Outono/Inverno 2015, da linha Pointed. Podendo ver exemplos das restantes linhas consultando os Anexos 2 a 6.

Figura 3 - Linha Pointed coleção outono/inverno

(21)

9 A marca Dysfunctional Shoes tem como objetivo principal apresentar a melhor solução em calçado feminino, optando por um tipo de salto no caso dos sapatos femininos que permita um uso contínuo sem problemas de dores ou desconforto (Ramalho, 2015).

2. Localização e o espaço físico

A Dysfunctional Shoes é uma empresa pequena situada na cidade da Guarda, desde 2009 (Ramalho, 2015), dedicando-se à criação de calçado feminino para o mercado nacional e internacional. Na Figura 4 será visualizada a localização geográfica das antigas e atuais instalações.

Figura 4 - Localização

Fonte: Google My Maps Antigas instalações

(22)

10 As atuais instalações comportam um edifício moderno, com dimensões superiores às antigas instalações, pois com o crescimento significativo da empresa, impôs-se a necessidade de aumentar o espaço, de forma a que a empresa tivesse capacidade para continuar a crescer.

A empresa mudou para as novas instalações em 2015. O edifício não foi projetado de raiz para empresa, mas sim para a empresa Eletricidade Industrial Portuguesa (EIP), o que obrigou a adaptações do espaço à imagem da empresa Dysfunctional Shoes, ao nível de interiores, bem como o exterior da mesma.

3. Estrutura organizacional

Rezende (2008: 60) refere que a estrutura organizacional de uma empresa passa pela formalização das responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões de cada entidade que fazia parte da organização, controlando e definindo todas as atividades da empresa, relacionando os seus níveis hierárquicos, como o que compete a cada um realizar dentro da empresa, a disposição de cada membro da empresa na sua posição, representando e realizando as tarefas que lhes estão destinadas. Com todos no seu devido lugar a empresa conseguirá alcançar os objetivos a que se propôs, dando um bom funcionamento à empresa.

Por outro lado, Moraes (2010) salienta a estrutura organizacional como um esquema que representa a constituição de uma empresa de modo formal, expondo a disposição das unidades funcionais, hierarquias e as relações de comunicação existentes entre estes.

Os órgãos ou departamentos são unidades administrativas com funções bem definidas, como por exemplo: tesouraria, departamento de compras, portaria, biblioteca, setor de produção, entre outros possíveis.

(23)

11

Figura 5 - Estrutura organizacional

Fonte: Edição própria

A gestão da empresa Dysfunctional Shoes é feita principalmente pelo Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho, com o apoio do administrativo Dr. João Minhoto, responsável pelas encomendas efetuadas através da loja online, tratamento da informação dos clientes,

e-mails, contacto a fornecedores e realiza o controlo de todo o armazém, bem como stock

existente. A estagiária constituiu equipa com a Dr.ª Carla Sousa, que se encontra a realizar estágio profissional. Estas são responsáveis por toda a imagem da empresa, no qual realizam todas as fotografias de produto para serem aplicadas na loja online, sessões fotográficas para a respetiva coleção, assim como atualização e criação de imagens para as redes sociais, Facebook1, Instagram2 e website3.

1 www.facebook.com/Dysfunctional-shoes 2 www.instagram.com/dysfunctionalshoes 3 www.dysfunctionalshoes.com

(24)

12 4. Missão, visão e valores

Tobe et al. (1998) entendem missão como o objetivo para o qual a empresa ou organização é concebida. Afirma ainda que a informação deve ser clara, concisa e motivadora, para que todos trabalhem no mesmo sentido, dando destaque ao propósito da unicidade na empresa. Ao definir missão a empresa ou organização estará a criar uma ideologia que deverá ser seguida por todos os colaboradores de forma a que seja identificado o foco da empresa.

Os mesmos autores referem que a missão de uma empresa é “a síntese de como os clientes vêm a empresa, de como os empregados no seu grupo vêm a empresa, quais devem ser os produtos e serviços, de quem são os clientes e os valores a eles associados” (Tobe et

al., 1998 :62). A missão de uma organização/empresa encontra-se ligada diretamente aos

seus objetivos institucionais, e às causas pelos quais foi criada, a medida que representa a sua razão de ser.

Posto isto a missão da marca Dysfunctional Shoes é a de oferecer aos seus clientes a melhor solução ao nível do calçado, conseguindo ligar a inovação e a tecnologia, com o objetivo de proporcionar aos clientes conforto no dia-a-dia.

A visão é uma ideia mental, um plano, que traça o que a organização quer executar objetivamente nos anos circunjacentes à sua existência. A visão deve tornar-se inspiradora, clara e precisa, de modo a que todos a sintam. Colins e Porras (1998: 32-42) creem que a visão deve representar um estado do futuro desejado. Sugerindo um prazo de 10 a 30 anos, para que leve a uma visão desafiadora, dando importância ainda ao facto de a visão dever ter uma descrição clara, conduzindo à imagem da situação projetada.

Oliveira (2007) analisa a visão como os limites que os dirigentes das empresas conseguem ver dentro de um período de tempo mais extenso e de uma abordagem mais ampla. Expondo os objetivos que a empresa pretende alcançar no futuro.

É importante referir que a visão “é uma imagem mental poderosa do que queremos criar no futuro. Ela reflete aquilo com que nos preocupamos mais, representa uma expressão de como será a nossa missão e está em harmonia com os nossos valores e propósito. A visão é o resultado de um trabalho conjunto entre a cabeça e o coração. Baseia-se na realidade, mas visualiza o futuro. Permite explorar as possibilidades e as realidades

(25)

13 desejadas. Tornando-se a estrutura do que queremos criar, o que nos orienta quando fazemos escolhas e compromissos de ação” (Tobe et al., 1998 :73).

Na marca Dysfunctinal Shoes a visão incide sobre o facto de ser uma referência de calçado feminino em Portugal, mantendo para isso um vínculo entre o conforto dos clientes e a variedade de calçado da marca, assegurando assim um crescimento sustentado.

Os valores retratam os princípios morais que orientam as ações da empresa. Habitualmente, os valores são constituídos por regras morais que representam os atos dos seus administradores, criadores e colaboradores no geral. Tamayo e Gondim (1996:63) dão como conceito de valor, princípios ou crenças, estabelecidas e pensadas hierarquicamente, no que diz respeito a comportamentos favoráveis para orientar a vida da empresa e se encontram ligados a serviço de interesses individuais, coletivos ou mistos.

Tobe et al. (1998) afirmam que os valores são os padrões de comportamentos, atitudes, que as pessoas consideram naturalmente validos e de extrema importância.

Na forma de ver de Welch (2005:14) os valores são "comportamentos – específicos, práticos, tão descritíveis que deixam pouco espaço para a imaginação. As pessoas devem ser capazes de usá-los como instrumento de ordem-unida, pois eles são o como da Missão, o meio para um fim - vencer.”

A empresa Dysfunctional Shoes segue os seguintes valores: a sua diretriz no mercado, promove a qualidade e satisfação dos clientes, criação de valores, melhorando constantemente o desempenho da empresa; inovação, focalizar a gestão em processos estruturados e suportados, contribuindo para o desenvolvimento de vantagens competitivas face ao mercado.

5. Identidade visual 5.1. A marca

A American Marketing Association (AMA), refere que a marca é o nome, termo, sinal, símbolo ou desenho, que tem como objetivo a identificação dos bens e serviços

(26)

14 disponibilizados por o vendedor ou mesmo grupos de vendedores, sendo o que os distingue dos concorrentes.

De acordo com Aaker (1998) as marcas produzem valores a prazo através dos nomes e associações que lhe são adjuntas ou subtraídas das caraterísticas práticas de um produto. Para que as empresas ganhem mais cota de mercado, aumentem os lucros e criem uma diferenciação relativa da concorrência, investem no design, de forma a melhorarem a identidade corporativa da empresa e consigam alcançar os pontos referidos anteriormente.

Normalmente, as marcas são compostas por o logótipo e por um símbolo, podendo ou não conter o slogan (Figura 6).

Figura 6 - Marca

Fonte: Arquivo Dysfunctional Shoes

Ries e Laura (1998) afirmam que o nome dado a uma marca não é mais que uma palavra na mente, ou seja, um nome próprio, que, como todos os nomes próprios, geralmente se inicia com letra maiúscula, acrescentando de forma metafórica que todo e qualquer nome próprio é uma marca, quer seja ou não de apropriação do indivíduo, corporação ou comunidade.

(27)

15 5.2. Nome

O nome foi idealizado pelo impulsionador da empresa, Dr. Tiago Ramalho, direcionando o nome da marca para algo inatingível, que fizesse a empresa trabalhar sempre no sentido de alcançar o “impossível”, focando-se na palavra perfeição. Posteriormente surgiu o termo “disfuncional”, que para o fundador da empresa é visto como algo imperfeito, com lacunas, desafiando os limites.

O seu criador quis desta forma algo familiar ao público nacional e internacional, o que fez com que o nome ficasse traduzido na considerada linguagem universal, o inglês, surgindo como Dysfunctional Shoes.

Ramalho (2015) refere o nome da marca Dysfunctional, como um estado de espírito, uma forma de estar perante a vida.

5.3. Símbolo

Como nos diz Tavares (2003: 64) o símbolo funciona como uma personagem ou objeto que se associa à marca e a representa sem que haja a carência de explicação do padrão estético da marca ou de verbalização. Para completar a ideologia anterior, Chaves (2011) vê o símbolo como um elemento importante, possibilitando várias interpretações.

A Dysfunctional Shoes tem como símbolo um círculo, tendo para o Dr. Tiago Ramalho, diretor da empresa, um sentido de origem, que sugere assim um globo terrestre, pois é a nível global que ele quer estender a sua marca, o mesmo refere que associa o círculo ao modelo feminino.

O círculo está também relacionado com o movimento, pois a sua forma remete-nos para rodas e são as rodas que criam movimento, que fazem os produtos chegar aos clientes, representando também a flexibilidade e o infinito. Flexibilidade porque a marca tem a capacidade de se adaptar às necessidades dos clientes e o infinito porque segundo palavras referidas por Ramalho (2015) “a marca não tem limites”.

(28)

16 5.4. Logótipo

Como refere Lampreia (1998: 50) uma empresa, “para subsistir, tem de sair do anonimato e um logótipo singular será entre os demais, um sinal de distinção e a sua primeira arma. O logótipo é a assinatura institucional da empresa que sintetiza a sua atividade e que faz a distinção perante outras empresas do mesmo ramo” (Figura 7).

Lampreia (1998: 50) considera que o código visual representa uma mensagem que se quer transmitir, por isso, o logótipo deve estar tecnicamente bem desenvolvido para que não haja distorção e ruídos na mensagem que se pretende comunicar. É necessário um estudo das formas e cores que compõem o logótipo para estes serem associados corretamente aos objetivos da empresa, aos serviços, missão e valores.

5.5. Slogan

Baker e Balmer (1997: 366) referem que o slogan é “uma pequena frase ou declaração que resume a missão, propósito ou posicionamento da organização, produtos ou serviços oferecidos”. O slogan é uma forma da identidade da empresa se afirmar, querendo transmitir um determinado conceito que a empresa ou organização pretende que fique na mente dos consumidores, tendo também uma relação com a forma como a empresa pretende ser percecionada.

Na marca Dysfunctional Shoes existem dois slogans, segundo informações dadas pelo Dr. Tiago Ramalho ao longo do estágio. Os mesmos estão presentes nos produtos da marca, sendo mencionados também em conteúdos da marca, tais como: website, Facebook e

Figura 7- logótipo

(29)

17

Instagram. A marca é representada pelos slogans: “WE ARE ALL” (Figura 8) / “BE A PART OF IT” (Figura 9).

Figura 8 - Slogan "WE ARE ALL"

Fonte: Arquivo Dysfunctional Shoes

Figura 9 - Slogan "Be a parto f it"

Fonte: Arquivo Dysfunctional Shoes

“Faz parte disso” e “somos todos” é uma forma da empresa chamar atenção de todos os consumidores levando-os a sentirem vontade de fazer parte deste mundo disfuncional, cativando também os consumidores para criatividade, profissionalismo e qualidade que caraterizam a marca. Querendo que todos sintam vontade de fazer parte deste “mundo

(30)

18 disfuncional”. Para o Dr. Tiago Ramalho, diretor da empresa, todos temos algo de disfuncional, de diferente e o calçado desperta este sentido disfuncional.

5.6. Comunicação

A comunicação para Pasadori (2009: prefácio) é “um diferencial competitivo dos mais singulares para as organizações. Parte indissociável de uma cultura de diálogo, mais do que uma ferramenta é o valor estratégico, criado ao longo do tempo, com o propósito de agregar equipas de trabalho, organizar mensagens e, sobretudo, integrar estratégias de negócios com a indispensável motivação para levá-las à prática”.

Bahia (1995) que cada campo da comunicação adquire uma menção própria, não podendo tornar-se indiferente ao avanço da tecnologia. As estratégias de comunicação, isto é, os modelos ou sistemas organizados pela empresa para fornecer informações, interna e externamente.

Comunicação empresarial é o processo, conjuntos de métodos, técnicas, recursos e meios, pelo qual a empresa de dirige ao público interno e externo à empresa (Bahia, 1995).

Bahia, (1995: s/p) “quando a empresa constitui um elemento de comunicação com a sociedade, alcança especializações como relações públicas, jornalismo, publicidade, marketing e outras áreas, tornando-se um pólo de informações”.

5.6.1. Interna

Kunsch (1997: 129) afirma que a comunicação interna “não pode ser algo isolado do composto da comunicação integrada e do conjunto das demais atividades da organização”, sendo que a sua eficiência irá depender de um trabalho de equipa entre as áreas de comunicação e de recurso humanos, a direção de todos os empregados envolvidos.

Na empresa Dysfunctional Shoes, a comunicação interna é realizada via e-mail e comunicação cara-a-cara, a empresa é composta por uma dimensão estrutural alargada, mas todos os colaboradores incluindo o diretor se concentram numa sala de pequenas dimensões para que assim exista um envolvimento de todos em todos os projetos, criando um ambiente de proximidade entre todos os que daquela empresa fazem parte, originando um meio de trabalho informal.

(31)

19 5.6.2. Externa

A comunicação externa para Bahia (1995: 16) é um elemento fundamental para qualquer empresa, sendo a que abrange consumidores, clientes, fornecedores e o público afetado por jornais, revistas, rádio, televisão, agência de notícias, entre outros elementos importantes para que exista uma boa e eficaz comunicação externa.

Rego (1986: 50) afirma que “esta categoria de comunicação compreende as mensagens recebidas ou enviadas pela organização para fornecedores, consumidores, poderes públicos, para o mercado”

A Dysfunctional Shoes gosta de interagir com todos os seus clientes de forma a criar proximidade, articulando com os mesmos pessoalmente, para assim poder perceber se o cliente está satisfeito. Não é apenas aos clientes que a marca de dirige pessoalmente, é também aos potenciais clientes. A marca procura novos clientes, deslocando-se às lojas, apresentando os produtos, dentro e fora do país.

A marca já esteve presente por dois anos consecutivos na Moda Lisboa, estreando-se em 2012 (11 a 14 de outubro), com alguns pares de sapatos da coleção Spring/Summer´13 a serem usados, pela estilista Andreia Lexim, como mostra a figura seguinte (Figura 10).

Figura 10 - Moda Lisboa 2012, Andreia Lexim

(32)

20 Posteriormente aparece também associada ao estilista Dino Alves, tendo participado na 40ª edição da Moda Lisboa em 2013 (11 a 14 de outubro), em que Dino Alves apresentou a sua coleção “Next Page”, todas as modelos desfilaram com calçado Dysfunctional Shoes criado em parceria com Dino Alves, tendo sido dado o nome de “Capsula” ao modelo da coleção Outono/Inverno 2013, ajudando a dar visibilidade à marca. Podendo ver na figura 11 a imagem à qual foi feita referência no website4 da Vogue Portugal.

Figura 11 - Modelo "Capsula"

Fonte: Dysfunctional Shoes

A loja online, da marca Dysfunctional Shoes, é um potente meio de comunicação, tendo tido cada vez mais procura por parte dos clientes, que pretendem adquirir modelos

Dysfunctional.

Sendo a encomenda feita através da loja online (Figura 12), a empresa tem a preocupação de contactar o cliente, inicialmente via e-mail e posteriormente via telefone, para que possa ser tratado do respetivo pagamento Numa fase posterior o cliente ao receber a encomenda é contactado, para que haja um feedback em relação ao produto adquirido.

4 http://www.vogue.xl.pt

(33)

21

Figura 12 - Loja online

Fonte: www.dysfunctionalshoes.com – acedido em 20.11.2015

A Dysfunctional Shoes está em constante evolução, apostando de forma mais acentuada no seu website5 (Figura 13), sendo através dele que se quebram as barreiras de tempo e espaço. Contêm informações sobre a empresa, nomeadamente um resumo da história, informação sobre as coleções e a loja online.

Figura 13 - Loja online

Fonte: www.dysfunctionalshoes.com – acedido em 20.11.2015

5 www.dysfunctionalshoes.com

(34)

22 Ao longo do tempo, tem vindo a mostrar-se um elemento fundamental para o crescimento da empresa, é através dele que o publico pode aceder ás coleções efetuar compras e contactar também com a empresa para esclarecimento de dúvidas. Funciona assim como o primeiro contacto que o cliente tem com a marca.

5.7. Análise SWOT

A análise SWOT6 para Daychoum (2007: 7) é uma ferramenta utilizada para efetuar uma

análise dos ambientes ou cenários, utilizada como base para uma gestão e planeamento estratégico de uma organização.

Este tipo de análise consiste em sistematizar os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças da empresa, de modo a que possa ser feita uma análise competitiva da empresa em causa. Após a realização da análise SWOT, o objetivo da empresa é modificar os pontos fracos em pontos fortes, usufruir das oportunidades e proteger-se das ameaças.

No quadro que se segue é apresentada a análise SWOT da Dysfunctional Shoes (Figura 14).

6 Acrónimo das palavras forças (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e

(35)

23

Figura 14 - Análise SWOT Fonte: Edição própria

A empresa Dysfunctional Shoes apresenta como pontos fortes, a elevada polivalência dos trabalhadores, em que sendo uma empresa pequena todos têm que realizar tarefas relacionadas com gestão, encomendas, entre outras necessárias para que a empresa possa evoluir, realizando todo o tipo de tarefas com exigência e profissionalismo.

Cada vez mais lojas procuram a marca, sendo que para além de ser uma marca nacional, o calçado é de grande qualidade, sendo um dos pontos fortes da Dysfunctional Shoes.

A constante inovação constitui outra das forças, a empresa procura sempre adaptar-se às necessidades do mercado, criando coisas novas e diferentes do que é habitual, tornando-se irreverente e ao mesmo tempo adaptáveis ao necessário conforto para o dia-a-dia.

A empresa facilita também nas formas de pagamentos, tendo ao dispor do cliente duas formas para realizar o pagamento ao efetuar uma compra na loja online, sendo elas à cobrança e por transferência bancária, evitando assim transtornos para o cliente.

(36)

24 Em relação aos pontos fracos destaca-se a falta de informação no site, como por exemplo sobre a própria marca. O incumprimento dos prazos de entrega aos fornecedores é também um dos pontos fracos o que leva a atrasos para o cliente, conduzindo muitos deles a desistir das encomendas, sendo prejudicial para a empresa.

A Dysfuntional Shoes não dispõe de um revendedor de marca própria, o que leva a alguma instabilidade e menor visibilidade da marca.

Por outro lado, surgem oportunidades de evolução para a empresa, como o desenvolvimento de novos produtos, como por exemplo criar edições limitadas, para as diferentes épocas festivas, tendo o exemplo do natal, criação de coleções masculinas, crescimento do público alvo e uma maior aposta na internacionalização. Ter artigos em promoção na loja online para que consiga abranger diferentes classes sociais, não se restringindo apenas à média alta.

Cada vez mais a empresa vê a internacionalização como uma oportunidade de crescer, tentando alcançar uma maior área internacional, visitando lojas em Barcelona por exemplo.

Olhando para a concorrência do mercado atual no setor do calçado, existem sempre ameaças, sendo a falta de verbas para levar a empresa a evoluir, sendo que existem custos elevados para por exemplo um simples molde de sapato. Para que exista uma maior rapidez na fabricação a empresa não pode ter apenas um molde, tornando-se complicado para quem cria e arrisca no seu próprio negócio, sem qualquer tipo de apoio.

(37)

25

(38)

26

Nota Introdutória

A realização do estágio curricular é um elemento crucial para a formação académica do estudante.

A licenciatura em Comunicação Multimédia engloba diversas vertentes, como som, imagem, vídeo, design, web, entre outras possíveis, o que leva a que exista uma certa dúvida na hora de escolher a área em que se devem especificar.

O estágio tem duração de três meses, em que ao longo desse tempo o estagiário tem que aplicar conhecimentos, adaptar-se e ganhar novos conhecimentos, tentar aprender o máximo que conseguir e interessar-se por aprender coisas novas na empresa acolhedora.

A Dysfunctional Shoes foi a entidade que me acolheu ao longo destes três meses. É uma empresa que explora os diversos recursos dos seus funcionários, conseguindo com que se adaptem a diversas áreas fundamentais para o bom funcionamento da empresa, existindo um espírito de interajuda fundamental para que todos possam evoluir.

Antes da aluna realizar o estágio dirigiu-se às instalações da Dysfunctional Shoes, para expor a proposta de estágio curricular, entregando o curriculum vitae.

O Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho foi quem realizou a entrevista à potencial estagiária, aceitando posteriormente a proposta de estágio curricular.

Existiu um posterior contacto com a empresa na medida de conhecer as novas instalações, pois na primeira deslocação à empresa, a mesma encontrava-se a mudar de espaço, no qual tive oportunidade de conhecer outro membro da empresa, João Minhoto, que se tornou supervisor da estagiária, devido à ausência do Diretor Geral.

Após aprovação da Dysfunctional Shoes, foram delineados os objetivos a levar a cabo até à data do término do estágio.

(39)

27

6. O estágio

O estágio curricular relativo a um aluno de ensino superior, é um elemento muito importante para o término do percurso académico, dando-lhe assim bases para a entrada no mercado de trabalho, exercitando e aperfeiçoando toda a formação teórico prática que adquiriu ao longo do percurso académico.

A escolha da empresa Dysfunctional Shoes como empresa acolhedora para a realização do estágio, surgiu de uma procura de empresas possíveis na cidade da Guarda por intermédio do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais, do Instituto Politécnico da Guarda, no qual surgiu uma empresa totalmente desconhecida.

A empresa estava assim a aceitar alguém para estágio curricular e posterior oportunidade de estágio profissional, para a empresa reunir condições para levar a cabo a criação de um novo departamento, o de comunicação.

A escolha desta empresa deveu-se ao facto de ser uma empresa pouco conhecida, o que faria com que pudesse vir a ter um papel importante na parte da publicitação da empresa. Deste modo poderia assim trabalhar em diversas áreas, adquirindo experiência e aperfeiçoando a técnica nas diferentes áreas, como fotografia, web design, vídeo, armazenamento de dados e tratamento de imagem.

No primeiro dia de estágio foram realizadas apresentações mais formais, onde se conheceu o outro membro integrante área administrativa, trabalhando em conjunto com o Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho, bem como a estagiária com quem iria formar equipa no departamento de comunicação, já licenciada em comunicação multimédia, encontrando-se a realizar estágio profissional.

Foram também delineados os objetivos a levar a cabo no decorrer no estágio curricular por parte da estagiária (Anexo1).

(40)

28 6.1. Objetivos

O plano de estágio curricular tem como finalidade a definição dos objetivos e as aptidões a desenvolver no decorrer do estágio (Anexo 1). Os objetivos definidos foram os seguintes:

desenvolvimento de conteúdos para a página web;

aplicação e realização de conteúdos para a loja online;

realização de imagens para o Facebook e Instagram;

 fotografia de produto;

 tratamento de imagem;

 criação de base de dados;

 entender o funcionamento da empresa;

 aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo da minha formação académica;

 diferenciar todas as linhas de calçado existentes;

 representar uma mais-valia para a empresa, cumprindo as expetativas da

Dysfunctional Shoes.

O plano de estágio delineado foi efetivado positivamente, bem como as atividades e desafios propostos.

6.2. Cronograma

No decorrer dos três meses de estágio curricular foram levadas a cabo diversas atividades na empresa. Seguidamente serão vistas essas mesmas atividades de forma geral, através de cronogramas realizados, divididos por meses.

As atividades realizadas nos cronogramas são as seguintes:

fotografia de produto: atividades relacionadas com o registo fotográfico de todas as coleções que forem necessárias, bem como efetuar o registo fotográfico de possíveis defeitos de fabrico, para poderem ser reenviados aos fornecedores e a realização de seções fotográficas;

(41)

29

backoffice: atividade em que foi solicitado à estagiária a colocação de todas as fotografias já tratadas da coleção de outono/inverno 2015, já tratadas e com as respetivas dimensões;

web design: atividades relacionadas com a criação de páginas web em que engloba toda a fase de pesquisa de informação, realização de mockups7 e modificações;

pesquisa e tratamento de imagens: atividades em que foi solicitado ao estagiário a pesquisa e respetivo tratamento de imagens para aplicação em redes sociais e

websites;

 outros: destina-se às atividades elaboradas pela estagiária em auxílio aos colaboradores da empresa como organização de documentos, organização de pastas com imagens de determinados sapatos pedidas por os agentes8 da empresa, com o devido tratamento das imagens, como a colocação da marca nas imagens pedidas.

Ao longo do mês de agosto, as atividades incidiram na fotografia de produto, bem como tratamento de imagens, sendo as fotografias referentes à coleção de outono/inverno 2015.

Para além das atividades referidas no mês de agosto, foi ainda realizada organização das pastas, com as informações dos clientes e colocação da marca em imagens para publicidade (Tabela 1).

Tabela 1 - Atividades do mês de agosto

Fonte: Edição própria

7 Um mockup é um protótipo que fornece pelo menos parte da funcionalidade de um sistema e permite o

teste de um projeto.

(42)

30 No que respeita ao mês de setembro, a estagiária continuou com a fotografia de produto de toda a coleção de outono/inverno 2015, com o respetivo tratamento das imagens. As mesmas imagens foram colocadas no backoffice, já com os tamanhos adequados para colocar no website e nas quatro posições, lateral, atrás, cima e par.

A estagiária começou a tratar as imagens da sessão fotográfica oficial da marca e elaborou um protótipo para o novo website da empresa (Tabela 2).

Para além das atividades referidas no mês de setembro a estagiária efetuou o tratamento de imagens específicas a pedido dos agentes da marca.

Tabela 2 - Atividades do mês de setembro

Fonte: Edição própria

Ao longo do mês de outubro, as tarefas debruçaram-se sobre fotografia de produto, tratamento de imagem e criação de uma base de dados para a empresa (Tabela 3).

Tabela 3 - Atividades do mês de outubro

Fonte: Edição própria

(43)

31

7. Atividades

7.1. Fotografia de produto

Pupo (2011:15) vê a fotografia enquanto técnica, sendo o método fotográfico que está por trás das imagens que observamos. Os objetos refletem luz, sendo a mesma orientada por uma lente para dentro da máquina fotográfica, a mesma fixa a imagem resultado do processo de reflexão de luz como referido anteriormente.

Como refere Marchioni (2010), a fotografia surge no século XIX, transportando consigo muitas renovações. Anteriormente, as ilustrações dependiam única e exclusivamente da competência do pintor, posteriormente com a chegada da câmara, a realidade poderia ser exposta e visualidade de forma real, de forma igual ao que está a ser retratado.

A fotografia pode também ser vista como uma linguagem, pois transmite-nos ideias e significados que cada um dos observados irá atribuir à imagem, sendo a fotografia utilizada para inúmeras finalidades tais como: fins jornalísticos, comerciais, políticos, artísticos, sociais, entre outros possíveis (Pupo, 2011:15).

O processo fotográfico inicia-se assim com a criação de uma imagem no interior de um espaço sem luminosidade. Os raios luminosos são assim refletidos em linha reta, logo, ao incidirem sobre uma abertura que interligue uma área escura ao exterior, projetam-se no fundo desse espaço, gerando uma imagem inversa, correspondendo à luz refletida pelos objetos, sendo intitulado de “princípio da câmara escura” (Pupo, 2011:16).

7.1.1. Enquadramento e composição

Pupo (2011:20) refere enquadramento como “o quadro que delimita a imagem” e a composição sendo “a organização da imagem no quadro” tornando-se dois aspetos relevantes para quem quer conceber imagens de qualidade, imagens capazes de transportar a mensagem que o fotógrafo pretende passar a quem as visualiza.

Realizando uma abordagem ao enquadramento e composição, o fotógrafo tem a capacidade de tomar decisões e fazer escolhas, no que se refere aos pontos de vista, tendo a “tradição fotográfica” determinadas regras, bastante úteis para quem fotografa, ficando

(44)

32 dotados de uma maior capacidade análise das imagens, conseguindo perceber o porquê de uma comunicarem mais eficazmente que outras. Utilizar essas regras não é uma obrigação, é deixado à liberdade e criatividade de cada fotógrafo (Pupo, 2011:22).

7.1.2. Equilíbrio da imagem

O equilíbrio da imagem é a impressão que o fotógrafo consegue ter de que o enquadramento e a composição são os apropriados para a imagem que quer captar, podendo ser visto esse equilíbrio pelo observador ao avaliar a imagem (Pupo, 2011:23).

7.1.3. Fotografia de produto

McLuhan (1974: 219) vê a fotografia como um rival, “um usurpador da palavra, falada

ou escrita.” Por outro lado, Ferreira (2010: 102) salienta que a fotografia auxilia na memorização do cliente na hora de se lembrar da publicidade e ajuda na marca registada do produto, de forma a fazer a diferença junto da concorrência.

A fotografia de produto funciona como estímulo, promovendo memórias e experiências, ativando sensações ou mesmo identificações com algum contexto, bem como com a relação de vendas, ajudando no ato do consumo (Ferreira, 2010).

No que respeita a confiança, a imagem é a representação do resultado final de um produto, funcionando como uma auxilio na hora do consumidor efetuar a escolha. Não provando assim a qualidade ou veracidade de um produto, mas é uma forma de reforçar e demostrar a mensagem que vem por exemplo numa publicidade, servindo também de associação para marcas de renome (Ferreira, 2010: 99).

Sant’Anna (1998: 181) afirma que a fotografia de produto funciona como “um estimulo, subtil, mas que tem um enorme poder, desencadeando desejos e interesses.”

As cores de uma fotografia aliciam o público e prende atenção dos consumidores. A fotografia de produto possui vários elementos que atraem, em que colocados numa publicidade tem a função de, chamar atenção, dar mais veracidade aos objetos, estimular a ação, embelezar o objeto, tornando-o mais atrativo (Sant’Anna, 1998:81).

(45)

33 Ferreira (2010: 104) refere a iluminação como um fator importante na fotografia de produto, sendo que qualquer imagem perde resolução e qualidade se não for iluminada corretamente. Um produto ao ser fotografado tem que manter as suas propriedades reais, como por exemplo a cor.

A fotografia de produto requer um espaço especifico para fotografar, para dessa forma se poder ajustar a luz e termos a mesma luz em todos os produtos fotografados (Ferreira, 2010: 105).

7.1.3.1. Importância da iluminação

Richards (2014) vê a luz como meio de comunicar e traduzir o que vemos a partir do visor de uma máquina fotográfica, interferindo de forma direta no objeto e imagem. Com a inexistência de luz, seria necessário ter que aumentar o ISO9, diminuir a velocidade do

obturador e abrir ao máximo o diafragma para que exista uma melhor exposição.

A iluminação traz flexibilidade e controlo em qualquer área da fotografia ou estúdio que se deseje explorar. Já no que respeita a luz natural não conseguimos ter o mesmo controle, a mesma vai-se alterando ao longo do dia. No estúdio não acontece, a luz pode ser posicionada onde se desejar, existindo um controle da luz e da quantidade de luz desejada para o objeto ou numa determinada área do objeto. O facto de termos controle sobre a iluminação desperta também a criatividade do fotografo (Richards, 2014).

7.1.3.2. Opções básicas para a iluminação

No que respeita à iluminação existem algumas opções, sendo elas. As luzes quentes, frias e flashes, cada uma delas constituídas por caraterísticas próprias, sendo necessário assim considerar alguns elementos importantes na altura de selecionar qual a iluminação mais adequada à situação: controle, saída de potência, área de cobertura e qualidade da luz (Richards, 2014).

9 ISO é a sigla de International Organization for Standardization, ou Organização Internacional para

Padronização, em português. É a medida que indica a sensibilidade do sensor da câmara à luz do ambiente, ou seja, quanto maior o ISO, maior a sensibilidade do sensor à luz, e quanto menor o ISO, menor será luz percebida pelo sensor da câmara.

(46)

34 As luzes frias, não são “frias” como o próprio nome remete, é uma referência à temperatura da luz que emitem, sendo quase inexistente, quando comparadas com as luzes quentes, que aquecem depois de minutos de uso, as mesmas não aquecem pois são compostas por luzes fluorescentes (Richards, 2014).

As luzes quentes geralmente são compostas por lâmpadas de halogénio de quartzo de 500 e 800 watts que proporcionam uma fonte de luz segura e constante (Richards, 2014).

Em ambas opções de iluminação, podem apresentar cores estranhas, que devem ser consideradas, pois isso irá afetar o resultado final, e a cor relativa à exposição tornar-se-á muito azul, laranja, ou amarela, devendo assim certificar-se que foram definidos o balanço de brancos com a configuração correta (Richards, 2014).

Ramalho (2012) afirma que a intensidade da luz afeta a qualidade da imagem de forma considerável. Tornando-se influenciada por diversos fatores, como a intensidade da fonte de luz, os materiais que os raios de luz atravessam até atingir o objeto e a distância a que a luz se encontra do mesmo. Existe um maior controle das fontes de luz num estúdio, possibilitando a alteração da fonte de acordo com as necessidades existentes.

7.2. Fotografia de produto

A primeira tarefa foi a captação de imagens referentes à coleção de outono/inverno 2015, com a finalidade de serem colocadas na loja online. Inicialmente começou-se por realizar um briefing sobre alguns parâmetros a ter em conta, analisando e recolhendo todas as ideias expostas para o sucesso do primeiro projeto, bem como o local ocioso para realizar as fotografias e o material disponível para o efeito.

Foi realizada uma pesquisa de modo a que em conjunto com a Dr.ª Carla Sousa, o projeto começasse a ganhar forma. A pesquisa em sites de sapatos, por forma a verificar as disposições mais habituais para apresentar um determinado sapato na web, levando o cliente a visualizar todos os pontos do produto, bem como todas as variações de cor existentes num determinado modelo, tornando-se essencial para o êxito da atividade.

Foi elaborado um plano de todo o projeto, criando etapas a seguir de forma a que o processo pudesse ser mais rápido e eficaz. Inicialmente foram tiradas todas as fotografias

(47)

35 e só depois a edição das mesmas. A figura 15 apresenta fotografias em bruto captadas a quando da sessão fotográfica.

Figura 15 - Azrael 1.0 RM Green, original Fonte: Captação própria

Após ter-se tratado algumas imagens, foram enviadas para o Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho, para poder avaliar o trabalho realizado. Pretendeu-se nesta atividade, fornecer uma maior perceção da realidade do sapato, pois neste tipo de fotografias, o objeto não deve ter brilhos exagerados nem alterações de cor. Tentou-se assim, “jogar” com a iluminação, para criar pontos de luz, ajustando dessa forma a mesma, para que não se tornar-se um sapato “artificial”, tendo em alguns dos sapatos que ter em conta o excesso reflexos. Um sapato de verniz cria mais reflexos e como nunca podem ser exagerados deve ter-se um cuidado acrescido (Figura 16).

Figura 16 - Azrael 1.0 RM Green, editada Fonte: Captação e edição própria

Após terminada toda a edição das imagens, procedeu-se à realização de testes para disponibilizar o conteúdo na internet, testando o tamanho das imagens. No website é necessário definir um tamanho para todas as imagens, umas em miniatura e outras em tamanho grande. A miniatura é o que aparece inicialmente e ao clicar vai aparecer a fotografia definida com o tamanho maior. Concluídos os testes necessários passou-se à distribuição do projeto online. Na figura 17 é apresentado o modelo aplicado à loja online, com as correspondentes variações de cor já aplicadas.

(48)

36

Figura 17 - Loja online

Fonte: www.Dysfunctionalshoes.com

Após ter-se inserido todas as fotografias, com a respetiva referência de cada sapato, o

website foi verificado pelo Dr. Tiago Ramalho e pelo supervisor da estagiária na empresa

Dr. João Minhoto. A tarefa foi concluída com sucesso, tendo uma apreciação positiva de toda a loja online, por parte da entidade. Ao longo do estágio, foram existindo modelos que era necessário fotografar, editar e proceder à publicação online, sendo uma tarefa que chegava a ser diária. A empresa nem sempre tinha disponíveis todos os modelos e era necessário aguardar que os mesmos dessem entrada em armazém.

Nos Anexos 2 a 6 são apresentados alguns modelos relativos à coleção de outono/inverno 2015.

7.3. Sessão fotográfica

No decorrer do estágio, foi proposto que se planeasse uma sessão fotográfica de toda a coleção de outono/inverno 2015, de forma a que as fotografias fizessem parte da loja

online. No briefing inicial do projeto ficou definido como objetivo a captação de todos os

(49)

37 pesquisa sobre a melhor posição dos pés da modelo para sobressair o sapato e proporcionar ao cliente uma maior segurança no ato da compra, evitando devoluções.

Após ter sido encontrada a posição mais adequada foi necessário recriar um pequeno estúdio, não dispondo a empresa de um estúdio para o efeito. Foram posicionados os elementos de iluminação necessários para criar um bom ambiente fotográfico, como pode ser visualizado na Figura 18.

Figura 18 - Estúdio

Fonte: Edição própria

Foram iniciados os testes fotográficos, com a modelo Marthe Santos, mostrando os resultados ao supervisor Dr. João Minhoto, tendo tido a aprovação do mesmo. Após ter sido dada por terminada a sessão fotografica (Figura 19), foi necessário realizar a sua edição (Figura 20). As fotografias foram inseridas na loja online, tendo sido necessário alterar ou dar um aspeto mais limpo ao fundo da imagem, por forma a complementar as fotografias referidas na atividade anterior.

(50)

38 .

Figura 19 - Original Fonte: Edição própria

Figura 20 - Edição

Fonte: Edição Própria

As fotografias com os sapatos calçados foram um complemento à loja online (Anexo 7). Finalizado todo o processo de edição, procedeu-se à fase de inserção na loja online. Foi necessário acrescentar cada fotografia às da atividade anterior, selecionando cada modelo correspondente dos sapatos calçados.

Finalizada a aplicação de todas as fotografias, o Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho e o administrativo Dr. João Minhoto reviram todas as fotografias, para que desse modo não existissem erros ou trocas de modelos.

(51)

39

Figura 21 - Loja online

Fonte:www.dysfuntionalshoes.com

Após terem sido confirmados eventuais lapsos no que respeita à edição, procedeu-se à introdução das fotografias na loja online (Figura 21).

7.4. Tratamento de imagem da sessão fotográfica oficial

Foi necessário fazer o tratamento e seleção de imagens da sessão fotográfica realizada em Lisboa, por uma fotógrafa, para o catálogo da coleção de outono /inverno 2016 (Anexo 8), produzido por uma empresa externa, plataforma jota.10 Foi entregue um PDF, com todas as fotografias da sessão fotográfica, tendo que ser selecionadas e editadas.

Feita a seleção, foram mostradas ao Diretor Geral, Dr. Tiago Ramalho, para assim ter a sua confirmação. As fotografias foram selecionadas tendo em consideração as expressões de cada modelo, onde o sapato sobressaía mais, o cenário e o próprio enquadramento da modelo no meio envolvente. Na Figura 22 é apresentada umas das fotografias que irá fazer parte do catálogo de outono/inverno 2016.

10 Empresa de desenvolvimento de estratégias de comunicação e marketing diferenciadas e específicas para

(52)

40

Figura 22 - Sessão fotográfica

Fonte: Captação fotógrafa da sessão

Após a seleção das fotografias com a aprovação do Diretor Geral, Dr. Tiago Ramalho, procedeu-se à edição das mesmas, colocando um efeito de forma a dar mais claridade à fotografia e um aspeto mais frio (Figura 23).

Figura 23 - Sessão Fotográfica, editada

(53)

41 7.5. Aplicação da marca em imagens

Numa reunião realizada pelo Diretor Geral, Dr. Tiago Ramalho e Dr. João Minhoto, foi referido que a empresa tinha como hábito enviar imagens alusivas aos produtos aos seus revendedores para aplicação nas redes sociais e website. Assim foi proposto que a marca se aplicasse em todas as imagens, visto que anteriormente a imagem era enviada sem o elemento identificativo. Após a aprovação, fez-se uma pesquisa da localização perfeita para a colocação da marca, efetuando alguns testes, por forma a se sobressair em todas as imagens. Optou-se por colocar a marca no canto superior direito (Figura 24) em todas as imagens relativas à coleção a serem enviadas para os revendedores da marca.

Figura 24 - Imagem para revendedores

(54)

42 Sendo esta uma tarefa regular, pois as lojas revendedoras diariamente pretendiam atualizar as suas páginas das redes sociais com imagens alusivas ao modelo que dispõem em loja, apelando ao consumo.

7.6. Reestruturação do website

Zeldman (2007: s/p) refere que webdesign é a “criação de ambientes digitais que facilitam e incentivam a atividade humana, reflete ou adapta-se a vontades individuais e conteúdos; e muda graciosamente ao longo do tempo enquanto mantém a sua identidade”.

Por outro lado, Santos (2009:33) entende que o webdesign é uma atividade direcionada para a criação de páginas web, para que todos possam aceder e ver as informações nessa página. Para a criação de páginas web é necessária a combinação de saberes técnicos e artísticos, para que intensifique os conceitos de:

 usabilidade11;

 aparência12;

 visibilidade13;

 acessibilidade14.

As páginas web devem sem compostas com conteúdos importantes e úteis aos olhos do utilizador, sendo que é o conteúdo que leva os utilizadores a aceder às páginas web, é o conteúdo que estimula os utilizadores (Santos, 2009:33). É necessário levar a cabo uma estratégia que determine o público-alvo e as necessidades do mesmo, de forma a proporcionar-lhe conteúdos claros e objetivos, de forma a que utilizador não abandone o

website. Como refere Santos (2009:33) na sua reflexão conceptual o utilizador consegue

num ápice responder às seguintes questões:

 onde estou? (presente);

 onde posso ir? (futuro);

 onde eu estive? (passado).

11 É a facilidade que o utilizador tem em utilizar a ferramenta para executar a tarefa desejada. 12 É o que o utilizador vê logo a partida.

13 É o tempo que o utilizador vai levar a aceder e interpretar a informação desejada.

14 É o adaptar o tipo de informação aos diferentes tipos de utilizadores, nomeadamente aos que possuem

(55)

43 Todo o web designer deve ter a capacidade de criar um design apelativo, motivando o público-alvo, devendo ter em conta algumas das incapacidades que assistem alguns utilizadores, como por exemplo a falta de visão. Devem ser criadas alternativas para que as dificuldades de alguns utilizadores sejam ultrapassadas, dando-lhes a oportunidade de aceder aos diversos tipos de conteúdos (Santos, 2009: 34).

Tendo como base os conteúdos adquiridos ao longo do percurso académico, foi levado a cabo um modelo de estratégia para a conceção de produtos multimédia:

 análise e planeamento: reunir ideias e palavras chave, pesquisa, tratamento e planeamento da informação;

design: implementação de esquemas de navegação, conteúdos e interfaces, elaborando protótipos;

 produção: realização, obtenção e montagem de conteúdos;

 teste e validação: conformação da funcionalidade e verificação de todas as funcionalidades da aplicação;

distribuição e manutenção: distribuição na internet ou mercado.

Ao longo do estágio, existiram várias reuniões, nas quais a estagiária teve oportunidade de dar sugestões para melhorar a imagem da empresa, bem como outros aspetos a ter em conta dentro da mesma. A estagiária sugeriu que existisse uma reestruturação do website da empresa. Após uma análise ao atual, foram verificados alguns aspetos que não facilitam o acesso aos clientes, como por exemplo no que respeita à acessibilidade bem como usabilidade, é necessário efetuar um número de cliques elevado para se chegar a um determinado sapato, sendo também confuso para quem não conhece a marca e não estiver familiarizado com os nomes dos modelos, sendo de difícil acesso.

Em conformidade com o Diretor Geral e toda a equipa, foi iniciada a reestruturação do

website (Anexo 9). elaborando uma pesquisa sobre layouts atuais, modelos simples,

optando-se assim por um design de ecrãs limpos, ou seja, mais clean, de forma a tornar a informação mais visível e que não se torne confusa aos olhos dos utilizadores.

Foi apresentado ao Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho as ideias para a reestruturação do mesmo e mostrando alguns websites atuais, para que houvesse um acordo e se pudesse dar continuidade ao projeto. Dando continuidade ao projeto, houve a carência da criação

(56)

44 de esboços em papel, sendo um ponto preferencial por parte do Diretor Geral, sendo elaborados apenas com base em ideias ainda muito superficiais (Figura 25).

Figura 25 - Esboços

(57)

45 Após o término de todos os layouts (Anexo 9) para o website foram enviados para o Diretor Geral, Dr. Tiago Ramalho, de forma a que o mesmo os pudesse analisar e enviar à empresa que procederá à implementação e distribuição do mesmo.

Não foram dadas como concluídas as etapas de validação, distribuição e manutenção por parte da estagiária, pois como já referido anteriormente, será uma empresas informática a tratar das restantes etapas de conclusão do projeto. Nas figuras 26 e 27 serão apresentados os layouts finais da página principal e da loja online, sendo os restantes colocados em anexo como referido anteriormente.

Figura 26 - Página principal

Fonte: Edição própria

Figura 27 - Loja Online

(58)

46 Devido à falta de capital para investir de imediato na reestruturação do website, a empresa arquivou o protótipo realizado, para em breve ser implementado.

7.7. Base de dados

Laudon e Laudon (1999: 128) destacam que o armazenamento de dados proporciona a agilização e flexibilidade de processos, a consulta e o acesso aos dados ou informações desejadas. Por outro lado, Proença, Muranho e Prata (2007: 1) referem que uma base de dados é uma “coleção de dados partilhados, interrelacionados e usados para múltiplos objetivos”. Hoje em dia o conceito de base de dado, faz cada vez mais parte do dia-a-dia de cada um, ainda que muitas vezes de uma forma pouco clara. No seguimento anterior serão dados alguns exemplos, em que sem termos perceção estamos a aceder a bases de dados, sendo eles:

 quando efetuamos compras num híper ou supermercado;

 sempre que utilizamos cartões multibanco, sejam eles de débito ou crédito;

 ao procurar um livro na biblioteca;

 pesquisar programas para férias em agências de viagens;

 ao aceder à página de serviços académicos.

Um sistema de base de dados tem como principal objetivo, a modificação do programa, alterando a forma do uso dos dados, sem que obrigue a transtornos ou mudanças nos restantes programas que estão a efetuar a utilização dos mesmos dados.

Para o bom funcionamento de uma empresa e sua gestão é necessário a existência de uma base de dados atualizada e de fácil utilização por parte de todos os elementos da empresa, para que rapidamente de aceda à informação desejada, sem que exista uma perda de tempo em procuras de informações.

Numa das reuniões semanais, foi proposto ao Diretor Geral Dr. Tiago Ramalho, a elaboração de uma base de dados, sendo que foi verificado que se perdia muito tempo a procurar informações de clientes, como por exemplo a morada, numero de telefone, os produtos que foram comprados através da loja online e o número total de clientes que já efetuaram compras na mesma.

(59)

47 Toda a informação dos clientes que já compraram na loja online, encontra-se arquivada em papel, sendo que se procedeu a toda a passagem da informação em papel para formato digital, desde a data em que foi efetuada a primeira compra através da loja online. Após terminada toda a digitalização da informação, procedeu-se ao preenchimento dos campos da base de dados, tais como, nome, morada, telefone e produtos comprados.

Para que a informação fosse rápida e fácil de aceder, foram colocados botões de pesquisa ligados a tabelas, em que a o utilizador pode fazer a pesquisa, criadas através formulários (Figura 28) criados na base de dados, ligados aos botões na página principal (Figura 29) colocando apenas a inicial do nome e apareceram todos os nomes respetivos à determinada letra e a ficha associada a cada cliente.

Figura 28 - Ficha do cliente

(60)

48

Figura 29 - Painel principal

Fonte: Edição própria

Tendo sido a base de dados terminada (Anexo 10), foi mostrada ao Diretor Geral, tendo o mesmo dado uma avaliação positiva ao trabalho realizado, tendo sido disponibilizada a todos os trabalhadores, para que de forma rápida pudessem aceder ás informações dos clientes.

7.8. Vídeo

Para Armes (1999: s/p) a compreensão do vídeo “exige que ele seja visto dentro de todo o espectro dos meios de comunicação auditivos, visuais e audiovisuais, incluindo rádio e a fotografia”. O mesmo autor acrescenta que o homem tentou criar algo que satisfizesse a necessidade social e respostas para problemas imediatos. No caso do vídeo, este foi criado para retratar cenas do quotidiano, gerando instantaneamente um interesse por parte da população.

Também para Santoro (1989) o vídeo tem uma entrada incomparavelmente menor do que a televisão, mas permite um direcionamento absoluto do público, que chega até à individualização, caraterizando assim um meio de comunicação que tem, ou pode ter, conteúdo, processo de produção e espaço de exibição próprios, ainda com muitas caraterísticas técnicas e elementos de linguagem comuns ao cinema e à televisão.

Referências

Documentos relacionados

2) Ensinar exige que o professor alfabetizador tenha uma formação (inicial e continuada) que relacione teoria e prática. Por isso serão os primeiros apresentados com maior

(2006) comparando quatro sistemas de manejo de solo e três sistemas de rotação, verificaram que, nos primeiros anos, independente de rotação, a soja cultivada

Nas análises foram considerados os efeitos termodinâmicos, o comporta- mento das válvulas de sucção e descarga, a oscilação de velocidade angular de ambos os tipos de

Conseqtientemente, nos casos de registro de nascimento so com a maternidade estabelecida, nao e adotado o procedimento previsto na citada lei, para averiguagao oficiosa por parte

The aim of this study was to determine the relationships between corneal biomechanical properties and the structural and functional measures of glaucomatous damage such as

Para tanto, foram analisados os seguintes serviços ofertados pelas escolas municipais de ensino fundamental: bibliotecas; laboratórios de informática; laboratórios

O Estado tem um aparato legislativo que preceitua direitos e garantias que não estão sendo cumpridas, em várias áreas do país, seja pela falta de profissionais

O primeiro fator extraído e, portanto, o que apresenta a maior parte da variância do fenômeno estudado (41,17%) foi intitulado pelo autor desta dissertação como