SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
w w w . r b o . o r g . b r
Artigo
Original
Ultrassonografia
para
avaliac¸ão
do
diâmetro
dos
tendões
flexores
do
joelho:
é
possível
predizer
o
tamanho
do
enxerto?
夽
Diego
da
Costa
Astur,
João
Victor
Novaretti
∗,
Andre
Cicone
Liggieri,
César
Janovsky,
Alexandre
Pedro
Nicolini
e
Moises
Cohen
DepartamentodeOrtopediaeTraumatologia,EscolaPaulistadeMedicina,UniversidadeFederaldeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil
informações
sobre
o
artigo
Históricodoartigo:
Recebidoem12dedezembrode 2016
Aceitoem23defevereirode2017
On-lineem17demaiode2017
Palavras-chave:
Ligamentocruzadoanterior Traumatismosdojoelho Ultrassonografia
r
e
s
u
m
o
Objetivo:Fazeramensurac¸ãopré-operatóriadostendõesflexoresdojoelhocomousodo examedeultrassonografia,validarecorrelacionarovalormedidocomaqueleencontrado duranteareconstruc¸ãocirúrgicadoligamento.
Métodos:Estudo transversalcom24 pacientessubmetidosa mensurac¸ão ultrassonográ-fica dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e posteriormente submetidos a reconstruc¸ãocirúrgicadoLCA,comenxertoipsilateraldostendõessemitendíneoegrácil doprópriopaciente.
Resultados:Aidadedospacientesvariouentre16e43anos,commédiade24,8(DP=8,4), 79,2%eramhomenseadistribuic¸ãoquantoaoladofoide41,7%joelhosdireitose58,3% joelhosesquerdos.Foiencontradocoeficientedecorrelac¸ãonãosignificanteentreaárea cal-culadaapartirdoultrassom(2×áreadosemitendíneo+2×áreadográcil)eamedidaobtida intraoperatoriamente(r=0,16,p=0,443).Nãofoiencontradaevidênciadediferenc¸aentre medidasintraoperatórias<8mme≥8mmquantoàáreacalculadaapartirdoultrassom (p=0,746).Adiferenc¸aobservadaentreosgruposfoide-0,01(IC95%:-0,09a0,07).
Conclusão:A mensurac¸ão pré-operatória por método de imagem ultrassonográfico dos tendõesdos músculossemitendíneoe grácilnãoapresentacorrelac¸ãoestatisticamente significantecom a mensurac¸ão intraoperatóriado enxerto quádruplo de flexores para reconstruc¸ãoligamentar.
©2017SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
夽
TrabalhodesenvolvidonaUniversidadeFederaldeSãoPaulo,EscolaPaulistadeMedicina,CentrodeOrtopediaeTraumatologiado Esporte(CETE),SãoPaulo,SP,Brasil.
∗ Autorparacorrespondência.
E-mail:[email protected](J.V.Novaretti). https://doi.org/10.1016/j.rbo.2017.02.007
Ultrasonography
for
evaluation
of
hamstring
tendon
diameter:
is
it
possible
to
predict
the
size
of
the
graft?
Keywords:
Anteriorcruciateligament Kneeinjuries
Ultrasonography
a
b
s
t
r
a
c
t
Objective: Performthepreoperativemeasurementofthehamstringtendonsusing ultra-sound imaging,validatingand correlatingthemeasured valuewiththat foundduring surgicalreconstructionoftheligament.
Methods: Across-sectionalstudywascarriedoutwith24patientswhounderwent ultra-sonographicmeasurementofthesemitendinosusandgracilismuscletendonsandwere subsequentlysubmittedtosurgicalreconstructionoftheACL,withipsilateral semitendi-nosusandgracilistendongrafting.
Results: Thepatients’agesrangedfrom16to43years,withameanof24.8years(SD=8.4 years),79.2% weremen, andthedistributionbyside was41.7% rightknees and58.3% left knees.A non-significantcorrelationcoefficient wasfoundbetweenthe area calcu-lated by ultrasound (2×semitendinosus area+2×gracilis area) and the intraoperative measurement(r=0.16;p=0.443).Noevidenceofadifferencebetweenintraoperative measu-rements<8mmand≥8mmwasfoundfortheareacalculatedbytheultrasound(p=0.746). Thedifferenceobservedbetweenthegroupswas-0.01(95%CI:-0.09to0.07).
Conclusion: Preoperativeultrasoundimagingofthesemitendinosusandgracilistendons doesnotpresentastatisticallysignificantcorrelationwiththeintraoperativemeasurement ofthequadruplehamstringgraftforligamentreconstruction.
©2017SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
Introduc¸ão
Areconstruc¸ãodoligamento cruzadoanterior(LCA)éuma dascirurgiasmaisrealizadasemtodoomundo,commaisde 120.000poranonosEUA.1 Paraoretornodafunc¸ão desem-penhadapeloLCAnaestabilidadedojoelho,areconstruc¸ão com enxerto é atualmente considerada o padrão-ouro. O enxertousadopodeserautólogooudeumbancodetecidos (aloenxerto).2,3
Aescolhadoenxerto dependedopaciente,doimplante usadoedadisponibilidadedeumbancodetecidos.3,4 Mais comumente,osenxertosusadossão:tendõesdosmúsculos flexoresdojoelho(isquiotibiais)semitendíneoegrácil,tendão patelaretendãoquadriciptal.Emnossomeio,oenxertode fle-xoresdojoelhoéomaisusado,por82,3%dosespecialistasde joelhoqueparticiparamdepesquisaemcongressonacional.5 Alémdatécnicaadequada,otamanhodoenxertotambémé deextremaimportânciaparaosucessodoprocedimento.4
Quando usamos os enxertos quadriciptal ou patelar, é possível definir o tamanho do enxerto.4 Porém, quando a opc¸ão de enxerto são os tendõesdos músculos isquiotibi-ais(flexoresdojoelho), aindanãohádescrito naliteratura ummétodoconsagradoeprecisoparapreverotamanhodo enxertopré-operatoriamente. Estudospréviosusaram dife-rentesmétodosdemensurac¸ãopre-operátoriaparapredizer adequadamente o tamanho do enxerto de flexores, como dadosantropométricos5–9eestudosdeimagem.10–15
Alimitac¸ãonamensurac¸ãopre-operatóriaemrelac¸ãoaos enxertosflexores éimportante, umavezqueédescrito na literaturaqueenxertos menoresdoque8mmde diâmetro aumentamachancedefalhadareconstruc¸ãodoligamento cruzadoanterior.4,16–19
Oobjetivodopresenteestudoéfazeramensurac¸ão pré--operatóriadostendõesflexoresdojoelhocomoexamede ultrassonografia,validarecorrelacionarovalormedidocom aqueleencontradoduranteareconstruc¸ãocirúrgicado liga-mento.
Material
e
métodos
Trata-sedeumestudotransversalsubmetidoeaprovadopelo ComitêdeÉticaemPesquisadainstituic¸ãonaqualoestudofoi feito.Oscritériosdeinclusãoforampacientescomdiagnóstico clínicoeradiológicodelesãodoligamentocruzadoanterior queseriamsubmetidosàreconstruc¸ãocirúrgicadoLCA,com enxertodostendõessemitendíneoegrácildopróprio paci-ente, ipsilateral,queconcordaram e assinaramo termo de consentimentolivreeesclarecido(TCLE).Oscritériosdenão inclusão forampacientesnosquaisjáforamusados enxer-tosflexoresparaprocedimentocirúrgico prévioepacientes portadoresdedoenc¸asreumatológicas.Oscritériosde exclu-sãoforampacientesque,apesardaprogramac¸ãocirúrgicado enxerto desemitendíneo-grácil,porqualquermotivotenha sido usadooutrotipodeenxertoquenãooenxertode fle-xoresnoatocirúrgicoepacientesqueoptarampornãomais participardoestudo.
Avaliac¸ãoultrassonográfica
Figura1–A,mensurac¸ãoultrassonográficadotendãodomúsculosemitendíneonoplanotransverso;B,mensurac¸ão
ultrassonográficadotendãodomúsculosemitendíneonoplanoanteroposterior.
ReinoUnido)como usodotransdutorde 7-11Mhz.O paci-enteeraposicionadoemdecúbitoventral,forammensurados ostendões,naalturadalinhaarticular,eobtidostrês valo-res:diâmetroanteroposterior(AP)ediâmetrotransversalem milímetros(mm)eáreadesecc¸ãotransversa,emmilímetros quadrados(mm2)(fig.1AeB).
Procedimentocirúrgicoemensurac¸ãointraoperatória
Os pacientes foram então submetidos à cirurgia de
reconstruc¸ão de LCA, com uso do enxerto de tendão dos músculos flexores semitendíneo e grácil, retirado sempre por um mesmo médico ortopedista pela seguinte técnica: incisão longitudinal de 3cm, na região anteromedial da perna,com início2cm distaisemediais àtuberosidade da tibia. Em seguida era feita a dissecc¸ão dos tendões semi-tendíneo e grácil e a retirada deles com um instrumento
stripper(Smith&Nephew,Londres,Inglaterra).O enxertoera limpo epreparado em umamesa específica para esse fim (Smith&Nephew, Londres, Inglaterra). Os tendões tinham suasextremidadessuturadaseeradobradosaomeiojuntos para formar um enxerto quádruplo, rotineiramente usado dessa forma nas reconstruc¸ões ligamentares. O enxerto era então mensurado com o bloco de medic¸ão de enxerto (Smith&Nephew,Londres,Inglaterra),queapresentaorifícios paramensurac¸ãocomincrementosde0,5mm.Amensurac¸ão era sempre feita na região central do enxerto para evitar diferenc¸asde diâmetro nas extremidades pelassuturas ou irregularidades dos tendões devido à extrac¸ão deles, e no tamanho dobloco no qualo enxerto apresentava um pre-enchimentomáximodoorifíciodemensurac¸ão,porémsem deformac¸ãodoenxertoecompassagemlivredele(fig.2).
Análiseestatística
Asvariáveisnuméricasforam descritaspormédiaedesvio padrão(DP)evaloresmínimosemáximoseascategóricaspor frequênciasabsolutaserelativas.
A correlac¸ão entre as medidas intraoperatórias e área calculada a partir do ultrassom (2×área do semitendíneo
Figura2–Mensurac¸ãointraoperatóriadotamanhodo
enxertoquádruplodeflexorescomguiaapropriado.
+2×áreadográcil)foiavaliadapelocoeficientedecorrelac¸ão dePearson(r).
Foi aplicado o teste t de Student na comparac¸ão entre osgruposdemedidaintraoperatória(<8mme≥8mm)em relac¸ãoàsmédiasdasmedidasdaáreacalculadaapartirdo ultrassom.
AsanálisesforamfeitascomosoftwareSPSS® versão18, adotou-seoníveldesignificânciade0,05emtodas.
Resultados
Foramincluídosnesteestudo24pacientescom diagnóstico clínicoeradiológico(ressonânciamagnética)delesãodo liga-mentocruzadoanteriorsubmetidosàreconstruc¸ãocirúrgica doLCA,comenxertodostendõessemitendineoegrácildo própriopaciente,ipsilateral.
Tabela1–Característicasdospacientes,medidas ultrassonográficaseintraoperatórias(n=24)
STtransverso
Média(DP) 0,50(0,07) Mínimo-máximo 0,40-0,66
STAP
Média(DP) 0,27(0,05) Mínimo-máximo 0,18-0,36
ÁreaST
Média(DP) 0,11(0,03) Mínimo-máximo 0,05-0,19
Gráciltransverso
Média(DP) 0,40(0,07) Mínimo-máximo 0,25-0,50
GrácilAP
Média(DP) 0,19(0,04) Mínimo-máximo 0,11-0,26
Áreagrácil
Média(DP) 0,06(0,02) Mínimo-máximo 0,03-0,10
Medidaintraoperatória
Média(DP) 0,76(0,09) Mínimo-máximo 0,60-0,90
Medidaintraoperatória
<8mm 14(58,3)
≥8mm 10(41,7)
2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil
Média(DP) 0,34(0,09) Mínimo-máximo 0,18-0,54 1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25
2 x área do semitendineo + 2 x area do gracil
Medida obtida intraoperatoriamente
0,30 0,35 0,40 0,45 0,50
Figura3–Correlac¸ãoentreaáreacalculadaapartirdo ultrassom(2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil)ea medidaobtidaintraoperatoriamentenaamostrade24 pacientes.
Natabela1sãoapresentadasasanálisesdescritivasdos dadosdospacientesedasmedidasultrassonográficase intra-operatórias.
Não foi encontrada correlac¸ão estatisticamente signifi-canteentreaáreacalculadaapartirdoultrassom(2xárea dosemitendíneo+2xáreadográcil)eamedidaobtida intra-operatoriamente(fig.3:r=0,16,p=0,443).
Alémdisso,aocategorizarmosasmedidasintraoperatórias emdoisgrupos,<8mme≥8mm,nãofoiencontradadiferenc¸a
Tabela2–Medidadaáreacalculadaapartirdo
ultrassom(2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil) segundoamedidaobtidanointraoperatório
Áreacalculadaapartirdo ultrassom(2xáreado semitendíneo+2xáreado grácil)
Medidaintraoperatóriados tendõesflexoresdojoelho
<8mm(n=14) ≥8mm(n=10)
Média(DP) 0,33(0,11) 0,34(0,06) Mínimo-máximo 0,18-0,54 0,24-0,44 TestetdeStudent p=0,746
estatisticamentesignificantequantoàáreacalculadaapartir doultrassom(tabela2;p=0,746).Adiferenc¸aobservadaentre osgruposfoide-0,01(IC95%:-0,09a0,07).
Discussão
Oachadomaisimportantedenossoestudoéqueamedida pré-operatória ultrassonográfica dostendõesdosmúsculos semitendíneoe grácil nãoapresenta correlac¸ão estatistica-mente significante com a mensurac¸ão intraoperatória do enxertoquádruplodeflexoresparareconstruc¸ãoligamentar.
Devidoàpublicacãodeestudosquemostramaimportância dotamanhodoenxertodeflexoresemrelac¸ãoàmaiorchance de falha da reconstruc¸ão do ligamento cruzado anterior, especificamentequandomenordoque8mm,4,16–19diversos trabalhos foramconduzidos natentativa demensurar pré--operatoriamente ostendõesdosmúsculossemitendíneoe grácileobterumacorrelac¸ãocomotamanhodeenxerto quá-druplodeflexoresqueseriaobtidonoatooperatório.
Dados antropométricos foram estudados em diferentes populac¸ões, porém os resultados obtidos foram inconsis-tentes para uma correlac¸ão apropriada entre esses dados e a mensurac¸ão intra-operatória do enxerto quádruplo de flexores.6–9,20,21
Estudosque usaramexames deimagemtambém foram
feitosparaamensurac¸ão pré-operatóriadostendões semi-tendíneo e grácil e apresentaram melhor correlac¸ão com a mensurac¸ão intraoperatória. Além de diversos estudos comressonânciamagnética,10–14,22,23tambémforamusadosa tomografiacomputadorizadacomreconstruc¸ão3-D15emais recentementeaultrassonografia.14
NoestudodeErquiciaetal.,14usaram-setantoa ressonân-ciamagnética(commagnificac¸õesde2xe4x)comométodo ultrassonográfico(USG).Elesconcluíramqueocálculodaárea desecc¸ãotransversacomostrêsmétodosfoiadequadopara estimarotamanhodoenxertoquádruplodeflexoresnoato cirúrgico.EnquantooUSGfoicomparávelcomaressonância magnéticacom2xdemagnificac¸ão,aRNMcom4x apresen-touacuráciamuitomaior.Porfim,elesafirmaramquevalores delimiteinferiordeáreadesecc¸ãotransversalde25mm2,17
mm2,e14mm2emrelac¸ãoàRNM2x,àRNM4xeàUSG,
res-pectivamente,seriamadequadosparapredizerumenxertode flexorescomnomínimo8mm.
NossoestudocontrariaosresultadosobtidosporErquicia
etal.14emrelac¸ãoaovalormínimonamensurac¸ãopor ultras-sonografiade14mm2comoumvaloradequadoparapredizer
que14 mm2 no USGeenxertos menores doque 8mm na
cirurgia.Jáemrelac¸ãoaosenxertosobtidosmaioresdoque 8mm,amenoráreaobtidanaultrassonografiafoide24mm2.
Épossívelqueessadiferenc¸asedevaaofatodeoexamede ultrassonografiaseroperador-dependente eque, especifica-mentenocasodamensurac¸ãodetendõesporessemétodo radiológico,noqualostendõessofremdeformac¸õesespaciais deacordocomapressãofeitacomotransdutorpelo examina-dor,nãoépossívelquantificá-laepadronizá-la.Dessaforma, esseexamenãosemostroureprodutívelcomrelac¸ãoaestudos pregressos.
Objetivamos estudar o uso da ultrassonografia na
mensurac¸ão dos tendões semitendíneo e grácil
pré--operatoriamente devido à acessibilidade e ao baixo custo desseexame, aspectos de relevante importânciaemnosso meio, especialmente no setor público. Os exames de res-sonância magnética, apesar de rotineiramente feitos nos casosdelesãoligamentar,nãosãousualmentesubmetidos às técnicas específicas propostas para a mensurac¸ões dos tendõessemitendíneoegrácilnosestudospublicados.Assim, aUSGparamensurac¸ãopré-operatóriaseriaummétodomais práticoebarato emnossomeio.Entretanto,nossahipotése de que a ultrassonografia seria um estudoadequado para predizerotamanhodoenxertoquádruplodeflexoresnãofoi confirmada.
Umadaslimitac¸õesdenossoestudofoianãomensurac¸ão separadamentedostendõessemitendíneoegrácilno intra-operatórioesuacorrelac¸ãocomosdadosobtidosnoexame ultrassonográfico.Talvezdessaformapudesseserencontrada algumacorrelac¸ão,enãoapenascomparar comamedic¸ão doenxertojánoformatoquadrúplo,apesardasac¸ões imple-mentadas na mensurac¸ão para evitar discrepâncias. Outra limitac¸ão foi o não uso de outro método mais específico para mensurac¸ão intraoperátoria, uma vez que os guias demedic¸ãopresentes nosmateriaisrotineiramenteusados parareconstruc¸ãodoligamentocruzadoanteriorapresentam incrementosapenasde0,5mm,oqueporsisóenfraquecea correlac¸ãocomasmensurac¸õespelaUSG,nasquaisosvalores geradossãoprecisosatéasegundacasadecimal.Estudosque usaramalgumaferramentaintraoperatóriacommaior preci-sãodemensurac¸ãopossivelmentepodeminvestigarmelhor essacorrelac¸ãoentremedic¸ãoultrassonográficae intraopera-tória.
Conclusão
Amensurac¸ãopré-operatóriapormétododeimagem ultras-sonográficadostendõesdosmúsculossemitendíneoegrácil nãoapresentacorrelac¸ãoestatisticamentesignificantecoma mensurac¸ãointraoperatóriadoenxertoquádruplodeflexores parareconstruc¸ãoligamentar.
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
r
e
f
e
r
ê
n
c
i
a
s
1.KimS,BosqueJ,MeehanJP,JamaliA,MarderR.Increasein outpatientkneearthroscopyintheUnitedStates:a
comparisonofNationalSurveysofAmbulatorySurgery,1996 and2006.JBoneJointSurgAm.2011;93(11):994–1000. 2.BartlettRJ,ClatworthyMG,NguyenTN.Graftselectionin
reconstructionoftheanteriorcruciateligament.JBoneJoint SurgBr.2001;83(5):625–34.
3.WestRV,HarnerCD.Graftselectioninanteriorcruciate ligamentreconstruction.JAmAcadOrthopSurg. 2005;13(3):197–207.
4.MagnussenRA,LawrenceJT,WestRL,TothAP,TaylorDC, GarrettWE.Graftsizeandpatientagearepredictorsofearly revisionafteranteriorcruciateligamentreconstructionwith hamstringautograft.Arthroscopy.2012;28(4):526–31. 5.ArlianiGG,AsturDdaC,KanasM,KalekaCC,CohenM.
Anteriorcruciateligamentinjury:treatmentand rehabilitation.Currentperspectivesandtrends.RevBras Ortop.2012;47(2):191–6.
6.BoisvertCB,AubinME,DeAngelisN.Relationshipbetween anthropometricmeasurementsandhamstringautograft diameterinanteriorcruciateligamentreconstruction.AmJ Orthop(BelleMeadNJ).2011;40(6):293–5.
7.MaCB,KeifaE,DunnW,FuFH,HarnerCD.Canpre-operative measurespredictquadruplehamstringgraftdiameter?Knee. 2010;17(1):81–3.
8.TremeG,DiduchDR,BillanteMJ,MillerMD,HartJM. Hamstringgraftsizeprediction:aprospectiveclinical evaluation.AmJSportsMed.2008;36(11):2204–9.
9.TumanJM,DiduchDR,RubinoLJ,BaumfeldJA,NguyenHS, HartJM.Predictorsforhamstringgraftdiameterinanterior cruciateligamentreconstruction.AmJSportsMed. 2007;35(11):1945–9.
10.BickelBA,FowlerTT,MowbrayJG,AdlerB,KlingeleK,Phillips G.Preoperativemagneticresonanceimagingcross-sectional areaforthemeasurementofhamstringautograftdiameter forreconstructionoftheadolescentanteriorcruciate ligament.Arthroscopy.2008;24(12):1336–41.
11.HanY,KurzencwygD,HartA,PowellT,MartineauPA. Measuringtheanteriorcruciateligament’sfootprintsby three-dimensionalmagneticresonanceimaging.KneeSurg SportsTraumatolArthrosc.2012;20(5):986–95.
12.WerneckeG,HarrisIA,HouangMT,SeetoBG,ChenDB, MacDessiSJ.Usingmagneticresonanceimagingtopredict adequategraftdiametersforautologoushamstring double-bundleanteriorcruciateligamentreconstruction. Arthroscopy.2011;27(8):1055–9.
13.LeiterJ,ElkurboM,McRaeS,ChiuJ,FroeseW,MacDonaldP. Usingpre-operativeMRItopredictintraoperativehamstring graftsizeforanteriorcruciateligamentreconstruction.Knee SurgSportsTraumatolArthrosc.2017;25(1):229–35.
14.ErquiciaJI,GelberPE,DoresteJL,PelfortX,AbatF,MonllauJC. Howtoimprovethepredictionofquadrupledsemitendinosus andgracilisautograftsizeswithmagneticresonanceimaging andultrasonography.AmJSportsMed.2013;41(8):
1857–63.
15.YasumotoM,DeieM,SunagawaT,AdachiN,KobayashiK, OchiM.Predictivevalueofpreoperative3-dimensional computertomographymeasurementofsemitendinosus tendonharvestedforanteriorcruciateligament reconstruction.Arthroscopy.2006;22(3):259–64.
17.ConteEJ,HyattAE,GattCJJr,DhawanA.Hamstringautograft sizecanbepredictedandisapotentialriskfactorforanterior cruciateligamentreconstructionfailure.Arthroscopy. 2014;30(7):882–90.
18.MariscalcoMW,FlaniganDC,MitchellJ,PedrozaAD,Jones MH,AndrishJT,etal.Theinfluenceofhamstringautograft sizeonpatient-reportedoutcomesandriskofrevisionafter anteriorcruciateligamentreconstruction:aMulticenter OrthopaedicOutcomesNetwork(MOON)CohortStudy. Arthroscopy.2013;29(12):1948–53.
19.ParkSY,OhH,ParkS,LeeJH,LeeSH,YoonKH.Factors predictinghamstringtendonautograftdiametersand resultingfailureratesafteranteriorcruciateligament reconstruction.KneeSurgSportsTraumatolArthrosc. 2013;21(5):1111–8.
20.XieG,HuangfuX,ZhaoJ.Predictionofthegraftsizeof 4-strandedsemitendinosustendonand4-strandedgracilis
tendonforanteriorcruciateligamentreconstruction:a ChineseHanpatientstudy.AmJSportsMed.
2012;40(5):1161–6.
21.PichlerW,TeschNP,SchwantzerG,FronhöferG,BoldinC, HausleitnerL,etal.Differencesinlengthandcross-sectionof semitendinosusandgracilistendonsandtheireffecton anteriorcruciateligamentreconstruction:acadaverstudy.J BoneJointSurgBr.2008;90(4):516–9.
22.BeyzadeogluT,AkgunU,TasdelenN,KarahanM.Prediction ofsemitendinosusandgracilisautograftsizesforACL reconstruction.KneeSurgSportsTraumatolArthrosc. 2012;20(7):1293–7.