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Janovsky, Alexandre Pedro Nicolini e Moises Cohen

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Academic year: 2019

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(1)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

Original

Ultrassonografia

para

avaliac¸ão

do

diâmetro

dos

tendões

flexores

do

joelho:

é

possível

predizer

o

tamanho

do

enxerto?

Diego

da

Costa

Astur,

João

Victor

Novaretti

,

Andre

Cicone

Liggieri,

César

Janovsky,

Alexandre

Pedro

Nicolini

e

Moises

Cohen

DepartamentodeOrtopediaeTraumatologia,EscolaPaulistadeMedicina,UniversidadeFederaldeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem12dedezembrode 2016

Aceitoem23defevereirode2017

On-lineem17demaiode2017

Palavras-chave:

Ligamentocruzadoanterior Traumatismosdojoelho Ultrassonografia

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Fazeramensurac¸ãopré-operatóriadostendõesflexoresdojoelhocomousodo examedeultrassonografia,validarecorrelacionarovalormedidocomaqueleencontrado duranteareconstruc¸ãocirúrgicadoligamento.

Métodos:Estudo transversalcom24 pacientessubmetidosa mensurac¸ão ultrassonográ-fica dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e posteriormente submetidos a reconstruc¸ãocirúrgicadoLCA,comenxertoipsilateraldostendõessemitendíneoegrácil doprópriopaciente.

Resultados:Aidadedospacientesvariouentre16e43anos,commédiade24,8(DP=8,4), 79,2%eramhomenseadistribuic¸ãoquantoaoladofoide41,7%joelhosdireitose58,3% joelhosesquerdos.Foiencontradocoeficientedecorrelac¸ãonãosignificanteentreaárea cal-culadaapartirdoultrassom(2×áreadosemitendíneo+2×áreadográcil)eamedidaobtida intraoperatoriamente(r=0,16,p=0,443).Nãofoiencontradaevidênciadediferenc¸aentre medidasintraoperatórias<8mme≥8mmquantoàáreacalculadaapartirdoultrassom (p=0,746).Adiferenc¸aobservadaentreosgruposfoide-0,01(IC95%:-0,09a0,07).

Conclusão:A mensurac¸ão pré-operatória por método de imagem ultrassonográfico dos tendõesdos músculossemitendíneoe grácilnãoapresentacorrelac¸ãoestatisticamente significantecom a mensurac¸ão intraoperatóriado enxerto quádruplo de flexores para reconstruc¸ãoligamentar.

©2017SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

TrabalhodesenvolvidonaUniversidadeFederaldeSãoPaulo,EscolaPaulistadeMedicina,CentrodeOrtopediaeTraumatologiado Esporte(CETE),SãoPaulo,SP,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](J.V.Novaretti). https://doi.org/10.1016/j.rbo.2017.02.007

(2)

Ultrasonography

for

evaluation

of

hamstring

tendon

diameter:

is

it

possible

to

predict

the

size

of

the

graft?

Keywords:

Anteriorcruciateligament Kneeinjuries

Ultrasonography

a

b

s

t

r

a

c

t

Objective: Performthepreoperativemeasurementofthehamstringtendonsusing ultra-sound imaging,validatingand correlatingthemeasured valuewiththat foundduring surgicalreconstructionoftheligament.

Methods: Across-sectionalstudywascarriedoutwith24patientswhounderwent ultra-sonographicmeasurementofthesemitendinosusandgracilismuscletendonsandwere subsequentlysubmittedtosurgicalreconstructionoftheACL,withipsilateral semitendi-nosusandgracilistendongrafting.

Results: Thepatients’agesrangedfrom16to43years,withameanof24.8years(SD=8.4 years),79.2% weremen, andthedistributionbyside was41.7% rightknees and58.3% left knees.A non-significantcorrelationcoefficient wasfoundbetweenthe area calcu-lated by ultrasound (2×semitendinosus area+2×gracilis area) and the intraoperative measurement(r=0.16;p=0.443).Noevidenceofadifferencebetweenintraoperative measu-rements<8mmand≥8mmwasfoundfortheareacalculatedbytheultrasound(p=0.746). Thedifferenceobservedbetweenthegroupswas-0.01(95%CI:-0.09to0.07).

Conclusion: Preoperativeultrasoundimagingofthesemitendinosusandgracilistendons doesnotpresentastatisticallysignificantcorrelationwiththeintraoperativemeasurement ofthequadruplehamstringgraftforligamentreconstruction.

©2017SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

Areconstruc¸ãodoligamento cruzadoanterior(LCA)éuma dascirurgiasmaisrealizadasemtodoomundo,commaisde 120.000poranonosEUA.1 Paraoretornodafunc¸ão desem-penhadapeloLCAnaestabilidadedojoelho,areconstruc¸ão com enxerto é atualmente considerada o padrão-ouro. O enxertousadopodeserautólogooudeumbancodetecidos (aloenxerto).2,3

Aescolhadoenxerto dependedopaciente,doimplante usadoedadisponibilidadedeumbancodetecidos.3,4 Mais comumente,osenxertosusadossão:tendõesdosmúsculos flexoresdojoelho(isquiotibiais)semitendíneoegrácil,tendão patelaretendãoquadriciptal.Emnossomeio,oenxertode fle-xoresdojoelhoéomaisusado,por82,3%dosespecialistasde joelhoqueparticiparamdepesquisaemcongressonacional.5 Alémdatécnicaadequada,otamanhodoenxertotambémé deextremaimportânciaparaosucessodoprocedimento.4

Quando usamos os enxertos quadriciptal ou patelar, é possível definir o tamanho do enxerto.4 Porém, quando a opc¸ão de enxerto são os tendõesdos músculos isquiotibi-ais(flexoresdojoelho), aindanãohádescrito naliteratura ummétodoconsagradoeprecisoparapreverotamanhodo enxertopré-operatoriamente. Estudospréviosusaram dife-rentesmétodosdemensurac¸ãopre-operátoriaparapredizer adequadamente o tamanho do enxerto de flexores, como dadosantropométricos5–9eestudosdeimagem.10–15

Alimitac¸ãonamensurac¸ãopre-operatóriaemrelac¸ãoaos enxertosflexores éimportante, umavezqueédescrito na literaturaqueenxertos menoresdoque8mmde diâmetro aumentamachancedefalhadareconstruc¸ãodoligamento cruzadoanterior.4,16–19

Oobjetivodopresenteestudoéfazeramensurac¸ão pré--operatóriadostendõesflexoresdojoelhocomoexamede ultrassonografia,validarecorrelacionarovalormedidocom aqueleencontradoduranteareconstruc¸ãocirúrgicado liga-mento.

Material

e

métodos

Trata-sedeumestudotransversalsubmetidoeaprovadopelo ComitêdeÉticaemPesquisadainstituic¸ãonaqualoestudofoi feito.Oscritériosdeinclusãoforampacientescomdiagnóstico clínicoeradiológicodelesãodoligamentocruzadoanterior queseriamsubmetidosàreconstruc¸ãocirúrgicadoLCA,com enxertodostendõessemitendíneoegrácildopróprio paci-ente, ipsilateral,queconcordaram e assinaramo termo de consentimentolivreeesclarecido(TCLE).Oscritériosdenão inclusão forampacientesnosquaisjáforamusados enxer-tosflexoresparaprocedimentocirúrgico prévioepacientes portadoresdedoenc¸asreumatológicas.Oscritériosde exclu-sãoforampacientesque,apesardaprogramac¸ãocirúrgicado enxerto desemitendíneo-grácil,porqualquermotivotenha sido usadooutrotipodeenxertoquenãooenxertode fle-xoresnoatocirúrgicoepacientesqueoptarampornãomais participardoestudo.

Avaliac¸ãoultrassonográfica

(3)

Figura1–A,mensurac¸ãoultrassonográficadotendãodomúsculosemitendíneonoplanotransverso;B,mensurac¸ão

ultrassonográficadotendãodomúsculosemitendíneonoplanoanteroposterior.

ReinoUnido)como usodotransdutorde 7-11Mhz.O paci-enteeraposicionadoemdecúbitoventral,forammensurados ostendões,naalturadalinhaarticular,eobtidostrês valo-res:diâmetroanteroposterior(AP)ediâmetrotransversalem milímetros(mm)eáreadesecc¸ãotransversa,emmilímetros quadrados(mm2)(fig.1AeB).

Procedimentocirúrgicoemensurac¸ãointraoperatória

Os pacientes foram então submetidos à cirurgia de

reconstruc¸ão de LCA, com uso do enxerto de tendão dos músculos flexores semitendíneo e grácil, retirado sempre por um mesmo médico ortopedista pela seguinte técnica: incisão longitudinal de 3cm, na região anteromedial da perna,com início2cm distaisemediais àtuberosidade da tibia. Em seguida era feita a dissecc¸ão dos tendões semi-tendíneo e grácil e a retirada deles com um instrumento

stripper(Smith&Nephew,Londres,Inglaterra).O enxertoera limpo epreparado em umamesa específica para esse fim (Smith&Nephew, Londres, Inglaterra). Os tendões tinham suasextremidadessuturadaseeradobradosaomeiojuntos para formar um enxerto quádruplo, rotineiramente usado dessa forma nas reconstruc¸ões ligamentares. O enxerto era então mensurado com o bloco de medic¸ão de enxerto (Smith&Nephew,Londres,Inglaterra),queapresentaorifícios paramensurac¸ãocomincrementosde0,5mm.Amensurac¸ão era sempre feita na região central do enxerto para evitar diferenc¸asde diâmetro nas extremidades pelassuturas ou irregularidades dos tendões devido à extrac¸ão deles, e no tamanho dobloco no qualo enxerto apresentava um pre-enchimentomáximodoorifíciodemensurac¸ão,porémsem deformac¸ãodoenxertoecompassagemlivredele(fig.2).

Análiseestatística

Asvariáveisnuméricasforam descritaspormédiaedesvio padrão(DP)evaloresmínimosemáximoseascategóricaspor frequênciasabsolutaserelativas.

A correlac¸ão entre as medidas intraoperatórias e área calculada a partir do ultrassom (2×área do semitendíneo

Figura2–Mensurac¸ãointraoperatóriadotamanhodo

enxertoquádruplodeflexorescomguiaapropriado.

+2×áreadográcil)foiavaliadapelocoeficientedecorrelac¸ão dePearson(r).

Foi aplicado o teste t de Student na comparac¸ão entre osgruposdemedidaintraoperatória(<8mme≥8mm)em relac¸ãoàsmédiasdasmedidasdaáreacalculadaapartirdo ultrassom.

AsanálisesforamfeitascomosoftwareSPSS® versão18, adotou-seoníveldesignificânciade0,05emtodas.

Resultados

Foramincluídosnesteestudo24pacientescom diagnóstico clínicoeradiológico(ressonânciamagnética)delesãodo liga-mentocruzadoanteriorsubmetidosàreconstruc¸ãocirúrgica doLCA,comenxertodostendõessemitendineoegrácildo própriopaciente,ipsilateral.

(4)

Tabela1–Característicasdospacientes,medidas ultrassonográficaseintraoperatórias(n=24)

STtransverso

Média(DP) 0,50(0,07) Mínimo-máximo 0,40-0,66

STAP

Média(DP) 0,27(0,05) Mínimo-máximo 0,18-0,36

ÁreaST

Média(DP) 0,11(0,03) Mínimo-máximo 0,05-0,19

Gráciltransverso

Média(DP) 0,40(0,07) Mínimo-máximo 0,25-0,50

GrácilAP

Média(DP) 0,19(0,04) Mínimo-máximo 0,11-0,26

Áreagrácil

Média(DP) 0,06(0,02) Mínimo-máximo 0,03-0,10

Medidaintraoperatória

Média(DP) 0,76(0,09) Mínimo-máximo 0,60-0,90

Medidaintraoperatória

<8mm 14(58,3)

≥8mm 10(41,7)

2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil

Média(DP) 0,34(0,09) Mínimo-máximo 0,18-0,54 1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00

0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25

2 x área do semitendineo + 2 x area do gracil

Medida obtida intraoperatoriamente

0,30 0,35 0,40 0,45 0,50

Figura3–Correlac¸ãoentreaáreacalculadaapartirdo ultrassom(2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil)ea medidaobtidaintraoperatoriamentenaamostrade24 pacientes.

Natabela1sãoapresentadasasanálisesdescritivasdos dadosdospacientesedasmedidasultrassonográficase intra-operatórias.

Não foi encontrada correlac¸ão estatisticamente signifi-canteentreaáreacalculadaapartirdoultrassom(2xárea dosemitendíneo+2xáreadográcil)eamedidaobtida intra-operatoriamente(fig.3:r=0,16,p=0,443).

Alémdisso,aocategorizarmosasmedidasintraoperatórias emdoisgrupos,<8mme≥8mm,nãofoiencontradadiferenc¸a

Tabela2–Medidadaáreacalculadaapartirdo

ultrassom(2xáreadosemitendíneo+2xáreadográcil) segundoamedidaobtidanointraoperatório

Áreacalculadaapartirdo ultrassom(2xáreado semitendíneo+2xáreado grácil)

Medidaintraoperatóriados tendõesflexoresdojoelho

<8mm(n=14) ≥8mm(n=10)

Média(DP) 0,33(0,11) 0,34(0,06) Mínimo-máximo 0,18-0,54 0,24-0,44 TestetdeStudent p=0,746

estatisticamentesignificantequantoàáreacalculadaapartir doultrassom(tabela2;p=0,746).Adiferenc¸aobservadaentre osgruposfoide-0,01(IC95%:-0,09a0,07).

Discussão

Oachadomaisimportantedenossoestudoéqueamedida pré-operatória ultrassonográfica dostendõesdosmúsculos semitendíneoe grácil nãoapresenta correlac¸ão estatistica-mente significante com a mensurac¸ão intraoperatória do enxertoquádruplodeflexoresparareconstruc¸ãoligamentar.

Devidoàpublicacãodeestudosquemostramaimportância dotamanhodoenxertodeflexoresemrelac¸ãoàmaiorchance de falha da reconstruc¸ão do ligamento cruzado anterior, especificamentequandomenordoque8mm,4,16–19diversos trabalhos foramconduzidos natentativa demensurar pré--operatoriamente ostendõesdosmúsculossemitendíneoe grácileobterumacorrelac¸ãocomotamanhodeenxerto quá-druplodeflexoresqueseriaobtidonoatooperatório.

Dados antropométricos foram estudados em diferentes populac¸ões, porém os resultados obtidos foram inconsis-tentes para uma correlac¸ão apropriada entre esses dados e a mensurac¸ão intra-operatória do enxerto quádruplo de flexores.6–9,20,21

Estudosque usaramexames deimagemtambém foram

feitosparaamensurac¸ão pré-operatóriadostendões semi-tendíneo e grácil e apresentaram melhor correlac¸ão com a mensurac¸ão intraoperatória. Além de diversos estudos comressonânciamagnética,10–14,22,23tambémforamusadosa tomografiacomputadorizadacomreconstruc¸ão3-D15emais recentementeaultrassonografia.14

NoestudodeErquiciaetal.,14usaram-setantoa ressonân-ciamagnética(commagnificac¸õesde2xe4x)comométodo ultrassonográfico(USG).Elesconcluíramqueocálculodaárea desecc¸ãotransversacomostrêsmétodosfoiadequadopara estimarotamanhodoenxertoquádruplodeflexoresnoato cirúrgico.EnquantooUSGfoicomparávelcomaressonância magnéticacom2xdemagnificac¸ão,aRNMcom4x apresen-touacuráciamuitomaior.Porfim,elesafirmaramquevalores delimiteinferiordeáreadesecc¸ãotransversalde25mm2,17

mm2,e14mm2emrelac¸ãoàRNM2x,àRNM4xeàUSG,

res-pectivamente,seriamadequadosparapredizerumenxertode flexorescomnomínimo8mm.

NossoestudocontrariaosresultadosobtidosporErquicia

etal.14emrelac¸ãoaovalormínimonamensurac¸ãopor ultras-sonografiade14mm2comoumvaloradequadoparapredizer

(5)

que14 mm2 no USGeenxertos menores doque 8mm na

cirurgia.Jáemrelac¸ãoaosenxertosobtidosmaioresdoque 8mm,amenoráreaobtidanaultrassonografiafoide24mm2.

Épossívelqueessadiferenc¸asedevaaofatodeoexamede ultrassonografiaseroperador-dependente eque, especifica-mentenocasodamensurac¸ãodetendõesporessemétodo radiológico,noqualostendõessofremdeformac¸õesespaciais deacordocomapressãofeitacomotransdutorpelo examina-dor,nãoépossívelquantificá-laepadronizá-la.Dessaforma, esseexamenãosemostroureprodutívelcomrelac¸ãoaestudos pregressos.

Objetivamos estudar o uso da ultrassonografia na

mensurac¸ão dos tendões semitendíneo e grácil

pré--operatoriamente devido à acessibilidade e ao baixo custo desseexame, aspectos de relevante importânciaemnosso meio, especialmente no setor público. Os exames de res-sonância magnética, apesar de rotineiramente feitos nos casosdelesãoligamentar,nãosãousualmentesubmetidos às técnicas específicas propostas para a mensurac¸ões dos tendõessemitendíneoegrácilnosestudospublicados.Assim, aUSGparamensurac¸ãopré-operatóriaseriaummétodomais práticoebarato emnossomeio.Entretanto,nossahipotése de que a ultrassonografia seria um estudoadequado para predizerotamanhodoenxertoquádruplodeflexoresnãofoi confirmada.

Umadaslimitac¸õesdenossoestudofoianãomensurac¸ão separadamentedostendõessemitendíneoegrácilno intra-operatórioesuacorrelac¸ãocomosdadosobtidosnoexame ultrassonográfico.Talvezdessaformapudesseserencontrada algumacorrelac¸ão,enãoapenascomparar comamedic¸ão doenxertojánoformatoquadrúplo,apesardasac¸ões imple-mentadas na mensurac¸ão para evitar discrepâncias. Outra limitac¸ão foi o não uso de outro método mais específico para mensurac¸ão intraoperátoria, uma vez que os guias demedic¸ãopresentes nosmateriaisrotineiramenteusados parareconstruc¸ãodoligamentocruzadoanteriorapresentam incrementosapenasde0,5mm,oqueporsisóenfraquecea correlac¸ãocomasmensurac¸õespelaUSG,nasquaisosvalores geradossãoprecisosatéasegundacasadecimal.Estudosque usaramalgumaferramentaintraoperatóriacommaior preci-sãodemensurac¸ãopossivelmentepodeminvestigarmelhor essacorrelac¸ãoentremedic¸ãoultrassonográficae intraopera-tória.

Conclusão

Amensurac¸ãopré-operatóriapormétododeimagem ultras-sonográficadostendõesdosmúsculossemitendíneoegrácil nãoapresentacorrelac¸ãoestatisticamentesignificantecoma mensurac¸ãointraoperatóriadoenxertoquádruplodeflexores parareconstruc¸ãoligamentar.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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e

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ê

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c

i

a

s

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Imagem

Figura 2 – Mensurac¸ão intraoperatória do tamanho do enxerto quádruplo de flexores com guia apropriado.
Figura 3 – Correlac¸ão entre a área calculada a partir do ultrassom (2 x área do semitendíneo + 2 x área do grácil) e a medida obtida intraoperatoriamente na amostra de 24 pacientes.

Referências

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