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REVISÃO PARA P2 LINGUAGENS PROF. ANTONIO

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Academic year: 2021

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LINGUAGENS

PROF. ANTONIO

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SEXO não tem nada a ver com

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Entenda identidade de gênero e orientação sexual

A identidade de gênero costuma ser menos compreendida do que orientação sexual. Ao passo que a orientação sexual se refere a outros, a quem nos relacionamos, a identidade de gênero faz referência a como nos reconhecemos dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente.

Existem dois sexos, mulher e homem, e dois gêneros, feminino e masculino. Embora a maioria das mulheres se reconheça no gênero feminino, e a maioria dos homens no masculino, isto nem sempre acontece. Falemos, então, de pessoas cujo gênero psíquico discorda do sexo biológico: travestis e transexuais, ou transgêneros. Homoafetivos (gays e lésbicas) nem sempre evidenciam ou possuem a discordância entre seu gênero psíquico e sexo biológico.

Existe muita confusão a respeito das relações entre orientação sexual e identidade de gênero, e a verdade é que não existe relação – são coisas completamente independentes. Uma pessoa de sexo biológico feminino pode se enquadrar no gênero masculino e se sentir atraído exclusivamente por homens.

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QUESTÃO 2)

As identidades de gênero são muito mais complexas do que a sociedade pensa, uma vez que o definidor de determinado gênero é mutável e, cada vez mais, flexível.

Uma das concepções errôneas mais frequentes envolvendo gênero é a de que homens com traços ou gestos considerados femininos são necessariamente gays, ou que mulheres que vestem roupas largas são, com certeza, lésbicas. Esta ideia é geralmente acompanhada daquela segundo a qual homens afeminados queriam ser mulheres, e mulheres masculinizadas queriam ser homens.

O modo de andar, de gesticular, de falar, e a preferência por determinados tipos de roupas ou de atividades não têm, necessariamente, nada a ver nem com orientação sexual nem com identidade de gênero. Em outras palavras, nada impede uma pessoa ser uma mulher biológica homoafetiva que se enquadra no estereótipo feminino, ou um homem biológico homoafetivo que se enquadra no estereótipo masculino.

Enfim, a confusão a respeito de papéis de gênero, orientação sexual e identidade de gênero se deve ao padrão binário que temos a mania de querer aplicar a tudo. Contudo, as possibilidades de expressão humanas não cabem em um sistema como este.

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No que diz respeito aos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, a situação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais/Travestis e Transgêneros, Queer, Inter-sexuais e Assexuais (LGBTQIA) não é respeitada no Brasil.

Segundo levantamento da ONG Grupo Gay da Bahia – GGB – um LGBTQIA é assassinado, por motivo homofóbico, a cada dois dias. Entretanto, infelizmente, a população LGBT não possui uma legislação específica que a proteja e criminalize a homofobia, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com os negros e o racismo, ainda que saibamos o quanto esta lei é precária em sua fiscalização e efetivação.

Além da discriminação irracional da população, os travestis e os transexuais ainda sofrem com a discriminação e o abandono da própria família, pois muitas delas não têm estrutura para aceitar que a identidade de gênero não corresponde ao sexo biológico.

Para tentar amenizar a questão, o governo do Estado de São Paulo criou leis para garantir a cidadania da comunidade LGBTQIA, embora prevendo punições apenas administrativas a atos discriminatórios contra sujeitos da comunidade LGBTQIA. A criação de uma lei protetiva mais ampla e eficaz para esta população é de competência exclusiva do Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional).

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QUESTÃO 4)

Direitos LGBT: conheça as propostas do movimento gay e dos candidatos à presidência

Os direitos civis dos homoafetivos, como o casamento de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homoafetivos, a criminalização da homofobia e a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBTQIA são algumas das demandas do movimento LGBTQIA. Apesar de a maioria destas propostas ser pauta do Legislativo, os temas não fazem parte da grande maioria dos programas dos partidos e candidatos postulantes à corrida presidencial, tampouco são considerados e respeitados pela sociedade já que não são previstos em nossa Constituição Nacional.

A Associação Brasileira ABGLT elaborou uma Plataforma pela Cidadania LGBTQIA para as Eleições de 2014. Os candidatos podem opinar em cada item com o "me comprometo" ou "não me compromento". Entre as principais propostas estão a execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, educação, saúde e segurança pública para comunidade LGBT e a criminalização da homofobia.

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Laerte. Disponível em: http://www2.uol.com.br/laerte. Acesso em: 2 de jul de 2017.

(8)

QUESTÃO 6)

[...] Fechava a fila das primeiras lavadeiras, o Albino, um sujeito afeminado, fraco, cor de espargo cozido e com um cabelinho castanho, deslavado e pobre, que lhe caia, numa só linha, até ao pescocinho mole e fino. Era lavadeiro e vivia sempre entre as mulheres, com quem já estava tão familiarizado que elas o tratavam como a uma pessoa do mesmo sexo; [...] Quando um casal brigava ou duas amigas se disputavam, era sempre Albino quem tratava de reconciliá-los, exortando as mulheres à concórdia.

E daí em diante, com efeito, não arredava os pezinhos do cortiço, a não ser nos dias de carnaval, em que ia, vestido de dançarina, passear à tarde pelas ruas e à noite dançar nos bailes dos teatros.

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Eu gosto de homens e de mulheres

E você o que prefere? E você o que prefere?

Eu gosto de homens e de mulheres

E você o que prefere? E você o que prefere?

Homens que dançam tango

Mulheres que acordam cedo

Homens que guardam as datas

Mulheres que não sentem medo

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QUESTÃO 8)

[...]

Me olhou, apoiada nas palmas da mão, e pediu que eu me desse conta de que, naquela hora, éramos duas mulheres se amando e que nunca duas pessoas poderiam ser tão iguais. (...)

O medo limita e destrói. Quando nos demos conta, não éramos mais livres. Aninha pertencia a uma cepa de gente que não podia viver daquele jeito. E, agora, ela não podia nem me abraçar sem antes investigar se alguém estava nos espionando.

A cada dia, meu suplício aumentava. Olhava meu pai atrás dos jornais. Por quê, pai? Por que éramos a exceção? Por que eu era duplamente a exceção? Não era isso a desgraça, meu pai? Lésbica. Me olhava no espelho e não enxergava a lésbica ali. Eu queria Aninha, não queria nenhuma outra mulher, me desesperava.

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Iam transformá-la num menino.

― Como menino, você poderá entrar e sair do mercado, comprar o que for preciso e ninguém vai parar você ― disse a mãe.

― É a solução perfeita ― continuou a sra. Weera.

― Você será nosso primo de Jalalabad que ficará conosco enquanto papai não estiver ― Nooria concluiu.

Parvana ficou olhando para as três. Era como se falassem uma língua estranha, e ela não estivesse entendendo nada.

ELLIS, Deborah. A outra face: história de uma

garota afegã. São Paulo: Ática, p. 48.

[...] Ia pedir à mulher para andar mais devagar, porque os talibãs consideravam crime que as mulheres fizessem barulho ao andar, mas mudou de ideia.

Se fossem pegas na rua após o toque de recolher, e uma mulher sem burca nem ao menos alguma coisa para cobrir a cabeça, o barulho que elas estivessem fazendo serio o menor de seus problemas. Parvana lembrou-se das cenas no estádio. Não queria nem pensar no que os talibãs fariam com ela e sua companheira.

ELLIS, Deborah. A outra face: história de uma

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