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Manutenção de aviões cresce no Brasil

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Academic year: 2021

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Manutenção de aviões cresce

no Brasil

Por João José Oliveira

A aviação está em crise no Brasil, registrando os piores indicadores de tráfego desde 2003, mas o segmento de manutenção dessa indústria está aquecido. Enquanto as companhias TAM, Gol e Azul aprovam projetos de expansão em hangares e oficinas da ordem de R$ 250 milhões para 2016, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) negocia um acordo bilateral com o órgão regulador dos Estados Unidos, maior mercado aéreo do mundo, que deve ampliar o universo de potenciais clientes para o país.

“O dólar mudou substancialmente a competitividade dos centros de manutenção no Brasil”, diz Ruy Amparo, vice presidente de operações da TAM, maior companhia aérea do Brasil, dona de 36% do mercado.

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Como as peças usadas na aviação são cotadas em moeda americana, a desvalorização do real em mais 50% desde 2014 reduziu em proporção similar os custos dos serviços de vistorias e trocas de equipamentos no Brasil.

Isso explica porque hoje o grupo Latam, que opera 349 aeronaves nas frotas das controladas TAM e LAN, realiza hoje no Brasil 65% da manutenção do grupo. Apenas 25% das checagens são realizadas em Santiago, no Chile, e 10% fora da América do Sul. Há dois anos, os hangares brasileiros da holding respondiam por 40% da manutenção da Latam.

Essa tendência vai ser acentuada a partir de 2016. O grupo Latam já tomou a decisão de investir R$ 10 milhões no centro de manutenção de São Carlos (SP), onde está o maior parque industrial da holding, que vai crescer em 25% a capacidade. Mas o principal projeto está orçado em R$ 100 milhões, que serão aportados no complexo de hangar, oficinas e depósitos que a Latam vai erguer no aeroporto de Guarulhos (SP).

Lá, serão realizadas as vistorias leves de rotina – os chamados checks A – de grande parte da frota de aviões de dois corredores (wide body) do grupo, além de parte das revisões leves dos aviões menores, de um corredor (narrow body) que passam por Guarulhos como destino final ou para conexões.

“Até meados do ano teremos concluído o projeto executivo. Então começam as obras, depois chegam os equipamentos e, na sequência tem o processo de certificação”, adiantou ao Valor o vice presidente da TAM, Ruy Amparo.

Mas esse ganho de competitividade proporcionado pelo câmbio é conjuntural e apenas estimulou uma tendência que já é estrutural no Brasil desde os anos 1990. “Diminuição de custos é uma característica marcante da globalização. E não há setor mais engajado na globalização do que o da aviação há muito tempo”, afirma Fulvio Delicato, sócio e presidente da Aerospace Brazil Certifications, empresa brasileira

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especializada em certificações. Delicato atua há três décadas nesse setor, tendo passado por grupos como Vasp, Transbrasil, Embrear e Accenture.

Segundo ele, nas décadas de 1980 e 1990 as empresas brasileiras enviavam quase todos os itens para manutenção no exterior – Estados Unidos, Alemanha e Canadá principalmente – por causa do baixo desenvolvimento tecnológico do paí então. “Mas a coisa mudou muito nos últimos anos”, conta Delicato. Segundo ele, foram protagonistas nesse processo além da fabricante de aviões Embraer – ao redor da qual se formou um cluster aeronáutico -, a nova geração de aéreas do país, TAM, Gol, Azul e Avianca, que substituiu as finadas Varig, Vasp, Transbrasil.

Desde meados dos anos 1990, o Brasil passou a desenvolver competência em centros de manutenção para revisões mais complexas, de grandes motores a complexos rádios e computadores de bordo, por exemplo. Assim, mesmo a chamada “heavy-maintenance” – ou manutenção pesada, realizada a cada dois anos e que dura de uma a duas semanas – passaram a ser feitas em solo brasileiro.

Centros de manutenção pesada foram construídos em Belo Horizonte, pela Gol, e aperfeiçoados em São Carlos, sede de manutenção da TAM. Oficinas de empresas multinacionais, como Parker, Honeywell, GE e Rolls-Royce foram estabelecidas aqui. “No início da operação, não faz sentido investir em indústria [centro de manutenção]. Mas na medida em que o negócio ganha escala, faz sentido econômico e operacional ter uma estrutura própria”, diz o diretor-executivo de operações da Gol, Sérgio Quito. “A Gol, por exemplo, passou a ser a principal operadora de Boeing na América do Sul”.A Gol investiu em 2006 mais de R$ 30,5 milhões no centro de manutenção de Confins, em Belo Horizonte, onde construiu uma infraestrutura de 17,3 mil metros quadrados. Desde então, vem economizando R$ 2 milhões

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ao ano por fazer em casa a manutenção das aeronaves.

A empresa se prepara agora para voltar a aportar recursos, dessa vez no Rio de Janeiro, o aeroporto do Galeão. O plano é atender a demanda por manutenção das aeronaves da Delta Air Lines, a companhia americana que também é sócia minoritária da aérea brasileira.

Para aproveitar o investimento na estrutura, a Gol está buscando ampliar as certificações junto a órgãos reguladores estrangeiros para começar a fazer outros tipos de revisões, como alguns procedimentos de motores, evitando custos relacionados à necessidade de levar equipamentos para fora do país. Também poderemos ampliar nosso escopo de atendimento a terceiros”, diz Quito, que já atende revisões de empresas como Copa e Aerolineas Argentinas.

O mesmo caminho está sendo percorrido pela Azul, que começa em 2016 o projeto de R$ 120 milhões que serão investidos em um centro de manutenção no aeroporto de Viracopos, em Campinas, principal hub (terminal de conexões) da empresa criada em 2008 pelo empresário David Neeleman, hoje a terceira maior do país,

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dona de 17% do mercado.

“No início da operação da empresa, não há volume que justifique uma área própria de manutenção, ainda mais se existem no país oficinas que atendem demanda e são certificadas, caso da TAP ME”, diz o vice presidente técnico operacional da Azul, Flavio Costa.

Hoje, grande parte da manutenção pesada da Azul é feita nos centro de manutenção localizados no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro – que pertenciam à Varig e que foram compradas pela portuguesa TAP.

“Na medida em que fomos crescendo o valor da contratação de manutenção foi subindo. Além disso, esses centros de terceiros não estão necessariamente nos nossos hubs e ainda atendem outras empresas. Precisamos cada vez mais de prioridades e logística favorável. A Azul chegou a esse ponto em que faz sentido econômico ter o próprio centro de manutenção”, diz Costa.

A obras do centro de manutenção da Azul em Campinas começam em janeiro. Depois que a infraestrutura estiver pronta, a

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companhia vai em busca das certificações, locais e estrangeiras. “Plano é buscar certificação para as três frotas, de Airbus, Embraer e ATRs”, disse o vice presidente da Azul sobre os modelos que formam a frota de 140 aeronaves.

Presente em 102 aeroportos, a Azul faz as revisões leves de rotina, os checks A, nesses terminais, com uma equipe de 1,2 mil técnicos. Esses processos continuarão sendo realizados nos terminais por onde trafegam os aviões da companhia.

FONTE: Valor Econômico

Voos comerciais na Base Aérea

de Santa Cruz?

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Clarissa Garotinho apresentou projeto ao ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha. Aeronáutica é contra

Famosa por abrigar o Hangar do Zeppelin, projetado para receber dirigíveis alemães na década de 1930, a Base Aérea de Santa Cruz, acostumada a receber aeronaves militares após a Segunda Guerra Mundial, pode ganhar vôos comerciais. O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, recebeu no último dia 27 um projeto das mãos da deputada Clarissa Garotinho (PR) para o uso comercial do espaço.

A ideia atende a pedido de empresários do setor de turismo, tendo em vista não só os Jogos Olímpicos de 2016, como também o crescimento imobiliário da Zona Oeste do Rio. “A população da Barra e Recreio tem crescido muito. Somente nos próximos meses teremos mais 11 mil novos apartamentos. A utilização da Base Aérea atenderia esta demanda e ajudaria a evitar o deslocamento de ainda mais veículos para Centro e Zona Sul em direção ao (Aeroporto) Santos Dumont”, defendeu Clarissa.

A utilização comercial da Base Aérea de Santa Cruz reduziria em 15 minutos o tempo gasto na ponte aérea Rio-São Paulo, que

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cairia para aproximadamente 30 minutos, menos da metade do tempo gasto da Barra ao Santos Dumont, por exemplo. Para a deputada, a Base Aérea atenderia também parte da demanda do Porto de Itaguaí, além de alavancar o turismo na Costa Verde, sobretudo em Angra dos Reis e Paraty.

Moradores de Santa Cruz, no entanto, veem com desconfiança a novidade. Para muitos deles, a prioridade seria investimentos em saneamento, escolas e mais postos de saúde. “Aeroporto na região é para atender os ricos. E Santa Cruz precisa de atendimentos aos pobres”, cobrou o comerciante Jeferson Silva. Clarissa Garotinho concorda com a reclamação dos moradores, mas lembra que as demandas são complementares. “É um fato que Santa Cruz precisa de mais serviços, mas um aeroporto comercial, numa base aérea que já existe, ou seja, com investimento a custo baixo, traria mais infraestrutura para toda a região. Seria benéfico para todo mundo”, defende Clarissa.

Aeronáutica: base é estratégica para segurança

aérea

O Comando da Aeronáutica informou ao DIA , por meio de sua assessoria de imprensa, que não recebeu, até o momento, nenhum documento que trate sobre o tema. “Ressaltamos, no entanto, que a Base Aérea de Santa Cruz é fundamental e estratégica para o sistema de Defesa Aérea do país e para a segurança do complexo industrial da Região Sudeste”, disse, em nota.

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A comissão liderada por Clarissa Garotinho — que incluiu representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ) e do Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB), que representam o setor — lembrou ao ministro Eliseu Padilha, que esteve presente ao lado do secretário executivo, Guilherme Mora, e do secretário de Aviação Civil, Juliano Noman, que outras bases aéreas já têm uso misto, como o caso de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e do Guarujá, no litoral paulista.

“O próprio Galeão, hoje Aeroporto Internacional Tom Jobim, já foi uma base aérea. O ministro ficou animado e pediu um prazo de 15 dias para apresentar um estudo técnico prévio sobre a viabilidade do projeto”, explicou a deputada. Procurado por meio de sua assessoria, o ministro não se pronunciou sobre a proposta.

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Independentemente da aprovação do projeto, os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim deverão receber uma série de melhorias até 2016. No Aeroporto Internacional, estão previstas mais 47 posições para estacionamento de aeronaves, 26 pontes de embarque e 63 balcões de check-in, melhorando o fluxo de embarque e desembarque de passageiros.

As obras previstas para o Santos Dumont incluem a reconstrução de 75 mil metros quadrados do pátio de aeronaves, com drenagem e pavimentação. O investimento é de R$ 42,8 milhões e dará mais segurança e agilidade às aeronaves no solo.

FONTE: O Dia

Título original: “Clarissa Garotinho quer voos na base de Santa Cruz”

David Neeleman, da Azul, é o

novo dono da TAP

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Por Tatiana Vaz

A negociação pela venda e consequente privatização da companhia aérea portuguesa TAP finalmente recebeu um desfecho: David Neeleman será o novo dono.

O anúncio foi dado agora pouco pelo governo português. O dono da Azul vai ficar com 61% da TAP.

Para levar a empresa, o empresário teve de vencer a proposta que havia sido feita pelo empresário Germán Efromovich, controlador da Avianca, com uma oferta “bem mais alta”, segundo jornais de Portugal.

O acordo englobaria uma injeção de capital entre 300 e 350 milhões de euros na companhia aérea, que atualmente acumula um prejuízo de 85 milhões de euros e uma dívida estimada em 1 bilhão de euros.

Hoje a TAP voa para 88 destinos em 38 países com uma frota de 77 aviões.

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promissor para as companhias aéreas do país.

Investida nos ares

Além do investimento, Neeleman garantiria à TAP a expansão de suas operações por aqui e em uma possível investida no mercado americano.

Nascido em São Paulo, em 1959, David Neeleman é filho de americanos e tem traçado sua carreira para a criação de grandes companhias aéreas.

Até agora, já criou quatro delas: a Morris Air e a JetBlue, nos Estados Unidos, a WestJet no Canadá e a Azul no Brasil. Com a TAP ele poderia dar ainda mais impulso à empresa brasileira.

Criada em 2008, Azul é a terceira do setor, com 15,87% de mercado e a maior taxa de ocupação dos voos, 89,70%, segundo dados da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) de janeiro.

A c o m p a n h i a t a m b é m é a n o v a t a n a o f e r t a d e v o o s internacionais, uma categoria que rende tarifas melhores por passageiros, com preços cravados em dólar.

Começou neste ano a ofertar voos para os Estados Unidos, além de melhoras de serviços a bordo. Com a TAP, os destinos oferecidos poderiam ser ampliados.

Resistência e greve

Nos últimos meses, funcionários da TAP promoveram greves por serem contrários à privatização da companhia.

O governo de Portugal tenta vender parte da empresa desde 2000. Na época o negócio não foi fechado porque a principal interessada, a Swiss Air, desistiu.

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a favorita, mas o governo acabou por não aceitar a proposta. Desta vez, o consórcio Gateway, união entre Neeleman e o empresário Humberto Pedrosa, ficará com 61% da companhia e reservará 5% aos funcionários.

Se não houver interesse deles, a porcentagem será entregue aos investidores.

O anúncio oficial será feito pelo governo português às 14h.

FONTE: EXAME

Participação de empresas

estrangeiras na aviação civil

pode ser permitida

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Por Hebert Madeira Da Rádio Senado

A participação de empresas estrangeiras na aviação civil brasileira poderá vir a ser permitida se for aprovado um projeto em análise no Senado que objetiva aumentar a oferta de empresas aéreas na aviação civil. Para o senador Raimundo Lira, as empresas aéreas brasileiras não prestam serviço de qualidade, em relação aos preços altos das passagens. Ainda segundo o senador, algumas empresas possuem frotas antigas e têm direção apenas fora do país.

FONTE: Senado Federal FOTO: Ilustrativa

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Boeing lança 777X com recorde

de encomendas

Impressão artística do futuro 777X da Boeing , que vai combinar a fuselagem alongada do 777 com material composto, com pontas das asas dobráveis, que contará com motores GE9X da GE Aviation.

DUBAI , Emirados Árabes Unidos – A Boeing lançou o programa 777X no Dubai Airshow 2013 com um número recorde de pedidos de clientes e opções de compra para o mais novo membro da sua família 777. Os acordos assinados para 259 aviões de quatro clientes em toda a Europa e Oriente Médio fornecem uma base sólida para apoiar o desenvolvimento e produção do avião.

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na história dos jatos comerciais em valores de dólar. As encomendas do 777X e compromissos incluem a Lufthansa com 34 aviões, Etihad Airways, com 25, Qatar Airways com 50 e Emirates, com 150 aviões. O valor total dos contratos é de mais de 95 bilhões de dólares a preços de tabela.

“Estamos orgulhosos da parceria com cada uma dessas companhias aéreas no lançamento do 777X – o maior e mais eficiente avião bimotor do mundo”, disse o Presidente da Área de Aviões Comerciais da Boeing e CEO Ray Conner. “Com o emprego de tecnologia de motores inovadora e uma asa de material composto totalmente nova vai ajudar a aumentar ainda mais o potencial de crescimento dos nossos clientes.”

O 777X baseia-se no 777, que comanda hoje 55% do mercado em sua categoria em termos de carteira de pedidos, e 71% da frota em serviço em todo o mundo. A família 777X inclui o 777- 8X e 777- 9X, ambos concebidos para responder às necessidades do mercado e as preferências dos clientes.

O 8X concorre diretamente com o A350-1000, enquanto o 777-9X está em uma classe por si só.

Promovendo a abertura de novas oportunidades de crescimento para as companhias aéreas, o 777-9X oferece capacidade para mais de 400 passageiros, dependendo das opções de configuração das companhias aéreas. Com um alcance de mais de 8.200 milhas náuticas (15,185 km), o avião terá o menor custo operacional por assento de qualquer avião comercial.

O segundo membro da família , o 777-8X, será o jato mais flexível do mundo. O avião terá capacidade para 350 passageiros e oferecem alcance de mais de 9.300 milhas náuticas (17,220 km).

“O avião terá como base o líder de mercado 777 e proporcionará uma economia operacional superior”, disse Conner. “O avião será 12 por cento mais eficiente do que qualquer avião concorrente, em termos de consumo de combustível.”

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O 777X apresenta as mais recentes tecnologias em vários locais, incluindo o motor comercial mais avançado já construído, o GE9X da GE Aviation – e uma nova asa de material composto com maior envergadura do que a do 777 de hoje.

Assim como o 787 Dreamliner, que foi lançado como 7E7, o 777X será formalmente anunciado em uma data posterior. O projeto do 777X está em andamento e fornecedores serão anunciados nos próximos meses. A produção está marcada para começar em 2017, com a primeira entrega alvo para 2020.

FONTE: Aviaton Week

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

MP pede fechamento de todos

os helipontos de São Paulo

Promotoria pede estudo sobre impacto dos helipontos na cidade. Segundo Maurício Lopes, regras municipais ferem legislação federal.

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O Ministério Público do Estado de São Paulo quer fechar os helipontos da capital paulista e pede que seja feito um estudo de impacto ambiental amplo sobre como eles afetam a população, principalmente quanto a ruído.

O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, que entrou com ação civil pública no dia 9, afirma que São Paulo tem mais 300 helipontos e que o impacto a prédios próximos, como escolas e hospitais, não é totalmente conhecido. “Eles fazem um mero estudo de impacto de vizinhança, num raio de 200 metros de influência, é muito pouco. “Quero um Eia-Rima do conjunto da obra”, afirmou.

Esses 200 metros citados por Lopes são a distância mínima que deve haver de estabelecimentos como escolas e hospitais para que o heliponto funcione, segundo a Lei nº 15.723, de autoria do vereador Milton Leite (DEM) e sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT). A regra, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) é diferente das previstas em norma federal, que prevê distância mínima de 300 metros. A Anac é o órgão ligado ao governo federal que regula a aviação no país.

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O fato de a lei municipal ser mais branda é um dos argumentos apresentados pelo promotor na ação. “Caso seja aplicada a lei, haverá conflito de competência regulatória entre as esferas federal e municipal, com prejuízo das atribuições legais da Anac”, afirmou.

Maurício Ribeiro Lopes afirma ainda que a falta de um estudo de impacto faz com que sejam desconsiderados o impacto cumulativo dos helipontos, quando instalados em locais próximos, e medidas mitigadoras que poderiam diminuir os efeitos.

O G1 tentou um contato com o vereador Milton Leite por meio de sua assessoria, mas ele não se manifestou até a publicação desta reportagem sobre o impasse e sobre as críticas do Ministério Público ao seu projeto de lei.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo afirmou que a implantação de helipontos e heliportos na cidade de São Paulo exige a aprovação prévia expedida pela Anac. Informou ainda que a Lei nº 15.723 está em fase de regulamentação.

Segundo a Anac, São Paulo tem 181 helipontos privados. A frota de helicópteros do Estado de São Paulo é de 714 helicópteros, a maior do país.

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Aeroporto em Parelheiros

Maurício Ribeiro Lopes esteve na Câmara de São Paulo no dia 10 e adiantou que entrará com uma ação contra o aeroporto caso realmente o empreendimento obtenha autorização para funcionar. “Não estou vendo viabilidade por conta do zoneamento”, afirmou.

O projeto da empresa Harpia Logística é para construir um aeroporto de aviação executiva (jatos executivos e taxi aéreo) e está previsto para um terreno bem ao lado do Trecho Sul do Rodoanel. A autorização para a construção veio do governo federal, em julho, e os empreendedores querem o aeroporto funcionando já 2014.

Só que os donos do projeto ainda não têm autorização da Prefeitura para iniciar o processo de licenciamento porque o terreno está em área de preservação. O empresário André Skaf, um dos responsáveis pelo empreendimento, garante que o impacto será o mínimo possível. Segundo ele, a maior parte do terreno

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tem apenas eucaliptos e será reflorestada, segundo o projeto. Moradores e ambientalistas, no entanto, se uniram contra a iniciativa afirmando que haverá prejuízo ambiental. Eles temem especialmente que seja afetada a Represa Guarapiranga, responsável por fornecer 30% da água da capital paulista.

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