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FORÇAS ARMADAS - UMA ESTRATÉGIA DE MUDANÇA[1]

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2010/05/15

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[1]

Alexandre Reis Rodrigues

Uma breve visita ao passado recente

Existe a imagem de que pouca coisa mudou nas Forças Armadas em Portugal, desde o fim da Guerra Fria, não obstante as profundas alterações no contexto de segurança em que nos situamos. Não é verdade.

Nos últimos 20 anos, realizaram-se inúmeras e importantes mudanças, algumas reformas de fundo e uma evolução significativa no pensamento de defesa. Muito claramente, o

país tem hoje umas forças armadas diferentes e sobretudo agora capazes de se integrarem sem dificuldades de maior em formações multinacionais.

Não era essa a situação existente quando ocorreu o 25 de Abril e na década subsequente, mal grado alguns nichos que, melhor ou pior, foram mantendo um mínimo de contactos internacionais no seio da NATO.

Vale a pena recordar algumas das mudanças mais importantes até porque isso, além de rectificar a percepção errada acima referida, também ajuda a contextualizar a continuação inevitável do

processo de transformação das Forças Armadas, no qual incluo as medidas anunciadas na

Resolução do Conselho de Ministros nº38/2008, 7 de Fevereiro, as quais, no entanto, não esgotam o assunto nem abrangem algumas questões de fundo que me parece inconveniente continuar a adiar. A mais importante reforma foi, sem dúvida, o fim do Serviço Militar Obrigatório em Novembro de 2004, depois de prolongados e duros debates e da fase do serviço de quatro meses que o governo de então considerou ser a melhor forma de fazer a transição. Bem recordo a dificuldade que foi explicar, nas discussões anuais do planeamento de defesa, em Bruxelas, aos nossos aliados e à NATO, o conceito dos quatro meses de serviço. Ninguém compreendeu! Foi, obviamente, um período de sacrifícios e de um grande esforço para a mudança. Hoje está consolidada mas, contrariamente ao que seria de esperar, não ficaram devidamente resolvidas as implicações financeiras da profissionalização, como aliás se receava. Daí que algumas vozes se levantem agora a defender o regresso à opção do serviço misto (obrigatório/voluntário). Não se tem tido presente que, como lembrava o então ministro da Defesa Nacional, «a profissionalização das Forças Armadas é um desafio de todos os anos».

As reduções de efectivos, outro assunto mal conhecido pela opinião pública, quase nunca pararam. Na realidade, as Forças Armadas nos últimos 15 anos, entre 1993 e 2008, reduziram os seus efectivos globais a praticamente metade, passando de cerca de 80000 para 40000; muito mais tinha sido reduzido anteriormente. Não obstante o enorme esforço feito para ajustar o funcionamento a esta nova realidade, os maiores custos de umas forças armadas profissionais e as sucessivas reduções dos orçamentos não deixaram que se concretizasse o objectivo, então já premente, de diminuir o peso relativo das despesas de Pessoal para fazer face à necessidade de aumentar o investimento e dar à operação e manutenção a dimensão necessária,

Em termos de pensamento sobre Defesa, a evolução mais relevante foi a resultante da discussão sobre o emprego das Forças Armadas como instrumento da política externa do país, assunto a que Fernando Nogueira, então Ministro da Defesa Nacional, se referia, em Junho de 1993, como «a afirmação mais importante que terá de surgir no novo conceito estratégico de Defesa Nacional». É interessante e elucidativo rever as discussões promovidas pela Comissão de Defesa da

Assembleia da República no âmbito da realização de um Colóquio Parlamentar em Junho desse ano, altura em que ainda se levantavam sérias interrogações sobre esse assunto. Hoje, esta vertente do emprego do poder militar está perfeitamente esclarecida e consagrada no Conceito Estratégico de Defesa Nacional. Na verdade, constitui, presentemente, uma ocupação central das Forças Armadas.

Para que isto se tornasse possível houve um esforço de reequipammento que, embora sofrendo de diversos percalços, incluindo falta de planeamento e insuficiente financiamento, permitiu dar às Forças Armadas as condições necessárias para, de forma digna para o país, participar em forças multinacionais, quer em ambientes com um grau elevado de conflitualidade, quer em condições de

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complexa exigência tecnológica e importância política.

Portugal tem estado regularmente envolvido, ao lado de aliados e amigos, em quase todos os conflitos e situações de instabilidade que, na última década, têm ameaçado a paz e a estabilidade: na Bósnia-Herzegovinia, na Macedónia, no Kosovo, na Sérvia, na Croácia, na Albânia, em Timor, no Afeganistão, no Golfo Pérsico, no Adriático, no Mediterrâneo e em vários países de África, umas vezes com forças integradas em formações multinacionais, outras autonomamente. Mais de três dezenas de milhares de militares portugueses estiveram presentes nesses territórios, em variadas operações de apoio à paz e de assistência humanitária, quer no âmbito da NATO, da União Europeia e/ou sob a égide das Nações Unidas. «Um currículo excepcional que garante a Portugal o acesso ao núcleo duro da política Comum de Segurança e Defesa»», para usar a caracterização que o actual ministro da Defesa faz dessa situação.

Portugal teve ainda duas oportunidades particularmente relevantes em termos de projecção de imagem no exterior quando garantiu, pelo período de um ano de cada vez, o comando da Força Naval Permanente do Atlântico, a mais prestigiada força de resposta rápida que a Aliança jamais teve e onde estavam representadas as marinhas mais sofisticadas do mundo. Este compromisso (que incluiu também a disponibilização do navio-chefe e o núcleo do estado-maior) só passou a estar ao nosso alcance no início da década de noventa, pela entrada ao serviço, em 1993, das três fragatas da classe Vasco da Gama e pelo salto tecnológico e doutrinal com que a Marinha em geral acompanhou esse passo. Está previsto repetir-se em 2009, de acordo com o ciclo de rotação entre os países participantes.

Estas realizações atestam a boa resposta que as Forças Armadas têm conseguido dar os desafios das mudanças e ao desejo de Portugal ser um participante activo dos esforços de manutenção da paz e estabilidade do mundo, não obstante várias dificuldades conhecidas mas nem sempre compreendidas pela opinião pública.

A transformação empreendida, no entanto, está longe de poder ser considerada completa; ainda mais se tivermos em conta o propósito expresso pelo ministro da Defesa Nacional de que, com a aprovação do Tratado de Lisboa, Portugal tudo deverá fazer para integrar, desde o primeiro momento, as “cooperações estruturadas permanentes», um desafio que exigirá uma alteração radical na forma de encarar, doravante, os assuntos de Defesa. A estratégia de mudança a seguir para esse fim não pode deixar de começar por clarificar o modelo de Forças Armadas a adoptar. Que modelo de Forças Armadas?

Portugal, como qualquer outro país de reduzida dimensão, escassos recursos e uma economia ainda débil, precisa de ponderar cuidadosamente quais os objectivos que deve estabelecer para as suas Forças Armadas e, em especial, a forma como deve organizar para efeito político máximo a sua participação na NATO e na União Europeia. Isto implica ter presente que aos indispensáveis apoios e solidariedade que retira dessa participação terá que fazer corresponder uma cabal satisfação das correspondentes obrigações e compromissos assumidos.

Tendo presente esta situação, Portugal, na formulação do caminho a seguir e na escolha das opções que se lhe deparem, tem, portanto, que ser capaz de conciliar os seguintes dois aspectos: por um lado, as suas necessidade específicas de segurança e defesa, mostrando inequívoca vontade e determinação, a todos os níveis, em assumir responsavelmente todas as obrigações na área sob seu controlo ou de interesse directo; por outro lado, a constituição de capacidades militares em que os nossos aliados revejam vontade de contribuir de forma eficaz para a segurança do colectivo, e o empenho em ser pronto e eficaz na resposta aos pedidos de assistência que possa receber das organizações ou das coligações em que o Governo tenha decidido participar.

Como se compreenderá facilmente, não há uma receita comum para dar relevância à contribuição que os países com forças de pequena dimensão possam dar à NATO, mal grado esta recomende que se aposte nos chamados «nichos de capacidades», expressão que pretende referir as áreas onde exista maior facilidade de contribuir para o esforço do colectivo; o exemplo sempre apontado é o da República Checa com as suas unidades especializadas em guerra química, bacteriológica ou nuclear.

Se um país tem, por motivos nacionais, necessidade de desenvolver uma determinada

especialização ou componente ou se tem especial apetência ou facilidade para aperfeiçoar perícias em determinadas sectores específicos de actividade então fará certamente sentido que tire partido dessas circunstâncias para disponibilizar no seio da Aliança essas mesmas aptidões em benefício do colectivo.

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outras áreas, dependente por inteiro da ajuda dos seus aliados. Por outras palavras, uma eventual aposta numa determinada especialização pode ser um factor determinante do planeamento de forças mas não pode resultar em prejuízo da coerência do conjunto. Até que ponto a recomendação da NATO se pode aplicar a Portugal é assunto que veremos seguidamente.

Portugal tem a particularidade de um território disperso o que acarreta a necessidade de se manter organizado para reforçar militarmente qualquer das partes, se surgir uma situação anómala, ou para prestar assistência em caso de acidente natural ou calamidade que requeira a utilização dos meios que as Forças Armadas tenham disponíveis para auxiliar numa rápida e eficaz saída da situação. Portugal tem também que manter um envolvimento activo com as várias comunidades dispersas por quase todo o mundo; deve procurar ajudar a promover a sua imagem e visibilidade nos países de acolhimento, um objectivo a que, como é tradicional, as Forças Armadas, através de visitas e programas de cooperação, podem dar um contributo ao esforço diplomático. Algumas dessas comunidades vivem em zonas onde a estabilidade social não é segura; à semelhança do que aconteceu na Guiné em 1998, em que se tornou necessário proceder à evacuação urgente de um número apreciável de cidadãos, situações semelhantes podem repetir-se (aliás, tinham ocorrido anteriormente, ainda que com uma dimensão bem menor, na República do Zaire e em Angola). Ninguém espera, realisticamente, que o país possa dispor de meios militares para corresponder sozinho a todas as situações que possam surgir neste âmbito; isso, no entanto, não nos dispensa de ter meios para estar presente, sermos os primeiros a responder se se tratar de interesses eminentemente nacionais e assim ter credibilidade e “autoridade para nos fazermos ouvir” no esforço de mobilização dos indispensáveis apoios internacionais.

Portugal está inserido numa região que tem a situação invejável de não enfrentar ameaças clássicas directas à sua integridade territorial, em que as probabilidades de conflitos militares se tornaram extremamente remotas e onde não se verificam corridas aos armamentos. No entanto, não tem a paz que a ausência da possibilidade de guerra pressupunha, porque, num mundo em

crescente globalização, está mais vulnerável a crises e conflitos que, mesmo distantes e

aparentemente sem ligação com a nossa situação, acabam geralmente por se repercutir, directa ou indirectamente, sobre os nossos interesses ou por suscitar a nossa intervenção no âmbito do modelo de segurança colectiva em que o país participa. Esta alteração do contexto de segurança obriga-nos a passar do conceito de Defesa essencialmente passiva e estática, que prevaleceu até ao fim da Guerra Fria e desenhado para responder a agressões externas (salvaguarda da

integridade territorial) para um conceito de Defesa activa e dinâmica na defesa de interesses, onde quer que estejam ameaçados, deixando, portanto, de se confinar aos limites restritos das fronteiras. Esta nova caracterização do ambiente de segurança e a especificidade da situação portuguesa, conforme atrás descrita, mostram que os interesses eminentemente nacionais conjugam-se perfeitamente com as recomendações que, quer a NATO, quer a União Europeia, têm vindo a fazer sobre a indispensabilidade de as forças armadas se adaptarem ao novo ambiente de segurança mundial, passando a apostar claramente na capacidade de intervenção no exterior. Ou seja, um sistema de forças com uma configuração muito centrada na capacidade de deslocação fácil, portanto, muito apoiada na mobilidade.

Portugal deveria adoptar como própria a meta que a NATO estabeleceu, como recomendação, ao definir que 40% do efectivo global deve estar organizado e pronto para poder ser movimentado para intervenção fora das suas áreas habituais de permanência. As forças navais e as forças aéreas, pela sua própria natureza intrínseca, respondem bem a este requisito mas às forças terrestres põe-se a necessidade de um esforço específico de adaptação, quer na sua organização, quer no põe-seu equipamento e armamento; naturalmente, o transporte marítimo e/ou aéreo, ao nível conjunto, implica uma estreita coordenação dos planos de reequipamento dos três ramos, desde a sua fase inicial.

Em termos militares, para se distinguir e ganhar importância, Portugal não pode, por motivos óbvios, apostar na dimensão ou nos maiores avanços tecnológicos, não obstante esta área tenha que estar sempre presente. Pode, no entanto, facilmente investir na prontidão, ou seja manter uma

organização, treino e disponibilidade que permita ao Governo dar uma resposta rápida sempre que isso possa trazer dividendos políticos. Ficam assim estabelecidas as duas primeiras pistas – duas apostas essenciais - a ter em consideração na definição do modelo de forças armadas: mobilidade e prontidão.

Noutra perspectiva, Portugal tem perante as duas organizações internacionais a que está ligado – a NATO e a UE - a obrigação básica de manter a vigilância e controlo sobre a área marítima que rodeia e se interpõe entre as três parcelas de território, grande parte da qual é também fronteira comum da

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União Europeia e uma encruzilhada de rotas de navegação mercante de cujo tráfego seguro e ordeiro depende um largo sector da economia mundial.

De Portugal, espera-se, pelo menos, a capacidade de manter um conhecimento detalhado e actualizado do panorama em todas as vertentes de actividade nessa área (mercante, de pesca, de investigação e de exploração de recursos do fundo do mar, de recreio, etc.) e saber responder pelo seu controlo perante aliados e amigos. Portugal precisa de poder “jogar” esta capacidade nos “três tabuleiros” em que se processam as operações navais (superfície, acima-superfície e

sub-superfície) sem o qual não haverá garantia de detecção de eventuais desvios de comportamento que possam configurar ameaças ou acções lesivas dos nossos interesses.

Escusado seria relembrar como cada vez mais a segurança em terra se mostra dependente da segurança no mar e sobretudo da prevenção de actividades ilícitas que, mesmo apenas de

passagem sobre o nosso território, podem repercutir-se sobre as actividades económicas e sobre a segurança em geral,. Portanto, há aqui, claramente, mais uma importante área de actuação em que os interesses nacionais e os da NATO/UE coincidem.

Portugal não deve pois hesitar tirar partido desta circunstância realçando a contribuição que dá nesse contexto, através de uma actuação permanente, quer nas aproximações ao continente, quer nas imediações dos arquipélagos e zonas sob jurisdição nacional. Daqui resulta como terceira pista para a definição do modelo de forças a adoptar, a necessidade de uma componente aeronaval dimensionada para estas responsabilidades, nacionais e internacionais, e sustentada num modelo de organização que integre a colaboração de todas as agências com actividade paralela na área. Este último aspecto requer uma outra atenção, pois para que haja sucesso é preciso que, à semelhança da integração de esforços que existe a nível internacional, se faça prevalecer, no contexto interno, entre as diversas organizações e serviços intervenientes, um critério rigoroso de cooperação. Este entendimento deve substituir o ambiente de disputa de alargamento de áreas de influência das forças de segurança, que se tem visto crescer ultimamente mal grado a falta de racionalidade que essa situação revela.

Como qualquer país de pequena dimensão, Portugal poderá não ter nas operações conjuntas, envolvendo os três ramos, o modelo mais frequente de intervenções militares. Mas não pode deixar de prever e explorar todas as sinergias possíveis da integração, operacional e táctica, dos meios de cada ramo, os quais devem sempre ser pensados precisamente para permitir essa finalidade. É aliás neste ponto que, sem dispêndio extra de recursos, se poderá depositar a aspiração de se ir mais longe, concebendo a organização dos meios para actuação como um núcleo de identidade operacional específica, isto é, capaz de manter uma individualidade própria, pela coerência táctica/militar da sua composição.

Este aspecto, especialmente exigente em termos de organização, muito mais do que em recursos, constituirá sempre uma questão central do modelo de forças a adoptar, como o que pode fazer a grande diferença entre ter um sistema de forças coerente e organizado sob uma visão de conjunto ou uma simples panóplia de meios cuja articulação e complementaridade não tenha sido garantida desde o início. Esta possibilidade não é apenas relevante pela possibilidade que abre de levar a cabo operações autónomas, se forem essas as circunstâncias que possam interessar ao país ou que o país não possa evitar (de novo, o caso da Guiné 1998); é também da maior importância para actuações integradas numa força multinacional, contra a alternativa da atribuição isolada de unidades cujo contributo facilmente se dilui no âmbito mais alargado da formação a integrar. Esta orientação concilia interesses eminentemente nacionais, como resposta à natureza

arquipelágica do território e à existência de variadas comunidades espalhadas pelo mundo, com o interesse de dar às eventuais participações no exterior uma maior visibilidade nacional. O modelo de forças deve, portanto, incluir uma vertente de natureza conjunta para actuação autónoma, mesmo que apenas numa dimensão minimalista.

Para a NATO e para a União Europeia, Portugal tem um acervo de conhecimentos e de experiência em África que podem tornar especialmente relevante a participação portuguesa em qualquer intervenção que essas organizações, eventualmente em coordenação com o Organização de Unidade Africana, possam ter que accionar em resposta a pedidos de apoio para a resolução de focos de instabilidade que ameacem a segurança de populações ou de estados. África constitui uma região onde Portugal tem uma facilidade única de desenvolver ligações úteis para todas as partes, quer num âmbito bilateral, quer no contexto multinacional da Aliança e União de que faz parte. Trata-se, portanto, de uma área de actuação onde o país, pelos seus conhecimentos e apetências, pode ir buscar mais valias e onde se pode distinguir, pela positiva, dos demais.

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vantagem em privilegiar e que é precisamente uma das áreas em que Portugal tem conseguido desenvolver contactos úteis em África, com benefícios mútuos. Trata-se, reconhecidamente, de uma sector muito exigente em recursos humanos de qualidade mas não tanto em investimentos

avultados e tecnologias muito sofisticadas. Portugal poderá dar uma relevância acrescida ao seu sistema de forças se continuar a apostar neste campo e consolidar o prestígio que tem. Esta recomendação completa o conjunto das cinco principais caracterizações que o modelo de forças portuguesas deve adoptar.

Não referi expressamente a questão do modelo de forças armadas profissionais porque o assumo como dado adquirido, não obstante as suas implicações financeiras precisarem de ser

reconsideradas, nem desenvolvi o tema da opção qualidade/quantidade porque me parece ser óbvio que a necessidade de cumprir critérios mínimos de interoperabilidade e o anunciado empenho do Governo em participar nas “cooperações estruturadas permanentes” não deixa, hoje em dia, alternativas a um acompanhamento próximo das mais recentes evoluções tecnológicas. O futuro

Não obstante os progressos descritos no início deste capítulo, há ainda um caminho a percorrer para pôr racionalidade nalgumas áreas importantes para a continuação do processo de

transformação das Forças Armadas e, em especial, para a resolução definitiva das dificuldades crónicas com que a Instituição Militar se debate há décadas e que estão a ser a origem de algumas frustrações e desencantos que não deveriam existir.

A questão do planeamento de forças e a da estrutura orçamental são as duas mais óbvias e talvez as mais decisivas para se sair da situação acima referida; só que são também as mais sensíveis para os ramos. Mexer em qualquer delas requer, portanto, uma clarificação prévia do propósito a alcançar, uma explicação da metodologia a seguir e o estabelecimento do respectivo calendário. Não havendo esse cuidado e não se promovendo uma participação alargada e aberta no processo, a tarefa pode tornar-se muito complexa ou impossível pela dificuldade de suscitar um nível de adesão razoável dos intervenientes.

Vejamos o caso da correcção da estrutura orçamental, muito afectada pelo excessivo peso da componente Pessoal. Ninguém contesta a imperiosa necessidade de se resolver este problema mas nem todos têm a mesma opinião sobre a forma de o encarar; ainda recentemente, o ministro da Defesa Nacional reconhecia que Portugal teria que se «aproximar das despesas de investimento em matéria militar». De facto, sem este assunto resolvido, a componente Investimento continuará sem a dimensão que a modernização exige e a componente Manutenção/Operação continuará a impor restrições no planeamento de actividades, a não permitir observar devidamente os critérios de manutenção do material, a dificultar o cumprimento dos prazos de reparação e ainda a não garantir um nível cabal de sustentação das forças. É o ponto em que todos concordam.

As opiniões, porém, dividem-se entre os que calculam que o assunto possa ser resolvido no âmbito do crescimento do orçamento para a meta dos 2% do PIB, conforme consagrado no Conceito Estratégico de Defesa Nacional mas não cumprido, e os que estimam ser necessária a medida adicional da redução de efectivos. É esta última perspectiva que o Capítulo xxx resume depois de uma descrição mais detalhada do problema.

A clarificação do que será necessário fazer e o desenvolvimento do respectivo plano, com um objectivo específico e datado, não é assunto que possa continuar a ser deixado de lado; o facto de as Forças Armadas viverem com ele há décadas, tendo mesmo assim feito progressos, não atenua a sua importância nem permite deduzir que tudo pode continuar na mesma. Pelo menos não deve, porque não faz sentido manter uma Instituição em que o País se deve rever com orgulho a funcionar em termos financeiramente irracionais e porque os custos acumulados serão cada vez mais difíceis de enfrentar.

No entanto, o assunto não pode ser encarado isoladamente; a correcção que for necessário fazer não pode deixar de ser associada com a definição do modelo de forças pretendido, estando ambos os assuntos intimamente ligados. Por exemplo, se o objectivo é privilegiar qualidade sobre

quantidade – eu penso que deve ser - então os encargos com Pessoal terão que estar abaixo do tecto de 50% do orçamento da Defesa; se a meta de qualidade é colocar as nossas Forças Armadas a um nível de sofisticação dos mais elevados, então o tecto para Pessoal poderá ter que ser ainda mais baixo.

Mas não terá que ser a mesma percentagem para todos os ramos; a Força Aérea e a Marinha (por esta ordem) são mais de capital intensivo do que o Exército. Neste, como o número de efectivos conta de uma maneira diferente, a relação encargos do Pessoal e do Material será em princípio diferente, dependendo o equilíbrio do envolvimento tecnológico que se pretenda adoptar; é preciso

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ter em conta a experiência dos últimos conflitos, que encerra ensinamentos importantes para a definição da estrutura da componente terrestre do Sistema de Forças Nacional.

Estas considerações, mesmo abreviadas, mostram que o problema orçamental é essencialmente um tema do planeamento de forças, exigindo uma abordagem sistémica que relacione todas as suas vertentes e implicações. A melhor forma de a conseguir, na minha perspectiva, é através de uma nova metodologia de planeamento baseada em Capacidades.

Esta ideia, na sua essência, não é nova; surgiu no fim da Guerra Fria, quando, pelo

desaparecimento da ameaça soviética, os EUA se viram obrigados a mudar a lógica do seu planeamento de forças passando de uma metodologia baseada na ameaça (threat oriented) para uma metodologia mais flexível, mais virada para enfrentar o imprevisto e o desconhecido, portanto, centrada essencialmente em capacidades (capabilities based). Foi nesta interpretação que o conceito foi “exportado” para aplicação na NATO mas o seu principal interesse para outros países, em particular os de pequena dimensão, com preocupações de segurança muito diferentes, estende-se para além desestende-se aspecto particular.

Uma das suas principais vantagens, no nosso caso, por exemplo, surge logo na formulação do Conceito Estratégico de Defesa Nacional, na forma como deve ser concebida a configuração do sistema de forças. Tal como tem sido encarado, este documento está excessivamente restrito a pouco mais do que os pontos de partida tradicionais - «a defesa nacional como o garante da defesa militar do País e da concretização dos objectivos do Estado», etc. Estes objectivos, não obstante serem importantes sob um ponto de vista institucional, já se encontram referidos em documentos precedentes (Constituição e Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas); não sendo

desenvolvidos com orientações minimamente concretas, isto é, não se adiantando alguma ideia sobre a forma como as missões devem ser cumpridas e com que nível de ambição, acabam por ser insuficientes como pistas úteis para o trabalho seguinte dos planeadores.

O conceito de Capacidade, tal como o interpreto, responde bem a esta necessidade porque para além da identificação do propósito a alcançar e da especificação das condições em que isso deve ser previsto (nível de conflitualidade máximo, requisitos de sustentação e mobilidade, duração, prontidão, etc.), deve também referir os meios necessários (unidades, equipamentos, sistemas de armas e sensores, etc.) e a forma como devem estar organizados, isto é, o modo como se

relacionam, como se complementam ou devem interagir.

Estes detalhes devem surgir de forma transparente ao longo do processo de planeamento. Ao nível estratégico aparecerão sob contornos relativamente genéricos, mas dando já uma ideia do nível de ambição a atingir em cada uma das principais missões atribuídas (por exemplo, a dimensão e contexto em que deve ser prevista a capacidade de intervenção no exterior), seguindo, aliás, o que é costume ver em documentos semelhantes noutros países. Os detalhes deverão aparecer nos patamares subsequentes, como é o caso do Conceito Estratégico Militar.

Assim considerado, o conceito de Capacidade garante um processo de planeamento coerente, racional, interactivo e conjunto.

Coerente porque obriga a uma disciplina de planeamento centrado constantemente nos objectivos a atingir (output) e a ter presente que os meios a adquirir são apenas um instrumento da Capacidade a constituir e não uma finalidade em si próprios.

Racional porque obriga a fazer passar todas as decisões de aquisição de meios (ou da sua manutenção ao serviço) pelo teste da verificação do contributo que dão para a constituição das Capacidades aprovadas; evita o risco de dispersão de recursos em meios que não sejam de necessidade comprovada para as Capacidades em questão e ajuda a clarificar a importância relativa de cada um nesse contexto.

Interactivo porque, fazendo uma ligação estreita entre os meios e as finalidades a que se destinam, facilita a identificação dos pontos de interdependência e obriga a rever automaticamente a

formulação das Capacidades em função das disponibilidades dos meios. Se um determinado sistema, unidade ou plataforma, não pode ser adquirido então torna-se directamente claro que as Capacidades associadas deixam de ser viáveis ou ficam limitadas. Melhora-se o processo de decisão.

Conjunto porque leva a abordar, onde aplicável, o emprego integrado dos meios dos três ramos logo na fase inicial do processo de planeamento em vez de deixar esse tema para o fim, pensando-o apenas em termos do que existe em cada ramo, um tipo de improviso que só por mero acaso pode dar certo.

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Naturalmente, estes dois assuntos – estrutura do orçamento e utilização do conceito de

“Capacidades” - não esgotam o tema do planeamento de forças; aliás, nem esse poderia ser o objectivo de um trabalho deste género e sobretudo tão abreviado.

Em qualquer caso, são dois temas essenciais da estratégia de mudança que Portugal precisará de adoptar para responder aos desafios de segurança e defesa que tem pela frente; deles depende, em grande parte, a garantia de que a definição do sistema de forças e a formulação das bases do seu conceito de emprego, tendo em vista o reequipamento e modernização das Forças Armadas, são encarados de uma forma linear, ordenada e contínua, atributos que o processo em vigor não consegue reclamar.

[1] Texto originalmente publicado no livro “Forças Armadas, uma Visão para Portugal”, Março de 2009.

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D

EFESA

[1]

Alexandre Reis Rodrigues

2008/11/18

C

RISENA

I

NSTITUIÇÃO

M

ILITAR João Brandão Ferreira

2008/10/31

(9)

Alexandre Reis Rodrigues

2008/06/26

S

UBVERSÃOECONTRA

-

SUBVERSÃO

[1]

Francisco Proença Garcia[2]

2008/06/23

A

INDAA

D

EMISSÃO DO

S

ECRETÁRIO EDO

C

HEFEDO

E

STADO

-M

AIORDA

USAF

Alexandre Reis Rodrigues

2008/06/20

U

MA

R

EFORMAMAL EXPLICADA

[1]

Alexandre Reis Rodrigues

2008/04/02

A

RELEVÂNCIAESTRATÉGICADO

P

ODER

A

ÉREO NUMAAPROXIMAÇÃO ÀS

O

PERAÇÕES

B

ASEADAEM

E

FEITOS

[1] (P

ARTE

II)

João Vicente

2008/04/01

A

RELEVÂNCIAESTRATÉGICADO

P

ODER

A

ÉREO NUMAAPROXIMAÇÃO ÀS

O

PERAÇÕES

B

ASEADAEM

E

FEITOS

[1] (P

ARTE

I)

João Vicente

2008/03/10

U

M

O

ÁSISNO

“D

ESERTO

” P

ORTUGUÊS

: O C

OLÉGIO

M

ILITAR João Brandão Ferreira

2008/02/13

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EO NOVO

C

OMANDO

O

PERACIONAL

C

ONJUNTO Alexandre Reis Rodrigues

2008/02/11

R

EFORMANECESSÁRIA

?

João Ferreira Barbosa

2007/12/10

S

EGURANÇA

: V

ISÃO

G

LOBAL

. A

PERSPECTIVADAS

I

NFORMAÇÕES

[1]

Jorge Silva Carvalho

2007/11/15

A I

MAGEM

P

ÚBLICADAS

F

ORÇAS

A

RMADASNO

Q

UADRODASSUAS

M

ISSÕES José Castanho Paes

2007/11/11

W

ARINTHE

XXI C

ENTURY

[1]

Francisco Proença Garcia

2007/10/04

A G

UARDA

N

ACIONAL

R

EPUBLICANA

(GNR)

NAS

M

ISSÕESDE

P

AZ

[1]

Francisco M. Rodrigues[2]

2007/10/03

A I

NDÚSTRIADE

D

EFESA

– E

NQUADRAMENTO

G

ERAL

[1]

José Silva Cordeiro[2]

2007/08/03

O C

ÓDIGODO

S

ILÊNCIO Alexandre Reis Rodrigues

2007/06/28

A

IMPORTÂNCIAESTRATÉGICADA

I

NDÚSTRIABRASILEIRADE

D

EFESA

[1]

Marcelo Rech[2]

2007/06/18

D

ECOMO

O

PINARCOM

C

REDIBILIDADEACERCADAS

F

ORÇAS

A

RMADAS

. C

ONSIDERAÇÕES FINAIS João Pires Neves[1]

(10)

2007/06/11

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

S

R

ECURSOS

F

INANCEIROS

,

OS

N

ÚMEROS E OSEU

S

IGNIFICADO

. (2ª P

ARTE

) (I-A)

João Pires Neves[1]

2007/06/04

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

SRECURSOS

F

INANCEIROS

,

OS

N

ÚMEROS EOSEU

S

IGNIFICADO

.

João Pires Neves[1]

2007/05/29

D

EVEM OS

C

HEFES DE

E

STADO

M

AIORDECLARAROS RENDIMENTOS

?

João Brandão Ferreira

2007/05/28

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

S

R

ECURSOS

H

UMANOSE A

F

ORMAÇÃO

” (IV)

João Pires Neves[1]

2007/05/20

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

S

R

ECURSOS

H

UMANOSE A

M

OTIVAÇÃO

(III)

João Pires Neves[1]

2007/05/14

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

S

R

ECURSOS

H

UMANOSE OS

Q

UADROSDE

P

ESSOAL

(II)

João Pires Neves[1]

2007/05/07

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EOS

“R

ECURSOS

”. O

S

R

ECURSOS

H

UMANOSE AS

N

ECESSIDADES

O

RGANIZACIONAIS

(I)

João Pires Neves[1]

2007/05/06

A GNR

E O

M

AR

T

ERRITORIAL

(

VERSÃOINTEGRALDOARTIGOPUBLICADO NOJORNAL

P

ÚBLICO DE

5

M

AIO

)

Alexandre Reis Rodrigues

2007/04/30

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. A C

OMPONENTE

F

IXAEAREESTRUTURAÇÃODAS

F

ORÇAS

A

RMADAS

(3ª

PARTE

) (VI-B)

João Pires Neves[1]

2007/04/26

O G

RANDE

D

ESAFIODA

D

EFESA

Grupo de Trabalho do Instituto Humanismo e Desenvolvimento[1]

2007/04/25

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

E

CONOMIA Alípio Tomé Pinto[1]

2007/04/20

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. A C

OMPONENTE

F

IXAEA

R

EESTRUTURAÇÃO DAS

F

ORÇAS

A

RMADAS

(2ª P

ARTE

) (VI-A)

João Pires Neves[1]

2007/04/16

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. A C

OMPONENTE FIXAEA

R

EESTRUTURAÇÃODAS

F

ORÇAS

A

RMADAS

(1ªP

ARTE

) (VI)

João Pires Neves[1]

2007/04/14

C

ONHECIMENTO

, U

SOE

C

ONTROLO DO

M

AR

P

ORTUGUÊS José Castanho Paes

2007/04/09

(11)

João Pires Neves[1]

2007/04/05

A A

LMADAS

I

NSTITUIÇÕES Alípio Tomé Pinto[1]

2007/04/02

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. O SFN

EA

P

ROGRAMAÇÃO

M

ILITAR

(V)

João Pires Neves[1]

2007/03/26

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. O S

ISTEMADE

F

ORÇAS

(1997),

O

11

DE

S

ETEMBRO DE

2001

EO

S

ISTEMADE

F

ORÇAS

(2004) (IV)

Autor: João Pires Neves[1]

2007/03/19

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. O S

ISTEMADE

F

ORÇASEASUA

E

STRUTURA

O

RGANIZATIVA

(2ª P

ARTE

) (III.A)

João Pires Neves[1]

2007/03/12

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. O S

ISTEMADE

F

ORÇASEASUA

E

STRUTURA

O

RGANIZATIVA

(1ª P

ARTE

) (III)

João Pires Neves[1]

2007/03/06

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

“O

RGANIZAÇÃO

”. O S

ISTEMADE

F

ORÇAS

N

ACIONAL

,

O

P

LANEAMENTOE AS

S

ENSIBILIDADES

(II)

João Pires Neves[1]

2007/02/27

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

”O

RGANIZAÇÃO

”. O S

ISTEMADE

F

ORÇAS

. A G

RANDE

R

EFERÊNCIA

. (I)

João Pires Neves[1]

2007/02/16

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EO

“A

MBIENTE

N

ACIONAL

” (II)

João Pires Neves[1]

2007/02/13

A (R)E

VOLUÇÃODO

P

ENSAMENTOESTRATÉGICO

[1]

João Vicente[2]

2007/02/12

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS EO

A

MBIENTE

I

NTERNACIONAL

(I)

João Pires Neves[1]

2007/02/10

O C

ERCO

A

PERTA

-

SE Eduardo Silvestre dos Santos

2007/02/05

A

S

F

ORÇAS

A

RMADAS

– A “F

INALIDADE EA

M

ISSÃO

João Pires Neves[1]

2007/01/29

D

ECOMO

O

PINARCOM

C

REDIBILIDADEACERCADAS

F

ORÇAS

A

RMADAS João Pires Neves[1]

2007/01/09

O N

AUFRÁGIO

[1]

Alexandre Reis Rodrigues

2006/12/03

A

NTI

-

MILITARISMO

P

RIMÁRIO José Castanho Paes [1]

2006/11/30

(12)

João Brandão Ferreira

2006/10/22

T

ENDÊNCIAS DASCOMPONENTES TERRESTRESDAS

F

ORÇAS

A

RMADAS Miguel Moreira Freire

2006/10/01

O C

OMANDO

O

PERACIONALDAS

F

ORÇAS

A

RMADASEO

Q

UARTEL

-G

ENERAL

C

ONJUNTO

.

E

QUÍVOCOSA DESFAZER

.

Alexandre Reis Rodrigues

2006/09/21

B

OLONHA

,

O

E

NSINO

S

UPERIOR

M

ILITAREA

Q

UALIDADE Casimiro Pacheco Talhinhas

2006/09/14

Q

UESTÕESQUE SEPÕEM AO

E

NSINO

S

UPERIOR

M

ILITAR João Brandão Ferreira

2006/07/07

O C

OLÉGIO

M

ILITARPARAALUNOSEXTERNOS

?

João Brandão Ferreira

2006/06/27

O

RGULHOSAMENTESÓS António Borges de Carvalho

2006/06/08

F

ORÇAS

I

NTERNACIONAIS EM

T

IMOR

. C

ADEIADE

C

OMANDO Américo Silva Santos

2006/06/07

A GNR

E AS

R

ELAÇÕES DE

C

OMANDO

. O

UTRAPERSPECTIVA António Borges de Carvalho

2006/06/06

A GNR

E AS

R

ELAÇÕES DE

C

OMANDO João Ferreira Barbosa

2006/06/01

R

EEQUIPAMENTOADIADO João Ferreira Barbosa

2006/05/06

O PRACE

EA

D

EFESA

N

ACIONAL João Ferreira Barbosa

2006/03/27

O C

OMANDO

S

UPREMODAS

F

ORÇAS

A

RMADAS António Borges de Carvalho

2006/03/21

O P

RIMEIRO

T

IRO Romeu Bentes Marcelo

2006/03/04

O M

ILITARE O

C

IDADÃO EAS

R

ELAÇÕES

C

IVIL

-M

ILITARES

(II P

ARTE

)

João Brandão Ferreira

2006/03/03

O M

ILITARE O

C

IDADÃO EAS

R

ELAÇÕES

C

IVIL

-M

ILITARES

(I P

ARTE

)

João Brandão Ferreira

2006/01/22

E

XISTEM

F

ORÇASPARAAS

M

ISSÕES

?

João Nuno Barbosa

(13)

C

ONVÉMNÃOPERDERCAPACIDADES João Nuno Barbosa

2005/11/24

P

ORTUGALEO

M

AR

. U

MARELAÇÃODIFÍCIL João Ferreira Barbosa

2005/11/08

P

ORTUGAL

:

OS CONFLITOSMILITARESDOS ÚLTIMOSTRINTAANOS João Brandão Ferreira

2005/04/23

A

LGUMASPERGUNTASAO

M

INISTRODA

D

EFESA

[1]

Alexandre Reis Rodrigues

2005/04/22

C

APACIDADEEXPEDICIONÁRIAOUDEFESATERRITORIAL

?

Alexandre Reis Rodrigues

2005/03/22

S

EREIASNA

D

EFESA Américo Silva Santos

2005/03/21

P

OLÍTICADE

D

EFESA

N

ACIONALDO

XVII G

OVERNO

C

ONSTITUCIONAL Eduardo Silvestre dos Santos

2005/03/06

I

NDEPENDÊNCIAAMEAÇADA

?

Alexandre Reis Rodrigues

2005/02/23

U

MNOVOCICLOPARAA

D

EFESA

? [1]

Alexandre Reis Rodrigues

2005/01/02

R

EFLEXÕES PROGRAMÁTICASPARAA

D

EFESA

[1]

Grupo Trabalho Reflexão e Defesa (IHD)

2004/06/29

A

LGUNS

C

ONTRIBUTOS PARAA

D

EFINIÇÃODE UMA

P

OLÍTICADE

D

EFESA Alexandre Reis Rodrigues

2004/05/17

P

ORUM

C

ONCEITO

D

IFERENTE DE

D

EFESA Rui Arrifano

2004/04/23

O

S

I

NVESTIMENTOS NA

D

EFESA Alexandre Reis Rodrigues

2003/11/18

O C

OMANDODAS

F

ORÇAS

A

RMADAS EA

R

EVISÃO

C

ONSTITUCIONAL António Borges de Carvalho

2003/09/30

S

EGURANÇA

N

ACIONAL

-

COMPONENTE MILITAR Freitas Ribeiro Pacheco

2003/09/29

T

ELEVISÃO

P

ÚBLICA

Dr. António Borges de Carvalho

2003/06/13

U

MNOVOCICLODE PLANEAMENTO Alexandre Reis Rodrigues

(14)

2002/10/02

D

ISCUSSÃOPÚBLICADASBASES DO

CEDN

Alexandre Reis Rodrigues

2002/09/16

A

PROPÓSITODADISCUSSÃODASBASESDO

CEDN

Alexandre Reis Rodrigues

2002/08/21

D

EFESA

,

INTERESSES NACIONAISEAMEAÇAS Alexandre Reis Rodrigues

2001/06/20

O L

IVRO

B

RANCODE

D

EFESA

N

ACIONAL Alexandre Reis Rodrigues

2001/05/02

A R

EFORMADAS

F

ORÇAS

A

RMADAS Alexandre Reis Rodrigues

2000/05/03

P

OLÍTICADE

D

EFESA

N

ACIONAL

. A

SNOVASMISSÕESDAS

FA

S Francisco Proença Garcia

Referências

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