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Rev. esc. enferm. USP vol.9 número3

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Academic year: 2018

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E N S A I O S M I C R O B I O L Ó G I C O S S O B R E O A L G O D Ã O E M B E B I D O E M Á L C O O L U T I L I Z A D O N A A N T I S S E P S I A D A P E L E

A N T E S D A I N J E Ç Ã O

Y o r i k o K a m i y a m a ( * )

K A M I Y A M A , Y . — Ensaios microbiológicos sobre o algodão embebido e m álcool utilizado n a antissepsia da pele antes da injeção. Rev. Esc. Enf. U S P . 9 (3):5tf 4>4, 1975.

Estudo preliminar sobre as condições microbiológicas do algodão embebido e m álcool, preparado para a antissepsia da pele a n t e s da injeção.

O trabalho foi realizado utilizando-se de dois grupos de vinte frascos c o n t e n d o algodão embebido e m álcool ( G r u p o I e I I ) , colhen-do-se amostras, de cada frasco n o m o m e n t o do preparo e c a d a 24 horas, d u r a n t e 4 dias.

N o G r u p o I, e m que o algodão foi retirado d i r e t a m e n t e c o m a mão, a condição asséptica do material foi m a n t i d a por 24 horas de uso (1 d i a ) . A partir do segundo dia foi observada c o n t a m i n a ç ã o por germes G r a m positivos e G r a m negativos.

N o G r u p o I I , e m que as bolas de a l g o d ã o f o r a m retiradas c o m pinça esterilizada, a c o n t a m i n a ç ã o se m a n i f e s t o u t a r d i a m e n t e , n o 4.° dia (96 h o r a s ) e e m a p e n a s duas a m o s t r a s ( f r a s c o s ) .

I N T R O D U Ç Ã O

E m nossa experiência n o ensino da aplicação de injeção, bem c o m o n o trabalho hospitalar, t e m o s observado que n ã o é fácil m a n t e r as condições assépticas n a m a n i p u l a ç ã o do algodão c o m álcool para antissepsia prévia da pele.

(2)

No a m b i e n t e hospitalar, existem n u m e r o s o s reservatórios ae g e r m e s patogênicos, representados p r i n c i p a l m e n t e pelos pacientes e pela intensa circulação de pessoas e de material. H á a t u a l m e n t e a c e n t u a d a p r e d o m i n â n c i a da flora m i c r o b i a n a G r a m Negativa, resis-t e n resis-t e aos a g e n resis-t e s físicos, químicos e biológicos (5,8).

D e outro lado, a inexistência, e m nosso m e i o hospitalar, de algo-dão ou papel embebido e m álcool esterilizado, tipo material descar-tável, nos leva a utilizar bolas de algodão que p e r m a n e c e m mergu-l h a d a s e m ámergu-lcoomergu-l c o m u m , e m recipiente de vidro, de m e t a mergu-l ou de plástico, de boca larga, c o m ou s e m t a m p a .

A retirada desse material se faz c o m a m ã o desprotegida e, fre-q ü e n t e m e n t e , o excesso de álcool é deixado escorrer dentro do próprio recipiente, m e d i a n t e compressão do algodão. Esta m a n i p u l a ç ã o po-deria c o n t a m i n a r n ã o só o algodão, m a s t a m b é m o frasco e o próprio álcool. A m e d i d a que vai diminuindo o material n o frasco, s e m que h a j a esterilização do recipiente, outras bolas de a l g o d ã o são colocadas. Por outro lado, está c o n f i r m a d a t a m b é m a viabilidade de germes p r i n c i p a l m e n t e G r a m Negativos — Klebsiella sp, P s e u d o m o n a s aeru-ginosa e Escherichia coli e m antisséptico contidos e m recipientes abertos ou m e s m o fechado ( M / n .

Entre nós, G I B E R T O N I ( 1 9 7 2 ) , ao testar a esterilidade das solu-ções utilizadas n a antissepsia da pele de m ã o s e antebraços de equipes cirúrgicas, encontrou Micrococcus sp n a a m o s t r a de álcool iodado colhida antes do uso.

Essas considerações, aliadas à freqüência n ã o m u i t o rara com que t e m o s observado abcessos nos locais de injeção, n o s l e v a r a m a realizar o presente l e v a n t a m e n t o inicial que t e m por objetivo o estudo c o m p a r a t i v o das condições microbiológicas do algodão com álcool preparado para a antisepsia da pele antes da injeção, retirado d i r e t a m e n t e c o m a m ã o , e, com pinça esterilizada.

M E T O D O L O G I A

O trabalho foi realizado n a Escola de E n f e r m a g e m da USP, e m uma das salas de aula prática, após várias experiências preliminares. U s a m o s dois grupos de vinte frascos contendo algodão embebido em álcool. N o l.o grupo ( G r u p o I ) o algodão foi retirado d i r e t a m e n t e com a m ã o e no segundo ( G r u p o H ) c o m pinça esterilizada m a n t i d a c o n s t a n t e m e n t e dentro do próprio recipiente.

P r o c e d i m e n t o s E x p e r i m e n t a i s — G r u p o I

(3)

frascos de vidro de boca larga e com t a m p a . E m cada frasco, lavado c o m á g u a e sabão e e n x u t o c o m papel toalha, colocamos 25 bolas de algodão e 250 ml. de álcool a 92.° G . L.

O algodão foi retirado do recipiente diretamente c o m a m ã o lim-pa, drenando-se o excesso de álcool no interior do próprio frasco, me-diante leve compressão c o m os dedos. Diariamente, seis pessoas em média, c o n t a n d o entre elas estudantes que regressavam do trabalho hospitalar, utilizavam-se desse material, sendo que no final do período diário, r e s t a v a m e m média, três bolas de a l g o d ã o e 40 ml. de álcool. Este material restante foi reaproveitado, colocando-se sobre ele, n o v a m e n t e , 22 bolas de algodão e 210 ml. de álcool e m média, de m o d o a perfazer o total diário estabelecido. Isto se repetiu durante 4 dias consecutivos.

Os frascos foram m a n t i d o s c o m t a m p a , sendo abertos apenas para a retirada do algodão e reposição do material, ocasião e m que t a m b é m e r a m colhidas as amostras.

F o r a m colhidas, c o m técnica asséptica, as seguintes a m o s t r a s de algodão c o m álcool: n o m o m e n t o do preparo e às 24, 48, 72 e 96 horas após o preparo, sendo s e m e a d a s no meio de Tioglicolato e inarbadas a 37° C. Q u a n d o necessário e possível, f o r a m feitas repicagens e m meios apropriados. Essas a m o s t r a s f o r a m e n c a m i n h a d a s para reali-zação dos testes microbiológicos.

Todas as a m o s t r a s f o r a m colhidas da seguinte m a n e i r a : com d u a s pinças esterilizadas, retirava-se u m pequeno pedaço de algodão o qual era esprimido para eliminar o álcool nele absorvido e colocado e m tubo esterilizado.

Procedimentos E x p e r i m e n t a i s — G r u p o II

Neste grupo, as bolas de a l g o d ã o f o r a m retiradas c o m u m a pinça a n a t ô m i c a esterilizada, deixada n o interior dos frascos.

O trabalho se desenvolveu de f o r m a idêntica à anteriormente apresentada.

A P R E S E N T A Ç Ã O E A N A L I S E D O S R E S U L T A D O S

Os resultados dos e x a m e s microbiológicos estão apresentados nas tabelas 1, 2 e 3 e nos quadros I e I I ( A n e x o I e I I ) .

(4)

T A B E L A 1

N ú m e r o e p o r c e n t a g e m das culturas positivas e negativas das a m o s t r a s de algodão embebido e m álcool colhidas entre 0 e 96 horas de uso, do G r u p o I.

^N. A m o s t r a s >v colhidas

RESULTADOS > ^

No m o m e n t o do preparo

Após 24 h.

Após J A p ó s 48 h. • 72 h

Após 96 h. ^N. A m o s t r a s

>v colhidas

RESULTADOS > ^ n.° % n.° % n.° % n.° % n.° %

+

0 0,0 0 0,0 3 15,0 5 25,0 6 30.0

20 100,0 20 100,0 17 85,0 15 75,0 14 70.0

T O T A L 20 100,0 20 100,0 20 100,0 20 100,0 20 100,0

T A B E L A 2

N ú m e r o e p o r c e n t a g e n s das culturas positivas e negativas de a m o s t r a s de algodão embebido e m álcool colhidas entre 0 e 96 horas de uso, do G r u p o II.

>v A m o s t r a s No momento 24 h. A p ó s A p ó s Após ^ s . colhidas

A p ó s A p ó s Após do preparo Após 48 h. 72 h. 96 h.

RESULTADOS ^ \ n.°

%

n.° % n.° % n.» % n." %

+

0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 2 10.0

-

20 100,0 20 100,0 20 100,0 20 100,0 18 90,0

(5)

T A B E L A 3

T i p o s de germes e n c o n t r a d o s n a s culturas positivas de a m o s t r a s de algodão embebido e m álcool, colhidas entre 0 e 96 h o r a s de uso dos G r u p o s I e I I .

— a m o s t r a s colhida às

G E R M E S

G R U P O I G R U P O I I — a m o s t r a s colhida

às

G E R M E S 48 h. 72 h. 96 h. 96 h.

Alcalígenes faecalis Bacilus subtilis

Bacilus Esporulado n ã o patogênico Bacilus G r a m — não Identificados Staphylococcus e p l d e r m l d i s ( * )

0 0 1 0 2 2 2 2

0 1 1 0

1 1 1 0

0 1 1 0

T O T A L 3 5 6 2

C o m o p o d e m o s ver n a s tabelas 1, 3 e Quadro I — A n e x o I, a presença de germes c o m e ç o u a ser n o t a d a n o 2.° dia (48 h o r a s ) quando três amostras, isto é, três fracos (15,0%) se m o s t r a r a m conta-m i n a d o s , sendo dois por Bacilus subtilis e u conta-m por Bacilos G r a conta-m Negativos não identificados. Jâ n o 3.° dia (72 h o r a s ) , a l é m desses três frascos, e m outros dois f o r a m e n c o n t r a d o s : Staphylococcus epider-midis e Bacilo esporulado n ã o patogênico, perfazendo u m total de cinco (25,0%) recipientes c o n t a m i n a d o s .

F i n a l m e n t e , n o 4.° dia (96 h o r a s ) esse total a u m e n t o u para seis (30,0%) c o m presença de Alcalígenes faecalis e m u m novo frasco. O a u m e n t o gradativo da c o n t a m i n a ç ã o do algodão embedido e m álcool parece ser decorrente da gradual perda de eficácia dos desin-fetantes, salientada por M A U R E R (1968) e G I B E R T O N I ( 1 9 7 2 ) . Estas autoras a f i r m a m que "horas, dias ou s e m a n a s após o preparo, desinfetante n ã o terá m a i s o seu efeito germicida e poderá trans-formar-se e m meio de cultura para microrganismos, inclusive pato-gênicos e, atuar, c o n s e q u e n t e m e n t e c o m o veículo ou fonte de infecção".

No G r u p o I I , e m que se retiraram as bolas de algodão c o m pinça esterilizada, a c o n t a m i n a ç ã o se m a n i f e s t o u t a r d i a m e n t e , n o

(6)

4.° dia (96 h o r a s ) e e m a p e n a s duas a m o s t r a s ( 1 0 , 0 % ) . E m a m b a s as amostras, o g e r m e identificado foi Bacillus subtilis ( T a b e l a s 2 e 3

e Quadro I I — A n e x o I I ) .

A natureza dos germes encontrados, o seu a u m e n t o e m função do t e m p o de uso do algodão embebido e m álcool e a m a i o r conta-m i n a ç ã o que se observou quando as bolas de algodão f o r a conta-m retiradas diretamente c o m a s m ã o s , sugerem que as m ã o s dos m a n i p u l a d o r e s foram p r o v a v e l m e n t e as fontes de c o n t a m i n a ç ã o , e m b o r a sua flora microbiana n ã o t e n h a sido determinada.

P o d e m o s inferir a i n d a que o a m b i e n t e t a m b é m teve influência nas condições microbiológicas do algodão c o m álcool, pois m e s m o quando retirado c o m pinça esterilizada, observou-se a c o n t a m i n a ç ã o tardia n o 4.° dia, e e m a p e n a s dois frascos ( 1 0 , 0 % ) .

Por outro lado, G R E E N E (1973) alerta que qualquer germe, m e s m o u m saprofita, pode provocar infecções dependendo da capacida-de capacida-de multiplicação no hospecapacida-deiro, da resistência capacida-deste e da quan-tidade de m i c r o r g a n i s m o s que nele penetrarem. A s s i m sendo, se a antissepsia da pele, antes da injeção, for feita c o m algodão conta-minado, o g e r m e aí presente poderá ser introduzido pela a g u l h a no interior do tecido podendo produzir infecção.

O n ú m e r o insuficiente de dados n ã o nos possibilita fazer genera-lizações, porém, a m a n u t e n ç ã o da esterilidade do algodão embebido em álcool por 24 horas, observada neste estudo, permite-nos apre-sentar duas sugestões:

— lavar d i a r i a m e n t e o recipiente e renovar o algodão e o álcool;

— usar pinça a n a t ô m i c a para a retirada das bolas de algodão. E m a m b o s os casos, é i m p o r t a n t e a l a v a g e m das m ã o s antes do m a n u s e i o do algodão e a r e m o ç ã o do excesso de álcool fora do recipiente.

C O N S I D E R A Ç Õ E S F I N A I S

Este l e v a n t a m e n t o preliminar, por sua própria natureza, não nos fornece dados conclusivos, porém, p o d e m o s apresentar as seguin-tes considerações:

— o algodão c o m álcool, m a n i p u l a d o d i r e t a m e n t e c o m as m ã o s p e r m a n e c e u asséptico, do m o m e n t o do preparo até 24 horas de uso; — a presença de g e r m e s foi observada e m 3 ( 1 5 , 0 % ) , 5 (20,0%) e 6 (30,0%) frascos respectivamente no 2.° 3.° e 4.° dia; sendo os germes e n c o n t r a d o s : Bacillus subtilis, Bacilos G r a m Negativos n ã o identificados, S t a p h y l o c o c c u s epidermidis, Bacilo esporulado não patogênico e A l c a l i g e n e s faecalis;

(7)

K A M I Y A M A , Y . — Microbiological test of cotton wet alcohol used for t h e skin antissepsis before injection. Rev, Esc. Enf. U S P , 9

( 3 ) : 1975.

P r e l i m i n a r y survey on microbiological conditions of the cotton wet alcohol prepared for the skin antissepsis before injection.

S a m p l e s of t h e material were collected f r o m 2 groups ( I a n d I I ) of 20 containers each, in several occasions: at t h e m o m e n t of t h e preparation a n d every 24 hours, during 4 days.

G r o u p I, where t h e cotton was h a n d l e d directly, without peans. t h e material r e m a i n e d asseptic f r o m t h e m o m e n t of its preparation up to 24 hours of use (one d a y ) a n d afterwards c o n t a m i n a t i o n caused by G r a m positive a n d G r a m negative g e r m s was found.

G r o u p I I , w h e r e t h e c o t t o n w a s h a n d l e d w i t h sterilized pean, c o n t a m i n a t i o n w a s f o u n d later on, t h a t is, on t h e 4th- d a y a n d in only two s a m p l e s ( f l a s k s ) .

R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S

1. A Y L I F P E , G . A . J. et al. — C o n t a m i n a t i o n of disinfectants. Brit M e d . J „ 1: 505, 1969.

2. B I E R , O — Bacteriología e I m u n o l o g i a . 13. ed. São Paulo, M e l h o r a m e n t o s , 1966.

3 . D A N N , T . C. — R o u t i n e skin preparation before injection — Is it necessary? Nursing T i m e s , 2 6 : 1121 — 22,1966.

4. G I B E R T O N I , J. — A v a l i a ç ã o de u m m é t o d o de antissepsia da pele de m ã o s e antebracos de equipe cirúrgicas c o m u m com-posto quaternário de a m ô n i o , sem uso prévio d e escova e sabão. São Paulo, 1972. (Tese de doutoramento. Escola de E n f e r m a g e m da U S P ) .

5. G R E E N E , V. W . — Control de l a c o n t a m i n a c i ó n microbiologica en hospitais. O P S / O M S . B u e n o s Aires, 1973.

6 . H U T Z L E R , R . U. et al. — Aspectos microbiológicos de infecções hospitalares. Rev. Hosp. das Clínicas 28 ( s u p l . ) : 18-27, s e t / out. 1973.

7. M A U R E R , I. M . et al. — D i s i n f e c t a n t s in hospital. N u r s . Mirror, 126: 25-26, 1968.

(8)

Q U A D R O I

G e r m e s encontrados n a s a m o s t r a s de algodão c o m álcool, mani-pulado d i r e t a m e n t e c o m as m ã o s entre 0 e 96 horas.

\ O c a s i ã o da \ colheita o

c

2

\ da

\

amos-tu d g a o ?>

Após A p ó s A p ó s Após

\ tra 2 '-

6 »

24 h. 48 h. 72 h. 96 h.

FRASCOS \

•— B. subtílis B. subtilis

B. Gram Neg. B. Gram Neg. não identificado não identificado

— — B. subtilis B. subtilis

B. subtilis

Alcaligenes faecalis

B. Gram Neg. não identificado

B. subtilis

Staphylococcus Staphylococcus epidermidis* epidermidis*

B. esporulado B. esporulado n ã o patogênico n ã o patogênico

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A N E X O II

Q U A D R O I I

Ocasião do a p a r e c i m e n t o da c o n t a m i n a ç ã o e os germes encon-trados n a s a m o s t r a s de algodão c o m álcool m a n i p u l a d o c o m pinça esterilizada, colhida entre 0 e 96 horas.

\ Ocasião da \ colheita

\ da \

amos-\ tra

F R A S C O S \

'i N o moment o d o prepar o Após 24 h. Após 48 h.

A p ó s 72 h.

A p ó s 96 h. 1 2 3 4 5

6 7 8

9 10 11 12 13

9 10 11 12 13

B. subtilis

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Referências

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