DEFINIÇÃO:
É todo composto derivado de
hidrocarboneto, procedente da
substituição de um ou mais hidrogênios da moléculas por átomos de halogênios: flúor, cloro, bromo ou iodo.
C H
H
H
H
C Br H H H C Br H H BrNomenclatura IUPAC:
Nome do halogênio + prefixo + infixo + O
Nomenclatura Usual:
Halogênio + ETO + de + radical + ILA
Bromo metano (Brometo de metila) C Br H H H
2-cloropropano
(Cloreto de propila) (Fluoreto de fenila)Flúorbenzeno
2-Iodo-4-metilpentano
CH
3CH
Cl
CH
3F
CH3 CH CH2 CH CH3 CH3 I 1 2 3 4 5DDT
DDT
CFC
Petróleo
origem, extração,
Definição:
O petróleo é uma mistura
muito
complexa
de
compostos
orgânicos,
principalmente
hidrocarbonetos,
associados
a
pequenas quantidades de outras
classes de compostos que contêm
nitrogênio, oxigênio e enxofre.
Formação:
soterramento
do
fitoplâncton e do zooplâncton sob
espessas camadas de rochas, sob a
ação contínua do calor e da pressão.
O petróleo bruto é submetido a dois
processos mecânicos de purificação:
decantação e filtração.
Decantação:
processo utilizado para
separar
misturas
de
líquidos
imiscíveis.
(A finalidade no caso do petróleo é
separá-lo da água salgada.)
Filtração:
processo utilizado para
separar misturas de um líquido com
um sólido não dissolvido.
(A finalidade é separar as impuezas
sólidas do petróleo bruto, como areia e
argila.)
Ao final desses dois processos,
obtém-se o chamado
petróleo cru.
REFINAÇÃO: é a separação de uma
mistura complexa de hidrocarbonetos
em misturas mais simples, com um
número menor de componentes, às
quais chamamos de
frações do
Frações do petróleo
a. Base parafínica:
predominam alcanos
(até 90%)
b.
Base
asfáltica:
predominam
hidrocarbonetos
de
massa
molar
elevada.
c. Base naftalênica:
apresentam de 15%
a 20% de ciclanos.
d. Base aromática:
apresentam de 25%
a 30% de aromáticos.
Frações
Gás natural (de 1 a 2 ºC, de 70% a
99% de metano).
GLP (de 3 a 4 ºC)
Éter do petróleo (de 5 a 6 ºC)
Benzina (de 7 a 8 ºC)
Nafta ou ligroína (de 8 a 9 ºC)
Gasolina (de 6 a 10 ºC)
Querosene (de 10 a 16 ºC)
Óleo diesel (de 15 a 18 ºC)
Óleo lubrificante (de 16 a 20 ºC)
Vaselina (acima de 20 ºC)
Parafina (sólidos de massa molar
elevada)
Asfalto
A nafta (do árabe, naft) é um derivado de petróleo utilizado principalmente como matéria-prima da indústria petroquímica (“nafta petroquímica” ou “nafta não-energética”) na produção de eteno e
propeno, além de outras frações líquidas, como benzeno, tolueno e xilenos. A nafta energética é utilizada para geração de gás de síntese
através de um processo industrial (reformação com vapor d'água). Este gás é utilizado na produção do gás canalizado doméstico.
A benzina (também chamada de éter de petróleo) é um líquido obtido na destilação fracionada do petróleo entre 35-90°C, constituído por hidrocarbonetos, geralmente alifáticos, de baixo peso molecular (
pentano, hexano). A fração de alto ponto de ebulição denomina-se ligroína. A benzina emprega-se como solvente e como extractante. Também é utilizada em lavagens a seco, devido a sua volatilidade.[1]
Gasolina
Craqueamento e índice de octanagem
A percentagem de gasolina obtida
diretamente pela destilação fracionada
do petróleo cru é muito pequena, entre
7% e 15%.
Métodos de obtenção de gasolina a
partir de hidrocarbonetos provenientes
de outras frações do petróleo.
Cracking ou pirólise do petróleo
C12H26(l) C8H18(l) + C2H4(g)
Polimerização
1ª etapa:
2ª etapa:
Isomerização e reforma catalítica
(reforming)
O objetivo é aumentar a qualidade da
gasolina.
4 C
2H
4(g)
C
8H
16(l)
alceno
alceno
A isomerização é um processo no qual hidrocarbonetos de cadeia normal transformam-se em hidrocarbonetos de cadeia ramificada.
A palavra reforming significa reformar, reestruturar e consiste em transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em hidrocarbonetos cíclicos ou aromáticos.
Isomerização do heptano em
2-metil-hexano
CH3 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH3 CH3 CH CH2
CH3
Reforming do hexano em ciclo-hexano Reforming do hexano em benzeno CH3 CH2 CH2 CH2 CH2 CH3 H2C H2C CH2 CH2 CH2 CH2 + H2(g) CH3 CH2 CH2 CH2 CH2 CH3 + 4 H2(g)
Gasolina sintética
O primeiro processo foi desenvolvido em 1916 pelo químico alemão Friedrich Karl Rudolph Bergius (1884-1949) e colaboradores.
Processo:
Consiste em aquecer uma mistura de óleo e carvão mineral finamente dividido com gás hidrogênio, a temperaturas da ordem de 500°C, sob uma pressão de 250 atm, na presença de catalisadores.
O segundo processo foi desenvolvido em 1933 pelo químico alemão Hermann Otto Laurenz Fischer (1888-1960) e colaboradores.
Processo:
Consiste na reação entre carvão mineral e água sob temperaturas da ordem de 1000°C para obtenção do gás de água (mistura de monóxido d carbono e gás hidrogênio). E seguida o gás de água é purificado pela eliminação de CO2 e aquecido novamente a 1000°C, formando uma mistura de hidrocarbonetos, CxHy.
2 C(s) + 3 H2O(l) 1 CO(g) + 3 H2(g) + 1CO2(g) x CO(g) + y H2(g) 1 CxHy(l) + y/2 H2O(v)
Índice de octanagem
A gasolina é um combustível usado em
motores de explosão. Quanto mais
eficiente a explosão, maior será a
potência do motor.
Câmara de explosão ( motor de 4 tempos ) A B C D A- admissão B- compressão C- explosão D- exaustão
Índice de octanagem
A qualidade da gasolina está diretamente relacionada a quanto essa gasolina pode resistir à compressão sem sofrer explosão.
Entre os compostos da fração gasolina, aquele que menos resiste à compressão é o heptano. Ao heptano foi atribuído o valor zero de octanagem ou zero octanas.
Já o composto mais resistente à compressão é o 2,2,4-trimetilpentano, cujo nome usual é
isoctano. Ao isoctano foi atribuído o valor
100 de octanagem ou 100 octanas.
Exemplo: Quando se diz que uma gasolina é
80 octanas, isso significa que ela se comporta, em relação à resistência à compressão, como uma mistura de 80% de isoctano e 20% heptano.
Antidetonantes
São substâncias que, ao serem misturadas à gasolina, aumentam sua resistência à compressão. Pb CH2 CH2 CH2 CH2 CH3 CH3 CH3 CH3 Chumbo tetraetila Naftaleno H3C O C CH3 CH3 CH3 Metiltercbutiléter (MTBE)
Combustão completa
Qualquer hidrocarboneto (ou composto orgânico oxigenado, isto é, que possua apenas C, H e O) terá como produto de sua combustão completa apenas gás carbônico, CO2, água, H2O, e energia.
Combustão completa da gasolina
C8H18 + 25/2 O2 8 CO2 + 9 H2O
Combustão completa do etanol
CARVÃO MINERAL E CARVÃO VEGETAL
A hulha é um carvão mineral resultante da fossilização da madeira.
Carvão mineral Percentagem em carbono
Turfa 60%
Linhito 70%
Hulha 80%
A hulha é um carvão mineral resultante da fossilização da madeira.
Carvão mineral Percentagem em
carbono
Turfa 60%
Linhito 70%
Hulha 80%
Antracito 90%
Destilação seca da hulha É feita na ausência de ar e a
aproximadamente 1100°C. Dá origem a três frações:
1). Fração gasosa – 20% dos produtos.
Composição: 49% de gás hidrogênio, 34% de metano, 8% de monóxido de carbono, outros gases.
2). Fração líquida – 5% dos produtos.
Águas amoniacais – substâncias nitrogenadas: aminas, hidróxido de amônio, nitrato de amônio, sulfato de amônio.
Alcatrão de hulha – é a maior fonte natural de obtenção de compostos aromáticos, como benzeno, tolueno, fenol, naftaleno, anilina, etc. (Fenilamina)Anilina
Destilação fracionada do alcatrão da hulha
Fração Constituição
Óleo leve – 2% Benzeno, tolueno,
xileno, etc.
Óleo médio – 12% Fenol, cresóis, etc.
Óleo pesado – 10% Naftaleno e seus
derivados. Óleo de antraceno –
25% Antraceno, fenentreno, carbazol, criseno, etc.
Piche – 51% Hidrocarbonetos de
massa molar elevada.
São amplamente usados como matéria-prima na fabricação de plásticos, tintas, produtos de limpeza, medicamentos etc.
Benzeno
Xileno
Tolueno
Fenol Cresol
Criseno
Fenentreno
Carbazol
Antraceno Naftaleno
3). Fração sólida – 70% dos produtos.
Constituído de carvão coque. Usado principalmente na indústria siderúrgica, na obtenção do aço.
Madeira ou Carvão vegetal
A madeira apresenta uma percentagem de carbono em torno de 40%. Constituintes: celulose e lignina.
Destilação seca da madeira
É feita na ausência de ar a aproximadamente 450°C, produz três frações: a gasosa, a líquida e a sólida.
Fração gasosa – gás carbônico, gás etileno e gás hidrogênio.
Fração líquida – Ácido pirolenhoso e alcatrão da madeira.
Fração sólida – Carvão vegetal, usado na preparação de certos tipos de aço.