FACULDADE METROPOLITANA DE ANÁPOLIS AGRONOMIA
AMANDA CORREA XAVIER
CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS DE HÍBRIDOS DE GIRASSOL EM SOLO DO CERRADO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Metropolitana de Anápolis como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Agronomia.
Anápolis, GO 2018
AMANDA CORREA XAVIER
CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS DE HÍBRIDOS DE GIRASSOL EM SOLO DO CERRADO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Metropolitana de Anápolis como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Agronomia.
Orientador: Prof. Me. Vanderli Luciano da Silva
Anápolis, GO 2018
AMANDA CORREA XAVIER
CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS DE HÍBRIDOS DE GIRASSOL EM SOLO DO CERRADO
Trabalho de Conclusão de Curso DEFENDIDO E APROVADO em 12 do 12 de 2018, pela Banca Examinadora constituída pelos membros:
__________________________________________
Prof. MSc. Vanderli Luciano da Silva Faculdade Metropolitana de Anápolis - FAMA
Profª. Drª. Ronice Alves Veloso Faculdade Metropolitana de Anápolis - FAMA
Prof. Dr. Vinicius Almeida Oliveira Faculdade Metropolitana de Anápolis -
FAMA
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho primeiramente a Deus por ser essencial em minha vida, sendo o sustento do meu corpo e minha alma, as minhas tias, pais, irmão, prima, namorado e madrinha que, contribuíram direta e indiretamente para que este sonho se tornasse realidade, com muito carinho e apoio, contribuindo com minha bagagem de conhecimentos, muitíssimo obrigada.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus e Nossa Senhora que permitiu que tudo isso acontecesse me dando saúde e força para superar cada obstáculo que precisei ultrapassar para chegar até aqui.
A minha família e madrinha que são a minha base, que lutaram ao meu lado para que este sonho se tornasse realidade, me apoiando e incentivando incondicionalmente.
Ao meu orientador Vanderli Luciano da Silva que tanta ajuda forneceu para que este trabalho fosse concluído e professores que foram essenciais para minha trajetória acadêmica.
Aos meus amigos Kálita Loraynne Carvalho Silva, Larissa Queiroz Freitas, Victor Pereira Marques e Wyatan Kennedy Naphalyt Silva Santana, pelas alegrias, tristezas e dores que compartilhamos nesta longa jornada, meus companheiros de trabalhos e irmãos na amizade que contribuíram para minha formação, levarei para vida toda.
Ao doutor Claudio Guilherme Portela de Carvalho, pesquisador da Embrapa soja e aos membros da Emater de Anápolis em especial ao mestre Marcos Coelho gerente do local, que foram de suma importância para que este trabalho fosse realizado, disponibilizando as sementes e a área para pesquisa.
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS ... 7
RESUMO ... 8
1 INTRODUÇÃO ... 9
2 REVISÃO DE LITERATURA ... 11
2.1 GIRASSOL ... 11
2.2 FINALIDADES ... 12
2.3 SOLOS ... 12
2.4 HÍBRIDOS A SEREM UTILIZADOS ... 12
3 MATERIAL E MÉTODOS ... 14
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 16
5 CONCLUSÃO ... 20
6 REFERÊNCIAS ... 21
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Altura dos híbridos de girassol em cultivo no Cerrado. ... 16 Tabela 2. Peso de 1000 grãos (g) e produtividade (kg ha-1) de híbridos de girassol
cultivados em Cerrado. ... 17 Tabela 3. Número de plantas acamadas e quebradas por hectare em híbridos de girassol
cultivado no Cerrado... 18 Tabela 4. Largura (L) e Comprimento (C) de folhas em centímetros e centímetros
quadrados em folhas de híbridos de girassol cultivados no Cerrado. ... 18
RESUMO
XAVIER, A. C. Características Agronômicas de Híbridos de Girassol em solo do Cerrado. 2018. 23f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Faculdade Metropolitana de Anápolis, Anápolis, Goiás, 2018.
O girassol (Helianthus annuus L.) é uma dicotiledônea anual originária do continente Norte Americano, essa espécie ocupa o quinto lugar em culturas oleaginosas mais consumidas no mundo, tem grande capacidade adaptativa aos fatores abióticos e um sistema radicular profundo explorando grande volume de solo e absorção de água. Objetivou-se avaliar as características agronômicas de seis híbridos de girassol adaptados em condições de safrinha em solo do cerrado de fevereiro a junho de 2018. Avaliaram-se seis híbridos de girassol, no município de Anápolis-Go em delineamento experimental de blocos casualizados com quatro repetições. As características avaliadas foram: altura média de planta, largura e comprimento das folhas, número de plantas acamadas e quebradas, massa de mil grãos, e produtividade de grãos. Com base no estudo observou-se que para a variável altura de planta o híbrido que mais se destacou foi o BRS G57, já para o peso de mil grãos e produtividade o que apresentou melhores resultados foi o BRS 323. Para plantas acamadas os maiores resultados foram expressados pelo BRS G53, já para plantas quebradas o BRS 323 obteve maior destaque. Em relação a largura e comprimento de folhas o BRS 323 apresentou menor tamanho de folhas. De acordo com o estudo observou que o híbrido BRS 323 apresentou maior conjunto de características desejáveis para a região do cerrado.
Palavras-chave: Capacidade adaptativa; características avaliadas; Helianthus annuus;
variedades.
Orientador: Profº. Msc. Vanderli Luciano da Silva. Faculdade Metropolitana de Anápolis - FAMA
1 INTRODUÇÃO
O girassol (Helianthus annuus L.) é uma dicotiledônea anual da família Compositae, originária do continente Norte Americano (CASTRO et al., 1996). Essa espécie ocupa o quinto lugar em culturas oleaginosas mais consumidas no mundo, atrás da soja, algodão colza e amendoim (NOBRE et al., 2010). Com grande capacidade adaptativa aos diversos fatores abióticos como temperatura, fotoperíodo, latitude e longitude, que devido ao seu sistema radicular profundo explora grande volume de solo e absorção de água.
O girassol foi inserido no Brasil pelos colonizadores, pois suas sementes eram consumidas torradas e usadas na fabricação de chá, posteriormente a partir de 1902 começaram a produção de óleo. Seu cultivo vem atingindo grande área acima de 24 milhões de hectares e produção superior a 32 milhões de toneladas (LIRA et al., 2011). No Centro- Oeste teve um grande aumento na produção do girassol, sendo uma cultura subsequente aos plantios de milho e da soja no período entressafra. Seu real motivo de crescimento é a capacidade de ciclagem, assim a cultura consegue sintetizar os nutrientes provenientes de plantios anteriores (BRIGANTE, 2013). Entretanto vale ressaltar que o girassol é uma cultura sensível a compactação de solo.
A partir de 1937 o IAC- Instituto Agronômico de Campinas, iniciou seus estudos com o girassol, e nos anos seguintes vários estados começaram a cultivar essa cultura com intuito de produção industrializada. Nos anos 50, agricultores e extensionistas começaram a ter acesso a informações de trabalhos científicos com bons resultados na cultura do girassol, tanto no exterior quanto no Brasil. Assim, houve grande aumento na produtividade, onde a Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária começou a realizar reuniões nacionais de girassol com objetivo de melhoramento genético, sendo que a partir dos anos 90 houve a perspectiva de crescimento gradual do cultivo de girassol safrinha e para silagem, o qual mais tarde apresentou importância para ser utilizado como matéria-prima para produção de biocombustível dentro do país (CÂMARA, 2016).
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA, 2018a), o girassol tem grande aplicação na indústria de óleo comestível e agroindústria, seguida no mercado de grãos e silagem, sendo fonte de proteína para alimentação animal e até na utilização da matéria prima para produção de biodiesel. Além disso, sua flor é bastante atrativa para abelhas, resultando numa melhor polinização, de acordo com Moreti et al., (1996), a visitação de insetos polinizadores constitui-se um fator de extrema importância no aumento da produtividade da cultura do girassol. Rauber (2014), ressalta que os insetos
10 polinizadores são essenciais para manutenção do ecossistema, o déficit de polinização pode ocasionar baixa reprodução de várias plantas tanto nativas quanto cultivadas.
O objetivo com este trabalho foi avaliar as características agronômicas de seis híbridos de girassol adaptados em condições de safrinha em solo do cerrado.
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 GIRASSOL
O girassol (Helianthus annus L.) é uma dicotiledônea de ciclo anual (BRIGANTE, 2013) da família Compositae, ordem Synandrales e gênero Helianthus (CASTIGLIONI et al., 1997), gênero deriva do grego helios, que significa sol, e de anthus, que significa flor, ou seja, “flor do sol”, referindo-se à característica da planta de girar sua inflorescência, seguindo o sol (LEITE, 2017). JOLY (1993), citado por BRIGANTE (2013), afirma que é um gênero que apresenta 49 espécies e 19 subespécies.
As plantas caracterizam-se por apresentar um sistema radicular pivotante, que atinge aproximadamente dois metros ou mais de profundidade e inflorescência na forma de capítulo, seu caule apresenta diversas curvaturas que serão expressas na maturação (CASTIGLIONI et al., 1997). Seu ciclo vegetativo médio é entre 90 a 130 dias, dependendo do ambiente, da cultivar e data de semeadura (CASTRO et al., 1996). O girassol apresenta caule ereto, variando de 1,0 a 2,5 m e aproximadamente, de 20 a 40 folhas por planta. Suas folhas são ovais, opostas, pecioladas, com nervuras visíveis e ásperas, (SANTOS 2014), a inflorescência por capítulo, onde apresentam os grãos denominados como aquênios (CASTRO et al., 1996) e o peso de 1000 aquênios de 30 a 60 g (CASTIGLIONI et al., 1997).
O desenvolvimento da planta de girassol é dividido em fase vegetativa e reprodutiva. Fase vegetativa (V) corresponde a germinação e formação do botão floral. A emergência (Ve) corresponde ao estádio desde o plantio, levando em consideração umidade do solo até, primeira folha acima dos cotilédones. V1, V2, V3 e Vn referem-se às fases de formação das folhas com comprimento acima de quatro cm, avaliando também o número de folhas quebradas, ausentes e eliminadas. Fase reprodutiva (R) corresponde ao estádio de aparecimento do broto floral até a maturação dos aquênios. R1, fase que se nota um pequeno broto floral, semelhante a uma estrela com vários ápices; R2, fase de alongamento do broto floral, apartando de 0,5 a 2 cm da última folha, conceituada como a última folha que está unida ao caule; R3, fase que o broto floral encontra a uma distância maior que 2 cm da última folha; R4, fase de florescimento, que se refere às primeiras flores liguladas, geralmente de cor amarela; R5, (R5.1; R5.2; R5.n) é a segunda fase do florescimento, sendo dividida em subfases que correspondem as flores tubulares que estão liberando pólen; R6, é a terceira fase do florescimento corresponde à abertura das flores tubulares e as flores liguladas se encontram murchas; R7, corresponde a primeira fase de desenvolvimento de aquênios; R8,
12 corresponde a segunda fase de desenvolvimento de aquênios, o dorso do capítulo se torna amarelo escuro e as brácteas apresentam-se de coloração verdes; R9, fase da maturação do aquênios as brácteas fica entre as cores amarela e castanho (CASTIGLIONI et al., 1997).
2.2 FINALIDADES
O girassol tem várias finalidades como flor ornamental, grãos in natura, em confeitaria, girassol na substituição de amêndoas, uso na alimentação humana em geral e na alimentação animal, como farelo para ração de ruminantes, aves e suínos, forragem, silagem e subprodutos gerados na extração do óleo para complementação na alimentação animal.
Atualmente sua principal finalidade é na extração de óleo destinado às indústrias de alimentos e biodiesel (GAZZOLA et al., 2012), (CÂMARA, 2016).
2.3 SOLOS
Os tipos de solos mais indicados para o cultivo do girassol são os de textura média, profundos e com boa drenagem, uma vez que o girassol é sensível a acidez e compactação do solo, apresentando sintomas de toxidez em pH menor que 5,2 (CaCl2). A correção dos elementos tóxicos é de suma importância tanto do alumínio como do manganês, sendo assim, em condições de pH do solo ideal, aumenta-se a disponibilidade de fosforo, cálcio, magnésio e molibdênio para as plantas (CASTRO et al., 1996; LIRA et al., 2011).
O girassol promove melhorias no solo, por possuir sistema radicular profundo, recomendando assim uma gradagem. Em solos com maior facilidade de compactação há necessidade de uma subsolagem e nos solos argilosos, uma aração na camada até 20 cm, destorroando o solo (LIRA et al., 2011). Segundo a EMBRAPA, (2018b), normalmente o girassol é implantado em áreas já agricultáveis, e consequentemente os solos estão de modo geral corrigidos, desta forma livre do alumínio tóxico, e com nutrientes em teores médios ou adequados. Portanto, os custos de produção em relação aos gastos na adubação são reduzidos, aumentando-se os lucros.
2.4 HÍBRIDOS A SEREM UTILIZADOS
De acordo com Brigante (2013) os híbridos de girassol disponíveis no mercado apresentam alterações em sua composição influenciando sua durabilidade, suas sementes
13 possuem alto teor de lipídios tornando suscetível à degradação quando armazenadas. No entanto há falta de literatura, com informações sobre condições ideias para manter a qualidade das sementes de girassol (BRIGANTE, 2013).
O híbrido BRS 323 é um híbrido simples de ciclo precoce (80 a 98 dias), com teor de óleo de 40 a 44%, resistente ao míldio (raça 330), o início de seu florescimento oscila entre 50 a 60 dias, com altura média das plantas entre 166 a 190 cm, sua maturação fisiológica é de 80 a 98 dias e massa de 1000 aquênios de 60 a 75g. É de fácil utilização nos sistemas de produção na rotação e sucessão de culturas. Para prevenção de danos e doenças é importante utilizar a época adequada de semeadura, é também de fundamental importância que seja cultivado em solos corrigidos, visto que é uma cultura sensível ao alumínio trocável, apresentando necessidade de adubação com boro (CARVALHO et al., 2013).
De acordo com Oliveira et al., (2017) os genótipos BRS G53, BRS G55, BRS G56 e BRS G57 apresentam precocidades, necessitando de um acúmulo térmico menor para chegar ao seu estádio reprodutivo, por sua vez o BRS G54 necessita de um acúmulo térmico maior, apresentando ciclo intermediário. Em termos de produtividade de aquênios o BRS G55 apresenta comportamento semelhante aos híbridos comerciais SYN 045 e BRS 323.
3 MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi conduzido na Estação Experimental da Emater de Anápolis, situada à uma altitude de 1.051 m, nas coordenadas 16º20’30.77’’ S e 48º52’21.55’’ O.
A análise química do solo apresentou os seguintes resultados: pH (CaCl2) = 5,3;
Ca = 2,5 cmolcº/dm-3; Mg = 0,9 cmolcº/dm-3; K = 56,0 mgº/dm-3; H = 2,3 Al = 0,0 cmolcº/dm-3; MO = 25,0 g/dm-3.
Antes da semeadura foi realizado o preparo da área no sistema de plantio convencional, com roçagem, aração e gradagem, com objetivo de incorporar os restos culturais e as sementes de plantas infestantes ao solo, diminuindo a competição por água usando grade pesada na camada do solo de 10 a 20 cm de profundidade, em seguida com a grade mais leve com corte pouco profundo para evitar a formação de camada compactada superficialmente ou pé de grade que é prejudicial a infiltração da água e ao desenvolvimento das raízes ( FONTES, 2000), finalizando com sulcador, para abertura das linhas de plantio com espaçamento de 0,5 m.
Para a instalação do experimento, foi utilizada uma área de 391.5 m² (27 m de comprimento por 14,5 m de largura). Cada parcela constituiu-se de quatro linhas de 6 m de comprimento, espaçadas em 0,5 m, deixando as duas linhas laterais como bordadura. Entre um bloco e outro foi mantido o espaçamento de 1,0 m. Para a adubação de base foi utilizado 400 kg ha-1 de NPK 08-28-16 e na adubação de cobertura foi utilizado 300 kg ha-1 de nitrogênio (fonte ureia), parcelado em duas vezes com intervalo de 15 dias.
A semeadura foi realizada no dia 19/02/2018 distribuindo manualmente as sementes nas linhas de plantio. Após 15 dias da semeadura realizou-se o desbaste, mantendo- se 42 plantas por parcela, com stand de 35000 por hectar.
Foi utilizado o delineamento de blocos casualizados, com seis tratamentos (genótipos) e quatro repetições. Os híbridos utilizados foram: ‘BRS 323’, ‘BRS G 53’, ‘BRS G 54’, ‘BRS G 55’, ‘BRS G 56’ e ‘BRS G 57’. Tais genótipos são coordenado pela Embrapa soja. As características agronômicas avaliadas foram: altura média de planta, largura e comprimento de folha, número de plantas acamadas, número de plantas quebradas, excetuando-se o peso de mil aquênios, pois neste caso os aquênios foram coletados pela parcela inteira, para chegar o total de mil aquênios e produtividade de aquênios, avaliando o total de aquênios de cada híbrido.
A altura média de planta (AP): foi determinado medindo-se cinco plantas da área útil da parcela, escolhida aleatoriamente, desconsiderando-se as bordaduras. Para a
15 verificação da altura da planta utilizou-se uma régua de madeira graduada, que foi realizada no período da floração, considerando-se o nível do solo até o capitulo. Para determinação da largura e comprimento de folhas (LCF) utilizou-se fita métrica sendo os resultados expressos em centímetros. No caso de número de plantas acamadas (NPA) e número de plantas quebradas (NPQ) foram avaliadas a partir de contagem total de plantas que havia por área útil na parcela. Para peso de mil grãos (PMG) os dados foram obtidos pela pesagem de aquênios coletados aleatoriamente na parcela, por meio de contagem de mil sementes, sendo o resultado expresso em gramas. E para determinar a produtividade total de aquênios (PA) de cada híbrido foi utilizado uma balança de precisão os valores foram obtidos através da pesagem dos aquênios e expressados em kg ha-1, e corrigidos para 14% de umidade.
O controle de plantas infestantes foi realizado manualmente de acordo com a necessidade da cultura, e no controle fitossanitário da mosca branca foi utilizado 500 mL ha-1 do inseticida de ação sistêmica mospilan.
Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) pelo teste F e a comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade e os cálculos estatísticos foram realizados com o auxílio do programa SISVAR.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observa-se que houve diferença significativa entre os híbridos de girassol cultivado em região do cerrado para a varável altura de plantas (AP), variando de 1,3140 m na BRS G53 a 1,7610 m para a cultivar BRS G57. Observando a (Tabela 1).
Tabela 1. Altura dos híbridos de girassol em cultivo no Cerrado.
Híbridos BRS G53 BRS G54 BRS G56 BRS 323 BRS G57 BRS G55 Altura em m 1,3140c 1,5610b 1,3980c 1,6660a 1,7610a 1,6175b Letras iguais na linha não diferem estatisticamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade (p< 0,05).
Segundo Silva et al. (2017) não houve diferença significativa em seu trabalho, avaliando os mesmos híbridos observando características agronômicas importantes para colheita mecanizada.
Souza et al. (2013) asseguram que maiores alturas não significam melhores desempenhos, no entanto pode ocasionar a perda de capítulo no momento da colheita mecanizada, por não se adaptaram à altura da barra de corte da colhedora, consequentemente para evitar perdas na lavoura é preciso ter alturas de plantas uniformes.
Em termos de produtividade de aquênios (PA) e peso de mil grãos (PMG), houve diferenças significativas entre os híbridos BRS 323 e BRS G53 os quais apresentaram maiores médias no solo do cerrado. Para a variável produtividade o híbrido BRS 323 apresentou maiores média de 1089,5833 kg ha-1 em seguida observou-se que as BRS G53 e BRS G54 não apresentaram diferença significativa entre si, como também ocorre com as BRS G55, BRS G56 e BRS G57. E para a variável de massa de mil grãos, o híbrido BRS 323 apresentou média de 62,2500 g apresentando as maiores médias, em relação aos outros híbridos, enquanto a BRS G55 apresentou as menores médias, com valor de 36,2500g (Tabela 2).
17 Tabela 2. Peso de 1000 grãos (g) e produtividade (kg ha-1) de híbridos de girassol cultivados
em Cerrado.
Híbridos Massa de 1000 grãos Produtividade
BRS G53 49,7500b 985,4167b
BRS G54 41,5000b 920,8333b
BRS G56 42,7500b 845,8333c
BRS 323 62,2500ª 1089,5833a
BRS G57 44,2500b 862,5000c
BRS G55 36,2500c 829,1667c
Letras iguais na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.
Oliveira et al. (2017) apresentaram resultados superiores ao presente trabalho para a variável de peso de mil grãos oscilando médias entre 92,5 a 67,3 g, no entanto Vogt et al.
(2012) obteve resultados inferiores ao descrito, com valores oscilando de 36 a 58 g. Amorim et al. (2008) destacam que existe correlações significativas em termo de produtividade de grãos, diâmetro do capítulo e massa de mil grãos proporcionando efeito positivo em produtividade de grãos podendo ser utilizados na seleção indireta de novos genótipos.
Castro et al. (2017) apresentou resultados superiores de produtividade. O híbrido BRS 323 foi o único em comum entre os estudos, no entanto o foco do autor acima citado foi analisar a produtividade dos híbridos em solo com baixa e alta fertilidade levando em consideração a acidez do solo.
Oliveira et al. (2017) descreve que em questão de produtividade de aquênios alcançou novamente resultados superiores destacando a BRS G55 com 3.956 kg ha-1 em seguida a BRS 323 com 3.696 kg ha-1, BRS G53 2.074 kg ha-1 e a BRS G56 1.743 kg ha-1. O híbrido que apresentou as características mais desejáveis tais como precocidade e produção para a região do norte mineiro foi o BRS G55, região onde as chuvas são mais concentradas.
Foram observados efeito significativo dos híbridos em plantas acamadas (NPA) onde o híbrido BRS G53 apresentou um maior acamamento e a BRS G55 tendo as menores médias, entretanto para a variável de plantas quebradas (NPQ) a cultivar BRS 323 apresentou maior destaque e por último a BRS G53 (Tabela 3).
18 Tabela 3. Número de plantas acamadas e quebradas por hectare em híbridos de girassol
cultivado no Cerrado.
Híbridos Plantas acamadas Plantas quebradas
BRS G53 833,3333a 416,6667d
BRS G54 416,6667b 1041,6667b
BRS G56 416,6667b 1041,6667b
BRS 323 416,6667b 2500,0000a
BRS G57 416,6667b 625,0000c
BRS G55 208,3333c 833,3333c
Letras iguais na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.
De acordo com Tomich et al. (2003) o alto índice de plantas quebradas e plantas acamadas resulta em perdas na produtividade, mesmo estas tendo características favoráveis em outros aspectos para se ter uma produtividade final boa, entretanto se houver perdas no momento da colheita acaba resultando em ineficiência.
Uma das justificativas para o acamamento e quebra da planta do girassol é a altura da planta onde a grande maioria tendem a quebrar em consequência de ventos e chuvas prejudicando a colheita e afetando a produtividade final da cultura (AMABILE et al, 2007).
Observa-se que o híbrido BRS 323 apresentou menor área foliar e valor pouco variável tanto para largura quanto para comprimento de folha, obtendo melhor rendimento produtivo (Tabela 4).
Tabela 4. Largura (L) e Comprimento (C) de folhas em centímetros e centímetros quadrados em folhas de híbridos de girassol cultivados no Cerrado.
Híbridos Largura Comprimento L x C
BRS G53 22,9600c 26,0350b 597,7636
BRS G54 25,1550a 28,5700a 718,6784
BRS G56 23,8100b 26,7900b 637,8699
BRS 323 24,0350b 24,5050c 589,4584
BRS G57 23,5050b 25,3350bc 595,4992
BRS G55 24,3150ab 25,8100b 627,5702
Letras iguais na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.
Monteiro et al. (2005), afirma que a área foliar difere conforme as condições edafoclimáticas e seu tempo de permanência na planta é de suma importância, pois o número de folhas e o seu tamanho influencia diretamente no índice de área foliar chegando ao seu pico, em seguida diminuindo devido as folhas ficarem mais velhas. Os dados de área foliar
19 podem ser usados na investigação de adaptabilidade da planta a diversos ambientes e na competição da mesma com outras espécies. O autor defende ainda que a capacidade produtiva da planta pode estar relacionada com a taxa fotossintética e que isso pode influenciar sobre a grande variabilidade de genótipos, sendo que a área foliar pode sofrer efeitos de acordo com o tipo de manejo e tratamento. Deste modo quanto maior o tempo de atividade da área foliar e quão ligeiro o IAF (Índice de Área Foliar) apresentar os melhores resultados, consequentemente maior será sua produtividade.
Andrade et al. (2007), salienta que o tamanho da área foliar está relacionado à quantidade de água, dessa forma o déficit hídrico afeta na área fotossintética devido a redução da mesma, acarretando em perda na produtividade de grãos de milho. Deve-se levar em consideração também que é necessária uma adubação correta, para que supra as necessidades ideais de cada cultura. Seu estudo também apresentou que as plantas que tiveram uma área fotossintética menor resultaram em uma baixa produção de grãos.
5 CONCLUSÃO
Para a variável altura de planta o híbrido que mais se destacou foi o BRS G57, contudo o que apresentou menor média foi o BRS G53, porém, o híbrido apresentou os maiores resultados para número de plantas acamadas e o menor número apresentado pelo BRS G55.
Para plantas quebradas, o BRS 323 obteve maior destaque, em contrapartida o menor resultado foi expresso pelo BRS G53. Em relação a largura e comprimento de folhas o BRS 323 foi o que apresentou menor tamanho de folhas, entretanto para o peso de mil grãos e produtividade apresentou melhores resultados, já o G55 apresentou a menor média, assim o estudo observou que o híbrido BRS 323 apresentou maior conjunto de características desejáveis para a região do cerrado.
6 REFERÊNCIAS
AMABILE, R. F.; MONTEIRO, V. A.; AQUINO, F. D. V.; CARVALHO, C. G.; JÚNIOR, W. Q. R.; FERNANDES, F. D.; SANTORO, V. L. Avaliação de genótipos de girassol em safrinha no cerrado do Distrito Federal. XVII REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE GIRASSOL V SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE A CULTURA DO GIRASSOL, 292., 2007, Londrina. Anais. Londrina: Embrapa Soja, 2007. p. 206.
AMORIM, E. P.; RAMOS, N. P.; UNGARO, M. R. G.; KIIHL, T. A. M. Correlações e análise de trilha em girassol. Bragantia, Campinas- SP, v. 67, n. 2, p. 307-316, 2008.
ANDRADE, C. L. T.; AMARAL, T. A.; GOMIDE, R. L.; ALBUQUERQUE, P. E. P.;
HEINEMANN, A. B.; MENDES, A. P.; ALVES, F. F.; ARAUJO, S. G. Área foliar e produtividade de grãos de cultivares de milho, submetidas à déficit hídrico, em Sete Lagoas, MG. Sete Lagoas. 2007. Disponível em:
<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/30009/1/Area-foliar.pdf/>. Acesso em:
30 de nov. 2018.
BRIGANTE, G. P. Deterioração de sementes de girassol durante o armazenamento. 2013.
206 p. Tese. (Doutorado em Agronomia). UFLA - Universidade Federal de Larvas. Minas Gerais. 2013.
CÂMARA, G. M. S. Introdução ao agronegócio girassol. Texto básico da disciplina optativa LPV 0506: Plantas Oleaginosas, do curso de graduação em Engenharia Agronômica da USP/
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