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A FRAGMENTAÇÃO DO SER QUE AMA EM CONTOS DO MAL ERRANTE

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Anais do VIII Sappil – Estudos de Literatura, UFF, nº 1, 2017.

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A FRAGMENTAÇÃO DO SER QUE AMA EM CONTOS DO MAL ERRANTE

Luís Gustavo Gomes Lopes Orientador: Silvio Renato Jorge

Mestrando

RESUMO: A obra de Maria Gabriela Llansol é conhecida por exigir muito de seu leitor.

Complexa, com muitas rupturas e sem seguir uma linearidade, sua escrita se propõe a seguir não os moldes da narratividade, mas sim os da textualidade, termo criado pela autora para se referir a uma ruptura dos moldes tradicionais para a criação do romance. Esse conceito refere- se também à libertação da exigência de uma função da escrita de verdade e verossimilhança que, segundo ela, não deve ser o objetivo do dom poético. Em “Contos do Mal Errante”, Llansol nos apresenta, através de 110 fragmentos, o envolvimento amoroso entre Isabôl, Copérnico e Hadewijch, denominado por ela de “amor ímpar”. O romance acaba sendo o movimento de uma escrita fragmentária, com constantes avanços, retrocessos, confusões, caos e desorientação, o que causa estranhamento àquele que se propõe a lê-lo. Partindo do conceito de Eiras (2005) de que o fragmento corresponde à fragmentação de uma totalidade anteriormente erigida mas ao mesmo tempo provido de continualidade e totalidade em si, o presente trabalho irá analisar os processos de fragmentação pelos quais o Ser que ama passa na obra.

PALAVRAS-CHAVE: Contos do Mal Errante, Llansol, Amor ímpar.

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Anais do VIII Sappil – Estudos de Literatura, UFF, nº 1, 2017.

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Introdução

Contos do Mal Errante é um livro escrito pela escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol (1931-2008). Lançada inicialmente em 1986, sendo reeditada com posfácio de Manuel Gusmão em 2004, a obra faz parte da segunda trilogia da autora denominada O litoral dos mundos, constituída ainda pelos livros Causa Amante (1984) e Da sebe ao ser (1988).

O livro apresenta a história do relacionamento amoroso e sexual entre Isabôl, Copérnico e Hadewijch. Tais personagens textuais fazem referência a personalidades históricas de épocas e localidades distintas, sendo elas Copérnico (1473-1543), astrônomo polonês e elaborador da teoria heliocêntrica, Hadewijch (1190-1240), poeta beguina da localidade de Brabante, entre a Bélgica e os Países Baixos, e a Rainha Isabel de Portugal, a Santa (1271-1336).

Llansol aproveita não só personalidades históricas como também fatos históricos para criar sua narrativa. A sangrenta rebelião ocorrida no século XVI entre católicos e protestantes na cidade alemã de Müster serve de pano de fundo para a obra; à margem dessa cidade, isolada pela neve, encontra-se a mansão onde Isabôl reside com Copérnico e recebe visitas periódicas de Hadewijch, moradora da cidade. Durante essas visitas ocorrem as vivências amorosas desses três, intitulada no livro como “amor ímpar”.

Vários elementos são apresentados na obra de modo fragmentado e desassociado, tanto elementos da narrativa (como personagens, cenários e enredo) quanto a própria obra.

Partindo da dialética dos conceitos de Totalidade e Fragmento de Eiras, em que totalidade é

“a continuidade de partes e fracturas”, “uma reunião organizada do heterogêneo” (2005, p.30), e fragmento, por conseguinte, o correspondente a essas partes e fracturas heterogêneas que se reúnem, o objetivo deste trabalho é analisar o processo fragmentário do Ser que ama.

Os medos de estar no Amor Ímpar

O relacionamento poliafetivo é um tema presente em todo o texto de Contos do Mal Errante. No livro, nos é apresentado Isabôl e Copérnico, que vivem em uma mansão nos arredores da cidade de Müster, onde ocorre uma sangrenta rebelião. De tempos em tempos, surge na mansão a figura de Hadewijch, moradora da cidade que vivencia com eles o que é denominado de “amor ímpar”. Porém, inadvertidamente, Hadwijch resolve abdicar dessa relação, o que provoca questões em Copérnico mas, principalmente, em Isabôl, que passa a

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refletir sobre suas emoções, sobre a natureza dessa relação amorosa e sobre as motivações de Hadewijch para partir.

Nesses momentos de reflexões fica perceptível a fragmentação das certezas e pensamentos de Isabôl. Já é da natureza do relacionamento amoroso ser fragmentário, pois pressupõe uma disassociação do ser para uma nova associação que inclua o seu parceiro amoroso. Citando Bataille, Lima afirma que

„A essência da paixão‟ – diz Bataille – „é a substituição da persistente descontinuidade por uma maravilhosa continuidade entre dois seres‟.

Experiência angustiante, porque se trata de uma procura vivida em impotência e temor, de uma busca do impossível. Simultaneamente, experiência violenta, violadora mesmo, porque implica uma dissolução [fragmentação] do ser constituído na ordem descontínua, uma dissolução das formas constituídas da vida social regular, que fundamentam a ordem descontínua das individualidades definidas que somos. (LIMA, 1994, p.715)

Se a experiência amorosa já causa angústia e temor quando envolve duas pessoas, a partir do momento em que há um terceiro incluído essa angústia e temor aumentam exponencialmente. Os primeiros temores relativos ao amor ímpar apontados na obra são relacionados justamente à natureza da relação; por envolver três pessoas, há o medo de se sentir menos amado, excluído da relação, pensamento esse que Isabôl sempre relembra que deve ser prontamente rejeitado – “nunca cair, até o fim, na tentação de me sentir excluída”

(LLANSOL, 2004, p.46)

Juntamente ao medo de se sentir excluído, há o receio de ser tomado pelos ciúmes ou, pior, ser excluído (ou se excluir) do relacionamento por conta desses ciúmes – “só um ser não completa outro ser; e se Deus tivesse sido um primeiro pobre excluído por ciúmes?” Assim como Deus foi excluído de seu relacionamento ímpar (fato que irá ser melhor explicado mais adiante), Isabôl também temia que isso acontecesse em seu relacionamento com Copérnico e Hadewijch.

Estar em um relacionamento que difere dos padrões traz consigo a possibilidade de muitos eventos inesperados, o que teria motivado Hadewijch (que quando invocada por Isabôl e Copérnico chama-se Escarlate) a se afastar da vivência do amor ímpar na mansão.

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Mas Escarlate receia fundir-se conosco, e afastou-se precipitadamente para evitar um perigo: <<está a fazer-se um trabalho que consiste em tornar-me só...>>; << e ainda será preciso que eu continue com persistência...>>; <<

que contradição. Este afastamento, que para mim é condição de sobrevivência, para vós é penoso e opressivo>>. (LLANSOL, 2004, p.225) Viver o amor ímpar causa um envolvimento tão arrebatador que em certos momentos Isabôl temia que o modo como vivenciasse esse sentimento que os unia acabasse por separá- los: “não sei se quero volúpia ou conhecer, e receio que aproximando-me deles pela paixão, me afaste de poder estar com eles” (LLANSOL, 2004, p.63). A mesma premissa é utilizada por Isabôl para justificar o afastamento de Hadewijch.

(...) mas compreendo melhor que ela tenha receado ser invadida por um sentimento de amor definitivo que pode dar origem à repulsa no preciso instante em que a atractividade se manisfesta.

Atracção de repelir.

Recusar-nos era então o caminho, e creio que o fez às cegas para não ver em quem batia (...). (LLANSOL, 2004, p.92)

Após a partida de Hadewijch, Isabôl endereça-lhe uma carta em que se lê:

mal conhecida Hadewijch,

desde que tu partiste nunca mais desnudei ninguém, mesmo em pensamento, porque qualquer

nudez seria nudez

sempre opaca e não diáfana. (LLANSOL, 2004, p.151)

Pelo teor da carta, pode-se deduzir que não houve mais relações entre Isabôl e Copérnico desde que Hadewijch se foi. Isso indica que a presença deles três era essencial para que houvesse o amor, e que a ausência de um deles significaria a incompletude dessa relação e a impossibilidade de um relacionamento díade.

Em outra carta, Isabôl faz menção ao “número ímpar”, sobre o qual afirma: “o número ímpar estabelece que há partes que não têm parte.” (LLANSOL, 2004, p.181) Observando toda a estrutura do texto, fica claro que o número ímpar aludido é o número 3, que é recorrente em todo o livro, além de ser uma clara alusão ao amor ímpar supracitado, formado por três pessoas. O número três é primo, ou seja, ele só pode ser dividido por um ou por três.

Essa lógica se estende ao amor ímpar: ou ele existe com os três elementos, formando uma unidade, ou se divide em três elementos e deixa de existir.

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O amor ímpar: diferentes significações

Além dos termos “amor ímpar” e “número ímpar”, em Contos do Mal Errante temos o uso do termo “terceiro”. Ao refletir sobre um trecho do livro , em que Isabôl e Copérnico anseiam a vinda de um “terceiro”, Gusmão discorre sobre os significados que esse termo pode assumir:

A figura do terceiro são várias figuras.(...) Este terceiro é diretamente Hadewich, assim chamada quando presente e Escarlate, quando invocada.

Mas o terceiro pode trocar de pessoa e, designadamente, de pessoa gramatical; ele é o terceiro apenas porque vem quebrar a solidão perfeita do par ou, na outra lógica, o mecanismo repetitivo das oposições binárias. O terceiro é também apenas aquele que veio; depois cada um pode ser, por seu tempo, o terceiro. Assim, por exemplo, na relação de escrita-leitura, o terceiro é o texto, objeto-sujeito; ou o leitor lendo; ou o autor nas modalidades da sua ausência. (GUSMÃO, 2004, p.289-290)

Na medida em que se prossegue na leitura do livro, percebe-se que o amor ímpar tão referenciado serve de alegoria para outras relações também citadas no texto. E a abordagem feita por Gusmão sobre o terceiro é essencial para entendermos uma dessas relações, que é demonstrada na seguinte passagem do livro: “invoco, por necessidade imperiosa, um interlocutor que me socorra com um pouco de semelhança; que aos nossos dois membros é preciso acrescentar um terceiro; romper a chaga de fragmentos.” (LLANSOL, 2004, p.227)

Fica claro que nesse trecho Isabôl está se referindo ao leitor, o interlocutor que está tendo acesso aos seus escritos e que será capaz de ordenar a chaga de fragmentos que é a sua escrita. Temos então uma das relações para a qual o “amor ímpar” serve como metáfora: a relação Escritor-Obra-Autor, em que o leitor é o terceiro incluído que vem para quebrar a solidão perfeita do par Escritor-Obra.

Uma segunda relação, que também se refere à ideia de “amor ímpar”, nos é sugerida no início do livro em uma passagem já citada nesse trabalho: “só um ser não completa outro ser; e se Deus tivesse sido o primeiro pobre excluído por ciúme?”(LLANSOL, 2004, p.26) Ora, é sabido que na narrativa bíblica sobre a Criação, Deus cria Homem e Mulher à sua imagem e semelhança (Gn 1:27), e, após formar o Homem, cria a mulher pois “não é bom que o homem viva só”(Gn 2:18).

Llansol vai além dessa premissa e afirma que não é bom que nenhum ser viva só ao defender que “só um ser completa outro ser”. No caso de Deus, Ele só poderia ser completo

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por outro ser formado à sua imagem e semelhança. Não faria sentido um mundo formado por seres de toda espécie se não existisse um ser com quem ele pudesse manter uma direta relação que O completasse. Desse modo, são formados Adão e Eva, segundo a narrativa bíblica, com quem Deus conversava de igual para igual.

A eles foi dada a ordem de não comerem da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal; porém, após conversa com um ser místico identificado como serpente, eles decidiram transgredir a ordem dada por Deus e comeram do fruto da Árvore. A partir desse momento, eles passaram a ser não só conhecedores do Bem, que são os preceitos que emanavam da imagem e semelhança que eles compartilhavam com Deus, mas também do Mal, que é tudo que contraria tais preceitos. O texto bíblico refere-se a essa mal como Pecado e afirma que, a partir de um homem (Adão) essa pecado entrou no mundo e corrompeu todos os seus descendentes, i.e., a humanidade (Rm 5:12).

Temos aqui o primeiro caso de amor ímpar da humanidade, a relação Deus-Adão-Eva, e Deus, o primeiro excluído por ciúmes, uma resposta ao questionamento de Isabôl: “e se Deus tivesse sido um primeiro pobre excluído por ciúme?” Ciúme causado pela constatação de que Deus não poderia mais ter um relacionamento integral com Adão e Eva, visto que agora eles eram portadores não só do Bem como também do Mal. Por isso, passou a ser um

“pobre excluído” da relação que Ele tanto almejou. O próprio texto bíblico afirma que Deus, representado na figura de Espírito, sente ciúmes da humanidade toda vez que o ser humano dá vazão aos desejos provenientes do Mal que há em cada um: “É com ciúmes que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós.” (Tg 4:5)

Na lógica llansoliana, Deus seria um “pobre” porque é um ser que necessita da figura humana: “mas eu não sei o que é ser deus embora tenha a certeza de que não difere do que é ser homem, porque ambos são pobres, necessitados da misericórdia de um pelo outro”

(LLANSOL, 2004, p.92-93).

Tendo em vista as duas relações que acabaram de ser expostas, as relações Deus- Adão-Eva e Escritor-Obra-Leitor, podemos com mais clareza levantar hipóteses sobre a escolha do título “Contos do Mal Errante” para o livro.

O termo “contos” não deve ser entendido aqui como o gênero textual composto de um relato breve e conciso. Por se tratar de uma escrita fragmentária, “contos” pode ser entendido,

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como já foi citado, como “plural de fragmentos” e como um “princípio de organização textual do caos” (GUSMÃO, 2004, p. 275). “Contos” também podem ser pensado como a palavra que se refere a dizeres, falares e contação de histórias (Santos, 2009).

“Errantes” está no mesmo campo semântico de “errância”, que pressupõe parte do processo da busca pelo saber, pelo entender. Várias errâncias foram aqui analisadas. A errância do leitor, que busca o entendimento da obra, atribui sentidos ao que está lendo e reflete sobre as escolhas estéticas do autor. A errância do ser humano, que ousa questionar os preceitos que foram criados antes mesmo do seu nascimento e que lhe foram inculcados por alguém que ele desconhece, muito bem exposto nas reflexões de Copérnico:

O que aprendi nessa tarde?

Que a minha vida dependia do que me fora inculcado e que, mesmo que em um sentimento que em mim antecipadamente se formara – como o meu medo –, não tivesse fundamento, eu não conseguiria ver-me livre dele com subterfúgios. De tal modo os nossos preconceitos são o pensamento dos outros; mas se eu tomasse o risco de observar e de pensar por mim mesmo – talvez me achasse só, e sem medo.

Para que Alguém me faça perder o norte, é necessário uma geografia pré-existente à minha própria vida: não me tendo nunca sido dado à vê-la, não penso desviar-me.

No entanto, posso errar.

(...) eu sou um ser elaborado (fruto do trabalho de um outro que desconheço) (LLANSOL, 2005, p.192-193; grifos meus)

Errância herdada de Adão e Eva, que ousaram questionar e desobedecer ao Criador.

Errância dos personagens que ousaram buscar um conhecimento que os ultrapassava e experimentar seus corpos e suas mentes independentemente do que a comunidade católica e protestante que os cercava achavam (Santos, 2009). Enfim, uma diversidade de errâncias e errantes que se entrelaçam no tecido textual que Llansol tão habilmente constrói.

E por fim, temos o Mal. Em suas reflexões, Isabôl pergunta-se: “quem perguntou o que é o mal? quem suspeitou que o excluído pelo ciúme seria a pedra angular desta construção?” (LLANSOL, 2004, p.64-65) Se formos considerar que “desta construção” se refere a “o mal”, temos aí uma constatação: o excluído pelo ciúme é a pedra angular do mal.

Como já foi exposto, o primeiro excluído pelo ciúme foi Deus; do mesmo modo, já foi

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explicado, baseado no relato bíblico, essa exclusão resultou na descoberta no Mal e em sua entrada na humanidade.

Considerações Finais

Contos do Mal Errante nos mostra como a presença do ciúme e a ousadia de desobedecer dão origem ao Mal. Assim como ocorreu no primeiro amor ímpar, em que o ciúme e o destemor encontraram terreno fértil, Isabôl, Copérnico e Hadewijch se esforçam para que seus medos de se sentirem excluídos, de se perderem em meio aos seus sentimentos ou de até mesmo se repelirem causem o término de seu relacionamento. Não conseguem. Ao fim, cada um segue seu destino e o número ímpar torna-se apenas “partes que não têm parte”.

Temos aqui a fragmentação do Ser que ama. Dupla fragmentação: fragmentação que o leva a se dissociar por completo para participar de um relacionamento e fragmentação que resulta da exclusão e consequente fim do amor que tanto desejou.

REFERÊNCIAS

BÍBLIA. Português. A Bíblia anotada: edição expandida. Ed. rev. e expandida. São Paulo:

Mundo Cristão; Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2007.

EIRAS, Pedro. Esquecer Fausto: a fragmentação do sujeito em Raul Brandão, Fernando Pessoa, Herberto Helder e Maria Gabriela Llansol. Porto: Campo das Letras, 2005. p. 29- 44.

GUSMÃO, Manuel de. O Amor Ímpar ou O Terceiro Excluído (Fragmentos de uma Leitura), posfácio a Contos do Mal Errante, 2ª ed., Lisboa: Assírio &Alvim, 2004, p.273-290.

LIMA, Isabel Pires de. Fulgurações e Ofuscações de Eros ― O Primo Basílio ― In: Anais do III Encontro Internacional de Queirosianos: 150 anos com Eça de Queirós, realizado em São Paulo, 1995. São Paulo: Centro de Estudos Portugueses: Área de Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa/FFLCH/USP, 1997, p. 715-721.

LLANSOL, Maria Gabriela. Contos do Mal Errante, 2ª ed., Lisboa: Assírio & Alvim, 2004.

SANTOS, Jane Rodrigues dos. O (neo)barroco no fulgor da escrita de Contos do Mal Errante. Revista do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da UFF.

Niterói: Vol.2, nº 3, novembro, 2009.

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