AUDITORIA
(Ano Lectivo de 2008/2009)
Licenciatura: Gestão Tipo: Escolha livre
Horas/semana: 3,0 h/s (2TPx1,5) Semestres: 1º e 2º semestre
Responsável: Prof. Dr. José Luís Areal Alves da Cunha
Equipa Docente: 1º Semestre:
- L04 – Mestre Francisco Nobre Pires dos Santos
2º Semestre:
- L02 - Prof. Dr. José Luís Areal Alves da Cunha
I - OBJECTIVOS DA DISCIPLINA
Proporcionar uma formação de base em auditoria, apresentando os conceitos teóricos e ilustrando-os com casos práticos baseados na prática profissional. No final do curso o aluno deve:
• compreender o conceito de Auditoria e reconhecer o papel do Auditor como agente credibilizador da informação financeira;
• entender a importância dos sistemas de controlo interno das empresas e apreender os princípios básicos que devem ser nos mesmos incorporados;
• dominar as diferentes fases que compõem uma auditoria e os procedimentos mais apropriados à obtenção da prova necessária à fundamentação da opinião do Auditor;
• reconhecer o alcance das diferentes modalidades de opinião estabelecidas nas normas de auditoria e estar em condições de preparar o apropriado relatório final
• conhecer as principais disposições legais portuguesas sobre fiscalização das sociedades e actividade dos auditores/Revisores Oficiais de Contas.
II – LINHAS PROGRAMÁTICAS
• Conceito de Auditoria e reconhecimento do papel do Auditor como agente credibilizador da informação financeira;
• Normas de contabilidade e de auditoria nacionais, estrangeiras e internacionais;
• Risco e materialidade em auditoria; a fraude;
• Sistemas de controlo interno: finalidade e princípios;
• Faseamento de uma auditoria: planeamento, levantamento e avaliação do sistema de controlo interno, revisão do planeamento, verificações substantivas por área das demonstrações financeiras e emissão do relatório;
• Regime Jurídico da fiscalização das sociedades e da actividade dos Revisores Oficiais de Contas.
III - PROGRAMA PORMENORIZADO
1. Introdução
1.1. A importância da informação financeira.
1.2. O auditor e a credibilização da informação financeira. 1.3. Conceito e definição de auditoria.
1.4. Evolução histórica da Auditoria no mundo e em Portugal 1.5. Associações profissionais de auditores.
1.6. Tipos de auditoria.
2. Normas de contabilidade e de auditoria
2.1. Princípios contabilísticos geralmente aceites e sua importância para a Auditoria 2.2. Os diferentes referenciais contabilísticos existentes a nível mundial e a procura da
harmonização contabilística
2.3. Breve nota sobre as principais diferenças entre as normas internacionais de contabilidade do IASB e o actual normativo contabilístico português. A próxima introdução do Sistema de Normalização Contabilística (SNC)
2.4. Importância e insuficiência das normas técnicas de auditoria
2.5. Normas técnicas de auditoria nacionais, estrangeiras e internacionais
2.6. Normas sobre ética e deontologia profissional e sobre controlo de qualidade - a independência
3. Materialidade e risco de auditoria 3.1. Materialidade em auditoria
3.2. Risco de auditoria: riscos inerente, de controlo e de detecção. 4. Controlo interno
4.1. Princípios gerais de controlo interno
4.2. Levantamento e avaliação pelo auditor do sistema de controlo interno 4.3. Controlo interno em ambientes informatizados
4.4. Fraudes e erros
5. Obtenção da prova em auditoria
5.1. Tipos de prova e procedimentos para a sua obtenção 5.2. Testes de controlo e procedimentos substantivos 5.3. Extensão dos procedimentos substantivos: amostragem 6. Planeamento em auditoria
6.1. Importância do planeamento em auditoria 6.2. Processo de planeamento em auditoria 6.3. Programas de auditoria
6.4. Faseamento de uma auditoria 7. Documentação de trabalho
7.1. Finalidade e importância
7.2. Forma, conteúdo, referenciação e arquivo 7.3. Dossier permanente e dossier corrente
8. Auditoria às diferentes áreas das demonstrações financeiras 8.1. Disponibilidades
8.2. Vendas, Clientes e Outras Contas a Receber 8.3. Existências e Custo das Vendas
8.4. Investimentos Financeiros 8.5. Imobilizações Corpóreas 8.6. Imobilizações Incorpóreas 8.7. Empréstimos Obtidos
8.8. Compras, Fornecedores e Outras Contas a Pagar 8.9. Estado e Outros Entes Públicos
8.10. Provisões
8.11. Capital, Reservas e Resultados Transitados 8.12. Outros custos e perdas; Outros proveitos e ganhos 9. Relatório de auditoria/Certificação Legal de Contas
9.1. Tipos de relatório de auditoria: Certificação Legal das Contas, Relatório do Auditor Registado na CMVM sobre Informação Anual, Certificação das Contas e Relatório de auditoria limitada
9.2. Estrutura do Relatório de auditoria
9.3. Modalidades de Opinião: a opinião sem reservas e a opinião qualificada
10. Breve enquadramento jurídico sobre fiscalização de empresas e exercício da actividade dos Auditores/Revisores Oficiais de Contas
10.1. Código das Sociedades Comerciais: fiscalização das sociedades, apreciação anual da situação das sociedades e intervenção dos Revisores Oficiais de Contas
10.2. Código dos Valores Mobiliários: informação financeira e auditoria nas sociedades cotadas
10.3. Estatuto dos Revisores Oficiais de Contas: Ordem dos Revisores Oficias de Contas,
IV - REGIME DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
a) Obrigatório: Prova individual escrita, com consulta, a ser realizada no tempo máximo de duas horas;
b) Facultativo adicional: Trabalho de grupo com discussão individualizada. São aprovados os alunos que
• apenas realizem a Prova individual escrita e na mesma obtenham classificação igual ou superior a 10
e
• os alunos cuja média aritmética simples das classificações obtidas na Prova individual escrita e no Trabalho de grupo seja igual ou superior a 10, com as seguintes restrições:
o a classificação obtida na prova individual não pode ser inferior a 8 valores
o a classificação do trabalho de grupo só contará se a média resultante da sua consideração for superior à classificação atribuída apenas à Prova individual escrita
.
V - BIBLIOGRAFIA
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Setembro 2008