PROJECTO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
Requerente: Newyorker Portugal, LDA.
Local Obra: SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER,
Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 - Lisboa
Projecto de Instalações Electricas
ÍNDICE
A. FICHA DE IDENTIFICAÇÃO ... 3
B. FICHA electrotecnica ... 5
C. DOCUMENTOS ... 7
C.1 TERMO DE RESPONSABILIDADE ... 7
C.2 TERMO DE RESPONSABILIDADE ... 8
C.3 DECLARAÇÃO INSCRIÇÃO NA O.E.T. ... 10
C.4 FOTOCÓPIA DO CARTÃO DE CIDADÃO E ORDEM DOS ENGENHEIROS ... 11
C.6 RESPONSABILIDADE CIVIL ... 12
D. GENERALIDADES ... 13
D.1 INTRODUÇÃO ... 13
D.2 NORMAS E REGULAMENTOS ... 13
E. CARACTERIZAÇÃO ... 13
E.1 CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO ... 13
E.1.1. Constituição... 13
E.1.2. Níveis de Iluminação ... 14
E.1.3. Condições Locais ... 14
E.2 POTÊNCIAS PREVISTAS ... 15
E.3 CÁLCULO DAS CANALIZAÇÕES ELÉCTRICAS ... 15
F. CONDIÇÕES TÉCNICAS ... 16
F.1 CONDICÇÕES TÉCNICAS GERAIS ... 16
F.1.1. Trabalhos Incluídos na Empreitada ... 17
F.1.2. Desenhos de Construção ... 19
F.1.3. Elementos a Fornecer pelo Empreiteiro Antes da Recepção Provisória ... 19
F.1.4. Recepção Provisória ... 19
F.1.5. Trabalhos de Construção Civil ... 19
F.1.6. Assistência Técnica ... 20
F.2 CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS ... 20
F.2.1. Características Gerais dos Materiais e Equipamentos ... 20
F.2.2. Estruturas e Ferragens de Apoio e Suspensão ... 21
F.2.3. Limpezas ... 22
F.2.4. Instalações Eléctricas ... 23
F.2.4.1. Concepção Geral ... 23
F.2.4.1.1. Alimentação de Energia ... 24
F.2.4.1.2. Quadros Eléctricos e Alimentações ... 24
F.2.4.1.3. Iluminação Normal ... 26
F.2.4.1.4. Iluminação de Segurança ... 26
F.2.4.1.5. Circuitos de Tomadas ... 27
F.2.4.1.6. Grupo Gerador de Segurança ... 27
F.2.4.1.6.1. Considerações Gerais ... 28
F.2.4.2. Sistemas de Protecção ... 29
F.2.4.2.1. Protecção Contra Contactos Indirectos ... 29
F.2.4.2.1.1. Ligações Equipotenciais ... 29
F.2.4.2.2. Protecção contra Contactos Directos ... 30
F.2.4.3. Selecção do Equipamento ... 30
F.2.4.3.1. Canalizações Eléctricas ... 30
F.2.4.3.1.1. Condutores e Cabos ... 30
F.2.4.3.1.2. Tubagem ... 32
F.2.4.3.1.3. Caixas de Derivação / Terminais ... 33
F.2.4.3.2. Quadros Eléctricos ... 34
Projecto de Instalações Electricas
F.2.4.3.2.1. Características Construtivas ... 34
F.2.4.3.2.2. Ensaios ... 35
F.2.4.3.3. Aparelhagem de Comando e Tomadas ... 36
F.2.4.3.4. Aparelhos de Iluminação ... 36
F.2.4.3.5. Equipameto par Regime IT ... 37
G. OMISSÕES ... 39
H. DIMENSIONAMENTO ... 40
I. PEÇAS DESENHADAS ... 42
Projecto de Instalações Electricas
A. FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
Anexo 1.1
IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE SERVIÇO PARTICULAR
(artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 96/2017, de 10 de agosto)
1 Promotor / Entidade Exploradora Nome: Newyorker Portugal, LDA
Telefone: E-mail: NIF: 509061354
Morada: Av. Liberdade, nº 38 - 2ª C. Postal: 1269-039-Lisboa
2 Técnico responsável pelo projeto
Nome: Pedro Emanuel da Silva Soares Martins N.º BI/CC: 13180735
Telefone: 967208623 E-mail: [email protected] NIF: 237986361
N.º DGEG: 48123 N.º OE: N.º OET: 21305
Morada: Av. Malhada Velha - Caixa Postal 256 A - Ferreiras - Albufeira C. Postal: 8200-561 Ferreiras
3 Identificação do imóvel
Lugar/Rua: SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 Lis Freguesia: Santa Maria dos Olivais
Concelho: Lisboa Distrito: Lisboa
Coordenadas GPS: 38º45'43.15" N 9º10649.59" O NIP: 10454847 Tipo de estabelecimento: Comércio
Tensão da RESP [kV]: 0,23/0,4 kV Potência a alimentar pela RESP [kVA]: 215kVA
4 Identificação da instalação elétrica Tipo de instalação Instalação
nova
Instalação
existente Observações SE/PS/PTC
Rede MT/AT Rede BT
Instalação de utilização MT/AT Instalação de utilização BT Sim Grupos geradores
Declaro que a informação apresentada identifica a
instalação elétrica.
09/07/2019
(Data e assinatura do técnico responsável pelo projeto)
Legenda:
SE: Subestações; PS: Postos de Seccionamento; PTC: Postos de Transformação de Consumo.
RESP: Rede Elétrica de Serviço Público; MT/AT: Média e Alta Tensão; BT: Baixa Tensão.
Projecto de Instalações Electricas
B. FICHA ELECTROTECNICA
Nome:
Telefone: E-Mail:
Morada:
C. Postal:
Nome:
Telefone: E-Mail:
Freguesia:
E1 Coordenadas GPS:
Coordenadas GPS:
Tipo da Instalação
(3)
Entrada do Imóvel
Ramal
N.º Andar Fração Entrada
Total Instalado
(kVA)
Fator de Simulta- neidade
Potência a Alimentar
(kVA)
C E1 1 1º 1.21 Trif 215,00 1,00 215,00
2019/07/09
FE_v.20190222 (1) Localização (Rua e numeração de porta ou Lugar) do(s) ponto(s) de entrega ao imóvel (ramais de alimentação).
Caso a instalação de utilização seja alimentada por um ramal próprio, deve mencionar a respetiva localização.
(2) Conforme Anexo I do Despacho n.º 1/2018 da DGEG.
(3) Conforme art.º 3.º do Decreto-Lei nº 96/2017. Para instalações do "Tipo A", de socorro ou segurança, indicar a "Entrada", "Ramal N.º", "NIP" e "CPE" da instalação de utilização a que está associado.
(4) NIP - Número de Identificação do Prédio. Caso ainda não esteja atribuído, colocar "-".
(5) CPE - Código do Ponto de Entrega (conforme art.º 229º do RRC). Caso ainda não esteja atribuído, colocar "-".
(6) Conforme Anexo II do Despacho n.º 1/2018 da DGEG.
38º45'43.15" N 9º10649.59" O
1 - Requerente/Entidade Exploradora
NIF/NIPC: 509061354 Newyorker Portugal, LDA
2 - Técnico Responsável
N.º DGEG: 48123
NIF:
Pedro Emanuel da Silva Soares Martins Av. Liberdade, nº 38 - 2ª
Outros Instalação: Existente
3 - Localização do imóvel
Entrada(1) principal (Lugar/Rua):
Outra Entrada(1) do Imóvel:
Concelho:
Santa Maria dos Olivais Lisboa
4 - Caraterização do imóvel 1269-039-Lisboa
SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4 Lisboa
FICHA ELETROTÉCNICA
DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE SERVIÇO PARTICULAR
(emitido nos termos do disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 96/2017, de 10 de agosto)
967208623
Local Comercial CPE(5)
(existente) Descrição do Imóvel:
Classificação das instalações(2):
237986361
PT002000113236865 LW Estabelecimentos recebendo público
Distrito:
5 - Instalação Eletrica
Tipo utilização individual (6)
Total Ramais: 0
215,00 Tipo B: instalações alimentadas em MT/AT/MAT
Tipo C: instalações alimentadas em BT (Data e assinatura do técnico responsável)
Declaro que a informação apresentada caracteriza a instalação elétrica.
0,00 Tipo A: geradores de segurança e de socorro
Tipo de Instalação
0,00 NIP(4)
(existente) 10454847
Potência Total Instalada (kVA) Inserir linha
Inserir linha
Projecto de Instalações Electricas
C. DOCUMENTOS
C.1 T
ERMO DER
ESPONSABILIDADEPedro Emanuel da Silva Soares Martins, morador na Av. Malhada Velha - Cx. Postal 256 A – 8200-553 Ferreiras, contribuinte n.º 237986361, inscrito na Ordem dos Engenheiros Técnicos como Membro Efetivo sob o Nº 21305, declara para os efeitos do disposto no nº1 do Artº 10º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redação em vigor e subsequentes alterações, que o Projecto Eletrotécnico de que é autor, relativo ao licenciamento das alterações um Estabelecimento Comercial existente localizado no SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 - Lisboa, cujo Licenciamento foi requerido por Newyorker Portugal, L.D.A, contribuinte nº 509 061 354; com domicílio fiscal na Av.
Liberdade, nº 38 - 2ª, 1269-039-Lisboa:
Observa as normas legais e regulamentares aplicáveis, designadamente as Regras Técnicas de Instalações Elétricas em Baixa Tensão, bem como outra legislação aplicável.
a) Está conforme os planos municipais ou intermunicipais de ordenamento do território aplicáveis à pretensão.
Albufeira, 09 de Julho de 2019 O Eng.º Técnico Electrotécnico
____________________________
(Pedro Emanuel da Silva Soares Martins)
Projecto de Instalações Electricas
C.2 T
ERMO DER
ESPONSABILIDADEEu, abaixo assinado, Pedro Emanuel da Silva Soares Martins, Eng. Técnico Electrotécnico, inscrito como membro efectivo na Ordem dos Engenheiros Técnicos sob o Nº 21305, portador do Cartão de Cidadão Nº 13180735, domiciliado em . Malhada Velha - Cx. Postal 256 A – 8200-553 Ferreiras, autor do Projecto Electrotécnico relativo ao licenciamento das alterações um Estabelecimento Comercial existente localizado no SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 - Lisboa, cujo Licenciamento foi requerido por Newyorker Portugal, L.D.A, contribuinte nº 509 061 354; com domicílio fiscal na Av.
Liberdade, nº 39, pl. 2ª, 1269-039-Lisboa, declaro que nele se observaram as disposições regulamentares em vigor, bem como outra legislação aplicável.
Declaro também que esta minha responsabilidade terminará com a aprovação do projecto ou dois anos após a sua entrega ao proprietário da instalação, caso o projecto não seja submetido a aprovação.
Albufeira, 09 de Julho de 2019 O Eng.º Técnico Electrotécnico
____________________________
(Pedro Emanuel da Silva Soares Martins)
Anexo 1
DGEG.DSEE.Mod_TermoRespProjeto_v2018.1 1/1
TERMO DE RESPONSABILIDADE PELO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE SERVIÇO PARTICULAR
(artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 96/2017, de 10 de agosto)
1 Promotor / Entidade Exploradora Nome: Newyorker Portugal, LDA
Telefone: E-mail: NIF: 509061354
2 Técnico responsável pelo projeto
Nome: Pedro Emanuel da Silva Soares Martins N.º BI/CC: 13180735
Telefone: 967208623 E-mail: [email protected] NIF: 237986361
N.º DGEG: 48123 N.º OE: N.º OET: 21305
Morada: Av. Malhada Velha - Caixa Postal 256 A - Ferreiras - Albufeira C. Postal: 8200-561 Ferreiras
3 Identificação do imóvel
Lugar/Rua: SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 Lis Freguesia: Santa Maria dos Olivais
Concelho: Lisboa Distrito: Lisboa
Tipo de estabelecimento: Comércio
4 Identificação da instalação elétrica
NIP: 10454847 Instalação nova
CPE(s): PT002000113236865 LW Instalação existente X
Declaro que se observam, no projeto de execução, as disposições regulamentares em vigor, bem como outra legislação aplicável.
Declaro também que o projeto simplificado está em conformidade com o projeto de execução, no que respeita às disposições regulamentares de segurança aplicáveis para efeitos de vistoria/inspeção.
09/07/2019
(Data e assinatura do técnico responsável pelo projeto)
Projecto de Instalações Electricas
C.3 D
ECLARAÇÃOI
NSCRIÇÃO NAO.E.T.
Projecto de Instalações Electricas
C.4 F
OTOCÓPIA DOC
ARTÃO DEC
IDADÃO EO
RDEM DOSE
NGENHEIROSProjecto de Instalações Electricas
C.6 R
ESPONSABILIDADEC
IVILProjecto de Instalações Electricas
D. GENERALIDADES D.1
INTRODUÇÃOPretende-se com este Caderno de Encargos, definir as condições Gerais e Técnicas a que devem obedecer as Instalações Eléctricas de Utilização relativas à SPACIO SHOPPING LISBOA, Loja 1.21 - Loja NEWYORKER, Rua Cibade de Bolama nº4, 1800-079 - Lisboa.
Procuramos nas páginas seguintes, definir com o máximo rigor os parâmetros do presente projecto, a concepção das instalações, o nível de qualidade dos equipamentos , as exigências de montagem e ainda os limites de fornecimento bem como os trabalhos complementares das restantes especialidades, no sentido de se atingir a integração indispensável de todas as disciplinas que constituem o Projecto.
Todos os aspectos susceptíveis de interferir com a Arquitectura foram cuidadosamente tidos em conta, minimizando-se tanto quanto possível as situações de conflito nos percursos e localizações de redes e equipamentos.
É de referir que as marcas e modelos dos materiais, indicados têm como objectivo a orientação da obra, no sentido de se definir um parâmetro de tipo e qualidade dos materiais exigíveis, não constituindo, uma limitação à apresentação de outras marcas e modelos por parte do empreiteiro.
A loja é alimentada a partir do existente tipo 3x(2xXG(Zh) 1x120) + XG(Zh) 2G120.
O presente projecto referêse a adaptações de uma loja actualmente em exploração com instalação e projecto certificado em 2009, pretendeu-se reforçar os sistemas de segurança do espaço bem como os renovação dos circuitos de 1º empacto visual (iluminação), mantendo o principio e característica do projecto inicial..
D.2 N
ORMAS ER
EGULAMENTOSNa execução deste Projecto cumpriu-se o estabelecido pelas Regras Técnicas de Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT) <Dec.Lei 226/2005 de 28/Dez.>, Normas e Especificações Nacionais e ainda às disposições da CENELEC, da Comissão Electrotécnica Internacional (CEI), outras aceites pela DGE e o Manual Técnico de Logista
Será ainda fundamental a prática das Regras da Boa Arte.
E. CARACTERIZAÇÃO
E.1 C
ARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIOE.1.1. Constituição
Trata-se de um loja constituída por um armazém, instalações sanitárias do staff e zona recebendo público.
TECTOS E PAVIMENTOS FALSOS
Nas zonas de tecto falso não acessível, as ligações deverão ser efectuadas através de caixa de derivação que devem ficar agrupadas num ou mais pontos, garantindo-se o acesso através de alçapão.
Projecto de Instalações Electricas
E.1.2. Níveis de Iluminação
Uma vez que a Norma Europeia EN 12646-1:2002 foi aceite por Portugal como norma nacional, a partir de Maio de 2003 (transposição da norma – “This European Standard shall be given the status of a national standard, either by publication of an identical text or by endorsement, at the latest by May 2003, and conflicting national standards shall be withdrawn at the latest by May 2003”), adopta este documento como referência para o nível de iluminação interior para os vários espaços funcionais.
O quadro que se segue faz o paralelo entre a designação dos espaços funcionais mencionados e a designação dos mesmos espaços de acordo com a norma (tabela 5.6, secção 6.2).
Para alguns dos espaços funcionais, por não haver correspondência directa com a norma, foram identificados utilizando outras tabelas da norma.
Há ainda outros espaços funcionais para os quais não existe correspondência com a norma, sendo para estes justificado o valor do nível de iluminação adoptado.
Os valores de desconforto visual (“UGR – Unified Glare Rating”) mencionados no quadro são valores máximos.
E.1.3. Condições Locais
Classificação do Imóvel quanto às Influências Externas:
Os locais foram classificados de acordo com o regulamento em vigor em conformidade com o disposto nas secções 320.2 a 323.2 do R.T.I.E.B.T.
LOCAIS CLASSIFICAÇÃO IP IK
Zona Recebendo Público, Sala do Pessoal/Escritório, Hall AA4+AB4+BC2…XX1 (*) IP20 IK04 Instalações Sanitárias sem banheira/duche, bancadas com
pontos de agua, cozinhas. AD2 e Restantes iguais a (*) IP44 IK07
Armazém AE3+BE2 e Restantes iguais a
(*) IP43 IK07
Gerador AE3+BE2+AG2 e Restantes
iguais a IP44 IK07
Caixa de pavimento/Chão deveram ter IP 45 IK08, sem tampa e aros metalicos.
Os equipamentos a colocar nestes locais devem ser seleccionados e instalados em conformidade com as influências externas. Deve ser observado o disposto na secção 512.2.4 do R.T.I.E.B.T.
Classificação dos Imóveis quanto à Utilização:
Trata-se de uma Loja Comercial, pelo que se classifica como Estabelecimento Recebendo Público do tipo Estabelecimento Comercial, com capacidade máxima para (986/3*1) 239 Pessoas.
De acordo com as RTIEBT, o restaurante classifica-se na 4ª Categoria.
Em termos de Iluminação de Segurança será do Tipo B.
Projecto de Instalações Electricas
E.2 P
OTÊNCIAS PREVISTASA Potencia actualmente instalada não sufrerá alterações mantendo inalterada de 215 kVA e um Grupo gerador de 66 kVA para Segurança.
E.3 C
ÁLCULO DASC
ANALIZAÇÕESE
LÉCTRICASAs instalações são dimensionadas tendo em atenção as normas e regulamentos em vigor, subdividindo-se as mesmas convenientemente de forma a limitar os efeitos de eventuais perturbações e a facilitar a pesquisa e reparação de avarias.
O dimensionamento das instalações e o cálculo das canalizações eléctricas foi realizado tendo em conta as seguintes condições:
Rede de Alimentação: 230/400 V, 50 Hz.
Dimensionamento dos circuitos:
• Intensidade de corrente máxima admissível no cabo (Iz), quadro 52H da secção 521.3 e anexo III das R.T.I.E.B.T;
• Em função das influências externas secções 320.2 a 323.2 das R.T.I.E.B.T;
• A queda de tensão máxima admissível em função do comprimento e utilização dos circuitos;
e ainda, as condições seguintes:
IB < In < Iz I2 < 1,45 Iz em que:
In – é a corrente estipulada do dispositivo de protecção;
I2 – é a corrente convencional de funcionamento;
Iz – é a intensidade de corrente máxima admissível na canalização;
IB – é a corrente de serviço do circuito;
QUEDASDETENSÃOMÁXIMAADMISSÍVEIS:
As quedas de tensão máximas admissíveis nas canalizações desde a origem da instalação até ao aparelho de utilização electricamente mais afastado, supostos ligados todos os aparelhos de utilização que possam funcionar simultaneamente, não deverá ser superior a:
• Circuitos de iluminação 3 %;
• Circuitos de tomadas e alimentação de equipamentos 5 %.
O cálculo das quedas de tensão é executado com recurso à expressão simplificada:
Redes Trifásicas:
√3.p.L.I u [%] = --- x 100 S.Uc
Projecto de Instalações Electricas
Redes Monofásicas:
2.p.L.I u [%] = --- x 100 S.Us
sendo:
• u = queda de tensão [%]
• Us = tensão nominal simples da rede pública [V]
• Uc = tensão nominal composta da rede pública [V]
• I = intensidade de corrente nominal [A]
• L = comprimento do cabo [m]
• p = resistividade do cobre [0,0172 ohm x mm2 / m]
• p = resistividade do aluminio [0,0280 ohm x mm2 / m]
• S = secção do condutor [mm²]
É considerada a situação mais desfavorável da carga no extremo da linha.
PODERDECORTEDAAPARELHAGEM:
O cálculo das intensidades de corrente de curto-circuito é executado com recurso à expressão simplificada:
Redes Trifásicas:
Uc Icc [kA] = ---
√3.Z
sendo:
• Uc = tensão nominal composta [V]
• Z = módulo da impedância R, X [Ω]
O Poder de Corte (Pdc) da aparelhagem dos quadros eléctricos deverá ser, no mínimo, a especificada no próprio quadro eléctrico.
F. CONDIÇÕES TÉCNICAS
F.1
CONDICÇÕES TÉCNICAS GERAISConstituem objecto da presente empreitada, os fornecimentos e montagens relativo às INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS da LOJA 1.21 do Centro Comercial SPACIO SHOPPING LISBOA.
No caso do empreiteiro não poder satisfazer algumas das condições técnicas impostas no Caderno de Encargos, deverá, quando da apresentação da proposta, indicar quais as condições que não pode cumprir num documento que deverá ser entregue com a proposta.
A não apresentação do referido documento obriga o empreiteiro ao cumprimento integral das condições impostas no Caderno de Encargos.
Projecto de Instalações Electricas
F.1.1. Trabalhos Incluídos na Empreitada
Abaixo segue uma lista com os principais fornecimentos, montagens e demais trabalhos que são alvo desta empreitada:
1. QUADROS EALIMENTAÇÕES ELÉCTRICAS
1.1 QUADROS ELÉCTRICOS
Fornecimento, montagem e ligação de todos os Quadros Eléctricos que constam nas peças desenhadas.
1.2. CANALIZAÇÕES PARA ALIMENTAÇÃO DE QUADROS
Fornecimento, montagem e ligação das canalizações de todos os Quadros Eléctricos, que constam nas Peças Desenhadas;
2. INSTALAÇÕES DE ILUMINAÇÃO
Fornecimento, montagem e ligação de:
• Aparelhos de iluminação, equipados com sistema de repicágem, lampadas, todos os acessórios de ligação e suporte necessários à sua instalação, de acordo com as Peças Desenhadas;
• Tubos VD(Zh);
• Cabos XG;
• Interruptores simples, comutadores de escada, comutadores de lustre, botões de pressão e demais aparelhagem que conste nas Peças Desenhadas;
• Caixas de derivação, terminais de passagem e de aparelhagem, placas de bornes.
• Balastros Electrónicos para todos os aparelhos constituídos por lâmpadas fluorescentes.
3. INSTALAÇÕES DE TOMADAS E ALIMENTAÇÕES DE EQUIPAMENTOS
Fornecimento, montagem e ligação de:
• Tomadas Schuko embebidas, semi-embebidas ou à vista;
• Tomadas Schuko para Caixas de Pavimento, Rodapé Técnico e blocos de aparelhagem;
• Tomadas tipo CE;
• Condutores XG, NHXH;
• Tubos VD(Zh);
• Caixas de derivação, terminais de passagem e de aparelhagem, placas de bornes.
• Equipotencialidade suplementar para locais especiais, tais como: Instalações Sanitárias e Balneários.
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6. ESTRUTURAS E FERRAGENS DE APOIO E SUSPENSÃO
Fazem parte desta empreitada, o fornecimento e montagem de todas as estruturas e ferragens de apoio e suspensão.
7. MONTAGENS
Transporte, carga, descarga e assentamento dos materiais e equipamentos a fornecer ou utilizar na montagem incluindo andaimes, se necessário.
8. ACABAMENTOS E PINTURAS
Tudo o que for fornecido e montado pelo empreiteiro, será devidamente acabado e pintado em conformidade com a Fiscalização, exigindo-se tintas de alta qualidade e métodos de pintura adequados.
9. COMISSIONAMENTO DAS INSTALAÇÕES
Acerto, parametrização, regulação e afinação das instalações de forma a observar o conjunto dos objectivos e grandezas de projecto.
10. ENSAIOS
Considera-se a realização dos ensaios especificados e quaisquer outros que se venham a verificar serem necessários, para a completa caracterização da qualidade e modo de funcionamento da instalação.
As datas e os mapas de ensaios finais deverão ser acordados previamente com a Fiscalização, que deverá estar presente durante a sua execução.
Deverão ainda ser considerados vistorias e/ou ensaios durante a fase de fabrico dos equipamentos, na presença da Fiscalização.
11. SOBRESSALENTES
Serão fornecidos os sobressalentes e consumíveis recomendados para o período de garantia.
NOTA 1:
O Empreiteiro deverá visitar o local da obra e consultar os projectos das restantes especialidades, no sentido de se aperceber da extensão e dificuldade dos trabalhos, não se aceitando quaisquer reclamações por falta ou imprecisão de elementos de Projecto.
NOTA 2:
O Adjudicatário obrigar-se-á a uma estreita colaboração com os restantes empreiteiros, de forma a conseguir-se a indispensável compatibilização dos trabalhos envolvidos nas diferentes empreitadas, bem como a garantir a uniformização de materiais e processos de construção.
Projecto de Instalações Electricas
NOTA 3:
A configuração final e posicionamento dos equipamentos e traçados das redes e das estruturas metálicas de apoio, deverá ser definida pelo Empreiteiro face aos equipamentos propostos, sendo da sua responsabilidade o seu dimensionamento, devendo garantir-se as condições de acesso, assistência e remoção dos equipamentos.
Todas as ferragens e estruturas metálicas serão devidamente metalizadas por métodos adequados, conforme adiante especificado.
F.1.2. Desenhos de Construção
O Adjudicatário deverá apresentar para aprovação, desenhos de construção e pormenor para execução da empreitada.
Estes desenhos deverão ser elaborados após levantamento pormenorizado do local de montagem.
Todos os elementos acima mencionados, só poderão ser utilizados em obra, após aprovação pela Fiscalização da Obra, pelo que a sua apresentação deverá ser feita com pelo menos uma semana de antecipação à data de início das montagens a que dizem respeito.
F.1.3. Elementos a Fornecer pelo Empreiteiro Antes da Recepção Provisória
• Mapas de ensaios;
• Desenhos corrigidos das instalações e esquemas de circuitos, em reprodutível e duas cópias (Telas Finais);
• Manual técnico em duplicado de cada instalação, incluindo esquemas de todos os equipamentos instalados;
• Catálogos de equipamentos e materiais instalados;
• Instruções de operação, condução e manutenção (em duplicado);
• Listagem de fornecedores e respectivos contactos.
F.1.4. Recepção Provisória
A recepção provisória será feita a pedido do Empreiteiro, e desde que a Fiscalização da Obra dê o seu parecer favorável, no sentido de que o Empreiteiro cumpriu e forneceu todos os elementos julgados necessários para a normal condução futura das instalações fornecidas.
Esta recepção será formalizada em Auto de Recepção Provisória, a partir da qual será contado o período de Garantia.
F.1.5. Trabalhos de Construção Civil
Os trabalhos de Construção Civil de apoio à execução da empreitada tais como:
• Demolição de alvenarias ou de panos de betão para criação de aberturas para colocação de equipamentos, passagem de redes ou quaisquer outras instalações;
• Execução e acabamento em alvenaria rebocada e pintada, dos vãos necessários à colocação ou passagem de elementos referidos acima;
Projecto de Instalações Electricas
• Execução de furações, fixações, etc., e respectivos acabamentos para suporte e passagem das canalizações associadas às diversas instalações;
• Execução de maciços, para os diversos equipamentos;
• Abertura e tapamento de roços;
• Protecções corta-fogo de aberturas e elementos metálicos;
• etc..
fazem parte desta Empreitada.
F.1.6. Assistência Técnica
Durante o período de garantia, o Empreiteiro deverá fornecer, gratuitamente, toda a assistência necessária aos equipamentos, incluindo a manutenção de rotina, (excluindo-se desta, os materiais consumíveis) de acordo com o Projecto de Manutenção fazendo, para além disso, a instrução do pessoal sobre o funcionamento dos equipamentos e medidas de emergência.
O Empreiteiro obriga-se a, terminado o período de garantia, estar disponível para celebrar um contrato de assistência técnica nas condições a estabelecer pelo referido Projecto de Manutenção.
Independentemente do acima exposto os concorrentes deverão apresentar com a proposta um contrato de manutenção preventiva “Contrato Tipo” no qual especifiquem:
• Número e periodicidade de intervenções de manutenção preventiva por ano;
• Tempos previstos, número e qualificação dos técnicos afectos a cada intervenção;
• Peças e consumíveis que prevêem utilizar;
• Preço anual do contrato e outras condições comerciais;
• Outras condições técnico-económicas que julguem necessárias.
Este contrato “Contrato Tipo” deverá ser elaborado como se entrasse em vigor à data da recepção provisória e servirá como referência para o contrato a celebrar após terminado o período de garantia.
F.2 C
ONDIÇÕEST
ÉCNICASE
SPECIAISF.2.1. Características Gerais dos Materiais e Equipamentos
Todos os materiais e equipamentos deverão obedecer às seguintes condições:
• Regulamentos e Normas Portuguesas e Internacionais aplicáveis
• Serem adequados ao local, à sua utilização e modo de instalação
• Serem homologados por entidades certificadoras.
Projecto de Instalações Electricas
F.2.2. Estruturas e Ferragens de Apoio e Suspensão
Todas as estruturas e ferragens de apoio e suspensão dos equipamentos e materiais, incluindo parafusos e demais acessórios, serão devidamente protegidos por tratamento anticorrosivo.
As condições técnicas a que deve obedecer a execução da protecção anticorrosiva das superfícies metálicas de todos os elementos da estrutura metálica em causa são as seguintes:
PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE
Todas as superfícies a metalizar, serão previamente decapadas, por intermédio de jacto abrasivo.
A superfície depois de decapada, e até à aplicação da metalização, deverá corresponder ao grau SA 2.
METALIZAÇÃO
A metalização deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície.
A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidas pela operação de decapagem, deverão ser cuidadosamente removidas.
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
• ESPESSURA
A espessura do revestimento nunca deverá ser inferior a 40 micra.
• ASPECTO
A superfície depois de metalizada, deverá apresentar um aspecto uniforme, sem zonas não revestidas, nem nenhum metal aderente. Terá que satisfazer o indicado na Norma P-527.
• ADERÊNCIA
A camada de zinco aplicada deverá apresentar uma aderência perfeita em ferro, pelo que deverá satisfazer o ensaio de aderência indicado na Norma P-526.
• PINTURA
A superfície metalizada antes da aplicação do sistema de pintura, deverá ser desengordurada e limpa de todas as sujidades e matérias estranhas.
Seguidamente será aplicado o sistema de pintura:
− Uma demão de primário cromato de zinco, com uma espessura de 40 micra de película de tinta;
− Três demãos de esmalte alquídico, com uma espessura de 25 micra de tinta seca por demão.
Projecto de Instalações Electricas
Refira-se ainda que:
− A cor e textura da tinta de acabamento serão definidas oportunamente;
− A segunda demão do esmalte deverá ser de cor contrastante com a demão inicial;
− Sempre que uma pintura, depois de completamente seca, venha a ficar exposta a acção da chuva, ou humidade, deverá ficar definida imediatamente qual a zona que ficou afectada pela ocorrência;
− Após secagem das superfícies atingidas, as pinturas danificadas terão de ser totalmente refeitas, procedendo-se por isso a remoção da tinta já aplicada nessas zonas e repetindo-se todo o esquema de pintura até à fase em que se tenha verificado a ocorrência assinalada.
F.2.3. Limpezas
Após a finalização da montagem e antes da recepção provisória, serão limpos com produtos adequados, todos os materiais e equipamentos instalados.
CABOS PARA CIRCUITOS DE SEGURANÇA:
Os cabos destinados a circuitos cuja sua integridade deverá ser mantida em caso de incêndio, serão cabos com condutores em cobre e isolamento resistente ao fogo RF, correspondente à acção directa da chama à temperatura de 750ºC durante três horas, segundo a Norma CEI 60 331 e deverão satisfazer também as normas CEI 60 332-1 e CEI 60 332-3.
Estes cabos deverão satisfazer as normas CEI 60 332-1 e CEI 60 332-3, entre outras, satisfazendo os seguintes ensaios:
• Não propagação da chama
• Não propagação de incêndio
• Não emissão de fumos opacos
• Não emissão de halogéneos
• Não tóxicos
• Não corrosivos
Os cabos para alimentação das cargas:
• Serviços auxiliares dos grupos electrogéneos
• Alimentação de retentores de Portas, Registos Corta Fogo
• Todo o Sistema de Detecção de incêndios
• Ventiladores de pressurização de escadas de evacuação
• Ventiladores de desenfumagem
• Ascensores de Emergência, caso exista.
• Bombas de água para combate a incêndios.
Possuirão resistência ao fogo, cumprindo as normas referidas (cabos de cor LARANJA).
NOTAS:
O cabo deverá ser RF desde a origem (grupos electrogéneos) até à carga terminal, que se pretende manter em funcionamento em caso de incêndio.
Estes Cabos quando sejam instalados em Caminho de Cabos, todos os apoios destas canalizações (Esteiras, Abraçadeiras, Buchas de suporte, etc) deverão ser de fabrico especial e deverão elas
Projecto de Instalações Electricas
igualmente suportar os esforços decorrentes do incêndio de modo a manterem o suporte dos cabos e não libertarem fumos tóxicos.
TUBAGEM
• A tubagem a utilizar nas canalizações eléctricas é definida pela Norma NP 1070.
NAS ZONAS CONSIDERADAS BE2 (Com Risco de Incêndio)
• O tubo VD(zh) será empregue em instalações à vista fixo por abraçadeiras. O tubo VD será aplicado embebido em alvenaria. O tubo ERE será empregue em instalações embebidas em placas ou lajes de betão.
• O Tubo VD(Zh) deverá ter características não emissoras de fumos tóxicos e opacos. Devem ser fabricados em material livre de compostos halogenados.
• Também os restantes componentes da instalação, tais como caixas de derivação, uniões, curvas, boquilhas, etc., deverão possuir estas características.
• Deverão cumprir as normas seguintes:
• Não propagação da chama – Norma IEC 60332-1
• Não propagação de incêndio – Norma IEC 60332-3
• Não emissão de fumos opacos – Norma IEC 61034-1-2 NAS RESTANTES ZONAS
• O tubo VD será empregue em instalações à vista fixo por abraçadeiras. O tubo VD será aplicado embebido em alvenaria. O tubo ERE será empregue em instalações embebidas em placas ou lajes de betão.
• Nas instalações sujeitas a acções mecânicas intensas será empregue tubo de aço sem costura.
• As canalizações embebidas em tubagem enterrada no pavimento, deverão ser instaladas a uma profundidade de 0,7m em relação ao pavimento exterior acabado. Devem ser cumpridas as indicações e exigências da secção 521.9.6 das RTIEBT.
• Sempre que o comprimento ou sinuosidade dos troços possa dificultar o enfiamento dos condutores ou cabos, serão intercaladas na tubagem caixas de passagem com características adequadas ao tipo e local de montagem.
F.2.4. Instalações Eléctricas F.2.4.1. Concepção Geral
Em caso de falha de Rede ou corte de energia voluntária motivado por sinistro, considera-se a instalação de um Grupo Electrogéneos de 66 kVA que trabalhará como Emergência,
O Grupo alimentará todas as cargas de SEGURANÇA
Em caso de corte de energia voluntário motivado por sinistro, deverá existir um sistema de deslastre automático que retire a alimentação a todas as cargas de socorro, isto é, os Grupos ficarão unicamente a alimentar as cargas de Segurança.
A Potencia Total das cargas de Segurança é inferior à Potencia debitada por cada um dos Grupos.
Em Caso de avaria de um dos grupos, automaticamente serão deslastradas todas as cargas de socorro,
Projecto de Instalações Electricas
Os Grupos Electrogéneos funcionarão em situação de segurança e, por deslastre das outras Instalações, alimentará as cargas necessárias para o funcionamento da instalação em caso de corte de energia, ver esquema unifilar dos quadros.
O Interruptor Geral do Quadro Eléctrico do Gerador (quadro próprio) possuirá bobina de disparo permitindo a paragem do grupo por comando à distância caso seja necessário por questões de segurança.
Certificação dos Materiais
Todos os materiais e equipamentos deverão obedecer aos Regulamentos e Normas Portuguesas NP aplicáveis ou, na falta destes, às Normas Europeias EN e ser adequados ao local, à sua utilização e modo de instalação. Todos os equipamentos deverão, também, possuir a marca CE.
Todos os materiais a aplicar na execução da instalação, deverão obedecer à Directiva BT, NP; CENELEC;
CEI e serem munidos dos respectivos certificados de conformidade.
Todos os materiais deverão respeitar a secção 51 das RTIEBT e a NP EN 60529.
Todos os equipamentos terão obrigatoriamente de possuir, de acordo com as RTIEBT, as características adequadas, nomeadamente no que respeita ao índice de protecção e classe de isolamento, de acordo com os locais onde irão ser instalados.
F.2.4.1.1. Alimentação de Energia
A alimentação de energia à loja é feita através de um cabo existente, vindo da contagem de BTE existente.
A Alimentação ao Quadro Elétrico da Loja já está efectuada na empreitada do Centro Comercial.
A distribuição de energia em Baixa Tensão na Loja tem origem no Q.GERAL localizado no armazém, de onde sairão todos os circuitos terminais, conforme indicado em Peças Desenhadas.
F.2.4.1.2. Quadros Eléctricos e Alimentações
Todos os Quadros Eléctricos deverão ser Classe II de Isolamento.
O Quadro Eléctrico será para:
• Montagem saliente;
Não deverão possuir Índices de Protecção inferiores a IP44 ou indicados ao local sendo o Poder de Corte da respectiva aparelhagem o referido nas Peças Desenhadas.
Todos os cabos (entrada/saída) deverão possuir bucins de calibre adequado a uma boa protecção mecânica.
Nos Esquemas Unifilares anexos são especificadas as respectivas constituições eléctricas.
As instalações serão dotadas de um sistema que permita o corte geral de energia, acção indispensável em caso de incêndio.
Projecto de Instalações Electricas
QUADRO GERAL
No ponte de entregua do Centro comercial existira um “Quadro Geral” designado por Q.Corte sendo existente devido ao cumprimento de cabo entre pelo Centro Comercial funsionado unicamente como passagem. O Quadro principal “Q.ENTR.” localizado em local técnico num compartimento própria (Utilização BA5), acessível e bem visível, que deverá satisfazer, quer no aspecto construtivo, quer no aspecto de disposição, o estabelecido pela Norma EN-60439 (ensaios).
A Aparelhagem de corte e protecção não deverá possuir Poder de Corte inferior ao apresentado na Folha de Calculo.
O respectivo IP não deverá possuir índices inferiores a IP44.
No respectivo esquema unifilar, em Peças Desenhadas, especifica-se a constituição do Quadro.
Q.SEGURANÇA
Será a partir deste Quadro Eléctrico que serão alimentadas todas as cargas de Segurança, de acordo com as Peças Desenhadas.
O quadro denominado “quadro de segurança”, deve ter, entre outros, os equipamentos seguintes:
b) Uma lâmpada que ilumine o quadro de segurança e que seja alimentada directamente pela fonte central;
c) Os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades na origem de cada um dos circuitos finais;
d) Um amperímetro, que permita medir, em permanência, a corrente debitada pela fonte;
e) Um voltímetro, que permita medir a tensão da instalação;
f) Os eventuais dispositivos de protecção contra os contactos indirectos;
g) Os dispositivos que permitam a comutação “automática/manual” da iluminação de segurança (passagem do estado de “vigilância” ao estado de ”funcionamento”);
O quadro de segurança deve ser instalado num local afecto a serviços eléctricos, que satisfaça às regras indicadas nas secções 801.2.1.4.2.1 a 801.2.1.4.2.3, devendo ficar separado dos quadros da instalação normal, por forma a que um incidente que possa ocorrer num destes quadros não o afecte.
O quadro de segurança deve ter acesso fácil e reservado ao pessoal incumbido da sua exploração e deve ser dotado das marcações e indicações referidas na secção 558.6.
O Quadro de Segurança é alimentado a partir do Quadro Geral.
As cargas que são alimentadas a partir deste quadro, que são todas os equipamentos de segurança são: Desenfumagem, Bombas de Incêndios, Retentores de Portas.
Será instalado um transformador de isolamento que deverá ficar equipado com um sistema que vigie constantemente os defeitos que possam surgir e os avise num local normalmente frequentado pelos serviços técnicos.
Todas as cargas de Segurança serão alimentadas por este Transformador de Isolamento e trabalhar em REGIME IT.
Projecto de Instalações Electricas
Corte Geral de Energia
O corte de energia normal à instalação será possível, a partir da entrada da loja, pela actuação em botoneiras de corte de emergência, que irão provocar o disparo remoto da alimentação normal da Rede, ficando só sob tensão as cargas de Segurança.
O corte de energia de Segurança (GERADOR) à instalação será possível a partir Recepção, pela actuação em botoneiras de corte de emergência, que irão provocar o paragem imediata do grupo gerador de segurança, este corte, além de cortar as cargas normais corta também as cargas críticas de segurança.
Corte de AVAC a partir da entrada da loja , onde existirá uma botoneira para o corte do Q.AVAC, o mesmo apartir de sinal da CDI.
Em cada quadro eléctrico existirá um conjunto de lâmpadas sinalizadoras indicando a presença de tensão na alimentação respectiva.
Na ligação das botoneiras de corte deve ser observado o estabelecido nas secções 536 e 801.2.1.1.12 das RTIEBT.
As botoneiras de corte de energia normal poderão ser por botão, devendo as de Emergência ser por chave.
F.2.4.1.3. Iluminação Normal
As luminárias deverão cumprir com as Directivas aplicáveis:
• Directiva da Baixa Tensão – 2006/65/CE
• Directiva da Compatibilidade Electromagnética – 2004/108/CE e com a Portaria n.º 949-A/2006, de 11 de Setembro (Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão).
Este cumprimento poderá ser comprovado por uma das formas seguintes:
a) Licença, com a evidência da sua validade, emitida por um Organismo de Certificação membro da EEPCA (European Electrical Products Certification Association), ou seja, os produtos/equipamentos estão certificados;
b) Declaração CE e respectivos relatórios de ensaios que suportem a emissão desta.
As instalações de iluminação são calculadas com base nos níveis luminosos referidos atrás, tendo em conta um coeficiente de depreciação de 1,25 relativamente aos valores de iluminação recomendados, para compensação do envelhecimento e acumulação de poeiras.
CIRCUITOS DE ILUMINAÇÃO
As canalizações eléctricas destinadas aos aparelhos de iluminação serão constituídas por cabos em cobre do tipo XG, cuja secção mínima é de 1,5 mm², enfiados em tubos VD(Zh).
Haverá ainda canalizações amovíveis em cabo FXG para ligação dos aparelhos de iluminação encastrados em tectos falsos.
F.2.4.1.4. Iluminação de Segurança
A iluminação de segurança, na falha da iluminação normal por falta de alimentação de energia, ou por avaria, tem como objectivo, disponibilizar aos utentes a iluminação
Projecto de Instalações Electricas
necessária para a evacuação dos espaços de forma segura, fácil e em condições de segurança.
Estas Instalações estarão de acordo com a categoria do Estabelecimento (3ª categoria) conforme se justificou anteriormente.
A Iluminação de Segurança será do Tipo-B, através de Blocos Autónomos permanentes As instalações do edifício em causa, pelas suas características ao nível de instalações eléctricas, tanto pela sua utilização como por ser um espaço aberto à comunidade, possuem uma classificação da iluminação de segurança do Tipo D, de acordo com o RTIEBT.
De acordo com as disposições regulamentares dotar-se-á o edifício com iluminação de segurança que desempenha as seguintes funções:
– Garantia em caso de falha da alimentação normal, da manutenção de um nível mínimo de iluminação ambiente nas áreas utilizadas pelo público, especialmente nas zonas de circulação;
– Assinalar os acessos (caminhos de evacuação) ao exterior.
As armaduras de segurança deverão ter uma autonomia mínima de 1 horas. Terão índices de proteção adequados ao local da instalação .
F.2.4.1.5. Circuitos de Tomadas
Os circuitos de tomadas de usos gerais serão constituídos por cabos em cobre do tipo XG, cuja secção mínima é de 2,5 mm², enfiados em tubos VD(Zh).
Todos os Cabos com condutores em cobre e isolamento devem apresentar um comportamento melhorado ao fogo, isto é, cabos que satisfaçam pelo menos as seguintes condições:
• Não propagação da chama, isto é, zona degradada do cabo inferior a 54cm, segundo Norma IEC 60332-1
• Não propagação de incêndio, isto é, zona degradada dos cabos inferior a 2,5m, segundo Norma IEC 60332-3
• Sem emissão de fumos opacos, isto é, transmitância superior a 60%, segundo Norma IEC 61034
• Sem emissão de fumos corrosivos, isto é, pH ≥ 4,3 e condutividade ≤ 10µS/mm, segundo Norma IEC 60754-2
• Sem emissão de halogéneos, isto é, emissão < 5mg/g, segundo Norma IEC 60754-1.
F.2.4.1.6. Grupo Gerador de Segurança
O Edifício será equipado com um grupo Electrogéneo que alimentará as Instalações fundamentais para a Segurança de Pessoas e Bens.
O Grupo localizar-se-á no exterior, alojado num compartimento criado para o efeito, e terá uma potência de 66 kVA.
Para a sua instalação deverá ser criado uma zona técnica fechada no exterior, afecto a serviços eléctricos, e a acessibilidade a esse local reservada apenas a pessoas instruídas (BA5).
Projecto de Instalações Electricas
F.2.4.1.6.1. Considerações Gerais
Por se considerar que num edifício todos os sistemas terão de "contribuir" e "colaborar" com a segurança, consideram-se como condicionantes fundamentais a segurança física das redes, a fiabilidade dos sistemas e a restrição de acesso aos comandos e protecção dos circuitos a estabelecer.
O Grupo será instalado em local próprio, conforme peças Desenhadas, com o espaço, ventilação e luminosidade necessárias ao seu bom funcionamento e manutenção.
O grupo electrogéneo destina-se a funcionar como recurso, em caso de interrupção do abastecimento de energia eléctrica ao edifício e deve assegurar o bom funcionamento das cargas de segurança instaladas, de acordo com as peças desenhadas.
O grupo electrogéneo deverá ter um tempo de arranque inferior a 15 segundos.
A emissão de ruído do grupo electrogénio deverá ser inferior ao estabelecido no DL 292/200 de 14 de Novembro.
Notas:
O Grupo Gerador, deverá ser instalado em zona Técnica criada com as seguintes caracteristicas:
a) Os locais onde os motores forem instalados, independentemente do valor da sua potência estipulada, devem ser bem ventilados para o exterior;
b) Os gases de combustão devem ser evacuados directamente para o exterior e não podem, em circunstância alguma, expandir-se para os locais acessíveis ao público e para os caminhos de evacuação.
c) As condutas de evacuação dos gases de combustão devem ser estanques, construídas em materiais incombustíveis (da classe de reacção ao fogo M0) e devem apresentar uma classe corta-fogo não inferior à classe de estabilidade ao fogo considerada para o edifício.
d) O grupo gerador instalado funciona a gasóleo (Combustível de 3 categoria), logo, a quantidade de combustível permitida nos locais onde forem instalados os motores de combustão deve ser limitada a 500 l, armazenada em reservatórios fixos.
e) Deverá ser instalado um Bloco Autónomo no Espaço Técnico do Grupo Gerador.
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F.2.4.2. Sistemas de Protecção
F.2.4.2.1. Protecção Contra Contactos Indirectos
A protecção de pessoas contra contactos indirectos será assegurada pela ligação à terra de todas as massas metálicas normalmente sem tensão, associada à utilização de aparelhos de corte automático sensíveis à corrente diferencial-residual instalados nos quadros (interruptores Diferenciais).
Os aparelhos devem ter sensibilidades em conformidade com os circuitos de utilização que devem proteger.
• Alta sensibilidade: 30 mA para circuitos em zonas de acesso ao público, balcões com pontos de água, instalações sanitárias.
A ligação das massas à terra será efectuada pelo condutor de protecção incluído em todas as canalizações e ligado ao circuito geral de terras através dos quadros. Os condutores de protecção serão sempre de cor verde/amarelo, do tipo dos condutores activos e de secção igual à dos condutores de neutro.
A tensão de contacto deverá ser inferior a 25 V.
De um modo geral deverão ser asseguradas as aplicações das disposições regulamentares, nomeadamente as secções 413.1 a 413.5. Deverá ser considerada, também, as indicações presentes na secção 471 das RTIEBT.
F.2.4.2.1.1. Ligações Equipotenciais
Nas instalações sanitárias, a concepção das instalações deve obedecer aos seguintes critérios para ligações equipotenciais suplementares:
ELEMENTOS A LIGAR
• Canalizações metálicas de água e de ventilção mecânica e esgotos;
• Louças sanitárias, quando metálicas e respectivos tubos de escoamento e sifão, se igualmente metálicos;
• Restantes elementos condutores (incluindo aros de portas e janelas);
• Canalização de entrada (não isolada) ou saída de radiadores; aberturas de ventilação mecânica e respectivas condutas.
CONDIÇÕES DE LIGAÇÃO
• Executar a ligação no interior da casa de banho;
• As ligações devem ficar acessíveis não sendo necessário serem visíveis em todo o percurso;
• Não usar para a ligação equipotencial canalizações de outros fluidos;
• Podem ser usados os aros de portas e janelas se garantirem uma boa continuidade;
MEIOS DE LIGAÇÃO
• Usar condutores de secção de 6mm2;
Projecto de Instalações Electricas
ELEMENTOS QUE NÃO DEVEM SER LIGADOS
• Toalheiros metálicos;
• Elemento do aquecimento central da classe II;
• Grelha metálica de ventilação natural;
• Aberturas de ventilação mecânica fora do volume 2 e a mais de 2 metros acima do pavimento ou que estejam separadas das condutas por elementos isolantes fixos ou ainda quando as condutas são isolantes;
• Pavimentos.
F.2.4.2.2. Protecção contra Contactos Directos
A protecção de pessoas contra contactos directos será assegurada pelo isolamento ou afastamento das partes activas, colocação de anteparos, recobrimento das partes activas com isolamento apropriado e de um modo geral pela aplicação das disposições regulamentares.
Deverão ser consideradas as indicações presentes na secção 471 das RTIEBT.
F.2.4.3. Selecção do Equipamento
Todos os materiais e equipamentos deverão obedecer aos Regulamentos e Normas Portuguesas NP aplicáveis ou, na falta destes, às Normas Europeias EN e ser adequados ao local, à sua utilização e modo de instalação. Todos os equipamentos deverão, também, possuir a marca CE.
Todos os materiais a aplicar na execução da instalação, deverão obedecer à Directiva BT, NP; CENELEC; CEI e serem munidos dos respectivos certificados de conformidade.
Todos os materiais deverão respeitar a secção 51 das RTIEBT e a NP EN 60529.
Todos os equipamentos terão obrigatoriamente de possuir, de acordo com as RTIEBT, as características adequadas, nomeadamente no que respeita ao índice de protecção e classe de isolamento, de acordo com os locais onde irão ser instalados.
F.2.4.3.1. Canalizações Eléctricas
F.2.4.3.1.1. Condutores e Cabos
CABOS PARA OS CIRCUITOS DE POTÊNCIA
As cores para identificação dos condutores ao longo de toda a canalização deverão ser sempre:
Fases (L): preto-castanho-cinzento;
Neutro (N): azul claro;
Condutor de protecção (PE): verde/amarelo.
Projecto de Instalações Electricas
Na selecção e na instalação das canalizações deve ter-se em conta os princípios fundamentais enunciados na secção 13 das RTIEBT, no que respeita aos condutores e aos cabos, às suas ligações, às suas extremidades, às suas fixações e aos seus invólucros ou aos métodos de protecção contra as influências externas.
Os cabos foram dimensionados em conformidade com os métodos de referência propostos na secção 521.3 das RTIEBT.
As correntes admissíveis bem como os factores de correcção foram calculadas em função do método de referência utilizado, de acordo com o recomendado no anexo III das RTIEBT.
Todos os cabos de cobre serão do tipo XG(zh) ou FXG(zh) para montagem assente em braçadeira, rodapé técnico, caminho de cabos e calha técnica de pavimento ou enfiados em tubagem conforme indicado nas peças desenhadas.
Os cabos serão instalados sobre caminhos de cabos, protegidos mecanicamente em todo o percurso.
As pontas de fim de cabo serão executados com acessórios tipo ponteira.
A marcação dos cabos deverá ser a seguinte, marcada nas duas extremidades:
• Fase 1 ... Preto
• Fase 2 ... Castanho
• Fase 3 ... Cinzento
• Terra ... Amarelo Verde
• Neutro ... Azul
Os cabos serão constituídos da seguinte forma:
• Condutor de cobre da classe 5
• Isolamento em polietileno reticulado
• Bainha exterior em poliolefina termoplástica ignífuga, zero halogéneos.
Todos os Cabos com condutores em cobre e isolamento devem apresentar um comportamento melhorado ao fogo, isto é, cabos que satisfaçam pelo menos as seguintes condições:
• Não propagação da chama, isto é, zona degradada do cabo inferior a 54cm, segundo Norma IEC 60332-1
• Não propagação de incêndio, isto é, zona degradada dos cabos inferior a 2,5m, segundo Norma IEC 60332-3
• Sem emissão de fumos opacos, isto é, transmitância superior a 60%, segundo Norma IEC 61034
• Sem emissão de fumos corrosivos, isto é, pH ≥ 4,3 e condutividade ≤ 10µS/mm, segundo Norma IEC 60754-2
• Sem emissão de halogéneos, isto é, emissão < 5mg/g, segundo Norma IEC 60754-1.
Para instalações amovíveis serão empregues os cabos flexíveis tipo FXG(zh).
Projecto de Instalações Electricas
CABOS PARA OS CIRCUITOS DE COMANDO
Para a tensão de 24V- 50Hz, os cabos também serão do tipo ou FXG(zh). Estes condutores serão protegidos por tubo VD(Zh), embebidos ou fixos às paredes e tectos por meio de braçadeiras, convenientemente espaçadas ou ainda utilizando calhas metálicas sobre os tectos falsos ou calha de pavimento.
F.2.4.3.1.2. Tubagem
A tubagem a utilizar nas canalizações eléctricas é definida pela Norma NP 1070.
O tubo VD(zh), será empregue em instalações à vista fixo por abraçadeiras.
Nas instalações sujeitas a acções mecânicas intensas será empregue tubo de aço sem costura.
As canalizações embebidas em tubagem enterrada no pavimento, deverão ser instaladas a uma profundidade de 0,8m em relação ao pavimento exterior acabado. Devem ser cumpridas as indicações e exigências da secção 521.9.6 das RTIEBT.
Sempre que o comprimento ou sinuosidade dos troços possa dificultar o enfiamento dos condutores ou cabos, serão intercaladas na tubagem caixas de passagem com características adequadas ao tipo e local de montagem.
Os tubos instalados fora do betão ou alvenaria, deverão ter características não emissoras de fumos tóxicos e opacos. Devem ser fabricados em material livre de compostos halogenados, se instalados em locais cuja classificação é BE2.
Também os restantes componentes da instalação, tais como caixas de derivação, uniões, curvas, boquilhas, etc., deverão possuir estas características.
Deverão cumprir as normas seguintes:
• Não propagação da chama – Norma IEC 60332-1
• Não propagação de incêndio – Norma IEC 60332-3
• Não emissão de fumos opacos – Norma IEC 61034-1-2
• Não emissão de fumos corrosivos – Norma IEC 60754-1-2
• Não emissão de gases halogenados – Norma IEC 60754-1-2, se em Locais BE2.
Do mesmo modo, também os restantes componentes da instalação, tais como caixas de derivação, uniões, curvas, boquilhas, etc., deverão possuir estas características.
TRABALHOS INCLUÍDOS NO PREÇO
O preço unitário inclui o fornecimento, transporte e assentamento de tubagens próprias para instalações eléctricas, em montagem embebida e/ou à vista:
• Tubos em PVC rígido, VD(Zh)
• Marcação de traçado para o roço e assentamento do tubo
• Acessórios de ligação, tais como bucins, boquilhas, uniões
• Acessórios de fixação, tais como abraçadeiras de aperto mecânico, suportes guia em calha de ferro/plástica para abraçadeiras, abraçadeiras agrupáveis, abraçadeiras tipo
“clip”, parafusos
Projecto de Instalações Electricas
Consideram-se ainda todos os trabalhos necessários e indispensáveis à perfeita execução da tarefa.
As caixas e acessórios instalados à vista devem ser da cor cinzento.
As caixas e acessórios instalados à vista devem possuir características livres de halogéneos, se num local classificado como BE2.
MEDIÇÃO
A medição será efectuada por metro linear (ml) de tubo, de acordo com os desenhos de projecto.
DIÂMETROS DE TUBOS E SISTEMAS DE TUBOS
Os tubos a incorporar na instalação não deverão ter dimensões inferiores às estabelecidas nas secções 803.4.5 e 803.4.6 das RTIEBT
F.2.4.3.1.3. Caixas de Derivação / Terminais
As caixas de derivação, passagem e terminais devem ser de baquelite de parede espessa ou de ferro, onde indicado.
As caixas de derivação terão, a menos que nas peças desenhadas se indiquem outras, dimensões interiores de pelo menos 80 x 80 x 40 mm, e, para instalação exterior, terão paredes de pelo menos 1,5 mm de espessura e tampa com junta de borracha fixada por parafusos de latão cadmiado.
Não será permitida nas caixas de derivação a realização de ligações entre condutores por meio de torçadas (tórix).
As ligações no interior das caixas de derivação serão efectuadas por coroas de bornes convenientemente dimensionados para a secção dos condutores a ligar, tendo em atenção que para secções nominais iguais ou inferiores a 4 mm² cada borne não poderá comportar mais do que 4 condutores, ou 2 condutores de secções nominais iguais ou contíguas na escala das secções normalizadas, para secções nominais superiores a 4 mm².
Para secções nominais não contíguas e superiores a 4 mm², cada condutor deverá ser apertado por dispositivo de aperto independente.
Nas caixas de derivação serão apenas utilizadas coroas de bornes cerâmicas.
Poderão ser utilizados os ligadores “WAGO”, desde que certificados e com a marcação CE.
Os ligadores para os condutores de terra deverão ser por aperto mecânico com parafuso.
Sempre que o número de ligações a efectuar em cada caixa ultrapasse a capacidade dos ligadores, deverão instalar-se, lado a lado, tantas caixas de derivação e respectivas placas de bornes quanto as necessárias.
Projecto de Instalações Electricas
F.2.4.3.2. Quadros Eléctricos
Os quadros eléctricos deverão ser construídos de acordo com o disposto nas Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT) e com as seguintes normas:
• Quadros eléctricos: EN 60439-1;
• Classe de protecção: CEI-529.
As condições técnicas de serviço serão:
• Tensões nominais: 230/400 V, 50 Hz;
• Tensão nominal de comando e controlo: 230 V, 50 Hz;
• Regime de neutro da instalação: TT;
• Temperatura máxima no seu interior: 40°C.
Os quadros deverão cumprir entre outras, as seguintes secções das RTIEBT:
• Qualidade do Equipamento Utilizado: secção 511;
• Conjuntos de Aparelhagem: secção 558;
• Conjuntos de Aparelhagem: secção 251.6;
F.2.4.3.2.1. Características Construtivas
Os quadros eléctricos serão do tipo modular próprios para montagem embebida, semi- embebida ou saliente, conforme indicado nas peças desenhadas.
Os Quadros eléctricos instalados nos locais acessiveis ao publico e nos caminhos de evacuação deverão ter as seguintes caracteristicas:
Os quadros deverão ser dotados de uma porta interior com rasgos para encastrar a aparelhagem e uma porta exterior normal equipada com fechadura. O acesso a todos os componentes para manobra e manutenção deverá ser apenas pela parte frontal. Não serão admitidas aberturas nos quadros por serragem, ou método equivalente.
Em caso algum poderá haver acesso às partes em tensão sem a abertura ou desmontagem da porta interior, sendo esta abertura possível apenas com recurso a ferramenta ou chave adequada.
A entrada dos cabos e tubagem nos quadros deve ser realizada por meio de bucins ou boquilhas com contraporcas, de acordo com a canalização. Os bucins a estabelecer nos quadros devem ser metálicos.
Todas as partes metálicas devem ser protegidas por tratamento anticorrosivo, incluindo parafusos e demais acessórios, que serão sempre cadmiados ou de material não oxidável.
A cor final será indicada pela Arquitectura e Direcção da Obra.
Em cada quadro existirá uma bolsa de material auto extinguível contendo o respectivo esquema unifilar executado em material não facilmente deteriorável.
Os acessos aos quadros deverão obrigatoriamente ser vedados ao público (preferencialmente recorrendo a fechaduras). Estes poderão apenas ser manobrados por pessoal especializado.