AVALIAÇÃO CLÍNICA DE
JOELHO
ANATOMIA ÓSSEA
ANATOMIA ÓSSEA
Medial
Lateral
ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL
ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL
LIGAMENTOS
Ligamento Cruzado Anterior
Ligamento Cruzado Posterior
Ligamento Colateral Lateral
Ligamento Colateral Medial
BURSAS
ANAMNESE
Idade, sexo, profissão, atividade física principal, esporte praticado, lado dominante e o afetado
Mecanismo e evolução:
Força em valgo (com ou sem rotação)- LCM, cápsula póstero-medial, menisco medial e LCA.
Hiperextensão – LCA e lacerações meniscais.
Força em varo – LCL, cápsula póstero-lateral e LCP.
Flexão com translação posterior da tíbia ou translação anterior do fêmur – LCP.
Falseio - instabilidade ligamentar, patologia meniscal, subluxação patelar
Travamento - mais demorado – menisco.
Derrame – imediato (hemartrose) ou tardio ( 8 a 24 horas – sinovial)
INSPEÇÃO
Marcha
Alinhamento dos joelhos
Posicionamento da patela
DEFORMIDADES NA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
DEFORMIDADES NA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
Geno Valgo
DEFORMIDADES NA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
Geno Recurvatum
DEFORMIDADES NA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
LUXAÇÃO LATERAL DA PATELA
LUXAÇÃO PATELAR
CONDROMALÁCIA PATELAR
PALPAÇÃO
Platô tibial
Côndilo femoral lateral
Côndilo femoral medial
Côndilo tibial lateral
Côndilo tibial medial
Tuberosidade da tíbia
Borda superior e inferior da patela
Linha interarticular medial
Linha interarticular lateral
D
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA PATELA
Teste de deslizamento patelofemoral
Indicação: Avaliar disfunção patelofemoral e determinar a integridade da patela posterior e do sulco troclear do fêmur
Método: Paciente em decúbito dorsal, quadril e joelho estendidos e relaxados. O examinador apoia a porção superior da patela com espaço entre os dedos polegar e indicador. Pede-se então ao paciente que contraia isometricamente o quadríceps, com o examinador colocando uma resistência que impeça o deslizamento superior da patela no momento da contração
Resultados: O teste é positivo se o paciente sente dor na região posterior do joelho e não consegue manter a contração.
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA PATELA
Teste de apreensão patelar
Indicação: Avaliar luxação ou
subluxação patelar
Método: O paciente fica em decúbito dorsal com o joelho fletido em, aproximadamente, 300. O examinador coloca os polegares na borda medial da patela, empurrando-a lateralmente.
O teste é sensibilizado quando a patela é deslocada lateralmente durante a flexo-extensão do joelho.
Resultados: O teste é positivo quando o paciente, tendo a sensação que a patela vai luxar, contrai o quadríceps para alinhar a patela e mostra-se apreensivo.
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA PATELA
Teste de Waldron
Indicação: Auxiliar no diagnóstico de condromalácia patelar
Método: Com o paciente na posição ereta, pede- se para ele fazer várias flexões de joelho, com o examinador palpando a patela.
Resultados: O teste é positivo com há dor e crepitação e esta é verificada na mesma amplitude de movimento na qual o paciente diz sentir a dor.
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA PATELA
Teste do rechaço patelar (teste do golpe patelar)
Indicação: Avaliar derrame articular do joelho
Método: Paciente em decúbito dorsal, com o joelho estendido ou o mais próximo possível desta posição. Com o dedo indicador examinador empurra a patela na direção posterior, liberando-a logo em seguida.
Resultados: O teste é positivo quando o paciente sofrer um ressalto anterior após o examinador liberar a patela.
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA PATELA
Teste de flutuação
Indicação: Avaliar um derrame articular mínimo.
Método: Paciente em decúbito dorsal, com o joelho estendido ou o mais próximo possível desta posição. Com os dedos indicador e polegar o examinador drena o líquido sinovial do compartimento medial para o compartimento lateral do joelho.
Resultados: O examinador percebe que após empurrar o líquido sinovial, ocorre uma aumento na pressão no compartimento lateral do joelho.
Teste de Stress em Valgo Indicação: Avaliar lesões nas estruturas que fornecem estabilidade medial à articulação do joelho. ligamento colateral medial, 1/3 médio da cápsula medial, cápsula póstero- medial, do ligamento cruzado posterior ou do ligamento oblíquo posterior.
Método: Paciente em decúbito dorsal com o joelho a ser examinado numa posição de flexão de 20-300. O examinador coloca uma das mãos lateralmente à articulação do joelho e a outra medialmente, na porção distal da perna, imprimindo uma força em valgo.
Resultado:
DOR e/ou SEPARAÇÃO MEDIAL= Lesão de LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL (com o joelho em extensão, os danos são mais graves).
Pos. alternativa: Paciente
sentado com a perna pendente fora da mesa
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ARTICULAR
Teste de Stress em VARO
Pos. alternativa: Paciente
sentado com a perna pendente fora da mesa
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ARTICULAR
Indicação: Avaliar lesões nas estruturas que fornecem estabilidade lateral à articulação do joelho (ligamento colateral lateral, 1/3 médio da cápsula lateral, cápsula póstero-lateral, tracto iliotibial, tendão do bíceps femoral).
Método: Paciente em decúbito dorsal com o joelho a ser examinado numa posição de flexão de 20-300. O examinador coloca uma das mãos medialmente à articulação do joelho e a outra lateralmente, na porção distal da perna, imprimindo uma força em varo.
Resultado: DOR e/ou SEPARAÇÃO LATERAL= Lesão de LIGAMENTO COLATERAL LATERAL (com o joelho em extensão, os danos são mais graves).
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ARTICULAR
Indicação: Avaliar lesões no ligamento cruzado anterior, especialmente do feixe póstero-lateral.
Método: Paciente em decúbito dorsal com o joelho a ser examinado numa posição de flexão de 20-300. O examinador estabiliza a porção distal da coxa e cria uma força em gaveta anterior sobre a tíbia proximal com a outra mão.
Resultado:
O teste é considerado positivo quando se constata ausência de sensação final óbvia enquanto traciona a tíbia para frente ou a verificação que uma maior tração pode ser exercida.
Teste de Lachman
Teste de Gaveta Anterior
Indicação: Avaliar lesões no ligamento cruzado anterior. Pode produzir um resultado falso positivo.
Método: Paciente em decúbito dorsal com o joelho a ser examinado numa posição de flexão de 900. O examinador estabiliza o pé sobre a mesa em rotação neutra. O examinador puxa a tíbia anteriormente,palpando a interlinha articular anterior.
Resultado:
O teste é considerado positivo quando se constata deslocamento anterior excessivo e igual de ambos os côndilos.
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ARTICULAR
TESTES CLÍNICOS PARA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ARTICULAR
Teste de Gaveta Posterior
TESTES CLÍNICOS DE MENISCO
Teste de McMurray Indicação: Avaliar lesões meniscais
Método: Paciente em decúbito dorsal com o examinador colocando o joelho a ser examinado numa posição de flexão máxima. Segurando o calcanhar do joelho a ser testado, o examinador roda o calcanhar, proporcionando uma rotação interna e externa, alternadamente. O ângulo de flexão pode ser aumentado/diminuído e quanto maior a flexão em que se percebem os sintomas, mais posterior é a lesão meniscal.
Resultado: O teste é considerado positivo caso haja presença de estalidos ou creptações e relato de dor no menisco medial/lateral. Outras estruturas além dos meniscos podem gerar creptações e dor.
TESTES CLÍNICOS DE MENISCO
Indicação: Avaliar lesões meniscais Método: Paciente em decúbito ventral com o joelho a ser examinado numa posição de flexão a 900. O examinador estabiliza a porção posterior distal da coxa e com a outra mão segura a superfície distal do calcâneo, empurrando para baixo e rodando a tíbia medial e lateralmente.
Resultado: O teste é positivo se o indivíduo apresenta dor na região dos meniscos (medial ou lateral), durante a compressão articular.
A distração da articulação pode aliviar a dor causada por lesão meniscal e /ou produzir dor por lesão dos ligamentos colaterais.
Teste de Apley (compressão e distração)
TESTES CLÍNICOS DE MENISCO
Teste de Apley (compressão e distração)
TESTES CLÍNICOS DE MENISCO
Teste de Payr
Indicação: Avaliar laceração do menisco medial, principalmente no corpo ou no corno posterior.
Método: Paciente em decúbito dorsal com o joelho a ser examinado numa posição de 4.
Resultado: O teste é considerado positivo se o paciente apresenta dor na interlinha articular medial.
BIBLIOGRAFIA
HOPPENFELD, S. Propedêutica
Ortopédica – Coluna e Extremidades.
São Paulo: Atheneu, 1997.
JOÃO, S. M. A. Métodos de avaliação clínica e funcional em fisioterapia. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.
BIBLIOGRAFIA
NERY, C.A.S. Manual de propedêutica
ortopédica. Universidade Federal de São Paulo: São Paulo.
PALMER, M. L.; EPLER, M. E. Fundamentos das Técnicas de Avaliação
Músculoesquelética. 2º ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2000.