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Saúde do Idoso. Prof. Victor Roberto

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(1)

Saúde do Idoso

Prof. Victor Roberto

(2)

Demência

O comprometimento das funções cognitivas é usualmente acompanhado e, às vezes, antecedido por alterações psicológicas, do comportamento e da personalidade.

Produz um declínio apreciável no funcionamento intelectual que interfere com as atividades diárias.

Acarreta declínio funcional progressivo e perda gradual da autonomia e da independência.

A incidência e a prevalência das demências aumentam exponencialmente com a idade.

(3)

Demência

Para fins diagnósticos, é uma síndrome caracterizada pelo comprometimento de

múltiplas funções corticais superiores.

Memória;

Pensamento;

Orientação;

Compreensão;

Linguagem;

Cálculo;

capacidade de aprendizagem;

pensamento abstrato;

julgamento.

DÉFICITS COGN ITI VOS

(4)

F A T ORES RELAC IONADOS

Inatividade física Obesidade

Dietas desequilibradas Tabagismo

Consumo nocivo do álcool Diabetes mellitus

Hipertensão

Depressão em pessoas mais velhas Nível de instrução baixo

Isolamento social Inatividade cognitiva

Demência

(5)

Demência

A demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência entre idosos e tem forte impacto nas pessoas, seus

familiares e cuidadores.

(6)

CAUSAS REVERSÍVEIS

Medicamentos Psicotrópicos e analgésicos narcóticos Metabólica Distúrbio hidroeletrolítico, desidratação,

insuficiência renal ou hepática e hipoxemia Neurológica Hidrocefalia de pressão normal, tumor e

hematoma subdural crônico Colágeno-Vascular

Endócrinas Doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da adrenal e doença pituitária Nutricionais Deficiência de vitamina B12, ácido fólico,

tiamina e niacina Alcoolismo crônico

Outras DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apneia do sono

Infecciosas Meningite crônica, AIDS, neuro sífilis

Demência

(7)

Demên cias Irreversíveis

Demência Vascular

Demências dos Corpúsculos de Lewy

Demências Frontotemporais (Doença de Pick)

Doença de Alzheimer

(8)
(9)

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo

Se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo

das atividades de vida e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais

Se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória,

orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o

seu avanço

(10)

Etiologia

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas

algumas lesões cerebrais características dessa

doença

Placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-

amiloide, anormalmente produzida

Emaranhados neuro fibrilares, frutos da hiperfosforilação da

proteína tau.

As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas não acontecendo de

maneira homogênea

(11)

Epidemiologia

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de

Alzheimer.

No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte

deles ainda sem diagnóstico.

(12)

Fatores de Risco

A idade é o principal fator de risco, após os 65 anos, o risco

de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento

da doença

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no

futuro

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual

e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral

Uma maneira de retardar o processo da doença é a

estimulação cognitiva constante e diversificada ao

longo da vida

Hipertensão Diabetes Obesidade

Tabagismo Sedentarismo

(13)

Estágios

Estágio leve

• Comprometimento da memória é o sintoma mais proeminente e precoce, em especial a memória recente.

• Há desorientação progressiva em relação ao tempo e ao espaço

Estágio moderado

• São comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia

• Maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

Estágio avançado

• Todas as funções cognitivas estão gravemente comprometidas com dificuldade para reconhecer pessoas e espaços familiares

• Acentuam-se as alterações de linguagem

• Na fase final, geralmente, estão acamados e incontinentes e normalmente acabam falecendo por alguma complicação da síndrome da imobilidade

(14)

Diagnóstico

No caso específico da DA, o diagnóstico é eminentemente clínico e de exclusão

Exames de sangue Exames

de imagem

Tomografia Ressonância magnética

Uma novidade nas pesquisas científicas é a análise de biomarcadores de beta-amiloide e

de proteína tau para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de

Alzheimer.

O processo de investigação diagnóstica para preencher os

critérios inclui

História completa

Avaliação clínica

Avaliação clínica

Rastreio cognitivo

Exames laboratoriais

Hemograma completo

Glicemia / ureia e creatinina

TSH e amino transferase

Imagem cerebral

(15)

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo só é realizado mediante estudo histopatológico post-mortem do cérebro O processo de investigação diagnóstica para

preencher os critérios inclui

História completa

Avaliação clínica

Avaliação clínica

Rastreio cognitivo

Exames laboratoriais

Hemograma completo Glicemia /

ureia e creatinina

TSH e amino transferase

Imagem cerebral

(16)

Tratamento

Não existe cura para a Doença de Alzheimer

Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham

uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor

Deve ser multidisciplinar,

contemplando os diversos sinais e sintomas da doença e suas

peculiaridades de condutas Não farmacológico Farmacológico

(17)

Depressão e Ansiedade

Depressão e ansiedade são os principais transtornos de humor que trazem importantes impactos para a saúde e para a capacidade funcional nas

idades avançadas, além de serem importantes fatores de risco para o

suicídio.

Psicológicos

Biológicos

Sociais Culturais

Econômicos Familiares

Fatores

(18)

Depressão

As pessoas cujos parentes próximos sofreram de depressão são mais propensas a desenvolvê-la.

Estudo desenvolvido nos anos 90 colocou a depressão como a quarta causa específica de incapacitação.

Em 2020, a depressão será a segunda causa nos países

desenvolvidos e a primeira causa nos países em desenvolvimento.

A prevalência da doença na população em geral varia de 3 a 11% e é duas vezes maior entre as mulheres do que entre os homens.

(19)

Depressão

Nas Instituições de Longa Permanência, cerca de 50% dos residentes são portadores de algum problema psiquiátrico, sendo que os quadros demenciais são os mais comuns seguidos por problemas comportamentais e depressão.

A depressão é mais frequente nos anos que precedem à aposentadoria, diminui na década seguinte e, outra vez, sua prevalência aumenta após os 75 anos.

A depressão é a doença psiquiátrica mais comum que leva ao suicídio.

Costumam utilizar os meios mais letais, ainda que não se possa ignorar os chamados suicídios latentes ou passivos (abandono de tratamento e recusa alimentar).

Estima-se que a maioria (75%) das pessoas que se suicidam tiveram consulta com seu médico no mês anterior, e entre um terço e a metade, na semana anterior, por outro motivo que não depressão.

(20)

Depressão

CAUSAS

Isolamento

Dificuldades nas relações pessoais

Problemas de comunicação

Conflitos com a família ou com outras pessoas Dificuldades

econômicas Estresse da

vida diária

(21)

Depressão

FATORES DE RISCO

É importante a investigação do consumo de bebidas alcoólicas na população idosa, apesar do seu impacto ser reduzido se

comparado com as pessoas mais jovens;

O uso abusivo do álcool pode mascarar os sintomas depressivos, agravando a depressão;

Antecedentes depressivos prévios;

Doença incapacitante, sobretudo se há deterioração funcional implicando numa mudança brusca e rápida;

Doença dolorosa (neoplasia, doença osteoarticular deformante);

Abandono e/ou maus tratos;

Institucionalização;

Morte de cônjuge, familiar ou amigo próximo.

(22)

Diagnóstico

É necessária uma investigação apurada e uma escuta qualificada:

• História de vida do sujeito, atual e pregressa;

• Contexto familiar;

• Contexto social.

Cerca de 50 a 60% dos casos, não são detectados, motivos:

• Falta de treinamento;

• Falta de tempo;

• Falta de escuta;

• Descrença em relação à efetividade do tratamento;

• Reconhecimento apenas dos sintomas físicos da depressão;

• Identificação dos sintomas de depressão como uma reação “compreensível”.

(23)

Escala de Depressão Geriátrica (EDG)

A avaliação breve do estado de humor, por meio de uma pergunta levanta a suspeita de depressão, que será confirmada ou não pela Escala de

Depressão Geriátrica (EDG)

A incorporação da aplicação dessa avaliação pode melhorar a detecção da depressão nesse nível de atenção.

(24)

Sinais e Sintomas

Fadiga matutina Retardo psicomotor Redução da afetividade Intranquilidade ou nervosismo

Ansiedade

Alteração do ciclo sono-vigília

Alteração do apetite (habitualmente com anorexia) Múltiplas queixas somáticas mal sistematizadas Falta de interesse nas coisas que antes lhe agradavam

Queixas acentuadas de anedonia (perda da capacidade de sentir prazer) e de distúrbio cognitivo Distúrbios do comportamento e da conduta

Etilismo de início recente

(25)

Tratamento

O tratamento da depressão visa:

• À promoção da saúde e a reabilitação psicossocial;

• À prevenção de recorrências;

• A piora de outras doenças presentes e do suicídio;

• A melhora cognitiva e funcional;

• Ajudar para que a pessoa idosa possa lidar com suas dificuldades.

Atendimento individual Atendimento em grupo Atividades comunitárias Atendimento à família.

(26)
(27)

Quedas

A queda representa um grande problema para as pessoas idosas dadas as suas

consequências (injúria, incapacidade, institucionalização e morte).

São resultado da combinação de alta incidência com alta suscetibilidade à lesões.

(28)

Epidemiologia

Cerca de 30% das pessoas idosas caem a cada ano.

Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos e 50% entre os que residem em ILPI.

As mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos de idade, a partir dessa idade as frequências se igualam.

Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização e desses, apenas metade sobreviverá após um ano.

(29)

Quedas

Cerca de 10% das quedas ocorrem em escadas sendo que descê-las apresenta

maior risco que subi-las.

A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar,

mudar de posição, ir ao banheiro.

(30)

Causas

Relacionadas ao ambiente;

Fraqueza/distúrbios de equilíbrio e marcha;

Tontura/vertigem;

Alteração postural/hipotensão ortostática;

Lesão no SNC;

Síncope;

Redução da visão.

(31)

Fatores de Risco

FATORES INTRÍNSECOS

Decorrem das alterações fisiológicas relacionadas ao avançar da idade, da

presença de doenças, de fatores psicológicos e de reações adversas de

medicações em uso.

FATORES EXTRÍNSECOS

Relacionados aos comportamentos e atividades das pessoas idosas e ao meio ambiente. Ambientes inseguros e

mal iluminados, mal planejados e mal construídos, com barreiras

arquitetônicas representam os principais fatores de risco para quedas.

(32)

Fatores de Risco

INTRÍNSECO

• > 80 anos;

• Sexo feminino;

• Imobilidade;

• Quedas precedentes;

• Equilíbrio diminuído;

• Marcha lenta e com passos curtos;

• Baixa aptidão física;

• Fraqueza muscular de MMII e MMSS (hand grip);

• Alterações cognitivas;

• Doença de parkinson;

• Polifarmácia;

• Uso de sedativos, hipnóticos e ansiolíticos.

EXTRÍNSECO

• Tapetes e carpetes soltos ou com dobras;

• Pisos escorregadios;

• Cordas, cordões e fios no chão;

• Ambientes desorganizados;

• Móveis instáveis ou deslizantes;

• Degraus de escada;

• Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal ajustados ou roupas cumpridas, arrastando pelo chão;

• Má iluminação;

• Cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos;

• Cadeiras sem braço;

• Animais entulhos e lixo em locais inapropriados.

(33)

Quedas

F A T ORES DE AGRA VO

Ausência de reflexos de proteção

Densidade mineral óssea reduzida – osteoporose Desnutrição

Idade avançada

Resistência e rigidez da superfície sobre a qual se cai Dificuldade para levantar após a queda

Quedas com impacto direto sobre quadril e punho têm maior probabilidade de resultar em fraturas.

Quando há uma superfície intermediária, a probabilidade de ocorrer fratura diminui, bem como com aqueles que conseguem reduzir a energia da queda,

segurando-se.

(34)

Avaliação das

Quedas

Instabilidade postural e quedas são importantes marcadores de diminuição de capacidade funcional e fragilidade em pessoas idosas.

A A V ALIAÇ ÃO DA QUED A VISA

a) Identificar a causa que levou a queda e tratá-la.

b) Reconhecer fatores de risco para prevenir futuros eventos, implementando intervenções adequadas.

(35)

Avaliação de Quedas

A avaliação da queda envolve aspectos biológicos, físico-funcionais, cognitivos e psicossociais.

Devem ser levantados dados relacionados:

• Ao contexto e mecanismo das quedas.

• Às condições clínicas da pessoa idosa, considerando as doenças crônicas e agudas presentes.

• A medicação em uso (prescritas ou automedicadas).

(36)

FONTE:https://www.researchgate.net/profile/Bruno_Martinez3/publication/315370155_RISCO_DE_QUEDAS_EM_PACIENTES_HOSPITALIZADOS/link s/5a26f349a6fdcc8e866e54d7/RISCO-DE-QUEDAS-EM-PACIENTES-HOSPITALIZADOS.pdf?origin=publication_list

(37)

Medicamento s e Idoso s

A doença e os medicamentos estão presentes no cotidiano das pessoas idosas.

A utilização criteriosa e cautelosa dos medicamentos, sua correta utilização - dose, tipo e intervalos - e a orientação adequada das pessoas idosas e seus familiares, são alguns dos elementos essenciais na manutenção da qualidade de vida do idoso.

A administração de medicamentos em qualquer faixa etária pode gerar reações indesejadas (não intencionais), entretanto, a incidência dessas aumenta

proporcionalmente com a idade.

(38)

Complexidade do regime terapêutico;

Excesso de medicamentos prescritos;

Duração do tratamento;

Déficit de informações (doença e medicamentos);

Distúrbios (cardiovasculares, hepáticos e renais);

Interações medicamentosas.

Medicamento s e Idosos

(39)

A interação medicamentosa é um fator que afeta o resultado terapêutico, e que muitas vezes pode ser

prevenida com reajuste de dose, intervalo de 1-2h entre as administrações dos medicamentos e a

monitorização cuidadosa da pessoa idosa.

Interação

Medicamentosa

(40)

Aderência Medicamentosa

Aderência a medicamentos é entendida como a utilização dos medicamentos prescritos em pelo menos 80% do seu total, observando horários, doses e tempo de tratamento.

Pacientes com uso inferior a 80% apresentam risco quatro vezes maior de complicações, como eventos cardiovasculares agudos.

Estimativas conservadoras sugerem que a má aderência está associada a 10% das admissões hospitalares de pacientes idosos e a 23% das institucionalizações.

Existe também relação entre a má aderência e a mortalidade, como, por exemplo, no caso de pacientes ao longo do primeiro ano após infarto do miocárdio, nos quais houve um risco de óbito seis vezes maior dos não aderentes

(41)

Aderência Medicamentosa

Taxas de má aderência são mais altas entre idosos, especialmente em pacientes com múltiplas doenças crônicas, nos quais a prevalência pode chegar a 50%, ou seja,

metade dos medicamentos prescritos na prática médica não são utilizados, ou são

utilizados de maneira inadequada.

(42)

Não Aderênci a Medicamentosa

Polifarmácia

Declínio cognitivo

CAUSAS

Doenças assintomática

Dificuldades financeiras

Falta de suporte social

Sintomas depressivos

Dificuldade de acesso aos serviços de saúde

Declínio funcional

(43)

Cascata Iatrogênica

É a prescrição de medicamentos com a finalidade de corrigir efeitos colaterais provenientes de outros agentes administrados anteriormente,

que podem levar a uma cadeia de reações indesejáveis.

Fonte: Tratado de Geriatria e Gerontologia_4ªed

(44)

Polifarmácia

Polifarmácia é o termo usado para descrever a situação em que vários medicamentos são prescritos simultaneamente, sendo uma prática clínica comum nas pessoas idosas.

Pode ser definida como: “uso de 5 ou mais medicamentos”,

“uso de pelo menos um medicamento potencialmente

inapropriado” ou ainda “mais medicamentos usados do que clinicamente indicados”.

Na maioria dos estudos, o primeiro conceito de “vários medicamentos (5 ou mais) sendo usados de forma concomitante” é o mais utilizado.

A ocorrência da polifarmácia pode ser explicada pelo número de doenças crônicas que acometem os

idosos, elevada incidência de sintomas e a realização de consulta e

tratamento com especialistas diferentes.

(45)

A administração de vários medicamentos também pode ser feita por meio da prescrição de agentes farmacológicos, que contenham dois ou mais princípios

ativos (associações).

Por exemplo, uma pessoa recebe um anti- hipertensivo (composto de um diurético e

um beta-bloqueador) e um analgésico potente (composto de um agente antiinflamatório não esteroidal e um

opioíde).

Polifarmácia

Os idosos são grandes consumidores de analgésicos pertencentes à classe dos

antinflamatórios não-esteróidais.

Esse fato, associado ao declínio da função renal, pode desencadear distúrbios

nesse órgão e prejudicar a excreção de outros medicamentos.

(46)

A polifarmácia torna-se ainda mais importante quando a pessoa idosa é atendida por diferentes especialistas, cada qual fornecendo uma prescrição específica

sem considerar possíveis e frequentes duplicações e as interações

medicamentosas.

A principal consequência dessa atenção desintegrada é

a ocorrência de iatrogênia.

Polifarmácia

(47)

Medicamentos no Idoso

O QUE PERGUNT AR

É realmente necessária a utilização de um fármaco para modificar o curso clínico desse problema?

Qual fármaco indicar?

Como deve ser administrado esse fármaco? O idoso ou seu cuidador tem condição de assimilar essas informações?

O idoso está usando outro fármaco?

Quais os efeitos esperados desse fármaco?

O fármaco poderá ser utilizado para outros fins que não os da prescrição?

Os medicamento prescritos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde?

(48)

QUESTÕES

(49)

1. Demência Degenerativa mais comum:

(A)Doença de Alzheimer

(B)Demência Frontotemporal

(C)Demência com Corpos de Lewy

(D)Hidrocefalia de pressão normal

(E)Doença de Huntington

(50)

1. Demência Degenerativa mais comum:

(A)Doença de Alzheimer

(B)Demência Frontotemporal

(C)Demência com Corpos de Lewy

(D)Hidrocefalia de pressão normal

(E)Doença de Huntington

(51)

2. K.M., sexo masculino, 70 anos de idade, comparece ao ambulatório de geriatria do hospital geral acompanhado da esposa. O motivo da procura foi a percepção de uma perda cognitiva crescente. A esposa relata que a comunicação entre o casal está mais difícil a cada dia e que o marido tem se mostrado irritadiço e agressivo. O enfermeiro do ambulatório segue o protocolo e aplica a escala de avaliação de depressão geriátrica – EDG, o miniexame do estado mental (MEEM), a escala de LAWTON, a escala de Katz e o Timed Up and Go.

A irritabilidade e a agressividade são características de pacientes portadores de demência na fase inicial da doença. A esse respeito, diante de situações de agressividade do paciente, a esposa de K.M. deverá ser orientada a

(A) não discutir, mas distraí-lo com outro assunto ou atividade.

(B) argumentar firmemente mostrando ao paciente que ele está errado.

(C) ignorar seu comportamento explosivo, permanecendo em silêncio.

(D) aceitar a manifestação agressiva, concordando com o paciente.

(E) deixar o paciente sozinho até que se acalme naturalmente.

(52)

2. K.M., sexo masculino, 70 anos de idade, comparece ao ambulatório de geriatria do hospital geral acompanhado da esposa. O motivo da procura foi a percepção de uma perda cognitiva crescente. A esposa relata que a comunicação entre o casal está mais difícil a cada dia e que o marido tem se mostrado irritadiço e agressivo. O enfermeiro do ambulatório segue o protocolo e aplica a escala de avaliação de depressão geriátrica – EDG, o miniexame do estado mental (MEEM), a escala de LAWTON, a escala de Katz e o Timed Up and Go.

A irritabilidade e a agressividade são características de pacientes portadores de demência na fase inicial da doença. A esse respeito, diante de situações de agressividade do paciente, a esposa de K.M. deverá ser orientada a

(A) não discutir, mas distraí-lo com outro assunto ou atividade.

(B) argumentar firmemente mostrando ao paciente que ele está errado.

(C) ignorar seu comportamento explosivo, permanecendo em silêncio.

(D) aceitar a manifestação agressiva, concordando com o paciente.

(E) deixar o paciente sozinho até que se acalme naturalmente.

(53)

3. Com relação ao mal de Alzheimer, considere as asserções abaixo:

I - A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

II - A doença de Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e inexorável, ou seja, não há o que possa ser feito para barrar o avanço da doença. A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas por Alzheimer oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em seis estágios.

III - O primeiro sintoma, e o mais característico, do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

Está correto o que se afirma em:

(A) I, apenas.

(B) I e III, apenas.

(C) II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

(54)

3. Com relação ao mal de Alzheimer, considere as asserções abaixo:

I - A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

II - A doença de Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e inexorável, ou seja, não há o que possa ser feito para barrar o avanço da doença. A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas por Alzheimer oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em seis estágios.

III - O primeiro sintoma, e o mais característico, do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

Está correto o que se afirma em:

(A) I, apenas.

(B) I e III, apenas.

(C) II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

(55)

4. Considere as assertivas abaixo em relação às diferenças entre envelhecimento normal e Doença de Alzheimer:

I. No envelhecimento normal há o esquecimento de alguns nomes ou fatos, podendo ser lembrados posteriormente.

II. Na doença de Alzheimer, o esquecimento leva a prejuízo da vida diária e o paciente não percebe o esquecimento.

III. Os erros no envelhecimento normal são frequentes, impactando nas tarefas relativas às atividades instrumentais de vida diária.

IV. Na doença de Alzheimer o paciente apresenta capacidade preservada para resolver problemas, porém mostra identificação nas atividades. As atividades de vida diária instrumentais estão preservadas.

V. Na doença de Alzheimer as atividades básicas de vida diária são as primeiras a serem prejudicadas.

Está correto o que se afirma APENAS em (A) II, III e IV.

(B) I e V.

(C) I e II.

(D) I, IV e V.

(E) II e III.

(56)

4. Considere as assertivas abaixo em relação às diferenças entre envelhecimento normal e Doença de Alzheimer:

I. No envelhecimento normal há o esquecimento de alguns nomes ou fatos, podendo ser lembrados posteriormente.

II. Na doença de Alzheimer, o esquecimento leva a prejuízo da vida diária e o paciente não percebe o esquecimento.

III. Os erros no envelhecimento normal são frequentes, impactando nas tarefas relativas às atividades instrumentais de vida diária.

IV. Na doença de Alzheimer o paciente apresenta capacidade preservada para resolver problemas, porém mostra identificação nas atividades. As atividades de vida diária instrumentais estão preservadas.

V. Na doença de Alzheimer as atividades básicas de vida diária são as primeiras a serem prejudicadas.

Está correto o que se afirma APENAS em (A) II, III e IV.

(B) I e V.

(C) I e II.

(D) I, IV e V.

(E) II e III.

(57)

5. Em relação às características clínicas que diferenciam a depressão da demência na população idosa, é correto afirmar que a depressão

(A)apresenta um início agudo, enquanto o início da demência é insidioso.

(B)cursa com afasia, apraxia e agnosia, que estão ausentes na demência.

(C)provoca uma ênfase do paciente nas queixas de memória, que são minimizadas pelos portadores de demência.

(D)caracteriza-se por alteração da orientação temporo-espacial, que está intacta na demência.

(E)é irreversível com o tratamento, enquanto os sintomas de demência são

reversíveis com o tratamento.

(58)

5. Em relação às características clínicas que diferenciam a depressão da demência na população idosa, é correto afirmar que a depressão

(A)apresenta um início agudo, enquanto o início da demência é insidioso.

(B)cursa com afasia, apraxia e agnosia, que estão ausentes na demência.

(C)provoca uma ênfase do paciente nas queixas de memória, que são minimizadas pelos portadores de demência.

(D)caracteriza-se por alteração da orientação temporo-espacial, que está intacta na demência.

(E)é irreversível com o tratamento, enquanto os sintomas de demência são

reversíveis com o tratamento.

(59)

6. Na pessoa idosa com depressão, um dos sintomas/sinais indicativo do chamado suicídio passivo é

(A)o distúrbio cognitivo intermitente.

(B)a recusa alimentar.

(C)o aparecimento de discinesia tardia.

(D)a adesão a tratamentos alternativos.

(E)a súbita hiperatividade.

(60)

6. Na pessoa idosa com depressão, um dos sintomas/sinais indicativo do chamado suicídio passivo é

(A)o distúrbio cognitivo intermitente.

(B)a recusa alimentar.

(C)o aparecimento de discinesia tardia.

(D)a adesão a tratamentos alternativos.

(E)a súbita hiperatividade.

(61)

7. A queda em idosos é resultado de uma interação complexa entre fatores intrínsecos e extrínsecos. Assinale a alternativa que apresenta um fator extrínseco relacionado à queda em idosos:

(A)doenças agudas.

(B)fraqueza muscular.

(C)iluminação inadequada.

(D)alterações da marcha.

(E)alterações no equilíbrio.

(62)

7. A queda em idosos é resultado de uma interação complexa entre fatores intrínsecos e extrínsecos. Assinale a alternativa que apresenta um fator extrínseco relacionado à queda em idosos:

(A)doenças agudas.

(B)fraqueza muscular.

(C)iluminação inadequada.

(D)alterações da marcha.

(E)alterações no equilíbrio.

(63)

8. A ocorrência de interações medicamentosas é um dos principais riscos envolvidos no uso de medicamento por idosos. Os profissionais de saúde precisam ficar atentos e orientar pacientes e familiares sobre os riscos da polifarmácia. Na pessoa idosa a polifarmácia é caracterizada pelo uso concomitante

(A)de sete ou mais medicamentos.

(B)de três medicamentos, desde que um deles seja um anti-hipertensivo.

(C)de cinco ou mais medicamentos.

(D)de dois medicamentos, desde que um deles seja um antibiótico.

(E)de quatro medicamentos de uso contínuo.

(64)

8. A ocorrência de interações medicamentosas é um dos principais riscos envolvidos no uso de medicamento por idosos. Os profissionais de saúde precisam ficar atentos e orientar pacientes e familiares sobre os riscos da polifarmácia. Na pessoa idosa a polifarmácia é caracterizada pelo uso concomitante

(A)de sete ou mais medicamentos.

(B)de três medicamentos, desde que um deles seja um anti-hipertensivo.

(C)de cinco ou mais medicamentos.

(D)de dois medicamentos, desde que um deles seja um antibiótico.

(E)de quatro medicamentos de uso contínuo.

Referências

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