Saúde do Idoso
Prof. Victor Roberto
Demência
O comprometimento das funções cognitivas é usualmente acompanhado e, às vezes, antecedido por alterações psicológicas, do comportamento e da personalidade.
Produz um declínio apreciável no funcionamento intelectual que interfere com as atividades diárias.
Acarreta declínio funcional progressivo e perda gradual da autonomia e da independência.
A incidência e a prevalência das demências aumentam exponencialmente com a idade.
Demência
Para fins diagnósticos, é uma síndrome caracterizada pelo comprometimento de
múltiplas funções corticais superiores.
Memória;
Pensamento;
Orientação;
Compreensão;
Linguagem;
Cálculo;
capacidade de aprendizagem;
pensamento abstrato;
julgamento.
DÉFICITS COGN ITI VOS
F A T ORES RELAC IONADOS
Inatividade física Obesidade
Dietas desequilibradas Tabagismo
Consumo nocivo do álcool Diabetes mellitus
Hipertensão
Depressão em pessoas mais velhas Nível de instrução baixo
Isolamento social Inatividade cognitiva
Demência
Demência
A demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência entre idosos e tem forte impacto nas pessoas, seus
familiares e cuidadores.
CAUSAS REVERSÍVEIS
Medicamentos Psicotrópicos e analgésicos narcóticos Metabólica Distúrbio hidroeletrolítico, desidratação,
insuficiência renal ou hepática e hipoxemia Neurológica Hidrocefalia de pressão normal, tumor e
hematoma subdural crônico Colágeno-Vascular
Endócrinas Doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da adrenal e doença pituitária Nutricionais Deficiência de vitamina B12, ácido fólico,
tiamina e niacina Alcoolismo crônico
Outras DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apneia do sono
Infecciosas Meningite crônica, AIDS, neuro sífilis
Demência
Demên cias Irreversíveis
Demência Vascular
Demências dos Corpúsculos de Lewy
Demências Frontotemporais (Doença de Pick)
Doença de Alzheimer
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo
Se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo
das atividades de vida e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais
Se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória,
orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais
Quando diagnosticada no início, é possível retardar o
seu avanço
Etiologia
Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas
algumas lesões cerebrais características dessa
doença
Placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-
amiloide, anormalmente produzida
Emaranhados neuro fibrilares, frutos da hiperfosforilação da
proteína tau.
As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas não acontecendo de
maneira homogênea
Epidemiologia
Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de
Alzheimer.
No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte
deles ainda sem diagnóstico.
Fatores de Risco
A idade é o principal fator de risco, após os 65 anos, o risco
de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos
As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento
da doença
Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no
futuro
Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual
e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral
Uma maneira de retardar o processo da doença é a
estimulação cognitiva constante e diversificada ao
longo da vida
Hipertensão Diabetes Obesidade
Tabagismo Sedentarismo
Estágios
Estágio leve
• Comprometimento da memória é o sintoma mais proeminente e precoce, em especial a memória recente.
• Há desorientação progressiva em relação ao tempo e ao espaço
Estágio moderado
• São comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia
• Maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).
Estágio avançado
• Todas as funções cognitivas estão gravemente comprometidas com dificuldade para reconhecer pessoas e espaços familiares
• Acentuam-se as alterações de linguagem
• Na fase final, geralmente, estão acamados e incontinentes e normalmente acabam falecendo por alguma complicação da síndrome da imobilidade
Diagnóstico
No caso específico da DA, o diagnóstico é eminentemente clínico e de exclusão
Exames de sangue Exames
de imagem
Tomografia Ressonância magnética
Uma novidade nas pesquisas científicas é a análise de biomarcadores de beta-amiloide e
de proteína tau para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de
Alzheimer.
O processo de investigação diagnóstica para preencher os
critérios inclui
História completa
Avaliação clínica
Avaliação clínica
Rastreio cognitivo
Exames laboratoriais
Hemograma completo
Glicemia / ureia e creatinina
TSH e amino transferase
Imagem cerebral
Diagnóstico
O diagnóstico definitivo só é realizado mediante estudo histopatológico post-mortem do cérebro O processo de investigação diagnóstica para
preencher os critérios inclui
História completa
Avaliação clínica
Avaliação clínica
Rastreio cognitivo
Exames laboratoriais
Hemograma completo Glicemia /
ureia e creatinina
TSH e amino transferase
Imagem cerebral
Tratamento
Não existe cura para a Doença de Alzheimer
Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham
uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor
Deve ser multidisciplinar,
contemplando os diversos sinais e sintomas da doença e suas
peculiaridades de condutas Não farmacológico Farmacológico
Depressão e Ansiedade
Depressão e ansiedade são os principais transtornos de humor que trazem importantes impactos para a saúde e para a capacidade funcional nas
idades avançadas, além de serem importantes fatores de risco para o
suicídio.
Psicológicos
Biológicos
Sociais Culturais
Econômicos Familiares
Fatores
Depressão
As pessoas cujos parentes próximos sofreram de depressão são mais propensas a desenvolvê-la.
Estudo desenvolvido nos anos 90 colocou a depressão como a quarta causa específica de incapacitação.
Em 2020, a depressão será a segunda causa nos países
desenvolvidos e a primeira causa nos países em desenvolvimento.
A prevalência da doença na população em geral varia de 3 a 11% e é duas vezes maior entre as mulheres do que entre os homens.
Depressão
Nas Instituições de Longa Permanência, cerca de 50% dos residentes são portadores de algum problema psiquiátrico, sendo que os quadros demenciais são os mais comuns seguidos por problemas comportamentais e depressão.
A depressão é mais frequente nos anos que precedem à aposentadoria, diminui na década seguinte e, outra vez, sua prevalência aumenta após os 75 anos.
A depressão é a doença psiquiátrica mais comum que leva ao suicídio.
Costumam utilizar os meios mais letais, ainda que não se possa ignorar os chamados suicídios latentes ou passivos (abandono de tratamento e recusa alimentar).
Estima-se que a maioria (75%) das pessoas que se suicidam tiveram consulta com seu médico no mês anterior, e entre um terço e a metade, na semana anterior, por outro motivo que não depressão.
Depressão
CAUSAS
Isolamento
Dificuldades nas relações pessoais
Problemas de comunicação
Conflitos com a família ou com outras pessoas Dificuldades
econômicas Estresse da
vida diária
Depressão
FATORES DE RISCO
É importante a investigação do consumo de bebidas alcoólicas na população idosa, apesar do seu impacto ser reduzido se
comparado com as pessoas mais jovens;
O uso abusivo do álcool pode mascarar os sintomas depressivos, agravando a depressão;
Antecedentes depressivos prévios;
Doença incapacitante, sobretudo se há deterioração funcional implicando numa mudança brusca e rápida;
Doença dolorosa (neoplasia, doença osteoarticular deformante);
Abandono e/ou maus tratos;
Institucionalização;
Morte de cônjuge, familiar ou amigo próximo.
Diagnóstico
É necessária uma investigação apurada e uma escuta qualificada:
• História de vida do sujeito, atual e pregressa;
• Contexto familiar;
• Contexto social.
Cerca de 50 a 60% dos casos, não são detectados, motivos:
• Falta de treinamento;
• Falta de tempo;
• Falta de escuta;
• Descrença em relação à efetividade do tratamento;
• Reconhecimento apenas dos sintomas físicos da depressão;
• Identificação dos sintomas de depressão como uma reação “compreensível”.
Escala de Depressão Geriátrica (EDG)
A avaliação breve do estado de humor, por meio de uma pergunta levanta a suspeita de depressão, que será confirmada ou não pela Escala de
Depressão Geriátrica (EDG)
A incorporação da aplicação dessa avaliação pode melhorar a detecção da depressão nesse nível de atenção.
Sinais e Sintomas
Fadiga matutina Retardo psicomotor Redução da afetividade Intranquilidade ou nervosismo
Ansiedade
Alteração do ciclo sono-vigília
Alteração do apetite (habitualmente com anorexia) Múltiplas queixas somáticas mal sistematizadas Falta de interesse nas coisas que antes lhe agradavam
Queixas acentuadas de anedonia (perda da capacidade de sentir prazer) e de distúrbio cognitivo Distúrbios do comportamento e da conduta
Etilismo de início recente
Tratamento
O tratamento da depressão visa:
• À promoção da saúde e a reabilitação psicossocial;
• À prevenção de recorrências;
• A piora de outras doenças presentes e do suicídio;
• A melhora cognitiva e funcional;
• Ajudar para que a pessoa idosa possa lidar com suas dificuldades.
Atendimento individual Atendimento em grupo Atividades comunitárias Atendimento à família.
Quedas
A queda representa um grande problema para as pessoas idosas dadas as suas
consequências (injúria, incapacidade, institucionalização e morte).
São resultado da combinação de alta incidência com alta suscetibilidade à lesões.
Epidemiologia
Cerca de 30% das pessoas idosas caem a cada ano.
Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos e 50% entre os que residem em ILPI.
As mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos de idade, a partir dessa idade as frequências se igualam.
Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização e desses, apenas metade sobreviverá após um ano.
Quedas
Cerca de 10% das quedas ocorrem em escadas sendo que descê-las apresenta
maior risco que subi-las.
A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar,
mudar de posição, ir ao banheiro.
Causas
Relacionadas ao ambiente;
Fraqueza/distúrbios de equilíbrio e marcha;
Tontura/vertigem;
Alteração postural/hipotensão ortostática;
Lesão no SNC;
Síncope;
Redução da visão.
Fatores de Risco
FATORES INTRÍNSECOS
Decorrem das alterações fisiológicas relacionadas ao avançar da idade, da
presença de doenças, de fatores psicológicos e de reações adversas de
medicações em uso.
FATORES EXTRÍNSECOS
Relacionados aos comportamentos e atividades das pessoas idosas e ao meio ambiente. Ambientes inseguros e
mal iluminados, mal planejados e mal construídos, com barreiras
arquitetônicas representam os principais fatores de risco para quedas.
Fatores de Risco
INTRÍNSECO
• > 80 anos;
• Sexo feminino;
• Imobilidade;
• Quedas precedentes;
• Equilíbrio diminuído;
• Marcha lenta e com passos curtos;
• Baixa aptidão física;
• Fraqueza muscular de MMII e MMSS (hand grip);
• Alterações cognitivas;
• Doença de parkinson;
• Polifarmácia;
• Uso de sedativos, hipnóticos e ansiolíticos.
EXTRÍNSECO
• Tapetes e carpetes soltos ou com dobras;
• Pisos escorregadios;
• Cordas, cordões e fios no chão;
• Ambientes desorganizados;
• Móveis instáveis ou deslizantes;
• Degraus de escada;
• Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal ajustados ou roupas cumpridas, arrastando pelo chão;
• Má iluminação;
• Cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos;
• Cadeiras sem braço;
• Animais entulhos e lixo em locais inapropriados.
Quedas
F A T ORES DE AGRA VO
Ausência de reflexos de proteção
Densidade mineral óssea reduzida – osteoporose Desnutrição
Idade avançada
Resistência e rigidez da superfície sobre a qual se cai Dificuldade para levantar após a queda
Quedas com impacto direto sobre quadril e punho têm maior probabilidade de resultar em fraturas.
Quando há uma superfície intermediária, a probabilidade de ocorrer fratura diminui, bem como com aqueles que conseguem reduzir a energia da queda,
segurando-se.
Avaliação das
Quedas
Instabilidade postural e quedas são importantes marcadores de diminuição de capacidade funcional e fragilidade em pessoas idosas.A A V ALIAÇ ÃO DA QUED A VISA
a) Identificar a causa que levou a queda e tratá-la.
b) Reconhecer fatores de risco para prevenir futuros eventos, implementando intervenções adequadas.
Avaliação de Quedas
A avaliação da queda envolve aspectos biológicos, físico-funcionais, cognitivos e psicossociais.
Devem ser levantados dados relacionados:
• Ao contexto e mecanismo das quedas.
• Às condições clínicas da pessoa idosa, considerando as doenças crônicas e agudas presentes.
• A medicação em uso (prescritas ou automedicadas).
FONTE:https://www.researchgate.net/profile/Bruno_Martinez3/publication/315370155_RISCO_DE_QUEDAS_EM_PACIENTES_HOSPITALIZADOS/link s/5a26f349a6fdcc8e866e54d7/RISCO-DE-QUEDAS-EM-PACIENTES-HOSPITALIZADOS.pdf?origin=publication_list
Medicamento s e Idoso s
A doença e os medicamentos estão presentes no cotidiano das pessoas idosas.
A utilização criteriosa e cautelosa dos medicamentos, sua correta utilização - dose, tipo e intervalos - e a orientação adequada das pessoas idosas e seus familiares, são alguns dos elementos essenciais na manutenção da qualidade de vida do idoso.
A administração de medicamentos em qualquer faixa etária pode gerar reações indesejadas (não intencionais), entretanto, a incidência dessas aumenta
proporcionalmente com a idade.
Complexidade do regime terapêutico;
Excesso de medicamentos prescritos;
Duração do tratamento;
Déficit de informações (doença e medicamentos);
Distúrbios (cardiovasculares, hepáticos e renais);
Interações medicamentosas.
Medicamento s e Idosos
A interação medicamentosa é um fator que afeta o resultado terapêutico, e que muitas vezes pode ser
prevenida com reajuste de dose, intervalo de 1-2h entre as administrações dos medicamentos e a
monitorização cuidadosa da pessoa idosa.
Interação
Medicamentosa
Aderência Medicamentosa
Aderência a medicamentos é entendida como a utilização dos medicamentos prescritos em pelo menos 80% do seu total, observando horários, doses e tempo de tratamento.
Pacientes com uso inferior a 80% apresentam risco quatro vezes maior de complicações, como eventos cardiovasculares agudos.
Estimativas conservadoras sugerem que a má aderência está associada a 10% das admissões hospitalares de pacientes idosos e a 23% das institucionalizações.
Existe também relação entre a má aderência e a mortalidade, como, por exemplo, no caso de pacientes ao longo do primeiro ano após infarto do miocárdio, nos quais houve um risco de óbito seis vezes maior dos não aderentes
Aderência Medicamentosa
Taxas de má aderência são mais altas entre idosos, especialmente em pacientes com múltiplas doenças crônicas, nos quais a prevalência pode chegar a 50%, ou seja,
metade dos medicamentos prescritos na prática médica não são utilizados, ou são
utilizados de maneira inadequada.
Não Aderênci a Medicamentosa
Polifarmácia
Declínio cognitivo
CAUSAS
Doenças assintomática
Dificuldades financeiras
Falta de suporte social
Sintomas depressivos
Dificuldade de acesso aos serviços de saúde
Declínio funcional
Cascata Iatrogênica
É a prescrição de medicamentos com a finalidade de corrigir efeitos colaterais provenientes de outros agentes administrados anteriormente,
que podem levar a uma cadeia de reações indesejáveis.
Fonte: Tratado de Geriatria e Gerontologia_4ªed
Polifarmácia
Polifarmácia é o termo usado para descrever a situação em que vários medicamentos são prescritos simultaneamente, sendo uma prática clínica comum nas pessoas idosas.
Pode ser definida como: “uso de 5 ou mais medicamentos”,
“uso de pelo menos um medicamento potencialmente
inapropriado” ou ainda “mais medicamentos usados do que clinicamente indicados”.
Na maioria dos estudos, o primeiro conceito de “vários medicamentos (5 ou mais) sendo usados de forma concomitante” é o mais utilizado.
A ocorrência da polifarmácia pode ser explicada pelo número de doenças crônicas que acometem os
idosos, elevada incidência de sintomas e a realização de consulta e
tratamento com especialistas diferentes.
A administração de vários medicamentos também pode ser feita por meio da prescrição de agentes farmacológicos, que contenham dois ou mais princípios
ativos (associações).
Por exemplo, uma pessoa recebe um anti- hipertensivo (composto de um diurético e
um beta-bloqueador) e um analgésico potente (composto de um agente antiinflamatório não esteroidal e um
opioíde).
Polifarmácia
Os idosos são grandes consumidores de analgésicos pertencentes à classe dos
antinflamatórios não-esteróidais.
Esse fato, associado ao declínio da função renal, pode desencadear distúrbios
nesse órgão e prejudicar a excreção de outros medicamentos.
A polifarmácia torna-se ainda mais importante quando a pessoa idosa é atendida por diferentes especialistas, cada qual fornecendo uma prescrição específica
sem considerar possíveis e frequentes duplicações e as interações
medicamentosas.
A principal consequência dessa atenção desintegrada é
a ocorrência de iatrogênia.
Polifarmácia
Medicamentos no Idoso
O QUE PERGUNT AR
É realmente necessária a utilização de um fármaco para modificar o curso clínico desse problema?
Qual fármaco indicar?
Como deve ser administrado esse fármaco? O idoso ou seu cuidador tem condição de assimilar essas informações?
O idoso está usando outro fármaco?
Quais os efeitos esperados desse fármaco?
O fármaco poderá ser utilizado para outros fins que não os da prescrição?
Os medicamento prescritos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde?