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MUSEU DA CASA . BRASILEIRA

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GOVE RNO DO ESTADO DE SÃ O PAU LO

CADEIRAS BRASILEIRAS

Museu da Casa Brasileira de 13 de dezembro de 1994

a 31 de janeiro de 1995

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UI11 objeto que tel11 assento e encosto e sustenta o corpo a ul11a certa altura,

O Museu da Casa Br'asileira organiza esta exposição histórica da cadeir'a dentro de sua função precípua que é a de ser l11useu de 1110biliár'io - alél11 de l11useu de design e de arquitetur'a, Frente a essa vocação, esta 1110stra é espe- ciall11ente preciosa, porque sua concepção e realização se deral11 nos dOl11ínios do próprio Museu, através de ul11a equipe que, neste últil110 ano e l11eio, foi sendo aos poucos forl11ada para atuar l11ais clar'al11ente nessas áreas, acresci- da da participação curatorial de Adélia Borges e Cuinter Parshalk, constituindo-se assil11 nUI11 grande salto na ativi- dade museológica,

A evolução do 1110biliário brasileiro é UI11 call1inho el11 direção ao futuro, que hoje se 1110stra dividido (ou so- l11ado) entre as soluções de alta tecnologia e as de sofisti- cado artesanato, Esperal110s que a 1110stra levante este de- bate, contribuindo para a criação, ao l11esl11o tel11po el11 que apresente ao grande público Lln assunto que faz parte in- tensival11ente do seu dia a dia, mostrando a ele que o ato de sentar, C0l110 outros atos, é resultado de ul11a grande inten- ção hUl11ana,

Ricardo Ohlake Secre/.ário de Estado da Cultura

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início um pequeno pWJeto pode ir se tl'ansfor- mando. crescendo. contagiando. envolvendo cada I'ez mais pessoas. acabando pOI·tornar-se um elento dos mais il11pol·tantes no cemÍl"io da cidade. Foi assim com "Cadeiras Brasileiras", onde Clona Ban'ux e Paula Perwne empe- nharam-se de corpo e alma. com entusiasmo.

competpnci,l e dedicação em pesquisar e co- letar os mais signif"icati\"os exemplos do mobi- liário deste tipo. desen\"ol\"idos em São Paulo e no Brasil.

,-\ Illostra tmnscende. em conteúdo, a mera exposição. É. sem dÚI'ida. um riquíssil110 matel'ial de pesquisa. que pOl' sua fonna COI11- paratil'a de \",írias épocas e tendências. de- mon:itra didaticamente a el'olução do design Imlsileil'o. parte da história de nosso artesana- to e indClstria. as possibilidades de cada épo- ca. sistemas construti\"os. materiais de execu-

\'80 e acabamento. O J\ luseu da Casa Bmsi lei ra ('spera. a:isim. contribuir para a \"alorização dos nossos pwfissionais. tão disCl'iminaclos face à importaç'ão de idéias. de desenhos e até mesmo de pwdutos finalizados. Mostl'al11os que. apesar das grandes dificuldades merca- dológicas e financeiras. o Brasil pode produ- Zir peças de lIleg,hel qualidade.

Carlos Bratke Diretor do ,l/useu da Casa BrasiLeira

seu da Casa Brasi lei ra tel11 C0l110 pl'i nci pais objetivos estimular e Pl'omover atividades ar- tísticas e culturais nos espaços do Museu da Casa Brasileira, conJomle nova conceituação que a atual Dil'etona vem imprimindo ao Mu- seu: um espaço ligado ao design, il arquitetura e ao urbanisl110 e aberto à participação concre- ta de toda a cOl11unidade paulistana.

Esta exposição, "Cadeiras Brasileims", e o lançamento do I'espectivo catálogo, I'espon- del1l a essa filosofia e fazem pal·te de um elen- co de eventos similares que, certal11ente, deve- rão contribuir para consolidar a nova imagel11 do !Vluseu da Casa Brasileira. Com isto estare- mos dando mais um passo no sentido de im- plantar na cidade de São Paulo um Museu de Oesign, Al'quitetura e Urbanismo, à altura de sua Importância no cemíl'io nacional e. nesse sentido, equipar-ando-a às grandes cidades dos países l11ais desenvolvidos.

Arquiteto Pedro CLU)' Presidente da Sociedade Am.igos do Museu da Casa Brasileira

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APRESENT

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AÇÃO

AS /-11 T6RICAS

Uma seleção do acervo do Museu da Casa Brasileira, do século] 7 ao infcio do século 20

OS PIONEI ROS

As primeiras contribuições para a criação do design moderno brasileiro, dos anos 30 aos 70

OS CONTEMPORÃNEOS

Nas décadas de 80 e 90, o florescimento e a diversidade de um design plural

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OS PREMIADOS

As cadeiras contempladas no Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, cle ]986 a 1994

AS ANÔNIMAS

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A criação popular, um espelho a ser mirado na busca de caminhos para o futuro

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esde a sua rundação no Brasil, em 1951. a Girorlex tem contl'ibuído para o desenvolvimento da cultura brasileira. A primeira iniciati- va nesse sentido rormalizou-se através de um agradeci- mento ao País que acolheu seus rundadores nas vé peras da Segunda Guerra Mundial. conCI'etizado na intensa colaboração que permitiu r'undar no Brasil uma escola experimental de modelo eUI'opeu visando I'enovar e enl'iquecer a pedagogia brasileira: a Rudolr Steiner ('i'i'aldorQ. DUI'ante :37 anos aprendemos a criar e a desen-

\'oll"er aqui tecnologia e design adequados às necessidades

e expectativas dos consulllidores brasileiros. Nesse senti- do. ao longo desses anos roralll criadas diversas gerações de assentos que Illarcaram época e inspiraram dezenas de outros produtores. nacionais e internacionais.

Com este catálogo a Girorlex tem o prazer de poder contar Ulll pouco da História do Br-asil. I'eunindo exemplos sobre a evoluç'ão da cadeira neste País. Um longo processo r"oi pe,·coITido. até chegarmos aos atuais assentos de escritório. F'oram abordados principalmente os nomes que muito contl'ibuíram para a história das cadeil'as no Brasil.

Toda evoluç'ào da sociedade brasileira se espelha nesse mosaico de temas ligados a um único objeto: a cadeira. De privilégio de poucos a produto feito elll série nos modernos processos industriais. a cadeil'a guarda a lembrança da sociedade que a criou.

Ao empenhar-se no registro da evolução da cadeira no Br-asil. a Girorlex ajuda a revelar a importância COIll que encal'a a Cunção do sentai' e os produtos que Cabl'ica: cadeiras que permitem descanso para o corpo, produtivi- dade e liberdade para a inteligência. estabelecendo novos padrões de qualidade. durabilidade e ergonomia.

j-Icws Joachim Schmidl

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dos e estruturar um centro informatizado de pesquisa. Este conjunto de propostas interligadas marca a direção que a atual equipe do Museu tem perseguido no sentido de ex- plorar o universo cultural amplo e fascinante que a própria denominação "casa brasileira" sugere.

Um plano dessa dimensão requer tempo para ser im- plantado na sua totalidade. No entanto, a idéia i nstigante de concretizá-lo sempre em atividades de retorno mais imedia- to para a comunidade nos colocou frente a um desafio: con- cretizar nossas propostas em algo vivo e que interessasse tan- to ao público quanto aos profissionais da área de design e ar- quitetura. Elegemos como objetivo apresentar um histórico da trajetória do desenho do mobiliário no Brasil, do século 17 até hoje, que propiciasse uma visão de conjunto unindo passado e presente. Seria necessário um objeto representa- tivo, presente em nosso cotidiano. Que pudesse expressar o fazer humano, o trabalho criador ao longo da história. Que desafiasse continauamente a imaginação fértil dos artistas ...

Neste caminho que conduz ao encontro entre Museu, comu- nidade e criadores, chegamos às cadeiras brasileiras.

Mas que seria das idéias sem a prática? A equipe con- vidada enriqueceu o projeto original. Da fotografia sensível e competente de Antonio Saggese, passando pelo grafismo só- brio de João Baptista da Costa Aguiar, à montagem talentosa e impecável de FeLippe Crescenti, as idéias iniciais foramtra- duzindo-se em produtos onde se reconhece a presença da boa 3lte. A curadoria trabalhou com excelência, numa busca exi- gente de ~armonia e lapidação entre sua própria visão ou ba- gagem e a estrutura inicial por nós concebida. Ou entre o ideal e o possível numa situação em que a própria condição de órgão público de natureza cultural num país de terceiro mundo inunda a realidade de limitações de quase toda ordem.

O projeto foi discutido e rediscutido, ampliado e revisto, até firmar sua espinha dorsal e ficar enxuto, devido à dedicação, critério e lucidez de Adélia Borges e Guinter Parschalk.

Glória M. Ba)'eux e Paula Perrone coordenadoras da mostra 7

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ocidental. a cadeira é o tellla Illais explorado pelos designers elll todo o Illundo - e talllbélll é considerado o Illais difícil de tratm, To- dos querelll fazer cadeiras. talvez pelo alto valor silllbólico que ela carrega e por sua illlportância elll nosso cotidiano, O hOlllus erectus é, por' definição. o único que fica de pé, Mas, quanto Illais avançada ullla sociedade. Illais telllpo passalllos sentados - e nos tornalllos sedentários (palavra cuja raiz etlllológica velll de sentar), COIll todas as rlllplicações negativas e positivas da condição,

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enorllle o nÚlllero de expr'essões ligadas ao ato de sentar', Assentar a I'ida. assentar a cabeça. assentar' a pedra fundalllental, sentar no dinheiro remetem ir estabilidade, Pode espewr sentado, ao repouso e à paciência, Em português. cadeira tem sinônimos signi- ficativos, Mulher br'asileira que se preze tem que saber mexer as ca- deiras, Que pena a gente tem do descadeir'adol Falar de cadeira é sinônimo. segundo o Aurélio. de falar em posição privilegiada, com autoridade, A mesma autoridade implícita na cátedra do professor ou na Catedral. assim chamada porque alr está a cadeim do bispo,

Poder e cadeira andam juntos, O r'ei afirmava sua soberania sentando-se no trono, Em plena selva africana, o Fantasma das his- tór'ias em quadrinhos também pr'ecisa c1e um trono para atrrbuir seu poder, O juiz abre e fecha as seções sentando-se ou levantan- do-se, Nas cerimônias oficiais. nos jantares formais. cada um tem seu lugar mat'cado de acor'do com sua illlportância - sentar-se à di- r'eita do anfitrião é um signo c1e honra, Chairlllan. o homelll da ca- dei ra. é a expressão da li ngua inglesa par'a designar o presidente de uma organização, Ali,ís, em qualquer empresa, basta olhar as cadei- ras para mapear r'apidamente quem é quelll - quanto mais alto o encosto. mais macio o estofalllento ou quanto Illais acessór'ios (bra- ços. I'Odízios etc.) uma cadeira tiver. mais alto na escala corpor'ativa estará seu ocupante,

Mas cadeira também está ligada à rerJexão - do Pensador de Rodin à criança que estr'éia nos bancos escolares, é muitas ve- zes necess,írio sentar par'a pensar: e é imprescindível sentar para escrever. O primeil'O gesto de gentileza para uma pessoa que che- ga à nossa casa ou ao nosso escritório é convidar par'a sentar. Re- ceber de pé é manifestação certa, e tantas vezes grosseir'a, de in- disponibilidade, A gente senta para comer, para descansar, para ver televisão. para namor'ar', A cadeira é tão importante em nosso dia-a-dia que até o astronauta tem a sua, embora precise dela ape- nas como referência psicológica,

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esta exposição se prendeu em algumas poucas centenas, resultado do esforço deliberado de projetar cadeiras coerentes com as condições de nosso país.

A seleção final chegou a exatos 141 exemplares. É claro que há omissões, algumas delas voluntárias. Decidimos, por exemplo, concentrar nosso foco nas cadeiras em si, excluindo por exemplo os sofás, assentos que são feitos com a finalidade exclusiva de repouso e relaxamento, embora algumas poltronas e chaises-Iongues tenham entrado pelo valor extraordinário de seu desenho, por sua impor- tância enquanto pl'ojeto ou autoria. Esclareça-se ainda que, apesar do nome da exposição, aqui não estão apresentadas apenas cadeiras, mas também bancos e banquetas, que têm um papel importante em nossa tradição de assentos.

Outras omissões [oram involuntárias, e se deveram não só às limitações de nosso conhecimento, mas também à premência de tem- po para a organização da mostra. Muitos designers mudaram-se sem deixar pistas, cadeiras importantes se perderam no tempo ou no des- caso deste nosso país sem memória. Como o ótimo tantas vezes é ini- migo do bom, decidimos correr todos os riscos e aproveitar a oportu- nidade de trazer à luz estas 141 peças que tornam a idéia do design transparente a um público bem maiol' do que o de iniciados, como uma primeira experiência em um processo que se quer continuar de- pois, aprofundando com novas exposições o que foi aqui iniciado.

As peças foram selecionadas por suas qualidades técnicas e estéticas, por sua importância histórica e pelo grau de contribui- ção que cada exemplar trouxe ao nosso design, independente, evi- dentemente, do gosto dos curadores. Elas contam, a seu modo, a his- tória da evolução do nosso mobiliário. São testemunhas, sobretudo, do enorme esforço de dezenas de criadores na concepção de móveis adaptados à nossa cultura, ao nosso clima, ao padrão antropométrico do brasileiro, à disponibilidade de materiais, às novas tecnologias, es- [orças que têm como fim último a melhoria da qualidade de vida. 1-10- menagear esses criadores e re-cont31' a nossa história, para que a par- tir do passado e do presente possamos desenhar melhor nosso futuro, [oram nossos objetivos.

Adélia Borges e Guinler Parschalk curadores 9

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H I S T Ó R I C A S

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té o início do sécu- lo 20 o Brasil importava /mllicamcnle lodo o JJl'oduto in- dustl-ial que consumia - dr pequenos objetos de decora- ção a edifícios inteiros, como (: caso da Cslação d,l Luz rlll São Paulo, De início pela condiç'ão de colônia, era obriga- do a consul11ir o que vinha da t\letrópole, Depoi:;, a pal,tir da abertura dos pOl'tos no início do século 19, com uma in- dústria local incipiente, o país cumpria com as condiç'ües il11postas pelos centros industriais europeus. assumindo o papel de mercado consumidor no capitalismo Inlrrnacio- nal. A impol'laç-ão lambém rra fl'ulo da mentalidade cullu- I'al pl'ópria da arislocl'acia r da 1"1 ilr urbana. que só viam valor no que vinha de fOI'a. paulando-se pelas tradiç'ões e pela moda européias,

As cadeiras "bl'asileiras" até o início do si'culo 20 del11onstralll. de um lado. as fortes innuências europi'ias.

e. de outro. o rico lrabalho arlesanal aquI empreendido na sua adaptaç'ão ao goslo brasileiro c na execução de ele- mentos decol'ativos. numa pl'ofusão de estilos variados. às vezes reunidos numa só peç'a, Usadas gel'allllente nas se- des de bispado e de gOI'emo. não se configural'am, at(: o século ]9. C0l110 UI11 objeto dE' uso doméslico comum, Nas casas da l11aioria dos brasileiros predominaval11 os bancos simples e as redes,

Este módulo apl'esenla peças do acervo do Museu da Casa Brasileil'a, uma pequena al110stl'a do que se produ- zia no Brasil quando ainda não se linha caraclel'izado um (Ip<enho próprio. não só para o 1110biliál'io COI11O. de I'esto.

para oulras ,íreas do conhecil11enlo lécnico e artístico, I]

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CADEIRA RÚSTICA

Século /7 (preslIlIlírel) Cadeira ele filiação renascentista cio tipo escabe- lo. Frita em cedro e com entalhes em baixo rele-

IO. Acervo ~lllsell da Casa Brasileira.

CADEIRA DE SOLA

SéCLllo 17 (final)

Cadeira feita em jacarandá e couro lavrado. com espaldar alto. recortado e pregaria !las laterais do assento. Colecionador: Hicardo I'on Brusk)'.

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CADEIRA DO ARTESANATO POPULAR

Século 18 Cadeira popular, armação em madeira Uacarandá do liloral ) com pés em ··x'·. Assenlo e encoslo em couro lavrado. Acervo Museu da Casa Brasileira.

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Por;rRONA PORTUGUESA

Século /8

Poltrona característica do mobiliário renascentis- ta português denominado mélnuelino. feita em carvalho e couro cinzelado. Os montantes. traves.

maça nelas e apliques de melai (pregaria graúda) configuram aspeclos bem familiares de feilura porluguesa ulilizados desde o século 17. Acen'o J\luseu da Casa Brasileira.

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Cf\DEIRJ\ D. JOÃO V

Século 18 Cadeira feita em jaeHl'i.llldá e couro. Espaldar com tabela \ azada. a~~elllo em couro trabalhado. com

<15 haSI:5 ou pé5 tunos tom eIlICllhe~. :\cer\'o

\llIi'cU da Ca,,, Bra,i1eira.

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R C A S

POLTRONA D. JOÃO V

Século 18

Poltrona de tipo barroca reita em jacarandá da Bahia. Espaldar alio COIll rrontiio entalhado. tabe- la com recorte de balaustrc e assento removível de palhinha. Acervo J\llIsclI da Casa Brasilcira.

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CADEIRA "ROMÂNTICA"

Século /9 Cadeira em eslilo romllnlico. de jacarandá da Bahia. Influência manuelina na execução dos Ire- midos. com espaldar vazado e lorneado em moli- vos gÓlicos. Acervo Museu da Casa Brasileira.

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CADEIRA D. JOSI~ I

Século /9

Cadeira de lipo barroca reila em cedro. com enlalhes e recorles. Espaldar com pequena labela recorlada e almoradada. Base ou pés em rormalo de "x" . com enlalhes. ,Icen'o ~Iuseu da Casa Brasileira.

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CADEIRA DE BORDAR

Século 19

\Iarcenaria singela. feita cllllllacleira e palhinha.

com curralura lateral no assento e nas pernas posteriores e frontais. Aterro ~l11seu ela Casa Brasileira.

CADEIRA DE BALANÇO

Século 19

Cadeira cio ecletismo romântico. feita em madeira lamanqueira, com recortado e palhinha. Acervo Museu ela Casa Brasileira.

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CADEIRA DE TIPO POPULAR

Século 19 Cadeira do mobiliário eclético, feita em cedro e palhinha. Acervo Museu da Casa Brasileira.

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CADEIRA SANITARIA

Século 19

Cadeira com assento sanitário! reita em imbuia. Tam- po escamoteado e pOJ1a lateral para pellllitir a reti- rada do urinol. Acen'o Museu da Casa Brasileira.

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CADEIRA BÉRANGEI~

Século 20 Cadeira COI11 influências européias diversas da metade do século 19. com interpretação brasileira característica ela escola de llloveleiros Béranger (Recire. PC). Feita em jacarandú da Bahia. COIl! en- talhes eruditos. Acervo Museu da Casa Brasileira.

POLTRONA IMPÉRIO Século 19

Cadeira da linha império despojada, feita em im- buia com assento e espaldar em palhinha. Acervo Museu da Casa Brasileira.

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POLTRONA ART DECO

SécuLo 20 (anos 30) Peça de linhas geomélricas puras, esla polirona possui composição realizada a pal1ir de um semi- -círculo com corpo cenlral eSlofado. A conslrução é feila com planos de madeira folheada. com semi- -círculos inferiores e um friso em melai cromado:

Acervo Museu da Casa Brasileira.

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CADEIRA i\R'f-DECO

Século 20 (anos 30)

Cadeira feila em eSlnllura conlínua de lubo de ferro cromado e vergado formando os braços.

apoio do encoslo e bases. Acervo Museu da Casa Brasileira.

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P I O N E I R O S

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design de mobiliário brasileiro nasce com um objetivo claro: substituir os pasti- ches, os "antigos" fabricados no dia anterior, a profusão de estilos, por móveis coerentes com um país e uma época. O país, tropical, decididamente não podia copiar padrões eu- ropeus ele revestimentos, ou de medidas ergonômicas, ou de uso de materiais, ou ele custo final do produto, etc. - e bote-se etc. nisso! A época, início do século 20, via nascer também as sementes da arquitetura moderna, que pedia os espaços interiores e os equipamentos domésticos integra- dos à "casca" do edifício, e portanto livres dos excessos de ornamentações. Não é por acaso, portanto, que mesmo o mestre do móvel moderno brasileiro, Joaquim Tenreiro, só tenha conseguido se livrar realmente dos estilismos na dé- cada de 40, ao receber encomendas de Oscar Niemeyer para as famosas residências de Cataguazes, MG.

Este módulo abrange o período que vai das dé- cadas de 30 a 70, em que se lançaram as sementes do que vivemos hoje no campo do design do mobiliário. Particu- larrnente fértil foi o período entre 1945 e 1965, com uma multiplicação de iniciativas destinadas a produzir em sé- rie móveis funcionais e belos, como a abertura do Studio de Arte Palma, Forma, Unilabor, Z, Oca, Probjeto, Branco

& Preto, Mobília Contemporânea, Giroflex, CAtelier, Hobjeto, Escriba e tantas outras. Algumas não sobrevive- ram, enquanto permanece de certa forma não resolvida a intenção d·' várias delas no sentido de tornar o design des- frutável por amplas camadas da população.

É interessante notar como muitos designers que estiveram por trás dessas inciativas eram profissionais recém-chegados ao Brasil, atraídos pelo paraíso de indus- trialização acelerada prometido por Juscelino Kubitschek.

Talvez seus olhos estrangeiros tenham sabido reconhecer, mais do que nós mesmos, a riqueza de nossa cultura e de nossos materiais, usando-os com primor.

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CIMO, ANOS 30

Produção: Móceis Cimo. I?io Negrinho. Se. O exemplar da mos/ra é do acerto do Mllsell da

Casa Brasileira.

Criada 110 início do século por Lima ralllília de imigrantes austríacos. os Zipperer. a Cilllo che- gou 1:1 ser a maior inclúst ria ele móveis ela A Illé- rica Latina. controlando elo plantio das l:1rrores até H embalagem do produto. Produzia principal- I11cnle cadeiras e poltronas em madeira maciça.

sobretudo imbuia. \'endidas desmontadas. O rorte da Cimo não era o designo claramente inspirado nas célebres cadeiras Thonet. mas a capacidade produtira. Em 19"11. quando mais de 500 mil pol1roniJs Cimo estavam em casas de espetáculos em todo o país - e outras tantas em escritórios.

escolas. igrejas elc. - . o Dasp oficializou suas medidas como padrão para o país.

PATENTE, ANOS 20

DesigneI': Celso Marlinez Carrera (1883-1955) Produção: Grande Fábrica de Móveis Finos Celso Mar/inez Correra, Araraquara, SP. O exemplar da.

mos/ra é do acervo de Dalm6cia Arruda. Ca.mpos.

Oricial de carpintaria formado nas oficinas da Companhia de Estrada de Ferro de Araraquara, o imigrante espanhol Celso Martinez Carrera lan- çou as bases do design moderno brasileiro com a cama e a cadeira Patente, criadas a partir de 19] 5. Sua obra, segundo a historiadora Maria Cecilia dos Santos, "trouxe mudanças estilísticas, o despojamento das linhas, das formas, a introdu- ção de elementos geométricos que produziram os efeitos de leveza e simplicidade IJo inovadores para o eclético gosto que então dominava o merca- do" A Patente lisa macieira torneada. Fácil de construir e de montar, com custo moderado, é UIll marco no design brasileiro.

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POLTRONA DE TRÊS PÉS, 1947

Designer: Joaquim Tenreiro (1906-1992) Produção: Esporádica nas déca.das de 40 e 50. O exemplar da mostra é parle do a.cervo do colecionador Paulo Kuczynski.

A poltrona de três pés foi concebida para o cenário de uma peça de Silveira ampaio que tratava de um triângulo amoroso. Exposta no Salão Naciona, de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, de 1959, usa duas madeiras, sempre em cores diferentes, como O pau-marfim e o roxinho.

Paradigma da !Jislória da nação, o pai do mobiliário moderno brasileil'O {oi um por- tuguês. Bxímio artesão da madeira, Joaquim Tenreiro rompeu com o virluosismo cIo eSlifo, propôs uma linguagem contemporânea e advogou a tese de que os móveis bra- sileil'Os deveriam ser formalmente leves. "Uma leveza que nada lem a ver com o peso em si, mas com a graciosidade, a funcionalidade dentro de seus espaços." Para ele, o móvel moderno deveria estar baseado na l70nestidade de Pl'Opósitos, na eliminação do supérfluo, no ajuste de função e na limpeza plástica.

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CADEIRA DE BALANÇO, 1959

DesigneI': Joaquim Tellreiro (/906-/992) Produção: Lallgellbach &-Tellreiro 11/6,.eis e De- corações. década de 60. O exemplar da moslro é

do acerro do co/eciollador Pau/o Kuc:)'lIski.

lm C]á5Sico de Tenreiro. esta cadeira de balanço usa jacarandá e palhinha. material que estirera prrscnte no móvel colonial mas que havia sido abandonado em farol' do \'eludo e de outros teci- dos dceididamenle incompatíveis com as condi-

\'õc::,: naturais de nosso país.

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POLTRONA DE EMBALO. 1947

DesigneI': Joaquim Tenreiro (J906-/992) Produção: Reedliada pela Probjelo desde 1992. O exemplar apreselllado lia exposição foi doado pela Probjelo ao acervo do Museu da Casa Brasileira.

A Poltrona de Embalo tem estrutura em pau-mar- fim maciço natural ou ebanizaclo, estofamento em espuma de poliuretano e revestimento em couro natural em diversas cores. I~ o único móvel de Tenreiro hoje disponível para compra.

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CADEIRA PARA ESCRlVANINHA DE MOÇA, 1962

Designer: Joaquim Tenreiro (1906-1992) Produção: Década de 60. O exempla.r da. mostra foi empresl.ado por Paulo Ku.scinsk)'.

um conhecedor em profundidade da madeira poderia chegar a extremos poéticos como Tenreiro alcançou nesta cadeira para acompanhar uma es- crivaninha de moças. A delicadeza dos pés de pa- lito garante uma peça delgada, mas perfeitamente eslruturada e resistente.

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RECURVA, 1949

Designer: Joaquim Tenreiro (/906-/992) Produção: Década de 60. O exemplar da mostra.

foi emprestado por Paulo Kuscinsk)'.

O desenho limpo. elegante e leve de Tenreiro en- controu grande eco nos arquitetos adeptos do mo- dernismo. que pedia interiores livres dos excessos de ornamentação. A Recun'a. com espaldar alto.

tem assento e encosto em palhinha. A estrutura usa jacarandá.

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TRIPÉ, 1948 Designe,.: Lina Bo B(mli (/9/5-/992) Produ- ção: Sludio de Arle Palma. de 1948 a /950. Exem- plar cedido pelo /nslillllO Lina Bo e P. li/. B(mli.

A Tripé nasceu da rede. "um dos mais perreitos instrumentos de repouso·'. segundo Lina. por sua aderência perreita à rorma do corpo. Tem três pcmHs em cabriúva encerada ou tubo de ferro e rorro solto de lona ou couro. que pode ser racil- mente retirado e permite o mesmo mo\'imento on- dulante da rede.

CADEIRA ANOS 40

Dcsignc,.: Ciancarlo Palanli (/906-1977) P,.odução: Sludio de tlrle Palma. final dos anos 40. O exemplar da moslra foi empreslado por Ro- berlO Sano/'ic:.

Nascido emt\lilão. Ciancarlo Palanti atuou como arquiteto. urbanista e designeI' na Itália até 1946.

quando se transferiu para O Brasil. Formou com Lina 130 Bardi O Studio de Arte Palma. uma ten- tativa de produção manufatureira de móveis usando macieira compensada e outros materiais bem brasileiros. como as "chitas das Casas Per- nambucanas c couro. ao invés das fazendas feitas à mão. Illuito luxuosas. que se usava na época"

(depoimento de Lina) .

.. o

mól'c/também tem sua mora/ic/aC/f e razão c/e ser na sua própria época. A cópia

elos csti/os passa elos. os babaelos, as fi'anjas. são íneliccs elc mcnLalielaelcs incocren- leso fora ela mora!ielaele ela I'ic/a . .. lneonformaela eom os móveis que enconLrou ao c/w- gar ao Brasil. Lina Bo Barc!i elecieliu e/csenlwr

o

mobiliário para seus pl'ojeLos. Para PI'oeluzí-/os cm série, funelou. junLo com Ciancar/o Pa/anLi, o Swelio ele ArLc Palma.

"O pOn/o ele pai'liela foi a simpliciclacle esti'utui'a/. apl'O\fciLanclo-se a cxLr'aoi'clinária beleza elas \feias e ela lin/a elas maclciras bi'asi/cii'as, assim como scu gi'au c/e rcsis- Lência c ele eapaeielac/c·'. disse e/a na i'evista IlabiLaL. O SWclio funcionou pOi' elois anos. elc /9-18 a /950.

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BOWL, 195"

DesigneI': Lina 80 l3ardi (1915-1992) Produção: Produzida originalmenle pela Ambienle, O exemplar da moslra foi cedido por Antonio Saggese.

Com um desenho simples e absolutamente inovador na época, permanecendo atual até hoje, a 130\1'1 mereceu uma capa premiada na revista norte-americana Inleriors, em 1953. Sua estrutura lisa tubo de ferro pintado de prelo.

A concha, em alumínio repuxado, fica solta, permitindo várias posições, Revestimento em couro ou tecido.

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CADEIRA EI\I POLIUI<ETANO, 1960

Desig-ncl': Geraldo de Barros (1923) P"oduçiio:

I-Iobjelo. década de 60. () exemplar da exposiçcio foi cedido por I.RI/ora de Borras.

Com o rracibso da utopia da Lnilabor. Geraldo de Barros rundou en, 1961. com outros sócios. a Hobjelo. com uma estrutura realmente empresa- rial e i:lllleSllla inlCllç"ào anlrrior: ~erializar o bOIl1

designo r\ elllpr{'~a progrediu enorlllelllrnle e hoje tem 5ho\\'room~ ('~palhados por todo O país. Cria- da para acompallhar lIllla Jll(':O:(J de- jantar. esta ca- deira tem c5trutura tlll poliurrtano e re\E'slinl('ll- to ('111 C'urrilll.

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CADEIRA EM JACARf\NDA, 1955

DesigneI': Geraldo de Borras (/923) Produção:

Unilabor, década de 50. exemplar da exposiçcio cedido por l.Rnora de Barros.

Esta cadeira em jacarandá foi produzida pela Uni labor. oficina de móveis que Geraldo de Barros criou em 1951. com rrei .João Batista Pereira dos Santos. Convictos de que a paz social do Brasil seria possí"el com a Illudança da cstl1ltura empre- sarial. deram à empresa o caráter de lima comuni- dade produtiva. em que todos - designer, marce- nciros. funciom'lrios - recebiam o mcsmo valor. di- vidindo os lucros. ri cOlllunidade rechou em 1967.

Artista pláslieo. Ceralclo ele Barros chegou ao clesign pelos eaminllOS ela arLe eonel'e- la. ela qual é um elos maiores expoenles brasileil'Os, reeebenelo {orLe influência elos gel'mânieos/llax Bil/ e Oll/Iie/lel' A icléia eenUal era "socializar o bom goSLo". subs- liluinelo as peças únicas por móveis ineluslrializaelos em alLas séries. a preços aces- síveis, com qualielaele ele elesenllO e ele proelução.

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POLTRONA l\JOLE, 1957

DesigneI': Sergio Rodrigues (1927) P"odução: Oca (industrializada -"ersão desmontá"el pelo sisLema al1em) e Sergio Rodrigues Arquitetura Lida., "ersão tradicional. desde /957.

A Poltrona Mole recebeu o primeiro prêmio no Concurso Internacional do JVI6vel em Cantil. Itália. em 1961. onde foi chamada de Sheriff pela firma Isa, de Bérgamo. Itália. que passou a produzí-Ia e exportá-Ia para vários países. Ro- busta e extremamente confortável, a Mole é composta de estrutura rígida em madeira maciça torneada e encerada, e elaborada na técnica construtiva tradicional, com cavilhas. Percintas em couro sola. independentes. são dispostas de tal modo que botões torneados permitam regular seu comprimento. adaptando a "cesta" às condições anatômicas do usuário. O almofadão é composto de quatro partes interligadas. em couro natural, estofado em espuma de poliureta- no revestida com mantas de acrilon.

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XIKILIN. J 973

DesigneI': Sergio Hodrlgues (1927) Produ- ção: Sergio Hodrigues Arq/lifef/lra. desde /973.

r\ Xikilin tem estrutura em macieira maciça ence- rada. composta de duas laterais, duas travessas.

quatro cunhas e quatro peças torneadas. O assen- to e o encosto sJo lima peça única. em couro na- turaL lona ou pele de vaca. fixados à estrutura com as peças torneadas. Hecebeu menção honro- sa em premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil (lAB) em 1973. A versão Kilin. produzida pela Oca. é uma adaptação feita pelo designer Frecldy \"an Camp com o intuito de simplificar sua industrialização.

LÚCIO COSTA, 1963

DesigneI': Sergio Hodrlgues (1927) Produção:

Oca, Compasso D'Oro, Sergio Hodrlgues Arqu.il.e- fu/G. Lida., a.té hoje.

Pelos elogios que recebeu na época de Lúcio CosIa reste é o primeiro móvel moderno COI11 es- pírito brasileiro"), foi balizada com seu nome.

Usa madeira maciça encerada na estrutura rígida e palhinha c1e málaca no assento. O encosto é curvo, recortado de urll bloco maciço. Assento em palhinha c1e málaca. Foi apresentada em 1963 na 2" Exposição do Móvel como Objeto c1e Arte, na galeria de arte que agitava a loja da Oca na Praça Ceneral Osório, no Hio c1e Janeim.

ArquheíO, Sérgio I?oelrigues íOrnou-se um grancle elesigner cle móveis, a poníO ele a en- ciclopéclia Delta Larousse apresenLar num verbete "Sérgio Roelrigues, o criaelor elo móvel bl'8sileil'O". Funclou em 1955 a inelLÍSL!'ia Oca, nome que eleflne uma intenção:

retomar o espíriíO ela simplicielacle ela casa inelígena, integral' passa elo e wesente na culLura material brasileira.

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OURO PRETO, 1958

DesigneI': Michel Amoull (/922) Colabora- dor: Normall WesllValer Produção: Mobrlia Conlemporôlleo, elllre 1958 O 1968. O exemplar

do moslra foi cedido por Neide Nohll.

Autor de dezenas de cadeiras, Arnoult considera esta a peça de mobiliário mais difícil de fazer.

A Ouro Prelo tem estrutura em imbuia maciça tor- neada, molejo de monoflos de n)'lon (fios de pes- ca) e almofadas soltas. Ela tem uma das princi- pais características de Arnoult: é totalmente des- montável. Hecebeu o Prêmio Hobel10 Simonsen de Desenho Industrial em 1964.

PEG LEV, 1968

DesigneI': Michel Amoull (1922) Produção:

Mobrlio Conlemporâlleo Lida., de /968 o /978.

Exemplar cedido por Michel Amoull.

A cadeira Peg Lev foi desenhada especificamente para a exportação c leve como matérias-primas

lll1," madeira tropical (pau ferro) e couro tipo hunting (não lixado). Era vendida desmontada.

em embalagens de papeliío projetadas por 1-1 ugo Kovadloff.

Francês, Micllel Amoult desembarcou no Brasil em plena "era clesenvolvimenUsW" de Juscelino Kubitsc/lek, nos anos 50. Desde então, dedicou-se integralmente ao design

e eventualmente à pl'Odução de móveis modulaclos, em alWs séries e a {JI'eços aces- síveis. Uma das empresas que criou foi a /\Ilobília Contemporânea, esta junto com Abel de Barros Uma e Norman West wa ter, que sobl'eviveu por duas décadas e teve um pa- peI revolucionário no país. Uma de suas expel'iências foi usar as bancas de jomais como ponto de venda de móveis.

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POLTRONA. ANOS 50

DesigneI': ZOllille Caldas (1919) Pl'odnção: Z. 5<10 José dos Campos. SP. 110 década de 50. O exemplar da exposi-

ç<lO foi cedido por Hugo Sego/Uo.

Zanine Caldas chegou ao design através de sua atividade como maquetista. À procura de um material leve para fa- zer maquetes. em contato com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IIYI'). de São Paulo, desenvolveu um laminado de 1/2 111111 colado com craquelite. que era usado nos aviões Paulistinha. "Aí surgiu a idéia de desenhar móvel popu- lar. Criou em 1950 a fábrica Z. onde desenvolveu um programa completo de mobiliário residencial. Esta poltrona apresentada na exposição foi restaurada dentro do espírito recomendado pelo autor ao proprietário: usar tecidos de algodão bem baratos. comprados na rua 25 de Março em São Paulo. Outra vertente do trabalho de Zanine, que infe- lizmente não se conseguiu mostrar na exposição. são os móveis utilizando toras maciças, gigantescas, ou restos de florestas queimadas. que podem ser chamadas de esculturas utilitárias.

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POLTROl A R 3, 1952

Designer: Jacob Rue/lli (/917-/974) Produ- ção: Branco & Preto, décadas de SO a 70. O exem- plar da exposiçüo fOi: cedido por Riamlo fljlalo.

A polirona R3 é um exemplo do design raciona- lista da Branco & Preto. formada por Carlos Millan, Chen Hwa. Jacob Ruchti. Miguel Forte.

Plínio Croce e Roberto Analo. Nas palavras de Marlene M i lan Acayaba. autora de uma tese e um livro sobre O grupo. O móvel. segundo eles. "deve-

ria ler lima clareza estrutural. ser ergollomica- mente correio e. num certo sentido, relacionar-se com a produção tradicional". com "soluções consl rui i \Ias essencialmente arqu ilelôn icas".

Produzidos em pequenas séries. "eram feitos a partir da associação entre madeiras - jacarandi:l da Bahia, caviúna. cabreliva ou pau-marrim - e mármore calacala, rórmica. vidro ou rerro".

AT 8000 LOGOS, '1959

Designer: Carla Fongaro (19/5-/986) Col"ho-

"adores: Departamento Técnico da Probjeto e Departamento de Engenharia da rlços I i/lares P"odução: Probjeto. desde /959. Esta cadeira foi doar/a pela Probjeto ao (Ice/TO do ,\Juseu da

Casa Brasileira.

ri rlT 8000 Logos foi a primeira linha de móveis para escirtório lançada pela I)robjeto. Ela com- preende uma extensa linha com chassis de madei- ra laminada moldada a quente. estofamento em espuma de poliuretano. suporte de encosto em aço temperado. ba,c cm perfil de aço e pintura em re- sina epoxídic<-I. O enco::;to e o assento têm curvas compostas nos sentidos longitudinal e transversal. que possibilital11 sil11ultancal11ente apoio na região lombar e ac:olllodaç·ão da região dorsal.

São Paulo, anos 50. A in~enção de dolar a arqui~eLura moclcma dc móvcis ~ambém modemos faz nascer duas lojas: em 1951, na Rua /l/arUns fCon~es. o cmprcsário /'eo Seincman cria a Ambiente; um ano depois, na Rua lIieira dc CarvallJO, surge a Branco

& PreLo, formada por arquiieLoS egressos do InsUiuLo /l/ackenzic. As cluas fazem 11istória. A primeira ~rans{'orma-se na indústria Pl'Objeto, aUva até IJOjc c uma grandc incenUvadora de nosso clesign; a segunda sobrevive por 18 anos, mas seus móveis continuam surpreenden~emen~e aLuais.

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DIRI~TOR LUXO, 1954

Dc_if!\lt'I': /'"dro Schmidl (/927) Pl'odll\,ii,,: GiruJler SI-\. de /95,/ li /970.

PO!lI{lIW C\{'('uli\H giratória com bpaldar mc'dio e

Ilri.l"(l'-. 1'111 Ilwdeira com pintura cinza. [;·,tofalllrll-

\0 do a ... (·lllo ('om mola:--('~pe('iai~ e crina-Iate\.

"01""'0 d,' 1'1"" i .. o rel(lr~ado. Borda Illolejada. !'n-

"\111 I<""lid",:lO Illilunid",b.

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POLTRONA Pf\RA VISITA, 1954

Desigllcl': Pedro Schmidl (/927) Pl'odllção:

GiroJlex S/A. de /954 a /970.

Poltrona fixa para \ isitas com espaldar médio e braços. feita em madeira envcrnizadi:l. de tonali- dade natural. Estofamento do assento com molas especiais e crina-Ialex . coberlo de pláslico refor- çado. Borda Illolejada. I'oralll vendidas 40 Illil unidades.

C/'ia(la cm 1951. a Ci/,o(fcx inl/'O(luziu no B/'asil as eadei/'as /'eguláveis pa/'a esc/'nó- /'io. fi jJonlO (/c Ci/,o(fex /oma/'-se clu/'anle um /empo sinônimo de eadeil'8 gi/'aLó/'ia.

\/(171 (/c //'axc/' I\no\\'-/70 11 , suíço. in\'esliu na pesquisa e/'gonômiea, na meclição anLJ'o-

fJ() 171 (;/ rica (/os brasilei/'os e na pesquisa (Ie ma/e/'iais ~ ela ma(/eira maciça eom es-

/oIÚJ7)cn/o c/c molas c/os primeiros moc/elos. passou a maLé/'ias-pl'imas como o aço, /1/<ÍH!iCO. poliu/'clano e mensolile (resina polies/er re['orçada com fibra ele vid/'o/.

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