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INTRUMENTOS NÁUTICOS
MIGUENS CAP. 11
181 1 3 5Prof. KOPÊ
INSTRUMENTOS NÁUTICOS
A classificação feita pelo Miguens se baseia na finalidade:
• instrumentos para medida de direções;
• instrumentos de medida de velocidade e distância percorrida;
• instrumentos para medição de distâncias no mar;
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INSTRUMENTOS NÁUTICOS
• instrumentos para medição de profundidades; • instrumentos de desenho e plotagem;
• instrumentos para ampliação do poder de visão; e • outros instrumentos.
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INSTRUMENTOS PARA MEDIDA
DE DIREÇÕES NO MAR
• OBTENÇÃO DE RUMOS E MARCAÇÕES NO
MAR Agulhas Náuticas.
• São as Agulhas Náuticas, quer magnéticas, quer giroscópicas, que indicam os rumos a bordo. Ademais, com elas são tomadas as
marcações e azimutes, através do uso de acessórios especiais.
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ALIDADE AUTO-SÍNCRONA
O campo de visão da alidade telescópica é limitado. Para contornar esta desvantagem, existe a
alidade auto-síncrona (“self-synchronous alidade”),
que possui um motor síncrono adicional, comandado pela Agulha Giroscópica Mestra. Com este desenvolvimento, é possível ajustar a alidade em uma
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ALIDADE AUTO-SÍNCRONA
A alidade autosíncrona, assim como a alidade
telescópica, é usada em lugar da alidade de pínulas e
do círculo azimutal (alidade + espelho azimutal), para determinar a marcação de objetos distantes.
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INSTRUMENTOS PARA MEDIDA
DE DIREÇÕES NO MAR
AGULHAS NÁUTICAS
• AGULHAS MAGNÉTICAS
– AGULHA PADRÃO
– AGULHA DE GOVERNO
– AGULHA ELETRÔNICA (flux gate compass - lâmina 34) – AGULHA MAGNÉTICA DIGITAL DE MÃO (“hand held
digital fluxgate compass”)
OU PADRÃO COM PERISCÓPIO
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INSTRUMENTOS PARA MEDIDA
DE DIREÇÕES NO MAR
AGULHAS NÁUTICAS
• AGULHAS GIRO-MAGNÉTICAS
– Só no mundo do “MIGUENS”. Indicações de uma agulha magnética enviadas a um giroscópio. Permite repetidoras.
• AGULHAS GIROSCÓPICAS e seus acessórios
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- Inicialmente Agulha Magnética (bússola) era
usada apenas para indicar o Norte.
- Foi introduzido o conceito de marcar outras
direções ao redor da borda da agulha. As direções
marcadas receberam os nomes dos vários ventos,
conhecidos como Norte, Leste, Sul e Oeste. Por
isso, à rosa da agulha foi dado o nome de rosa
dos ventos.
SUBDIVISÃO DAS AGULHAS MAGNÉTICAS
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- Depois das direções cardeais (N,E,S e W), vieram
as direções intercardeais (ou colaterais), NE, SE,
SW e NW e, em seguida, subdivisões menores:
NNE, ENE, ESE, SSE, SSW, WSW, WNW, NNW.
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- Este sistema resulta na divisão de um círculo
completo (360°) em 32 “pontos” (1 ponto = 11°,25 =
11° 15'), e cada ponto, por sua vez, é dividido em
meio ponto e 1/4 de ponto.
- A graduação da rosa em “pontos” e quartas está,
hoje, obsoleta, mas pode ser, ainda, encontrada em
algumas embarcações, especialmente veleiros.
SUBDIVISÃO DAS AGULHAS MAGNÉTICAS
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- A
rosa
apresenta
as
duas
graduações
convencionais: divisão em graus (de 000° a 360°),
que é o sistema de uso universal, e divisão
quadrantal, que usa os pontos cardeais, colaterais e
sub-colaterais.
- Uma tabela permite converter a rosa em pontos e
a rosa em quartas em rosa circular (000° a 360°).
SUBDIVISÃO DAS AGULHAS MAGNÉTICAS
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ACESSÓRIOS DAS AGULHAS GIROSCÓPICAS
- PILOTO AUTOMÁTICO – GIRO-PILOTO
- REGISTRADOR DE RUMOS – MAIS EFICIENTE
QUE O TIMONEIRO, MAS “CEGO” ÀS AVARIAS.
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ACESSÓRIOS DAS AGULHAS GIROSCÓPICAS
- REGISTRADOR DE RUMOS – instrumento que
registra em um papel (que se desenrola
comandado por um equipamento de relojoaria)
os rumos navegados, em função do tempo,
operando acionado por uma repetidora da
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DISPOSITIVOS PARA MEDIDA DE
MARCAÇÕES E AZIMUTES
• Taxímetro, agulha magnética de mão (“hand bearing compass”), alidade de pínulas, círculo
azimutal e a alidade telescópica.
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA DE
VELOCIDADE E DE
DISTÂNCIA PERCORRIDA
e = v . t
Medindo a velocidade, sei a distância percorrida.
Com a distância percorrida e o rumo, posso proceder uma NAVEGAÇÃO ESTIMADA (dead reckoning).
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA DE
VELOCIDADE E DE
DISTÂNCIA PERCORRIDA
ETA – Estimated Time of Arrival “rende-vouz” – Ponto de Encontro
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(Hodômetro e Odômetro)
- Odômetro de superfície
- Odômetro de fundo
- tipo de pressão
- tipo eletromagnético
ODÔMETROS E VELOCÍMETROS
205- Velocímetro de haste
- Velocímetro de hélice
- Odômetro Doppler
ODÔMETROS E VELOCÍMETROS
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Mede distância percorrida. Tem-se de calcular a velocidade. O comprimento da linha depende da velocidade do navio. A determinação do valor é empírica. A tabela da Marinha Britânica é somente uma referência. Pode ter um transmissor de sinal elétrico para uma repetidora no passadiço.
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ODÔMETRO DE FUNDO TIPO PRESSÃO
PRESSÃO ESTÁTICA + PRESSÃO DINÂMICA = P. TOTAL P. TOTAL – PRESSÃO ESTÁTICA = PRESSÃO DINÂMICA (MEDIDA) – (CONHECIDA) = DETERMINADA
Vantagens: Não existem elementos exteriores móveis. É, contudo, susceptível a entupimentos do tubo mergulhado.
• Obtêm-se indicações diretas de velocidade. O registrador de distância depende do funcionamento satisfatório do mecanismo integrador. , Incovenientes ERRO NO DESENHO A VELOCIDADE É FUNÇÃO DA PRESSÃO DINÂMICA, QUE É CALCULADA. 209
ODÔMETRO DE FUNDO TIPO PRESSÃO
Vantagens:
- Não existem elementos exteriores móveis.
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ODÔMETRO DE FUNDO TIPO PRESSÃO
Incovenientes:
- O odômetro de fundo dá indicações pouco corretas à baixa velocidade, exceto em modelos especiais.
- Uma vez calibrado, só é possível alterar a correção de qualquer erro aplicando novas “cames” nos mecanismos registradores.
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ODÔMETRO DE FUNDO
TIPO ELETROMAGNÉTICO
Campo magnético gerado, ao deslocar-se em um meio condutor, produz uma força eletromotriz
(F.E.M) proporcional à
velocidade.
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VELOCÍMETRO DE HASTE E DE HÉLICE
USADO EM EMBARCAÇÕES MENORES. NO
PRIMEIRO, A VELOCIDADE É PROPORCIONAL À PRESSÃO QUE A HASTE EXERCE SOBRE UM SENSOR. NO SEGUNDO, A VELOCIDADE É PROPORCIONAL À À FREQUÊNCIA DA CORRENTE GERADA POR UM GERADOR DE CORRENTE ALTERNADA MOVIDO PELO HÉLICEROTAÇÃO DO HÉLICE.
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EFEITO DOPPLER
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DOPPLER LOG
0.0
0.0
0.0
VELOCIDADE LATERAL: BORDO PARAONDE A PROA ESTÁ ABATENDO E COM QUE VELOCIDADE
VELOCIDADE LATERAL: BORDO PARA ONDE A POPA ESTÁ ABATENDO E
COM QUE VELOCIDADE
VELOCIDADE LONGITUDINAL: PARA VANTE OU PARA RÉ
ÚNICO ODÔMETRO QUE FORNECE VELOCIDADE NO FUNDO, ALÉM DA VELOCIDADE NA SUPERFÍCIE.
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ODÔMETRO DOPPLER
MIGUENS
Os grandes navios, V.L.C.C. (“Very Large
Crude Carrier”) e U.L.C.C. (“Ultra Large Crude
Carrier”), hoje construídos, geralmente possuem
um aparelho sonar sensor de velocidade doppler,
que opera em dois eixos, um longitudinal e outro
transversal.
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ODÔMETRO DOPPLER
Ele pode indicar as velocidades de
deslocamento do navio no sentido proa-popa
(para vante e para ré), como para bombordo e
para boreste.
É muito útil nas manobras de atracação,
quando se necessita conhecer a velocidade de
aproximação do cais com o máximo de precisão.
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CORRIDA DA MILHA
PERMITE FORMULAR UMA TABELA DE REGIME DE MÁQUINAS x VELOCIDADE,
DESCONSIDERANDO-SE A “CORRENTE”, CHAMADA DE
“TABELA DE ROTAÇÕES”.
PERMITE, TAMBÉM DETERMINAR A CALIBRAGEM DOS DEMAIS ODÔMETROS E REPETIDORAS QUE POR
VENTURA EXISTAM A BORDO.
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CORRIDA DA MILHA
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DETERMINAÇÃO DE VELOCIDADE
Lança-se um objeto avante da proa. O intervalo de tempo t será cronometrado desde o momento que ele passar pela proa até passar pela popa.
0,514 = ACERTO DE m/s PARA NÓS (MN/h)
2 x = aproximação - dividir por 0,5 (ou 0,514) = multiplicar por 2)
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INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO
DE DISTÂNCIAS NO MAR
IMPORTÂNCIA DA MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS
A BORDO
- PARA USAR COMO LDP
- MANOBRAS DE NAVIOS DE GUERRA MUITO PRÓXIMOS - SISTEMAS ELETRÔNICOS - radar OU
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ESTADÍMETRO
Os estadímetros baseiam-se no princípio de
determinação da distância pela medição do ângulo
vertical que subtende um objeto de altitude
conhecida, utilizando a fórmula:
d = h . cotg a, onde:
d: distância ao objeto visado (fornecida pelo
estadímetro);
h:
altitude conhecida
do objeto visado (introduzida
no instrumento); e
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ESTADÍMETRO
a: ângulo vertical que subtende o objeto (medido
com o estadímetro)
A altitude do objeto visado, para o qual se
determina a distância, deve estar entre 50 pés e
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ESTADÍMETRO
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SEXTANTE
(NÃO CONFUNDIR COM ESTADÍMETRO TIPO SEXTANTE)
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TELÊMETRO
( TELÊMETRO DE COINCIDÊNCIA E TELÊMETRO ESTEREOSCÓPICO )
Os telêmetros geralmente
necessitam ser aferidos ou
calibrados, comparando-se a
distância indicada pelo
instrumento com uma distância de valor conhecido.
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TELÊMETRO
( TELÊMETRO DE COINCIDÊNCIA E TELÊMETRO ESTEREOSCÓPICO ) O princípio óptico é o mesmo, mas não se conhece a altura do objeto; o telêmetro faz uma comparação com a altura do objeto usado na calibração.
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TELÊMETRO DO COURAÇADO ALEMÃO ADMIRAL GRAF SPEE, EM EXPOSIÇÃO NO URUGUAI
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TELÊMETRO OPTRÔNICO DE MÃO
SISTEMA DE DIREÇÃO DE TIRO (RADAR DT + TELÊMETRO)
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APP PARA ANDROID
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GUARDAPOSTO
16’
32’
16’
32’
MANDATÓRIO O USO DE DIAGRAMAS ESPECIAIS POR CLASSE DE NAVIO.Prof. KOPÊ
A OBJETO NO HORIZONTE
Ö ERRO DE FORMATAÇÃO
D(MN) = 2 √ h
h – ALTURA DO OLHO DO OBSERVADOR (m)
D(MN) = 2 √ h + √ H
H – ALTURA DO OBJETO OBSERVADO (m)
235
CÁLCULO DA DISTÂNCIA POR DOIS
ÂNGULOS E DISTÂNCIA NAVEGADA
Não preciso saber a altura do objeto.
... ao farol, é dada pela fórmula:
???
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PROCESSOS PRÁTICOS DE MEDIDA DE
DISTÂNCIAS
A distância será expressa na unidade em que se
medir a altitude ou o comprimento do objeto. Se
em metros ou pés, para a distância em milhas,
dividir o resultado por 1852 ou 6076,12,
respectivamente.
237PROCESSOS PRÁTICOS DE MEDIDA DE
DISTÂNCIAS
A distância será expressa na unidade em que se medir a altitude ou o comprimento do objeto. Se em
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MEDIDA DE DISTÂNCIAS
MÉTODO DO DEDO
Fechar um olho, estender um braço na horizontal, distender o polegar na vertical e, nessa posição, fazer o polegar tangenciar uma das extremidades do objeto. Abrindo o olho e fechando o outro, o polegar “parece”
deslocar-se sobre o objeto conhecido.
D = P% . C . 10
P – PORCENTAGEM DO TOTAL DA ILHA QUE O POLEGAR SE DESLOCOU
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PROCESSOS PRÁTICOS DE
MEDIDA DE DISTÂNCIAS
D = P% . C . 10
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INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO
DE PROFUNDIDADES
Tanto as profundidades, como as curvas
isobatimétricas
(ou
isobáticas),
constituem
informações muito valiosas para o navegante.
O navegante determina a profundidade da
sua posição com os seguintes propósitos:
241
INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO
DE PROFUNDIDADES
1) avaliar se a profundidade medida oferece perigo,
tendo em vista o calado;
2) comparar a profundidade medida com a
registrada na Carta Náutica, como um meio de
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INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO
DE PROFUNDIDADES
Para determinar profundidades, o navegante, normalmente, dispõe dos seguintes meios:
► prumo de mão; ► máquina de sondar; ecobatímetro. ▼ ▼
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INSTRUMENTOS DE
DESENHO E PLOTAGEM
245
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OUTROS INSTRUMENTOS DE
NAVEGAÇÃO
LUNETA OU BINÓCULO ÓCULO DE ALCANCE - 7x50 - FOCO 247 CRONÓGRAFO ≠ CRONÔMETROOUTROS INSTRUMENTOS DE
NAVEGAÇÃO
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